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Espasticidade

Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Espasticidade. - Portaria atualizada em 23/03/2022

Última atualização: 20 de janeiro de 2025
175 páginas
CID-10: G041, G800, G801, G802, G811, G821, G824, I690, I691, I692, I693, I694, I698, T905, T908

Explorar o protocolo

Classificação e DiagnósticoCritérios de InclusãoCritérios de Exclusão e TratamentoTratamento Não MedicamentosoImobilizaçãoTratamento Cirúrgico e MedicamentosoToxina BotulínicaAdministração de MedicamentoCritérios de InterrupçãoMonitoramento e AvaliaçãoTermo de ConsentimentoMetodologia da LiteraturaAvaliação TécnicaEficácia da Toxina BotulínicaMétodos da BuscaResultados da BuscaAnálise dos ResultadosAvaliação do RiscoRedução da DorQualidade de VidaEventos AdversosPerfil de EvidênciasToxina vs PlaceboEventos AdversosCerteza da AvaliaçãoCerteza da Avaliação: DorDor em MembrosQualidade de VidaConsiderações e EficáciaToxina Botulínica em CriançasMétodos da BuscaResultados da BuscaDelineamento do EstudoAnálise dos ResultadosRisco de ViésAmplitude de MovimentoEspasticidadeToxina vs PlaceboFunção MotoraAmplitude de MovimentoEspasticidadeSatisfaçãoEventos Adversos e EvidênciasFunção Motora: Curto PrazoFunção Motora: Médio PrazoEspasticidade: Médio PrazoFunção Motora: Longo PrazoAnálise da MarchaAnálise InstrumentalAmplitude e SatisfaçãoSatisfaçãoAnálise da MarchaAmplitude de MovimentoSatisfaçãoFunção: Longo PrazoAmplitude: Longo PrazoEspasticidade e SatisfaçãoEventos AdversosBaclofeno: Eficácia e SegurançaResultados da BuscaBaclofeno vs PlaceboAnálise dos ResultadosAvaliação da EspasticidadeQualidade de Vida e SegurançaPerfil de EvidênciasAvaliação da EspasticidadeEventos AdversosCerteza das EvidênciasCerteza das EvidênciasConsiderações FinaisRisco de ViésProporçãoEventos AdversosQualidade de VidaRisco de ViésJustificativaRisco de ViésBaclofeno OralBaclofeno vs DiazepamAvaliação da DorCapacidade FuncionalEventos AdversosPopulação InfantilBaclofeno vs DiazepamEventos Adversos
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MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E INSUMOS ESTRATÉGICOS EM SAÚDE

PORTARIA CONJUNTA Nº 5, DE 22 DE MARÇO DE 2022

Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Espasticidade.

A SECRETÁRIA DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE e a SECRETÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E INSUMOS ESTRATÉGICOS EM SAÚDE, no uso de suas atribuições,

Considerando a necessidade de se atualizarem os parâmetros sobre a espasticidade no Brasil e diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com este distúrbio;

Considerando que os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas são resultado de consenso técnico-científico e são formulados dentro de rigorosos parâmetros de qualidade e precisão de indicação;

Considerando o Registro de Deliberação n o 717/2022 e o Relatório de Recomendação n o 721- Março de 2022 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), a atualização da busca e avaliação da literatura; e

Considerando a avaliação técnica do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde (DGITIS/SCTIE/MS), do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) e do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES/MS), resolvem:

Art. 1º Fica aprovado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Espasticidade.

Parágrafo único. O Protocolo objeto deste artigo, que contém o conceito geral da espasticidade, critérios de diagnóstico, critérios de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação, disponível no sítio https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt, é de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.

Art. 2º É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais (efeitos ou eventos adversos) relacionados ao uso de procedimento ou medicamento preconizados para o tratamento da espasticidade.

Art. 3º Os gestores estaduais, distrital e municipais do SUS, conforme suas competências e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com esse distúrbio em todas as etapas descritas no anexo a esta Portaria, disponível no sítio citado no parágrafo único do art. 1º.

Art. 4º Fica revogada a Portaria Conjunta SAS/SCTIE/MS n o 2, de 29 de maio de 2017, publicada no Diário Oficial da União nº 102, de 30 de maio de 2017 seção 1, página 75.

Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MAÍRA BATISTA BOTELHO

SANDRA DE CASTRO BARROS

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ANEXO

PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ESPASTICIDADE

1. INTRODUÇÃO

A espasticidade é um distúrbio do movimento frequente em condições em que há danos nas áreas motoras do sistema nervoso central e se manifesta clinicamente por aumento no tônus muscular, que se torna mais aparente com movimentos de alongamento mais rápidos 1 . Em uma das definições mais recentes, a espasticidade foi descrita como hiperatividade muscular involuntária na presença de paresia central 2 . Existem três mecanismos que desempenham papel central no desenvolvimento da espasticidade: (i) alterações na entrada aferente que chega aos neurônios motores espinhais; (ii) alterações nos arcos reflexos que afetam a excitabilidade dos neurônios motores; e (iii) alterações nas características internas dos neurônios motores 3 .

A espasticidade pode variar de um problema focal a uma condição difusa (generalizada). Quando focal, afeta um único grupo muscular ou região funcional. Se grupos musculares adjacentes forem afetados em um ou mais membros, a espasticidade é classificada como segmentar. Por fim, tem-se um quadro de espasticidade generalizada quando mais de dois membros são acometidos 4 .

As principais causas de espasticidade são acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla e paralisia cerebral. Danos cerebrais hipóxicos ou traumáticos e danos da medula espinhal são menos frequentes, mas podem levar à espasticidade particularmente grave. A espasticidade também pode surgir como uma consequência de doenças inflamatórias, infecciosas e tumorais 2 . As regiões mais afetadas são os músculos flexores dos membros superiores (dedos, punho e cotovelo) e os músculos extensores dos membros inferiores (joelho e tornozelo).

Definir a prevalência de espasticidade na população torna-se um desafio pela heterogeneidade com que a condição se apresenta e por ser uma consequência de outras doenças, na maioria das vezes. Dessa forma, a incidência e a prevalência variam de acordo com a condição associada e também com sua gravidade, músculos afetados, tempo de acometimento pela doença, entre outros fatores 5-7 . No Quadro 1, estão descritas as estimativas de prevalência e incidência para as condições mais comumente associadas à espasticidade 6 .

Quadro 1 Estimativas de incidência e prevalência mundial de condições comumente associadas à espasticidade

Doença Incidência anual Prevalência
Acidente Vascular Cerebral 30-485/ 100.000 40-600/100.000
Esclerose múltipla - 2-350/100.000
Paralisia cerebral - 240-360/100.000
Traumatismo craniano 100-235/100.000 -
Lesão da medula espinal 0,2-8/100.000 22-90/100.000

Fonte: Adaptado de Martin et al (2014) 6 .

No Brasil, dados epidemiológicos sobre as condições associadas à espasticidade e sua frequência são escassos. No entanto, em média, 15.469 pacientes receberam toxina botulínica tipo A (TBA), no SUS, entre 2017 e 2020, de acordo com os dados da Sala Aberta de Inteligência em Saúde (SABEIS) com dados administrativos para gestão de PCDT de tecnologias providas pelo SUS 8 .

Quando não tratada, a espasticidade leva a um ciclo vicioso, no qual a contração sem oposição dos músculos afetados causa uma postura anormal do membro, com encurtamento do tecido mole e outras alterações biomecânicas nos músculos contraídos - esse quadro dificulta o alongamento muscular e mantém a rigidez 9 . Manifestações clínicas comuns em pacientes

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com espasticidade incluem: dor, espasmos, contratura e deformidade dos membros que, consequentemente, levam a prejuízos na mobilidade, destreza, higiene, autocuidado e sono, fadiga, baixa autoestima, úlceras de pressão e à incapacidade de usar órteses 9,10 . Os prejuízos também são associados à participação em atividades sociais e relacionadas ao trabalho e à qualidade de vida 9,11 . No entanto, é importante destacar que a espasticidade nem sempre é prejudicial, quando se apresenta em combinação com fraqueza muscular, por exemplo, a espasticidade pode ajudar o paciente a manter a postura, ficar em pé ou andar. Isso deve ser considerado na definição do plano terapêutico, ao mesmo tempo que o profissional precisa estar ciente de que o quadro pode mudar com o passar do tempo, o que exige avaliações regulares e readequação do planejamento de cuidados 9 .

A identificação de fatores de risco e do distúrbio em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

Este Protocolo visa a estabelecer os critérios diagnósticos e terapêuticos da espasticidade e o processo de seu desenvolvimento seguiu as recomendações da Diretriz Metodológica de Elaboração de Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde 12 , que preconiza o uso do sistema GRADE ( Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation ). 13,14 . A metodologia de busca e avaliação das evidências estão detalhadas no Apêndice 1 .

2. CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE (CID-10)

Os seguintes diagnósticos caracterizam ou relacionam-se com a espasticidade 15 :

G04.1 Paraplagia espástica tropical G80.0 Paralisia cerebral espástica G80.1 Diplegia espástica G80.2 Hemiplegia infantil G81.1 Hemiplegia espástica G82.1 Paraplegia espástica G82.4 Tetraplegia espástica I69.0 Sequelas de hemorragia subaracnoidea I69.1 Sequelas de hemorragia intracerebral I69.2 Sequelas de outras hemorragias intracranianas não traumáticas I69.3 Sequelas de infarto cerebral I69.4 Sequelas de acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico ou isquêmico I69.8 Sequelas de outras doenças cerebrovasculares e das não especificadas T90.5 Sequelas de traumatismo intracraniano T90.8 Sequelas de outros traumatismos especificados da cabeça

3. DIAGNÓSTICO

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O diagnóstico da espasticidade é clínico e a avaliação inicia-se com o levantamento da história clínica detalhada e exame físico do paciente 3,16 . A graduação da espasticidade pode ser realizada por meio de um sistema de pontuação validado, como a escala de Ashworth ou a escala de Tardieu 17,18 . A Escala de Ashworth foi publicada na década de 60, como um método de classificação da espasticidade em trabalhos com pacientes com esclerose múltipla. É uma escala que mensura a resistência em um músculo, que não necessariamente é causada pela espasticidade, exigindo uma interpretação mais cuidadosa. Já a escala de Tardieu avalia tanto a resistência do músculo quanto seu ângulo de captura e velocidade do movimento 19 .

No fim da década de 80, a escala foi modificada com intuito de aumentar sua sensibilidade, sendo adicionado um grau (grau 1+) ( Quadro 2 ) 20 . A partir do grau 1, um indicador associado à disfunção, à dor e a necessidades de assistência, um tratamento pode ser indicado. A Escala de Ashworth modificada (EAM) é amplamente usada, especialmente pela facilidade de uso 17,18 , servindo tanto para avaliar a intensidade da hipertonia como para avaliar a resposta terapêutica. Trata-se de uma escala numérica de 5 pontos (0 a 4), em que 0 representa um músculo sem resistência e 4 um músculo rígido em flexão ou extensão.

Quadro 2 Escala de Ashworth modificada (EAM)

Grau Descrição
0 Tônus normal.
1 Leve aumento do tônus muscular, com mínima resistência no fim do movimento.
1+ Leve aumento do tônus muscular, com mínima resistência em menos da metade do movimento.
2 Aumento mais marcado do tônus muscular na maior parte do movimento, mas a mobilização passiva é efetuada com facilidade.
3 Considerável aumento do tônus muscular, e o movimento passivo é difícil.
4 Segmento afetado rígido em flexão ou extensão.

Fonte: Baunsgaard et al (2016) 5 .

É importante destacar que, de forma isolada, a avaliação pelas escalas não é suficiente para determinar o plano terapêutico ou seus resultados. Por isso, a equipe multiprofissional de saúde deve considerar também o quanto a espasticidade interfere na funcionalidade e se leva à incapacidade para realização de atividades cotidianas 21,22 . Em situações excepcionais, a critério médico, a confirmação dos grupos musculares espásticos pode ser feita por meio de eletromiografia, eletroestimulação ou ultrassonografia 23 .

4. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

Serão incluídos neste Protocolo os pacientes com espasticidade segmentar ou focal que apresentarem todas as condições abaixo:

um dos diagnósticos codificados no item 2 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10); grau 1, 1+, 2 ou 3 na EAM; comprometimento funcional, dor ou risco de desenvolvimento de deformidades osteomusculoarticulares, devidamente informados por laudo médico; e inserção em programa de reabilitação ou, no mínimo, realização de fisioterapia ou terapia ocupacional.

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5. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO

Serão excluídos deste Protocolo os pacientes espásticos que apresentarem pelo menos uma das situações abaixo listadas:

hipersensibilidade a um ou mais componentes da formulação das apresentações de TBA; uso exclusivo para tratamento de espasticidade generalizada; perda definitiva da mobilidade articular por contratura fixa ou anquilose com grau 4 na EAM para o segmento a ser tratado; doenças da junção neuromuscular (por exemplo, miastenia grave, síndrome de Lambert-Eaton, etc); desenvolvimento de anticorpos contra TBA; infecção no local de aplicação; gestação ou amamentação; uso concomitante de antibióticos aminoglicosídeos; ou impossibilidade de seguimento do acompanhamento médico e manutenção dos cuidados de reabilitação propostos.

6. TRATAMENTO

A espasticidade pode ter diversas causas e gerar dor, angústia e deficiências que pioram a qualidade de vida, podem incapacitar os pacientes e dificultar o processo de reabilitação. O Quadro 3 descreve o impacto da espasticidade no corpo, na capacidade de realização de atividades e participação na sociedade, de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) 24-26 .

Quadro 3 Impacto da espasticidade no corpo, na capacidade de realização de atividades e participação na sociedade de acordo com a Classificação Internacional de Funcionalidade da Organização Mundial da Saúde

Impacto Problema Efeito
Físico Espasmos musculares Postura anormal de tronco membros Dor Dificuldades posturais Contraturas Deformidade de membros
Motor Perda de atividade funcional Perda de função passiva Dificuldades com autocuidado e higiene
Social Impacto de todos os problemas acima Baixa autoestima Problemas com a autoimagem
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Redução da interação social

Impacto nas relações familiares e sociais

Impacto no trabalho e atividades domésticas

Adaptado de: Organização Mundial de Saúde (https://www.who.int/standards/classifications/international-classification-of-functioning-disability-and-

health)

O cuidado ao paciente deve ser considerado gradualmente, envolvendo o uso progressivo de modalidades de tratamento, iniciando com aquelas mais conservadoras e evoluindo para as mais invasivas. Uma das etapas iniciais do tratamento da espasticidade envolve identificar, evitar e tratar condições que possam estar associadas, incluindo infecção, dor, trombose venosa profunda e úlceras de pressão 10,16 .

O tratamento específico deve ser iniciado quando a espasticidade estiver causando sintomas, prejuízos na função ou na prestação de cuidados e quando o benefício para o paciente for significativo. A equipe multiprofissional deve considerar uma visão geral do quadro do paciente na elaboração do plano terapêutico, uma vez que a espasticidade pode contribuir para algumas funções, como a manutenção da postura 9 . Os objetivos do tratamento devem visar ao alívio dos sintomas (dor e espasmos), melhora da função e postura e diminuição da carga de cuidado 10 . Benefícios mais expressivos podem ser vistos nas metas de função passiva em comparação com as metas de função ativa 9 . Uma série de intervenções podem ser aplicadas no controle da espasticidade, frequentemente oferecidas em conjunto - como o uso de TBA associado ao gesso seriado ou órteses 9 .

Independentemente da conduta adotada para o cuidado, é fundamental que ele envolva a discussão do plano terapêutico e, sobretudo, do alinhamento de expectativas com o paciente, família ou cuidador 21 .

6.1 Tratamento não medicamentoso

Existem evidências de que a associação de terapias não medicamentosas às terapias medicamentosas melhore os sintomas de espasticidade em pacientes pediátricos, adolescentes 19 e adultos, devendo o cuidado da espasticidade ser realizado em um programa de reabilitação que envolva intervenções físicas e medicamentosas de forma individualizada e de acordo com as necessidades dos pacientes. Os médicos e equipes multiprofissionais devem adotar condutas baseadas em evidências para identificação e utilização das intervenções adequadas a cada indivíduo 19,21,26-31 .

Entre as terapias não medicamentosas citadas na literatura científica e em diretrizes clínicas internacionais, estão: tratamentos cirúrgicos, estimulação elétrica, imobilização por gesso, bandagens, alongamento, acupuntura, entre outras 19,21,26-35 . Estas modalidades podem ser associadas ao uso de toxina botulínica, porém os parâmetros ideais para seu uso são desconhecidos, sendo recomendada a avaliação cuidadosa da eficácia sobre os desfechos esperados, se forem utilizadas 21,33 .

As recomendações das diretrizes clínicas internacionais para terapias não medicamentosas serão abordadas a seguir.

Estimulação Elétrica

A estimulação elétrica funcional (EEF) é uma técnica que utiliza a passagem de corrente elétrica através de eletrodos para ativar músculos e nervos que se encontram enfraquecidos ou paralisados devido à ausência de comandos cerebrais. Geralmente a estimulação elétrica muscular é utilizada para redução de dor, terapia de exercício e iniciação de uso de órteses 26 . Os sistemas de EEF tópicos são facilmente encontrados, podem ser implantados e possuem poucas contraindicações 36 .

Apesar da escassez de evidências de qualidade que demonstrem que a estimulação elétrica em associação à toxina botulínica melhore os resultados de espasticidade, há pelo menos um estudo clínico cujos resultados sugerem que a estimulação elétrica melhorou as pontuações da EAM em pacientes sobreviventes de AVC, sendo essa uma alternativa citada em diretriz internacional para o cuidado de pacientente no pós AVC 21 . Os resultados de uma revisão sistemática, publicada em 2015, analisou

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dados de 29 estudos clínicos incluindo 940 pacientes e sugere que o uso de estimulação elétrica neuromuscular associada a outras terapias, em pacientes com espasticidade após AVC, pode reduzir a espasticidade e melhorar a amplitude dos movimentos 34 .

Já o uso de estimulação neuromuscular elétrica transcutânea (TENS, do inglês: Transcutaneous electrical nerve stimulation ) para tratamento da espasticidade relacionada à Esclerose Múltipla não foi recomendado em um consenso italiano 28 . Recentemente têm sido publicados novos estudos clínicos avaliando a combinação do uso de mais de um sistema de estimulação e, ainda que a melhora da espasticidade nem sempre seja alcançada, alguns benefícios em relação à capacidade de locomoção de pacientes parecem promissores e trazem uma nova perspectiva no processo de cuidado 37-40 . No entanto, em virtude das limitações das evidências disponíveis sobre o tema, não é possível afirmar que a estimulação elétrica muscular aumenta a captação de toxina botulínica quando utilizada próxima ao momento da aplicação do medicamento 41 .

Imobilização - gesso, bandagens, órteses e talas.

Gesso e bandagens são muito utilizados na prática clínica 42,43 , principalmente após uso de toxina botulínica na espasticidade focal 26 , apesar das incertezas sobre sua eficácia e segurança em virtude do pequeno número de estudos e baixo tamanho amostral 21 . Contudo, seu uso é frequentemente empregado como forma de prolongar o alongamento dos músculos afetados pela espasticidade 26 . As diretrizes do Colégio de Terapeutas Ocupacionais e da Associação de Fisioterapeutas Credenciados dos Estados Unidos recomendam que as imobilizações com gesso sejam utilizadas na fase aguda do tratamento e com aplicações curtas de 1 a 4 dias, uma vez que apresentam menores complicações quando comparadas às aplicações mais longas 44 .

Evidências de baixa certeza sugerem que o uso de bandagens em tornozelos pode ter efeito superior quando comparado ao alongamento isolado após a injeção de toxina botulínica 45 e que o uso de bandagem associada à terapia com toxina botulínica pode reduzir a espasticidade de pulsos e dedos 46 . Os resultados de um estudo de fase 2 sugerem que imobilização gessada pode reduzir o nível de espasticidade enquanto um ensaio clínico randomizado com 70 pacientes comparou a utilização de bandagem à técnica de alongamento muscular diária, sugerindo melhora da espasticidade e deficiência após um mês com o uso de bandagem 35 .

Uma revisão sistemática recentemente publicada, incluindo meta-análise de 25 estudos clínicos, considerou que o uso de gesso seriado foi eficaz em melhorar a dorsiflexão passiva do tornozelo e diminuir a hipertonicidade medida pela EAM a curto prazo, além de melhorar os resultados de marcha funcional a médio prazo. Os autores destacam que ainda permanece pouco clara a importância clínica de melhorar a dorsiflexão do tornozelo por um adicional de três graus, mas que o uso do gesso seriado em membros inferiores pode contribuir para melhora de vários resultados relevantes para a função desses membros, apoiando a sua utilização clínica em crianças com paralisia cerebral ainda que mais estudos precisem ser realizados, sobretudo na avaliação de longo prazo 47 . Os resultados dessa revisão reforçam o que já havia sido relatado anteriormente em análises retrospectivas de prontuários 47-50 .

Órtese externa é o termo define dispositivos utilizados externamente com a finalidade de modificar a estrutura ou função do sistema musculoesquelético aplicando forças externas contínuas durante sua utilização 8 . Principalmente para crianças e adolescentes com espasticidade, o uso de órteses pode ser recomendado considerando a necessidade dos pacientes, visando a benefícios como melhora da postura ou da função do membro, aumento da eficiência da caminhada, prevenção ou retardo do desenvolvimento de contraturas e migração do quadril, alívio de dor e desconforto, prevenção e tratamento de lesões 19 .

O uso de órteses deve ser discutido com os pacientes ou responsáveis para decisão compartilhada e balanço de riscos e benefícios. A indicação de órteses deve ser individualizada e considerar 19 :

potencial risco de desconforto e lesões devido ao seu uso; importância da educação de pacientes, familiares e cuidadores sobre forma de utilização, tempo de uso, como aplicar e retirar e como higienizar;

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necessidade do tamanho e do encaixe estarem corretos; necessidade de suspender o uso e retornar ao médico, em caso de dor que não alivie com reposicionamento.

Para crianças e adolescentes com espasticidade de membros superiores e inferiores, podem ser desenvolvidas órteses que visem à extensão, otimização da função e limitação da deformidade, facilitando o desenvolvimento motor. Para músculos que controlam duas articulações, preconiza-se o uso de órteses noturnas para melhorar o alongamento e a redução de dificuldades funcionais. O uso de órteses por crianças e adolescentes deve ser monitorado frequentemente por médicos e equipes multiprofissionais capacitados para garantir a correta utilização e os melhores desfechos 19 .

Alongamento

Alongamento é definido como qualquer movimento que vise estiramento dos tecidos moles por um período 51 . Usualmente, o alongamento é utilizado para combater o encurtamento muscular e prevenir o desenvolvimento de contraturas. Entretanto, evidências limitadas indicam que, para ser eficaz, é necessária aplicação do alongamento por várias horas durante o dia ou de forma contínua na espasticidade 44,51,52 . Apesar da escassez das evidências, o alongamento é rotineiramente utilizado e estudos têm sido desenvolvidos visando a avaliar sua eficácia 53 .

Não é recomendado uso rotineiro de alongamento para reduzir espasticidade em pacientes pós-AVC 52 , uma vez que existem evidências de certeza moderada a forte de que tais intervenções não afetam a espasticidade ou mobilidade articular 21 .

Procedimentos cirúrgicos

A rizotomia dorsal seletiva é um procedimento neurocirúrgico que consiste na secção de alguns nervos sensoriais que contribuem para a espasticidade 19 . De acordo com a diretriz clínica do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) sobre o cuidado da paralisia cerebral em adultos, evidências com baixo nível de certeza sugerem que rizotomia dorsal seletiva é eficaz para redução do tônus muscular em pacientes adultos com espasticidade. Ainda, a rizotomia dorsal deveria ser considerada somente se outros tratamentos não fossem efetivos ou fossem contraindicados, após avaliação por equipe multidisciplinar experiente e especializada, uma vez que se trata de um procedimento irreversível com possíveis complicações a longo prazo. É imprescindível a discussão com o paciente e seus responsáveis sobre riscos e benefícios do procedimento 27 .

Em pacientes pediátricos e adolescentes, a cirurgia ortopédica pode ser considerada um importante complemento para as demais intervenções que visam à melhoria da espasticidade, podendo prevenir a deterioração e melhorar a função dos membros 19 . Também a rizotomia dorsal seletiva é considerada como opção para crianças e jovens com espasticidade grave mediante criteriosa elegibilidade dos pacientes e considerando a avaliação multiprofissional de equipe com amplo conhecimento no cuidado da espasticidade e a resposta/acesso a opções de tratamento. A diretriz do NICE recomenda que seja discutida a irreversibilidade do procedimento e incertezas sobre os desfechos de longo prazo com o paciente ou seus familiares ou cuidadores 54 .

6.2 Tratamento medicamentoso

A literatura científica e as diretrizes clínicas internacionais descrevem o uso de alguns medicamentos como parte do tratamento reabilitador e controle da espasticidade, uma vez que o tratamento físico isolado pode ser insuficiente 9,19,27-30 .

Entre os medicamentos considerados para tratamento e controle da espasticidade estão: toxina botulínica, baclofeno, tizanidina, triexifenidil e fenol 9,19,27-30,55-58 . Outros medicamentos são citados quando discutido o tratamento medicamentoso da espasticidade, mas sem que apresentem indicação específica para essa condição, como: canabidiol, diazepam, gabapentina, pregabalina, levetiracetam e clonidina 9,19,27-30,55-58 .

Diretrizes clínicas de outros países recomendam o uso de baclofeno intratecal 9,19,27-30 . No entanto, uma vez que não há registro válido junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esta apresentação, não é possível recomendar seu

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uso no Brasil. Já o uso de baclofeno oral pode ser considerado para espasticidade generalizada ou segmentar 9,19,27-30 . Seu uso em adultos foi avaliado pela Conitec para o tratamento da espasticidade, conforme o Relatório de Recomendação nº 715/2022. Ressalta-se que não há indicação aprovada em bula para uso em crianças, motivo pelo qual essa população não foi contemplada na avaliação. As evidências são escassas para adultos e crianças, com resultados pouco expressivos para a eficácia e segurança, provenientes de estudos clínicos com limitações metodológicas importantes, além do tamanho amostral reduzido, o que impede qualquer conclusão. É importante ressaltar que o mesmo cenário já havia sido relatado em diretrizes clínicas internacionais 9,19,2730 , incluindo aquelas que citam o baclofeno como uma das opções terapêuticas para tratamento da espasticidade, uma vez que é comum seu emprego na prática clínica e diante da falta de outras opções mais eficazes.

Na análise sobre eficácia e segurança do baclofeno oral foram incluídos 14 Ensaios Clínicos Randomizados (ECR) 7-20 . Estudos envolvendo a população adulta incluíram, na maioria, participantes com esclerose múltipla, enquanto os relacionados às crianças envolveram pacientes com paralisia cerebral. Em relação à eficácia do baclofeno, os estudos que avaliaram a melhora clínica da espasticidade por meio da escala de Ashworth (em crianças e adultos) indicaram que a intervenção não apresentou diferença entre os efeitos dos comparadores (placebo e diazepam) significativa. Sobre segurança, todos os ECR (independentemente da população ou comparador) trouxeram apenas o número dos eventos adversos ocorridos. Foi possível constatar mais casos no grupo baclofeno em relação ao placebo, mas, quando comparado ao diazepam, essa diferença quase não existiu. Por outro lado, qualidade de vida não foi avaliada em nenhum dos ECR incluídos.

Os demais desfechos (dor associada à espasticidade e capacidade funcional durante as atividades de vida diária) não foram relatados nos estudos comparando baclofeno com diazepam (para adultos e crianças). Quando comparado ao placebo, os ECR indicaram que o baclofeno foi eficaz para a população adulta na redução da dor associada à espasticidade, apesar das análises terem sido subjetivas e heterogêneas, não houve diferença significativa sobre a capacidade funcional durante as atividades de vida diária. Para as crianças, por outro lado, foi inconclusiva a eficácia do baclofeno para a capacidade funcional no cotidiano, porque algumas análises indicaram benefício e outras não - nos mesmos estudos, inclusive -, a dor associada à espasticidade não foi avaliada nesses pacientes.

Não é possível fonercer um resultado conclusivo sobre a eficácia e a segurança do baclofeno para a população adulta e pediátrica com espasticidade, por conta da baixa qualidade metodológica das evidências e da heterogeneidade das avaliações (diferentes escalas clínicas, análises subjetivas, exames clínicos) e dos dados para os desfechos analisados para pergunta de pesquisa englobada por este documento. Para todos os desfechos, a certeza do conjunto de evidências foi classificada como 'muito baixa', exceto para a avaliação da espasticidade pela escala de Ashworth na população pediátrica comparando baclofeno a diazepam, cuja certeza foi considerada 'baixa'.

Em uma análise complementar, não foram identificados estudos observacionais que comparem o baclofeno a placebo ou diazepam e justificassem a inclusão desse tipo de estudo na revisão sistemática conduzida nesta síntese. Portanto, há necessidade de estudos primários mais robustos e melhor conduzidos para ambas as populações incluídas nesta síntese.

Em outras revisões sistemáticas avaliando a eficácia de agentes antiespasmódicos orais, de forma geral a conclusão gira em torno da limitação das evidências científicas disponíveis, tanto em relação à quantidade quanto à qualidade, para que possam ser formuladas recomendações a respeito de seu uso 18,56-59 . Há estudos cujos resultados sugerem que o diazepam pode reduzir o tônus muscular, porém não apresentando diferenças significativas de eficácia quando comparado à tizanidina e baclofeno oral. Deste modo, há recomendação fraca para uso de diazepam visando à redução da espasticidade em pacientes com esclerose múltipla na diretriz clínica do NICE 27,30 . O diazepam não deve ser administrado para tratamento de espasticidade em pacientes com paralisia cerebral, exceto em casos agudos de dor grave ou ansiedade associadas à espasticidade 19 .

O fenol é um composto químico formado por ácido carbólico, ácido fênico, ácido fenílico, hidroxibenzeno e oxibenzona tendo sido muito utilizado para realização de neurólise neural em alguns casos de espasticidade sobretudo antes da disponibilidade de TBA, porém as evidências sobre seu uso são muito limitadas 60-66 . O uso de fenol combinado à TBA pode ser

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útil para o tratamento de espasticidade que cause problemas multifocais, como meio para aumentar a eficácia da TBA a longo prazo, mas sua administração também requer profissionais capacitados, tal qual ocorre com a TBA - sua aplicação em nervos mistos (motores + sensoriais) pode causar dor neurogênica sendo mais seguro o uso em nervos motores puros 26 .

Toxina botulínica

A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e consiste em uma complexa mistura de proteínas contendo neurotoxina botulínica e várias proteínas não tóxicas. A neurotoxina botulínica consiste em uma cadeia pesada e uma cadeia leve unidas por uma única ligação dissulfeto. É sintetizada como um polipeptídeo de cadeia única relativamente inativo com massa molecular de aproximadamente 150kD e ativada quando a cadeia polipeptídica é clivada. As toxinas botulínicas são uma família de proteínas que possui sete sorotipos clássicos de neurotoxinas (A, B, C, D, E, F e G) 67 , mas que são imunologicamente distintos. Cada sorotipo pode incluir subtipos adicionais. As neurotoxinas inibem a liberação de acetilcolina, embora as proteínas-alvo intracelulares, características específicas de suas ações e potências variem. Apenas os sorotipos A e B foram autorizados para uso clínico, sendo a TBA mais estudada para fins terapêuticos 68,69 e única com registro válido na Anvisa atualmente.

Existem diferentes formulações de toxina botulínica do tipo A comercializadas no Brasil. As diferenças entre as preparações de TBA, que dependem de seus biotipos específicos e processo de fabricação, levam a diferenças importantes a ser consideradadas. Assim, cada formulação possui características particulares, resultando em doses, eventos adversos e recomendações de conservação e armazenamento próprios. Também as indicações em bula dos vários produtos biológicos que são registrados no Brasil sob o nome de 'toxina botulínica' podem variar. As doses de TBA são usualmente medidas em unidades (U) e deve-se considerar a orientação de cada fabricante durante o uso 70,71 .

O uso terapêutico da TBA deve reduzir a espasticidade do(s) segmento(s) afetado(s), ser capaz de tratar ou prevenir alterações osteomioarticulares, reduzir a dor e ser seguro, sem risco de perda funcional.

Para a atualização deste PCDT, foram realizadas revisões sistemáticas para a população de adultos e de crianças. Como resultados, foi encontrado que, em crianças, quando comparada à fisioterapia ou cuidados usuais, há evidências de qualidade muito baixa de que a TBA melhora a espasticidade dos flexores plantares do tornozelo no seguimento de médio prazo (diferença padronizada das médias (DMP) -1,31 [IC 95% -2,21; -0,41]) e longo prazo (DMP -0,78 [IC 95% -1,03; -0,52]), mas não no seguimento de curto prazo (DMP -0,77 [IC 95%-1,68; 0,15]). Em comparação ao placebo, evidências de qualidade moderada demonstram que a TBA é eficaz em reduzir a espasticidade na EAM em um curto prazo (diferença média (DM) -0,49 [IC 95% -0,78; -0,20]), médio (DM -0,50 [IC 95% -0,78; -0,22]), mas não em longo prazo (DM -0,18 [IC 95% -0,81; 0,46]). Nos adultos, a TBA exibiu eficácia na semana 4 em relação ao valor basal (evidência de qualidade baixa) nos membros superiores (DM 0,27 [IC 95% 0,15; 0,39]) e nos membros inferiores (DM 0,80 [IC 95% 0,63; 0,97]) (evidência de qualidade moderada).

Em relação à segurança, nos adultos, o risco de apresentar algum evento adverso foi maior no grupo da TBA quando comparado ao placebo apenas para a análise dos membros superiores (RR 1,15 [IC 95%: 1,02; 1,30]). Entretanto, ao considerar apenas os eventos adversos graves, não houve diferença entre os grupos (RR: 0,88 [IC 95% 0,50; 1,57]). Para os membros inferiores, não houve diferença entre TBA e placebo tanto em adultos (RR: 1,18 [IC 95% 0,99; 1,41]) quanto em crianças (RR 1,29 [IC 95% 0,87; 1,93]). Para todas as avaliações, a certeza da evidência foi considerada baixa.

Os benefícios esperados do tratamento com TBA são 9,19,27-30 :

Melhora da capacidade funcional (locomoção, transferências - mobilidade do paciente, atividades da vida diária); prevenção de contraturas e deformidades osteomusculoarticulares; diminuição da dor; facilitação no uso de órteses e na realização dos cuidados de higiene do paciente; redução da taxa de uso de outros medicamentos;

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diminuição da frequência e gravidade dos espasmos; redução do número de procedimentos de reabilitação; quando usada nas fases iniciais da reabilitação pós AVC, espera-se que o uso de TBA possa prevenir o encurtamento de tecidos causado pela espasticidade e imobilidade dos membros, podendo evitar o desuso e otimizar a recuperação neurológica.

Para o uso de TBA como modalidade terapêutica, o paciente deve estar inserido em um programa de reabilitação ou, no mínimo, sob atendimento de fisioterapia ou terapia ocupacional que vise a manobras de manutenção da amplitude do movimento articular, treino funcional e órteses de posicionamento 9,19,27-30 . Fatores que podem causar exacerbação do tônus muscular, como infecções, úlceras de pressão, órteses mal adaptadas ou complicações clínicas, devem ser afastados ou tratados concomitantemente 9,19,27-30.

A TBA é recomendada nas diretrizes clínicas internacionais, principalmente para o tratamento de espasticidade focal ou segmentar 9,19,27-30 . Além disso, a TBA deve ser considerada após lesão cerebral não progressiva adquirida, caso a espasticidade cause dificuldades posturais ou funcioniais 26 , e é uma das intervenções combinadas necessárias nos casos de espasticidade de padrão misto, que combina elementos focais e generalizados 9 . Contudo, o uso da TBA não tem indicação para recuperação de funções perdidas, exceto se esta perda tiver relação com a hiperatividade do músculo antagonista 26 .

Para crianças e adolescentes com espasticidade focal ou segmentar, o uso de TBA deve ser considerado quando há impedimento da função motora fina, comprometimento da possibilidade de autocuidado, presença de dor, impedimento de outros tratamentos, preocupações estéticas ou distúrbios do sono 19 . Entretanto, o medicamento não deve ser administrado em crianças e adolescentes com presença de fraqueza muscular grave, histórico de reação adversa a TBA ou durante tratamento com aminoglicosídeos. Ainda, seu uso deve ser cauteloso neste subgrupo quando houver presença de distúrbios do sangue e coagulação, espasticidade generalizada, contraturas musculares fixas ou forem identificados problemas para adesão ao programa de fisioterapia pós tratamento 19,26 .

Os eventos adversos mais frequentes são locais, como dor, hematoma, infecção, atrofia e fraqueza muscular e alterações da sudorese. Os eventos adversos sistêmicos mais comuns são cansaço, fraqueza generalizada, prurido e reações alérgicas. Geralmente, esses efeitos são de leve a moderada intensidade e, na maioria dos casos, autolimitados. Há, entretanto, relatos de efeitos sistêmicos graves, como disfagia e dificuldade respiratória, principalmente em crianças com paralisia cerebral que receberam TBA para o tratamento de espasticidade em membros. Algumas dessas complicações foram atribuídas à superdose, o que reforça a importância do pleno domínio por parte do médico assistente dos aspectos posológicos e da técnica de administração referentes a cada produto 70-74 . É importante ressaltar que, da mesma forma que a dose, também os eventos adversos das diferentes formulações de TBA podem variar em frequência e gravidade.

6.2.1. Medicamento

Toxina botulínica tipo A: frasco-ampola com 100 U e frasco-ampola com 500 U.

6.2.2. Esquemas de administração

A toxina botulínica é um produto biológico, cujas apresentações disponíveis no mercado são sintetizadas como complexos proteicos macromoleculares distintos, o que pode afetar sua farmacocinética. Consequentemente, os produtos mostram diferenças em seus perfis in vivo , incluindo curvas de resposta à dose pré-clínica e dosagem clínica, eficácia, duração e segurança/eventos adversos. Dessa forma, recomenda-se que eles devam ser usados de acordo com as orientações do fabricante 75-77 .

A TBA é injetada pela via intramuscular, conforme o plano terapêutico. A aplicação deve ser realizada por médico devidamente capacitado, especialista em medicina física e reabilitação (fisiatria), neurologia, neuropediatria, neurocirurgia ou ortopedia. A dose total por sessão de tratamento deve seguir as recomendações das bulas de cada fabricante, dividida entre os músculos selecionados. A determinação das doses baseia-se na intensidade da espasticidade, comprometimento funcional, peso

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corporal e tamanho e número de músculos a serem tratados, devendo ser também consideradas as orientações do fabricante de cada produto. Cada aplicação deve sempre utilizar a menor dose eficaz estimada. Nos casos que os objetivos não forem alcançados, novas aplicações podem ser consideradas, respeitando o intervalo mínimo de 3 a 4 meses entre cada dose. Tais medidas são indispensáveis para minimizar o risco de falha terapêutica em decorrência da formação de anticorpos 78 .

A duração do efeito é variável. Recomenda-se a reavaliação em 4 a 6 semanas após cada aplicação, sendo as demais reavaliações realizadas a critério médico. Após a aplicação local, a TBA difunde-se pelo tecido muscular e por outros tecidos. Seu efeito concentra-se próximo ao ponto de aplicação e diminui ao se afastar dele. Pode ocorrer difusão para músculos vizinhos, especialmente quando são utilizadas doses ou volumes elevados. O efeito distante da TBA é preocupante, pois pode resultar em efeitos adversos sistêmicos. Os efeitos adversos sistêmicos são devidos ao efeito da TBA nos tecidos distantes da administração local. 78,79

Em relação às técnicas de aplicação, são feitas as seguintes recomendações 80-82 :

Utilizar sempre solução salina sem conservantes (soro fisiológico a 0,9%) para a reconstituição; evitar o borbulhamento ou a agitação do conteúdo do frasco durante a reconstituição e recuperação do medicamento para a seringa de injeção; para a localização correta dos músculos, é possível utilizar eletroestimulação ou eletromiografia, de modo a posicionar com precisão a agulha, especialmente nos casos de difícil discriminação, como músculos do antebraço em obesos e crianças, por exemplo; em músculos grandes ou distais, preconiza-se a aplicação em pelo menos dois pontos; pode-se injetar mais de um músculo no mesmo procedimento, desde que as doses de medicamentos disponíveis sejam adequadas para cada músculo injetado; a critério médico, os procedimentos podem ser realizados sob sedação ou anestesia geral, principalmente em crianças. Com relação à manutenção da resposta terapêutica em longo prazo, preconiza-se: Utilizar a menor dose eficaz estimada em cada aplicação; respeitar o intervalo mínimo de 3 a 4 meses entre aplicações; prolongar o intervalo entre as reaplicações o máximo possível.

