Retinopatia Diabética
Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética - Nova Portaria em 16/12/2021
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MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE
SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INSUMOS ESTRATÉGICOS EM SAÚDE
PORTARIA CONJUNTA Nº 17, DE 01 DE OUTUBRO DE 2021.
Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética.
O SECRETÁRIO DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE e o SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E INSUMOS ESTRATÉGICOS EM SAÚDE, no uso de suas atribuições,
Considerando a necessidade de se estabelecerem os parâmetros sobre a retinopatia diabética no Brasil e diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos indivíduos com esta doença;
Considerando que os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas são resultado de consenso técnico-científico e são formulados dentro de rigorosos parâmetros de qualidade e precisão de indicação;
Considerando o Registro de Deliberação n o 613/2021 e o Relatório de Recomendação n o 618 - Maio de 2021 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), a atualização da busca e avaliação da literatura; e
Considerando a avaliação técnica do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde (DGITIS/SCTIE/MS), do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) e do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET/SAES/MS), resolvem:
Art. 1º Fica aprovado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas - Retinopatia Diabética.
Parágrafo único. O Protocolo objeto deste artigo, que contém o conceito geral da retinopatia diabética, critérios de diagnóstico, critérios de inclusão e de exclusão, tratamento e mecanismos de regulação, controle e avaliação, disponível no sítio https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt, é de caráter nacional e deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.
- Art. 2º É obrigatória a cientificação do paciente, ou de seu responsável legal, dos potenciais riscos e efeitos colaterais relacionados ao uso de procedimento ou medicamento preconizados para o tratamento da retinopatia diabética.
- Art. 3º Os gestores estaduais, distrital e municipais do SUS, conforme a sua competência e pactuações, deverão estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com essa doença em todas as etapas descritas no Anexo a esta Portaria, disponível no sítio citado no parágrafo único do art. 1º.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
SERGIO YOSHIMASA OKANE
HÉLIO ANGOTTI NETO
ANEXO
PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS RETINOPATIA DIABÉTICA
1. INTRODUÇÃO
A retinopatia diabética (RD) está entre as principais causas de perda de visão em pessoas entre 20 e 75 anos 1 . Trata-se de uma complicação microvascular na retina que afeta cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabete melito (DM) e que é de específica desta doença 1 . No Brasil, a incidência da RD é de 24% a 39% da população diabética, sendo estimado que tenha uma prevalência de 2 milhões de casos 2 . Após 20 anos de doença, estima-se que 90% dos diabéticos do tipo 1 (DM1) e 60% dos do tipo 2 (DM2) terão algum grau de RD 3 .
Como a perda visual pode não estar presente nos estágios iniciais da retinopatia, o rastreamento oftalmológico de pessoas com diabete é essencial para permitir o diagnóstico e a intervenção precoce em caso de RD. Estudos internacionais indicam que o risco de cegueira pode ser reduzido para menos de 5%, se a RD for diagnosticada e tratada precocemente. Por outro lado, estima-se que 50% da RD proliferativa não tratada possa evoluir para cegueira em 5 anos. O tratamento com fotocoagulação a laser e, mais recentemente, a farmacoterapia intraocular podem reduzir ou mesmo prevenir a perda visual relacionada à RD 4-7 .
A identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.
Este Protocolo visa a estabelecer os critérios diagnósticos e terapêuticos da retinopatia diabética. A metodologia de busca e avaliação das evidências estão detalhadas no Apêndice 1 .
2. CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE (CID-10)
- E10 - Diabetes mellitus insulino-dependente
- E11 - Diabetes mellitus não-insulino-dependente
- E12 - Diabetes mellitus relacionado com a desnutrição
- E13 - Outros tipos especificados de diabetes mellitus
- E14 - Diabetes mellitus não especificado
- H36.0 - Retinopatia diabética
3. PREVENÇÃO E RASTREAMENTO
Em pacientes com DM1 e DM2, a manutenção da hemoglobina glicada (HbA1c) a níveis < 7% é recomendada por ser capaz de reduzir o risco de progressão e incidência da RD e do edema macular diabético (EMD) 8-18 . É recomendada a manutenção da pressão sistólica abaixo de 130mmHg 10,13-16,19 , bem como a manutenção dos níveis de proteinúria < 30 mg/dL/24h, para a redução de progressão e incidência de RD e EMD 13-15,20,21 .
A manutenção de um perfil lipídico dentro dos valores recomendados para os diabéticos também é recomendada com o objetivo de se reduzir o risco de desenvolvimento ou progressão do EMD 22,23 .
O primeiro exame oftalmológico para o rastreamento de RD em pacientes com de DM1 deverá ser procedido em até 5 anos após a instalação da DM ou no início da puberdade. No doente de DM2, o exame oftalmológico deverá ser realizado imediatamente após o diagnóstico dessa doença. As avaliações deverão ocorrer anualmente, ou em menor período, dependendo do estágio da retinopatia diabética. Gestantes com diabete deverão se submeter a exame oftalmológico trimestral 24 .
4. DIAGNÓSTICO
É recomendado o uso dos métodos de oftalmoscopia binocular indireta e biomicroscopia de fundo, com a possibilidade de se associar a fotografia estereoscópica (retinografia), que possibilita o uso da telessaúde em locais de baixo ou nenhum acesso a oftalmologista 25-71 .
O diagnóstico precoce da RD e seu adequado tratamento se justifica pela alta morbidade associada à doença quando diagnosticada em fases avançadas. O tratamento precoce e o acompanhamento regular podem reduzir o risco de cegueira provocado pela RD para menos de 5% 4,6 . Como já mencionado, cerca de 90% dos doentes de DM1 e 60% dos de DM2 terão algum grau de RD após 20 anos. Caso a RD não seja tratada, cerca de 50% dos doentes irão evoluir para cegueira em 5 anos 5,7 .
Os entraves ao diagnóstico precoce da RD se iniciam pelo subdiagnóstico do DM na população geral. Além disso, há dificuldade de acesso a serviços oftalmológicos, o que dificulta o rastreamento da RD. Nesse sentido, o aumento do conhecimento geral por meio de estratégias educacionais que promovam a adoção de medidas preventivas para o DM e suas complicações podem ser capazes de melhorar tanto o diagnóstico quanto o início e a adesão ao tratamento precoce .
4.2 Classificação da Retinopatia Diabética
A classificação da retinopatia diabética sofreu uma contínua evolução, sendo atualmente universal e padronizada. A classificação modificada de Airlie House foi utilizada nos estudos Diabetic Retinopathy Study (DRS) e Early Treatment of Diabetic Retinopathy Study (ETDRS), caracterizando a retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e a proliferativa (RDP) em termos da ausência ou da presença de neovascularização de retina, respectivamente 72-74 . Buscando simplificar esta classificação, foi estabelecida a 'Escala de Gravidade da Doença Retinopatia Diabética' baseada nos resultados do ETDRS e do Wisconsin Epidemiologic Study of Diabetic Retinopathy (WESDR) 75 . Nesta escala simplificada, encontram-se cinco níveis de gravidade ( Quadro 1 ).
Quadro 1 Níveis de gravidade da retinopatia e alterações observáveis ao exame de fundo de olho
| Nível de gravidade da retinopatia | Alterações observáveis à fundoscopia dilatada |
|---|---|
| Sem retinopatia aparente | Sem alterações. |
| RDNP leve | Apenas microaneurismas. |
| RDNP moderada | Presença de microaneurismas, mas que ainda não caracterize RDNP grave. |
| RDNP grave com um dos critérios ao lado RDNP muito grave com dois critérios | Hemorragias intra-retinianas nos 4 quadrantes ou |
| RDNP grave com um dos critérios ao lado RDNP muito grave com dois critérios | IRMA moderada em 1 ou mais quadrantes. |
| RDP | Neovascularização de disco ou de retina ou |
| RDP | Hemorragia vítrea ou pré-retiniana. |
RDNP = Retinopatia Diabética não Proliferativa; IRMA = Alterações Microvasculares Intra-Retinianas; RDP = Retinopatia Diabética Proliferativa.
O ETDRS define ainda a RDP de alto risco quando o olho apresenta neovascularização de disco (NVD) maior ou igual à fotografia padrão 10A, NVD menor associada a hemorragia vítrea ou pré-retiniana ou neovascularização fora do disco com pelo menos meia área de disco associada a hemorragia vítrea ou pré-retiniana 75 . Esta escala permite avaliar a história natural dos diferentes níveis de gravidade nos quais, por exemplo, metade dos olhos com RDNP grave vai progredir para RDP em 1 ano e 15%, para RDP de alto risco 76 .
4.2.1 Classificação do edema macular diabético
Edema Macular Clinicamente Significativo - A 'Escala de Gravidade da Doença Retinopatia Diabética' não avalia a presença de edema macular, mas o ETDRS introduziu o conceito de edema macular clinicamente significativo (EMCS) 76 . O EMCS é caracterizado pela presença de:
- (1) espessamento da retina em até 500 μm do centro da mácula;
- (2) exsudato duro em até 500 μm do centro da mácula associado a espessamento da retina adjacente; ou
- (3) uma zona de espessamento da retina de pelo menos 1.000 µm, qualquer parte dela dentro de 1.000 µm do centro da mácula.
Edema macular focal e difuso - O edema macular diabético (EMD) pode também ser classificado, de acordo com a fonte de vazamento, em focal ou difuso 77 . Estudos clínicos com farmacoterapia não mostram diferença na resposta terapêutica entre casos de EMD focal ou difuso 78 .
Edema Macular Envolvendo o Centro - Com o advento da Tomografia de Coerência Óptica (TCO) e a possibilidade de medição objetiva da espessura retiniana, estudos clínicos mais recentes com farmacoterapia começaram a empregar o conceito de 'Edema Macular Envolvendo o Centro'. Os estudos RIDE/RISE e MEAD utilizavam como critério de inclusão dos pacientes a presença de 'Edema Macular Envolvendo o Centro', com espessura do subcampo central foveal ≥ 275μm e ≥ 300μm, respectivamente, medido com TCO time domain 79,80 .
Edema macular com ou sem tração vítrea - O uso do TCO também possibilita classificar o edema macular em relação à morfologia predominante do edema e a presença de tração vítrea tangencial ou ântero-posterior 81-83 . Dessa forma, o edema pode ser tipo esponja, cístico ou na forma de líquido sub-retiniano com ou sem a presença de tração vítreo macular.
4.2.2 Exames complementares
Os exames complementares são utilizados para auxílio ao diagnóstico e o monitoramento terapêutico da RD e suas complicações. Preconiza-se a avaliação completa da retina, incluindo a visualização estereoscópica do polo posterior e o exame da periferia da retina e do vítreo, em todas as consultas que tenham por finalidade o acompanhamento da RD 84 . O mapeamento da retina com pupila dilatada é preferencial para assegurar uma melhor avaliação do fundo do olho 39 .
Inexistem critérios específicos, baseados em ensaios clínicos randomizados (ECR), para se determinar a frequência com que os exames complementares devem ser realizados. Preconiza-se o uso dos exames complementares quando houver suspeita de piora do quadro clínico, necessidade de planejar o tratamento ou quando julgado necessário para uma melhor compreensão do caso.
A retinografia é um exame reprodutível que pode auxiliar na detecção e, principalmente, no monitoramento objetivo da gravidade da doença e em telemedicina. Este exame ainda é considerado o padrão ouro para documentar a gravidade da RD 74 .
A angiofluoresceinografia (retinografia fluorescente binocular) não faz parte dos exames de rotina em caso de pacientes diabéticos, mas ela é eficiente e sensível para o diagnóstico de EMD e pode auxiliar no tratamento com fotocoagulação a laser 51,85,86 . As evidências provenientes dos estudos que avaliaram a angiofluoresceinografia não permitem definir a periodicidade de realização desse exame. Nos estudos clínicos pivotais RESTORE, VIVID e VISTA, que levaram à aprovação dos medicamentos antiangiogênicos para o tratamento do EMD, o exame de angiofluoresceinografia foi realizado semestralmente, mas não foi objetivo do estudo avaliar a periodicidade desse exame 78,80,87 . Portanto, ele deve ser solicitado em caráter complementar e se julgado medicamente necessário.
Preconiza-se também o seu uso para casos em que se faz necessário avaliar o grau de isquemia central ou periférica como, por exemplo, de perda visual inexplicável, de não resposta visual ao tratamento do EMD, para auxílio na detecção de neovascularização retiniana ou de disco e de persistência de neovascularização após tratamento.