6.2.3. Critérios de interrupção

A duração do tratamento não é pré-determinada, podendo ser interrompido por qualquer uma das situações relacionadas no item 'Critérios de exclusão'. Após um número imprevisível de aplicações, o efeito da TBA pode se tornar mais fraco ou ausente, mesmo com o aumento de dose. Esses casos levam à suspeita de formação de anticorpos. As preparações de TBA disponíveis contêm proteínas não humanas, estas podem atuar como antígenos e induzir a formação de anticorpos que neutralizam o seu efeito farmacêutico 83 .

Um teste clínico simples e acessível pode ser feito, o teste de anticorpos no músculo frontal, durante o qual injetam-se TBA no músculo frontal, três centímetros acima da comissuralateral de um dos olhos. Após 1 a 3 semanas em avaliação médica, pede-se para o paciente elevar as sobrancelhas e, caso o músculo injetado apresente movimento similar ao do lado não injetado (ausência de paralisia ou fraqueza muscular), considera-se falha no efeito da TBA 78,84 .

O tratamento também pode ser interrompido em caso de eventos adversos, sendo geralmente de três tipos os de maiores relevância clínica 83 :

Efeitos adversos relacionados aos efeitos esperados da TBA, por exemplo, fraqueza muscular local excessiva; efeitos adversos devido à disseminação da TBA para os músculos adjacentes ao músculo alvo da injeção e que não eram alvo da intervenção; efeitos adversos devido à distribuição sistêmica da toxina.

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7. MONITORAMENTO

O monitoramento deve ser realizado por meio do registro de informações relevantes sobre o tratamento, incluindo informações sobre o diagnóstico, grupos musculares abordados, doses utilizadas, avaliação de tônus e registro de eventos adversos. Com o uso de doses adequadas e respeitando a técnica correta de aplicação por profissionais credenciados e experientes, a TBA é um tratamento seguro. O paciente ou o seu responsável deve ser orientado a procurar o médico imediatamente se qualquer efeito indesejável surgir.

O uso de TBA pode ser necessário por vários anos, sendo necessário gerenciamento da evolução clínica e física dos pacientes nos períodos entre as administrações, o que pode reduzir a frequência das aplicações de TBA, reduzindo também a probabilidade de falta de resposta secundária, devendo-se observar o prazo para repetição de aplicações, que não deve ser inferior a 3 meses 9 .

O monitoramento do paciente após administração de TBA é tão importante quanto à administração do medicamento e deve envolver os diversos profissionais de saúde que avaliam o paciente antes e durante a administração. O monitoramento do paciente após injeção de TBA deve fazer parte do plano terapêutico dos pacientes 9 .

8. REGULAÇÃO/CONTROLE/AVALIAÇÃO PELO GESTOR

Devem ser observados os critérios de inclusão e exclusão de pacientes deste Protocolo, a duração, o monitoramento do tratamento, a verificação periódica das doses prescritas e dispensadas bem como a adequação de uso dos medicamentos.

Sempre que disponível, a confirmação do diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes com espasticidade devem ser realizados em serviços especializados. Se administrada a TBA, essa aplicação deve ser realizada por profissionais capacitados para tal. A equipe multidisciplinar deve incluir, sempre que possível, médico(s) com especialização em medicina física e reabilitação, fisiatria, neurologia, neurocirurgia, neuropediatria ou ortopedia. O objetivo dos serviços especializados é viabilizar uma estrutura de apoio no SUS para o atendimento dos pacientes de forma a prestar um serviço com maior potencial de benefício com a aplicação da TBA e também possibilitar o acompanhamento da resposta terapêutica.

Deve-se verificar na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) vigente em qual componente da Assistência Farmacêutica se encontra o medicamento preconizado neste Protocolo.

Os estados e municípios deverão manter atualizadas as informações referentes aos registros de estoque, distribuição e dispensação do(s) medicamento(s) e encaminhar estas informações ao Ministério da Saúde via Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (BNAFAR), conforme as normativas vigentes.

9. TERMO DE ESCLARECIMENTO E RESPONSABILIDADE - TER

Deve-se informar o paciente ou seu responsável legal sobre os potenciais riscos, benefícios e efeitos adversos relacionados ao uso do medicamento preconizado neste Protocolo, levando-se em consideração as informações contidas no Termo de Esclarecimento e Responsabilidade (TER).

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TERMO DE ESCLARECIMENTO E RESPONSABILIDADE

TOXINA BOTULÍNICA TIPO A

Eu, ________________________________________ (nome do(a) paciente), declaro ter sido informado(a) claramente sobre os benefícios, riscos, contraindicações e principais efeitos adversos relacionados ao uso do medicamento toxina botulínica tipo A, indicado para o tratamento da espasticidade.

Os termos médicos foram explicados e todas as minhas dúvidas foram esclarecidas pelo médico _________________________________ (nome do médico que prescreve).

Assim, declaro que fui claramente informado(a) de que o medicamento que passo a receber pode trazer os seguintes benefícios:

melhora da atividade funcional (locomoção, atividades da vida diária);

prevenção de contratura e deformidades nas articulações (juntas);

diminuição da dor;

facilitação no uso de órteses e na realização dos cuidados de higiene;

diminuição da frequência e gravidade dos espasmos;

redução do uso de medicamentos antiespásticos;

redução do número de procedimentos de reabilitação.

Fui também claramente informado(a) a respeito das contraindicações, dos potenciais efeitos adversos e dos riscos a seguir:

não se sabe ao certo os riscos do uso deste medicamento na gravidez; portanto, caso engravide, devo avisar imediatamente ao meu médico;

o principal efeito desagradável é dor no local de aplicação da injeção;

os efeitos adversos são pouco frequentes. Estima-se que a cada 100 pacientes que recebem o medicamento, apenas três terão algum tipo de reação. Já foram relatados fraqueza, náusea, disfagia, coceira, dor de cabeça, alergias na pele, mal- estar geral, febre e dor no corpo.

Fui também informado(a) que este medicamento não tem por objetivo curar a doença que originou a espasticidade. Conforme a marca comercial utilizada, a dose da toxina botulínica pode ser ajustada, e devo procurar orientação do médico ou farmacêutico em caso de dúvida.

Estou ciente de que este medicamento somente pode ser utilizado por mim, comprometendo-me a devolvê-lo caso não queira ou não possa utilizá-lo, ou se o tratamento for interrompido. Sei também que continuarei a ser atendido(a), inclusive em caso de eu desistir de usar o medicamento.

Autorizo o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a fazer uso de informações relativas ao meu tratamento, desde que assegurado o anonimato. ( ) Sim ( ) Não

Local: Data:

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Nome do paciente:

Cartão Nacional de Saúde:

Nome do responsável legal:

Documento de identificação do responsável legal:

_____________________________________

Assinatura do paciente ou do responsável legal

Médico responsável:

CRM:

UF:

___________________________

Assinatura e carimbo do médico

Data:____________________

NOTA: Verificar na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) vigente em qual componente da Assistência Farmacêutica se encontra o medicamento preconizado neste Protocolo.

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APÊNDICE 1

METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA

1. Escopo e finalidade do Protocolo

O presente apêndice consiste no documento de trabalho do grupo elaborador da atualização Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Espasticidade contendo a descrição da metodologia de busca de evidências científicas, as recomendações e seus julgamentos (fundamentos para a tomada de decisão). O documento tem como objetivo embasar o texto do PCDT, aumentar a sua transparência e prover considerações adicionais para profissionais da saúde, gestores e demais potenciais interessados.

O grupo desenvolvedor desta diretriz foi composto por um painel de especialistas sob coordenação do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DGITIS/SCTIE/MS). O painel de especialistas incluiu médicos das áreas de neurologia e fisiatria, além de representantes do Ministério da Saúde, universidades, hospitais de excelência e sociedades médicas.

Todos os participantes do processo de elaboração do PCDT preencheram o formulário de Declaração de Conflito de Interesses, que foram enviados ao Ministério da Saúde para análise prévia às reuniões de escopo e formulação de recomendações.

O processo de atualização do PCDT de espasticidade se iniciou com a reunião para delimitação do escopo de atualização do referido documento, realizada virtualmente com o uso de videoconferência, no dia 21 de junho de 2021. A dinâmica da reunião incluiu a discussão de cada seção do PCDT vigente (Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº 2/2017), bem como das condutas clínicas e das tecnologias que poderiam ser priorizadas para que fosse realizada revisão sistemática das evidências com ou sem formulação de recomendações - sendo norteada por uma revisão prévia de diretrizes internacionais e revisões sistemáticas recentemente publicadas. Na reunião, foi definido que seria elaborada uma síntese de evidências sobre a toxina botulínica tipo A (TBA) para diferentes faixas etárias (pacientes adultos e crianças), por ser o medicamento preconizado no PCDT vigente, além de uma avaliação para incorporação do medicamento baclofeno.

Para o baclofeno, foi avaliada a possibilidade de incorporação do medicamento apenas por administração oral e para adultos, considerando a indisponibilidade da especialidade farmacêutica para administração intratecal no Brasil e o fato da indicação em bula da apresentação oral não envolver crianças. No entanto, no presente documento são apresentados os resultados da revisão sistemática das evidências sobre o uso de baclofeno via oral tanto em adultos quanto crianças.

Foram estabelecidas três perguntas de pesquisa a serem respondidas: a) atualização da questão clínica sobre TBA em adultos; b) atualização da questão clínica sobre TBA em crianças; c) questão clínica sobre o uso de baclofeno via oral para adultos e crianças.

2. Equipe de elaboração e partes interessadas

O grupo desenvolvedor deste Protocolo foi composto por especialistas que atuaram sob a coordenação do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DGITIS/SCTIE/MS). O painel de especialistas incluiu médicos da neurologia, psiquiatria e neurocirurgia, além de representantes do Ministério da Saúde, universidades, hospitais e sociedades médicas.

Declaração e Encaminhamento de Conflito de Interesses

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Todos os membros do Grupo Elaborador declararam seus conflitos de interesses, utilizando um modelo padrão de Declaração de Potenciais Conflitos de Interesse ( Quadro A ).

Quadro A Questionário de conflitos de interesse diretrizes clínico-assistenciais

a) Reembolso por comparecimento a eventos na área de interesse da diretriz ( ) Sim ( ) Não
b) Honorários por apresentação, consultoria, palestra ou atividades de ensino ( ) Sim ( ) Não
c) Financiamento para redação de artigos ou editorias ( ) Sim ( ) Não
d) Suporte para realização ou desenvolvimento de pesquisa na área ( ) Sim ( ) Não
e) Recursos ou apoio financeiro para membro da equipe ( ) Sim ( ) Não
f) Algum outro benefício financeiro ( ) Sim ( ) Não
2. Você possui apólices ou ações de alguma empresa que possa de alguma forma ser beneficiada ou prejudicada com as recomendações da diretriz? ( ) Sim ( ) Não
3. Você possui algum direito de propriedade intelectual (patentes, registros de marca, royalties) de alguma tecnologia ligada ao tema da diretriz? ( ) Sim ( ) Não
4. Você já atuou como perito judicial na área tema da diretriz? ( ) Sim ( ) Não
5. Você participa, direta ou indiretamente, de algum grupo citado abaixo cujos interesses possam ser afetados pela atividade na elaboração ou revisão da diretriz? 5. Você participa, direta ou indiretamente, de algum grupo citado abaixo cujos interesses possam ser afetados pela atividade na elaboração ou revisão da diretriz?
a) Instituição privada com ou sem fins lucrativos ( ) Sim ( ) Não
b) Organização governamental ou não-governamental ( ) Sim ( ) Não
c) Produtor, distribuidor ou detentor de registro ( ) Sim ( ) Não
d) Partido político ( ) Sim ( ) Não
e) Comitê, sociedade ou grupo de trabalho ( ) Sim ( ) Não
f) Outro grupo de interesse ( ) Sim ( ) Não
6. Você poderia ter algum tipo de benefício clínico? ( ) Sim ( ) Não
7. Você possui uma ligação ou rivalidade acadêmica com alguém cujos interesses possam ser afetados? ( ) Sim ( ) Não
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8. Você possui profunda convicção pessoal ou religiosa que pode comprometer o que você irá escrever e que deveria ser do conhecimento público? ( ) Sim ( ) Não
9. Existe algum aspecto do seu histórico profissional, que não esteja relacionado acima, que possa afetar sua objetividade ou imparcialidade? ( ) Sim ( ) Não
10. Sua família ou pessoas que mantenha relações próximas possui alguns dos conflitos listados acima? ( ) Sim ( ) Não

O resumo dos conflitos de interesses dos membros do Grupo Elaborador está no Quadro B .

Quadro B Declaração de conflitos de interesse dos membros do Grupo Elaborador do PCDT

Participante Conflitos de interesses declarados Conflitos de interesses declarados Decisão tomada
Participante Questão Descrição geral Decisão tomada
Andréa da Silva Dourado - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Bettina Menezes dos Santos - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Bruna Bento dos Santos - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Cinara Stein - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Daniela Oliveira de Melo - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Daniele Yukari Kawakami - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Debora Dalmas Gräf - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Eduardo Freire de Oliveira 1a, 1b, 5a, 6 Declarou possuir uma clínica de reabilitação. Declarar e participar
Elene Paltrinieri Nardi - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Emilly Kelly Silva Monteiro - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Gláucia Somensi de Oliveira- Alonso 1f Declarou participação em evento patrocinado por indústria. Declarar e participar
Karlyse Claudino Belli - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Maicon Falavigna - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Maria Matilde de Mello Sposito 1a,5c, 5e Declarou realização de palestras e conferências sobre o tema e participação em grupo ligado à indústria farmacêutica Declarar e participar
Simone Consuelo de Amorim - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar
Verônica Colpani - Declarou não possuir conflitos de interesse. Declarar e participar

3. Avaliação da Subcomissão Técnica de Avaliação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

A proposta de atualização do PCDT de Espasticidade foi apresentada na 95ª Reunião Ordinária da Subcomissão Técnica de Avaliação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, realizada em novembro de 2021. A reunião teve a presença de representantes da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE); Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) e Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (SAES) e Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). O PCDT foi aprovado para avaliação pelo Plenário da Conitec.

4. Busca da evidência e recomendações

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O processo de desenvolvimento desse PCDT seguiu recomendações da Diretriz Metodológica de Elaboração de Revisão Sistemática e meta-análise do Ministério da Saúde, que preconiza o uso do sistema GRADE ( Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation ), que classifica a qualidade da informação ou o grau de certeza dosresultados disponíveis na literatura em quatro categorias (muito baixo, baixo, moderado e alto) 1,2 .

Foram conduzidas revisões sistemáticas sobre o uso de TBA e baclofeno por via oral no tratamento da espasticidade. Dessa forma, foram desenvolvidas tabelas de evidências na plataforma GRADEpro (GRADEpro GDT) para cada questão PICO, sendo considerados avaliação do risco de viés, inconsistência entre os estudos, presença de evidência indireta (como população ou desfecho diferente do da questão PICO proposta), imprecisão dos resultados (incluindo intervalos de confiança amplos e pequeno número de pacientes ou eventos) e efeito relativo e absoluto de cada questão ( Quadro C ).

Quadro C Níveis de evidências de acordo com o sistema GRADE

Nível Definição Implicações
Há forte confiança de que o verdadeiro efeito esteja próximo daquele estimado. É improvável que trabalhos adicionais irão modificar a confiança na estimativa do efeito. Alto
Há confiança moderada no efeito estimado. Trabalhos futuros poderão modificar a confiança na estimativa de efeito, podendo, inclusive, modificar a estimativa. Moderado
A confiança no efeito Trabalhos futuros provavelmente terão um impacto importante em nossa confiança na estimativa de efeito. Baixo é limitada.
A confiança na estimativa de efeito é muito limitada. Há importante grau de incerteza nos achados. Qualquer estimativa de efeito é incerta. Muito baixo

Fonte: Diretrizes metodológicas: Sistema GRADE - Manual de graduação da qualidade da evidência e força de recomendação para tomada de decisão em saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Ciência e Tecnologia. - Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Na sequência, são apresentadas para cada uma das questões, os métodos e resultados das buscas, as recomendações do painel de especialistas, recomendações de outras diretrizes, um resumo das evidências e as tabelas de perfil de evidências de acordo com a metodologia GRADE.

QUESTÃO 1: A TOXINA BOTULÍNICA DO TIPO A (TBA) É EFICAZ E SEGURA PARA O TRATAMENTO DA ESPASTICIDADE EM ADULTOS?

Recomendação: A toxina botulínica do tipo A (TBA) é recomendada para o tratamento da espasticidade em adultos (recomendação não graduada por já ser preconizado no PCDT de espasticidade publicado na Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº2/2017).

Diante dos resultados de uma busca exploratória por revisões sistemáticas que tenham avaliado a TBA no tratamento de espasticidade, optou-se por realizar nova revisão sistemática considerando que as disponíveis avaliavam somente membros

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inferiores ou superiores ou ainda que avaliavam apenas pacientes com determinada condição de base, como pós acidente vascular cerebral ou esclerose múltipla, por exemplo.

Assim, a estrutura PICO para esta pergunta foi:

População: Pacientes adultos diagnosticados com espasticidade secundária a qualquer causa.

Intervenção: Toxina botulínica do tipo A.

Comparador: Placebo ou outras alternativas disponíveis no SUS.

Desfechos: Redução do escore da escala de Ashworth (EA), redução da dor associada à espasticidade, melhora da qualidade de vida relacionada à saúde (utilizando escala validada) e frequência de eventos adversos.

Métodos e resultados da busca:

Foram realizadas buscas sistematizadas da literatura nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), Cochrane Library, EMBASE, LILACS (via BVS) para a identificação de estudos clínicos randomizados. A estratégia combinou a população relacionada à espasticidade (hipertonia muscular, paralisia cerebral, acidente vascular cerebral (AVC), lesões da medula espinhal) e a toxina botulínica. Foram também conduzidas buscas na literatura cinzenta ( Open Grey ) e buscas manuais nas listas de referências dos estudos relevantes, de acordo com o estabelecido na revisão original. Não foram utilizadas restrições de data, idioma ou status da publicação (resumo ou texto completo). Todas as buscas foram conduzidas em 11/08/2021. As estratégias de busca para cada base estão descritas no Quadro D .

Quadro D . Estratégias de busca, de acordo com a base de dados, para identificação de estudos clínicos sobre o uso de toxina botulínica do tipo A no tratamento de espasticidade em adultos

Bases de dados Estratégia de busca
MEDLINE (via Pubmed) (((((((((("Muscle Hypertonia"[Mesh]) OR "Muscle Spasticity"[Mesh]OR (Spasticity, Muscle) OR (Spastic Clasp-Knife Spasticity) OR (Clasp Knife Spasticity) OR (Spasticity, Clasp-Knife) OR (spastic* or high tone))) OR (("Multiple Sclerosis"[Mesh] OR (Sclerosis, Multiple) OR (Sclerosis, Disseminated) OR (Disseminated Sclerosis) OR(MS (Multiple Sclerosis)) OR(Multiple Sclerosis, Acute Fulminating)))) OR(("Cerebral Palsy"[Mesh] OR(CP (Cerebral Palsy)) OR(Cerebral Palsy, Dystonic-Rigid) OR (Cerebral Palsies, Dystonic-Rigid) OR (Cerebral Palsy, Dystonic Rigid) OR (Dystonic-Rigid Cerebral Palsies) OR (Dystonic-Rigid Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Mixed) OR (Mixed Cerebral Palsies) OR (Mixed Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Monoplegic, Infantile) OR(Monoplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Monoplegic) OR (Cerebral Palsy, Quadriplegic, Infantile) OR (Quadriplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Quadriplegic) OR(Cerebral Palsy, Rolandic Type) OR(Rolandic Type Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Congenital) OR (Congenital Cerebral Palsy) OR (Little Disease) OR (Little's Disease) OR ([Cerebral Palsy) OR (Diplegias, Spastic) OR (Spastic Diplegias) OR (Diplegia, Spastic) OR (Monoplegic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsies, Monoplegic) OR (Cerebral Palsy, Monoplegic) OR (Monoplegic Cerebral Palsies) OR (Cerebral Palsy, Athetoid) OR (Athetoid Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsies, Athetoid) OR (Cerebral Palsy, Dyskinetic) OR (Cerebral Palsies, Dyskinetic) OR (Dyskinetic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Atonic) OR (Atonic Cerebral
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Bases de dados Estratégia de busca
Palsy) OR (Cerebral Palsy, Hypotonic) OR (Hypotonic Cerebral Palsies) OR (Hypotonic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Diplegic, Infantile) OR (Diplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Diplegic) OR (Cerebral Palsy, Spastic) OR (Spastic Cerebral Palsies) OR (Spastic Cerebral Palsy)))) OR (("Stroke"[Mesh] OR (Strokes) OR (Cerebrovascular Accident) OR (Cerebrovascular Accidents) OR (CVA (Cerebrovascular Accident)) OR (CVAs (Cerebrovascular Accident)) OR (Cerebrovascular Apoplexy) OR (Apoplexy, Cerebrovascular) OR (Vascular Accident, Brain) OR (Brain Vascular Accident) OR (Brain Vascular Accidents) OR (Vascular Accidents, Brain) OR (Cerebrovascular Stroke) OR (Cerebrovascular Strokes) OR (Stroke, Cerebrovascular) OR (Strokes, Cerebrovascular) OR (Apoplexy) OR (Cerebral Stroke) OR (Cerebral Strokes) OR (Stroke, Cerebral) OR (Strokes, Cerebral) OR (Stroke, Acute) OR (Acute Stroke) OR (Acute Strokes) OR (Strokes, Acute) OR (Cerebrovascular Accident, Acute) OR (Acute Cerebrovascular Accident) OR (Acute Cerebrovascular Accidents) OR (Cerebrovascular Accidents, Acute))))) OR ((("Spinal Cord Injuries"[Mesh] OR (Spinal Cord Trauma) OR (Cord Trauma, Spinal) OR (Cord Traumas, Spinal) OR (Spinal Cord Traumas) OR (Trauma, Spinal Cord) OR (Traumas, Spinal Cord) OR (Myelopathy, Traumatic) OR (Myelopathies, Traumatic) OR (Traumatic Myelopathies) OR (Traumatic Myelopathy) OR (Injuries, Spinal Cord) OR (Cord Injuries, Spinal) OR (Cord Injury, Spinal) OR (Injury, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Injury) OR (Spinal Cord Transection) OR (Cord Transection, Spinal) OR (Cord Transections, Spinal) OR (Spinal Cord Transections) OR (Transection, Spinal Cord) OR (Transections, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Laceration) OR (Cord Laceration, Spinal) OR(Cord Lacerations, Spinal) OR(Laceration, Spinal Cord) OR(Lacerations, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Lacerations) OR (Post-Traumatic Myelopathy) OR (Myelopathies, Post-Traumatic) OR (Myelopathy, Post-Traumatic) OR (Post Traumatic Myelopathy) OR (Post-Traumatic Myelopathies) OR (Spinal Cord Contusion) OR (Contusion, Spinal Cord) OR (Contusions, Spinal Cord) OR (Cord Contusion, Spinal) OR (Cord Contusions, Spinal) OR (Spinal Cord Contusions))))) OR(("Brain Injuries, Traumatic"[Mesh] OR(Brain Injury, Traumatic) OR(Traumatic Brain Injuries) OR (Trauma, Brain) OR (Brain Trauma) OR (Brain Traumas) OR (Traumas, Brain) OR(TBI (Traumatic Brain Injury)) OR(Encephalopathy, Traumatic) OR (Encephalopathies, Traumatic) OR (Traumatic Encephalopathies) OR (Injury, Brain, Traumatic) OR (Traumatic Encephalopathy) OR (TBIs (Traumatic Brain Injuries)) OR (TBI (Traumatic Brain Injuries)) OR (Traumatic Brain Injury) OR (Apoplexy)))) AND ("Botulinum Toxins"[Mesh] OR (Toxins, Botulinum) OR (Botulinum Neurotoxins) OR (Neurotoxins, Botulinum) OR (Botulinum Toxin) OR (Toxin, Botulinum) OR (Clostridium botulinum Toxins) OR (Toxins, Clostridium
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Bases de dados Estratégia de busca
AND((randomized controlled trial [pt] ORcontrolled clinical trial [pt] ORrandomized [tiab] OR placebo [tiab] OR clinical trials as topic [mesh: noexp] OR randomly [tiab] OR trial [ti]) NOT (animals [mh] NOT humans [mh]))
EMBASE ('spasticity'/exp OR 'muscle hypertonia'/exp OR 'muscle rigidity'/exp OR 'clasp knife' OR 'muscle spasticity' OR 'multiple sclerosis'/exp OR 'cerebral palsy'/exp OR 'cerebrovascular accident'/mj OR 'spinal cord disease'/mj OR 'traumatic brain injury'/exp) AND ('botulinum toxin a'/exp OR 'btxa' OR 'bont a' OR 'bont a ds' OR 'bont serotype a' OR 'clostridium botulinum neurotoxin a' OR 'clostridium botulinum neurotoxin type a' OR 'clostridium botulinum type a neurotoxin' OR 'abobotulinum toxin a' OR 'abobotulinumtoxin a' OR 'abobotulinumtoxina' OR 'agn 151607' OR 'agn151607' OR 'azzalure' OR 'bocouture' OR 'botox' OR 'botox (100 u) injection' OR 'botox (oculinum)' OR 'botox 100e' OR 'botox a' OR 'botox cosmetic' OR 'botulin a' OR 'botulin toxin a'OR 'botulinium a toxin'OR 'botulinum a exotoxin'OR 'botulinum a toxin' OR 'botulinum neurotoxin a' OR 'botulinum neurotoxin type a' OR 'botulinum toxin a' OR 'botulinum toxin type a' OR 'botulinum toxins, type a' OR 'clostridium botulinum a toxin' OR 'clostridium botulinum endotoxin' OR 'clostridium botulinum toxin type a' OR 'daxibotulinum toxin a' OR 'daxibotulinumtoxin a' OR 'daxibotulinumtoxina' OR 'dwp 450' OR 'dwp450' OR 'dyslor' OR 'dysport' OR 'evabotulinum toxin a' OR 'evabotulinumtoxin a' OR 'evabotulinumtoxina' OR 'evosyal' OR 'gemibotulinum toxin a' OR 'gemibotulinumtoxin a' OR 'gemibotulinumtoxina' OR 'incobotulinum toxin a' OR 'incobotulinumtoxin a' OR 'incobotulinumtoxina' OR 'jeuveau' OR 'letibotulinum toxin a' OR 'letibotulinumtoxin a' OR 'letibotulinumtoxina' OR 'meditoxin' OR 'mt 10109' OR 'mt10109' OR 'nabota' OR 'nivobotulinum toxin a' OR 'nivobotulinumtoxin a' OR 'nivobotulinumtoxina' OR 'nt 201' OR 'nt201' OR 'nuceiva' OR 'oculinum' OR 'onabotulinum toxin a' OR 'onabotulinumtoxin a' OR 'onabotulinumtoxina' OR 'onaclostox' OR 'pm 12759' OR 'pm12759' OR'prabotulinum toxin a' OR'prabotulinumtoxin a' OR'prabotulinumtoxin a xvfs' OR 'prabotulinumtoxina' OR 'prabotulinumtoxina xvfs' OR 'prabotulinumtoxina-xvfs' OR 'prosigne' OR 'purtox' OR 'qm 1114' OR 'qm1114' OR 'relabotulinum toxin a' OR 'relabotulinumtoxin a' OR 'relabotulinumtoxina' OR 'reloxin' OR'rtt 150' OR'rtt150' OR'vistabel' OR'vistabex' OR'xeomeen' OR'xeomin') AND ('randomized controlled trial'/exp OR 'controlled trial, randomized' OR 'randomised controlled study' OR 'randomised controlled trial' OR 'randomized controlled study' OR 'randomized controlled trial' OR 'trial, randomized controlled') AND 'randomized controlled trial'/exp OR 'randomized controlled trial' OR 'controlled trial, randomized'/exp OR 'controlled trial, randomized' OR 'randomized':ab,ti OR 'placebo':ab,ti OR 'clinical trial (topic)'/exp OR 'clinical trial (topic)' OR 'randomly':ab,ti OR 'trial':ti AND'human'/de AND [embase]/lim NOT ([embase]/lim
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Bases de dados Estratégia de busca
AND
[medline]/lim) #1 MeSH descriptor: [Botulinum Toxins] explode all trees #2 (botulinum or botulinium) and (toxin or toxins) #3 botulin* #4 Botox #5 Dysport #6 Prosigne #7 Xeomin #8 OnabotulinumtoxinA #9 AbobotulinumtoxinA #10 IncobotulinumtoxinA #11 (#1 or #2 or #3 or #4 or #5 or #6 or #7 or #8 or #9 or #10) #12 'Muscle Hypertonia' #13 MeSH descriptor: [Muscle Hypertonia] explode all trees #14 MeSH descriptor: [Muscle Spasticity] explode all trees #15 'Muscle Spasticity' #16 spastic* #17 MeSH descriptor: [Multiple Sclerosis] explode all trees #18 Multiple Sclerosis #19 MeSH descriptor: [Cerebral Palsy] explode all trees #20 Cerebral Pals* #21 Spastic Diplegia* #22 MeSH descriptor: [Stroke] explode all trees #23 stroke #24 Cerebrovascular Accident #25 MeSH descriptor: [Spinal Cord Injuries] explode all trees #26 'Spinal Cord Injury' #27 'Spinal Cord Laceration' #28 MeSH descriptor: [Brain Injuries] explode all trees #29 'Brain Injur*'
LILACS (via BVS) LILACS (103) Mh:"Espasticidade Muscular" OR (Espasticidade Muscular) OR (Muscle Spasticity) OR (Espasicidad Muscular) OR (Espasticidade) OR (Espasticidade em Canivete) OR Mh:"Hipertonia Muscular" OR (Hipertonia Muscular) OR (Muscle Hypertonia) OR (Hipertonía Muscular) OR (Hipermiotonia) OR (Hipertonicidade Muscular) OR
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Bases de dados Estratégia de busca
BINACIS (9) BRISA/RedTESA (4) Sec. Munic. Saúde SP (2) Coleciona SUS (2) BBO - Odontologia (1) BIGG - guias GRADE (1) Index Psicologia - Periódicos (1) SOF - Segunda opinião formativa (1) Mh:"Paralisia Cerebral" OR (Paralisia Cerebral) OR (Cerebral Palsy) OR (Parálisis Cerebral) OR(Spastic Diplegia) OR(Diplegia Espastica) ORMh:" Acidente Vascular Cerebral" OR (Acidente Vascular Cerebral) OR (AVC) OR (Stroke) OR (Accidente Cerebrovascular) OR Mh:" Traumatismos da Medula Espinal" OR (Traumatismos da Medula Espinal) OR (Spinal Cord Injuries) OR (Traumatismos de la Médula Espinal) OR (Lesões da Medula Espinhal) OR Mh:" Lesões Encefálicas" OR (Lesões Encefálicas) OR (Brain Injuries) OR (Lesiones Encefálicas) OR (Lesão Cerebral) AND Mh:"Toxinas Botulínicas Tipo A" OR (Toxinas Botulínicas Tipo A) OR (Botulinum Toxins, Type A) OR (Toxinas Botulínicas Tipo A) OR (Botox) OR (Meditoxin) OR(Neuronox) OR(Neurotoxina Botulínica Tipo A) OR(Oculinum)OR (Onabotulinumtoxina A) OR (OnabotulinumtoxinaA) OR (Toxina Botulínica A) OR (Toxina Botulínica Tipo A) OR (Toxina de Clostridium botulinum Tipo A) OR (Vistabel) OR (Vistabex)
Open Grey spasticity AND (Botulinum Toxin OR Botox) muscular hypertonia AND (Botulinum Toxin OR Botox) - stroke AND (Botulinum Toxin OR Botox) palsy AND (Botulinum Toxin OR Botox)

A elegibilidade dos estudos foi realizada em duas etapas, por dois revisores independentes. A primeira etapa consistiu na avaliação de título e resumo de cada estudo, utilizando a plataforma Rayyan QCRI ®3 . Na segunda etapa, realizou-se a leitura de texto completo, também por dois revisores independentes, mantendo-se estudos clínicos randomizados (ECR) que avaliassem a TBA para o tratamento da espasticidade. As divergências, quando necessário, foram discutidas até chegar a um consenso ou discutidas com um terceiro pesquisador.

Foram considerados como critérios de elegibilidade:

  • (a) Tipos de participantes: pacientes adultos com diagnóstico de espasticidade por qualquer causa
  • (b) Tipo de intervenção: TBA em qualquer dose.
  • (c) Tipos de estudos: foram considerados os ensaios clínicos randomizados comparando a TBA a placebo ou outras alternativas disponíveis no SUS.
  • (d) Desfechos: redução do escore da escala de Ashworth (EA), redução da dor associada à espasticidade, melhora da qualidade de vida relacionada à saúde utilizando escala validada e frequência de eventos adversos.
  • (e) Idioma: foram mantidos apenas os textos publicados em inglês, português ou espanhol.
  • Para todos os ECR incluídos, foi realizada avaliação do risco de viés utilizando instrumento validado, sendo empregada
  • a ferramenta de avaliação de Risco de Viés da Cochrane (RoB 2.0), tanto a versão para ECR paralelos, quanto para ECR cruzados
  • 1 . Para a avaliação do grau de certeza das evidências foi utilizada o método The Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) 2 .

Resultados da busca

Inicialmente, foram identificadas 2.825 publicações. Após a exclusão das duplicatas (n = 726) e triagem pela leitura de títulos e resumos, 107 publicações foram selecionadas para a leitura do texto completo ( Figura A ). Foram incluídas 43 publicações

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referentes a 41 ECR. Foi realizada busca manual na lista de referências de revisões sistemáticas recentemente publicadas, incluindo quatro estudos. A lista de estudos excluídos e a razão para exclusão é apresentada no Quadro E .

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Figura A Fluxograma de seleção dos estudos incluídos sobre toxina botulínica no tipo A (TBA) para o tratamento da espasticidade

Fonte: Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ 2021;372:n71. doi: 10.1136/bmj.n71.