O exame de TCO se tornou o padrão ouro complementar no diagnóstico do EMD que acomete o centro 28,78-80,87-89 . Preconizase o seu uso para diagnóstico do EMD que acomete o centro e como critério de tratamento ou retratamento. As evidências provenientes dos estudos disponíveis não permitem definir a periodicidade de realização desse exame. Nos estudos clínicos pivotais RESTORE, VIVID e VISTA, que levaram à aprovação dos medicamentos antiangiogênicos no tratamento do EMD, o exame de TCO era realizado mensalmente tanto em fases de esquema de tratamento fixo como em fases de esquema de tratamento quando necessário ( as needed ) 78,80,86 . A maioria dos outros ECR com esses medciamentos também estabeleceu o seguimento com exames mensais de TCO em fases desses dois esquemas terapêuticos 90-94 , porém outros estudos variaram essa periodicidade 79,88,89,95,96 . Desta forma, recomendase o uso do exame de TCO sempre que a avaliação clínica oftalmológica for insuficiente para se definir o tratamento ou retratamento ou quando for julgado necessário para uma melhor compreensão do caso.
Indica-se a ultrassonografia ocular quando não é possível a adequada avaliação da retina devido a opacidades de meios, como catarata ou hemorragia vítrea 97 .
5. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Serão incluídos neste PCDT pacientes com diabete melito tipo 1 e tipo 2.
5.1 Critérios de inclusão para terapia anti-VEGF
O aflibercepte e o ranibizumabe são preconizados apenas para pacientes com edema macular diabético que envolve o centro da fóvea com qualquer grau de retinopatia diabética. O envolvimento do centro da fóvea é caracterizado por espessura do subcampo central foveal ≥ 275μm medido por tomografia de coerência óptica 79,88,98 .
6. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Serão excluídos aqueles pacientes que apresentarem toxicidade (intolerância, hipersensibilidade ou outro evento adverso) ou contraindicação absoluta ao uso dos respectivos medicamentos ou procedimentos preconizados neste Protocolo.
7. TRATAMENTO
A conduta terapêutica depende da gravidade clínica da doença, assim classificada:
- (a) Diabete melito sem ou com RD até grau moderado e sem EMD;
- (b) retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) grave e muito grave sem edema macular e retinopatia diabética proliferativa (RDP) sem características de alto risco sem EMD;
- (c) tratamento da retinopatia diabética proliferativa (RDP) de alto risco sem edema macular; e
- (d) edema macular diabético com qualquer grau de retinopatia diabética.
7.1. Diabete sem ou com RD até grau moderado e sem EMD
Para essa condição específica, após o primeiro exame, recomenda-se a adequação do controle glicêmico com manutenção da HbA1c < 7%, o acompanhamento a cada 12 meses ou de acordo com critérios clínicos. Para este fim, serão utilizados os métodos diagnósticos já mencionados.
7.2. Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) grave e muito grave sem edema macular e a retinopatia diabética proliferativa (RDP) sem características de alto risco sem EMD
O tratamento da RDNP grave e muito grave sem EMD e a RDP sem características de alto risco sem EMD são alocadas na mesma situação, pois elas apresentam o mesmo curso clínico, de acordo com o estudo do Early Treatment of Diabetic Retinopathy Study (ETDRS). Esse estudo demonstrou que metade dos pacientes com RDNP grave vão desenvolver RDP de alto risco em um ano 74 . Em pacientes com RDNP muito grave, o risco de desenvolver RDP é de 75% em um ano, sendo que 45% serão de alto risco 99 .
7.2.1. Fotocoagulação
Os estudos do ETDRS mostraram que o tratamento com a fotocoagulação a laser deve ser indicado nos casos em que exista RDP de alto risco. Além disso, deve ser utilizado nos casos de RDNP grave ou muito grave em situações em que há dificuldade de acesso ao sistema de saúde, para manter o acompanhamento recomendado a cada 4 meses, e em casos de gestação (na dependência da classificação da retinopatia diabética no início da gestação) ou em situações clínicas especiais, como a iminência de cirurgia de catarata 74,99,100 . Este tratamento pode levar à redução em 50% do risco de perda visual grave em casos de pacientes com DM2, assim como a redução da necessidade de vitrectomia 99 . A técnica de fotocoagulação a laser a ser empregada nesses casos é a de panfotocoagulação (PFC).
7.2.2. Tratamento medicamentoso com anti-VEGF
Não é possível recomendar o uso da associação da PFC com agentes antiangiogênicos (Anti Vascular Endotelial Growth factor anti-VEGF) em pacientes com RDNP grave ou muito grave sem EMD ou RDP sem características de alto risco 101,102 .
7.3. Retinopatia diabética proliferativa (RDP) de alto risco sem edema macular
A melhora rápida dos níveis glicêmicos, em casos de paciente cronicamente mal controlado, pode levar à piora momentânea da retinopatia e do edema macular. Essa evolução foi descrita no grupo de tratamento intensivo do Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) 103 , em gestantes, em casos da Síndrome de Mauriac, em estudos com bomba de insulina e em pacientes
submetidos a cirurgia bariátrica e a transplante de pâncreas. Nesses casos, é recomendado o acompanhamento oftalmológico mais frequente que o habitual.
7.3.1. Fotocoagulação
A fotocoagulação a laser deve ser usada no início do tratamento da RDP de alto risco sem EMD 104,105 . Uma vez diagnosticado, recomenda-se o início do tratamento com a maior brevidade possível do paciente que se enquadra nessa classe.
A energia do laser absorvida é convertida em energia térmica, elevando a temperatura do tecido em aproximadamente 20 ou 30 graus Celsius. As queimaduras térmicas desnaturam a proteína do tecido, o que leva à morte local da célula da retina e necrose coagulativa. Com o tempo, essas áreas de tecido danificado termicamente cicatrizam e se tornam mais fortemente pigmentadas, deixando cicatrizes visíveis no nível do pigmento da retina. Classicamente, são realizadas aproximadamente 1.000-2.000 microqueimaduras na retina. Ao destruir a retina extramacular isquêmica em grande parte não utilizada, a fotocoagulação a laser reduz a área do tecido isquêmico, que por sua vez reduz a produção total de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) no olho e, assim, reduz a neovascularização 106-110 .
A fotocoagulação panretinal (PRP panretinal photocoagulation ) normalmente é obtida com o uso de lâmpada de fenda ( slitlamp ) ou com um oftalmoscópio a laser indireto ( headlamp ). No procedimento por lâmpada de fenda, a energia do laser é fornecida de maneira coaxial. O paciente é acomodado em posição sentada e com o queixo apoiado. Uma lente de contato, que focaliza o laser na retina, é colocada contra a córnea com um agente de acoplamento transparente. O laser atravessa a córnea, a câmara anterior e a lente e foca a retina pela lente de contato. No procedimento por oftalmoscopia indireta, utiliza-se um laser acoplado de maneira coaxial a um oftalmoscópio indireto. Uma lente portátil é usada para visualizar e focalizar o laser na retina. Os movimentos da cabeça do médico controlam o feixe de mira. Em ambos os casos, a anestesia é tópica, geralmente usando-se proparacaína ou tetracaína, nos dois olhos 106-110 .
A fotocoagulação pode ser aplicada em vários protocolos assistenciais, os quais variam em duração e intensidade 106-110 :
- A fotocogulação de longa duração está associada a um alto nível de desconforto do paciente, pois as queimaduras devem ser procedidas individualmente e a duração do procedimento é relativamente longa. A PRP convencional geralmente consiste em durações de pulso de 100 milissegundos, com pontos grandes (200-500μm), e 200-250 mW de potência aplicada;
- O tratamento de curta duração utiliza a varredura padrão. Esse protocolo permite várias queimaduras na mesma ou em menor quantidade de tempo que os lasers convencionais levam para produzir apenas uma queimadura. Isso reduz a duração do pulso (10 a 30 milissegundos por ponto) e mais pontos totais (geralmente 3.000-5.000). O laser de curta duração oferece aos pacientes mais conforto do que a PRP de longa duração;
- A fotocoagulação por navegação permite que ambos, computador e laser, reajustem-se automaticamente de acordo com o movimento dos olhos. As técnicas de imagem incluem angiografias por infravermelho, cor e fluorescência do fundo, o que minimiza a quantidade de luz a que os pacientes são expostos. Pode ser realizada por matrizes de ponto único ou padronizado que chegam até a retina periférica. Pode ser de curta ou longa duração. As cicatrizes também são mais uniformes e consistentes do que as fornecidas por lasers guiados manualmente.
Os pacientes experimentam níveis variados de desconforto com base no tipo e duração da fotocoagulação recebida. Durante o procedimento, os pacientes geralmente experimentam uma pequena sensação de "beliscão" com cada queimadura gerada no olho afetado. Por esse motivo, o procedimento pode ser dividido em várias sessões. Após o procedimento, é normal que os pacientes tenham dores de cabeça leves. Os pacientes costumam experimentar diminuição permanente na visão periférica, colorida e noturna. Pacientes que apresentam sintomas incomuns após o procedimento, como aumento de flashes, moscas volantes, dor, vermelhidão, diminuição significativa da visão ou a sensação de que seu campo de visão é obscurecido por cortina preta, devem procurar um serviço especializado imediatamente 107-110 .
7.3.2. Tratamento medicamentoso com anti-VEGF
Ensaios clínicos randomizados demonstraram que o uso da monoterapia com antiangiogênico em casos de RDP foi não inferior à monoterapia com PFC após 2 anos de estudo para desfechos de acuidade visual 111,112 . Apesar de os antiangiogênicos promoverem melhora nos índices que podem impactar no exercício de atividades manuais e na direção de automóveis, com menor risco de desenvolvimento de EMD e menor necessidade de vitrectomia, eles não apresentaram diferença quanto aos questionários de qualidade de vida, atividades de vida diária, alteração no desempenho das funções profissionais e atividades sob baixa luminosidade,
em relação à PFC 113 . Sendo assim, devido às incertezas advindas da evidência disponível, não é preconizado o emprego de antiangiogênico para casos de RDP de alto risco sem edema macular.
Também não se preconiza a associação de PFC com antiangiogênico, pois os estudos não são conclusivos quanto à superioridade desta associação versus monoterapia com PFC no que tange à acuidade visual 101,102,114,115 .
7.3.3. Tratamento medicamentoso com corticosteroide
Não se recomenda a associação de PFC com o uso de corticoesteroide peri- ou intra-ocular nos casos de RDP sem EMD, pois os estudos não são conclusivos quanto à superioridade dessa associação versus a monoterapia com PFC no que tange à acuidade visual 116-118 .
7.3.4. Tratamento cirúrgico
A vitrectomia pode ser indicada em situações especiais, quais sejam: 1) em casos de hemorragia vítrea que não se clareie espontaneamente ou que impeça a realização da PFC completa; 2) em casos de descolamento tracional de retina com acometimento da mácula ou que esteja ameaçando acometer a mácula; 3) em casos de descolamento de retina misto (tracional e regmatogênico, ou seja, o que ocorre por ruptura na retina por rasgadura); e 4) em casos de hemorragia vítrea associada a rúbeosis iridis 119-122 .
7.4. Edema macular diabético com qualquer grau de retinopatia diabética
7.4.1. Edema que não acomete o centro da fóvea
7.4.1.1. Fotocoagulação
O tratamento com laser para doentes de RD com EMD que não acomete o centro da fóvea é uma opção terapêutica viável para a redução da piora da acuidade visual. As evidências quanto à eficácia desta intervenção provêm de fontes indiretas, em que o laser foi avaliado em casos de paciente com edema que acomete o centro da fóvea 123 . As evidências diretas que investigaram a eficácia do laser no tratamento de EMD, especificamente não acometendo o centro da fóvea, são escassas e limitadas a estudos observacionais que avaliaram desfechos de parâmetros de acuidade visual, espessura macular e volume 124,125 (Ver a Questão de pesquisa 7 no Apêndice 1 ). Essas evidências demonstraram benefício em estabilizar a progressão da doença ou alcançar uma melhora de moderada magnitude para esses parâmetros. Apesar da limitação na qualidade da evidência, esta modalidade terapêutica é amplamente utilizada na prática médica, sendo consagrada como segura e efetiva na condução do EMD extrafoveal. Portanto, preconiza-se a terapia com laser para os pacientes com EMD que não envolve o centro da fóvea 123-125 .
7.4.1.2. Tratamento medicamentoso
Não há evidências que permitam recomendar o tratamento farmacológico em casos de edema que não envolvam o centro da fóvea 24 .
7.4.2. Edema que acomete o centro da fóvea
7.4.2.1. Fotocoagulação
A fotocoagulação por laser é inferior ao tratamento farmacológico no EMD que acomete o centro da fóvea. Entretanto, sua utilização é justificada na prática médica por sua maior conveniência (redução da necessidade de visitas de acompanhamento e menor número de aplicações) e evidências que demonstram seu significativo benefício na redução da perda visual 87,90,126-134 .
Inexistem evidências suficientes que permitam demonstrar a superioridade de um tipo de laser em relação a outro (pulsado versus não-pulsado) e, portanto, não se recomenda substituir o laser tradicional pelo pulsado, mesmo que os dois sejam utilizados na prática clínica 123,135,136 .
7.4.2.2. Tratamento medicamentoso com anti-VEGF
O tratamento com anti-VEGF intravítreo no EMD que acomete o centro da mácula é superior ao laser, possibilitando ganho de acuidade visual. O uso do aflibercepte ou do ranibizumabe é indicado como primeira opção de tratamento de pacientes com EMD 137 .
As evidências disponíveis provenientes da meta-análise de Avery 126 sugerem um discreto aumento do risco de eventos cardiovasculares com o uso dos anti-VEGFs em relação ao laser ou placebo, mas os dados ainda são insuficientes para uma conclusão confiável e não impactam na recomendação de uso em geral. Apesar de não haver evidências que tenham investigado o efeito dos anti-VEGFs em pacientes com evento cardiovascular prévio, sugere-se a avaliação médica de seu uso nesses casos.
A associação do laser ao anti-VEGF não demonstrou benefício incremental em relação à monoterapia com anti-VEGF no ganho de acuidade visual. Entretanto, sua utilização é justificada na prática médica por sua maior conveniência (redução da necessidade de visitas de acompanhamento e menor número de aplicações).
Sobre os antiangiogênicos, é oportuno mencionar que o aflibercepte e o ranibizumabe estão disponíveis no mercado, são aprovados pela Anvisa e possuem indicação em bula para o tratamento do EMD e que o bevacizumabe não traz tal indicação em sua bula no Brasil. A Conitec avaliou o medicamento aflibercepte comparado ao ranibizumabe para o tratamento de pacientes com edema macular diabético. O aflibercepte teve recomendação favorável à incorporação pois as evidências científicas indicaram resultados significativos de eficácia na reversão de perda de acuidade visual em pacientes com EMD 137 .
Posteriormente, o ranibizumabe também foi avaliado pela Conitec para o tratamento de edema macular diabético e teve recomendação favorável a incorporação 138 . As evidências científicas que fundamentaram a recomendação indicaram que há resultados significativos de superioridade de eficácia do ranibizumabe comparado com o laser na melhora da acuidade visual em pacientes com EMD. Os estudos que compararam o ranibizumabe com o aflibercepte também demonstaram que eles têm eficácia semelhante para o tratamento do EMD. Tanto o aflibercepte como o ranibizumabe foram incorporados para o tratamento de pacientes com edema macular diabético, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde e ofertados via assistência oftalmológica no SUS.
Recomenda-se o cumprimento das normas regulamentares da Anvisa para a prevenção de infecção ocular na aplicação dos anti-VEGFs 139 .
7.4.2.3. Tratamento medicamentoso com corticosteroide
O implante biodegradável de dexametasona não foi incorporado no SUS para o tratamento de pacientes com EMD, conforme detalhado no Relatório de Recomendação nº 575 de novembro de 2020, da Conitec, disponível em http://conitec.gov.br/images/Relatorios/2020/Relatorio\_Dexametasona\_EMD\_575\_2020.pdf.
7.4.2.4. Tratamento cirúrgico
Para as recomendações referentes ao tratamento cirúrgico de RD com EMD que acomete o centro, é importante subdividir os casos em condições com ou sem tração vítrea.
7.4.2.4.1. EMD que acomete o Centro da Fóvea com tração vítreo-macular
A vitrectomia via pars plana (VVPP) é o tratamento padrão para a síndrome de tração vítreo-macular apesar da paucidade de estudos randomizados 140 . Entretanto, em EMD que acomete o Centro da Fóvea com tração vítreo-macular , baseado nas evidências disponíveis não é possível recomendar em qual momento a VVPP deve ser considerada opção de tratamento. Ela é uma opção comumente utilizada após a falha do tratamento medicamentoso. Seu uso reflete a prática médica atual e foi embasada em estudos observacionais não controlados, com no máximo 12 meses de seguimento 141-143 .
Evidências provenientes de ECR para esse grupo específico de pacientes são limitadas . Nos estudos observacionais que embasaram a prática foram evidenciadas melhora de leve a moderada magnitude na acuidade visual e redução estatisticamente significativa da espessura do EMD 141-143 .
7.4.2.4.2. EMD que acomete o Centro da Fóvea sem tração vítreo-macular
Não é possível recomendar o tratamento com VVPP para pacientes que apresentem EMD que acomete o Centro da Fóvea sem tração vítreo-macular 144-147 . Apesar de os estudos mostrarem melhora anatômica, sem ganho funcional, as evidências são provenientes de estudos observacionais de baixa qualidade.
8. FÁRMACOS
- Aflibercepte 40 mg/mL.
Cada frasco-ampola contém um volume de enchimento de 0,278 mL de solução para injeção intravítrea, que fornece aproximadamente 0,100 mL de volume extraível, acompanhado de uma agulha com filtro 18G. Cada mL de solução para injeção intravítrea contém 40 mg de aflibercepte.
Cada frasco-ampola fornece quantidade suficiente para uma dose única de 2 mg de aflibercepte (equivalente a 0,05 mL de solução para injeção intravítrea) 148 .
Ranibizumabe 10 mg/mL, frasco-ampola.
Embalagem com 1 frasco-ampola contendo 2,3 mg de ranibizumabe em 0,23 mL de solução e, uma agulha com filtro para retirada do conteúdo do frasco. Cada injeção fornece o volume de 0,05 mL (ou 0,5 mg de ranibizumabe).
8.1. Esquemas de Administração
Diferentes estudos adotaram diferentes esquemas de tratamento 79,88,98,130 . Na prática médica, as particularidades de cada paciente, a evolução clínica e o perfil de cada serviço irão nortear a frequência de aplicação de anti-VEGF. Ademais, considerando a frequência de comparecimento ao serviço de saúde, alguns desses esquemas, os quais consideram visitas com intervalo de tempo menor, podem não ser factíveis, devido a capacidade de atendimento dos centros especializados em que a aplicação é feita. Sendo assim, os esquemas de administração descritos neste Protocolo estão adequados às diversas necessidades possíveis, conforme o perfil do paciente e a autonomia do médico.
Ressalta-se que o esquema posológico, tanto para o uso do aflibercepte como o do ranibizumabe, irá depender das condições de estabilização do paciente, tais como acuidade visual e espessura macular.
8.1.1. Esquema fixo
Aflibercepte
Estudos que levaram à aprovação do aflibercepte utilizaram uma frequência bimestral após uma fase de indução de 5 aplicações mensais consecutivas 80,87,130 . Dessa forma, o esquema inicial poderá ser de injeções mensais de 2 mg de aflibercepte por cinco meses, seguido de injeções bimestrais de 2 mg de aflibercepte 137 .
Uma vez que os estudos que embasaram as orientações sobre o aflibercepte (VIVID/VISTA) não determinaram um limite do seu uso, não há base na literatura tocante a regimes fixos para determinar esse limite.
Os estudos pivotais tiveram duração de dois anos apenas como estudos controlados. Após dois anos, o grupo controle passava a ser tratado com medicamento antiangiogênico e todos os grupos eram acompanhados até o fim do terceiro ano. Apesar de não haver estudos randomizados de maior duração, a doença continua após dois anos e estudos de extensão abertos dos estudos pivotais mostram a necessidade de se continuar tratando 149 .
Ranibizumabe
Estudos que levaram à aprovação do ranibizumabe, nos EUA, utilizaram uma frequência mensal por 2 anos 79,88 . Dessa forma, o esquema inicial poderá ser de injeções mensais de 0,5 mg por dois anos ou até que a acuidade visual máxima seja atingida ou não haja sinais de atividade da doença.
8.1.2. Esquema 'Pro Re Nata' ou as needed
O esquema PRN utiliza uma fase inicial de carregamento ou indução com aplicações mensais consecutivas de uma a cinco injeções, de acordo com o critério médico.
Aflibercepte
Esse esquema se inicia como uma fase de carregamento ou indução com injeções mensais de 2 mg de aflibercepte por até cinco meses (uma injeção mensal por 1 a 5 meses). Após isso, os pacientes podem receber injeções mensais de 2 mg de aflibercepte, a menos que a acuidade visual seja 20/20 ou seja melhor com uma espessura de subcampo central foveal abaixo do limite de elegibilidade, ou sem melhora ou piora em resposta às duas últimas injeções 98 .
Ranibizumabe
Os estudos RESTORE 78 e sua extensão 150,151 , RISE e RIDE extensão 152 , e Protocolo T 98,153 mostraram que o esquema de tratamento PRN de pacientes com edema macular diabético foi eficaz para manter a estabilidade ou ganho de visão em pacientes novos ou previamente tratados.
Para o ranibizumabe, esse esquema se inicia com uma fase de indução inicial com a aplicação de 3 injeções mensais consecutivas de 0,5 mg de ranibizumabe e, posteriormente, injeções mensais, a menos que a acuidade visual seja 20/20 ou seja melhor com uma espessura de subcampo central foveal abaixo do limite de elegibilidade, ou sem melhora ou piora em resposta às duas últimas injeções 98 .
8.1.3. Esquema 'Tratar e estender'
Aflibercepte
O tratamento com aflibercepte é iniciado com uma injeção mensal de 2 mg por cinco doses consecutivas. No esquema 'tratar e estender', os intervalos de tratamento podem ser estendidos gradualmente até que os sinais de atividade da doença ou deficiência visual se repitam. O intervalo de tratamento pode ser estendido por um mês de cada vez para o EMD.
Ranibizumabe
O tratamento com ranibizumabe é iniciado com uma injeção mensal de 0,5mg até que a acuidade visual máxima seja atingida ou não haja sinais de atividade da doença. Depois disso, os intervalos de monitoramento e tratamento devem ser determinados pelo médico e deverão ser baseados na atividade da doença, bem como avaliado por meio da acuidade visual ou parâmetros anatômicos. No esquema 'tratar e estender' os intervalos de tratamento podem ser estendidos gradualmente até que os sinais de atividade da doença ou deficiência visual se repitam. O intervalo de tratamento pode ser estendido por um mês de cada vez para o EMD.
9. MONITORAMENTO E ESQUEMA TERAPÊUTICO
9.1. Diabetes sem ou com RD até grau moderado e sem EMD
Recomenda-se, após o primeiro exame, a reavaliação oftalmológica em 12 meses, de acordo com os critérios diagnósticos e exames complementares já definidos.
9.2. RD grau maior ou igual a grave sem EMD (grave, muito grave e RDP)
Após a conclusão do tratamento ou estabilização do quadro, recomenda-se a reavaliação oftalmológica entre 4 a 6 meses ou em intervalo de tempo a critério médico, de acordo com os critérios diagnósticos e exames complementares.
9.3. Qualquer grau de RD com EMD
De acordo com os esquemas terapêuticos:
9.3.1. Anti-VEGF
9.3.1.1. Esquema fixo
O tratamento com antiangiogênico intravítreo em esquema fixo é eficaz quanto ao ganho na acuidade visual e redução na espessura macular 79,80,87,88,130,152 . O esquema de tratamento fixo foi o escolhido pelos protocolos clínicos iniciais que testaram os medicamentos anti-VEGF.
Estudos que levaram à aprovação do ranibizumabe, nos EUA, adotaram uma frequência mensal por 2 anos 79,88,152 . Estudos que levaram à aprovação do aflibercepte adotaram uma frequência bimestral após uma fase de indução de 5 aplicações mensais consecutivas 80,87,130 .
9.3.1.2. Regime Pro Re Nata - PRN (se necessário)
O esquema PRN utiliza uma fase inicial de carregamento ou indução com aplicações mensais consecutivas de uma a cinco injeções, de acordo com o critério médico.