For more information, visit: http://www.prisma-statement.org/

Página 32

Quadro E botulínica do tipo A em adultos

Resumo de congresso de um estudo já incluído (sem acréscimo de informação)
Rosales, R., Kong, K. H., Kumthornthip, W., Mazlan, M., Abdul Latif, L., De Los Santos, M. M. D., Chotiyarnwong, C.,
Tanvijit, P., Nuez, O., Maisonobe, P., Goh, K. J., &Balcaitiene, J. (2018). Safety of early use abobotulinumtoxina (DYSPORT) in adults with post-stroke spasticity: Results from the ontime and abcdes studies. European Stroke Journal, 3(1), 53-54.
Rosales, R., Goh, K. J., Kumthornthip, W., Mazlan, M., Abdul Latif, L., DeLos Santos, M. M., Chotiyarnwong, C., Tanvijit, P., Balcaitiene, J., Maisonobe, P., &Kong, K.-H. (2017). Effect of early abobotulinumtoxinA use after stroke on the time to reach reinjection criteria: Asymptomatic versus symptomatic patients. Movement Disorders, 32, 759-760.
Rosales, R. L., Kong, K. H., Kumthornthip, W., Mazlan, M., Abdul Latif, L., De Los Santos, M. M. D., Chotiyarnwong, C., Tanvijit, P., Nuez, O., Balcaitiene, J., Maisonobe, P., &Goh, K. J. (2017). Early use of abobotulinumtoxina in adults with post-stoke spasticity improves muscle tone and increases time to reinjection: Results from ontime and abcde s studies. European Stroke Journal, 2(1), 32
Kaji, R., &Kimura, A. (2013). Botulinum toxin type A in post-stroke spasticity: Clinical trials with functional measures. Toxicon, 68, 79-80.
Kanovsky, P., Platz, T., Comes, G., Grafe, S., &Sassin, I. (2009). NT201 botulinum neurotoxin free from complexing proteins (Xeomin) provided sustained efficacy and was safe in spasticity: 89 weeks long-term data. Journal of the Neurological Sciences, 285, S75-S76.
Hughes, A., Baguley, I., De Graaff, S., Davies, L., McCrory, P., Sandanam, J., &Katrak, P. (2008). Botulinum toxin (Dysport) in upper limb spasticity following stroke - a placebo-controlled study. Journal of Clinical Neuroscience, 15, 355- 356.
Stoquart, G., Boyer, F. C., Hedera, P., Brashear, A., Esquenazi, A., Grandoulier, A.-S., Vilain, C., Picaut, P., &Gracies, J.- M. (2018). Efficacy of abobotulinumtoxinA for the treatment of hemiparetic adult patients with lower limb spasticity previously treated with botulinum toxins. Toxicon, 156, S108-S108.
Rosales, R. L., Goh, K. J., Kumthornthip, W., Mazlan, M., Latif, L. A., De Los Santos, M. M. D., Chotiyarnwong, C., Tanvijit, P., Balcaitiene, J., Maisonobe, P., &Kong, K. H. (2018). Effect of early use of abobotulinumtoxina on time to post-stroke spasticity progression: Results of the ontime pilot study. Neurorehabilitation and Neural Repair, 32(4), 319-320.
post-stroke spasticity progression: Results of the ontime pilot study. Journal of the Neurological Sciences, 381, 151-152. Goh, K. J., Kong, K. H., Kumthornthip, W., Mazlan, M., Latif, L. A., De Los Santos, M. M. D., Chotiyarnwong, C.,
Tanvijit, P., Nuez, O., Balcaitiene, J., Maisonobe, P., &Rosales, R. L. (2017). Effect of early use of abobotulinumtoxina after stroke on muscle tone and spasticity progression: Results of a pilot study. European Stroke Journal, 2(1), 173.
Patel, A., Marciniak, C., Munin, M. C., Hanschmann, A., Hiersemenzel, R., &Elovic, E. P. (2016). Randomized, placebo- controlled, phase III study of incobotulinumtoxinA for upper-limb post-stroke spasticity. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 97(10), e10-e11.
Patel, A. T., Ward, A. B., Geis, C., Liu, C., Jost, W. H., &Dimitrova, R. (2016). Impact of early intervention with onabotulinumtoxina treatment in adult patients with post-stroke lower limb spasticity. PM and R, 8(9), S279-S279.
Wissel, J., Ganapathy, V., Ma, Y., Ward, A., Borg, J., Ertzgaard, P., Fulford-Smith, A.,& Gillard, P. (2014). OnabotulinumtoxinA improves spasticity related pain in post-stroke patients: Findings from a randomized controlled trial. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine, 57, e44-e44.
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Shaw, L., Barnes, M., Ford, G., Graham, L., Price, C., Rodgers, H., Shackley, P., Steen, N., &Van Wijck, F. (2009). Final results: from the BoTULS trial: A randomised controlled trial to evaluate the clinical effect of treating post stroke upper limb spasticity with botulinum toxin. International Journal of Stroke, 4, 10.
Shaw, L. C., Price, C., Van Wijck, F., Barnes, M., Graham, L., Ford, G. A., Shackley, P., Steen, I. N., &Rodgers, H. (2009). Botuls: A multi-centre randomised controlled trial to evaluate the clinical effect of Treating upper limb spasticity due to stroke with Botulinum toxin type a. Cerebrovascular Diseases, 27, 42.
Lam, K., Lau, K. K., So, K. K., Tam, C. K., Wu, Y. M., Cheung, G., Liang, K. S., Yeung, K. M., Lam, K. Y., Yui, S., & Leung, C. (2016). Use of botulinum toxin to improve upper limb spasticity and decrease subsequent carer burden in term care residents: a randomised controlled study. Hong Kong Medical Journal = Xianggang Yi Xue Za Zhi, 22, S43-5
Gracies, J.-M., Brashear, A., Mc Allister, P., Walker, H. W., Marciniak, C. M., Gul, F., Edgley, S. R., &Picaut, P. Randomized, double-blind placebo-controlled phase iii study of dysport, abobotulinumtoxina, in the treatment of adults
long- (2014). upper limb spasticity. PM and R, 6(9), S327-S327
S30 Wein, T., Dimitrova, R., Esquenazi, A., Jost, W. H., Ward, A., &Pan, G. (2015). OnabotulinumtoxinA treatment in patients with post-stroke lower limb spasticity: results from a double-blind, placebo-controlled, phase 3 clinical trial. International Journal of Stroke. Conference: 2015 Canadian Stroke Conference. Toronto, ON Canada. Esquenazi, A., Wein, T., Jost, W. H., Ward, A. B., &Kwan, T. (2015). Onabotulinumtoxina treatment in adult patients post-stroke lower limb spasticity: results from a double-blind, placebo-controlled, phase 3 clinical trial. PM and R., S98-S99
T. H., Esquenazi, A., Ward, A. B., Geis, C., Liu, C., Dimitrova, R., Wein, T. H., Ward, A. B., Liu, C., Dimitrova, R., A., Ward, A. B., Geis, C., Liu, C., &Dimitrova, R. (2016). Muscle selection patterns for injection of in adult patients with post-stroke lower-limb spasticity influence outcome: Results from a double-
with Gracies, J. M., Brashear, A., Jech, R., &Picaut, P. (2014). Efficacy and safety of abobotulinumtoxina (dysport) in the
Patel, A. T., Ward, A. B., Geis, C., Jost, W. H., Liu, C., &Dimitrova, R. (2020). Impact of early intervention with onabotulinumtoxinA treatment in adult patients with post-stroke lower limb spasticity: results from the double-blind, placebo-controlled, phase 3 REFLEX study. Journal of Neural Transmission. Wein, T., Esquenazi, A., Jost, W. H., Ward, A., Kwan, T., Pan, G., &Dimitrova, R. (2016). OnabotulinumtoxinA in post-stroke lower limb spasticity: long-term results from a phase 3 study. Stroke. Conference: American Heart Association/American Stroke Association 2016 International Stroke Conference and State-of-the-Science Stroke Symposium Los Angeles, CA United States. Conference Start: 20160216 Conference End: 20160219. Conferenc, 47.
Gracies, J.-M., Lejeune, T., Boyer, F. C., Serdar, K., Marque, P., &sanyi, A. (2015). AbobotulinumtoxinA (Dysport) in the treatment of adults with upper limb spasticity in a randomized, double-blind, placebo-controlled study. Toxicon, 93, S30-
adult
placebo-controlled phase 3 clinical trial. Movement Disorders, 31(9), S306-S306 conjunta de estudos já incluídos na nossa revisão sistemática
with 7(9),
Nursing
treatment
Wein, Esquenazi, onabotulinumtoxinA
blind, Análise
Kaňovský, P., Elovic, E. P., Munin, M. C., Hanschmann, A., Pulte, I., Althaus, M., Hiersemenzel, R., &Marciniak,
(2021). Sustained efficacy of incobotulinumtoxina repeated injections for upper-limb post-stroke spasticity: A post
analysis. Journal of Rehabilitation Medicine, 53(1), jrm00138-jrm00138. Turkel, C. C., Bowen, B., Liu, J., &Brin, M. F. (2006). Pooled analysis of the safety of botulinum toxin type A in the
treatment of poststroke spasticity. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 87(6), 786-792.
C. hoc
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Wein, T., Ward, A. B., Esquenazi, A., Chapman, M. A., Shi, G., James, L., Thompson, C., &Dimitrova, R. (2014). Effect of onabotulinumtoxinA on patient-related outcomes for lower limb spasticity. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine., 57, e46-e46.
Kaňovský, P., Elovic, E. P., Munin, M. C., Hanschmann, A., Pulte, I., Althaus, M., Hiersemenzel, R., &Marciniak, C. (2018). Sustained efficacy of incobotulinumtoxinA in upper-limb poststroke spasticity: Pooled analysis of 2 phase 3 trials.
Marciniak, C., Kanovsky, P., Munin, M. C., Althaus, M., Hanschmann, A., Pulte, I., &Hiersemenzel, R. (2017). Incobotulinumtoxina sustainably improves upper limb spasticity-pooled analysis of two phase 3 trials. PM and R, 9(9),
S159-S160 Shaw, L., Rodgers, H., Price, C., van Wijck, F., Shackley, P., Steen, N., Barnes, M., Ford, G., &Graham, L. (2010).
BoTULS: a multicentre randomised controlled trial to evaluate the clinical effectiveness and cost-effectiveness of treating upper limb spasticity due to stroke with botulinum toxin type A. Health Technology Assessment (Winchester, England), 14(26), 1-113, iii-iv.
Esquenazi (2020). Duration of Symptom Relief Between Injections for AbobotulinumtoxinA (Dysport®) in Spastic Paresis and Cervical Dystonia: Comparison of Evidence From Clinical Studies "Front Neurol. 2020 Sep 25;11:576117.
Rodgers H, Shaw L, Price C, et al. BoTULS trial: a randomised controlled trial to evaluate the clinical effect and cost effectiveness of treating upper limb spasticity due to stroke with botulinum toxin type A. Health Technol Assess 2010; 14: 1-141.
Resumo de congresso de análise conjunta de dados sem a possibilidade de identificação do estudo
James, L. M., Shi, G., Demos, G., Dimitrova, R., &Earl, N. (2013). Onabotulinumtoxina in lower limb spasticity: safety results from a pooled analysis. PM and R., 5(9), S253-S253. https://www.cochranelibrary.com/central/doi/10.1002/central/CN-01024751/full
James, L., Dimitrova, R., Shi, G., Asare, C., &Thompson, C. (2014). Safety profile of repeat onabotulinumtoxina doses of 400u for the treatment of upper limb spasticity. PM and R., 6(9), S303-S303.
Avaliação da escala de Ashworth acima de 4 semanas
dosing of toxin type A for upper limb spasticity following stroke. Neurology, 63(10), 1971-1973. J. M., Vogtle, L., &Brunner, R. C. (2009). A preliminary assessment of the benefits of the addition of botulinum
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Prazeres, with controlled trial. Neurology International, 10(2), 7385.
Basumatary, L. (2018). Evaluation of Effectiveness and Safety of Botulinum Toxin Type-A (BTX-A) for Chronic
Post-Stroke Upper Limb Spasticity in Indian Stroke Patients. Movement Disorders, 33, S502-S502. Bhakta, B. B., Cozens, J. A., Chamberlain, M. A., &Bamford, J. M. (2000). Randomized double-blind
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subacute stroke patients. Phys Ther Sci. 2015;27(3):759-762. Smith, S. J., Ellis, E., White, S., &Moore, A. P. (2000). A double-blind placebo-controlled study of botulinum toxin in
upper limb spasticity after stroke or head injury. Clinical Rehabilitation, 14(1), 5-13.
placebo-controlled
toxin a to a conventional therapy program on the function of people with longstanding stroke. Archives of Physical Medicine
botulinum
Gordon, M. F., Brashear, A., Elovic, E., Kassicieh, D., Marciniak, C., Liu, J., &Turkel, C. (2004).
Repeated
Meythaler,
placebo-
Focal
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Análise post-hoc de estudo já incluído com desfechos ou população que não são de interesse
Gracies, J.-M., Jech, R., Valkovic, P., Marque, P., Vecchio, M., Denes, Z., Vilain, C., Delafont, B., &Picaut, P. (2021). When can maximal efficacy occur with repeat botulinum toxin injection in upper limb spastic paresis? Brain
Esquenazi, A., Wein, T. H., Ward, A. B., Geis, C., Liu, C., &Dimitrova, R. (2019). Optimal Muscle Selection for OnabotulinumtoxinA Injections in Poststroke Lower-Limb Spasticity: A Randomized Trial. American Journal of Physical Medicine& Rehabilitation, 98(5), 360-368.
Marciniak, C., McAllister, P., Walker, H., Brashear, A., Edgley, S., Deltombe, T., Khatkova, S., Banach, M., Gul, F., Vilain, C., Picaut, P., Grandoulier, A.-S., &Gracies, J.-M. (2017). Efficacy and Safety of AbobotulinumtoxinA (Dysport) for the Treatment of Hemiparesis in Adults With Upper Limb Spasticity Previously Treated With Botulinum Toxin: Subanalysis From a Phase 3 Randomized Controlled Trial. PM &R: The Journal of Injury, Function, and Rehabilitation, 9(12), 1181- 1190.
O'Dell, M. W., Brashear, A., Jech, R., Lejeune, T., Marque, P., Bensmail, D., Ayyoub, Z., Simpson, D. M., Volteau, M., Vilain, C., Picaut, P., &Gracies, J. M. (2018). Dose-Dependent Effects of AbobotulinumtoxinA (Dysport) on Spasticity and Active Movements in Adults With Upper Limb Spasticity: Secondary Analysis of a Phase 3 Study. PM &R: The Journal of Injury, Function, and Rehabilitation, 10(1), 1-10.
Marciniak, C. M., Brashear, A., Mcallister, P., Rubin, B., Hedera, P., Isaacson, S., Picaut, P., &Gracies, J.-M. (2015). Efficacy and safety of abobotulinumtoxina (Dysport) in adult hemiparetic patients with upper limb spasticity previously treated with botulinum toxins. PM and R. ( Var.Pagings), 7(9), S100-S101.
Marciniak, C., Brashear, A., McAllister, P., Rubin, B., Hedera, P., &Isaacson, S. (2017). Efficacy and safety of abobotulinumtoxina (dysport) in adult hemiparetic patients with upper limb spasticity previously treated with botulinum toxins. Neurorehabilitation and Neural Repair, 31(2), NP13-NP13
Não relata os resultados para o grupo controle ou intervenção
Kanovsky, P., Pulte, I., Grafe, S., &Barnes, M. (2013). Significant and sustained efficacy of incobotulinumtoxinA in upper limb spasticity. Toxicon., 68, 115-116.
Yoo, S. D., Kim, D. W., &Jeong, Y. S. (2010). The efficacy of chemodenervation using botulinum toxin in post stroke spasticity: ultrasonography guidance application. International Journal of Stroke, 5, 309.
Gracies, J.-M., Esquenazi, A., Brashear, A., Edgley, S. R., O'Dell, M., Hedera, P., Rubin, B. S., &Picaut, P. (2016). Efficacy and safety of repeated abobotulinumtoxina injections in adults with lower limb spasticity. PM and R, 8(9), S254- S254.
Burbaud, P., Wiart, L., Dubos, J. L., Gaujard, E., Debelleix, X., Joseph, P. A., Mazaux, J. M., Bioulac, B., Barat, M.,& Lagueny, A. (1996). A randomised, double blind, placebo-controlled trial of botulinum toxin in the treatment of spastic foot in hemiparetic patients. Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 61(3), 265-269.
Jacobson, D., Lowing, K., Kullander, K., Rydhberner, B.-M., Ljung, M., &Tedroff, K. (2019). Botulinum toxin-a for chronic pain in spastic cerebral palsy: a randomized placebo-controlled double-blinded trial. Developmental Medicine and Child Neurology, 61, 34--34

Análise e apresentação dos resultados

Foram avaliadas 43 publicações de 41 estudos diferentes, sendo 25 deles referentes à avaliação de membros superiores 4-29 , 13 de membros inferiores 30-43 e 3 de ambos os membros 44-46 . Nos estudos, foram avaliadas quatro TBAs, todas elas disponíveis no Brasil: Botox® (Allergan), Dysport® (Ipsen), Xeomin® (Merz Pharmaceuticals) e Prosigne® (Cristália). A maior parte dos estudos envolveu apenas pacientes adultos com espasticidade secundária a AVC 4-8,10-13,15-18,21,22,24-27,29,31,33,35,40,41,43,46,47 . Outras

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condições encontradas foram traumatismo craniano, lesão da medula espinhal, paraplegia espástica hereditária, hipóxia cerebral difusa, tumor e esclerose múltipla. No Quadro F , estão descritas as principais características dos estudos clínicos incluídos divididos por membros avaliados.

Quadro F Características dos estudos clínicos avaliando toxina botulínica do tipo A (TBA) no tratamento da espasticidade em adultos

Autor, ano (registro do estudo) Número de pacientes randomizados Condição primária Toxina avaliada / Nome comercial Desfechos de interesse avaliados
Membros superiores
Masakado, 2020 (J- PURE; JapicCTI Number: CTI-153029) 12 TBA 400 U: 44; Placebo alta dose: 22 TBA 250 U: 23; Placebo baixa dose: 11 AVC IncobotulinumtoxinA / Xeomin - redução do escore EA
Rosales, 2018; ONTIME ; NCT02321436 15 TBA: 28 Placebo: 14 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - eventos adversos
Elovic, 2016; Elovic, 2014 (Estudo PURE / NCT01392300 / EudraCT 2010- Avaliação de segurança: 317 (TBA: 210; Placebo: 107) Análise completa: 259 (TBA: 171; Placebo: 88) AVC IncobotulinumtoxinA / Xeomin - redução do escore EA - evento adverso
Gracies, 2015 (NCT01313299) 28 Intention-to-treat: 238 (TBA 500 U: 80; TBA 1000 U: 79; Placebo:79) Segurança: 243 (TBA 500 U: 81; TBA 1000 U: 81; Placebo: 81) AVC e traumatismo craniano AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - qualidade de vida (SF-36 e EQ-5D) - eventos adversos
O´Dell, 2015 14 TBA 500U ou 1000U: 14 Placebo: 9 Traumatismo craniano AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA
Marciniak, 2012 (NCT00661089) 10 TBA: 10; placebo: 11 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA - dor
Wolf, 2012 (IIT- 000121) 21 TBA 100 U: 12; Placebo: 13; AVC OnabotuliunumtoxinA / Botox - qualidade de vida (SIS)
Rosales, 2012 (NCT00234546) 17 TBA: 80; Placebo: 83 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - dor - eventos adversos
Lam, 2012 9 TBA: 30; Placebo: 25 Não relatado AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - dor
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Autor, ano (registro do estudo) Número de pacientes randomizados Condição primária Toxina avaliada / Nome comercial Desfechos de interesse avaliados
Kaji, 2010 (NCT00460564) 6 TBA baixa dose (120U):21; Placebo baixa dose: 11 TBA alta dose (200): 51; Placebo alta dose:26 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA - eventos adversos
Kanovský, 2009 (NCT00465738) 7 TBA:73; Placebo:75 AVC IncobotulinumtoxinA / Xeomin - redução do escore EA - eventos adversos
McCrory, 2009 13 TBA: 54; Placebo: 42 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - dor - qualidade de vida (AQoL)
Simpson, 2009 (NCT00430196) 19 TBA intramuscular + placebo oral: 20; Placebo intramuscular + placebo oral: 19 AVC ou traumatismo craniano OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA - eventos adversos
De Boer, 2008 25 TBA: 10; Placebo: 11 AVC OnabotuliunumtoxinA / Botox - dor
Jahangir, 2007 29 TBA 80 U: 27; Placebo: 25 AVC OnabotuliunumtoxinA / Botox - redução do escore EA - qualidade de vida (EQ-5D e EQ-VAS)
Yelnik, 2007 22 TBA 500 U: 15; Placebo: 10. AVC Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - dor - eventos adversos
Marco, 2007 (RHBESPE/TOXIN- 1) 11 Placebo + transcutaneous electrical nerve Stimulation (TENS): 15 TBA 500U + TENS :16 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - dor
Suputtitada, 2005 20 TBA 350 U: 15; TBA 500 U: 15; TBA 1000: 5; Placebo: 15; AVC, lesão cerebral traumática, lesão da medula espinhal, esclerose múltipla e doenças degenerativas. Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - dor
Kong, 2004 8 TBA: 8; Placebo: 9 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA
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Autor, ano (registro do estudo) Número de pacientes randomizados Condição primária Toxina avaliada / Nome comercial Desfechos de interesse avaliados
- dor - eventos adversos
Childers, 2004 24 TBA 90U -baixa dose: 21 TBA 180U -dose média: 23 TBA 360U -alta dose: 21 Placebo: 26 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA - qualidade de vida (SF 36) - dor - eventos adversos
Brashear, 2002 23 TBA: 64; Placebo: 62 AVC OnabotuliunumtoxinA / Botox - redução do escore EA
Bakheita, 2001 4 TBA 1000 U: 27; Placebo: 32 AVC Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - eventos adversos
Bakheita, 2000 5 TBA 500U: 22 TBA 1000U: 22 TBA 1500U: 19 Placebo: 19 AVC AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - eventos adversos
Bhakta, 2000 16 TBA 1000U: 20; Placebo: 20 AVC Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - eventos adversos
Simpson, 1996 18 TBA 75U: 9 TBA 150U: 9 TBA 300U: 9 Placebo: 10 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA
Membros inferiores Membros inferiores Membros inferiores Membros inferiores Membros inferiores
Diniz, 2021 (SPASTOX / NCT02604186) 30 TBA:27; Placebo:28 Paraplegia espástica hereditária Prosigne - dor - eventos adversos
Masakado, 2020 (J- PURE; JapicCTI Number: CTI-153030) 43 TBA: 104; Placebo: 104 AVC IncobotulinumtoxinA / Xeomin - redução do escore EA - eventos adversos
Kerzoncuf, 2020 (NCT03405948) 41 TBA 300 U:19; Placebo: 21 AVC OnabotulinumtoxinA /Botox - redução do escore EA
Napoli, 2018; Gracies, 2017 (CT01249404) 32,37 TBA 1000 U: 125 TBA 1500U: 128 Placebo: 128 AVC e traumatismo craniano AbobotulinumtoxinA / Dysport - redução do escore EA - qualidade de vida (SF-36 e EQ-5D)
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Autor, ano (registro do estudo) Número de pacientes randomizados Condição primária Toxina avaliada / Nome comercial Desfechos de interesse avaliados
- eventos adversos
Wein, 2018 (NCT01575054 - REFLEX) 35 TBA: 233; placebo: 235 AVC OnabotulinumtoxinA /Botox - redução do escore EA - dor
Fietzek, 2014 36 TBA: 26; Placebo: 26 AVC, traumatismo craniano ou hipóxia cerebral difusa OnabotulinumtoxinA /Botox - redução do escore EA
Dunne, 2012 (BTOX- 702-8051) 31 TBA 200U: 28 TBA 300U: 28 Placebo: 29 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - dor - eventos adversos
Maanum, 2011 (NCT00432055) 42 TBA 50 U: 33; Placebo: 33 Paralisia Cerebral OnabotulinumtoxinA /Botox - qualidade de vida (SF-36) - eventos adversos
Kaji, 2010 (NCT00460655) 40 TBA 300U: 58; Placebo: 62 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA - eventos adversos
Gusev, 2008 38 TBA 1000 - 1500 U: 55; Placebo: 51 Esclerose múltipla Abobotulinumtoxina / Dysport - dor - eventos adversos
Verplancke, 2005 34 Gesso + solução salina: 12 Gesso + TBA 200U: 12 Traumatismo craniano OnabotulinumtoxinA / Botox - redução do escore EA
Pittock, 2003 33 TBA 500 U: 59 TBA 1000 U: 60 TBA 1500 U:60 Placebo: 55 AVC Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - dor - eventos adversos
Hyman, 2000 39 TBA 500U: 21 TBA 1000U: 20 TBA 1500U: 17 Placebo: 16 Esclerose múltipla Abobotulinumtoxina / Dysport - redução do escore EA - dor - eventos adversos
Membros superiores + inferiores Membros superiores + inferiores Membros superiores + inferiores Membros superiores + inferiores Membros superiores + inferiores
Jacobson, 2021 (NCT02434549) 44 TBA: 8; Placebo: 8 Paralisia Cerebral Abobotulinumtoxina / Dysport - dor - eventos adversos
Wissel, 2016 (BEST (BOTOX Economic TBA + tratamento padrão: 139 AVC OnabotulinumtoxinA / Botox - dor
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Autor, ano (registro do estudo) Número de pacientes randomizados Condição primária Toxina avaliada / Nome comercial Desfechos de interesse avaliados
Spasticity Trial / NCT00549783) 46 Placebo + tratamento padrão: 134
Richardson, 2000 45 Membro superior: TBA 100 U: 16; Placebo: 16 Membro inferior: TBA 100 U: 11; Placebo: 9 AVC, traumatismo craniano, lesão medular incompleta, tumor, paralisia cerebral e episódios anóxicos. OnabotuliunumtoxinA / Botox - redução do escore EA

Notas: AVC: Acidente vascular cerebral; AQoL: Assessment of Quality of Life ; EA: escala de Ashworth; EQ-VAS: EuroQol-visual analogue scales ; EQ-5D: EuroQol 5 Dimensions ; SF-36: Short Form-36 ; SIS: Stroke Impact Scale ; TBA: toxina botulínica do tipo A.

Avaliação do risco de viés

De acordo com o Rob 2.0 1 , para a alteração média da EA, apenas cinco estudos apresentaram risco de viés baixo 6,26,28,35,48 e para a proporção de pacientes que tiveram redução ≥ 1 ponto na EA, apenas três estudos apresentaram risco de viés baixo 26,28,35 . Os demais estudos foram classificados como tendo algumas preocupações ou alto risco de viés atribuídos, principalmente, por não fornecerem informações a respeito do cegamento dos participantes ou dos avaliadores, do processo de randomização, do sigilo de alocação e por não apresentar informações de maneira satisfatória sobre as características basais para ambos os desfechos. Sobre o desfecho dor, parte dos estudos não usou escalas validadas, enquanto para eventos adversos, não ficava clara a forma de mensuração do desfecho. A avaliação completa do risco de viés é apresentada no Material Suplementar 1.

Redução do escore da escala de Ashworth

A avaliação da eficácia foi feita utilizando a EA e sua versão modificada (EAM), instrumentos validados e aceitos para avaliação da espasticidade 49-53 . Para o relato da redução da EA/EAM foram consideradas a redução média do escore na semana 4 em comparação ao valor basal e a proporção de pacientes que tiveram redução de 1 ponto ou mais na escala dentro desse período. Procurou-se avaliar a eficácia em um período curto, por esse motivo, quando o estudo não relatava especificamente os resultados na semana 4, foram coletados os dados das semanas anteriores.

Para a avaliação da redução média do escore da EA/EAM entre a semana 4 e o valor basal, foram avaliados 15 estudos clínicos para os membros superiores ( Figura B ) e seis para os membros inferiores ( Figura C ). As análises de eficácia indicam que a alteração das médias da pontuação na escala EA/EAM foi maior no grupo tratado com TBA em comparação com o placebo: Diferença de média [IC 95%]: 0,80 [0,63; 0,97] para os membros inferiores e 0,27 [0,15; 0,39] para os membros superiores. Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada baixa para os membros superiores e moderada para os inferiores.

Para ambos os membros, apenas um estudo relatou esse desfecho, o qual apresentou maior redução no grupo que recebeu a TBA em comparação ao placebo (p <0,0001) 45 .

Figura B -Forest plot da diferença média da redução do escore da escala de Ashworth (EA) e da escala de Ashworth modificada (EAM) - Membros Superiores.

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TBA TBA Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total WeightIV Random 952 CI Year IV, Random, 95% CI
Simpson (TBA 75U) 1996 0.7 0.5 0.2 0.4 10 5.19 0.50 [0.09, 0.91] 1996
Simpson (TBA 150U) 1996 0.8 0.2 0.4 10 3.39 1996
Simpson (TBA 300U) 1996 11 1.1 0.2 0.4 10 3.09 0.90 [0.14,1.66] 1996
Bhakta 2000 1.75 2.15 20 0.12 0.24 17 1.63 [0.68, 2.58] 2000
Brashear 2002 64 0,42 0.52 62 6.69 1.36 [1.16, 1.56] 2002
Childers (TBA 180U) 2004 1.1 23 0.6 0.6 26 0.40[0.11,0.91] 2004
Childers (TBA 360U) 2004 1.5 0.9 21 0.6 26 4.89 2004
Childers (TBA 90U) 2004 1.3 0.9 21 0.6 0.6 26 4.89 0.70 [0.25, 1.15] 2004
Kong 2004 1.38 0.92 0.19 0.44 3.19 1.19 [0,45,1.93] 2004
Jahangir 2007 1.12 27 1.19 25 1.00 [0.37,1.63] 2007
Marco 2007 0.2 0.74 14 0.03 0.59 15 4.59 0.17 [0.32,0.66] 2007
Simpson 2009 1.19 20 0.67 0.91 19 3.59 0.88 [0.22, 1.54] 2009
Kaji {dose alta) 2010 51 0.48 0.67 26 0.57 [0.21,0.93] 2010
Kaji (dose baixa) 2010 21 0.73 1.01 11 3,496 0.15 [0.53,0.83] 2010
Marciniak 2012 1.5 0.93 10 0.74 3.196 1.50 [0.78, 2.22] 2012
Rosales 2012 2.43 0.65 80 1.84 0.74 83 0.59 [0.38,0.80] 2012
Gracies (TBA 1000 U) 2015 1.4 11 79 0.3 0.6 79 6.19 1.10 [0.82, 1.38] 2015
Gracies (TBA 500 U} 2015 1.2 80 0.3 0.6 79 6.29 0.90 [0.64, 1.16] 2015
Elovic 2016 0.9 0.78 171 0.5 0.75 88 6.69 2016
Rosales 2018 1.27 0.9 28 0.26 0.82 14 4.29 1.01 [0.47,1.55] 2018
Masakado (TBA alta dose) 2020 1.35 0.99 44 0.53 0.8 22 0.82 [0.38, 1.26] 2020
Masakado (TBA baixa dose) 2020 1.12 0.85 23 0.28 0,47 11 0.84 [0.40, 1.28] 2020
Total (95% CI) 831 679 100.0% 0.80 [0.63,0.97]
Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Test for overall effect Z=9.14 (P < 0.00001) Favours [control] Favours [experimental]

TBA: Toxina Botulínica do Tipo A. Para os estudos que apresentam os resultados por região do corpo de aplicação, foram selecionados os resultados com os maiores valores basais na escala de Ashworth 8,10,16,18,19,23,24,29 . Dois estudos foram excluídos da análise por não possuírem informação suficiente para a imputação de dados 9,20 .

Figura C Forest plot da diferença média da redução do escore da escala de Ashworth (EA) e da escala de Ashworth modificada (EAM) - Membros Inferiores.

TBA TBA TBA Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IVRandom 951 CI Year IV Random 95% CI
Verplancke 2005 1.24 12 1.2 0.98 12 -0.20 [1.09, 0.69] 2005
Kaji 2010 0.88 0.69 58 0.43 0.72 62 16.1% 0.45 [0.20, 0.70] 2010
Fietzek 2014 0.43 0.96 26 0.01 1.09 26 0.42 [0.14,0.98] 2014
Napoli (1OOOU) 2018 0.6 0.86 125 0.5 0.87 128 20.1% 0.10 [0.11,0.31] 2018
0.8 0.58 128 0.5 0.87 128 24,49 0.30 [0.12, 0.48] 2018
Wein 2018 0.81 0.87 233 0.61 0.84 235 0.20 [0.05,0.35] 2018
Kerzoncuf 2020 0.8 0.94 19 0.16 0.76 21 4.7% 0.64 [0.11,1.17] 2020
Total (95% CI) 601 612 100.090 0.27 [0.15,0.39]
Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.35 (P < 0.0001)

TBA: Toxina Botulínica do Tipo A. Para o estudo que apresenta os resultados por região do corpo de aplicação, foi incluído na meta-análise o resultado com o maior valor basal na escala de Ashworth 41 . Um estudo foi excluído da análise por não possuir informação suficiente para a imputação de dados 43 e outro por ter reportado valores muito superiores e irreais da escala de Ashworth 39 .

Assim como a redução na média da EA/EAM, a proporção de pacientes que tiveram redução de 1 ponto ou mais na escala de EA/EAM foi maior no grupo que fez uso da TBA em comparação ao do placebo: (i) membros superiores (n=7 estudos; Figura D ): Risco relativo (RR) 1,60 [IC 95%: 1,22; 2,08] (Certeza da evidência baixa); (ii) membros inferiores (n=2 estudos, Figura E ): RR [IC 95%] de 2,32 [1,30; 4,14] (Certeza da evidência baixa). Os estudos que avaliaram os membros superiores e inferiores de forma conjunta não relataram esse desfecho

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Figura D Forest plot da proporção de pacientes que tiveram redução de 1 ponto ou mais na escala de Ashworth (EA) e na escala de Ashworth modificada (EAM) - Membros Superiores.

Experimental Experimental Control Control Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H Random 951 CI
Bakheit (TBA 1000 U) 2000 20 22 13 19 8.79 1.33 [0.95, 1.85]
15 13 19 8.39 1.15 [0.79, 1.69]
Bakheit (TBA 500U) 2000 20 13 19 8.79 1.33 [0.95, 1.85]
Bakheita 2001 22 22 32 9.0% 1.19 [0.88, 1.59]
Elovic 2016 119 1 33 88 9.0% 1.86 [1.39, 2.47]
Gracies (1000 U) 2015 62 18 8.09 3.44 [2.26, 5.25]
Gracies (500 U) 2015 59 28 79 8.09 3.24 [2.11, 4.96]
Kanovsky 2009 50 73 8.79 1.85 [1.32, 2.60]
0'Dell 2015 3.0% 2.89 [0.80, 10.44]
Suputtitada (TBA 1000 U) 2005 15 8.89 1.09 [0.79, 1.50]
Suputtitada (TBA 350 U) 2005 15 15 9.496 1.15 [0.91 , 1.44]
Suputtitada (TBA 500 U) 2005 15 15 1.15 [0.91 , 1.44]
Yelnik 2007 10 0.9% 15.00 [0.97 , 231.84]
Total (95% CI) 552 472 100.09 1.60 [1.22, 2.08]
Total events 418 198
Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) Test for overall effect Z= 3.46 (P = 0.0005) 0.01 100 Favours [control] Favours [experimental]

TBA: Toxina Botulínica do Tipo A. Para o estudo que apresenta os resultados por região do corpo de aplicação, foi selecionado o resultado com o maior número de pacientes 7 .

Figura E -Forest plot da proporção de pacientes que tiveram redução de 1 ponto ou mais na escala de Ashworth (EA) e na escala de Ashworth modificada (EAM) - Membros Inferiores.

TBA: Toxina Botulínica do Tipo A.

Study or Subgroup TBA Events Total TBA Events Total Placebo Events Total Placebo Events Total Weight Weight Risk Ratio Year Risk Ratio M-H, Random, 959 CI
Pittock (TBA 500U) 2003 23 57 55 22.38 2.77 [1.36, 5.67] 2003
Pittock (TBA 1000 U) 2003 23 58 55 22.39 2.73 [1.33, 5.57] 2003
Pittock (TBA 1500U) 2003 31 59 55 22.9% 2003
Wein 2018 121 233 91 235 32.48 3.61 [1.82, 7.17] 1.34 [1.09, 1.64] 2018
Total (95% CI) 407 400 2.32 [1.30,4.14]
Total events 198 115
Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 Heterogeneity: Tau?= 0.26; Chi? = 13.43, df = 3 (P = 0.004);F = 789 0.01 0.1 100
Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.85 (P = 0.004) Favours [control] Favours [experimental]

Redução da dor associada à espasticidade

No Quadro G , estão descritos os ECR que avaliaram a dor associada à espasticidade. Diferentes instrumentos e tempo de avaliação foram utilizados, impossibilitando a realização de meta-análise dos dados. Por esse motivo, os resultados foram relatados de forma descritiva.

Dos estudos que avaliaram os membros superiores, seis relataram diferença estatisticamente significativa na redução de dor, favorecendo a TBA em comparação ao placebo 8-10,13,24,25 . Três estudos relataram diferença não estatisticamente significativa entre os grupos 11,17,22 e um descreveu uma redução numericamente superior da dor no grupo TBA, sem tratamento estatístico do resultado 20 . Para os membros inferiores, houve uma maior redução da dor em pacientes do grupo TBA em comparação ao placebo em dois estudos 31,38 . Dois estudos não encontraram diferença estatisticamente significativa entre os grupos TBA e placebo 30,35 e outros dois não fizeram nenhuma análise de inferência, sendo que um demonstrou maior proporção de pacientes sem dor no grupo da TBA 33 e um maior proporção sem dor no grupo do placebo 39 .

Para os estudos que avaliaram tanto os membros superiores quanto inferiores, um estudo encontrou superioridade da TBA na redução da dor 46 e outro não encontrou diferença entre os grupos 44 .

Quadro G Avaliação da redução da dor associada a espasticidade após o tratamento com toxina botulínica do tipo A (TBA) em comparação a placebo

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Autor, ano Escala utilizada Resultados
Membro Superior Membro Superior Membro Superior
Lam, 2012 9 Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD) Scale a (escala numérica 0 a 10) Avaliação: Semanas 2, 6, 8, 12, 16, 20 e 24 Os pacientes no grupo de tratamento tiveram uma melhora significativa na pontuação PAINAD em repouso na semana 6. No entanto, não houve diferença significativa na mudança entre os dois grupos nas 24 semanas do estudo. Diferença média entre grupos na mudança da linha de base (IC 95%): Semana 6 - dor no descanso: 1,27 [0,21; 2,34], p=0,02 Semana 6 - dor em cuidados básicos: -0,11 (-1,45; 1,24) p=.874 Semana 24 - dor no descanso: 1,20 (-0,08; 2,48); p=0,065 Semana 24 - dor em cuidados básicos: 0,03 (-1,56; 1,62), p=0,972
Marciniak, 2012 (NCT00661089) 10 McGill Pain Questionnaire - Short Form b e questionário diário sobre dor (pior dor, melhor dor, dor para se vestir e dor interferindo no sono) Diferença de 2 pontos foi considerada clinicamente significativa Avaliação: semanas 2, 4 e 6 Aredução dos descritores de dor avaliados pelo Questionário de Dor McGill não foi estatisticamente significativa na comparação entre os grupos: Média (SD) Semana 2 - TBA: -1.60 (-7,42 a 4,22) vs Placebo: -2,09 (- 6,83 a 2,64), p=0,884 Semana 4 - TBA: - 1,00 (-6,85 a 4,85) vs Placebo: -2.00 (- 6,71 a 2,71), p= 0,766 Semana 6 - TBA: -3,80 (-11,33 a 3,73) vs Placebo: -2,27 (- 8,09 a 3,55) No questionário diário sobre dor, não houve, também,
Rosales, 2012 (NCT00234546) 17 Escala visual analógica (EVA; 0-100 mm) Avaliação: semanas 2, 4, 8, 12 e 24 Embora nem todos os participantes tenham relatado dor (placebo: 34/83; TBA: 40/80), os participantes que receberam a TBA relataram reduções na dor relacionada à espasticidade em comparação com o valor basal ao longo do estudo, e isso foi significativamente maior do que o placebo nas semanas 4 e 24. Redução da dor TBA vs Placebo - diferença (IC 95%) f : Semana 2: -3,50 (-9,43, 2,43); Semana 4: -7,87 (-13,28, -2,46); Semana 8: -5,84 (-12,61, 0,94); Semana 12: -5,93 (-12,63, 0,77); Semana 24: -7,15 (-13,76, -0,54).
McCrory, 2009 13 Escala visual analógica (EVA; 0- 100mm) Avaliação: semanas 8, 12, 20 e 24 Menos da metade dos pacientes relatou dor significativa. O tratamento com TBA não mostrou melhora significativa na dor em comparação com o placebo. Diferença entre TBA vs placebo (IC 95%): Semana 8: 5,07 (-10,9, 21,0); p=0,53 Semana 20: 10,14 (-8,1; 27,4); p=0,25
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Autor, ano Escala utilizada Resultados
Uma subanálise da mudança no escore de dor em movimento foi conduzida apenas para aqueles com uma classificação de dor ≥ 25 em movimento no início do estudo (n = 40). Dentro deste subconjunto, ambos os grupos mostraram redução significativa nos níveis de dor nas semanas 8 e 20. Foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos na semana 12, mas não nas semanas 8 e 20. Destaca-se, porém, que aqueles tratados com TBA tiveram níveis significativamente mais elevados de dor ao movimento no início do estudo e isso pode ser responsável pela redução da dor relativamente maior neste grupo. Os dados não são relatados pelos autores.
De Boer, 2008 25 Escala visual analógica (EVA; 0- 100mm). Avaliação: semanas 6 e 12 Ao final do período de acompanhamento, observou-se melhora média da redução do escore de dor EVA (p = 0,08). No entanto, não houve diferença estatisticamente significativa entre a TBA e o placebo (p= 0,61)
Marco, 2007 (RHBESPE/TOXIN- 1) 11 Escala visual analógica (EVA; 0- 100mm) c Clinicamente significativa: 33,3 mm Avaliação: semana 1 e meses 1, 3 e 6 (ao imobilizar o ombro) A TBA é mais eficaz do que o placebo na redução da dor. A redução na EVA foi observada nos dois grupos na primeira semana, sendo que a magnitude dessa diminuição foi maior no grupo da TBA em comparação com o grupo do placebo. Os valores da EVA continuaram nos meses subsequentes (primeiro, terceiro e sexto) para os dois grupos, com uma diferença estatisticamente significativa entre eles (p = 0,035). EVA - média (DP): Antes da infiltração: TBA:76,4 (15,6) vs Placebo:70,1 (15,3) Semana 1- TBA: 44,4 (25,9) vs Placebo: 59.3 (21.0) Mês 1- TBA:38,7 (27,0) vs Placebo: 60,1 (22,1) Mês 3 - TBA: 35,4 (25,3) vs Placebo: 56,7 (23,4) Mês 6 - 30,1 (26,9) vs Placebo: 48,3 (29,4) Efeitos de interação: 0,035
Yelnik, 2007 22 Escala verbal (0 a 10 pontos) Avaliação: semana 4 Houve melhora da dor no período observado após a administração da TBA, enquanto mudanças mínimas pós- tratamento foram observadas no grupo do placebo. A melhora da dor apareceu logo na semana 1 e foi significativamente diferente na semana 4. Redução na escala de dor (mediana): Semana 1 - TBA: -2,8 vs Placebo: -1,3; p=0,234 Semana 2: TBA: -3,6 vs Placebo: -1,6; p=0,098 Semana 4: TBA: -4,0 vs Placebo: -1,0; p=0,025
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Autor, ano Escala utilizada Resultados
Suputtitada, 2005 20 Escala visual analógica (EVA; 0 -10) Avaliação: semanas 2, 4, 8, 16 e 24 No grupo que foi tratado com TBA, houve maior redução da média de EVA em comparação ao placebo. Redução média do EVA (DP): 4 semanas - TBA 350 U: -4,1 vs TBA 500 U: -5,6 vs TBA 1000: -8,4 vs Placebo: -0,5 8 semanas - TBA 350 U: -5,27 (3,06) vs TBA 500 U: -7,93 (2,73) vs TBA 1000: -9,20 (1,10) vs Placebo: -0,87 (0,64)
Childers, 2004 24 Escala de frequência de dor de 5 pontos (0, nunca; 4, constante), uma escala de gravidade de dor de 5 pontos (0, nenhuma; 4, muito grave, intolerável) Apenas 27% (25/91) dos indivíduos indicaram que sentiam dor na avaliação inicial (basal). Os escores médios de frequência de dor no início do estudo eram baixos, variou de 1,0 (ocorre às vezes) no placebo e grupo de TBA 90U, para 1,3 nos grupos TBA 180 U e TBA 360 U. Os escores de intensidade basal variaram de 1,3 (dor leve) no grupo de TBA90 Upara 1,5 nos grupos TBA180 U e TBA 360 U. Não foi observada diferenças significativas na frequência e intensidade entre os grupos. Os dados não são relatados pelos
Kong, 2004 8 Escala visual analógica (EVA; 0 - 10) Diferença de 2 pontos foi considerada como clinicamente significativa Avaliação: semanas 4, 8 e 12 Após a injeção, houve redução na pontuação da EVA em ambos os grupos em todos os períodos de acompanhamento. Nenhuma diferença estatística pôde ser detectada entre os dois grupos: Mediana (IQ) Semana 4 - TBA: -2,0 (-2,0 a -1,0) vs Placebo: - 3,0 (-4,0 a - 1,3), p=0,21 Semana 8 - TBA: -2,0 (-1,5 a 3,0) vs Placebo: -2,0 (-5,4 a 1,3), p=0,48 Semana 12 - TBA: -3,0 (-3,5 a -0,5) vs Placebo: -2,0 (-4,0 a -1,8), p=0,50
Membro Inferior Membro Inferior Membro Inferior
Diniz, 2021 (SPASTOX / NCT02604186) 30 Brief Pain Inventory (BPI) d , que foi separado em 2 domínios: intensidade da dor (BPI-S; intervalo, 0 - 10) e interferência da dor (BPI-I; intervalo 0 - 10) Avaliação: semana 8 Não houve diferença estatisticamente significativa entre o grupo TBA em comparação ao placebo: BPI-S pré vs pós-média (DP): TBA: 1,76 ± 2,35 vs 1,58 ± 2,32 / Placebo: 1,81 ± 2,20 vs 1,56 ± 2,16, p=0,83 BPI-I pré vs pós-média (DP): TBA: 1,29 ±2,21 vs 1,16 ± 2,22 / Placebo: 1,10±1,66 vs 1,13±1,92; p= 0,75
Wein, 2018 (NCT01575054 - REFLEX) 35 Escala de 11 pontos: 0 (sem dor) a 10 (a pior dor que se pode imaginar) nas últimas 48 horas durante caminhada Sem diferenças significativas entre os grupos de tratamento em qualquer momento da fase duplo-cega do estudo. Os autores não relatam os resultados.
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Autor, ano Escala utilizada Resultados
Dunne, 2012 (BTOX-702-8051) 31 Escala visual analógica (EVA; 0- 100mm) e Avaliação: 12 semanas Houve diferença estatisticamente significativa da melhora da dor em 20% no grupo TBA em comparação ao do placebo: Melhora da dor em 20% em 12 semanas - TBA:8/14 vs Placebo:1/8; p=0,02
Gusev, 2008 38 A intensidade da dor na coxa foi avaliada pedindo aos pacientes que classificassem o grau de dor associado a espasticidade em ambas as coxas em repouso de acordo com uma escala de quatro pontos [0 = ausente, 1 = leve, 2 = moderado e 3 = forte]. Aproporção de respondentes foi maior no grupo da TBA em comparação ao do placebo: Perna direita - Semana 4: TBA x placebo: p=0,092; Semana 8: TBA x placebo: p=0,008; Semana 12: TBA x placebo: p = 0,013; Perna esquerda: Semana 4: TBA 1000 - 1500 U x placebo: p=0,027; Semana 8: TBA1000-1500 U x placebo: p=0,008; Semana 12: TBA1000-1500 U x placebo: p=0,008
Pittock, 2003 33 Avaliação semanas 4, 8 e 12 Uma avaliação subjetiva da dor no joelho, perna, tornozelo ou pé foi pontuada em uma escala de 4 pontos [sem dor (0), dor leve (1), dor moderada (2), dor intensa (3)]. A pontuação geral foi a soma das pontuações de cada articulação. Avaliação: semanas 4, 8 e 12 No início do estudo, os escores de dor foram significativamente maiores naqueles que receberam a TBA 1.000 U e TBA 1.500 Uemcomparação com o placebo. Nos grupos tratados com TBA, uma redução na dor foi registradaemcadamomento, compoucamudançaobservada no grupo placebo. As maiores reduções foram observadas em 8 semanas na TBA 1.000 unidades, mas também na TBA 1.500 unidades na semana 4 e na 12. Proporção de pacientes que tiveram redução da dor - n (%) Semana 4 - TBA 500: 14 (24%) vs TBA 1000: 23 (38%) vs TBA 1500: 20 (33%) vs Placebo: 11 (20%) Semana 8 - TBA 500: 20 (34%) vs TBA 1000: 25 (42%) vs TBA 1500: 23 (38%) vs Placebo: 10 (18%) Semana 12 - TBA 500: 18 (31%) vs TBA 1000: 22 (37%) vs TBA 1500: 17 (28%) vs Placebo: 10 (18%)
Hyman, 2000 39 Escala de quatro pontos (ausente, leve, moderado e forte) Avaliação: semanas 2, 4, 8 e 12 A proporção de pacientes sem dor aumentou para todos os grupos na semana 4 emcomparação coma semana 0. Embora a maior melhora tenha sido no grupo do placebo, as proporções de pacientes sem dor na semana 4 foram semelhantes para todos os grupos. Proporção de pacientes sem dor na perna - n (%): Semana 0 - TBA 500 U: 11 (52%) vs TBA 1000 U: 6 (30%) vs TBA 1500 U: 7 (41%) vs Placebo: 3 (19%)
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Autor, ano Escala utilizada Resultados
Semana 4 - TBA 500 U: 11 (61%) vs TBA 1000 U: 7 (41%) vs TBA 1500 U: 11 (65%) vs Placebo: 10 (67%)
Os dois membros Os dois membros Os dois membros
Jacobson, 2021 (NCT02434549) 44 BPI , Brief Pain Inventory-Short Form d - avaliou o número de respondentes ao tratamento (definido como uma redução da pontuação de interferência média de ≥1 no BPI) Avaliação: semana 6 e 10 Não houve diferenças significativas entre os grupos na interferência da dor (conforme avaliado com o BPI) 10 semanas após o tratamento. Os resultados não foram relatados pelos autores.
Wissel, 2016 (BEST (BOTOX Economic Spasticity Trial / NCT00549783) 46 Escala de avaliação numérica de dor de 11 pontos (0 = sem dor a 10 = dor tão forte quanto pode ser imaginada) Avaliação: semana 12 Na semana 12, a redução média da dor em relação ao início do estudo foi maior no grupo TBA em comparação ao placebo. Redução média em relação a linha de base Placebo + tratamento padrão: -0,13 [IC 95% -0,51; 0,24] TBA + tratamento padrão: -0,77 [IC 95% -1,14; -0,40]; P< 0,05

DP: desvio padrão; TBA: toxina botulínica do tipo A; EVA= Escala Visual Analógica a) Lam (2012); utilizou a Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD) scale , publicada por Warden V. et al. (2003) 54 ; b) Marcianiak (20122): utilizou The short-form McGill pain questionnaire , publicado por Melzack R. (1987) 55 ; c) Marco (2007): utilizou a escala visual publicada por Collins et al. (1997) 56 ; d) Diniz (2021) e Jacobson (2021): utilizou o Brief Pain Inventory (BPI) publicado por Ferreira et al (2011) 57 ; e) Dunne (2012): utilizou a escala visual analógica publicada por Farrar, et alI (2001) 58 ; f) Rosales, 2012 17 : Semana 2: não estatisticamente significativas; Semana 4: p=0,0043; Semana 8: não estatisticamente significativas; Semana 12: não estatisticamente significativas; Semana 24: p=0,340.