Para o ranibizumabe, os estudos RESTORE 78 e sua extensão 150,151 , RISE e RIDE extensão 152 , e Protocolo T 98,153 mostraram que o esquema de tratamento PRN de pacientes com edema macular diabético foi eficaz para manter a estabilidade ou ganho de visão em pacientes novos ou previamente tratados. No estudo RESTORE houve uma fase de indução inicial com a aplicação de 3 injeções mensais consecutivas.
Para o aflibercepte, os estudos VIVID e Vista 134 não utilizaram o esquema PRN e o estudo Protocolo T 98,153 mostrou eficácia no uso de esquema PRN no tratamento do EMD. No estudo Protocolo T foi utilizado regime de indução com uma injeção.
9.3.1.3. Regime Tratar e Estender
A bula do aflibercepte prevê que, em caso de estabilização monitorada por resultados visuais ou anatômicos, o tratamento possa ser estendido. O esquema 'tratar e estender' permite que os intervalos sejam gradativamente aumentados para manter estáveis os resultados visuais ou anatômicos; entretanto, existem dados insuficientes para concluir sobre a duração destes intervalos. Se os resultados visuais ou anatômicos se deteriorarem, o intervalo de tratamento pode ser diminuído conforme necessário. Por ser um esquema proativo (não se espera a piora de quadro clínico), pode-se conseguir o controle do EMD com menor número de comparecimentos. Como desvantagem, pode proporcionar um tratamento além do necessário, não identificando pacientes estáveis 154 .
A bula do ranibizumabe prevê que os intervalos de tratamento podem ser estendidos gradualmente até que os sinais de atividade da doença ou deficiência visual se repitam. O intervalo de tratamento deve ser estendido por um mês de cada vez para o EMD. Se a atividade da doença é recorrente, o intervalo de tratamento deve ser reduzido adequadamente.
Sugere-se a realização de exames de monitoramento do esquema 'tratar e estender', que podem ser solicitados de acordo com critérios médicos:
- Mapeamento de retina, a cada comparecimento;
- TCO, a cada comparecimento;
- Avaliação da acuidade visual, a cada comparecimento.
Sugere-se o uso preferencial de esquemas terapêuticos que incluem um menor número de comparecimentos e injeções, minimizando o risco de eventos adversos e evitando o excesso de tratamentos invasivos.
10. REGULAÇÃO/CONTROLE/AVALIAÇÃO PELO GESTOR
Devem ser observados os critérios de inclusão e exclusão de pacientes neste Protocolo, a duração e a monitorização do tratamento, bem como a verificação periódica das doses prescritas e dispensadas e a adequação do uso do medicamento.
Pacientes com retinopatia diabética devem ser atendidos em serviços especializados com oftalmologista, para seu adequado diagnóstico, inclusão no Protocolo de tratamento e acompanhamento.
Os procedimentos diagnósticos (Grupo 02), terapêuticos clínicos (Grupo 03) e terapêuticos cirúrgicos (Grupo 04 e os vários subgrupos cirúrgicos por especialidades e complexidade) da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS podem ser acessados, por código ou nome do procedimento e por código da CID-10 para a respectiva neoplasia maligna, no SIGTAP - Sistema de Gerenciamento dessa Tabela (http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp), com versão mensalmente atualizada e disponibilizada.
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APÊNDICE 1
METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA
1. APRESENTAÇÃO
Em 11 de novembro de 2016, às 9:00h, foi realizada a reunião para definição do escopo do PCDT sobre Retinopatia diabética. Na reunião foi apresentada uma proposta prévia de elaboração de escopo, promovida pela Subcomissão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas da Conitec em janeiro de 2016, com o objetivo de identificar as tecnologias que seriam consideradas nas recomendações. Com o arsenal de tecnologias previamente disponíveis no SUS, as novas tecnologias puderam ser identificadas.
Os médicos especialistas no tema do presente PCDT foram, então, orientados a elencar questões de pesquisa, estruturadas de acordo com o acrônimo PICO, para cada nova tecnologia não incorporada no Sistema Único de Saúde ou em casos de quaisquer incertezas clínicas. Não houve restrição do número de questões de pesquisa a serem elencadas pelos especialistas durante a condução dessa dinâmica.
Foi estabelecido que as recomendações diagnósticas, de tratamento ou acompanhamento que utilizassem tecnologias previamente disponibilizadas no SUS não teriam questão de pesquisa definidas, por se tratar de prática clínica estabelecida, exceto em casos de incertezas atuais sobre seu uso, casos de desuso ou oportunidades de desinvestimento
2. Equipe de elaboração e partes interessadas
A reunião presencial para definição do escopo do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) foi conduzida com a presença de membros do Grupo Elaborador. Todos os participantes do Grupo Elaborador preencheram o formulário de Declaração de Conflitos de Interesse, que foram enviados ao Ministério da Saúde como parte dos resultados.
Colaboração externa
Esst PCDT contou com a participação da Associação Médica Brasileira, para a definição do escopo e à reunião de consenso sobre as recomendações.
Avaliação da Subcomissão Técnica de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - 2020
A proposta de elaboração do PCDT da Retinopatia Diabética foi apresentada na 77º Reunião da Subcomissão Técnica de PCDT, realizada em fevereiro de 2020. A reunião teve a presença de representantes do Departamento de Gestão, Incorporação e Inovação de Tecnologias em Saúde (DGITIS/SCTIE), Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT/SCTIE), Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE) e Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Após a subcomissão, os ajustes necessários foram realizados e, em seguida, a proposta foi apresentada aos membros do Plenário da Conitec em sua 86ª Reunião Ordinária, os quais recomendaram favoravelmente ao texto.
Avaliação da Subcomissão Técnica de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas - 2021
Após a incorporação do ranibizumabe a proposta de elaboração do PCDT da Retinopatia Diabética foi apresentada na 85º Reunião da Subcomissão Técnica de PCDT, realizada em janeiro de 2021. A reunião teve a presença de representantes do Departamento de Gestão, Incorporação e Inovação de Tecnologias em Saúde (DGITIS/SCTIE), Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT/SCTIE), Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE), Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES). Após a subcomissão, os ajustes necessários foram realizados e, em seguida, a proposta foi apresentada aos membros do Plenário da Conitec em sua 94ª Reunião Ordinária, os quais recomendaram favoravelmente ao texto.
Consulta pública - 2020
A Consulta Pública nº 12/2020, do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Retinopatia Diabética, foi realizada entre os dias 20/03/2020 a 08/04/2020. Foram recebidas 3431 contribuições, que podem ser verificadas em: http://conitec.gov.br/images/Consultas/Contribuicoes/2020/CP\_CONITEC\_12\_2020\_PCDT\_Retinopatia.pdf.
Consulta pública - 2021
A Consulta Pública nº 13/2021, do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Retinopatia Diabética, foi realizada entre os dias 22/02/2020 a 15/03/2020. Foram recebidas 665 contribuições, que podem ser verificadas em: http://conitec.gov.br/images/Consultas/Contribuicoes/2021/20210316\_CP\_CONITEC\_13\_2021\_PCDT\_Retinopatia.pdf
3. BUSCA DA EVIDÊNCIA
A busca da evidência foi realizada por pergunta de pesquisa ( Figura 1 ).
Figura 1 Definição da questão de pesquisa estruturada de acordo com o acrônimo PICO
Ao final dessa dinâmica, 10 questões de pesquisa foram definidas para o presente PCDT ( Quadro A ).
Quadro A Questões de pesquisa elencadas pelo Grupo Elaborador
| Número | Descrição | Seção |
|---|---|---|
| 1 | Quais são os critérios clínicos e bioquímicos que impactam no prognóstico da retinopatia diabética? | Prevenção |
| 2 | Qual a sensibilidade e a especificidade dos diversos métodos (fundoscopia direta e indireta, retinografia não midriática e midriática, retinografiawidefield) para o diagnóstico de retinopatia diabética? | Diagnóstico |
| 3 | Em quais situações é indicada a angiofluoresceinografia? | Diagnóstico |
| 4 | Em quais situações é indicada a Tomografia de Coerência Óptica (OCT)? | Diagnóstico |
| 5 | Qual a eficácia e segurança das terapias à laser, farmacológicas e cirúrgicas (individual, comparativo e associação)? | Tratamento |
| 6 | Qual a eficácia do uso conjunto de terapia anti-VEGF e vitrectomia via pars plana posterior? | Tratamento |
| 7 | Qual a eficácia e segurança de laser e/ou tratamento farmacológico para edema macular que não envolve o centro da fóvea? | Tratamento |
| 8 | Qual a eficácia e segurança dos tratamentos farmacológicos, a laser e, cirúrgico (associação individual e comparativo) para edema macular diabético que envolve o centro da fóvea? | Tratamento |
| 9 | Em quais casos se deve utilizar tratamento cirúrgico quando a condição é edema macular que envolve o centro da fóvea? | Tratamento |
| 10 | Qual é a eficácia desses três esquemas terapêuticos (fixo, PRN, tratar e estender)? | Tratamento |
As seções foram distribuídas entre os médicos especialistas (chamados relatores da seção), responsáveis pela redação da primeira versão da seção. A seção poderia ou não ter uma ou mais questões de pesquisa elencadas. Na ausência de questão de pesquisa (recomendações pautadas em prática clínica estabelecidas e apenas com tecnologias já disponíveis no SUS), os especialistas foram orientados a referenciar a recomendação com base nos estudos pivotais que consolidaram a prática clínica. Quando a seção continha uma ou mais questões de pesquisa, os relatores, após atuação dos metodologistas (ver descrição a seguir), interpretavam as evidências e redigiam uma primeira versão da recomendação, para ser discutida entre o painel de especialistas na ocasião do consenso.
Coube aos metodologistas do Grupo Elaborador atuarem na elaboração das estratégias e busca nas bases de dados MEDLINE via Pubmed e Embase, para cada questão de pesquisa definida no PCDT. As bases de dados Epistemonikos e Google acadêmico também foram utilizadas para validar os achados das buscas nas bases primárias de dados.
O fluxo de seleção dos artigos foi descritivo, por questão de pesquisa. A seleção das evidências foi realizada por um metodologista e respeitou o conceito da hierarquia das evidências. Dessa forma, na etapa de triagem das referências por meio da leitura do título e resumo, os estudos que potencialmente preenchessem os critérios PICO foram mantidos, independentemente do delineamento do estudo.
Havendo ensaios clínicos randomizados, preconizou-se a utilização de revisões sistemáticas com meta-análise. Havendo mais de uma revisão sistemática com meta-análise, a mais completa, atual e com menor risco de viés foi selecionada. Se a sobreposição dos estudos nas revisões sistemáticas com meta-análise era pequena, mais de uma revisão sistemática com meta-análise foi considerada. Quando a revisão sistemática não tinha meta-análise, preferiu-se considerar os estudos originais, por serem mais completos em relação às descrições das variáveis clinico-demográficas e desfechos de eficácia/segurança.
Adicionalmente, checou-se a identificação de ensaios clínicos randomizados adicionais, para complementar o corpo das evidências, que poderiam não ter sido incluídos nas revisões sistemáticas com meta-análises selecionadas por conta de limitações na estratégia de busca da revisão ou por terem sido publicados após a data de publicação da revisão sistemática considerada. Na ausência de ensaios clínicos randomizados, priorizou-se os estudos comparativos não randomizados e, por fim, as séries de casos. Quando apenas séries de casos foram identificadas e estavam presentes em número significante, definiu-se um tamanho de amostra mínimo para a inclusão. Mesmo quando ensaios clínicos randomizados eram identificados, mas séries de casos de amostras significantes também fossem encontradas, essas também eram incluídas, principalmente para compor o perfil de segurança da tecnologia. Quando, durante o processo de triagem, era percebida a escassez de evidências, estudos similares, que atuassem como provedores de evidência indireta para a questão de pesquisa, também foram mantidos, para posterior discussão para definir a inclusão ou não ao corpo da evidência.
Os estudos excluídos tiveram suas razões de exclusão relatadas, mas não referenciadas, por conta da extensão do documento. Entretanto, suas respectivas cópias em formato pdf, correspondentes ao quantitativo descrito no fluxo de seleção, foram enviadas ao Ministério da Saúde como parte dos resultados do PCDT. O detalhamento desse processo de seleção é descrito por questão de pesquisa correspondente, ao longo deste Apêndice.
Com o corpo das evidências identificado, procedeu-se a extração dos dados quantitativos dos estudos. A extração dos dados foi feita por um metodologista e revisado por um segundo, em uma única planilha de Excel. As características dos participantes nos estudos foram definidas com base na importância para interpretação dos achados e com o auxílio do especialista relator da questão. As características dos estudos também foram extraídas, bem como os desfechos de importância definidos na questão de pesquisa.
O risco de viés dos estudos foi avaliado de acordo com o delineamento de pesquisa e ferramenta específica. Apenas a conclusão desta avaliação foi reportada. Se o estudo apresentasse baixo risco de viés, significaria que não havia nenhum comprometimento do domínio avaliado pela respectiva ferramenta. Se o estudo apresentasse alto risco de viés, os domínios da ferramenta que estavam comprometidos eram explicitados. Desta forma, o risco de viés de revisões sistemáticas foi avaliado pela ferramenta A MeaSurement Tool toAssesssystematic Reviews 2 (AMSTAR-2) 155,156 , os ensaios clínicos randomizados pela ferramenta de risco de viés da Cochrane 157 , os estudos observacionais pela ferramenta Newcastle-Ottawa 158 e os estudos de acurácia diagnóstica pelo Quality Assessment ofDiagnosticAccuracyStudies 2 (QUADAS-2) 159 . Séries de casos que respondiam à questão de pesquisa com o objetivo de se estimar eficácia foram definidas a priori como alto risco de viés.
Após a finalização da extração dos dados, as tabelas foram editadas de modo a auxiliar na interpretação dos achados pelos especialistas. Para a redação da primeira versão da recomendação, essas tabelas foram detalhadas por questão de pesquisa ao longo deste Apêndice.
A qualidade das evidências e a força da recomendação foram julgadas de acordo com os critérios GRADE ( GradingofRecommendations, Assessment, Developmentand Evaluations ) 160 , de forma qualitativa, durante a reunião de consenso das recomendações. Os metodologistas mediaram as discussões apresentando cada um dos critérios GRADE para os dois objetivos do sistema GRADE, e as conclusões do painel de especialistas foram apresentadas ao final do parágrafo do texto correspondente à recomendação.
3.1. QUESTÕES DE PESQUISA
A. Questão de pesquisa 1
Questão de Pesquisa 1: Quais são os critérios clínicos e bioquímicos que impactam no prognóstico da retinopatia diabética?
1) Estratégia de busca
MEDLINE via Pubmed:
(((("Risk Factors"[Mesh] OR predict*)) AND ("Prognosis"[Mesh] OR progno*))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)
Total: 571 referências
Data do acesso: 28/12/2016
EMBASE:
'risk factor'/exp OR 'risk factor' OR 'predict*' AND ('prognosis'/exp OR 'prognosis' OR 'progno*') AND ('diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy') AND [embase]/lim
Total: 314 referências
Data do acesso: 28/12/2016
2) Seleção das evidências
A busca nas bases resultou em 885 referências (571 referências da MEDLINE e 314 da EMBASE). Cem referências foram excluídas por estarem em duplicata. Setecentos e oitenta e cinco artigos foram triados por meio da leitura de título e resumos. Quarenta e uma referênciastiveram sua elegibilidade confirmada por meio da leitura completa do estudo. Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, ensaios clínicos randomizados ou comparativos não randomizados ou coortes que incluíam acima de 100 participantes; que avaliaram os fatores associados à progressão ou regressão de retinopatia diabética ou incidência de edema macular diabético e fornecessem estimas de medidas de associação (OddsRatio, HazardRatio ou Risco Relativo). Nessa etapa 28 estudos foram excluídos: 22 por representarem delineamentos de estudos com maior risco de viés (sendo três estudos caso-controle, onze estudos transversais e oitocoortes com menos de 100 participantes); dois estudos foram adicionalmente excluídos por não avaliarem os desfechos de interesse e outro por não incluir a população de interesse. Um estudo não forneceu estimativas de medidas de associação e dois estudos avaliaram a associação entre desenvolvimento de retinopatia diabética e fatores de risco. No final, 17 referências 8-17,161-166 de 14 estudos (11 estudos longitudinais prospectivos e um estudo desérie de casos) foram incluídos para extração de dados. Quatros estudos foram identificados por busca manual 13-15,18 .
3) Descrição dos estudos e resultados
A descrição sumária dos estudos encontra-se na Tabela 1 . As características dos pacientes encontram-se descritas na Tabela 2 . As tabelas 3 a 9 apresentam dados sobre os fatores clínicos e bioquímicos que impactam no prognóstico da retinopatia diabética.
Tabela 1 Características dos estudos incluídos na pergunta de pesquisa 1
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo do estudo | População | Tamanho de amostra | Tempo de seguimento | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 12 | Estudo observacional prospectivo | Determinar a taxa de progressão e fatores de risco para RD | Pacientes >18 anos com diabetes mellitus tipo 2 e bom controle de glicose. | 453 pacientes (Grupo progressão:146) (Grupo estáveis: 307) | 5 anos | Moderado risco: não foi informado se a população estudada é representativa do país estudado;não foi usado o método de Kaplan- Meier/Cox. |
| Pan et al. 2014 17 | Estudo observacional retrospectivo | Avaliar o valor preditivo da hemoglobina glicada e outros fatores de risco, na predição de progressão de RD | Indivíduos >18 anos com diabetes mellitus tipo 2. | 359 participantes (Grupo com progressão: 108) (Grupo não progressão: 251) | 5 anos | Moderado risco: estudo retrospectivo, não descreveu o cálculo para tamanho da amostra e a representatividade da amostra; não foi usado o método de Kaplan-Meier/Cox. |
| Jin et al. 2014 11 | Estudo observacional prospectivo | Determinar a incidência de RD em 5 anos e fatores de risco para a regressão da RD | Indivíduos > 18 anos com diabetes mellitus | 778 participantes (Grupo sem RD:322) (Grupo com RD:456, sendo que 110 tiveram regressão de RD e 346 não tiveram regressão de RD) | 5 anos | Moderado risco: não foi informado se a população estudada é representativa do país estudado;não foi usado o método de Kaplan- Meier/Cox. |
| Channa et al. 2014 161 | Estudo observacional - série de casosREAD-2 Study | Identificar fatores associados com os desfechos visuais de pacientes com edema macular. | Pacientes com edema macular diabético tratados com ranibizumabe que completaram 20-24 meses do estudo READ-2. | Desfechos visuais pobres*= 27 (Randomizados para o grupo do ranibizumabe (8), grupo do laser (10) e para o grupo do laser + ranibizumabe (9)) Desfechos visuais melhores* =74 (randomizados para o grupo do ranibizumabe (25), grupo do laser (24) e para o grupo do laser + ranibizumabe (24)) * Após 18 meses a maioria recebeu ranibizumabe | 20- 24 Meses | Moderado risco (série de casos;não foi usado o método de Kaplan-Meier/Cox) |
| Aiello, 2014 (DCCT. 1996) 8,162 | Estudo observacional prospectivo- resultados dos estudos DCCT e EDIC study | Avaliar se o INT reduziu o risco de surgimento e progressão de RD de pacientes com diabetes tipo 1 comparado com CON. | DCCT: População Indivíduos com idade entre 13-39 anos, com diabetes tipo 1. EDIC: Indivíduos com diabetes tipo 1 que continuaram o estudo DCCT. Grupo INT (tratamento intensivo= 3 ou mais injeções por dia ou em uso de bomba de insulina com doses ajustadas baseadas no auto monitoração de glicose no sangue) Grupo CON (uma ou duas doses de insulina por dia). | DCCT: Grupo INT = 711; Grupo CON= 730 EDIC: Grupo INT= 605; Grupo CON=603 %de indivíduos do grupo INT vs. CON, respectivamente no início do EDIC: Sem RD (28,5 vs. 17.8); somente microaneurisma (39.8 vs. 31.7); com DRNP leve (21.5 vs. 27.7); com RDNP moderada ou grave (10,2 vs. 22.8) | DCCT: 6.5 EDIC: 4 e 10 anos | Moderado risco: o modelo não foi ajustado adequadamente para possíveis confundidores; não foi usado o método de Kaplan-Meier/Cox. |
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo do estudo | População | Tamanho de amostra | Tempo de seguimento | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Liu et al, 2013 16 | Estudo observacional prospectivo | Investigar a progressão e regressão de RD e os fatores de risco relacionados aos diferentes graus de RD Pacientes diabéticos tipo 2 diagnosticados com idade de 35 anos ou mais | 4758 pacientes diabéticos (Sem RD=4662; Histórico de RD leve= 44 RD visível leve moderada=50; RDNP severa ou RNP= 2) | 16 anos | Alto risco: não descreveu as características de base; não justificou a perda de seguimento ao longo dos anos | |
| Hietala et al. 2010 10 | Estudo observacional retrospectivo | Elucidar como a idade do início do diabetes tipo 1 influencia o risco a longo prazo de RDP | Pacientes com diabetes tipo 1 | 1.117 pacientes (Sem RD: 258; RDNP: 492; RDP:367) Grupos de acordo com a idade do início do diabetes 0-4 anos (168); 5-14 anos (546); >15 anos (403) | 10.8 anos | Moderado risco: estudo retrospectivo |
| Aiello et al. 2010 163 | Estudo observacional prospectivo | Identificar fatores associados com os desfechos de acuidade visual após fotocoagulação focal/grid. | Pacientes com edema macular diabético participantes de um ensaio clínico randomizado que foram randomizados para receber o tratamento de fotocoagulação focal / grid. | n= 330 olhos ( 1 olho de 330 indivíduos) | 2 anos | Moderado risco:não descreveu as diferenças entre os participantes e aqueles que não completaram o seguimento; não foi usado o método de Kaplan-Meier/Cox. |
| Klein et al. 2009 15 | Estudo observacional prospectivo - Wisconsin study | Examinar em 25 anos de seguimento a incidência de edema macular e seus fatores de risco relacionados. | Pacientes com diabetes tipo 1 que foram diagnosticados antes dos 30 anos de idade e utilizavam insulina | 1210 foram incluídos no acompanhamento. Desses 996 participaram da linha de base, 903 em 4 anos, 816 em 10 anos e 667 em 14 anos, 567 em 20 anos e 520 em 25 anos de seguimento. | 25.1 anos (0.6) | Baixo Risco |
| Genuth et al. 2005 9 | Estudo observacional prospectivo | Investigar se a glicação do colágeno da pele e os produtos terminais da glicação avançada (AGEs) predizem o risco de progressão de RD | Participantes com diabetes tipo 1 do DCCT (ensaio clínico) que foram acompanhados no EDIC (coorte) durante 10 anos. | No total 211 participantes foram acompanhados, desses 184 realizaram o exame de fotografia do fundo do olho (117 não tiveram RD e 67 que realizaram biópsia da pele tiveram progressão da RD, sendo que 28 (27%) era do grupo de terapia intensiva e 39 (49%) era o grupo de tratamento convencional) | 10 anos | Baixo risco |
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo do estudo | População | Tamanho de amostra | Tempo de seguimento | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Klein et al. 1998 13 Klein et al. 1989 165 | Estudo observacional prospectivo - Wisconsin study | Examinar em 14 anos de seguimento a incidência e progressão de RD e edema macular e seus fatores de risco relacionados. | Pacientes com diabetes tipo 1 que foram diagnosticados antes dos 30 anos de idade e utilizavam insulina | 1210 foram incluídos no acompanhamento. Desses 996 participaram da linha de base, 891 em 4 anos de seguimento, 765 em 10 anos e 634 em 14 anos de seguimento. Totalizando 634 participantes, 75 não participantes e 56 faleceram em 14 anos de seguimento | 14.4 anos (0.5) | Baixo risco |
| Stratton et al. 2001 18 | Estudo observacional prospectivo- UKPDS | Determinar os fatores de risco relacionados com a incidência e progressão de RD em pacientes com diabetes tipo 2 | Pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 2 que haviam disponível dados de fotografia de fundo | 1919 pacientes (Grupo com RD:703) (Grupo sem RD:1216) | 6 anos | Baixo risco |
| Klein et al. 1995 166 | Estudo observacional prospectivo - Wisconsin study | Determinar a relação entre a mudança do número de microaneurismas na retina e a incidência de RDNP moderadamente severa, RDP e edema macular clinicamente significante. | Grupo de início jovem: pacientes que foram diagnosticados com diabetes antes dos 30 anos de idade Grupo de início tardio: pacientes que foram diagnosticados com diabetes depois de 30 anos de idade ou mais. | n=236 ( sendo que 189 concluíram o seguimento e 47 não concluíram- não participantes) Grupo de início jovem: 129 Grupo de início tardio; 30 utilizavam insulina e 30 não utilizavam insulina | 10 anos | Baixo risco |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; n= número de pacientes.