Melhora da qualidade de vida relacionada à saúde

Dos sete estudos que avaliaram a qualidade de vida, apenas um deles demonstrou melhora significativa entre os grupos TBA e placebo 24 . Essa melhora, no entanto, foi observada apenas no domínio que avalia aspectos sociais do Short Form36 (SF36). No Quadro H , estão descritos os instrumentos utilizados por cada estudo, bem como seus resultados. Assim como na avaliação da dor, não foi possível realizar a meta-análise dos dados, uma vez que foram utilizados diferentes instrumentos e tempos de avaliação.

Quadro H Avaliação da melhora da qualidade de vida após o tratamento com toxina botulínica do tipo A (TBA) em comparação a placebo

Autor, ano Instrumento utilizado Resultados encontrados
Membro Superior
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Autor, ano Instrumento utilizado Resultados encontrados
Gracies, 2015 (NCT01313299) 28 SF-36 e EQ-5D Foi relatado que os subescores de qualidade de vida (SF-36 e EQ- 5D) no final do estudo ou retirada precoce permaneceram inalterados em cada um dos três grupos. Não houve, também, diferença estatisticamente significativas entre os grupos. Média (SD): SF-36 (componente mental): Placebo: 1,28 (8,67) TBA 1000 U: -0,00 (11,06); p=0,8720 TBA 500 U: 0,48 (91,2); p=0,9406 SF-36 (componente físico): Placebo: 1,77 (7,53) TBA 500 U: 0,68 (6,03); p=0,1878 TBA 1000 U: 1,16 (6,01); p=0,7696 EQ-5D VAS Placebo: 2,0 (19,6) TBA 500 U: 2,4 (18,9), p=0,8102 TBA 1000 U: 2,9 (15,9), p=0,4536
Wolf, 2012 (IIT- 000121) 21 Stroke Impact Scale (SIS) Avaliação: 24 meses Não foram observadas diferenças entre os grupos para nenhum dos domínios do SIS: Função manual: P=0,89; Domínio físico; p=0,86; Recuperação da mão: p=0,09. Domínios de força; p=0,40.
McCrory, 2009 13 AQoL Não foi observada diferença entre grupos em comparação aos resultados basais: -0,03 [IC 95% -0,09; 0,02]; p=0,27
Jahangir, 2007 29 EQ-5D e EQ-VAS Avaliação: semanas 4 e 12 Tanto os pacientes do grupo TBA, quanto do placebo tiveram melhora nas pontuações medianas do EQ-5D e VAS em todas as visitas de acompanhamento emcomparação comos valores basais. No entanto, não houve mudanças significativas entre os grupos em todas as visitas de acompanhamento. Mediana (Q1, Q3): TBA - EQ-5D: Semana 0 - TBA: 0,205 (0,205; 0,682) vs Placebo: 0,364 (0,205;
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AQoL: Assessment of Quality of Life ; EQ-VAS: EuroQol-visual analogue scales ; EQ-5D: EuroQol 5 Dimensions ; SF-36: Short Form -36.

Autor, ano Instrumento utilizado Resultados encontrados
Semana 12 - TBA: 70 (55; 80) vs Placebo: 60 (45; 80); p=0,363
Childers, 2004 24 SF-36 Avaliação: semana 6 A única melhora significativa em comparação com placebo foi no grupo TBA 90U, na semana 6 na seção de funcionamento social (Média [SD]: 20,8 [34,0] vs. -10,0 [24,2]; p=0,002). Uma relação dependente da dose não foi observada. Mudança média em comparação aos resultados basais: Placebo: -10,0 (24,2) TBA 90U: 20,8(34,0) TBA 180U: -5,1 (42,7) TBA 360U: -4,4 (27,9)
Membro inferior
Napoli, 2018; Gracies, 2017 (CT01249404) 32,37 SF-36 EQ-5D Não relatam os resultados, só mencionam que não houve diferença dos resultados em comparação aos valores basais.
Maanum, 2011 (NCT00432055) 42 SF-36 Avaliação: 8 semanas Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Média ajustada (IC 95%) - diferença entre os grupos: Capacidade funcional: -1,2 (-7,6 a 5,2) Limitação por aspectos físicos: -11,6 (-29,1 a 5,9) Dor: -4,4 (-12,9 a 4,2) Estado geral de saúde: -4,7 (-11,8 a 2,4) Vitalidade: -0,27 (-7,8 a 7,7) Aspectos sociais: 3,4 (-4,0 a 10,9) Aspectos emocionais: 5,7 (-8,1 a 19,5) Saúde mental: 1,4 (-4,4 a 7,2)

Frequência de eventos adversos

O risco de apresentar algum evento adverso foi maior no grupo do TBA quando comparado ao placebo apenas para a análise dos membros superiores ( Figura F ): Risco relativo (RR): 1,15 [IC 95%: 1,02; 1,30]. Para os membros inferiores, não houve diferença entre os grupos ( Figura G ): RR: 1,18 [IC 95% 0,99; 1,41] e o risco de apresentar algum evento adverso grave não diferiu entre os grupos TBA e placebo nem para os membros superiores (RR: 1,51 [IC 95% 0,94;2,42]), nem para os membros inferiores (RR: 0,88 [IC 95% 0,50; 1,57]). Apenas um estudo que avaliou ambos os membros apresentou dados de eventos adversos, sendo que o grupo do placebo apresentou maior frequência que o grupo da TBA (Eventos adveros graves - TBA: 75%; Placebo: 88%) 44 . Para todas as avaliações, a certeza da evidência foi considerada baixa.

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Figura F Forest plot da frequência de eventos adversos (total e graves) - Membros Superiores TBA: Toxina Botulínica do Tipo A.

TBA TBA Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H, Random, 959 CI Year M-H, Random, 959 CI
1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total) 1.1.1 Eventos Adversos (Total)
Bakheit 2000 25 63 19 4.0% 0.94 [0.51, 1.73] 2000
Bhakta 2000 20 0.79 0.85 [0.20, 3.67] 2000
Bakheita 2001 16 27 20 32 8.79 0.95 [0.63, 1.43] 2001
Childers 2004 54 65 17 26 1.27 [0.94, 1.72] 2004
Kong 2004 16 16 1.69 1.20 [0.46, 3.15] 2004
Yelnik 2007 10 0.6% 1.50 [0.32, 7.14] 2007
Kanovsky 2009 73 20 5.49 1.08 [0.64, 1.82] 2009
McCrory 2009 26 54 26 16.1% 1.08 [0.80, 1.46] 2009
Simpson 2009 20 10 3.1% 0.76 [0.38, 1.51] 2009
Kaji 2010 72 26 37 10.19 0.78 [0.53, 1.15] 2010 4
Rosales 2012 48 80 83 16,0% 1.38 [1.02, 1,.87] 2012
12 13 1.0% 1.81 [0.55, 5.98] 2012
Gracies 2015 162 21 81 67 [1.11 , 2.51] 2015
Elovic 2016 210 18 107 6.1% 1.33 [0.81 2.17] 2016
Rosales 2018 28 14 00 [0.36, 2.76] 2018
Subtotal (953 CI) 912 591 1.15 [1.02, 1.30]
Total events 382 214
Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 13.20, df = 14 (P = 0.51); = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 13.20, df = 14 (P = 0.51); = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 13.20, df = 14 (P = 0.51); = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 13.20, df = 14 (P = 0.51); = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 13.20, df = 14 (P = 0.51);
Childers 2004 12 65 26 16.2% 1.60 [0.49, 5.21] 2004
Kaji 2010 72 37 5.1% 2.57 [0.31 , 21.20] 2010
Rosales 2012 18 80 13 83 54.5% 1.44 [0.75, 2.74] 2012
Gracies 2015 162 81 12.29 1.00 [0.26, 3.90] 2015
Elovic 2016 210 107 1.78 [0.38, 8.44] 2016
Rosales 2018 28 2 14 2.7% 3.62 [0.20, 65. .60] 2018
Subtotal (959 CI) 617 348 100.090 1.51 [0.94,2.42]
Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0% Total events 51 22 Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 1.03, df = 5 (P = 0.96); /7 = 0%
0.01 Favours [experimental] Favours [control]

Figura G Forest plot da frequência de eventos adversos (total e graves) - Membros Inferiores

TBA TBA Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio
Events Total Events Total Weight M-H,Random, 959 CI Year
1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total) 1.1.1 Eventos adversos (Total)
Hyman 2000 32 58 10 16 10.59 0.88 [0.57 1.38] 2000
Pittock 2003 52 174 16 55 9.7% 1.03 [0.64 65] 2003
Gusev 2008 29 54 14 51 8.79 1.96 [1.17, 3.26] 2008
Kaji 2010 26 58 27 62 12.0% 1.03 [0.69, 1.54] 2010
Maanum 2011 32 33 3.79 1.33 [0.56, 3.13] 2011
Dunne 2012 11 29 5.29 0.54 [0.27_ 09] 2012
Wein 2018 95 231 8 233 20.59 1.20 [0.95, 52] 2018
Masakado 2020 32 67 33 1.31 [0.78, 2.20] 2020
Napoli 2020 107 255 130 1.33 [0.99, 1.78] 2020
Diniz 2021 14 51 51 2.00 [0.88, 4.54] 2021
Subtotal (959 CI) 1034 693 100.096 1.18 [0.99, 1.41]
Total events 407 225
Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06) Heterogeneity: Tau?= 0.02; Chi? = 13.55 Test for overall effect: Z = 85 (P = 0.06)
1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave) 1.1.2 Eventos adversos (grave)
Pittock 2003 10 174 55 30.9% 0.63 [0.23, 1.77] 2003
Kaji 2010 58 62 7.39 5.34 [0.64, 44.39] 2010
Dunne 2012 54 29 1.07 [0.29, 3.98] 2012
Napoli 2020 10 255 130 36.99 0.73 [0.28, 2020
Masakado 2020 67 33 0.99 [0.09, 10.47] 2020
Subtotal (9596 CI) 608 309 0.88 [0.50, 1.57]
Total events 33 17
Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67) Test for overall effect: Z= 0.42 {P = 0.67)
0.01 10 100 Favours [experimental] Favours [control]

TBA: Toxina Botulínica do Tipo A.

Perfil de evidências:

Nas tabelas A e B , são apresentados os resultados das meta-análises e da avaliação da certeza da evidência (GRADE) para os desfechos alteração da média da EA/EAM, proporção de pacientes com redução de um ponto ou mais na escala de EA/EAM e a frequência de eventos adversos.

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Tabela A - Toxina botulínica do tipo A comparada a placebo, para o tratamento de espasticidade na população adulta

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estu dos Delineame nto do estudo Risco de viés Inconsistê ncia Evidê ncia indire ta Imprecis ão Outras considera ções Toxina Botulíni ca A Placeb o Relativ o (95% IC) Absoluto (95% IC) Certeza Importânci a

Alteração da média Escala de Ashworth - membros superiores (Escala de: 1 para 5)

Alteração da média da escala de Ashworth - membros inferiores (Escala de: 1 para 5)

Redução de um ponto ou mais na escala de Ashworth - membros superiores

Redução de um ponto ou mais na escala de Ashworth - membros inferiores

Página 52
randomizad (28.7 para (de 86 mais Muito
os %) 4.14) para 903 mais) baixa

Frequência de eventos adversos (Total) - membros superiores

Frequência de eventos adversos (graves) - membros superiores

Frequência de eventos adversos (Total) - membros inferiores

10 ensaios muito não grave não não grave nenhum 407/1034 225/69 RR 1.18 58 mais por ⨁⨁◯◯ IMPORTA
clínicos grave d grave (39.4%) 3 (0.99 1.000 Baixa NTE
randomizad (32.5 para (de 3 menos
os %) 1.41) para 133 mais)

Frequência de eventos adversos (graves) - membros inferiores

IC: Intervalo de confiança; DM: Diferença média; OR: Odds ratio ; RR: Risco relativo

a. Houve algumas preocupações sobre vieses provenientes da randomização, devido a desvios da intervenção, na aferição do desfecho e na seleção do resultado a ser relatado. Houve risco alto de viés no processo de randomização e devido a dados faltantes de desfecho; b. Inconsistência: o teste do Chi2 tem p-valor < 0.1 e o valor do I 2 é igual ou maior que 70%. No entanto, a maioria dos intervalos de confiança estão sobrepostos e eles possuem a mesma direção de efeito; c. Houve algumas preocupações sobre vieses provenientes da randomização, devido a desvios da intervenção, na aferição do desfecho e na seleção do resultado a ser relatado. Houve risco alto de viés no processo de randomização; d. Houve algumas preocupações sobre vieses provenientes da randomização, devido a desvios da intervenção, na aferição do desfecho e na seleção do resultado a ser relatado. Houve risco alto de viés no processo de randomização e desvios da intervenção; e. Para um dos dois estudos incluídos, houve risco de viés proveniente do processo de randomização, devido a desvios da intervenção pretendida, na aferição do desfecho e na na seleção do resultado a ser relatado; f. Apesar

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de não apresentar desfecho nulo, o intervalo de confiança é largo, o que pode ter sido causado pelo baixo número de participantes; g. Assimetria no funnel plot , indicando talvez, a não publicação pelos autores dos eventos adversos graves. No entanto, como se espera que os eventos adversos graves não estejam associados à toxina botulínica, não foi rebaixada a qualidade da evidência

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Tabela B Toxina botulínica do tipo A comparada a placebo, para o tratamento de espasticidade na população adulta - desfechos qualidade de vida e dor

Avaliação da certeza

Sumário dos resultados

Risco de

viés

Dor - membro superior

10 ensaios clínicos grave a grave b não grave não grave nenhum Diversas escalas foram ⨁⨁◯◯ IMPORTANTE
(n= 571) randomizados utilizadas pelos estudos para avaliar a dor e tiveram resultados diferentes: 1) para membros superiores, diferença estatisticamente significativa na redução da dor favorecendoTBA 8- 10,13,24,25 , diferença não estatisticamente significativa 11,17,22 , e uma redução numericamente superior da dor no grupo TBA, sem tratamento estatístico do resultado 20 ; 2) para membros inferiores, redução significativa da dor favorecendo TBA 31,38 , sem diferença Baixa

№ dos

Delineamento estudos

do estudo

Evidência

Inconsistência indireta

Imprecisão

Outras considerações

Impacto

Certeza

Importância

Página 55
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
estatisticamente significativa 30,35 e sem alguma análise de inferência, mostrando maior proporção de pacientes sem dor no grupo da TBA 33 e no grupo do placebo 39 ; 3) para membros superiores e inferiores, superioridade da TBA na redução da dor 46 e sem diferença entre os grupos 44 . Entre os resultados que demonstraram que a TBA é mais eficaz que o placebo na redução da dor, é possível citar: - Rosales (2012) 17 , que utilizou a escala visual analógica e indicou redução significativamente maior
Página 56
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
na semana 4, em que a diferença (IC 95%) da redução da dor TBA vs placebo foi de -7,84 [- 13,28; -2,46]. No entanto, o mesmo estudo demonstrou que, na semana 2, a diferença não é estatisticamente significativa, visto que foi -3,50 [-9,43; 2,43]. -Childers (2004) 24 , que utilizou uma escala numérica para avaliar frequência e intensidade de dor, apesar de não detalhar os dados. Concluiu que não foi observada diferença significativa entre os grupos e que 27% (25/91) participantes do estudo
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№ dos

Delineamento estudos

do estudo

Risco de

viés

Avaliação da certeza

Evidência

Inconsistência indireta

Imprecisão

Outras considerações

Sumário dos resultados

Impacto relataram que sentiam dor

na avaliação inicial.

Dor - membro inferior

9 ensaios clínicos grave c grave d não grave não grave nenhum Diversas escalas foram ⨁⨁◯◯ IMPORTANTE
(n=1022) randomizados utilizadas pelos estudos para avaliar dor. O estudo que incluiu o maior número de participantes, Wein (2018) 35 , utilizou uma escala de 11 pontos e embora os autores não relatem os resultados, concluiram que não houve diferença significativa entre os grupos de tratamento, em qualquer momento da fase duplo- cega do estudo. Por outro lado, o estudo conduzido por Dunne (2012) 31 , que utilizou a escala visual analógica, concluiu que na semana 12 houve uma Baixa

Certeza

Importância

Página 58
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
diferença estatisticamente significante da melhora da dor em 20% no grupo tratado com TBA em comparação ao placebo, isto é, no grupo que recebeu TBA 8/14, enquanto no grupo placebo 1/8.

Dor - ambos os membros

2

ensaios

(n=289)

clínicos randomizados

grave e grave f

não grave grave g

nenhum

Foram utilizadas escalas diferentes para avaliação.

O estudo conduzido por

Jacobson (2021) 44

utilizou a Brief Pain Inventory-

Short Form e apesar de não relatar os resultados

concluiu que não houve diferença

significativa entre

os interferência

semanas tratamento.

grupos na

da dor

após

Enquanto

10

o

o

⨁◯◯◯

Muito baixa

IMPORTANTE

Página 59
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
estudo conduzido por Wissel (2016) 46 utilizou uma escala numérica e demonstrou que na semana 12 a redução média da dor em relação ao início do estudo foi maior no grupo tratado com TBA em comparação ao placebo, sendo que a redução no grupo placebo foi -0,13 [IC 95% -0,51; 0,24] e no grupo que recebeu TBAfoi -0,77 [IC 95% -1,14; -0,40].

Qualidade de vida - membro superior

5

ensaios grave a

(n=502)

clínicos randomizados

não grave não grave

não grave nenhum

Foram utilizados

vários instrumentos para avaliar

a qualidade de vida, no entanto

a

maioria dos

estudos relata

que houve

significativa não

diferença entre

os

⨁⨁⨁◯

Moderada

IMPORTANTE

Página 60
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
grupos, como demonstrou o estudo conduzido por Gracies (2015) 28 , que utilizou SF-36 e EQ-5D. O estudo McCrory (2009) 13 , que utilizou AQoL, relatou que não foi observada diferença entre os grupos em comparação aos resultados basais. Já o estudo Childers (2004) 24 , que utilizou o instrumento SF-36, relatou uma única melhora significativa que ocorreu no grupo tratado com TBA 90 U em comparação ao placebo, na seção de funcionamento social em que a média (DP), foi 20,8 (34,0) vs. -10,0 (24,2); p=0,002.
Página 61
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Sumário dos resultados
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância

Qualidade de vida - membro inferior

2 ensaios grave h não grave não grave grave i nenhum Ambos os estudos ⨁⨁◯◯ IMPORTANTE
(n=447) clínicos randomizados utilizaram o instrumento SF-36. O estudo conduzido por Napoli (2018) 32 não forneceu os resultados, apenas menciona que não houve diferença dos resultados em comparação aos valores basais. O estudo Maanum (2011) 42 , também relatou que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Baixa

DP: Desvio padrão. IC: Intervalo de confiança. TBA: Toxina botulínica tipo A.

a. Os estudos apresentaram algumas preocupações e alto risco de viés, principalmente por não fornecerem informações suficientes sobre o processo de randomização, sigilo de alocação, cegamento das partes envolvidas e por não apresentarem protocolo; b. Determinados estudos, como Lam (2012) 9 e Marciniak (2012) 10 , demonstram que não houve diferença significativa na redução de dor entre os grupos, enquanto outros estudos, como Rosales (2012) 17 e Marco (2007) 11 , demonstram que a TBA é mais eficaz do que o placebo; c. Apenas um estudo apresentou baixo risco de viés. Três estudos apresentaram algumas preocupações sendo que um apresentou informação diferente do protocolo e significativa perda de participantes e os outros dois estudos não apresentaram protocolo. Dois estudos apresentaram alto risco de viés devido à ausência de informações sobre randomização, sigilo de alocação e cegamento; d. Alguns estudos apresentaram diferença significativa, enquanto outros não; e. Um estudo apresentou baixo risco de viés, enquanto o outro apresentou alto risco porque o desfecho avaliado não consta no protocolo e os que foram apresentados não são exatamente iguais aos registrados; f. Um estudo relatou que não houve diferença significativa entre os grupos, enquanto o outro relatou que houve uma redução maior no grupo tratado com TBA; g. Um estudo relatou que não houve

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diferença significativa entre os grupos, enquanto o outro relatou redução da dor no grupo tratado com TBA; apenas 2 estudos e tamanho amostral; h. Estudo conduzido por Maanum apresentou baixo risco de viés, enquanto Napoli apresentou algumas preocupações devido à falta de informações a respeito do cegamento e pelos dados utilizados na análise; i. Apenas 2 estudos incluídos, sendo que um deles não relata de maneira satisfatória os resultados.

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Considerações

A TBA já está disponível no SUS e recomendada no PCDT de espasticidade publicado por meio da Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº2/2017 110 . Essa revisão sistemática, portanto, teve por objetivo revisitar a literatura no que diz ao seu uso para o tratamento da espasticidade na população adulta. Como resultado, foi verificado que a TBA é superior ao placebo no que diz respeito à redução do escore EA/EAM tanto em membros superiores quanto em inferiores. Além disso, a maioria dos estudos incluídos, que avaliou o desfecho dor associada à espasticidade, demonstrou maior redução nos grupos que fizeram uso da TBA. A melhora da espasticidade e da dor associada a ela, no entanto, não refletiu em melhora da qualidade de vida dos pacientes. Em relação à segurança, foi demonstrado não haver diferença na frequência dos eventos adversos no uso da TBA em comparação ao placebo. Dessa forma, manteve-se a recomendação do uso da TBA no tratamento da espasticidade em adultos.

QUESTÃO 2: A TOXINA BOTULÍNICA DO TIPO A (TBA) É EFICAZ E SEGURA PARA O TRATAMENTO DA ESPASTICIDADE EM CRIANÇAS?

Recomendação: A TBA é recomendada para o tratamento da espasticidade em crianças (recomendação não graduada por já ser preconizado no PCDT de espasticidade publicado por meio da Portaria Conjunta SAS-SCTIE/MS nº2/2017).

A seleção das evidências para a revisão sistemática do uso da TBA em crianças foi realizada em duas etapas: (1) foram selecionadas revisões sistemáticas (RS) com meta-análise que avaliam o efeito da TBA em crianças; (2) a revisão sistemática selecionada foi atualizada, incluindo-se ensaios clínicos randomizados publicados a partir da data da busca da revisão.

Etapa 1:

Na Figura H , está descrita a seleção das RS sobre a TBA para o tratamento de espasticidade em crianças. Das 13 RS identificadas ( Quadro I ), as duas mais recentes eram de 2019, sendo uma delas publicada pela Colaboração Cochrane (Blumetti et al , 2019 59 ).

Figura H Fluxograma de seleção dos estudos incluídos sobre toxina botulínica no tipo A (TBA) para o tratamento da espasticidade

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Fonte: Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ 2021;372:n71. doi: 10.1136/bmj.n71. For more information, visit: http://www.prisma-statement.org/

Quadro I Relação das revisões sistemáticas avaliadas na etapa 1 - toxina botulínica A em crianças

Revisões Sistemáticas sobre o uso da toxina botulínica A em crianças

    1. Boyd RN, Hays RM. Current evidence for the use of botulinum toxin type A in the management of children with cerebral palsy: a systematic review. Eur J Neurol 2001; 8 Suppl 5: 1-20.
    1. Ryll U, Bastiaenen C, De Bie R, et al. Effects of leg muscle botulinum toxin A injections on walking in children with spasticity-related cerebral palsy: a systematic review. Dev Med Child Neurol 2011; 53: 210-216.
    1. Blumetti FC, Belloti JC, Tamaoki MJ, et al. Botulinum toxin type A in the treatment of lower limb spasticity in children with cerebral palsy. Cochrane database Syst Rev 2019; 10: CD001408.
    1. Pin TW, Elmasry J, Lewis J. Efficacy of botulinum toxin A in children with cerebral palsy in Gross Motor Function Classification System levels IV and V: a systematic review. Dev Med Child Neurol 2013; 55: 304-313.
    1. Koog YH, Min B-I. Effects of botulinum toxin A on calf muscles in children with cerebral palsy: a systematic review. Clin Rehabil 2010; 24: 685-700.
    1. Albavera-Hernández C, Rodríguez JM, Idrovo AJ. Safety of botulinum toxin type A among children with spasticity secondary to cerebral palsy: a systematic review of randomized clinical trials. Clin Rehabil 2009; 23: 394-407.
    1. Kahraman A, Seyhan K, Değer Ü, et al. Should botulinum toxin A injections be repeated in children with cerebral palsy? A systematic review. Dev Med Child Neurol 2016; 58: 910-917.
    1. Novak I, McIntyre S, Morgan C, et al. A systematic review of interventions for children with cerebral palsy: state of the evidence. Dev Med Child Neurol 2013; 55: 885-910.
    1. Wasiak J, Hoare B, Wallen M. Botulinum toxin A as an adjunct to treatment in the management of the upper limb in children with spastic cerebral palsy. Cochrane database Syst Rev 2004; CD003469.
Página 65
    1. Hoare BJ, Wallen MA, Imms C, et al. Botulinum toxin A as an adjunct to treatment in the management of the upper limb in children with spastic cerebral palsy (UPDATE). Cochrane database Syst Rev 2010; 2010: CD003469.
    1. Reeuwijk A, van Schie PEM, Becher JG, et al. Effects of botulinum toxin type A on upper limb function in children with cerebral palsy: a systematic review. Clin Rehabil 2006; 20: 375-387.
    1. Guyot P, Kalyvas C, Mamane C, et al. Botulinum Toxins Type A (Bont-A) in the Management of Lower Limb Spasticity in Children: A Systematic Literature Review and Bayesian Network Meta-analysis. J Child Neurol 2019; 34: 371-381.
    1. García Salazar LF, dos Santos GL, Pavão SL, et al. Intrinsic properties and functional changes in spastic muscle after application of BTX-A in children with cerebral palsy: systematic review. Dev Neurorehabil 2015; 18: 1-14.

Etapa 2

Diante dos resultados de uma busca exploratória por revisões sistemáticas que tenham avaliado a TBA no tratamento de espasticidade, optou-se por realizar atualização de uma revisão sistemática da Colaboração Cochrane (Blumetti et al , 2019 59 ), que avaliou a TBA no tratamento de espasticidade em crianças com paralisia cerebral (membros inferiores).

Deste modo, a estrutura PICO para esta pergunta foi:

População: Crianças com paralisia cerebral, diagnosticadas com espasticidade

Intervenção: Toxina botulínica do tipo A

Comparador: Placebo ou fisioterapia/terapia padrão

Desfechos: Primários: dor, amplitude do movimento, qualidade de vida, eventos adversos, alteração da Escala de Ashworth ou da Escala de Ashworth Modificada; secundários: capacidade funcional durante as atividades de vida diária mensurada por escalas de movimento funcional.

Métodos e resultados da busca:

A presente síntese consistiu em uma atualização de uma revisão sistemática com meta-análise realizada em 2019 59 . Foi realizada uma nova busca sistematizada da literatura nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), Cochrane Library, CINAHL e EMBASE. Não foram utilizadas restrições de data, idioma ou status da publicação (resumo ou texto completo). Todas as buscas foram conduzidas em 11 de agosto de 2021. As estratégias de busca para cada base estão descritas no Quadro J .

Quadro J Estratégias de busca, de acordo com a base de dados, para identificação de estudos clínicos sobre o uso de toxina botulínica do tipo A no tratamento de espasticidade em crianças

Bases de dados Estratégia de busca
MEDLINE (via Pubmed) ((("Cerebral palsy"[MeSH Terms]) OR("cerebral pals*")) AND(((((((((Botulinum toxins[MeSH Terms]) OR("botulin*")) OR(Botox)) OR(Dysport)) OR(Prosigne)) OR (Xeomin)) OR(OnabotulinumtoxinA)) OR (AbobotulinumtoxinA)) OR (IncobotulinumtoxinA))) AND (((clinical[Title/Abstract] AND trial[Title/Abstract]) OR clinical trials as topic[MeSH Terms] OR clinical trial[Publication Type] OR random*[Title/Abstract] OR random allocation[MeSH Terms] OR therapeutic use[MeSH Subheading])) Filters: from 2018/10/1 - 2021/8/5
EMBASE ('cerebral palsy'/exp OR'central paralysis' OR'cerebral palsy' OR'cerebral paralysis' OR'cerebral paresis') AND ('botulinum toxin a'/exp OR 'abobotulinum toxin a' OR 'abobotulinumtoxin a' OR 'botox' OR 'botulinium a toxin' OR'botulin toxin a' OR'botulinum a toxin' OR'botulinum toxin type a' OR'botulinum toxins, type a' OR 'incobotulinum toxin a' OR 'incobotulinumtoxin a' OR 'incobotulinumtoxina' OR 'onabotulinum toxin a' OR 'onabotulinumtoxin a' OR 'onabotulinumtoxina' OR 'prosigne' OR
Página 66
Bases de dados Estratégia de busca Estratégia de busca
'abobotulinumtoxina') AND([controlled clinical trial]/lim OR[randomized controlled trial]/lim) AND[1- 10-2018]/sd NOT [6-8-2021]/sd AND [embase]/lim NOT ([embase]/lim AND [medline]/lim) 'abobotulinumtoxina') AND([controlled clinical trial]/lim OR[randomized controlled trial]/lim) AND[1- 10-2018]/sd NOT [6-8-2021]/sd AND [embase]/lim NOT ([embase]/lim AND [medline]/lim)
Cochrane #1 #2 #3 #4 #5 #6 #7 #8 #9 #10 #11 #12 #13 MeSH descriptor: [Cerebral Palsy] explode all trees cerebral pals* #1 OR #2 MeSH descriptor: [Botulinum Toxins] explode all trees (botulinum or botulinium) and (toxin or toxins) botulin* Botox Dysport Prosigne Xeomin OnabotulinumtoxinA AbobotulinumtoxinA IncobotulinumtoxinA (#4 or #5 or #6 or #7 or #8 or #9 or #10 or #11 or #12 or #13)
CINAHL (EBSCO Host) MH"Clinical Trials" OR PT clinical trial OR TX clinic* n1 trial* OR ( TX ( (singl* n1 blind*) or(singl* n1 mask*) ) or TX ( (doubl* n1 blind*) or(doubl* n1 mask*) ) or TX ( (tripl* n1 blind*) or(tripl* n1 mask*) ) or TX ( (trebl* n1 blind*) or (trebl* n1 mask*) ) ) OR TX randomi* control* trial* OR MH "Random Assignment" OR TX random* allocat* OR TX placebo* OR MH "Placebos" OR MH "Quantitative Studies" OR TX allocat* random* AND MH "Botulinum toxins" OR ( (botulinum OR botulinium) AND (toxin OR toxins) ) OR botulin* OR botox OR dysport OR prosigne OR xeomin OR OnabotulinumtoxinA OR AbobotulinumtoxinA OR IncobotulinumtoxinA AND MH"Cerebral palsy" OR cerebral pals MH"Clinical Trials" OR PT clinical trial OR TX clinic* n1 trial* OR ( TX ( (singl* n1 blind*) or(singl* n1 mask*) ) or TX ( (doubl* n1 blind*) or(doubl* n1 mask*) ) or TX ( (tripl* n1 blind*) or(tripl* n1 mask*) ) or TX ( (trebl* n1 blind*) or (trebl* n1 mask*) ) ) OR TX randomi* control* trial* OR MH "Random Assignment" OR TX random* allocat* OR TX placebo* OR MH "Placebos" OR MH "Quantitative Studies" OR TX allocat* random* AND MH "Botulinum toxins" OR ( (botulinum OR botulinium) AND (toxin OR toxins) ) OR botulin* OR botox OR dysport OR prosigne OR xeomin OR OnabotulinumtoxinA OR AbobotulinumtoxinA OR IncobotulinumtoxinA AND MH"Cerebral palsy" OR cerebral pals
Página 67
Bases de dados Estratégia de busca
Web of Science (((TS=(random* or placebo* or assign* or allocat* or "cross-ove"r or crossover or control or controls or((singl* or doubl* ortripl* ortrebl*) AND (blind* or mask*)) or prospective or factorial*)) AND TS=(botulin or botox or Dysport or Prosigne or Xeomin or OnabotulinumtoxinA or AbobotulinumtoxinA or IncobotulinumtoxinA) OR TS= ((botulinum OR botulinium) NEAR/3 (toxin OR toxins))) AND"cerebral pals*" (All Fields) Timespan: 2018-10-01 to 2021-08-05

A elegibilidade dos estudos foi realizada em duas etapas por dois revisores independentes. A primeira etapa consistiu na avaliação de título e resumo de cada estudo, utilizando a plataforma Rayyan QCRI ® 3 . Na segunda etapa, realizou-se a leitura de texto completo, também por dois revisores independentes, mantendo-se estudos clínicos randomizados (ECR) que avaliassem a TBA para o tratamento da espasticidade. As divergências, quando necessário, foram discutidas até chegar a um consenso ou discutidas com um terceiro pesquisador.

Foram considerados como critérios de elegibilidade:

  • (a) Tipos de participantes: crianças (indivíduos com idade entre o nascimento e 18 anos) com paralisia cerebral (PC) que foram tratadas para espasticidade de membros inferiores. Foram incluídos estudos envolvendo diagnósticos mistos somente se os dados do grupo com PC pudessem ser extraídos separadamente. Não foram feitas restrições quanto ao nível funcional ou distribuição topográfica.
  • (b) Tipo de intervenção: TBA nos músculos dos membros inferiores. O grupo de tratamento deve ter recebido toxina botulínica A, e o grupo controle não deve ter recebido toxina botulínica A. Co-intervenções foram permitidas, desde que aplicadas em ambos os grupos.
  • (c) Tipos de estudos: foram considerados ECR comparando TBA a placebo ou fisioterapia.
  • (d) Desfechos: medidas de função e estrutura corporal (amplitude de movimento e espasticidade), bem como atividade e participação (análise de marcha e função). Outras medidas, como qualidade de vida e satisfação, também são consideradas relevantes.
  • (e) Idioma: não foram feitas restrições.

Para todos os ECR incluídos, foi realizada avaliação do risco de viés utilizando instrumento validado, sendo empregada a ferramenta de avaliação de Risco de Viés da Cochrane (RoB 2.0), tanto a versão para ECR paralelos, quanto para ECR cruzados 1,91 . Para a avaliação do grau de certeza das evidências foi utilizada o método The Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) 1,92 .

Resultados da busca

A revisão original 59 incluiu 31 estudos com quatro comparações principais com base nas intervenções de controle: (1) toxina botulínica e fisioterapia/exercícios; (2) toxina botulínica e placebo; (3) toxina botulínica e gesso seriado; (4) toxina botulínica e órtese. Nesta atualização foram incluídos 23 estudos a partir da revisão anterior, os estudos das comparações três e quatro da revisão original foram excluídos. Foram excluídos também um estudo, e seu relato secundário, que utilizou uma cointervenção (órtese SWASH®) apenas no grupo intervenção 60,61 , outros dois estudos que não relataram nenhum desfecho de interesse 62,63 . Um relato secundário (publicação secundária) do estudo de Scholtes 2006 64 também foi excluída por não abordar nenhum desfecho de interesse para esta revisão.