Tabela 2 Características dos pacientes dos estudos incluídos
| Autor, ano | Idade (anos), média (DP) | Valor p | %sexo masculino | Valor p | Principais medidas clínicas e bioquímicas de base, média (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Autor, ano | Grupo Progressão: 68.32 (14.86) Grupo Não progressão: 65.87 (15.33) | 0,02 | Grupo de Progressão: 38,36 Grupo de Não progressão: 35,8 | NS | HbA1C basal: Grupo de Progressão: 5.99 (0.92) Grupo de Não progressão: 5.43 (0.62) | <0,001 |
| Autor, ano | Idade (anos), média (DP) | Valor p | %sexo masculino | Valor p | Principais medidas clínicas e bioquímicas de base, média (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 12 | Grupo de Progressão: 56.15 (12.52) Grupo de Não progressão: 56.86 (12.62) | NS | Grupo de Progressão: 43.52 Grupo não progressão: 53.4 | NS | HbA1C basal: Grupo de Progressão: 9.13 (2.71) Grupo de Não progressão: 8.41 (2.32) Glicose: Grupo de Progressão: 8,71 (2,78) | <0,05 |
| Jin et al. 2015 12 | Grupo de Progressão: 56.15 (12.52) Grupo de Não progressão: 56.86 (12.62) | NS | Grupo de Progressão: 43.52 Grupo não progressão: 53.4 | NS | Grupo de Não progressão: 7.94 (2.63) Taxa de filtração Glomerular: | <0,05 |
| Jin et al. 2015 12 | Grupo de Progressão: 56.15 (12.52) Grupo de Não progressão: 56.86 (12.62) | NS | Grupo de Progressão: 43.52 Grupo não progressão: 53.4 | NS | Grupo de Não progressão: 103.23 (32.18) Albumina glicada: Grupo de Progressão: 22.66 (5.92) Grupo de Não progressão:19.83 (5.18) | <0,01 |
| Pan et al. 2014 17 | Grupo com regressão de RD: 67.15 (13.72) Não regressão de RD: 69.27 (11.75) | NS | Grupo com regressão: 43 (39,09) Grupo não regressão: 141(40,75) | NS | HbA1c basal: Grupo com regressão: 5.66 (1.76) Grupo não regressão: 7.68 (2.18) Hiperlipidemia (%): | <0,01 |
| Pan et al. 2014 17 | Grupo com regressão de RD: 67.15 (13.72) Não regressão de RD: 69.27 (11.75) | NS | Grupo com regressão: 43 (39,09) Grupo não regressão: 141(40,75) | NS | Grupo com regressão: 35 (31.82) Grupo não regressão: 147 (42.49) Duração do diabetes: Grupo com regressão:10.26 (7.53) | 0,04 0,01 |
| Jin et al. 2014 11 | Desfechos visuais pobres: 64.9 Desfechos visuais melhores: 62.4 | 0,02 | Desfechos visuais pobres: 41 Desfechos visuais melhores: 65 | 0,03 | Duração do edema macular diabético (meses) Desfechos visuais pobres: 32.3 Desfechos visuais melhores: 23.6 | 0,29 |
| Jin et al. 2014 11 | Desfechos visuais pobres: 64.9 Desfechos visuais melhores: 62.4 | 0,02 | Desfechos visuais pobres: 41 Desfechos visuais melhores: 65 | 0,03 | Melhor acuidade visual corrigida- ETDRS (Média) Desfechos visuais pobres: 16.8 (20/125) Desfechos visuais melhores: 30.4 (20/63) Média da Espessura foveal | <0,001 |
| Channa et al. 2014 161 | NR (13-39) | 0,9 | NR | NR | HbA1c (%) basal: Grupo NIT 7.3 (0.9) vs. Grupo CON: 9 (1.3) Duração do diabetes (anos) : Grupo NIT: 12.2 (4.9) vs. Grupo CON: 11.8 (4.9) | <0,001 |
| Channa et al. 2014 161 | NR (13-39) | 0,9 | NR | NR | IMC: 30.77 (5.43) Colesterol (mmol/l): 4.57 (1.05) | 0,14 |
| Aiello, 2014 (DCCT. 1996) 8,162 | NR | NR | NR | NR | Pressão Arterial Sistólica (mmHg): 139.60 (17.28) Pressão Arterial Diastólica (mmHg): 77.01 (10.41) HbA1c %: 7.2 (3.6) | NR |
| Autor, ano | Idade (anos), média (DP) | Valor p | %sexo masculino | Valor p | Principais medidas clínicas e bioquímicas de base, média (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Liu et al, 2013 16 | NR | NR | NR | Idade do diagnóstico do diabetes entre 0-4 anos; 5-14 anos; >15 anos; todos os pacientes, respectivamente: Duração do diabetes (anos) 31.12 (29.5- 32.7) *; 26.1 (25.1- 27.0) *; 21.0 (19.9- 22.1) *; 25.0 (24.4-25.7) RDP (%) 47.0 (39.5- 54.6) ¶; 38.8 (34.7- 42.9) ¶; 18.9 (15.0- 22.7) *; 32.9 (30.0-35.6) Duração da RDP (anos) 24.3 (22.7- 25.9) ¶; 20.1 (19.2- 21.1) *;21.6 (19.8- 23.3); 21.3 (20.6- 22.1) HbA1c (%) 8.8 (8.5- 9.0) ¶; 8.5 (8.4- 8.6); 8.3 (8.1- 8.4) *; 8.4 (8.4- 8.5) Pressão Arterial Média (mmHg) 96.6 (94.9- 98.3); 97.3 (96.4- 98.2); 99.0 (97.9- 100.1); 97.8 (97.2- 98.5) IMC 24.8 (24.3- 25.4); 24.9 (24.6- 25.2); 25.4 (25.0- 25.8); 25.0 (24.8- 25.3) | ¶= <0,005 (diferença entre dois grupos) *=<0,05 (diferença entre três grupos) | |
| Hietala et al. 2010 10 | 63 | NA | 50 | NA | Fotocoagulação macular anterior : 198 (60%) olhos Pacientes que havia realizado fotocoagulação anterior ao estudo: 2.8 (1.3) Paciente que não havia realizado fotocoagulação anterior ao estudo: 3.1 (1.6) | NA 0,15 |
| Aiello et al. 2010 163 | 24.9 (9.3) | NA | 49.8 | NA | Duração do diabetes (anos) : 10.7 (7.1) HbA1c (%) : 10.5 (2.0) Pressão Arterial Sistólica vs. Pressão Arterial Diastólica (mmHg): 118.4 (14.0) vs. 77.0 (10.6) Presença de Proteinúria (%): 12.3 IMC: 23.1 (3.8 | NA |
| Klein et al. 2009 15 | 24.9 (9.3) | NA | 49.8 | NA | Duração do diabetes (anos): 10.7 (7.1) HbA1c (%): 10.5 (2.0) Pressão Arterial Sistólica vs. Pressão Arterial Diastólica (mmHg): 118.4 (14.0) vs. 77.0 (10.6) Presença de Proteinúria (%): 12.3 IMC: 23.1 (3.8) | NA |
| Autor, ano | Idade (anos), média (DP) | Valor p | %sexo masculino | Valor p | Principais medidas clínicas e bioquímicas de base, média (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Genuth et al. 2005 9 | 28 (7) | NA | 48 | NA | HbAc1- linha de base do DCCT 8.8 (1.7) Fechamento do DCCT e linha de base do EDIC HbAc1 média no DCCT 8.0 (1.6) | NA |
| Klein et al. 1998 13 | Duração do diabetes (anos): 12.6 (9.0) | |||||
| Klein et al. 1989 165 | 26.8 (11.2) | NA | 49.2 | NA | HbA1c (%): 10.6 (2.0) Pressão Arterial Sistólica vs. Pressão Arterial Diastólica (mmHg): 120 (16) vs. 77 (11) Presença de proteinúria (%): 15.5 Presença de Hipertensão (%): 14.7 | NA |
| Stratton et al. 2001 18 | Grupo com RD: 52.2 (8.6 Grupo sem RD: 52.2 (8.5) | 0,96 | Grupo com RD: 57 Grupo sem RD: 61.4 | 0,056 | HbA1c (5): Grupo com RD: 7.2 (1.7) Grupo sem RD: 7.0 (1.7) %tabagismo (não/ex/atual): Grupo com RD: 36.4 vs. 35.0 vs. 28.6 Grupo sem RD: 33.9 vs. 35.5 vs. 30.6 | 0,0018 0,48 |
| Klein et al. 1995 166 | 37.3 (17.7) | NA | 47.1 | NA | Duração do diabetes (anos): 11.7 (8.3) HbA1c: 7.3 (17.7) Número de microaneurisma: 6.2 (7.5) | NA |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; IMC: índice de massa corporal; HbA1c: hemoglobina glicada; DP: desvio padrão; NS: não significante; NA: não se aplica; NR: não reportado.
1. Fatores de Prognóstico: Hemoglobina Glicada e Albumina Glicada
Tabela 3 Associação entre hemoglobina glicada, albumina glicada e progressão ou regressão de retinopatia diabética ou incidência de edema macular diabético
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação (OR, RR, HR, RRR) | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 12 | |||||||
| HbA1c basal | Progressão de RD | Grupo de progressão (HbA1c base 5.99) | Grupo de não progressão (HbA1cbase 5,43) | OR: 2.84 | (2,11-3,82) | >0.05 |
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação (OR, RR, HR, RRR) | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pan et al. 2014 17 | HbA1c média | Progressão de RD | Grupo de progressão (HbA1c média 8.31) | Grupo de não progressão (HbA1c média 7.39) | OR:1.389 | (1.023-1.884) | >0.05 |
| Albumina glicada média- AG | Progressão de RD | Grupo de progressão (AG base: 22.66) | Grupo de não progressão (AG base: 19.83) | OR:1.087 | (1.004-1.178) | 0,039 | |
| Aiello, 2014 (DCCT. 1996) 8,162 | Controle Glicêmico | Progressão de RD≥3-passos: DCCT: 6.5 anos; EDIC: 4anos seguimento EDIC:10 anos de seguimento RDNP severa: DCCT: 6.5 anos; EDIC: 4 anos de seguimento EDIC: 10 anos de seguimento RDP: DCCT: 6.5 anos EDIC: 4 anos de seguimento EDIC:10 anos de seguimento Edema macular diabético Clinicamente significante: DCCT: 6.5 anos; EDIC: 4 anos de seguimento | Grupo de Efeito tratamento intensivo insulina-INT (HbA1c média não regressão da (HbA1c base 7.68) <7.2 | Grupo de Tratamento convencional convencional- CON (HbA1C média de 9%) | RRR: 76% RRR: 74% RRR:57% RRR:66% RRR: 68% RRR:58% RRR:64% RRR: 65% RRR:58% RRR:51% RRR: 62% RRR:38% OR: 0.53 | NR NR NR NR | <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 <0,0001 0,009 <0,0001 <0.05 |
| Jin et al. 2014 11 | HbA1c basal HbA1c basal | Regressão de Sem histórico deRD para histórico de RD leve | Grupo RD | Grupo com regressão da RD (HbA1c base 5.66) >7.2 | HR: 1.42 | (0.44- 0.63) (1.32- 1.52) | |
| 16 | HbA1c basal | Histórico de RD leve para RD visível leve | <7.2 | >7.2 | HR: 1.32 | (1.08- 1.60) | <0,05 |
| Liu et al, 2013 | <0,05 | ||||||
| HbA1c basal | visível leve para RDNP severa ou | <7.2 | >7.2 | ||||
| HR: 2.23 | (1.16- 4.29) | <0,05 | |||||
| RD |
RDP
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação (OR, RR, HR, RRR) | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| HbA1c basal | Histórico de RD leve para sem RD | <7.2 | >7.2 | HR: 0.76 | (0.64- 0.97) | <0,05 | |
| Hietala et al. 2010 10 | HbA1c basal | Incidência de RDP | Grupo com RDP (HbA1c base 8.7) | Grupo sem RD (HbA1c base 8.1) | HR: 1.15 | (1.07- 1.23) | <0,0001 |
| Klein et al. 2009 15 | HbA1c basal (A cada 1%) | Incidência de edema macular diabético | Acima de 9.5% | Abaixo de 9.5% | HR: 1.17 | (1.10- 1.25) | <0,001 |
| Genuth et al. 2005 9 | HbA1c média | Progressão de RD | Acima de 9% | Abaixo de 9% | OR: 4.8 | (1.8- 13.2) | <0,001 |
| Klein et al. 2008 | HbA1c basal | Progressão de RD | Acima de 9.5% | Abaixo de 9.5% | HR: 1.32 | (1.26- 1.38) | <0,001 |
| 14 | Incidência de RDP | Acima de 9.5% | Abaixo de 9.5% | HR: 1.38 | (1.31- 1.46) | <0,001 | |
| Melhora de RD de dois ou mais níveis | Acima de 9.5% | Abaixo de 9.5% | HR: 0.84 | (0.77- 0.91) | <0,001 | ||
| Stratton et al. 2001 18 | HbA1c basal | Progressão de RD | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 6.2- 7.4 ≥ 7.5 | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: <6.2 | -- RR: 4.1 RR: 8.1 | -- (3.1- 5.6) (6.3- 10.5) | <0,001 |
| Klein et al. 1998 13 | Progressão de RD | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 9.5- 10.5 10.6- 12.0 12.1- 19.5 | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 5.6 - 9.4 | -- -- RR:1.99 RR:2.64 | -- (1.12- 1.68) (1.67- 2.38) (2.18- 3.20) | <0,001 | |
| Klein et al. 1989 165 | HbA1c basal | Progressão para RDP | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 9.5- 10.5 | Faixas de valores de HbA1c: 5.6- 9.4 | -- RR:2.81 RR:4.42 | -- (1.77- 4.47) | <0,001 |
| 10.6- 12.0 12.1- 19.5 | RR:6.23 | (2.90- 6.72) (4.21- 9.22) |
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação (OR, RR, HR, RRR) | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Incidência de edema macular diabético | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 9.5- 10.5 10.6- 12.0 12.1- 19.5 | Pacientes com faixas de valores de HbA1c: 5.6- 9.4 | -- RR:1.90 RR:3.11 | -- (1.12- 3.25) (1.95- 4.95) (2.21- 5.34) | <0,001 |
RR:6.23
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; DCCT: estudo Diabetes ControlandComplications ; EDIC: estudo Epidemiologyof Diabetes InterventionsandComplications ; INT: grupo tratamento intensivo; COM: grupo tratamento convencional; HbA1c: hemoglobina glicada; NR: não reportado; RR: risco relativo; OR: Oddsratio ou razão de chances; HR: hazardratio.
2. Fator Prognóstico: Pressão Arterial
Tabela 4 Associação entre pressão arterial e progressão ou regressão de retinopatia diabética ou incidência de edema macular diabético
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Liu et al, 2013 16 | Pressão Arterial Sistólica | Sem histórico deRD para Histórico deRD leve | <139.60 mmHg | >139.60 mmHg | HR:1.20 | (1.11- 1.30) | <0,05 |
| Liu et al, 2013 16 | Pressão Arterial Diastólica | Histórico de RD leve para histórico deRD visível | < 77. 01 mmHg | > 77.01 mmHg | HR:1.87 | (1.46- 2.40) | <0,05 |
| Liu et al, 2013 16 | Pressão Arterial Sistólica | Histórico de RD leve para sem RD | <139.60 mmHg | >139.60 mmHg | HR:0.79 | (0.64- 0.89) | <0,05 |
| Hietala et al. 2010 10 | Pressão Arterial Média | Incidência de RDP | 102.3 mmHg | 93.7 mmHg | HR:1.03 | (1.02- 1.04) | <0,001 |
| Klein et al. 2009 15 | Pressão Arterial Sistólica | Incidência de edema macular diabético | 88.3mmHg | 88.0mmHg | HR:1.15 | (1.04- 1.26) | 0,004 |
| Klein et al. 2008 14 | Pressão Arterial Sistólica | Incidência de RDP | 88.3mmHg | 88.0mmHg | HR:1.14 | (1.04- 1.25) | 0,005 |
| Pressão Arterial Diastólica | Progressão de RD | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 72- 78 79- 85 86- 117 | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 42-71 | -- RR:1.13 RR:1.99 RR:1.20 | -- (0.96- 1.32) (0.99- 1.38) (1.00- 1.43) | <0,05 | |
| Klein et al. 1989 165 | Pressão Arterial Sistólica | Progressão para RDP | Pacientes com faixas de pressão arterial sistólica entre (mmHg): 111- 120 121- 134 135- 221 | Pacientes com faixas de pressão arterial sistólica entre (mmHg): 78- 110 | -- RR:1.12 RR:1.56 RR:2.06 | -- (0.80- 1.57) (1.14- 2.15) (1.43- 2.96) | <0,001 |
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pressão Arterial Diastólica | Progressão para RDP | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 72- 78 79- 85 86- 117 | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 42-71 | --- RR:1.46 RR:1.69 RR:2.56 | -- (1.03- 2.06) (1.20- 2.39) (1.82- 3.58) | <0,001 | |
| Hipertensão | Progressão para RDP | Presença de hipertensão | Ausência de hipertensão | -- RR:1.91 | -- (1.41- 2.59) | <0,001 | |
| Pressão Arterial Diastólica | Incidência de edema macular diabético | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 72- 78 79- 85 86- 117 | Pacientes com faixas de pressão arterial diastólica entre (mmHg): 42-71 | -- RR:1.30 RR:1.16 RR:1.76 | -- (0.86- 1.93) (0.75- 1.80) (1.16- 2.67) | <0,05 |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; IC 95%: intervalo de confiança 95%; RR: risco relativo; OR: Oddsratio; HR: hazardratio.
3. Fatores de Prognóstico: Sexo, Idade e Idade do Diagnóstico do Diabetes
Tabela 5 Associação entre sexo, idade do diagnóstico do diabetes e progressão de retinopatia diabética e incidência de retinopatia diabética proliferativa.
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Klein et al. 2008 | Sexo Progressão de RD Incidência de RDP | Masculino Masculino | Feminino Feminino | HR:1.33 HR: 1.21 | (1.11- 1.58) (1.07- 1.36) | <0,001 0,002 | 14 |
| Sexo | Progressão de RD | Feminino | Masculino | RR:0.54 | (0.37- 0.80) | 0,0016 | |
| 2001 Klein et al. 1998 13 Klein et al. 1989 164 | Idade Progressão de RD Sexo Progressão | 50-57 58 ou mais de RD | anos Feminino | Masculino | -- RR:1.6 RR:2.1 -- RR: 0.83 | (1.2- 2.2) (1.5- 2.7) 0,0012 -- (0.73- 0.93) | <50 anos <0,005 |
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Hietala et al. 2010 10 | Idade do diagnóstico do diabetes | Incidência de RDP | Grupo de pacientes com idade de diagnóstico de diabetes entre: 0-4 anos | Grupo de idade de diagnóstico entre: 15-40 anos | -- | -- | |
| Hietala et al. 2010 10 | Idade do diagnóstico do diabetes | Incidência de RDP | HR:1.61 | (1.16- 2.23) | <0,001 | ||
| Hietala et al. 2010 10 | Idade do diagnóstico do diabetes | Incidência de RDP | 5- 14 Anos | HR: 1.90 | (1.45- 2.48) | <0,001 |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; IC 95%: intervalo de confiança 95%; RR: risco relativo; HR: hazardratio.
4. Fatores de Prognóstico: Retinopatia Diabética Basal, Severidade da Retinopatia e Microaneurismas
Tabela 6 Associação entre retinopatia diabética basal, severidade de retinopatia diabética grau 15, diferença no número de microaneurismas na linha de base e tempo de seguimento, taxa do número total de microaneurisma basal e tempo de seguimento e progressão ou regressão de retinopatia diabética ou incidência de edema macular clinicamente significante.
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pan et al. 2014 17 | RD basal | Progressão de RD | Grupo Sem RD basal (9.96%) | Grupo com RD basal (31.48%) | OR: 0.391 | (0,194-0,789) | 0,005 |
| Klein et al. 2008 14 | Severidade de RD grau- 15 (a cada 2 níveis) | Progressão de RD | Menor severidade na linha de base | Maior severidade na linha de base | HR: 0.92 | (0.86- 0.99) | 0,03 |
| Klein et al. 1995 166 | Diferença do número de microaneurismas basal e após 4 anos | Progressão de RD no grau 43 ou mais | Aumento de 1-4. Aumento de 5-15 Aumento de ≥16 | Diminuição ou não mudança | -- RR: 2.1 RR:2.7 RR:5.8 | -- (0.8- 5.8) (1.0- 7.0) (2.5- 13.5) | <0,001 |
| Klein et al. 1995 166 | Diferença do número de microaneurismas basal e após 10 anos | Incidência de RDP | Aumento de 1-4. Aumento de 5-15 Aumento de ≥16 | Diminuição ou não mudança | -- RR: 0.3 RR:1.2 RR: 4.6 | -- (0- 2.5) (0.3- 4.5) (1.8- 12.3) | <0,001 |
| Klein et al. 1995 166 | Diferença do número de microaneurismas basal e após 10 anos | Incidência de edema macular clinicamente significante | Aumento de 1-4. Aumento de 5-15 Aumento de ≥16 | Diminuição ou não mudança | -- RR: 4.7 RR: 0* RR:9.1 | -- (0.5- 40.6) -- (1.2- 67.3) | 0,005 |
| Klein et al. 1995 166 | Taxa do número total de microaneurismas basal e após 4 anos | Progressão de RD no grau 43 ou mais | 1.00- 1.99 2.00-2.99 ≥3.00 | <1.00 | -- RR: 1.2 RR: 2.6 RR: 4.1 | -- (0.4-3.9) (1.0- 6.9) (1.8- 9.5) | <0,001 |
| Klein et al. 1995 166 | Taxa do número total de microaneurismas basal e após 10 anos | Incidência de RDP | 1.00- 1.99 2.00-2.99 ≥3.00 | <1.00 | -- RR: 0.3 RR: 1.3 | -- (0-2.6) (0.4- 4.8) | <0,001 |
RR: 3.0
(1.1- 7.9)
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Taxa do número total de microaneurismas basal e após 10 anos | Incidência de edema macular clinicamente significante | 1.00- 1.99 2.00-2.99 ≥3.00 | <1.00 | -- RR: 1.2 RR: 1.3 RR: 6.7 | -- (0.1-18.1) (0.1- 19.4) (0.9- 48.1) | 0,005 |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; RR: risco relativo; OR: Oddsratio ou razão de chances; HR: hazardratio;IC 95%: intervalo de confiança 95%; *número de olhos graduados de participantes sob risco insuficientes.
5. Fatores de Prognóstico: Proteinúria e Taxa de Filtração Glomerular
Tabela 7 Associação entre proteinúria, taxa de filtração glomerular e progressão ou regressão de retinopatia diabética ou incidência de edema macular diabético
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| et al. 2014 17 Taxa glomerular | de filtração basal Progressão de RD | 114.81 ml/min | 103.23 ml/min | OR:1.008 | (1.000-1.016) | 0,045 | Pan |
| Klein et al. 2008 14 | Proteinúria | Incidência de RDP | Presença de proteinúria | Ausência de proteinúria | HR: 1.83 | (1.31- 2.56) | <0,001 |
| Klein et al. 2009 15 | Proteinúria | Incidência de edema macular diabético | Presença de proteinúria | Ausência de proteinúria | -- RR:1.43 | -- (0.99- 2.08) | 0.056 |
| Klein et al. 1998 13 | Proteinúria | Progressão para RDP | Presença de proteinúria | Ausência de proteinúria | -- RR:1.96 | -- (1.43- 2.68) | <0,001 |
| Klein et al. 1989 165 | Proteinúria | Incidência de edema macular diabético | Presença de proteinúria | Ausência de proteinúria | -- RR:1.95 | -- (1.34- 2.82) | <0,001 |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; RR: risco relativo; OR: Oddsratio ou razão de chances; HR: hazardratio;IC 95%: intervalo de confiança 95%.