Página 68

Inicialmente, foram identificadas 548 publicações a partir das novas buscas. Após a exclusão das duplicatas (n = 156) e triagem pela leitura de títulos e resumos, 51 publicações foram selecionadas para a leitura do texto completo ( Figura I ). Foram incluídas duas publicações na presente atualização. Totalizando 25 estudos incluídos na revisão. Foi realizada busca manual na lista de referências de revisões sistemáticas recentemente publicadas, mas nenhum outro estudo foi incluído por essa busca. A lista de estudos excluídos e a razão para exclusão é apresentada no Quadro K .

Figura I Fluxograma de seleção dos estudos incluídos sobre toxina botulínica no tipo A (TBA) para o tratamento da espasticidade em crianças

Página 69

Fonte: Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ 2021;372:n71. doi: 10.1136/bmj.n71. For more information, visit: http://www.prisma-statement.org/

  • Para fins desta revisão, os estudos das comparações três e quatro da revisão original, foram excluídos. Foram excluídos também um estudo que utilizou uma co-intervenção apenas no grupo intervenção e outros dois estudos que não relataram nenhum desfecho de interesse; ** Várias publicações (resumo) de um mesmo registro de estudo (NCT01603628) ainda não publicado de forma completa, mas com dados disponíveis no ClinicalTrials.gov

Quadro K Lista de referências excluídas na fase de elegibilidade por leitura de texto completo dos estudos clínicos - sínteses sobre toxina botulínica do tipo A em adultos

Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador Comparador
ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum ACTRN12607000326493. A randomised controlled trial to determine the optimum frequency of Botulinum
Toxin injections to the calf in children with cerebral palsy.
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NCT04328168.

Comparision

Of

The

Effectiveness

Of

Physiotherapy

Methods.

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Dados incompletos para análise
Dursun N, Bonikowski M, Dabrowski E, Matthews D, Gormley M, Tilton A, Carranza J, Grandoulier A S, Picaut P &. Delgado Mauricio R (2020) Efficacy of Repeat AbobotulinumtoxinA (Dysport®) Injections in Improving Gait in Children with Spastic Cerebral Palsy, Developmental Neurorehabilitation, 23:6, 368-374, DOI: 10.1080/17518423.2019.1687602

Análise e apresentação dos resultados

Foram avaliadas 27 publicações de 25 estudos diferentes, todos considerados ECR. Quatro 65-68 estudos não relataram a distribuição motora e a maioria dos estudos (n=14) incluiu crianças com, pelo menos, um tipo de disfunção motora. Em relação aos músculos alvo, a maior parte dos estudos (n=15) envolveu injeções isoladas de TBA nos flexores plantares do tornozelo (gastrocnêmio ou sóleo; ou ambos) e por esse motivo as análises, em sua maioria, foram realizadas com foco nesse grupamento muscular. Nos quadros L e M , estão descritas as principais características dos estudos incluídos.

Os resultados da presente atualização foram agrupados em duas comparações principais: (1) TBA e fisioterapia/cuidado usual e (2) TBA e placebo. Ainda, foram analisados considerando o período em que foram avaliados, da seguinte forma:

Curto prazo : desfechos avaliados duas a oito semanas após a intervenção

Médio prazo : resultados avaliados em 12 a 16 semanas após a intervenção

Longo prazo: resultados avaliados em 24 semanas ou mais após a intervenção

Quadro L Características dos estudos clínicos avaliando toxina botulínica A comparada à fisioterapia no cuidado de crianças com espasticidade.

Autor (ano) Características Desfecho avaliado
Bertan (2020) 115 Objetivo: comparar a resposta do músculo gastrocnêmio após injeção de toxina botulínica com umprograma de exercícios em casa, por meio de um método elastrográfico (impulso de força de radiação acústica - ARFI) e examinar a relação entre os parâmetros elastográficos e clínicos (MTS, MAS e WeeFIM). Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA (50 U/músculo, 100 U total) Incluiu 33 crianças (49 membros inferiores) com idade entre 2 e 7 anos ⋅ Rigidez muscular (avaliada por elastografia de onda de cisalhamento) ⋅ MTS ⋅ MAS ⋅ WeeFIM*
Página 74
Autor (ano) Características Desfecho avaliado
GMFCS: não descrito Local da injeção: gastrocnêmio medial e lateral Estudo clínico randomizado, simples-cego (avaliador cego), o grupo controle foi submetido a um programa de exercícios em casa. Não foi descrito o tempo de seguimento total, mas foram feitas uma avaliação basal (início), após quatro e 12 semanas. * O estudo não forneceu os valores da WeeFim, este desfecho não foi incluído nas análises de nossa revisão.
Chaturvedi (2013) 66 Objetivo: comparar os efeitos combinados da fisioterapia e toxina botulínica com fisioterapia isolada em crianças com PC espástica usando imagens de tensor de difusão Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 100 a 500 U/músculo não excedendo 30 U/kg Local da injeção: variável, mas sempre em membros inferiores GMFCS: não descrito Incluiu 36 crianças com idade acima de 2 anos Tipo de estudo: randomizado, aberto, todos os pacientes receberam um protocolo de fisioterapia padronizado (controle e intervenção). Os ⋅ Imagens de tensor de difusão ⋅ GMFM
Çağlar (2019) 65 Objetivo: avaliar a mudança na capacidade de locomoção e espasticidade de crianças com PC que receberam injeção de toxina botulínica tipo A e foram submetidas a terapia de reabilitação Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 3 UI/kg/músculo Local da injeção: gastrocnêmio, sóleo, tibial anterior e posterior, quadríceps, adutores do quadril e isquiotibiais GMFCS: não descrito por participantes Incluiu 30 crianças com idade entre dois e 15 anos. Tipo de estudo: estudo randomizado, aberto, o grupo controle e intervenção receberam 5 sessões de fisioterapia por semana (20 sessões), seguidas dos exercícios mantidos em casa. O seguimento fi de 12 semanas, com avaliações basal, na semana 4 e 12. ⋅ MAS ⋅ GAS ⋅ Teste de controle motor seletivo ⋅ GMFCS* *Neste estudo a GMFCS foi utilizado como medida de desfecho em vez de descrever as características dos participantes
El-Etribi (2004) 69 Objetivo: investigar a potencial eficácia do bloqueio neuromuscular usando toxina botulínica tipo A na diplegia espástica em crianças com PC crianças, especificamente espasticidade, amplitude de movimento e padrões de marcha Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 3 a 6 U/kg, não excedendo 200 U Local da injeção: gastrocnêmio, adutores do quadril ou isquiotibiais GMFCS: Não descrito ⋅ MAS ⋅ PRS (modificada) ⋅ Amplitude do movimento ⋅ Eletromiograma
Página 75
Autor (ano) Características Desfecho avaliado
Incluiu 40 crianças com idade entre 2 e 6 anos com pé equino móvel Tipo de estudo: randomizado, aberto, ambos os grupos receberam fisioterapia 3 vezes na semana por 3 meses. O tempo de seguimento foi de 12 semanas, com avaliações basal, na semana 4, 8 e 12.
Ibrahim (2007) 70 Objetivo: comparar os efeitos da TBA quando administrada no gastrocnêmio ou adutores do quadril (ou ambos) emcrianças deambulantes com hemiplegia espástica devido à paralisia cerebral. Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 6 a 12 IU/kg (dose máxima total 200U) Local da injeção: gastrocnêmio lateral e medial (grupo gastrocnêmio), adutor magnus, longus e brevis (grupo adutores) e ambos os grupamentos. GMFCS: Não descrito, mas de acordo com os critérios de inclusão, presumivelmente todos os GMFCS I ou II Incluiu 60 crianças com idade entre 3 e 7 anos. Tipo de estudo: clínico randomizado, cegamento não descrito (provavelmente aberto pela natureza da intervenção). A duração total do acompanhamento não é clara. As crianças foram observadas 6 meses após o último dos 3 ciclos de injeções de TBA, cada um separado por um intervalo de 3 a 4 meses ⋅ O estudo utilizou um índice de espasticidade Composto: ⋅ Escala de Ashworth modificada obtida para o quadril e tornozelo (escala original de 0 a 4 com nota +1 foi ajustado para dar uma pontuação de 0 a 5). As pontuações foram somadas, dando um índice de 0 a 10 ⋅ Principais parâmetros
Love (2001) 71 Objetivo: avaliar o efeito das injeções de TBA, nas extremidades inferiores, sobre a capacidade funcional de crianças com hemiplegia espástica devido à PC Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 2,8 a 7,3 U/kg Local da injeção: gastroc-soleus (tríceps sural) e tibial posterior GMFCS: todos os pacientes nível I Incluiu 24 crianças de 3 a 13 anos Tipo de estudo: clínico randomizado, cegamento não descrito (provavelmente aberto pela natureza da intervenção). Seguimento de 6 meses com avaliações no início do estudo e nos meses 1, 3 e 6. ⋅ Amplitude de movimento passiva do tornozelo ⋅ MTS ⋅ MAS ⋅ Medida da função motora bruta ⋅ Satisfação dos pais (escala visual analógica)
Navarrete (2010) 72 Objetivo: avaliar o nível de independência funcional de crianças com PC do tipo diplegica e hemiplegia espástica submetidas a uma terapia com TBA multinível associada às terapias abrangentes (ocupacional, ortótica e fisioterapia) nas extremidades inferiores Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 15 U/kg de peso (dose máxima) Local da injeção: grupos musculares determinados individualmente para cada criança. Os músculos injetados foram selecionados usando a Escala ⋅ GMFM-88 ⋅ WeeFIM
Página 76
Autor (ano) Características Desfecho avaliado
intervenções os músculos: gastrocnêmio bilateral, adutores bilaterais, isquiotibiais bilaterais, sóleo bilateral, tibial anterior bilateral, panturrilha unilateral, isquiotibiais unilaterais, tibial anterior unilateral. GMFCS:GrupoTBA:0 nível I; 5 nível II; 4 nível III; 6 nível IV; 3 nívelV Grupo placebo: 1 nível I; 7 nível II; 5 nível III; 4 nível IV; 1 nível V Incluiu 36 crianças com idade entre 3 e 10 anos. Tipo de estudo: randomizado, aberto. Acompanhamento por 6 meses, com avaliações no início do estudo, nos meses 1, 3 e 6.
Reddihough (2002) 73 Objetivo: comparar e determinar o desfecho funcional de crianças com PC espástica submetidas a um programa de fisioterapia ou TBA, em um desenho cross-over, e verificar se as mudanças podem persistir em6 meses após a injeção. Tipo de toxina botulínica: não descrito Local da injeção: grupos musculares determinados individualmente para cada criança de acordo com o protocolo GMFCS: Grupo TBA: 3 nível I; 6 nível II; 9 nível III; 4 nível IV Grupo controle: 4 nível I; 5 nível II; 11 nível III; 7 nível IV Incluiu 49 crianças de 2 a 6 anos (22 a 80 meses) Tipo de estudo: clínico randomizado, cegamento não descrito (provavelmente aberto pela natureza da intervenção). As crianças foram acompanhadas por 12 meses. Fase TBA: todas as crianças atendidas no início do estudo, 3 e 6 meses. Fase de controle: 30 crianças atendidas no início e 6 meses, enquanto 19 crianças atendidas no início do estudo, 3 e 6 ⋅ GMFM ⋅ Bateria de Avaliação Vulpe ⋅ MAS ⋅ Amplitude de movimento ⋅ Questionário de Percepção Parental
Scholtes (2006) 74 ; Scholtes (2007) 75 Objetivo: verificar o efeito da TBAdevários níveis nos membros inferiores e uma reabilitação abrangente, em comparação com o cuidado usual em crianças ambulatoriais com paralisia cerebral que caminham com os joelhos flexionados. Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 4 a 6 U/kg ⋅ Edinburgh visual Gait Analysis Interval Testing (GAIT) scale ⋅ GMFM-66 ⋅ Amplitude de
Página 77
Autor (ano) Características Desfecho avaliado
Steenbeek (2005) 76 (DP 5,7; faixa de 18 a 30). Objetivo: medir o efeito do tratamento comTBA em crianças com PC em relação às metas individuais relativas às habilidades funcionais, usando escala de alcance de metas. Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 4 a 6 U/kg, máximo de 50 U/kg Local da injeção: grupos musculares determinados individualmente para cada criança de acordo com o protocolo GMFCS: 4 nível I; 3 nível II; 3 nível III; 1 nível IV; 0 nível V Incluiu 12 crianças de 3 a 12 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado, aberto. Acompanhamento total de ⋅ Escala de alcance de meta ⋅ MAS
Tedroff (2010) 77 Objetivo: avaliar o efeito do tratamento com TBA no tônus muscular, no desenvolvimento de contratura e no padrão de marcha em crianças pequenas com PC Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 6U/kg Local da injeção: flexores plantares do tornozelo GMFCS: não descrito Incluiu 16 crianças de 1 a 6 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado, aberto. Acompanhamento de 1 ano (denominado como a "fase de tratamento" do estudo). As crianças foram então acompanhadas e ambos os grupos receberam TBA conforme necessário. A avaliação final foi realizada em média 3,5 anos (DP 3,5 meses). Para os fins desta revisão, avaliamos apenas a parte controlada do ⋅ MAS ⋅ Amplitude do movimento ⋅ GMFM-66 ⋅ Pediatric Evaluation of Disability Inventory
Xu (2006) 67 Objetivo: Comparar os efeitos da injeção da TBA guiada por estimulação elétrica associada à fisioterapia, com a fisioterapia isolada na espasticidade do flexor plantar do tornozelo em crianças com PC. Tipo de toxina botulínica: ianbotulinumtoxinA 12 U/kg Local da injeção: flexores plantares do tornozelo GMFCS: não descrito Incluiu 43 crianças de 2 a 10 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado, aberto. Acompanhamento de 3 meses. Avaliações no início do estudo, 1, 2 e 3 meses ⋅ Amplitude do movimento passivo ⋅ MAS ⋅ GMFM (domínio D e E) ⋅ Velocidade da caminhada
Zhu (2016) 78 Objetivo: investigar a eficácia clínica a longo prazo e os efeitos adversos da TBA no tratamento da espasticidade gastrocnêmio em crianças de 9-36 meses com paralisia cerebral. Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 3 U/kg Local da injeção: gastrocnêmio ⋅ MTS ⋅ Eletromiografia de superfície ⋅ GMFM-88 ⋅ Eventos adversos
Página 78
Autor (ano) Características Desfecho avaliado
GMFCS: não descrito Incluiu 80 crianças entre 9 e 36 meses. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado, aberto. Acompanhamento de 6 meses. Avaliações no início do estudo, 1, 2, 3 e 6 meses.

Quadro M Características dos estudos clínicos avaliando toxina botulínica A comparada à placebo no cuidado de crianças com espasticidade.

Autor (ano) Características Desfechos
Baker (2002) 79 Objetivo: avaliar a eficácia e segurança de três doses diferentes de Dysport® (10, 20 e 30 U/kg de peso corporal) no tratamento de espasticidade do pé equino em pacientes com PC. Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 3 doses diferentes 10, 20 e 30 U/kg. Dose de 20U escolhida para análise. Local da injeção: junção do quarto proximal e os três quartos distais do gastrocnêmio GMFCS: TBA: 11 nível I; 1 nível II; Placebo: 14 nível l; 0 nível II Incluiu 126 crianças com idade entre 2 e 9 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para os participantes, profissionais e pesquisadores. Seguimento de 16 semanas, com avaliação basal e nas semanas 4, 8 e 16. ⋅ Mudança no componente dinâmico do encurtamento do gastrocnêmio ⋅ Eventos adversos ⋅ GMFM ⋅ Amplitude do movimento
Bjornson (2007) 80 Objetivo: verificar os efeitos da TBA nos músculos gastrocnêmios em crianças com diplegia espástica. Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 12U/kg Local da injeção: cabeças medial e lateral do gastrocnêmio GMFCS: BA: 47% nível I; 41% nível II; 12% nível III; Placebo: 25% nível I; 50% nível II; 25% nível III Incluiu 33 crianças com idade entre 3 e 12 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para os pesquisadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas e participantes. O estudo teve acompanhamento de 24 semanas, com avaliações basal e nas semanas 3, 8, 12 e 24. ⋅ Comprimento do passo (sistema de medição de espasticidade) ⋅ GMFM-66 e GMFM-88 ⋅ Cinesiologia eletromiográfica quantitativa ⋅ Escala de Ashworth ⋅ Reflexos tendinosos profundos ⋅ Clonus ⋅ Amplitude de movimento passivo do tornozelo ⋅ Torque voluntário máximo ⋅ Índice de custo de energia
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Autor (ano) Características Desfechos
⋅ COPM ⋅ GAS
Copeland (2014) 81 Objetivo: examinar a eficácia e a segurança do TBA intramuscular para reduzir a espasticidade e melhorar o conforto e facilidade de atendimento em crianças que não deambulam com paralisia cerebral Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA (0,5-4U/kg/ grupo muscular) não superior a 12 U/kg (ou total de 400 U) Local da injeção: ão descrito, mas em membros inferiores e superiores GMFCS: Grupo TBA (IV / V): 3/20; grupo placebo (IV/V): 0/18 Incluiu 41 crianças com idade entre 2 e 16 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para pacientes, pais, cuidadores e avaliadores. A duração do acompanhamento foi de 16 semanas, com uma avaliação inicial, nas semanas 4 e 16 ⋅ COPM ⋅ Prioridades do cuidador e índice de saúde infantil da vida com deficiência ⋅ Questionário de hipertonia de cuidado e conforto ⋅ Questionário de Qualidade de Vida em Paralisia Cerebral para Crianças ⋅ Perfil de dor pediátrica
Delgado (2016) 82 Objetivo: avaliar a eficácia e segurança da TBA (Dysport®) em comparação com placebo em crianças com espasticidade associada à PC. Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 10 e 15 U/kg/perna, num máximo de 1000 U ou 30 U/kg por criança. Local da injeção: gastrocnêmio e sóleo GMFCS: TBA 15 U / kg: 45 nível I; 24 nível II; 10 nível III; placebo: 40 nível I; 30 nível II; 7 nível II Incluiu 241 crianças entre 2 e 17 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes, profissionais e avaliadores de desfecho. Os pacientes foram acompanhados por 12 semanas, com avaliações basal, nas semanas 4 e 12. ⋅ MAS ⋅ Physician's Global Assessment ⋅ GAS ⋅ Escala de Tardieu ⋅ Eventos adversos
Tilton (2017) 83 Objetivo: análise secundária de estudo duplo-cego randomizado avaliou a eficácia de 2 doses de abobotulinumtoxinA associada ao cuidado usual versus placebo, também associado ao cuidado usual, em crianças com equino dinâmico devido à paralisia cerebral utilizando a Goal Attainment Scaling. Ver informações de Delgado (2016) 82 . ⋅ GAS
Kanovsky (2004) 84 Objetivo: avaliar o benefício funcional da toxina botulínica (Dysport®) no tratamento da espasticidade da PC de pé equino dinâmico Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 30 U/kg Local da injeção: gastrocnêmio ⋅ GMFM ⋅ Avaliação videográfica da marcha
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Autor (ano) Características Desfechos
GMFCS: Não descrito, mas de acordo com os critérios de inclusão, presumivelmente todos eram GMFCS I, II ou III. Incluiu 52 crianças com idade entre 2 e 7 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores. Avaliações ocorreram no início do estudo e semanas 4, 8 e 16 pós-tratamento. Duração de 16 semanas de seguimento. ⋅ Avaliação funcional subjetiva ⋅ Eventos adversos
Kim (2018) 68 Objetivo: avaliar a segurança e eficácia de onabotulinumtoxinA para espasticidade/hipertonia de membros inferiores em crianças com PC quando comparada ao placebo Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 4 e 8 UI/kg Local da injeção: Flexores plantares do tornozelo GMFCS: não descrito Incluiu 376 crianças com idade entre 2 e menores de 17 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores. ⋅ MAS-B ⋅ CGI ⋅ GAS ⋅ Mudança em relação ao basal na gravidade da espasticidade do tornozelo calculado usando MTS
Koman (1994) 85 Objetivo: avaliar a eficácia das injeções intramusculares locais de TBA no tratamento da deformidade equina dinâmica associada à PC Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA 1 U/kg por lado nas deformidades em equinovaro, o tibial posterior também sofreu intervenção Segunda injeção de TBA (onabotulinumtoxinA) 2 U/kg por lado nos mesmos locais de injeção Local da injeção: gastrocnêmio e tibial posterior GMFCS: não descrito Incluiu 12 crianças com idade entre 4 e 11 anos Tipo de estudo: randomizado, cego para os participantes e pesquisadores. A duração do seguimento foi de 12 semanas com avaliação inicial, nas ⋅ PRS ⋅ Dinamometria computadorizada isocinética Biodex ⋅ Avaliações fisioterapêuticas ⋅ Eventos adversos ⋅ Avaliação dos pais/responsáveis
Koman (2000) 86 Objetivo: avaliar a eficácia das injeções e segurança em curto prazo da TBA Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA Local da injeção: gastrocnêmio (medial e lateral) GMFCS: não descrito Incluiu 114 crianças com idade entre 2 e 16 anos Tipo de estudo: clínico randomizado, cego para os participantes e pesquisadores. A duração do acompanhamento foi de 12 semanas, as avaliações ocorreram no início, nas semanas 2, 4, 8 e 12. 1. Um total de 145 pacientes foram inicialmente inscritos e incluídos na avaliação de segurança. Os dados de 1 centro (n = 15) foram excluídos ⋅ PRS ⋅ Médica ⋅ Amplitude de movimento passiva do tornozelo ⋅ Amplitude de movimento ativa do tornozelo ⋅ Medidas eletrofisiológicas ⋅ Eventos adversos
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Autor (ano) Características Desfechos
da análise de eficácia porque os regulamentos daquele país proibiam o uso de placebo em crianças; consequentemente, os dados deste centro não foram ocultados. Os dados de 16 crianças foram excluídos da avaliação de eficácia devido ao não cumprimento dos critérios de entrada. 2. Uma vez que ambas as injeções foram administradas com 4 semanas de intervalo e com uma dose baixa cada, consideramos isso como um estudo de injeção única para os fins de nossa revisão. Objetivo: testar a hipótese de a espasticidade do músculo adutor ser ⋅ Anticorpos do soro sanguíneo
Mall (2006) 87 reduzida pelo tratamento com TBA. Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 30 UI/kg nos adutores (2/3 da dose total) e nos isquiotibiais mediais (1/3 da dose total) Local da injeção: músculos adutores e isquiotibiais mediais GMFCS: Grupo TBA: 1 nível I; 3 nível II; 12 nível III; 12 nível IV; 4 nível V; Grupo placebo: 2 nível I; 2 nível II; 5 nível III; 17 nível IV; 2 nível V Incluiu 61 crianças com idade entre 10 meses e 10 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores/avaliadores de desfecho. O acompanhamento teve duração de 3 meses com avaliações inicial e nas semanas 4 e 12. ⋅ Distância joelho- joelho ⋅ Abdução do quadril (amplitude de movimento) ⋅ MAS ⋅ GMFM ⋅ GAS
Moore (2008) 88 Objetivo: Avaliar a eficácia da TBA em longo prazo (até 2 anos). Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA. Dose máxima de 15 U/kg no primeiro ciclo A dose máxima aumentou 5 U/kg a cada ciclo de 3 meses, até uma dose máxima de 30 U/kg. As injeções foram administradas a cada 3 meses, se clinicamente indicado, por 2 anos Local da injeção: grupos musculares determinados individualmente para cada criança de acordo com o protocolo GMFCS: não descrito Incluiu 64 crianças com idade entre 2 e 8 anos Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores/avaliadores de desfecho. O Acompanhamento foi realizado por dois anos. As crianças foram avaliadas no início do estudo, nas semanas 2, 6 e após 3 meses ⋅ GMFM ⋅ PEDI (aos 2 anos) ⋅ Alteração de peso ⋅ Eventos adversos
Sutherland (1999) 89 Objetivo: quantificar, usando a análise de marcha 3-D, quaisquer mudanças no desempenho funcional após a injeção de TBAnos músculos gastrocnêmios de crianças com paralisia cerebral que demonstraram um padrão de marcha em equino dinâmico. ⋅ Análise de marcha tridimensional
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Autor (ano) Características Desfechos
Tipo de toxina botulínica: onabotulinumtoxinA Local da injeção: gastrocnêmio (cabeças medial e lateral) GMFCS: não descrito Incluiu 20 crianças com idade entre 2 e 16 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores/avaliadores de desfecho. Avaliações no início do estudo e 8 semanas (4 semanas após a segunda injeção), num total de 8 semanas de acompanhamento * Dorsiflexão dinâmica do tornozelo * Parâmetros de tempo-distância * Eletromiografia dinâmica ⋅ Dorsiflexão passiva do tornozelo ⋅ Força do músculo flexor plantar (não disponível para todas as crianças)
Ubhi (2000) 90 Objetivo: Para determinar se o BT-A intramuscular pode melhorar a marcha em crianças com paralisia cerebral. Tipo de toxina botulínica: abobotulinumtoxinA 25 U/kg para diplégicos e 15 U/kg para hemiplégicos. Local da injeção: gastrocnêmio e sóleo GMFCS: não descrito Incluiu 40 crianças com idade entre 2 a 16 anos. Tipo de estudo: estudo clínico randomizado controlado por placebo, cego para participantes e pesquisadores/avaliadores de desfecho. Avaliações basal (2 avaliações iniciais separadas por 2 semanas de intervalo) e nas semanas 2, 6 e 12, num total de 12 semanas de acompanhamento. ⋅ Análise de marcha em vídeo ⋅ Eventos adversos ⋅ Medida da função motora bruta ⋅ Dorsiflexão passiva do tornozelo ⋅ Custo de energia fisiológica (PCI

Avaliação do risco de viés

De acordo com o Rob 2.0 91 , Para todos os desfechos de interesse avaliados nessa síntese, apenas seis estudos apresentaram baixo risco de viés 68,81-83,86-88 .Os demais estudos foram classificados como apresentando algumas preocupações ou alto risco de viés causados, principalmente, por não fornecerem informações de maneira satisfatória sobre o processo de randomização ou sigilo de alocação, a respeito do cegamento das partes envolvidas no estudo ou pela ausência de cegamento de uma parte importante envolvida na avaliação do desfecho. A avaliação completa do risco de viés é apresentada no Material Suplementar 1.

TBA comparada à fisioterapia

A avaliação da função motora foi realizada, principalmente, utilizando a Gross Motor Function Measure (GMFM) e Goal Attainment Scaling (GAS). As análises foram realizadas considerando o período de avaliação, a curto prazo a diferença padronizada das médias [IC 95%] foi de 0,59 [0,23; 0,95] ( Figura J ), para médio prazo 1,06 [0,17; 1,94] ( Figura K ) e longo prazo 0,34 [-0,56; 1,24] ( Figura L ). Foram realizadas análises de subgrupo para longo e médio prazo ( Figuras M e N ). A certeza da evidência foi considerada como muito baixa.

Análise da função motora

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Figura J Forest plot da Análise de função motora - GMFM (pontuações total e alvo) - curto prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total IV Fixed, 951 CI
Xu 2006 66.8 11 23 59.8 9.7 20 0.66 [0.04 1.28]
Zhu 2016 52 13 40 45 12 40 0.55 [0.11,1.00]
63 60 100.0% 0.59 [0.23,0.95]
Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 1 (P = 0.79); 7 = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 1 (P = 0.79); 7 = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 1 (P = 0.79); 7 = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 1 (P = 0.79); 7 = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 1 (P = 0.79);
Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA Test for overall effect Z= 3.20 (P = 0.001) Favorece controle Favorece TBA

Figura K Forest plot da Análise de função motora - GMFM (pontuações total e alvo) e GAS - médio prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std. Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight
1.2.1 New Subgroup
2019 Çaglar 2.9 0.9 15 1.7 0.6 15 23.29 1.53 [0.70, 2.35]
Reddihough 2002 4.6 19 71 19 25.39
Xu 2006 74,4 9.5 23 62. 9.9 20 25.09 1.25 [0.59, 1.91]
Zhu 2016 69 12 40 51 26.59 1.68 [1.17,2.19]
Subtotal (95% CI) 97 94 100.09 1.06 [0.17, 1.94]
Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.35 (P = 0.02)
Total (95% CI) 97 94 100.09 1.06 [0.17, 1.94]
Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Test for subqroup differences: Not applicable Favorece controle

Figura L Forest plot da Análise de função motora - GMFM (vários domínios) - longo prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std . Mean Difference Std. Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal Weight
Chaturvedi 2013 18 18 -0.24 [0.89,0.42]
Reddihough 2002 7,4 24 3.4 6.8 24 33.4% 0.03 [0.54, 0.59]
Zhu 2016 71 11 40 59 40 34.79 1.18 [0.71 , 1.66]
Total (95% CI) 82 82 100.09 0.34 [-0.56, 1.24]
Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87% Heterogeneity: Tau?= 0.55; Chi? = 15.39, df= 2 (P = 0.0005);F = 87%
Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45) Test for overall effect Z= 0.75 (P = 0.45)

Favorece controle

Favorece TBA

Figura M Forest plot da Análise de função motora - GMFM pontuação total - longo prazo (subgrupo)

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 95% CI
Chaturvedi 2013 18 18 69.09
Reddihough 2002 3.6 24 3.4 6.8 24 31.09 0.20 [3.82 4.22]
Total (959 CI) 42 42 100.090
Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.24, df = 1 (P = 0.63);F = 0% 410 10
Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Test for overall effect: Z= 0.55 (P = 0.58) Favorece TBA Favorece controle

Figura N Forest plot da Análise de função motora - GMFM e GAS - médio prazo - análise de subgrupo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std . Mean Difference Std. Mean Difference Std. Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal_Weight
Çaglar 2019 2.9 0.9 15 1.7 0.6 15 19.49 1.53 [0.70, 2.35]
Xu 2006 74.4 9.5 23 62.1 9.9 20 30.49
Zhu 2016 69 12 40 51 40 50.39 1.68 [1.17,2.19]
Total (95% CI) 78 75 100.09 1.52 [1.16, 1.88]
Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z=8.18 (P < 0.00001)

Favorece controle Favorece TBA

Amplitude de movimento

Para análise desse desfecho foi considerada a amplitude do movimento passivo. Para a articulação do tornozelo, considerou-se preferencialmente a dorsiflexão passiva com o joelho estendido, que contrai o músculo gastrocnêmio. Na análise de curto prazo ( Figura O ) foram avaliados dois estudos clínicos, que indicaram maior amplitude de movimento no grupo tratado com TBA em comparação a fisioterapia: diferença média [IC 95%]: 8,35 [1,19; 15,50]. Considerando o período de médio prazo ( Figura P ), foram analisados cinco estudos, cujos resultados também favorecem a TBA, diferença média [IC 95%]: 6,37 [4,04; 8,71]. Para análise de longo prazo ( Figura Q ) foram considerados quatro estudos clínicos que também indicaram maior

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amplitude de movimento no grupo de indivíduos tratados com TBA, Diferença média [IC 95%]:6,47 [4,42; 8,52]. Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada como muito baixa.

Figura O Forest plot da Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - curto prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 95% CI
Xu 2006 11.7 5.6 23 20 49.9% 12.00 [9.34, 14. 66]
Zhu 2016 18.1 71 8.2 70 50.1% 4.70 [2.09, 7.31]
Total (959 CI) 94 90 100.09 8.35 [1.19, 15.50]
10 10 20
Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.29 (P = 0.02) 20

Favorece controle

Favorece TBA

Figura P Forest plot da Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - médio prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Iotal Mean SD
El-Etribi 2004 28.2 6.4 20 26.1 20 18.68 2.10 [2.06, 6.26]
Love 2001 8.8 13.5 12 411 2.8 12 7.59 9.90 [2.10, 17.70]
Reddihough 2002 1.4 7.5 11 10.29 8.70 [2.26, 15.14]
Xu 2006 11.2 4.9 23 3.1 2.6 20 31.39 8.10 [5.80, 10.40]
Zhu 2016 21.8 5.6 71 16.2 7.5 72 5.60 [3.43,7.77]
Total (95% CI) 137 135 100.09 6.37 [4.04, 8.71]
Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.35 (P < 0.00001) 20 10 Favorece controle 20 Favorece TBA

Figura Q Forest plot da Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - longo prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Iotal Mean SD Weight IV Random 95* CI
Love 2001 4.8 12 -5.2 4.4 12 11.78 10.00 [4.13, 15.87]
Reddihough 2002 5.4 9.2 34 34 16.09 8.50 [3.50, 13.50]
Tedroff 2010 10 9.9 3.9% 8,00 [2.29, 18.29]
Zhu 2016 22.1 5.7 71 16.8 77 72 5.30 [3.08, 7.52]
Total (95% CI) 123 127 100.090 6.47 [4.42,8.52]
20 10 20
Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 6.19 (P < 0.00001)

Favorece controle

Favorece TBA

Espasticidade

A espasticidade foi avaliada com auxílio de diversas escalas. As escalas mais utilizadas pelos estudos clínicos foram a EAM (n=13) e a escala de Tardieu Modificada (n=7). Considerando a avaliação dos flexores plantares do tornozelo, as análises indicam que há maior redução nas pontuações das EA/EAM e Tardieu no grupo tratado com TBA, sendo a diferença padronizada das médias [IC 95%] de -0,77 [-1,68; 0,15] em curto prazo ( Figura R ), -1,31 [-2,21; -0,41] em médio prazo ( Figura S ) e -0,78 [-1,03; -0,52] em longo prazo ( Figura T ). Outros grupos musculares também foram analisados a longo prazo ( Figura T ). Foi realizada análise de subgrupo considerando a avaliação dos flexores plantares do tornozelo a médio prazo ( Figura U ). Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada muito baixa.

Figura S Forest plot da Espasticidade - flexores plantares do tornozelo - médio prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std. Mean Difference Std. Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 95% CI
Bertan 2020 0.83 25 1.98 0.7 24 33.39 0.03 [0.53, 0.59]
Xu 2006 0.7 0.7 23 1.8 0.3 20 30.59 41.96 [2.70,-1.22]
Zhu 2016 1.6 0.9 71 0.7 72 36.29 -0.49 [0.83,-0.16]
Total (95% CI) 119 116 100.09 0.77 [-1.68,0.15]
Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10) Test for overall effect Z=1.64 (P = 0.10)

Figura R Forest plot da Espasticidade - flexores plantares do tornozelo - curto prazo

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Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std . Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 951 CI IV Random 95* CI
Bertan 2020 1.73 0.79 25 1.98 0.72 24 25.79 -0.33 [0.89,0.24]
El-Etribi 2004 0.9 0.6 20 1.8 0.3 20 23.89 -1.86 [2.61,-1.11]
Xu 2006 0.3 23 1.8 0.3 20 23.09 -2.62 [3.45,-1.78]
Zhu 2016 1.2 71 1.8 0.8 72 -0.66 [1.00,-0.32]
Total (95% CI) 139 136 100.09 21.31 [-2.21,-0.41]
Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Test for overall effect Z= 2.86 (P = 0.004) Favorece TBA Favorece controle

Figura T Forest plot da Espasticidade - vários grupos musculares - longo prazo

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Std . Mean Difference Std . Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal_Weight IVRandom 95% CI
1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo 1.11.1 Flexores plantares do tornozelo
Ibrahim 2007 5.3 1.2 15 1.3 15 9.6*
Reddihough 2002 0.8 35 0.4 0.8 35 24.29 ~0.62 [1.10,-0.14]
Tedroff 2010 1.2 0.7 -0.71 [1.79, 0.36]
Zhu 2016 1.1 72 1.8 0.8 71 41.99 -0.77[1.11,-0.43]
Subtotal (95% CI) 128 130 81.39 0.78 [-1.03, -0.52]
Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5.99 (P < 0.00001)
1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril 1.11.2 Adutores do quadril
Ibrahim 2007 5.3 15 1.3 15 9.49
Reddihough 2002 Subtotal (95% CI) -0.6 23 0.8 23 4.79 14.19 -1.57 [2.74,-0.41]
Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.33 (P < 0.0001)
1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais 1.11.3 Isquiotibiais
Tedroff 2010 Subtotal (95% CI) -0.5 0.5 0.2 4.69 4.69 1.35 [2.53,-0.18]
Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable
Total (95% CI) 157 162 100.0% 0.91 [-1.17,0.65]

Figura U Forest plot da Espasticidade - flexores plantares do tornozelo - médio prazo (subgrupo)

Toxina botulinica Toxina botulinica Toxina botulinica Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Cuidado usual ou FT Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 95% CI
1.75 0.79 25 1.87 0.75 24 27.0%
El-Etribi 2004 0.9 0.6 20 1.8 0.3 20 -0.90 [1.19,-0.61]
Xu 2006 0.3 23 1.8 0.3 20 39.2% ~0.80 [0.98,-0.62]
Total (95% CI) 68 64 0.65 [-1.01,-0.29]
Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.50 (P = 0.0005)

Favorece TBA

Favorece controle

TBA comparada a placebo

Análise de marcha

Para avaliação da marcha, os estudos clínicos realizaram análise observacional utilizando uma versão da Physician Rating Scale (PRS) ou análise de vídeo da marcha (VGA) para classificar o padrão de marcha da criança em cinco categorias, de acordo com o contato inicial do pé. A análise realizada em curto prazo incluiu quatro estudos clínicos e a de média prazo incluiu três. Ambas indicaram que a utilização da TBA favorece a marcha, sendo o risco relativo [IC 95%] 1,66 [1,16; 2,37] no período de curto prazo ( Figura V ) e 1,90 [1,32; 2,74] considerando médio prazo ( Figura W ). Um estudo clínico realizou análise instrumental da marchae em curto prazo utilizando a goniometria avaliando o pico de dorsiflexão do tornozelo em posição e em balanço, o estudo obteve como resultado da análise diferença média [IC 95%] de 11,56 [6,17; 16,96] ( Figura X ). Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada baixa.

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Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H, Random, 95% CI M-H, Random, 95% CI
Kanovsky 2004 16 52 13 50 33.2x 1.1B [0.64, 2.20]
Koman 1994 5 6 6 9.1X 2.50 [0.76, 8.19]
Koman 2000 25 53 15 55 47.7x 1.73 [1.03, 2.90]
Ubhl 2000 21 1B
Total (95% CI) 132 129 100.0% 1.66 [1.16,2.37]
Total evenbs 56 33
6.01 0 Favorece placebo Favorece TBA 1o 100

Figura W Forest plot da Análise observacional da marcha - VGA ou PRS - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio M-H, Random, 95% CI
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H, Random, 95% CI
Kanovsky 2004 20 52 10 50 31.7x 1.92 [1.00, 3.69]
Koman 2000 53 17 55 61.2x 1.71 [1.07, 2.73]
Ubhl 2000 10 20 7.1X 4.50 [1.13, 17.85]
Total (95% CI) 125 123 100.0% 1.90 [1.32, 2.74]
Total evenbs 5B 29
6.01 0.1 1o Favorece placebo Favorece TBA 100

Figura X Forest plot da Análise instrumental da marcha - Goniometria - curto prazo

Study or Subgroup Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI
13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição 13.1 Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição
Sutherlamd 1999 Subtotal (95% CI) 12.5 10 10 43.4 9.B 23.9% 15.90 [4.87,26.93]
1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço 1.3.2 Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço
Sutherlamd 1999 6.4 10 10 8.2 76.1% 76.1x 10.20 [4.01, 16.39] 10.20 [4.01, 16.39]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk
Total (95% CI) 20 18 100.0%
50 Favorece placebo Favorece TBA

Análise da função motora

Para avaliação da função motora, os estudos clínicos utilizaram a Gross Motor Function Measure (GMFM), Canadian Occupational Performance Measure (COPM) e Physician's Global Assessment (PGA). Na avaliação a curto prazo ( Figura Y ), dois estudos realizaram medida padrão, sendo que a diferença padronizada das médias [IC 95%] obtida foi -0,28 [-0,66; 0,10]. Outros dois estudos utilizaram medidas individualizadas e a diferença padronizada das médias [IC 95%] obtida foi 0,71 [0,43; 1,00]. Na avaliação a médio prazo ( Figura Z ), dois estudos utilizaram medida padrão e a diferença padronizada das médias [IC 95%] obtida foi 0,05 [-0,32; 0,43] e três estudos clínicos utilizaram medidas individualizadas e apresentaram como diferença padronizada das médias [IC 95%] 0,39 [0,12; 0,66]. A longo prazo, apenas um único estudo utilizou medida padrão e um outro estudo medida individualizada ( Figura AA ). A certeza da evidência foi considerada moderada para esse desfecho no curto e médio prazo e baixa para o longo prazo.

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Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Std. Mean Difference Std. Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV,Random, 95% CI IV, Random, 95% CI
1.4.1 Medida Padrão
Baker 2002 2.1 6.7 26 4.1 30 24.7X 40.36 [ 0.89, 0.17]
Kanovsky 2004 2.9 2.9 26 3.9 6.3 26 24.4x
Subtotal (95% CI) 52 56 49.2% ~0.28 [-0.66, 0.10]
Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15) Test for ocrall cffiect: Z = 1.45 (P = 0.15)
1.4.2 Medidas Individualizadas
Copeland 2014 6.21 2.15 23 4.42 2.13 1B 77 22.6X 0.82 [0.1B, 1.46]
Drkgado 2016 1.2054 79 0.73 1.0133 2B.3x 50.8% 0.69 [0.36, 1.01]
Subtotal (95% CI) 102 95 0.71 [0.43, 1.00]
Total (95% CI) 154 151 100.0% 0.24 [-0.35,0.83]
Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Test for ocrall cffiect: Z = 0.B1 (P = 0.42) Favorece placebo Favorece TBA

Figura Z Forest plot da Função - GMFM, COPM ou PGA - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Std . Mean Difference Std . Mean Difference Std . Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV; Random, 95% CI IV, Random, 95% CI
15.1 Medida Padrão
Baker 2002 5.9 B.1 26 4.1 31 17.5x 0.21 [ 0.31, 0.73]
Kanovsky 2004 5.9 5.6 26 6.6 6.6 26 16.2x 40.11 [ 0.66, 0.43]
Subtotal (95% CI) 52 57 33.7% 0.05 [-0.32,0.43]
1.5.2 Medidas Individualizadas
BJornson 2007 17 1.4 17 1.2 1.7 16 1B 0.31 [ 0.37, 1.00]
Copcland 2014 5.22 1.94 23 4.41 1.93 12.3x 0.41 21, 1.03] [.=
Dekgado 2016 1.2949 74 0.4 1.6776 70 43.9X 0.40 [0.07, 0.73]
Subtotal (95% CI) 114 104 66.3% 0.39 [0.12, 0.66]
Total (95% CI) 166 161 100.0% 0.28 [0.06, 0.49]
Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Test for ovcrall effect: Z = 2.47 (P = 0.01} Favorece placebo Favorece TBA

Figura AA Forest plot da GMFM, COPM ou PGA - longo prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Std. Mean Difference Std. Mean Difference IV, Random, 95% CI
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI
1.6.1 Medida Padrão
Moore 200B Subtotal (959 CI) 30 30 28 63.7x 63.7%
Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41} Test for overall efict: Z = 0.82 (P = 0.41}
1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas 1.6.2 Medidas Individualizadas
BJornson 2007 Subtotal (95% CI) 2.1 17 17 1.7 2.2 16 16 36.3x 36.3% 0.20 [-0.49,0.88]
Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk Heterogenelty; Not applkabk
Total (95% CI) 47 44 100.0% ~0.07 [-0.48, 0.35]
Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA Test for overall efict: Z = 0.31 (P = 0.76} Favorece placebo Favorece TBA

Amplitude de movimento

Para análise desse desfecho foi considerada a amplitude de movimento passiva, utilizando a goniometria. Na análise de curto prazo ( Figura AB ) foram considerados três estudos clínicos, que indicaram maior amplitude de movimento no grupo tratado com TBA em comparação a placebo, diferença média [IC 95%]: 2,68 [0,12; 5,23]. Considerando o período de médio prazo ( Figura AC ), apenas dois estudos foram analisados e a diferença média [IC 95%] obtida foi 1,57 [-2,12; 5,25]. Para análise de longo prazo ( Figura AD ), um único estudo clínico foi considerado, com diferença média de -1,09 [-6,52; 4,33]. Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada muito baixa.

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Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight Mean Difference IV Random, 95% CI IV Random, 95% CI IV Random, 95% CI
Baker 2002 16.3 50 13.5 46 0.00 [-5.97, 5.97]
Dekado 2016 2.9 11.6078 79 ~1.2 11.8157 76 4.10 [0.41, 7.79]
Ubhl 2000 3.8 4.9619 22 1.7 1B 33.5x 2.10 [-2.32, 6.52]
Total (95% CI) 151 140 100.0% 2.68 [0.12, 5.23]
Favorece placebo Favorece TBA

Figura AC Forest plot da Amplitude do movimento passivo - Goniometria - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random 95% CI IV, Random, 95% CI
Baker 2002 13.2 55 14.9 55 49.1X 0.60 [ 4.66, 5.86]
Ubhl 2000 2.2 8.3451 22 40.3 8.2447 1B 50.9x 2.50 [-2.66, 7.66]
Total (95% CI) 77 73 100.0% 157 [-2.12, 5.25]
0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x 0.26, df = 1 (P = 0.61); F = 0x ~10 10 Favorece TBA

Figura AD Forest plot da Amplitude do movimento passivo - Goniometria - longo prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight Mean Difference IV, Random, 95% CI IV, Random, 95% CI
Moore 2008 Subtotal (95% CI) 40.1 10.2 21 21 5.B 19 19 5B.7X 58.7% 0.20 [ 4.8B, 5.26] 0.20 [-4.88, 5.28]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk
1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho 1.10.2 Extensão do joelho
Moore 2008 Subtotal (959 CI) ~3.1 7.7 1l 1l 2.5 9.3 34.0x 34.09 ~5.60 [-13.49, 2.29] ~5.60 [-13.49, 2.29]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk
1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril 1.10.3 Abdução de quadril
Moore 200B Subtotal (95% CI) 11.7 16.1 2.1 10.3 7.2x 7.2% 9.60 [-9.97, 29.17] 9.60 [-9.97,29.17]
Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34} Heterogkenelty: Not applkabk Test for ovcrall cffect: Z = 0.96 (P = 0.34}
Total (95% CI) 35 35 100.0%
Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69} Test for orall cffect: Z = 0.40 (P = 0.69}

Espasticidade

A espasticidade foi avaliada com a EAM. Utilizando a avaliação dos flexores plantares do tornozelo, apenas um único ECR foi considerado na análise de curto e médio prazo ( figuras AE e AF ), o resultado obtido indica que o grupo tratado com TBA tem maior redução na pontuação da escala, sendo a diferença média [IC 95%]: -0,49 [-0,78; -0,20] e -0,50 [-0,78; -0,22], respectivamente. Na análise a longo prazo ( Figura AG ), outro único estudo foi considerado e a diferença média [IC 95%] foi 0,10 [-0,58; 0,78]. Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada moderada no curto e médio prazo e baixa no longo prazo.

Figura AE Forest plot da Espasticidade: flexores plantares do tornozelo - MAS - curto prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference IV, Random, 95% CI Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI
Dekgado 2016 40.97 0.9376 79 0.9252 77 100.0x
Total (959 CI) 79 77 100.0% 0.49 [-0.78, -0.20]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Favorece TBA Favorece placebo

Figura AF Forest plot da Espasticidade: flexores plantares do tornozelo - MAS - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean Total Mean SD Total Weight IV; Random, 95% CI IV Random, 95% CI
Dekgado 2016 ~1 0.8633 74 0.838B 70 100.0x
Total (95% CI) 74 70 100.0% ~0.50 [-0.78, -0.22]
Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Heterogenely: Not applkabk Favorece TBA

Favorece placebo

Página 89

Figura AG Forest plot da Espasticidade - MAS - longo prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI
1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo 1.13.1 Flexores plantares de tornozelo
Moore 200B Subtotal (95% CI) 0.5 1.3 21 21 0.4 0.9 21 21 43.2x 43.2% 0.10 [-0.58,0.78]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk
1.13.2 Isquiotibiais
Moore 2008 Subtotal (95% CI) 1.1 0.3 0.6 25.2x 25.2% ~1.00 [-2.06, 0.06] ~1.00 [-2.06, 0.06]
Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk Heterogenelty: Not applkabk
1.13.3 Abdução de quadril
Moore 200B Subtotal (95% CI) 0.2 0.B 0.1 0.B 31.6x 31.6% 0.10 [ 0.79, 0.99] 0.10 [-0.79,0.99]
Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83} Heterogenelty: Not applkabk Test for ovcrall effiect: Z = 0.22 (P = 0.83}
Total (95% CI) 33 32 100.0%
Favorece TBA Favorece placebo Favorece TBA Favorece placebo

Satisfação

Para avaliar a satisfação, três estudos clínicos utilizaram uma avaliação subjetiva da percepção do cuidador sobre o benefício do tratamento. Na avaliação de curto prazo, dois ECR foram considerados com risco relativo [IC 95%] de 1,20 [0,72; 2,01] ( Figura AH ). Para médio prazo, também foram considerados dois estudos com risco relativo [IC 95%] obtido de 1,32 [0,94;1,83] ( Figura AI ). Ainda sobre esse desfecho, outros dois estudos clínicos utilizaram o domínio de satisfação da Canadian Occupational Performance Measure (COPM), com análises de curto, médio e longo prazo realizadas e as diferenças médias [IC 95%] obtidas de 1,81 [0,25; 3,37], 0,96 [0,04; 1,88] e 0,10 [-1,27; 1,47] respectivamente figuras AJ, AK e AL . A certeza da evidência para esse desfecho foi considerada muito baixa quando utilizado o questionário subjetivo e baixa quando utilizado o COPM.

Figura AH Forest plot da Satisfação - Questionário subjetivo - curto prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H, Random, 95% CI M-H, Random, 95% CI
Kanovsky 2004 13 26 12 26 1.0B [0.62, 1.91]
Koman 1994 16.7X 2.00 [0.56, 7.09]
Total (95% CI) 32 32 100.0% 1.20 [0.72, 2.01]
Total evnbs 17 14
10 Favorece placebo Favorece TBA

Figura AI Forest plot da Satisfação - Questionário subjetivo - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H Random, 95% CI M-H, Random, 95% CI
Baker 2002 21 27 1B 31 85.0x 1.34 [0.93, 1.92]
Kanovsky 2004 26 27 15.0x 1.19 [0.50, 2.80]
Total (959 CI) 53 58 100.0% 1.32 [0.94, 1.83]
Total evenbs 29 25
0.2 Favorece placebo Favorece TBA 10

Figura AJ Forest plot da Satisfação - COPM - curto prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI IV, Random, 95% CI
Copeland 2014 6.21 2.63 23 4.4 2.45 1B 100.0x 1.81 [0.25, 3.37]
Total (95% CI) 23 18 100.0% 1.81 [0.25,3.37]
Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio Heterogenehty: Not applkabk Favorece placebo Fio
10 Favorece TBA
Página 90

Figura AK Forest plot da Satisfação - COPM - médio prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference IV, Random, 95% CI
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Random, 95% CI
BJornson 2007 1.8 1.B 17 1l 1.7 16 59.5x 0.70 [ 0.49, 1.89]
Copcland 2014 5.24 2.65 23 3.89 2.0B 1B 40.5x 1.35 [ 0.10, 2.B0]
Total (95% CI) 40 34 100.0% 0.96 [0.04, 1.88]
Favorece placebo Favorece TBA

Figura AL Forest plot da Satisfação - COPM - longo prazo

Toxina botulínica Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 95% CI IV, Random, 95% CI
Copcland 2014 2.2 17 1.B 16 100.0x 0.10 [-1.27, 1.47]
Total (95% CI) 17 16 100.0% 0.10 [-1.27, 1.47]
Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 Heterogenehy: Not applkabk ~10 10 Favorece placebo Favorece TBA

Eventos adversos

Para esse desfecho foram analisados resultados de 11 ECR. Foram considerados todos os eventos adversos relatados, independente da gravidade. A análise resultou em um risco relativo [IC 95%] de 1,29 [0,87; 1,93], conforme Figura AM . Para esse desfecho, a certeza da evidência foi considerada muito baixa.

Figura AM Forest plot de eventos adversos

Toxina botulínica Toxina botulínica Placebo Placebo Risk Ratio Risk Ratio
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight M-H Random, 95% CI M-H, Random, 95% CI
Baker 2002 4B 94 10 31 12.4x
BJornson 2007 30 56 26 56 14.1x 1.15 [0.B0, 1.67]
Copcland 2014 1B 23 1B 10.9x
Dekgado 2016 11 160 79 0.7B [0.31, 1.92]
Kanovsky 2004 10 26 13 26 11.6x 0.77 [0.41, 1.43]
Koman 1994 6 0.54 [0.25, 1.16]
Koman 2000 12 72 6.4X 4.00 [1.1B, 13.5B]
Mall 2006 26 6.5x 2.63 [0.79, 8.75]
Moore 200B 29 26 16.0x 1.00 [0.91, 1.11]
Sutherland 1999 9 Not estlmabk
Ubhl 2000 1B 3.1X 4.91 [0.65, 37.13]
Total (959 CI) 531 371 100.0% 1.29 [0.87, 1.93]
Total events 176 102
0.1 0.2 0.5 10 Favorece BTA Favorece placebo

Perfil de evidências:

Nas tabelas C e D , são apresentados os resultados das meta-análises e da avaliação da certeza da evidência (GRADE) de TBA comparada à fisioterapia ou cuidado usual para os desfechos função motora, amplitude de movimento e espasticidade, sendo que na primeira considera-se o período de curto prazo, enquanto na segunda a avaliação o período de médio prazo. A Tabela E apresenta os resultados e a avaliação da certeza da evidência para o período de longo prazo para os mesmos desfechos, além da satisfação. As tabelas F a H consideram o período de análise e apresentam avaliação da certeza da evidência de TBA comparada à placebo para os desfechos de marcha, função, espasticidade e satisfação. Já a Tabela I apresenta os resultados para o desfecho de eventos adversos da comparação entre TBA e placebo.

Página 91

Tabela C TBA comparado a cuidado usual ou fisioterapia para espasticidade em crianças - curto prazo 2 a 8 semanas

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Nº de pacientes Nº de pacientes Efeito Efeito
Nº de estud os Delinea mento do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênci a indireta Impreci são Outras considerações TBA Cuidado usual ou fisioterapi a Relativo (IC95%) Absoluto (IC95%) Certeza Importânci a

Análise de função motora - curto prazo (seguimento: variação 2 semanas para 8 semanas; avaliado com: GMFM pontuação total e alvo)

Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - curto prazo (avaliado com: Goniômetro (graus))

Espasticidade - flexores plantares do tornozelo - curto prazo (seguimento: variação 2 semanas para 8 semanas; avaliado com: várias escalas)

3 ensaios muito muito não muito nenhum 119 116 - DMP 0.77 ⨁◯◯◯ CRÍTICO
clínicos grave a grave c grave grave d,f menor Muito
(1.68 baixa
Página 92
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Nº de pacientes Nº de pacientes Efeito Efeito
Nº de estud os Delinea mento do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênci a indireta Impreci são Outras considerações TBA Cuidado usual ou fisioterapi a Relativo (IC95%) Absoluto (IC95%) Certeza Importânci a
randomi zados menor para 0.15 mais alto)
  • IC: Intervalo de confiança; DM: Diferença de médias; DMP: Diferença padronizada de médias
  • a. Rebaixado dois níveis devido a diversas fontes de vieses; b. Penalizado em um nível devido ao tamanho amostral; c. Elevada heterogeneidade (> 75%); d. Amplo intervalo de confiança que inclui a nulidade de efeito;
  • e. Apesar do I-quadrado elevado, foi rebaixado apenas um nível, os resultados tendem a apontar para a mesma direção; f. Penalizado devido ao tamanho amostral. Em um estudo, os membros inferiores foram utilizados como unidade de análise.

Tabela D TBA comparado a cuidado usual ou fisioterapia para espasticidade em crianças - médio prazo 12 a 16 semanas

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Nº de pacientes Nº de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delinea mento do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênci a indireta Impreci são Outras considerações TBA Cuidado usual ou fisioterapi a Relativo (IC 95%) Absoluto (IC 95%) Certeza Importân cia

Análise de função motora - médio prazo (seguimento: variação 12 semanas para 16 semanas; avaliado com: GMFM (pontuações total e alvo) e GAS)

ensaios muito muito não não nenhum 97 94 - DMP 1.06 ⨁◯◯◯ IMPORT
clínicos grave a grave c grave grave mais alto Muito ANTE
randomi (0.17 mais baixa
zados alto para
Página 93

1.94 mais alto)

Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - médio prazo (avaliado com: Goniômetro (graus))

Espasticidade - flexores plantares do tornozelo - médio prazo (seguimento: variação 12 semanas para 16 semanas; avaliado com: várias escalas)

4

ensaios muito

grave c não

grave d nenhum

139

136

DMP

1.31

⨁◯◯◯

CRÍTICO

clínicos randomi

zados grave a

grave menor

(2.21

menor para

0.41

menor)

  • IC: Intervalo de confiança; DM: Diferença de médias; DMP: Diferença padronizada de médias s; DP : Desvio padrão; GMFM: Gross Motor Function Measure ; GAS: Goal Attainment Scaling .

a. Rebaixado dois níveis devido a diversas fontes de vieses; b. Penalizado em um nível devido ao tamanho amostral; c. Elevada heterogeneidade (> 75%); d. Amplo intervalo de confiança que inclui a nulidade de efeito; e. Apesar do I-quadrado elevado, foi rebaixado apenas um nível, os resultados tendem a apontar para a mesma direção; f. Penalizado devido ao tamanho amostral. Em um estudo os membros inferiores foram utilizados como unidade de análise; g. Moderada heterogeneidade (50%)

Tabela E TBA comparado a cuidado usual ou fisioterapia para espasticidade em crianças - longo prazo

Certeza da avaliação

Nº de pacientes

Efeito

Certeza

Muito baixa

Página 94

Análise de função motora - longo prazo (seguimento: variação > 24 semanas para mais; avaliado com: GMFM (vários domínios/pontuação total e alvo))

Amplitude do movimento - dorsiflexão passiva do tornozelo - longo prazo (avaliado com: Goniômetro (graus))

Espasticidade - Flexores plantares do tornozelo - longo prazo (seguimento: variação 24 semanas para mais; avaliado com: Várias escalas)

Satisfação (seguimento: variação 24 semanas para mais; avaliado com: Escala Visual Analógica; Escala de: 0 para 10)

Página 95
  • IC: Intervalo de confiança; DM: Diferença de médias; DMP: Diferença padronizada de médias . GMFM: Gross Motor Function Measure ; GAS: Goal Attainment Scaling
  • a. Rebaixado dois níveis devido a diversas fontes de vieses; b. Penalizado em um nível devido ao tamanho amostral; c. Elevada heterogeneidade (> 75%); d. Amplo intervalo de confiança que inclui a nulidade de efeito;
  • e. Penalizado devido ao tamanho amostral. Em um estudo, os membros inferiores foram utilizados como unidade de análise.

Tabela F TBA comparado a placebo para espasticidade em crianças - curto prazo 2 a 8 semanas

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsistê ncia Evidênci a indireta Imprecisã o Outras considera ções TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Importânc ia

Análise observacional da marcha em curto prazo (2 a 8 semanas) - VGA ou PRS

Análise instrumental de marcha em curto prazo (2 a 8 semanas) - Goniometria - Pico de dorsiflexão do tornozelo em posição

Página 96
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsistê ncia Evidênci a indireta Imprecisã o Outras considera ções TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia
para 26.93 mais alto)

Análise instrumental de marcha em curto prazo (2 a 8 semanas) - Goniometria - Pico de dorsiflexão do tornozelo em balanço

Função em curto prazo (2 a 8 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medida Padrão

Função em curto prazo (2 a 8 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medidas Individualizadas

Página 97
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsistê ncia Evidênci a indireta Imprecisã o Outras considera ções TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia
para 1 mais alto)

Amplitude do movimento passivo em curto prazo (2 a 8 semanas) - Goniometria

Espasticidade: flexores plantares do tornozelo em curto prazo (2 a 8 semanas) - MAS

Satisfação em curto prazo (2 a 8 semanas) - Questionário subjetivo

Página 98
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsistê ncia Evidênci a indireta Imprecisã o Outras considera ções TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Importânc ia

Satisfação em curto prazo (2 a 8 semanas) - COPM

CI: Confidence interval; MD: Mean difference; RR: Risk ratio; SMD: Standardised mean difference. a. Alguns estudos apresentaram algumas preocupações devido a informações insuficientes sobre o processo de randomização, desvios da intervenção pretendida e na seleção do resultado a ser relatado; b. Tamanho da amostra relativamente pequeno; c. Poucos eventos; d. Desfecho relatado por um único estudo com amostra pequena; e. Possui amplo intervalo de confiança; f. Desfecho relatado por um único estudo; g. Alguns estudos apresentaram algumas preocupações devido a informações insuficientes sobre a seleção do resultado a ser relatado

Página 99

Tabela G TBA comparado a placebo para espasticidade em crianças - médio prazo 12 a 16 semanas

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidência indireta Imprecis ão Outras consideraçõ es TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia

Análise observacional da marcha em médio prazo (12 a 16 semanas) - VGA ou PRS

Função em médio prazo (12 a 16 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medida Padrão

Função em médio prazo (12 a 16 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medidas Individualizadas

Função (melhoria da GMFM) em médio prazo (12 a 16 semanas) - GMFM

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Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidência indireta Imprecis ão Outras consideraçõ es TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia
1 ensaios clínicos randomizad os não grave não grave não grave muito grave d nenhum 7/19 (36.8 %) 1/15 (6.7%) RR 5.53 (0.76 para 40.14) 302 mais por 1.000 (de 16 menos para 1.000 mais) ⨁⨁◯◯ Baixa CRÍTICO

Amplitude do movimento passivo em médio prazo (12 a 16 semanas) - Goniometria

Espasticidade: flexores plantares do tornozelo em médio prazo (12 a 16 semanas) - MAS

Satisfação em médio prazo (12 a 16 semanas) - Questionário subjetivo

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Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineamen to do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidência indireta Imprecis ão Outras consideraçõ es TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia
2 ensaios clínicos randomizad os grave h não grave não grave muito grave b,c,e nenhum 29/53 (54.7 %) 25/58 (43.1%) RR 1.32 (0.94 para 1.83) 138 mais por 1.000 (de 26 menos para 358 mais) ⨁◯◯ ◯ Muito baixa IMPORT ANTE

Satisfação em médio prazo (12 a 16 semanas) - COPM

IC: Intervalo de confiança; MD: Diferença de médias; RR: Risco Relativo; DMP: Diferença padronizada de médias ; VGA: Video gait analysis; PRS: Physician Rating Scale; GMFM: Gross Motor Function Measure; COPM: Canadian Occupational Performance Measure; PGA: Physician's Global Assessment; MAS: Modified Ashworth Scale.

a. Alguns estudos apresentaram algumas preocupações devido a informações insuficientes sobre o processo de randomização, desvios da intervenção pretendida e na seleção do resultado a ser relatado.; b. Tamanho da amostra relativamente pequeno.; c. Poucos eventos; d. Desfecho relatado por um único estudo com amostra pequena.; e. Possui amplo intervalo de confiança; f. Diferentes tipos de escalas foram usados (medidas de função individualizada e escalas motoras padrão).; g. Desfecho relatado por um único estudo.; h. Alguns estudos apresentaram algumas preocupações devido a informações insuficientes a seleção do resultado a ser relatado.

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Tabela H TBA comparado a placebo para espasticidade em crianças - longo prazo >24 semanas

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineame nto do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênc ia indireta Impreci são Outras considerações TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia

Função em longo prazo (>24 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medida Padrão

Função em longo prazo (>24 semanas) - GMFM, COPM ou PGA - Medidas Individualizadas

Amplitude do movimento passivo em longo prazo ( >24 semanas) - Goniometria - Dorsiflexão do tornozelo

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Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineame nto do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênc ia indireta Impreci são Outras considerações TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia

Amplitude do movimento passivo em longo prazo ( >24 semanas) - Goniometria - Extensão do joelho

Amplitude do movimento passivo em longo prazo ( >24 semanas) - Goniometria - Abdução de quadril

Espasticidade em longo prazo ( >24 semanas) - MAS - Flexores plantares de tornozelo

Espasticidade em longo prazo ( >24 semanas) - MAS - Isquiotibiais

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Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineame nto do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênc ia indireta Impreci são Outras considerações TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importânc ia
1 ensaios clínicos randomiz ados não grave não grave não grave muito grave b,c nenhum 7 3 - MD 1 menor (2.06 menor para 0.06 mais alto) ⨁⨁◯ ◯ Baixa IMPORT ANTE

Espasticidade em longo prazo ( >24 semanas) - MAS - Abdução de quadril

Satisfação em longo prazo (> 24 semanas) - COPM

IC: Intervalo de confiança; MD: Diferença de médias; RR: Risco Relativo; DMP: Diferença padronizada de médias ; GMFM: Gross Motor Function Measure ; COPM: Canadian Occupational Performance

Measure ; PGA: Physician's Global Assessment ; MAS: Modified Ashworth Scale .

  • a. Tamanho da amostra relativamente pequeno.; b. Desfecho relatado por um único estudo com amostra pequena.; c. Possui amplo intervalo de confiança.
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Tabela I TBA comparado a placebo para espasticidade em crianças - eventos adversos

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №de pacientes №de pacientes Efeito Efeito
№ dos estud os Delineam ento do estudo Risco de viés Inconsist ência Evidênc ia indireta Impreci são Outras considerações TBA Placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Importânc ia

Eventos adversos

  • IC: Intervalo de confiança; MD: Diferença de médias; RR: Risco Relativo; DMP: Diferença padronizada de médias .
  • a. Alguns estudos apresentaram algumas preocupações devido a informações insuficientes sobre o processo de randomização, desvios da intervenção pretendida e na seleção do resultado a ser relatado.; b. Possui amplo

intervalo de confiança; c. I2 alto e IC que não se sobrepõem.

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QUESTÃO 3: O BACLOFENO VIA ORAL É EFICAZ E SEGURA PARA O TRATAMENTO DA ESPASTICIDADE EM ADULTOS E CRIANÇAS?

Optou-se por realizar uma nova revisão sistemática. A estrutura PICO para esta pergunta foi:

População: pacientes com espasticidade (independentemente da causa da espasticidade e da idade dos pacientes).

Intervenção: baclofeno oral.

Comparador: placebo ou outras alternativas terapêuticas disponíveis no SUS.

Desfechos: avaliação da espasticidade por escala de Ashworth; dor associada à espasticidade; capacidade funcional durante as atividades da vida diária; qualidade de vida; e segurança.

Métodos e resultados da busca:

Foi realizada busca sistematizada da literatura nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), Cochrane Library, EMBASE, PEDRO e LILACS (via BVS). Conduzimos ainda buscas no website Opengrey (https://opengrey.eu) e na plataforma de preprints Medrxiv (https://www.medrxiv.org/), além de realizar busca manual nas listas de referências dos estudos relevantes. Não foram utilizadas restrições de data, idioma ou status da publicação (resumo ou texto completo). Todas as buscas foram conduzidas em 26/06/2021. As estratégias de busca para cada base estão descritas no Quadro N .

Quadro N Estratégias de busca, de acordo com a base de dados, para identificação de estudos clínicos sobre o uso de baclofeno no tratamento de espasticidade

Bases de dados Estratégias de busca
MEDLINE (via Pubmed) (((((((("Muscle Hypertonia"[Mesh]) OR "Muscle Spasticity"[Mesh]OR (Spasticity, Muscle) OR (Spastic Clasp-Knife Spasticity) OR (Clasp Knife Spasticity) OR (Spasticity, Clasp-Knife) OR (spastic$ or high tone))) OR (("Multiple Sclerosis"[Mesh] OR • (Sclerosis, Multiple) OR (Sclerosis, Disseminated) OR (Disseminated Sclerosis) OR (MS (Multiple Sclerosis)) OR (Multiple Sclerosis, Acute Fulminating)))) OR (("Cerebral Palsy"[Mesh] OR (CP (Cerebral Palsy)) OR (Cerebral Palsy, Dystonic-Rigid) OR (Cerebral Palsies, Dystonic-Rigid) OR (Cerebral Palsy, Dystonic Rigid) OR (Dystonic-Rigid Cerebral Palsies) OR (Dystonic-Rigid Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Mixed) OR(Mixed Cerebral Palsies) OR(Mixed Cerebral Palsy) OR(Cerebral Palsy, Monoplegic, Infantile) OR (Monoplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Monoplegic) OR (Cerebral Palsy, Quadriplegic, Infantile) OR (Quadriplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Quadriplegic) OR (Cerebral Palsy, Rolandic Type) OR (Rolandic Type Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Congenital) OR (Congenital Cerebral Palsy) OR (Little Disease) OR (Little's Disease) OR (Spastic Diplegia) OR (Diplegias, Spastic) OR (Spastic Diplegias) OR (Diplegia, Spastic) OR (Monoplegic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsies, Monoplegic) OR (Cerebral Palsy, Monoplegic) OR (Monoplegic Cerebral Palsies) OR (Cerebral Palsy, Athetoid) OR (Athetoid Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsies, Athetoid) OR (Cerebral Palsy, Dyskinetic) OR (Cerebral Palsies, Dyskinetic) OR (Dyskinetic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Atonic) OR (Atonic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Hypotonic) OR (Hypotonic Cerebral Palsies) OR (Hypotonic Cerebral Palsy) OR (Cerebral Palsy, Diplegic, Infantile) OR (Diplegic Infantile Cerebral Palsy) OR (Infantile Cerebral Palsy, Diplegic) OR (Cerebral Palsy, Spastic) OR (Spastic Cerebral Palsies) OR
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Bases de dados Estratégias de busca
(Spastic Cerebral Palsy)))) OR (("Stroke"[Mesh] OR (Strokes) OR (Cerebrovascular Accident) OR (Cerebrovascular Accidents) OR (CVA (Cerebrovascular Accident)) OR (CVAs (Cerebrovascular Accident)) OR (Cerebrovascular Apoplexy) OR (Apoplexy, Cerebrovascular) OR (Vascular Accident, Brain) OR (Brain Vascular Accident) OR (Brain Vascular Accidents) OR (Vascular Accidents, Brain) OR (Cerebrovascular Stroke) OR (Cerebrovascular Strokes) OR (Stroke, Cerebrovascular) OR(Strokes, Cerebrovascular) OR(Apoplexy) OR(Cerebral Stroke) OR(Cerebral Strokes) OR (Stroke, Cerebral) OR (Strokes, Cerebral) OR (Stroke, Acute) OR (Acute Stroke) OR (Acute Strokes) OR (Strokes, Acute) OR (Cerebrovascular Accident, Acute) OR (Acute Cerebrovascular Accident) OR (Acute Cerebrovascular Accidents) OR (Cerebrovascular Accidents, Acute))))) OR((("Spinal Cord Injuries"[Mesh] OR(Spinal Cord Trauma) OR(Cord Trauma, Spinal) OR (Cord Traumas, Spinal) OR (Spinal Cord Traumas) OR (Trauma, Spinal Cord) OR (Traumas, Spinal Cord) OR (Myelopathy, Traumatic) OR (Myelopathies, Traumatic) OR (Traumatic Myelopathies) OR (Traumatic Myelopathy) OR (Injuries, Spinal Cord) OR (Cord Injuries, Spinal) OR (Cord Injury, Spinal) OR (Injury, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Injury) OR (Spinal Cord Transection) OR (Cord Transection, Spinal) OR (Cord Transections, Spinal) OR (Spinal Cord Transections) OR (Transection, Spinal Cord) OR (Transections, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Laceration) OR (Cord Laceration, Spinal) OR (Cord Lacerations, Spinal) OR (Laceration, Spinal Cord) OR (Lacerations, Spinal Cord) OR (Spinal Cord Lacerations) OR (Post-Traumatic Myelopathy) OR (Myelopathies, Post-Traumatic) OR (Myelopathy, Post-Traumatic) OR (Post Traumatic Myelopathy) OR (Post-Traumatic Myelopathies) OR (Spinal Cord Contusion) OR (Contusion, Spinal Cord) OR (Contusions, Spinal Cord) OR (Cord Contusion, Spinal) OR (Cord Contusions, Spinal) OR (Spinal Cord Contusions))))) OR (("Brain Injuries, Traumatic"[Mesh] OR (Brain Injury, Traumatic) OR (Traumatic Brain Injuries) OR (Trauma, Brain) OR (Brain Trauma) OR (Brain Traumas) OR (Traumas, Brain) OR (TBI (Traumatic Brain Injury)) OR (Encephalopathy, Traumatic) OR (Encephalopathies, Traumatic) OR (Traumatic Encephalopathies) OR (Injury, Brain, Traumatic) OR (Traumatic Encephalopathy) OR (TBIs (Traumatic Brain Injuries)) OR (TBI (Traumatic Brain Injuries)) OR(Traumatic Brain Injury) OR(Apoplexy))))) AND(Baclofen"[Mesh]
EMBASE 'spasticity'/exp OR 'muscle hypertonia'/exp OR 'muscle rigidity'/exp OR 'clasp knife' OR 'muscle spasticity' OR 'multiple sclerosis'/exp OR 'cerebral palsy'/exp OR 'cerebrovascular accident'/mj OR 'spinal cord disease'/mj OR 'traumatic brain injury'/exp AND 'baclofen'/exp OR lioresal AND [embase]/lim NOT ([embase]/lim AND [medline]/lim)
Cochrane Library #1 MeSH descriptor: [Baclofen] explode all trees
PEDRO baclofen
LILACS (via BVS) baclofen
Medrxiv baclofen
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Bases de dados Estratégias de busca
OpenGrey baclofen

A elegibilidade dos estudos foi realizada em duas etapas por dois revisores independentes. A primeira etapa consistiu na avaliação de título e resumo de cada estudo, utilizando a plataforma Rayyan QCRI® 3 . Na segunda etapa, realizou-se a leitura de texto completo, também por dois revisores independentes, mantendo-se ECR que avaliassem o medicamento para a indicação analisada. As divergências, quando necessário, foram discutidas até chegar a um consenso ou discutidas com um terceiro pesquisador.

Foram considerados como critérios de elegibilidade:

  • (a) Tipos de participantes: pacientes (adultos e crianças) com espasticidade, independentemente da doença de base.
  • (b) Tipo de intervenção: baclofeno oral, em monoterapia, administrada em qualquer dose.
  • (c) Tipos de estudos: ensaios clínicos randomizados comparando baclofeno oral a placebo ou outras alternativas terapêuticas disponíveis no SUS.
  • (d) Desfechos: avaliação da espasticidade por escala de Ashworth; dor associada à espasticidade; capacidade funcional durante as atividades da vida diária; qualidade de vida; e segurança.
  • (e) Idioma: apenas textos publicados em inglês, português ou espanhol.

(f) Critérios de exclusão: foram excluídos estudos que não avaliassem espasticidade e com quaisquer outros delineamentos que não ECR; estudos com comparadores que não estivessem incorporados ao SUS ou intervenções não medicamentosas; estudos que não avaliassem os desfechos de interesse elencados na pergunta de pesquisa; estudos publicados em outros idiomas que não português, espanhol e inglês.

Para todos os ECR incluídos, foi realizada avaliação do risco de viés utilizando instrumento validado, sendo empregada a ferramenta de avaliação de Risco de Viés da Cochrane (RoB 2.0), tanto a versão para ECR paralelos, quanto para ECR cruzados. 1,91 Para a avaliação do grau de certeza das evidências foi utilizada o método Th e Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). 1,92

Optou-se por priorizar a avaliação da espasticidade pela escala de Ashworth (e sua versão modificada) por ser um instrumento validado e amplamente aceito para avaliação dessa condição 93-95 . Essa foi uma alternativa adotada frente à variação das aferições entre os estudos encontrados na busca. Os resultados são apresentados de acordo com a população (adultos e crianças) e considerando o comparador (placebo ou diazepam - única alternativa terapêutica disponível no SUS comparada nos estudos incluídos); e não foram agrupados em meta-análises devido à heterogeneidade das análises e da apresentação desses resultados nos estudos primários.

Resultados da busca

Foram identificadas 4.359 publicações inicialmente e 6 publicações na busca manual. Após a exclusão das duplicatas (n = 368) e triagem pela leitura de títulos e resumos, apenas 44 publicações foram triadas pela leitura do texto completo, sendo que para 7 delas não foram encontrados os textos completos - como pode ser observado na Figura AN . A lista de estudos excluídos na fase de elegibilidade por leitura de texto completo e a razão para exclusão é apresentada no Quadro O . Ao final, foram incluídos 14 ECR: nove deles avaliando adultos 96-104 e cinco incluindo crianças. 105-109

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Figura AN Fluxograma de seleção dos estudos incluídos sobre baclofeno via oral para o tratamento da espasticidade

Fonte: Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. BMJ 2021;372:n71. doi: 10.1136/bmj.n71. For more information, visit: http://www.prisma-statement.org/

*Castro ML, Traldi S. The use of baclofen in cerebral spasticity. Folha Med 1977; 74: 561-564; Levine IM, Jossmann PB, DeAngelis V. Lioresal, a new muscle relaxant in the treatment of spasticity - a double-blind quantitative evaluation. Dis Nerv Syst 1977; 38: 1011-1015; Medaer R, Hellebuyk H, Van Den Brande E, et al. Treatment of spasticity due to stroke. A double-blind, cross-over trial comparing baclofen with placebo. Acta Ther 1991; 17: 323-331; Roussan, M., Terrence, C., & Fromm, G. (1985). Baclofen versus diazepam for the treatment of spasticity and long-term follow-up of baclofen therapy. Pharmatherapeutica, 4(5), 278-284.; Hudson, P., Weightman, D., & Cartlidge, N. E. (1972). Clinical trial of baclofen against placebo. Postgraduate Medical Journal, 48, Suppl 5:3740; Calia RG, Santomauro E, Traldi S. The use of baclofen in children with cerebral palsy. Folha Med 1976; 73: 199-202. Schwartzman, J. S., Tilbery, C. P., Kogler, E., & Gusman, S. (1976). Effects of lioresal in cerebral palsy. Folha Medica, 72(3), 297-302.

Quadro O Lista de referências excluídas na fase de elegibilidade por leitura de texto completo dos estudos clínicos - síntese sobre baclofeno

Delineamento de estudo
Aisen ML, Dietz MA, Rossi P, et al. Clinical and pharmacokinetic aspects of high dose oral baclofen therapy. J Am Paraplegia Soc 1992; 15: 211-216.
Cendrowski, W., &Sobczyk, W. (1977). Clonazepam, baclofen and placebo in the treatment of spasticity. European Neurology, 16(1), 257-262.
Dai AI. Decreased side-effects of oral baclofen with add-on treatment of botulinum toxin type A in cerebral palsy: A study from Turkey. Neurol Psychiatry Brain Res 2006; 13: 155-158.
Hassan N, McLellan DL. Double-blind comparison of single doses of DS103-282, baclofen and placebo for suppression of spasticity. J Neurol Neurosurg Psychiatry 1980; 43: 1132-1136.
Hedley, D. W., Maroun, J. A., &Espir, M. L. (1975). Evaluation of baclofen (Lioresal) for spasticity in multiple sclerosis. Postgraduate Medical Journal, 51(599), 615-618.
Jerusalem F. Double-blind study on the antispastic effect of beta-94-chlorophenyl-gammaaminobutyric acid (CIBA) in multiple sclerosis. Nervenarzt 1968;39:515-17 (in German).
Kemp E, Dass S, Issa M. Oral baclofen in children with cerebral Palsy, is it really effective? A 10 year retrospective study. Dev Med Child Neurol 2021; 63: 40.
Página 110
Mizuno S, Takeda K, Maeshima S, et al. Effect of oral baclofen on spasticity poststroke: responders versus non-responders. Top Stroke Rehabil 2018; 25: 438-444.
Nielsen, J. F., &Sinkjaer, T. (2000). Peripheral and central effect of baclofen on ankle joint stiffness in multiple sclerosis. Muscle &Nerve, 23(1), 98-105.
Norris, F. H. J., U, K. S., Sachais, B., &Carey, M. (1979). Trial of baclofen in amyotrophic lateral sclerosis. Archives of Neurology, 36(11), 715-716.
Peck J, Urits I, Crane J, et al. Oral Muscle Relaxants for the Treatment of Chronic Pain Associated with Cerebral Palsy. Psychopharmacol Bull 2020; 50: 142-162.
Pedersen, E., &Arlien-Soborg, P. (1972). Studies on the effect and mechanism of a Gaba derivative (Lioresal R) in spasticity. Acta Neurologica Scandinavica. Supplementum, 51, 485-486
van Doornik J, Kukke S, McGill K, et al. Oral baclofen increases maximal voluntary neuromuscular activation of ankle plantar flexors in children with spasticity due to cerebral palsy. J Child Neurol 2008; 23: 635-639.
Young JA. Clinical experience in the use of baclofen in children with spastic cerebral palsy: A further report. Scott Med J 1980; 25: S 23-S 25.
Wininger M, Craelius W, Settle J, et al. Biomechanical analysis of spasticity treatment in patients with multiple sclerosis. Ther Adv Neurol Disord 2015; 8: 203-211.
Não analisou ou relatou os resultados para desfechos de interesse
Basmajian JV, Yucel V. EDects of GABA-derivative (BA-34647) on spasticity. Preliminary report of a double-blind cross- over study &rehabilitation. American Journal of Physical Medicine 1974;53(5):223-8.
Basmajian, J. V. (1975). Lioresal (baclofen) treatment of spasticity in multiple sclerosis. American Journal of Physical Medicine, 54(4), 175-177.
Dapas F, Hartman SF, Martinez L, et al. Baclofen for the treatment of acute low-back syndrome. A double-blind comparison with placebo. Spine 1985;10(4):345-349.
Hulme A, MacLennan WJ, Ritchie RT, et al. Baclofen in the elderly stroke patient its side-effects and pharmacokinetics. Eur J Clin Pharmacol 1985; 29: 467-469.
Smith, M. B., Brar, S. P., Nelson, L. M., Franklin, G. M., &Cobble, N. D. (1992). Baclofen effect on quadriceps strength in multiple sclerosis. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, 73(3), 237-240.
Assunto
Anand JS, Zając M, Waldman W, et al. Correlation between the single, high dose of ingested baclofen and clinical symptoms. Ann Agric Environ Med 2017; 24: 566-569.
Corston, R. N., Johnson, F., &Godwin-Austen, R. B. (1981). The assessment of drug treatment of spastic gait. Journal of Neurology, Neurosurgery, and Psychiatry, 44(11), 1035-1039.
Idioma
Liu W, Li L, Wang BS. Botulinum toxin A and lioresal for managing spasticity: Clinical comparative study. Chinese J Clin Rehabil 2002; 6: 1103-1104.

O diazepam foi o único medicamento disponível no SUS (listado no Componente Básico da Assistência Farmacêutica) identificado em estudos comparativos com baclofeno oral. Apesar da toxina botulínica do tipo A ser o único medicamento preconizado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêutica de Espasticidade vigente (2017) 110 e a tecnologia para a qual há mais evidências, foi identificado apenas um ECR comparando-a ao baclofeno oral e esse não foi incluído por ter sido publicado em chinês.

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Todos os estudos são cruzados, exceto Sachais (1977) 101 (para pacientes adultos) e Goyal (2016) 109 (para pacientes pediátricos). Dos ECR para população adulta, foram incluídos, de modo geral, participantes com espasticidade secundária à esclerose múltipla - mesmo aqueles que não incluíram somente esse tipo de pacientes, a maioria deles tinham essa condição 99,104 . O tempo de seguimento variou de 10 dias até 10 semanas, com diferentes tempos de washout - quando informados. Por outro lado, em relação aos ECR para população pediátrica, todos consideraram pacientes com paralisia cerebral; e o tempo de seguimento variou entre oito semanas e três meses. As características dos estudos incluídos são apresentadas com mais detalhes no Quadro P .

Para todos os ECR incluídos, foi realizada avaliação do risco de viés utilizando instrumento validado da Colaboração Cochrane (RoB 2.0) 91 . Para todos os desfechos de interesse analisados nos estudos incluídos, foi caracterizado alto risco de viés. Os principais vieses identificados nos ECR foram relacionados à randomização, ao sigilo de alocação e ao cegamento - processos que não foram descritos ou o foram de maneira superficial. Ainda, nenhum dos estudos tinha um protocolo publicado ou disponibilizado. Alguns apresentaram dados incompletos ou relataram perda deles ou do seguimento dos pacientes, sendo este último ponto importante porque a maioria dos ECR tinha pequeno número de participantes. A maioria dos estudos cruzados apresentou problema no relato do processo de crossover, mais especificamente sobre o equilíbrio das características basais dos grupos antes e após do período de washout - avaliado pelo Domínio S do RoB 2.0. O Material Suplementar 1 contém as avaliações do risco de viés para os ECR comparando baclofeno oral com placebo e com diazepam tanto para adultos quanto para crianças.

Quadro P Características dos estudos clínicos randomizados e controlados que avaliaram baclofeno oral para o tratamento da espasticidade

Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Brar (1991) 96 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=38) com esclerose múltipla Examinar os efeitos de baclofeno oral em pacientes com espasticidade mínima a moderada na esclerose múltipla 15 mg/dia, até o máximo de 20 mg/dia 10 semanas - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Capacidade funcional durante as atividades de vida diária
Duncan (1976) 97 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=22) com esclerose Avaliar o efeito do baclofeno em vários componentes em Dose inicial: 5 mg, 3x/dia. Incrementos em até 3 dias até 4 semanas com uma das intervenções, 1 semana de - Dor associada à espasticidad e
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Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
múltipla e lesões na medula espinhal pacientes com lesões na medula espinhal melhora máxima ou uma dose máxima de 100 mg/dia. washout e 4 semanas com a outra intervenção - Segurança
Feldman (1978) 98 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=33) com esclerose múltipla Estudar efeitos e segurança do baclofeno em pacientes com esclerose múltipla, que tiveram sinais e sintomas na medula espinhal, particularmente espasticidade. Dose inicial: 5 mg, 3x/dia por 3 dias. Incremento: em intervalos de pelo menos 3 dias até o máximo de 80 mg. 10 semanas de estudo duplo cego e 3 anos de estudo aberto - Dor associada à espasticidad e - Segurança
Hudgson (1971) 99 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=23) com esclerose múltipla, mielopatia, doença do neurônio motor, paraplegia espástica familiar, paraparesia espástica progressiva. Avaliar a eficácia de baclofeno oral no tratamento de espasticidade 10 mg, 3x/dia 10 dias - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Capacidade funcional durante as atividades de vida diária - Segurança
Orsnes (2000) 100 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=14) com esclerose múltipla. Medir a marcha e estabilidade postural por métodos objetivos em pacientes com esclerose múltipla espástica e avaliar o efeito do baclofeno na Dose inicial: 5 mg, 3x/dia. Incremento de 15 mg, 3x/dia até tolerância. 11 dias - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Segurança
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Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
marcha e estabilidade postural.
Sachais (1977) 101 ECR duplo-cego multicênctrico (16 centros), incluindo pacientes adultos (n=166) com esclerose múltipla Comparar a eficácia do baclofeno e do placebo em pacientes com espasticidade secundária à esclerose múltipla. - para pacientes ambulatoriais , 1ª semana: 5 mg 3x/dia durante 3 dias e 10 mg 3x/dia durante 4 dias; 2ª semana: 15 mg 3x/dia durante 3 dias e 20 mg 3x/dia durante 4 dias. - para pacientes internados , 1ª semana: 10 mg 3x/dia durante 3 dias e 15 mg 3x/dia durante 4 dias; 2ª semana: 20 mg 3x/dia (10 ou 20 mg adicionais, como requerido, até 80 mg/dia). 5 semanas - Dor associada à espasticidad e - Capacidade funcional durante as atividades de vida diária - Segurança
Sawa (1979) 102 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=21) com esclerose múltipla. Estudar a espasticidade dos membros inferiores em 21 pacientes com esclerose múltipla clinicamente definida ou mielopatia crônica (esclerose múltipla presumida). Dose inicial: 5 mg, 3x/dia. Incremento: até o máximo de 60 mg. 21 dias de uma das intervenções, sete dias de washout e 21 dias da outra intervenção. - Dor associada à espasticidad e - Segurança

Baclofeno vs diazepam

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Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
From (2009) 103 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes adultos (n=17) com esclerose múltipla. Fazer avaliação clínica entre baclofeno oral e diazepam para espasticidade associada à esclerose múltipla. Dose média foi de 61,2 mg (30 a 120 mg) e de diazepam, de 26,8 mg (10 a 40 mg). 4 semanas da 1ª intervenção (duas para ajuste de dose e outras duas para o tratamento) e 4 semanas para a 2ª (separadas por um 'período conhecido de placebo'). - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Segurança
Cartlidge (1974) 104 ECR duplo-cego, incluindo pacientes adultos (n=40) com esclerose múltipla em remissão, paraparesia, mielopatia espondilótica, paraplegia espástica hereditária e traumática. Comparar as ações de baclofeno e de diazepam em relação ao alívio da espasticidade e à indução de efeitos colaterais. Doses: para baclofeno, 30 mg/dia por 2 semanas (baixa dose) e 60 mg/dia por 2 semanas (alta dose); para diazepam, 15 mg/dia por 2 semanas (baixa dose) e 30 mg/dia por 2 semanas (alta dose). 1 semana de washout e 8 semanas recebendo os tratamentos. - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Segurança

ECR com participantes pediátricos

Baclofeno vs placebo

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Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
Incremento semanal até a 9ª semana até uma dose total de 20 mg/3x dia
McKinlay (1980) 106 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes pediátricos entre 7 e 16 anos (n=20) com paralisia cerebral. Avaliar os efeitos do baclofeno oral nas atividades cotidianas dos pacientes. 1ª semana: 0,5 mg/kg/dia dividida em 3 doses 2ª semana: 1 mg/kg/dia dividida em 3 doses 3ª semana: 2 mg/kg/dia dividida em 3 doses 4ª semana: 1 mg/kg/dia dividida em 3 doses Dose máxima: 60 4 semanas com uma das intervenções, 1 semana de washout e 4 semanas com a outra intervenção - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Capacidade funcional durante as atividades de vida diária
Lopez (1996) 105 ECR cruzado, incluindo pacientes pediátricos entre 3 e 26 anos (n=20) com paralisia cerebral. Avaliar os efeitos do baclofeno oral na espasticidade devido à paralisia cerebral. 12,5 mg 3x/dia Incremento semanal: 0,5 mg/kg/dia até uma dose total de 1 a 2 mg/kg/dia 6 semanas com uma das intervenções, 2 semanas de washout e 6 semanas com a outra intervenção - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Capacidade funcional durante as atividades de vida diária - Segurança
Milla (1973) 107 ECR cruzado e duplo- cego, incluindo pacientes pediátricos entre 2 e 16 anos Avaliar os efeitos do baclofeno em comparação com o placebo na Dose inicial: 10 mg/dia em 2 doses 4 semanas com uma das intervenções e 4 - Avaliação da espasticidad e por Escala
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Autor (ano) Design e pacientes Objetivo Dose do baclofeno oral Tempo de seguimento Desfechos de interesse avaliados
(n=20) com paralisia cerebral além de diplegia, hemiplegia ou tetraplegia. incapacidade devido à espasticidade piramidal em crianças que sofrem de paralisia cerebral. Três incrementos ao longo de um período de nove dias considerando dose diária máxima de 60 mg (≥ 8 anos) ou de 30-40 mg (2 a 7 anos) semanas com a outra intervenção (sem tempo de washout ) de Ashworth - Segurança
Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam
Goyal (2016) 109 ECR open-label , incluindo pacientes pediátricos entre 2 e 18 anos (n=67) com paralisia cerebral espástica. Avaliar e comparar os resultados de diazepam e baclofeno orais em crianças com paralisia cerebral espástica em termos de extensão da redução da espasticidade e do perfil de efeitos adversos. < 8 anos : Dose inicial: 2,5 mg 3x/dia Incremento semanal: 5 mg a um máximo de 40 mg / dia > 8 anos Dose inicial: 5 mg 3x/dia Incremento semanal: 5 mg a um máximo de 60 mg / dia 3 meses - Avaliação da espasticidad e por Escala de Ashworth - Segurança

Análise e apresentação dos resultados

Os resultados detalhados dos estudos primários incluídos são apresentados de acordo com cada desfecho e comparador no Material Suplementar 2. Aqui, apresentamos uma síntese dos resultados dos estudos primários, considerando desfecho e comparador, para cada uma das populações estudadas (adultos e crianças).

ADULTOS

Foram sintetizados os resultados de 9 ECR e o sistema GRADE foi aplicado para avaliar a confiança das evidências para a comparação com placebo e diazepam. O desfecho qualidade de vida não foi avaliado em nenhum dos ECR. O resumo dos resultados foi realizado de maneira descritiva pela impossibilidade de realizar meta-análise devido à heterogeneidade das análises e da apresentação desses resultados nos estudos primários. Além disso, para todos os desfechos, nas duas comparações (com placebo e com diazepam), a certeza da evidência foi julgada como 'muito baixa' - exceto para dor associada à espasticidade na comparação de baclofeno com placebo, cuja certeza foi classificada como 'baixa' - devido ao alto risco de viés dos estudos, à

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heterogeneidade principalmente nos métodos de avaliação e tipos de análises dos resultados, ao tamanho amostral pequeno do conjunto de evidências.

Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth

Não foram todos os ECR identificados que aplicaram a escala de Ashworth ou mesmo outras escalas validadas para avaliação da espasticidade. Mesmo quando utilizada, os resultados dos ECR foram apresentados de maneira heterogênea, descrevendo o resultado para avaliação clínica geral da espasticidade ou focando apenas no tônus muscular. Cinco ECR aplicaram a escala de Ashworth na comparação com placebo (Brar (1991) 96 , Hudgson (1971) 99 e Orsnes (2000) 100 ) e dois na comparação com diazepam (From (2009) 103 e Cartlidge (1974) 104 ).

De forma geral, os estudos que compararam baclofeno oral com placebo sugerem tendência de efeitos mais positivos para a intervenção. Dois deles 96,100 , porém, indicaram não haver diferença significativa entre os grupos, enquanto Hudson (1971) 99 mostrou diferença entre os grupos de 0,90 ± 0,426 (p<0,05). Os que compararam este medicamento com diazepam, por outro lado, indicaram uma diferença pouco significante entre as tecnologias em termos de efeito: um indicando uma variação da soma da pontuação da escala antes e após 4 semanas depois dos tratamentos e outro pela diferença média da pontuação para dose baixa (comparando antes e depois dos tratamentos) e para dose alta (imediatamente após a dose baixa) 103,104 . No entanto, em ambos os casos, ou seja, considerando os estudos para os dois comparadores (placebo e diazepam), o número de pacientes é muito pequeno e os resultados são pouco expressivos, o que impede qualquer conclusão em ambas as comparações.

Dor associada à espasticidade

O desfecho dor foi avaliado de forma subjetiva pelos participantes em praticamente todos os estudos; e o relato dificulta a análise e conclusão. O ECR de Sachais (1977) 101 foi o que fez uma análise mais completa em relação à dor associada à espasticidade para pacientes com esclerose múltipla. Foram avaliadas as diferenças entre o período basal e a última visita após os participantes já terem sido submetidos a baclofeno oral ou a placebo. Reduções estatisticamente significativas dos valores basais na dor foram vistas em pacientes tratados com baclofeno oral, principalmente quando se considerou a avaliação neurológica da dor relacionada aos espasmos flexores (baclofeno: -1,10; placebo: -0,08; p < 0,001) e, também, a partir da impressão clínica geral do médico (baclofeno: -2,69; placebo: -2,26; p<0,025). Por outro lado, a autoavaliação dos pacientes sobre as dores nos braços e pernas não teve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (baclofeno: -0,08; placebo: 0,12; p = não especificado). Vale destacar que cada uma das avaliações foi feita por escalas graduadas distintas para classificação da dor, cujas diminuições do escore significam menores impressões de dor.

Capacidade funcional durante as atividades de vida diária

A capacidade funcional é relatada de diferentes formas pelos estudos. Hudgson (1971) 99 relatou as impressões dos pacientes durante o tratamento: dos 23, 13 que usaram baclofeno confirmaram melhora e, para o grupo controle, apenas cinco. Brar (1991) 96 , por outro lado, fez uso de escala de autoavaliação dos pacientes para atividades funcionais diárias, avaliando a proporção de melhora para os grupos baclofeno, baclofeno + alongamento, placebo e placebo + alongamento para deambulação de 100 jardas (10% vs 10% vs 17% vs 30%), subir escadas ou meio-fio (20% vs 23% vs 13% vs 7%) e atividades domésticas (17% vs 23% vs 20% vs 23%). Sachais (1977) 101 fez uma avaliação por impressão geral do paciente (de 0,16 para ambos os grupos) e do médico, que, neste caso, envolveu o efeito do baclofeno e placebo para andar (2,30 vs 2,28), vestir ou despir (2,11 vs 2,31), função da bexiga (2,02 vs 2,1), dormindo (2,22 vs 2,14), destreza geral (2,17 vs 2,19) e fala ou mentação (1,93 vs 2,04). Orsnes (2000) 100 fez a avaliação funcional, mas não apresentou resultados. Os quatro ECR comparam baclofeno oral a placebo e indicaram não haver diferença estatisticamente significativa entre as duas intervenções analisadas.

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Qualidade de vida

Não foram encontrados ECR durante realização desta síntese de evidências que avaliassem a qualidade de vida com o uso em adultos de baclofeno oral, então não é possível estabelecer qualquer influência da tecnologia sobre esse desfecho.

Segurança

Nenhum dos ECR identificados apresentaram dados estatísticos para a ocorrência de EAM, mas indicaram as quantidades de casos/eventos adversos ao medicamento e dos comparadores (placebo ou diazepam), sem realizar, inclusive, comparação entre os resultados encontrados. Detalhes presentes no Material Suplementar 2.

CRIANÇAS

Foram sintetizados os resultados de 5 ECR e o sistema GRADE também foi aplicado para avaliar a confiança das evidências para crianças. Para todos os desfechos, a certeza da evidência julgada foi como 'muito baixa', considerando os comparadores placebo e diazepam, exceto para o desfecho avaliação da espasticidade pela escala de Ashworth para a evidência relacionada ao comparador diazepam - que foi classificada como 'baixa'. Os desfechos qualidade de vida e dor associada à espasticidade não foram avaliados nos ECR incluídos. O resumo dos resultados também foi feito de maneira descritiva devido à heterogeneidade das análises e da apresentação desses resultados nos estudos primários.

Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth

Dos 5 ECR analisados, apenas um não utilizou a escala de Ashworth 108 . Os estudos apresentaram os resultados de maneiras diferentes, também considerando avaliação geral da espasticidade ou apenas para tônus muscular. Goyal (2016) 109 comparou baclofeno oral com diazepam e indicou não haver diferença entre os tratamentos. Lopez (1996) 105 , McKinlay (1980) 106 e Milla (1973) 107 compararam o baclofeno oral a placebo e seus resultados mostram pequena ou nenhuma diferença estatística entre os grupos, o que pode ser explicado tanto pelo pequeno número de pacientes em cada estudo quanto pela baixa magnitude de diferença do efeito. Os quatro ECR incluíram participantes com espasticidade secundária à paralisia cerebral.

Dor associada à espasticidade

Não foram encontrados ECR que avaliassem a dor associada à espasticidade com o uso em crianças de baclofeno oral.

Capacidade funcional durante as atividades de vida diária

Dos ECR, apenas três relataram sobre a capacidade funcional das crianças durante as atividades diárias. Todos compararam baclofeno oral a placebo. Lopez (1996) 105 avaliou a capacidade e autonomia por meio de escala aplicada aos responsáveis pelos pacientes. Os autores indicaram alterações favoráveis como maior facilidade nos alongamentos e nas trocas de roupas, mais mobilidade espontânea e um pequeno aumento da autonomia para se alimentar. McKinlay (1980) 106 relatou as percepções dos pais e professores também, que comentaram efeitos positivos de baclofeno nas atividades de vida diária, apesar dos autores indicarem não ter tido melhora por meio de exames clínicos, bem como no aprendizado em sala de aula ou na caligrafia.

Já Scheinberg (2006) 108 utilizou-se das escalas PEDI ( Pediatric Evaluation of Disability Inventory ) e GAS ( Goal Attainment Scaling ) para avaliação da capacidade funcional dos pacientes pediátricos. A primeira refere-se a uma ferramenta para determinar a capacidade de uma criança de realizar suas atividades de autocuidado em relação à sua idade de desenvolvimento (desempenho esperado) 111,112 , enquanto a segunda é uma técnica para avaliar o alcance da meta funcional de

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crianças que recebem terapias para determinadas condições 113,114 . Para GAS, baclofeno apresentou resultado favorável em relação ao placebo, os resultados não foram estatisticamente significativos para PEDI.

Qualidade de vida

Também não foram identificados ECR que avaliassem a qualidade de vida com o uso em crianças de baclofeno oral.

Segurança

Todos os ECR apresentaram apenas o número de casos/eventos adversos ao medicamento ou comparadores (placebo ou diazepam), sem realizar comparações entre os resultados. Detalhes podem ser encontrados no Material Suplementar 2, mas cabe destacar que quase todos os eventos foram classificados como leves; destaque para a sedação, que foi o mais frequente para os grupos baclofeno e diazepam: respectivamente, 5 e 11 casos relatados em From (2009) 103 ; e, para dose baixa, 6 e 5 [sedação sozinha] e 3 e 5 [sedação associada a outros efeitos], enquanto, para dose alta, 5 e 4 [sedação sozinho] e 1 e 6 [sedação associada a outros efeitos], casos apresentados por Cartlidge (1974) 104 .

Perfil de evidências:

As tabelas J, K, L e M apresentam os resultados da avaliação da certeza da evidência para adultos e crianças, comparando baclofeno oral a placebo e diazepam.

Página 120

Estudos

(participant es)

Risco de

viés

a

Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth

Dor associada à espasticidade

4 ECR

muito não grave

(n=245)

grave

a

não grave

grave c nenhum

⨁⨁◯◯

BAIXA

Todos os ECR relataram melhora da dor associada à

espasticidade, mas as análises foram subjetivas e heterogêneas.

Sawa

(1979) 102

apenas afirmou

a

melhora, enquanto

Duncan

(1976) 97

e

Feldman

(1978) 98

indicaram redução de espasmos dolorosos pelo uso de baclofeno em 72% dos pacientes e em 9 de

16 dos participantes, respectivamente, a partir das impressões

dos próprios

indivíduos.

Sachais

IMPORT

ANTE

Avaliação da certeza das evidências

Evidên

Inconsistênc ia

cia indiret

Imprecis

ão

Viés de publicaç

ão

Certeza geral de

evidência

Sumário de Resultados

Impacto

Importâ

ncia

Página 121

Avaliação da certeza das evidências

Sumário de Resultados

Estudos (participant es) Risco de viés Inconsistênc ia Evidên cia indiret a Imprecis ão Viés de publicaç ão Certeza geral de evidência Impacto Importâ ncia
(1977) 101 indicou valores para da diferença entre as aferições iniciais e da última visita considerando diferentes análises (sendo a diferença entre os grupos das duas primeiras estatisticamente significativa) - baclofeno vs placebo: Avaliação neurológica da dor relacionada aos espasmos flexores : -1,10 vs -0,08 (p<0,001) Impressão clínica geral do médico: -2,69 vs -2,26 (p<0,025) Autoavaliação dos pacientes sobre as dores nos braços e pernas: -0,08 vs -0,12 (p=não especificado)

Capacidade funcional durante as atividades de vida diária

4 ECR

muito não grave

não grave c

(n=241)

grave

a

Eventos adversos

6 ECR

muito

(n=291)

grave

a

grave não

grave nenhum

nenhum

⨁◯◯◯

MUITO

BAIXA

⨁◯◯◯

MUITO

BAIXA

Nenhum dos ECR 96,99-101 identificou diferença entre os tratamentos utilizados estatisticamente significativa.

Todos os ECR 96-102 comparando baclofeno e placebo relataram

um número

de eventos

adversos relativamente maior para o grupo em uso de baclofeno

IMPORT

ANTE

IMPORT

ANTE

grave

b

grave c

Página 122
Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Sumário de Resultados Sumário de Resultados Sumário de Resultados Sumário de Resultados Sumário de Resultados
Estudos (participant es) Risco de viés Inconsistênc ia Evidên cia indiret a Imprecis ão Viés de publicaç ão Certeza geral de evidência Impacto Importâ ncia
oral. Os principais relacionados à sedação eventos adversos foram

a. Maioria dos estudos tiveram problemas com a randomização, sigilo de alocação e o cegamento pela falta de informações disponíveis ou completas, além de não apresentarem os protocolos de pesquisa; b. Heterogeneidade nas estimativas de efeito entre os resultados dos estudos; c. Tamanho amostral pequeno; d. Há estudos que avaliaram capacidade funcional, não indicando necessariamente a relação com atividades da vida diária; e. Os estudos apenas relatam o número de casos para alguns eventos adversos, sem realizar comparação entre os resultados encontrados.

Página 123

Tabela K Avaliação da qualidade da evidência para estudos clínicos comparando baclofeno oral e diazepam em adultos, a partir da ferramenta GRADE

Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Avaliação da certeza das evidências Sumário de Resultados Sumário de Resultados
Estudos (participante s) Risco de viés Inconsistênci a Evidênci a indireta Imprecisã o Viés de publicaçã o Certeza geral de evidência Impacto Importânc ia
Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth
2 ECR (n=57) muito grave a não grave não grave grave b nenhum ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA From (2009) 103 mostrou variação de 76 para 55 para o grupo de baclofeno na soma das pontuações da escala, enquanto, para o grupo de diazepam, mudou de 80 para 57. Cartlidge (1974) 104 indicou, para dose baixa, uma diferença na pontuação da escala de 0,49 (0,163), com p<0,01, para o grupo de baclofeno e de 0,71 (0,159), com p<0,001, para o de diazepam. Para dose alta, os valores para os grupos foram, respectivamente, 1,31 (0,227) e 1,13 (0,202); ambos com p<0,001. Ambos os estudos, por fim, identificaram que a diferença entre os tratamentos utilizados não foi estatisticamente significativa. CRÍTICO

Eventos adversos

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a. Maioria dos estudos tiveram problemas com a randomização, sigilo de alocação e o cegamento pela falta de informações disponíveis ou completas, além de não apresentarem os protocolos de pesquisa; b. Tamanho amostral pequeno; c. Os estudos apenas relataram o número de casos para alguns eventos adversos, sem realizar comparação entre os resultados encontrados.

Tabela L Avaliação da qualidade da evidência para estudos clínicos comparando baclofeno oral e placebo em crianças, a partir da ferramenta GRADE

Avaliação da certeza das evidências

Sumário de Resultados

Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth

Capacidade funcional durante as atividades de vida diária

Página 125

Segurança (ocorrência de eventos adversos ao medicamento)

4 ECR muito Não grave b grave d grave c nenhum ⨁◯◯◯ Todos os ECR comparando baclofeno e placebo 105-108 IMPORT
(n=75) grave a MUITO relataram um número de eventos adversos ANTE
BAIXA relativamente maior para o grupo em uso de
baclofeno oral.

PEDI: Pediatric Evaluation of Disability Inventory ; GAS: Goal Attainment Scaling .

a. Maioria dos estudos a problemas com a randomização, sigilo de alocação e o cegamento pela falta de informações disponíveis ou completas, além de não apresentarem os protocolos de pesquisa; b. Heterogeneidade efeito nas estimativas de efeito entre os resultados dos estudos; c. Tamanho amostral pequeno; d. Os estudos apenas relataram o número de casos para alguns eventos adversos, sem realizar comparação entre os resultados encontrados.

Página 126

Tabela M Avaliação da qualidade da evidência para estudos clínicos comparando baclofeno oral e diazepam em crianças, a partir da ferramenta GRADE

Avaliação da certeza das evidências

Estudos

(participant

Evidênci

Inconsistênci

a

Risco de viés

es)

indireta

Viés de publicaçã

o

Certeza geral de

evidência

Avaliação da espasticidade por escala de Ashworth

Segurança (ocorrência de eventos adversos ao medicamento)

1 ECR grave a não grave não grave b nenhum ⨁◯◯◯ Goyal (2016) 109 apresentou número de eventos IMPORTA
(n=67) grave MUITO adversos de baclofeno oral parecido ao de NTE
BAIXA diazepam, sem diferença significativa. Para

Imprecisã

o

a

Sumário de Resultados

Impacto

Importân cia

Página 127

a. O estudo teve risco de viés avaliado como 'Alto'; b. Tamanho amostral pequeno; c Os estudos apenas relataram o número de casos para alguns eventos adversos, sem realizar comparação entre os resultados encontrados.

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CONSIDERAÇÕES

Para esta síntese, foram incluídos 14 ECR 96-109 sobre uso de baclofeno para o tratamento de espasticidade secundária a alguma doença de base. Aqueles referentes à população adulta incluíram, na maioria, participantes com esclerose múltipla, enquanto os relacionados à pediátrica trabalharam com pacientes com paralisia cerebral. Em relação à eficácia do baclofeno, os estudos que avaliaram a melhora clínica da espasticidade por meio da escala de Ashworth (tanto para crianças, quanto para adultos) indicaram que a intervenção não apresentou diferença entre os efeitos dos comparadores (placebo e diazepam) significativa. Sobre segurança, todos os ECR (independentemente da população ou comparador) trouxeram apenas o número dos eventos adversos ocorridos. Foi possível constatar mais casos no grupo baclofeno em relação ao placebo, mas, quando comparado a diazepam, essa diferença quase não existiu. Por outro lado, qualidade de vida não foi avaliada em nenhum dos ECR incluídos nesta síntese.

Os demais desfechos (dor associada à espasticidade e capacidade funcional durante as atividades de vida diária) não foram relatados nos estudos comparando baclofeno com diazepam (para adultos e crianças). Os ECR que compararam o medicamento ao placebo indicaram: para a população adulta, o baclofeno foi eficaz para a dor associada à espasticidade, apesar das análises terem sido subjetivas e heterogêneas, e não teve diferença significativa para os efeitos sobre a capacidade funcional durante as atividades de vida diária. Por outro lado, para as crianças, a eficácia do baclofeno para a capacidade funcional no cotidiano foi inconclusiva, porque algumas análises indicaram benefício e outras não - dentro dos mesmos estudos, inclusive -, e não foi avaliada a dor associada à espasticidade para esses pacientes.

Para todos os desfechos, a certeza do conjunto de evidências foi classificada como 'muito baixa', exceto para a avaliação da espasticidade pela escala de Ashworh na população pediátrica comparando baclofeno a diazepam, cuja certeza foi considerada 'baixa'. Portanto, há necessidade de estudos primários mais robustos e melhor conduzidos para ambas as populações incluídas nesta síntese. Não é possível oferecer um resultado conclusivo sobre a eficácia e a segurança do baclofeno para a população adulta e pediátrica com espasticidade, por conta da baixa qualidade metodológica das evidências e da heterogeneidade das avaliações (diferentes escalas clínicas, análises subjetivas, exames clínicos) e dos dados para os desfechos analisados para pergunta de pesquisa englobada por este documento.

É importante destacar que entre as publicações para as quais não foi encontrado o texto completo, estão dois estudos clínicos que compararam baclofeno a placebo em crianças e adultos (um ECR por população) incluídos em revisões anteriores, mas nenhum deles mudaria o resultado das análises conduzidas para elaboração desse documento. Além disso, não foram identificados estudos observacionais que comparassem o baclofeno a placebo ou diazepam e justificassem a inclusão desse tipo de estudo na análise.

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MATERIAL SUPLEMENTAR 1. Avaliação do risco de viés para os estudos clínicos incluídos.

Avaliação do risco de viés para os estudos clínicos que compararam toxina botulínica do tipo A (TBA) com placebo em adultos.

Desfecho

Estudo

Viés proveniente do

Viés devido a

Viés devido a

Viés na aferição do processo de

randomização desvios da

intervenção pretendida

Alteração média da EAM

MEMBRO Rosales, 2012 17 Baixo Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações
Masakado, 2020 12 Algumas preocupações b Baixo Alto c Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Rosales, 2018; 15 Baixo Algumas preocupações a Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Childers, 2004 24 Baixo Baixo Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
S SUPERIOR Simpson, 1996 18 Alto e Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações d Alto
ES Simpson, 2009 19 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações f Alto
Lam, 2012 9 Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações g Algumas preocupações d Algumas preocupações
Marco, 2007 11 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Kaji, 2010 6 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Jahangir, 2007 29 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto

dados faltantes sobre o desfecho

desfecho

Viés na seleção do resultado a ser

relatado

Risco de viés geral

Página 139
Suputtitada, 2005 20 Algumas preocupações b Algumas preocupações h Baixo Baixo Algumas preocupações d Alto
Elovic, 2016; Elovic, 2014 26,27 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Gracies, 2015 28 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Marciniak, 2012 10 Algumas preocupações b Baixo Algumas preocupações i Baixo Algumas preocupações f Alto
Kong, 2004 8 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Brashear, 2002 23 Algumas preocupações b Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações d Alto
Bhakta, 2000 16 Algumas preocupações b Algumas preocupações Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Verplancke, 2005 34 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Algumas preocupações c Baixo Algumas preocupações d Alto
Kaji, 2010 48 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Kerzoncuf, 2020 41 Algumas preocupações b Baixo Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações f Alto
Wein, 2018 35 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Napoli, 2018; Gracies, 2017 32,37 Algumas preocupações b Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Hyman, 2000 39 Alto k Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Página 140

MEMBRO

S

SUPERIOR

ES +

INFERIOR

ES

proporção ≥ 1 ponto

MEMBRO S SUPERIOR ES Bakheita, 2001 4 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES Yelnik, 2007 22 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Elovic, 2016; Elovic, 2014 26,27 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
MEMBRO S SUPERIOR ES Kanovský, 2009 84 Baixo Alto n Baixo Algumas preocupações n Algumas preocupações f Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Gracies, 2015 28 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
MEMBRO S SUPERIOR ES O´Dell, 2015 14 Alto k Alto l Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Bakheita, 2000 5 Alto k Alto l Baixo Baixo Algumas preocupações d Alto

Fietzek, 2014

36

Masakado,

2020 43

Richardson,

2000 45

Algumas preocupações b

Alto k

Algumas preocupações b

Baixo

Alto l

Baixo

Baixo

Alto m

Baixo

Baixo

Algumas preocupações l

Baixo

Algumas preocupações d

Baixo

Algumas preocupações d

Algumas preocupações

Alto

Algumas preocupações

Página 141
Suputtitada, 2005 20 Algumas preocupações b Algumas preocupações h Baixo Baixo Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S INFERIOR Pittock, 2003 33 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
ES Wein, 2018 35 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Dor
MEMBRO S SUPERIOR ES Rosales, 2012 17 Baixo Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES Childers, 2004 24 Baixo Baixo Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES Lam, 2012 9 Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES Marco, 2007 11 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES De Boer, 2008 25 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Suputtitada, 2005 20 Algumas preocupações b Algumas preocupações h Baixo Baixo Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Yelnik, 2007 22 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Marciniak, 2012 10 Algumas preocupações b Baixo Algumas preocupações i Baixo Algumas preocupações f Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES Kong, 2004 8 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S SUPERIOR ES McCrory, 2009 13 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Página 142
MEMBRO S INFERIOR ES Diniz, 2021 30 Baixo Baixo Algumas preocupações c Baixo Algumas preocupações f Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Dunne, 2012 31 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Pittock, 2003 33 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S INFERIOR ES Gusev, 2008 38 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Wein, 2018 35 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
MEMBRO S INFERIOR ES Hyman, 2000 39 Alto k Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES + INFERIOR ES Wissel, 2016 46 Baixo Baixo Baixo Baixo Alto o Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES + INFERIOR ES Jacobson, 2021 44 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo

Eventos adversos

Simpson, 2009

19

Rosales, 2012

17

Rosales, 2018

15

Childers, 2004

24

Algumas preocupações b

Baixo

Baixo

Baixo

Algumas preocupações a

Algumas preocupações a

Algumas preocupações a

Baixo

Algumas preocupações a

Algumas preocupações a

Algumas preocupações g

Baixo

Algumas preocupações f

Algumas preocupações f

Algumas preocupações f

Algumas preocupações d

MEMBRO

S

SUPERIOR

ES

Baixo

Baixo

Baixo

Algumas preocupações c

Alto

Alto

Alto

Algumas preocupações

Página 143
Kaji, 2010 (NCT0046056 4) 6 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Bakheita, 2001 4 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Yelnik, 2007 22 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Elovic, 2016 26,27 Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações p Algumas preocupações q Algumas preocupações
Kanovský, 2009 84 Baixo Alto n Baixo Algumas preocupações n Algumas preocupações f Alto
Gracies, 2015 28 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Bakheita, 2000 5 Alto k Alto l Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Kong, 2004 8 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Bhakta, 2000 16 Algumas preocupações b Algumas preocupações Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
McCrory, 2009 13 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Diniz, 2021 30 Baixo Baixo Algumas preocupações c Baixo Algumas preocupações f Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Dunne, 2012 31 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
MEMBRO S INFERIOR ES Kaji, 2010 48 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Página 144
Maanum, 2011 42 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Pittock, 2003 33 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Gusev, 2008 38 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Wein, 2018 35 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Napoli, 2018 32,37 Algumas preocupações b Algumas preocupações j Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Hyman, 2000 39 Alto k Algumas preocupações f Baixo Algumas preocupações f Algumas preocupações d Alto
Masakado, 2020 43 Alto k Alto l Alto m Algumas preocupações l Baixo Alto
MEMBRO S SUPERIOR ES + INFERIOR ES Jacobson, 2021 44 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo

Qualidade de vida - SF36

MEMBRO S Childers, 2004 24 Baixo Baixo Algumas preocupações c Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações
SUPERIOR ES Gracies, 2015 28 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
MEMBRO S Maanum, 2011 42 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Página 145
INFERIOR ES Napoli, 2018; Gracies, 2017 32,37 Algumas preocupações b Algumas preocupações j Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D Qualidade de vida - EQ-5D
MEMBRO S Jahangir, 2007 29 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
SUPERIOR ES Gracies, 2015 28 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
MEMBRO S INFERIOR Napoli, 2018 32,37 Algumas preocupações b Algumas preocupações j Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS Qualidade de vida - EQ-VAS
MEMBRO S SUPERIOR ES Jahangir, 2007 29 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS) Qualidade de vida - Stroke Impact Scale (SIS)
MEMBRO S SUPERIOR ES Wolf, 2012 21 Algumas preocupações b Algumas preocupações a Baixo Algumas preocupações a Algumas preocupações d Alto
Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL Qualidade de vida - AQoL
MEMBRO S SUPERIOR McCrory, 2009 13 Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações d Algumas preocupações
Página 146

a. Sem informações detalhadas a respeito do cegamento de alguma parte envolvida; b. Sem detalhes sobre o processo de randomização ou sigilo de alocação; c. número significativo de perdas ou sem informações de motivo e a que grupo pertencia; d. protocolo não identificado; e. Sem detalhes sobre o processo de randomização ou sigilo de alocação e não apresenta informações de maneira satisfatória sobre as características basais; f. Ausência ou informação divergente do protocolo; g. Em alguns casos o cegamento poderia ser quebrado; h. Um recrutamento interrompido; i. Algumas perdas e número pequeno da amostra; j. Dados utilizados na análise; k. Ausência de informações sobre a randomização e o sigilo de alocação; l. Ausência de informações sobre cegamento; m. sem informações sobre todos os participantes do estudo; n. informações confusas e divergentes sobre o cegamento; o. Não consta o desfecho no protocolo e os que foram apresentados nas publicações não são exatamente iguais ao registrados; p. Forma de mensuração do desfecho; q. Emenda do protocolo e forma de análise diferente.

Página 147

Avaliação do risco de viés para os estudos clínicos que compararam toxina botulínica do tipo A (TBA) com placebo em crianças

Estudo Desfecho Viés proveniente do processo de randomização (Domínio 1) Viés devido a desvios da intervenção pretendida (Domínio 2) Viés devido a dados faltantes sobre o desfecho (Domínio 3) Viés na aferição do desfecho ( Domínio 4 ) Viés na seleção do resultado a ser relatado ( Domínio 5 ) Risco de viés geral
Baker 2002  Mudança no componente dinâmico do encurtamento do gastrocnêmio - Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações
 Amplitude passivo  Gross Measure Justificativa para classificação do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo do movimento do tornozelo Motor Function (GMFM) subjetiva da cuidador e o benefício Domínio 1: O contratante independente responsável pela preparação do medicamento utilizado no estudo também produziu o esquema de randomização. Como as preparações medicamentosas eram indistinguíveis, o esquema de randomização foi ocultado de todos, exceto do contratante. A geração da sequência de alocação e inscrição de participantes foram, portanto, completamente independente. Domínio 2 : Participantes, familiares, equipe clínica e os responsáveis pelos avaliadores foram cegados Domínio 3: Apenas duas perdas em 126 pacientes, sendo uma anterior a intervenção. Domínio 4: Desfechos avaliados de forma igual, métodos apropriados e amplamente utilizados nesse tipo de estudo Domínio 5: O estudo alega ter um protocolo escrito previamente, porém não há registro. Risco de viés igual para todos os desfechos do estudo
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Bertan 2020  Modified Ashworth Scale, Algumas preocupações Alto Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações Alto
 Pediatric  Amplitude movimento Justificativa para classificação Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Tardieu Scale Functional Independence Measure do avaliada por Domínio 1: Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com uma tabela de números aleatórios; não descreve sigilo de alocação; características basais bem equilibradas Domínio 2 : Simples-cego (avaliadores cegados, pacientes e cuidadores não cegados), descreve que a adesão ao programa de exercícios foi monitorada, mas não relata os achados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O estudo não faz qualquer comentário sobre perdas ou como lidar com elas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados.
Página 148
Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica) Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica) Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica) Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica) Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica) Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo. Não avaliamos o desfecho primário (análise elastográfica)
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Bjornson 2007  Comprimento elástico e total da passada (sistema de medição de espasticidade)  GMFM-66 e GMFM- 88"  Escala de Ashworth  Amplitude do movimento passivo do tornozelo  Canadian Occupational Performance Measure Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações
Bjornson 2007  Comprimento elástico e total da passada (sistema de medição de espasticidade)  GMFM-66 e GMFM- 88"  Escala de Ashworth  Amplitude do movimento passivo do tornozelo  Canadian Occupational Performance Measure Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado Domínio 1: Embora não deixei claro como a sequência de randomização foi gerada, ela foi feita por um farmacêutico e um estatístico, sendo a sequência entregue em envelopes lacradas. Há quase o dobro de pacientes GMFCS nível I no grupo intervenção do que no controle (47 I vs 25 C) e mais que o dobro de participantes nível III no grupo controle (25 C vs 12 I) do que no grupo intervenção. Além disso, no grupo intervenção 70.6 %do sexo masculino, em contraste com 37.5% no grupo controle. Contudo, a única diferença estatisticamente significativa foi na frequência cardíaca de caminhada (média). Domínio 2 : os investigadores, coordenadores do estudo, fisioterapeutas, participantes e avaliadores de resultados estavam cegos para a intervenção. Embora não cite uma análise por intenção de tratar (ITT), não há perdas ou trocas nos grupos. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: Escalas e ferramentas aplicadas de maneira igual. Os desfechos foram considerados relevantes. Domínio 5: Não há registro de protocolo. Risco de viés considerado o mesmo para os desfechos relatados ao lado
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Chatuverdi 2013  GMFM Algumas preocupações Alto Baixo Alto Algumas preocupações Alto
Justificativa para classificação  GMFM Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento. Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento. Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento. Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento. Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento. Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado sem dar detalhes sobre o método ou sigilo de alocação. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: A GMFM é utilizada com o objetivo de avaliar as mudanças na função motora grossa sob o aspecto quantitativo, não levando em consideração a qualidade do desempenho. Contudo, conserva certo grau de subjetividade que pode ser influenciada pela ausência de cegamento.
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Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo Comentário: risco de viés igual para todos os desfechos do estudo
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Copeland 2014  Canadian Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Justificativa para classificação Occupational and Performance Measure (COPM)  Caregiver Priorities and Child Health Index of Life with Disabilities  Care and Comfort Hypertonicity Questionnaire  Cerebral Palsy Quality of Life Questionnaire for Children  Evento adverso Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120 Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120 Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120 Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120 Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120 Domínio 1: Geração de sequência não descrita claramente, mas os autores do estudo relatam em seu protocolo que "a randomização seria realizada usando alocação oculta', provavelmente a sequência foi gerada por computador. Características basais dos participantes bem equilibradas. Domínio 2 : 'duplo cego'. Pelo registro informa que participantes, cuidadores, profissionais e pesquisadores foram cegados. O médico que realizou o procedimento e, portanto, ciente das intervenções não participou das avaliações. O estudo se propôs a realizar ITT Domínio 3: Não houve perda de seguimento Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores, cuidadores estavam cegos Domínio 5: Há protocolo publicação previamente e o estudo e o estudo está de acordo. Doi: 10.1186/1471-2431-12-120
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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Çaglar 2019  Modified Ashworth Scale (MAS)  Modified Tardieu Scale (MTS)  Selective motor control (SMC)  Goal Attainement Scale (GAS) Algumas preocupações Algumas preocupações Alto Alto Algumas preocupações Alto
Justificativa para classificação  Modified Ashworth Scale (MAS)  Modified Tardieu Scale (MTS)  Selective motor control (SMC)  Goal Attainement Scale (GAS) Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: Detalhes sobre a randomização não informados, apenas relatado que foi realizada em bloco. Discrepâncias entre as características basais não foram identificadas Domínio 2 : Participantes estavam cientes da intervenção; fisioterapeutas que aplicaram os protocolos foram cegados; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: Os dados não foram apresentados para todos os grupos musculares. Não ficou claro a quais músculos os dados das escalas de MAS e Tardieu se referem. O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: GMFCS foi usado como medida de resultado, ao invés de ser usado pra descrever as características basais dos participantes. Ausência de cegamento por parte dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Delgado 2016a; Delgado(b)  MAS  Goal attainment scaling Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Tilton 2017 Delgado (c) Dursun 2019  Observational Gait Scale (OGS) Baixo Baixo Baixo Baixo Alto Alto
Justificativa para classificação  Observational Gait Scale (OGS) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%) Domínio 1: Não descrito claramente, mas a randomização foi feita pelo patrocinador. Presumivelmente alocação central. Características basais dos participantes não indicam problema na randomização. Domínio 2 : Participantes, cuidadores, pesquisadores e demais avaliador foram cegados Domínio 3: Duzentos e quarenta e um pacientes foram randomizados e 226 completaram o estudo; a intenção de tratar a população incluiu 235 pacientes (98%)
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Domínio 4:

Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais comumente empregados, os investigadores e cuidadores foram cegados.

Domínio 5: Há registro do estudo e aparentemente está de acordo nos relatos de Delgado 2016 e Tilton 2017. Já em Dursun, os autores alegam que a análise da OGS foi pré-especificada, mas, apesar de os dados terem sido coletados durante o estudo, não foram descritos como desfecho no protocolo e parte dos achados trata-se de uma análise post-hoc. Adicionalmente, os autores especificaram o item 2 da OGS (contato inicial do pé) como o item clinicamente mais relevante para crianças ambulatoriais com deformidade dinâmica do pé equino, de acordo com critérios próprios.

Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado

(a, b e c) Os estudos de Tilton 2017 e Dursun 2019 são análises secundárias de dados do estudo de Delgado (NCT01249417). O estudo de Dursun incluiu dados de uma fase open-label do estudo original (NCT01251380), os dados de tal fase não foram considerados na presente análise.

Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
El-Etribi 2004 • Escala de Ashworth modificada Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto Algumas preocupações Alto
• Physician Rating modificada • Amplitude do movimento do tornozelo para Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Scale Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado, não aborda sigilo de alocação. Não fornece detalhes (características basais) dos participantes, apenas idade e sexo. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não relata ITT, mas não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento.
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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Ibrahim 2007 Composto: Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto Algumas preocupações Alto • Índice de Espasticidade
quadril e tornozelo (escala original de 0 a com nota +1 foi ajustado para dar uma pontuação de 0 a 5) * As pontuações foram somadas, dando índice de 0 a 10 Justificativa para classificação Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado Ashworth para o 4 um parâmetros Domínio 1: Descreve apenas que foi randomizado por meio de números retirados de em um chapéu, não aborda sigilo de alocação. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Não há descrição de cegamento dos pesquisadores ou participantes, não houve perda de seguimento ou desvio das atribuições dos participantes. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo, contudo, as análises realizadas conservam um grau de subjetividade que pode ser sido influenciado pela ausência de cegamento. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Karnovsky 2004  Índice de Espasticidade Composto: Baixo Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações
modificada o quadril e (escala original com nota +1 ajustado para Justificativa para classificação obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema. obtida para tornozelo de 0 a 4 foi dar uma Domínio 1: Sequência gerada por computador e alocação central. Domínio 2 : Participantes e avaliadores cegados. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: As escalas utilizadas estão de acordo com o considerado relevante nesse tipo de estudo e foram feitas igualmente para todos os participantes. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho escolhidas são relevantes para o tema.
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  •  As pontuações foram somadas, dando um índice de 0 a 10
  •  Principais parâmetros de marcha
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Kim 2018  Alteração média em relação ao basal na escala de Ashworth modificada-Bohannon (MAS-B)  Impressão Clínica Global (CGI)  Goal Attainment Score (GAS) (semana 8 e 12) Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Justificativa para classificação  Escala de Tardieu modificada (MTS) Domínio 1: Um esquema de randomização centralizada foi realizado pelo patrocinador. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os pacientes e todo o pessoal do local, com exceção do reconstituidor independente de medicamentos (RIM), foram cegados. O RIM não esteve envolvido em nenhum procedimento do estudo além da preparação e controle logístico do medicamento. Duas populações serão utilizadas na análise estatística: população de segurança (referente ao tratamento recebido) e população de intenção de tratar modificada (mITT). Domínio 3: Oito pacientes (2,1%) suspenderam o acompanhamento e os números foram equilibrados entre os grupos. Domínio 4: métodos de mensuração adequados, participantes e pesquisadores cegados Domínio 5: Os desfechos estão relatados de acordo com o registro NCT01603628. Cabe ressaltar que apenas resumos foram publicados, mas os resultados e protocolo estão disponíveis clinicaltrials.gov Domínio 1: Um esquema de randomização centralizada foi realizado pelo patrocinador. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os pacientes e todo o pessoal do local, com exceção do reconstituidor independente de medicamentos (RIM), foram cegados. O RIM não esteve envolvido em nenhum procedimento do estudo além da preparação e controle logístico do medicamento. Duas populações serão utilizadas na análise estatística: população de segurança (referente ao tratamento recebido) e população de intenção de tratar modificada (mITT). Domínio 3: Oito pacientes (2,1%) suspenderam o acompanhamento e os números foram equilibrados entre os grupos. Domínio 4: métodos de mensuração adequados, participantes e pesquisadores cegados Domínio 5: Os desfechos estão relatados de acordo com o registro NCT01603628. Cabe ressaltar que apenas resumos foram publicados,
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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Koman 1994  Escala de Avaliação Médica Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
 Dinamometria computadorizada isocinética Biodex  Avaliações fisioterapêuticas  Avaliação dos pais/responsáveis Justificativa classificação adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização e ocultação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Estudo duplo-cego, mas não detalha quem foi cegado. Não relata análise por intenção de tratar. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não ficou se os avaliadores dos resultados estavam cegos pois o texto não informa detalhes. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Risco de viés considerado para os desfechos relatados ao lado
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Koman 2000 Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
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Justificativa para classificação

  •  Escala de avaliação médica (PRS)
  •  Amplitude de movimento passiva do tornozelo
  •  Amplitude de movimento ativa do tornozelo
  •  Medidas eletrofisiológicas
  •  Eventos adversos
  •  Anticorpos do soro sanguíneo

Risco de viés considerado para os todos desfechos relatados ao lado

Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Love 2001  Amplitude de Alto Baixo Baixo Baixo Baixo Alto
Justificativa para classificação movimento  Modified Tardieu Scale (MTS)  Modified Ashworth Scale (MAS)  Gross Motor Function Measure (GMFM)  Escala visual analógica (satisfação) Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Geração de alocação não descrita. Sem ocultação de alocação. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Sem cegamento dos participantes e equipe devido a natureza do estudo. Não ficou claro se foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: Grupo BoNT-A (3 suspensos) e grupo placebo (3 suspensos). Razões não declaradas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Não informado sobre o cegamento dos avaliadores dos desfechos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados.

Domínio 1: Não detalha a randomização, apenas diz que foi aleatório. Estudo multicêntrico, provável alocação central. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização.

Os participantes e a equipe estavam cegos. Não ficou claro se foi usado análise por intenção de tratar, mas provavelmente

Domínio 2: sim.

Domínio 3: 3 crianças do grupo BoNT-A e do grupo placebo perderam o acompanhamento por razões não declaradas. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo/população e os avaliadores dos resultados estavam cegos.

Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados.

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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Mall 2006  Modified Ashworth Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Justificativa para classificação Scale (MAS)  Amplitude de movimento  Gross Motor Function Measure (GMFM)  Goal Attainment Scale (GAS)  Eventos adversos Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi simples. O texto informa que a lista de randomização foi mantida em sigilo. As características dos participantes não sugerem problemas com a randomização. Domínio 2 : Os participantes e a equipe estavam cegos. Foi usada análise por intenção de tratar. Domínio 3: 4 crianças perdidas durante o acompanhamento. Domínio 4: Foram empregadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Parece que os resultados relevantes foram abordados.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Moore 2008  Gross Motor Function Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo Baixo
Justificativa para classificação Measure (GMFM)  Eventos adversos  Pediatric Evaluation of Disability Inventory (PEDI)  Mudança de peso ao longo de 2 anos Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Randomização realizada em blocos, gerada a partir de sorteio em computador. A alocação não foi revelada até a finalização da coleta de dados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos. Realizada analise por intenção de tratar Domínio 3: 6 crianças perdidas para acompanhamento e 19 crianças "retiraram-se do tratamento durante o estudo porque não perceberam nenhum benefício das injeções. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Navarrete 2010  Gross Motor Function Measure 88  Wee Functional Independence Measure Baixo Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
Justificativa para classificação  Gross Motor Function Measure 88  Wee Functional Independence Measure Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas. Domínio 1: Descreve apenas que a randomização foi realizada em blocos, considerando o GMFCS, idade e sexo. Porém, não detalha a geração da sequencia. Ocultação da alocação feita por meio de envelopes opacos e lacrados. As características basais dos participantes estão bem equilibradas.
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Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: Não houve perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio S Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Reddihough 2002  Modified Ashworth Scale (MAS) Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações Baixo Alto Baixo Alto
Justificativa para classificação  Gross Motor Function Measure (GMFM)  Amplitude de movimento  Eventos adversos  Percepção do cuidador sobre o tratamento  Vulpe Assessment Battery(VAB) Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a alocação. Provavelmente não houve cegamento devido a natureza da intervenção. Domínio S : Número de participantes equilibrados; tempo adequado de washout, intervalo entre o primeiro e segundo período (crossover) de seis meses Domínio 2 : Não houve cegamento para os participantes e equipe, não relata ITT. Domínio 3: 12 crianças perderam o acompanhamento (7 necessitaram de cirurgia durante o período do estudo e foram retiradas, e 5 deixaram o estudo devido à incapacidade de continuar com o protocolo de avaliação) Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, os avaliadores dos resultados não estavam cegos. Domínio 5: Não há registro de estudo, as medidas de desfecho são relevantes para o tema.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Scholtes 2006 (a) Scholtes 2007  Gross Motor Function Measure 66  Teste de Intervalo de Alto Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Alto
Justificativa para classificação Análise de Marcha Visual de Edimburgo (GAIT) Amplitude de movimento Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança. Domínio 1: Randomização em bloco gerada por computador feita por um estatístico independente. Não houve cegamento devido a natureza das intervenções Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de uma criança.
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Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados. Porém, apenas o avaliador da analise de marcha por

Domínio 4: vídeo estava cego, os demais não estavam cegos.

Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados.

Risco de viés considerado para os todos desfechos relatados ao lado

Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Steenbeek 2005  Modified Ashworth Scale (MAS)  Goal Attainment Scaling (GAS) - realizado com e sem Alto Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Alto
cegamento Justificativa para classificação Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não informa detalhes sobre a randomização, apenas que foi de forma aleatória. Não houve ocultação da sequencia de alocação. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Não houve cegamento entre os grupos. Não informado sobre análise por ITT. Domínio 3: Não houve perda de seguimento. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores dos resultados estavam cegos. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Sutherland 1999  Análise de marcha tridimensional Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
 Dorsiflexão dinâmica do tornozelo  Parâmetros de tempo - distância  Eletromiografia dinâmica  Dorsiflexão passiva do tornozelo Justificativa classificação Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados. Domínio 1: Não descreve detalhes da randomização. Apenas informa "o procedimento de randomização foi realizado pela Allergan". Houve sigilo de alocação pela indústria patrocinadora. Domínio 2 : Participantes e equipe estavam cegos; não descreve análise por ITT. Domínio 3: Perda de seguimento de 1 criança do grupo placebo. O resultado da força dos flexores plantares não estava disponível para todas as crianças, porém, esse não é um desfecho de interesse para revisão. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. Resultados relevantes foram relatados.
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  •  Força do músculo flexor plantar (não disponível para todas as crianças)

Risco de viés considerado para os todos desfechos relatados ao lado

Eventos adversos

Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
 Modified Ashworth Scale (MAS)  Amplitude do movimento  Gross Motor Function Measure 66  Pediatric Evaluation of Disability Inventory  Gillette Gait Index  Eventos adversos Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto Baixo Alto
Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção. Domínio 1: Randomização incluiu 20 envelopes lacrados, divididos em blocos de 4, produzidos por um estatístico. A alocação ficou oculta, somente a enfermeira ajudante teve acesso as informações de alocação dos pacientes. Não ficou claro o processo de dispensação da toxina, se foi feito de forma oculta. Aparentemente um pequeno desequilíbrio entre os grupos toxina (n=6) e controle (n=9). O diagnostico bilateral foi mais predominante do que o unilateral na população estudada. Domínio 2 : Participantes estavam cientes sobre a intervenção. O texto relata que o médico condutor do estudo estava cego sobre a randomização. Não há informações sobre os cuidadores e as pessoas que realizaram a intervenção. Não descreve se utilizou análise por ITT. Domínio 3: Houve perda de seguimento de uma criança, mas ela saiu do estudo antes de receber a primeira injeção de toxina. Domínio 4: Não ficou claro, cita que foram realizadas 3 avaliações. Nas duas primeiras não houve cegamento, na última informa que os avaliadores da análise de marcha 3D não tinham conhecimento da intervenção.
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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Ubhu 2000  Análise de marcha em vídeo (VGA)  Gross Motor Function Measure (GMFM) Baixo Algumas preocupações Baixo Baixo Baixo Algumas preocupações
 Dorsiflexão passiva do tornozelo  Custo de energia Justificativa para classificação  Análise de marcha em vídeo (VGA)  Gross Motor Function Measure (GMFM) Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado. Domínio 1: O departamento de estatística produziu de forma independente um código de randomização. A farmácia do hospital assumiu o mascaramento, rotulagem e dispensação dos medicamentos. Não identificado discrepâncias entre as características basais. Domínio 2 : Participantes e os responsáveis pela intervenção estavam cegos; não descreve se houve perdas ou análise por ITT. Domínio 3: O texto não fornece detalhes sobre perdas. Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os investigadores foram cegados. Domínio 5: Protocolo do estudo não disponível. A maioria dos resultados relevantes foi relatado.
Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Xu 2006  • Amplitude de movimento passiva do tornozelo com o joelho estendido Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações
 MAS  Escala composta  GMFM E)  Velocidade Justificativa para classificação  • Amplitude de movimento passiva do tornozelo com o joelho estendido espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados. espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados. espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados. espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados. espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados. espasticidade Domínio 1: sequência gerada por computador, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes e profissionais do cuidado não foram cegados, os autores do estudo descrevem uma avaliação cega, mas não fornecem uma descrição detalhada quanto aos métodos usados para mascarar os avaliadores. O contato direto com a criança dificulta o alcance desse objetivo com os desfechos específicos utilizados neste estudo. Não há informação sobre análise por ITT Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo e os avaliadores de desfechos foram cegados, de acordo com o relato. Domínio 5 : o estudo não tem protocolo publicado, os desfechos de interesse parecem ter sido relatados.
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Estudo Desfecho Domínio 1 Domínio 2 Domínio 3 Domínio 4 Domínio 5 Risco de viés geral
Zhu 2016  • Amplitude de movimento passiva do tornozelo com o joelho estendido Alto Alto Baixo Algumas preocupações Baixo Alto
 MAS  Escala de espasticidade composta  GMFM (dimensões D e E)  Velocidade da marcha Justificativa para classificação  • Amplitude de movimento passiva do tornozelo com o joelho estendido Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318) Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318) Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318) Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318) Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318) Domínio 1: sequência gerada por uma tabela de números randômicos, não é descrito sigilo de alocação e como o processo de randomização foi realizado pela própria equipe consideramos que não houve sigilo de alocação, não está claro se ou como foi feito sigilo de alocação. Características basais dos participantes não indicam problema Domínio 2 : participantes, profissionais do cuidado e pesquisadores não foram cegados, não é descrito ITT ou como os autores lidariam com as perdas. Domínio 3: sem perdas Domínio 4: Foram utilizadas as escalas, métodos de avaliação mais utilizados nesse tipo de estudo, os avaliadores de desfechos foram não cegados, como as avaliações têm um certo grau de subjetividade, consideramos que a avaliação pode ter sido influenciada pela ausência de cegamento Domínio 5 : nenhum relatório seletivo. Protocolo de estudo previamente registrado e disponível em www.chictr.org.cn (ChiCTR-IPR-15006318)
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Avaliação do risco de viés para os ECR que avaliaram baclofeno oral em adultos, considerando todos os desfechos de interesse

ECR Viés proveniente do processo de randomização Viés devido a desvios da intervenção pretendida Viés devido a dados faltantes sobre o desfecho Viés na aferição do desfecho Viés na seleção do resultado a ser relatado Domínio S Risco de viés geral
ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos ECR com participantes adultos
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Brar (1991) 7 Alto Alto Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
Duncan (1976) 8 Alto Alto Algumas preocupações Baixo Baixo Algumas preocupações Alto
Feldman (1978) 9 Alto Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
Hudgson (1971) 10 Algumas preocupações Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
Orsnes (2000) 11 Alto Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto
Sachais (1977) 12 Algumas preocupações Alto Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Não se aplica* Alto
Sawa (1979) 13 Alto Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam
Cartlidge (1974) 15 Alto Alto Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
From (1975) 14 Algumas preocupações Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto
ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos ECR com participantes pediátricos
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Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Scheinberg (2006) 19 Algumas preocupações Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto
McKinlay (1980) 17 Alto Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Algumas preocupações Alto
Lopez (1996) 16 Alto Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Baixo Alto
Milla (1973) 18 Alto Alto Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Alto Alto
Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam
Goyal (2016) 20 Baixo Algumas preocupações Baixo Algumas preocupações Algumas preocupações Não se aplica* Alto
    • Foi utilizado RoB 2.0 para ECR paralelos, ao invés do instrumento para ECR cruzados
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MATERIAL SUPLEMENTAR 2. Resultados - revisão de ensaios clínicos randomizados para uso de baclofeno oral.

POPULAÇÃO ADULTA:

Resultados da avaliação da espasticidade pela escala de Ashworth

ECR Pacientes (adultos) Avaliação clínica geral da espasticidade Tônus muscular Discussão
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Brar (1991) 7 Esclerose múltipla (n=38) - Proporção de melhora na pontuação da escala: Baclofeno: 30% Baclofeno+alongamento (terapia combinada): 40% Placebo: 20% Placebo+alongamento: 17% A melhora apontada indicou que o tratamento com o baclofeno oral e com a terapia combinada (baclofeno oral + alongamento) foram mais eficazes do que o placebo sozinho ou comexercícios de alongamento. Duas vezes mais pacientes melhoraram com a terapia combinada emrelação aos grupos com placebo (p=0,105).
Hudgson (1971) 10 Esclerose múltipla (n=18), mielopatia (n=2), doença do neurônio motor (n=1), paraplegia espástica familiar (n=1) e progressiva (n=1) Melhora média na pontuação da escala: Baclofeno: 1,44 Placebo: 0,54 Diferença média entre os grupos: 0,90 ± 0,426 (p<0,05) - A melhora clínica da espasticidade medida pela escala de Ashworth mostrou uma diferença significativa favorecendo baclofeno oral em relação ao placebo. Não houve diferença significante se o tratamento com baclofeno foi feito antes ou depois do placebo.
Orsnes (2000) 11 Esclerose múltipla (n=14) - Média (DP) [para as articulações do joelho]: Foram identificadas tendências não estatisticamente significativas de melhoria do tônus muscular nos joelhos durante o
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Baclofeno vs diazepam

From (2009) 14 Esclerose múltipla (n=17) Soma das pontuações [para membros inferiores]: - Antes do estudo: Baclofeno: 76 Diazepam: 80 - Após as 4 semanas: Baclofeno: 55 Diazepam: 57 - Não houve diferença estatística entre os grupos na redução dos escores de espasticidade para avaliação clínica dos membros inferiores.
Cartlidge (1974) 15 Esclerose múltipla em remissão (n=34), mielopatia espondilótica (n=1), paraparesia (n=2), paraplegia espástica hereditária (n=2) e traumática (n=1) Diferença média na melhora das pontuações (DP): Dose baixa (comparando antes e depois dessa dose): Baclofeno: 0,49 (0,163) P<0,01 Diazepam: 0,71 (0,159) P<0,001 - Comparando as melhorias dos dois fármacos durante o período de: - baixa dose: a diferença não foi estatisticamente significativa (P > 0.2). - alta dose: a diferença de 0,2 com um erro padrão de 0,311 não foi estatisticamente significativa (P> 0,5).
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DP = desvio padrão.

Resultados da avaliação da dor associada à espasticidade

ECR Pacientes (adultos) Resultados/Discussão
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Duncan (1976) 8 Esclerose múltipla (n=11) e lesões da medula espinhal (n=11) Impressões subjetivas dos participantes quanto à dor associada à espasticidade: 72% daqueles que tiveram melhora com baclofeno ao invés de placebo relataram redução da dor durante os espasmos.
Feldman (1978) 9 Esclerose múltipla (n=33) Impressões dos pacientes: 10 dos 16 com espasmos dolorosos frequentes nas pernas mostraram uma redução significativa na frequência destes durante os ensaios do estudo (p <0,05). Destes 10, nove estavam em uso de baclofeno oral e apenas um, de placebo.
Sawa (1979) 13 Esclerose múltipla (n=21) Os autores informaram redução da dor com o baclofeno oral, mas sem descrição do método utilizado e dos resultados.
Sachais (1977) 12 Esclerose múltipla (n=166) Diferença entre valores inicial e da última visita: Avaliação neurológica da dor relacionada aos espasmos flexores: -1,10 vs -0,08 (p<0,001) Impressão clínica geral do médico: -2,69 vs -2,26 (p<0,025) Autoavaliação dos pacientes sobre as dores nos braços e pernas: -0,08 vs -0,12 (p=não especificado)
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Dos resultados, houve redução estatisticamente significativa para as duas primeiras análises no grupo baclofeno. A autoavaliação dos pacientes não foi verificada a significância, tampouco diferença entre os grupos.

Baclofeno vs diazepam

Não foram identificados estudos que comparavam baclofeno oral a diazepam e avaliaram dor associada à espasticidade.

Avaliação da capacidade funcional durante as atividades de vida diária

ECR Pacientes (adultos) Resultados Discussão
Brar (1991) 7 Esclerose múltipla (n=38) Proporção de melhora - Baclofeno vs Baclofeno/alongamento vs Placebo vs Placebo/alongamento: Ambulando 100 jardas*: 10% vs 10% vs 17% vs 30% Subir escadas ou meio-fio: 20% vs 23% vs 13% vs 7% Atividades domésticas: 17% vs 23% vs 20% vs 23% Dificuldade no desempenho: todos pacientes relataram pelo menos leve, sendo que 70% relataram moderada e 20%, severa. Não houve separação entre grupos de tratamentos. Componentes da função diária foram avaliados por escala de autoavaliação. A dificuldade no desempenho de oito atividades funcionais foi atribuída a uma das quatro avaliações: nenhuma, leve, moderada ou grave. A pontuação para cada atividade funcional (deambulação de 200 jardas, subir escadas ou meio- fio, transferência, deambular em casa, gerenciar barreiras físicas no trabalho, realizar tarefas domésticas, vestir-se e realizar um programa de exercícios em casa) foi somada para obter uma medida funcional sumária, que, quando analisada, indicou que nenhuma das diferenças entre os tratamentos foi estatisticamente significativa. Três áreas foram citadas como as mais problemáticas: atividades domésticas, deambular 200 jardas e subir escadas, cujos resultados estão ao lado.
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Hudgson (1971) 10 Esclerose múltipla (n=18), mielopatia (n=2), doença do neurônio motor (n=1), paraplegia espástica familiar (n=1) e progressiva (n=1) Treze dos 23 pacientes se sentiram melhor durante o uso de baclofeno, mas em três a mobilidade melhorada foi associada a maior fraqueza. Outros cinco se sentiram melhor com o placebo, sendo uma melhora acompanhada por aumento da fraqueza. Cinco pacientes disseram que não sentiram diferença entre os períodos de tratamento. Foi identificado que de 47% a 90% (intervalo de confiança de 95%) dos participantes prefeririam o baclofeno oral ao placebo. Os resultados não foram estatisticamente significativos.
Sachais (1977) 12 Esclerose múltipla (n=166) Impressão geral do médico 1 - Baclofeno vs Placebo: Andar: 2,30 vs 2,28; Vestir ou despir: 2,11 vs 2,31; Função da bexiga: 2,02 vs 2,12; Dormindo: 2,22 vs 2,14; Destreza geral: 2,17 vs 2,19; Fala ou mentação: 1,93 vs 2,04 Autoavaliação do paciente 2 - Baclofeno vs Placebo: -0,16 vs -0,16 Nenhuma das diferenças entre os tratamentos foi estatisticamente significativa.
Orsnes (2000) 11 Esclerose múltipla (n=14) Avaliação funcional por EDSS e MSIS , mas não relata os resultados. Autores afirmaram não haver diferença estatística entre os grupos para os dois métodos de avaliação.

EDSS = Escala de Status de Incapacidade Expandida de Kurtzke. MSIS = escala de incapacidade de esclerose múltipla. 1. A escala utilizava de cinco pontos: marcado (5), moderado (4), leve (3), sem mudança (2) ou pior

  • (1). 2. A escala nesse caso tinha 4 pontos: indica nada ou pouco tempo (0); ocasionalmente ou parte do tempo (1); na maioria das vezes (2); e o tempo todo (3).
  • Na metodologia e na discussão da publicação do estudo, comenta sobre 200 jardas, mas os resultados são para 100 jardas.
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Eventos adversos ao baclofeno oral

ECR Pacientes (adultos) Resultados Resultados
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Duncan (1976) 8 Esclerose múltipla (n=11) e lesões da medula espinhal (n=11) Vertigem: 5 vs 1 Nausea: 5 vs 1 Sonolência: 3 vs 1 Boca seca: 3 vs 0 Fraqueza: 2 vs 0 Vômito: 1 vs 0 Tontura: 1 vs 1 Edema na perna: 1 vs 0 Hipotensão postural: 1 vs 0
Feldman (1978) 9 Esclerose múltipla (n=33) Boca seca: 5 vs 1 Sonolência: 4 vs 4 Visão turva: 2 vs 2 Parestesia: 5 vs 2
Hudgson (1971) 10 Esclerose múltipla (n=18), mielopatia (n=2), doença do neurônio motor (n=1), paraplegia espástica familiar (n=1) e progressiva (n=1) Náusea: 3 vs 1 Vertigem: 1 vs 0 Visão embaçada: 0 vs 1 Infecção do trato respiratório superior: 0 vs 1 Dor supraorbital: 1 vs 0 Sonolência: 1 vs 0
Orsnes (2000) 11 Esclerose múltipla (n=14) Fadiga: 5 vs 1 Tontura: 3 vs 1 Diarreia: 1 vs 1 Sonolência: 2 vs 0 Náusea: 1 vs 0 Diplopia diminuída: 1 vs 0 Mau humor: 1 vs 0 Obstipação: 1 vs 0 Incontinência agravada: 1 vs 0 Micção frequente: 1 vs 0
Sachais (1977) 12 Esclerose múltipla (n=166) 1) Neurológico: Sonolência: 70% vs 33% Vertigem: 13% vs 10% Fraqueza excessiva: 24% vs 15% Dor de cabeça: 17% vs 13% Frequência de micção: 13% vs 0% Insônia: 9% vs 6% Depressão: 4% vs 2% Fraqueza excessiva, extremidades inferiores: 6% vs 2% 2) Gastrintestinais: Náusea: 15% vs 4% Constipação: 9% vs 4%
Página 170
Vômito: 2% vs 0%
Sawa (1979) 13 Esclerose múltipla (n=21) Pelo menos 1 evento adverso : 71% vs 19% Eventos adversos com o baclofeno (duração média em dias; gravidade): 1) Neurológico: Sedação: 29% (15; leve a severa) Dor de cabeça: 14% (6; severa) Mudanças de humor - euforia: 10% (9; leve a moderada) Mudanças de humor - depressão: 10% (9; severa) Tontura: 10% (16; leve) Perturbação do equilíbrio: 10% (6; moderada a proibitiva) Fraqueza aumentada: 14% (18; moderada a proibitiva) 2) Gastrointestinais: Náusea: 24% (8; leve a proibitiva) Vômito: 10% (5; moderada) Diarreia: 5% (14; sem relato) Dor abdominal: 10% (5; moderada a proibitiva) 3) Outros: Mal-estar geral: 10% (14; moderada) Boca seca: 5% (16; moderada) Ganho de peso: 5% (21; severa)
Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam
From (2009) 14 Esclerose múltipla (n=17) Sedação: 5 vs 11 Depressão: 2 vs 0 Confusão: 0 vs 1 Euforia: 1 vs 1 Vertigem: 1 vs 1 Náusea: 2 vs 0 Dor de cabeça: 1 vs 0 Diarreia: 1 vs 0 Fraqueza: 3 vs 2
Cartlidge (1974) 15 Esclerose múltipla em remissão (n=34), mielopatia espondilótica (n=1), paraparesia (n=2), paraplegia espástica hereditária (n=2) e traumática (n=1) Baixa dose Sedação sozinha: 6 vs 5 Sedação associada a outros efeitos: 3 vs 5 Fraqueza: 2 vs 6 Outros EAM (total): 19 vs 21 Retirada do estudo: 0 vs 0 Alta dose Sedação sozinha: 5 vs 4 Sedação associada a outros efeitos: 1 vs 6 Fraqueza: 4 vs 6 Outros EAM (total): 22 vs 23 Retirada do estudo: 11 vs 14
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POPULAÇÃO INFANTIL:

Resultados da avaliação da espasticidade pela escala de Ashworth

ECR Pacientes (adultos) Avaliação clínica geral da espasticidade Tônus muscular Discussão
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
McKinlay (1980) 17 Paralisia cerebral (n=20) - Os fisioterapeutas relataram redução do tônus muscular ou melhor movimento em 19 pacientes durante o estudo: 14 em uso de baclofeno; cinco, de placebo; e um não apresentou alterações (p = 0,064). Apesar dos resultados, os autores indicaram não haver mudança significativa entre baclofeno e placebo para tônus muscular.
Lopez (1996) 16 Paralisia cerebral (n=20) - Proporção de pacientes em cada grau da escala de Ashworth após intervenções (baclofeno vs placebo) e no estágio basal (terceiro valor): Grau 1: 0% vs 0% vs 0% Grau 2: 50% vs 5% vs 0% Grau 3: 45% vs 55% vs 45% Grau 4: 5% vs 40% vs 50% Grau 5: 0% vs 0% vs 5% Basal-placebo: p = não significante Basal-baclofeno: p<0,01 Baclofeno-placebo: p<0,05 Todos os pacientes apresentaram escores ≥ 3, que não se alteraram com o placebo, mas diminuíram significativamente durante o tratamento com baclofeno, tendo 10 casos com tônus baixo (escore 2) (p <0,05) ao final.
Milla (1973) 18 Paralisia cerebral além de diplegia, Quantidade de pacientes que: - apresentaram melhora: 14 (p<0,001) vs 2 (p=0,25) - Considerando a gravidade da espasticidade, os pacientes de 2 a 7 anos geralmente melhoraram em uma
Página 172

Baclofeno vs diazepam

DP = desvio padrão. IC = intervalo de confiança.

Avaliação da capacidade funcional durante as atividades de vida diária

ECR

Pacientes (crianças)

Resultados

Discussão

Página 173
Lopez (1996) 16 Paralisia cerebral (n=20) Escala aplicada aos responsáveis dos pacientes: Observadas alterações favoráveis em 9 pacientes na fase de baclofeno e em 3 na de placebo. As alterações coincidiram com os participantes que tiveram a espasticidade diminuída. As mudanças consistiram em maior facilidade nos alongamentos e nas trocas de roupas, mais mobilidade espontânea e um pequeno aumento da autonomia para se alimentar.
McKinlay (1980) 17 Paralisia cerebral (n=20) Não identificados. Segundo os autores, por exames clínicos, não houve benefício por baclofeno nas atividades funcionais das crianças. Professores e pais, porém, comentaram que elas tiveram efeitos positivos com o fármaco, apesar do estudo indicar não ter ocorrido mudança no aprendizado em sala de aula ou na caligrafia.
Scheinberg (2006) 19 Paralisia cerebral (n=15) Escala GAS (baclofeno vs placebo): 6,6 (IC: 1,0 a 12,3); p=0,05 Escala PEDI (baclofeno vs placebo): Auto-cuidado: -1,5 (IC: -3,5 a 0,6); p=0,21 Mobilidade: -1,5 (IC: -3,1 a 0,2); p=0,08 Função social: -0,2 (IC: -3,0 a 2,6); p=0,96 Para GAS, a mudança na escala favoreceu baclofeno em relação ao placebo e o resultado foi significativo. Por outro lado, para PEDI, os resultados não foram estatisticamente significativos para nenhum dos itens (auto-cuidado, mobilidade, função social).

GAS: Goal Attainment Scaling . PEDI: Pediatric Evaluation of Disability Inventory .

Eventos adversos

ECR Pacientes (adultos) Resultados
Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo Baclofeno vs placebo
Scheinberg (2006) 19 Paralisia cerebral (n=15) Letargia: Z vs Z Constipação: Z vs Z Convulsões: Z vs Z Baixo apetite: Z vs 0 Sonolência: Z vs 0 Hipotonia: 0 vs Z Dificuldade em urinar:
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McKinlay (1980) 17 Paralisia cerebral (n=20) Relato de EAs pelos pais das crianças (sem distinção se ocorrência entre os grupos): sonolência (n=5), mal-estar (n=2), tontura (n=2), enurese noturna (n=2), estados de ausência epileptiforme (n=2), fala arrastada (n=2) e fraqueza (n=1). Relato de EAs pelos pais das crianças (sem distinção se ocorrência entre os grupos): sonolência (n=5), mal-estar (n=2), tontura (n=2), enurese noturna (n=2), estados de ausência epileptiforme (n=2), fala arrastada (n=2) e fraqueza (n=1).
Lopez (1996) 16 Paralisia cerebral (n=20) Náusea e vômito: 3 vs 0 Náusea e vômito: 3 vs 0
Milla (1973) 18 Paralisia cerebral além de diplegia, hemiplegia ou tetraplegia (n=20) Sonolência/sedação: 4 vs 0 Hipotonia: 3 vs 0 Sonolência/sedação: 4 vs 0 Hipotonia: 3 vs 0
Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam Baclofeno vs diazepam
Goyal (2016) 20 Paralisia cerebral espástica (n=67) 1 mês Sonolência: 6 (20%) vs 9 (30%) Fraqueza: 2 vs 3 Frequência em urinar: 3 vs 3 Dor de cabeça: 2 vs 2 Constipação: 0 vs 2 Salivação: 0 vs 1 Ataxia: 0 vs 1 Náusea: 2 vs 0 Mudanças de comportamento: 0 vs 0 Parestesia: 1 vs 0 Urticaria: 1 vs 1 3 meses Sonolência: 1(3,33%) vs 3 (10%) Fraqueza: 2 vs 1 Frequência em urinar: 1 vs 1 Dor de cabeça: 0 vs 1 Constipação: 1 vs 0 Salivação: 0 vs 3 Ataxia: 0 vs 0 Náusea: 0 vs 0 Mudanças de comportamento: 1 vs 0 Parestesia: 0 vs 0 Urticaria: 0 vs 0
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Última atualização

20 de janeiro de 2025

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G811 - Hemiplegia espástica

G824 - Tetraplegia espástica

I690 - Seqüelas de hemorragia subaracnoídea

I691 - Seqüelas de hemorragia intracerebral

I692 - Seqüelas de outras hemorragias intracranianas não traumáticas

I693 - Seqüelas de infarto cerebral

I694 - Seqüelas de acidente vascular cerebral não especificado como hemorrágico ou isquêmico

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