6. Fatores de Prognóstico Diversos: Triglicerídeos, Furosina, Tabagismo e Índice de Massa Corporal
Tabela 8 Associação entre triglicerídeos sérico, índice de massa corporal, furosina, tabagismo e progressão ou regressão de retinopatia diabética
| Jin et al. 2014 11 | Triglicerídeos sérico | Regressão de RD | Hiperlipidemia no grupo não regressão (42.49%) | Hiperlipidemia no grupo com regressão (31.82%) | OR: 0.77 | (0.60-0.99) | 0,004 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Klein et al. 2008 14 | IMC (a cada 4kg/m2) | Progressão de RD | 26.6 kg/m 2 | 25.0 kg/m 2 | HR: 1.16 | (1.07- 1.26) | <0,001 |
| IMC (a cada 4kg/m2) | Melhora de RD de dois ou mais níveis | 26.6 kg/m 2 | 25.0 kg/m 2 | HR:0.84 | (0.77- 0.91) | <0,001 | |
| Genuth et al. 2005 9 | Furosina (produto terminal da glicação avançada) | Progressão de RD | Acima de 860 pmol/mg | Abaixo de 860 pmol/mg | OR: 4.8 | (1.8- 13.2) | 0,0014 |
| Stratton et al. 2001 18 | Tabagismo | Progressão de RD | Não fumante | Fumante | -- RR: 0.50 | -- (0.36- 0.71) | 0,0045 |
RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; IMC: índice de massa corporal; NR: não reportado; RR: risco relativo; OR: Oddsratio; HR: hazardratio;IC 95%: intervalo de confiança 95%.
7. Fatores de Prognóstico Associados à Desfechos Visuais
Tabela 9 Associação entre melhor acuidade visual corrigida, espessura foveal, atrofia foveal e desfechos visuais.
| Autor, ano | Fatores Associados | Desfecho | Grupo exposto | Grupo não exposto | Medidas de associação | IC 95% | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Channa et al. 2014 161 | Melhor acuidade visual corrigida basal | Desfecho visuais | Desfechos visuais melhores (>20/100) | Desfechos visuais pobres (≤20/100) | OR: 0.83 | (0.75- 0.93) | 0,001 |
| Espessura Foveal aos 24 meses | Desfecho visuais | Desfechos visuais pobres (≤20/100) | Desfechos visuais melhores (>20/100) | OR: 1.008 | (1.002- 1.013) | 0,01 | |
| Atrofia Foveal | Desfecho visuais | Desfechos visuais pobres (≤20/100) | Desfechos visuais melhores (>20/100) | OR: 14.3 | (1.8- 117.1) | 0,01 | |
| Aiello, 2014 (DCCT. 1996) 8,162 | Pontuação de letras de acuidade visual basal | Melhora da visão (Ganho de 10 letras) Piora da visão | 73-60 letras (20/32 para 20/63) | 59- 24 Letras (20/63 para 20/320) | -- OR:0.39 -- OR: 0.68 | -- (0.24- 0.62) -- | <0,001 |
| Aiello, 2014 (DCCT. 1996) 8,162 | Volume retinal de Tomografia de Coerência Óptica | (Perda de 10 letras) | <9.2mm 3 | ≥9.2mm 3 | (0.38- 1.24) | 0,01 |
OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança 95%.
B. Questão de pesquisa 2
Questão de Pesquisa 2: Qual a sensibilidade e a especificidade dos diversos métodos (fundoscopia direta e indireta, retinografia não midriática e midriática, retinografiawidefield) para o diagnóstico de retinopatia diabética?
1) Estratégias de busca:
Medline via Pubmed
(((((("Sensitivity and Specificity"[Mesh] OR (Specificity and Sensitivity) OR sensitivity OR specificity OR 'diagnostic accuracy')))) AND ("Ophthalmoscopy"[Mesh] OR Retinoscopy OR retinography OR funduscopy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)
Resultado: 187 referências
Data: 28/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('sensitivity'/exp OR 'sensitivity' OR 'specificity'/exp OR 'specificity' OR 'sensitivity and specificity'/exp OR 'sensitivity and specificity' OR 'diagnostic accuracy'/exp OR 'diagnostic accuracy') AND ('ophthalmoscopy'/exp OR 'ophthalmoscopy' OR 'retinography'/exp OR 'retinography' OR 'retinoscopy'/exp OR 'retinoscopy' OR 'funduscopy'/exp OR 'funduscopy') AND [embase]/lim
Resultado: 218 referências
Data: 28/12/2016
2) Seleção das evidências
Somente foram inclusos estudos de acurácia diagnóstica transversais ou de caso-controle diagnóstico, que tivessem definido medidas de sensibilidade e especificidade (ou permita o cálculo) e com padrão de referência definido. Estudos que compararam diferenças de leitura entre os tipos de profissionais, para o mesmo equipamento (ex. especialista x generalista), não foram incluídos. Foram importadas 187 referências da MEDLINE e mais 218 da EMBASE. Foram retiradas 55 duplicatas, restando 350 artigos para serem avaliados por título e resumo. Após a leitura de títulos e resumo foram selecionadas 52 referências para leitura completa.
Dessas 52, três eram revisões sistemáticas sem meta-análise e foram excluídas pois decidimos incluir os estudos individuais contidos nelas (a nossa busca recuperou quantidade maior de referências) ou por conterem estudos que avaliavam a capacidade de leitura dos resultados entre diferentes profissionais (ex: oftalmologista vs. médico generalista). De uma dessas revisões 167 foram incluídas, manualmente, 17 referências.
Da nossa estratégia de busca original, além das três revisões sistemáticas citadas acima, foram excluídas mais 14 referências, duas por se tratarem de estudo com equipamento protótipo, uma avaliou leitura de câmera de smartphone, uma revisão narrativa da literatura, oito estudos com o mesmo equipamento manuseado por profissionais de saúde diferentes, um estudo de custo efetividade sem dados de acurácia e outro estudo, antigo, sem dados de acurácia diagnóstica. Dessa forma, somando-se as 17 referências obtidas através da revisão sistemática 167 com as 35 obtidas pela busca temos 52 referências, sendo um caso-controle diagnóstico 61 e 51 estudos transversais de acurácia diagnóstica 25-58,60-71,167-171 .
3) Descrição dos estudos e resultados
A Tabela 10 a seguir exibe as características dos estudos e pacientes incluídos para a resposta à questão de pesquisa 2. As tabelas 11 a 23 exibem os principais resultados de acurácia diagnóstica dos estudos. As tabelas de resultados foram organizadas, primeiramente, de acordo com teste índice e, em seguida, pelo teste referência.
Tabela 10 Características dos estudos e pacientes incluídos
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ahsan et al. 2014 26 | Transversal | 728 olhos | 48,8 (8,0) | 37,4 | 9,73 (3,28) | NR | NR | Baixo |
| Ibanez et al. 2013 168 | Transversal | 650 olhos | NR | NR | NR | NR | NR | Alto (não é possível ter certeza se houve mascaramento dos avaliadores de referência e índice, aparentemente estudo não single-gate) |
| Vujosevic et al. 2012 169 | Transversal | 263 olhos | 48,8 (11,5) | 64 | NR | NR | 323,4 (125,2) | Baixo |
| Waldstein et al. 2012 170 | Transversal | 125 olhos | 63 (15) | 65 | NR | NR | NR | Moderado (origem dos dados retrospectiva, pacientes já haviam sido diagnosticados com RD) |
| Wilson et al. 2010 71 | Transversal | 380 pacientes | Mediana 67,4 (IQR 21-94) | 60,5 | NR | NR | NR | Baixo |
| Emanuele et al. 2009 32 | Transversal | 340 pacientes | 61,3 (8,8) | NR | 9,3 (1,4) | NR | NR | Moderado (tempo longo entre a realização dos testes (60 dias); não é possível ter certeza se os pesquisadores foram mascarados quanto ao resultado dos testes) |
| Aptel et al. 2008 27 | Transversal | 158 olhos | 52,4 (variação 16; 89) | 37 homens | NR | NR | NR | Baixo |
| Neubauer et al. 2008 50 | Transversal | 51 olhos | 60 (12,1) | NR | 7,0 (1,3) | 0,48 (0,40) | NR | Baixo |
| Chun et al. 2007 31 | Transversal | 392 olhos | NR | 50,8 | NR | NR | NR | Baixo |
| Lopez-Bastida et al. 2007 44 | Transversal | 1546 olhos | Mediana 50,8 | 48 | NR | NR | NR | Baixo |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Tanterdthan et al. 2007 68 | Transversal | 225 olhos | 57,97(11,35) | 35 | NR | NR | NR | Baixo |
| Ahmed et al. 2006 25 | Transversal | 482 olhos | 60 (11,3) | 54 | 7,53 (0,78) | NR | NR | Alto (Não certeza se os avaliadores eram mascarados quanto aos resultados de grupo padrão e índice; tempo grande entre a realização dos dois testes; perdas evitáveis) |
| Goebel et al. 2006 171 | Transversal | 124 olhos | 61,1 (14) | NR | NR | NR | cutoff OCT: 268 cutoff RTA: 231 | Moderado (Os testes índice e padrão não foram aplicados a toda a população) |
| Phiri et al. 2006 55 | Transversal | 196 pacientes (392 olhos) | 68,8 | 57 | NR | NR | NR | Baixo |
| Kuo et al. 2005 41 | Transversal | 100 olhos | 59 | 61 | NR | NR | NR | Moderado (estudo retrospectivo e não cita a diferença de tempo na aplicação de testes padrão e índice) |
| Ruamviboonsuk et al. 2005 57 | Transversal | 150 pacientes (130 analisados) | 20-40: 9 41-60: 82 > 60: 59 | 25 | NR | NR | NR | Baixo |
| Chia et al. 2004 30 | Transversal | 78 olhos | Homens: 62,4 (faixa 43-76) mulheres: 61,2 (faixa 37; 84) | 44 | NR | NR | NR | Baixo |
| Lawrence et al. 2004 42 | Transversal | 254 pacientes | 67,5 | 98,4 | 9,76 (variação 5,8; 18,5) | NR | NR | Baixo |
| Murgatroyd et al. 2004 49 | Transversal | 398 pacientes | 63 (IQR: 51,8; 70,3) | 57 | NR | NR | NR | Baixo |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Saari et al. 2004 59 | Caso-controle | 70 pacientes | 41,8 (19,1) | 53 | NR | NR | NR | Alto (os testes não foram aplicados em todos os indivíduos; o teste referência contém os índices) |
| Stellingwerf et al. 2004 67 | Transversal | 282 pacientes (259 JPEG e 157 integral) | NR | NR | NR | NR | NR | Moderado (nem todos os pacientes realizaram os dois testes índices) |
| Boucher et al. 2003 28 | Transversal | 98 pacientes | 59,9 (12,2) | 47 | NR | NR | NR | Baixo |
| Gresset et al. 2003 33 | Transversal | NR | NR | NR | NR | NR | NR | Alto (não descreve o número de participantes; não detalha mascaramento; resumo de congresso com pouco detalhamento) |
| Herbert et al. 2003 35 | Transversal | 145 pacientes | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Massin et al. 2003 46 | Transversal | 147 olhos | 52 (variação 25-74) | 62 | NR | NR | NR | Baixo |
| Neubauer et al. 2003 172 | Transversal | 31 olhos | 64 (10) | NR | NR | NR | NR | Moderado (nem todos os pacientes realizaram o teste índice; poucos pacientes avaliados) |
| Olson et al. 2003 52 | Transversal | 586 pacientes | 56,5 (variação 15,9; 85,4) | 65 | NR | NR | NR | Baixo |
| Scanlon et al. 2003 61 | Transversal | 1549 pacientes | 65 | NR | NR | NR | NR | Alto (longo prazo de duração da medida pelo teste padrão; conhecimento de características e prontuário pelos avaliadores do teste índice) |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Scanlon et al. 2003b 60 | Transversal | olhos para oftalmo vs. 7 campos; 399 para 45° vs. 7 campos; 472 para 45° vs. oftalmo) | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Lin et al. 2002 43 | Transversal | 197 pacientes | 21-29: 1% 30-39: 5% 40-49: 20% 50-59: 29% 60-69: 26% 70-79: 16% ≥80: 3% | 58 | NR | NR | NR | Baixo |
| Marbeley et al. 2002 45 | Transversal | 100 pacientes | 54,6 (13,66) | 31 | NR | NR | NR | Alto (as fotos inicialmente são adquiridas sem midríase, para 15 pacientes; posteriormente, devido à baixa qualidade das fotos, os demais pacientes sofreram midríase) |
| Rudnisky et al. 2002 58 | Transversal | 105 pacientes | Mediana: 60,2 (variando de 34 a 87) | 60,6 | NR | NR | NR | Baixo |
| Bursell et al. 2001 29 | Transversal | 54 pacientes | 48 (15,2) | 57 | NR | NR | NR | Baixo |
| Moller et al. 2001 47 | Transversal | 23 pacientes | 54,4 (variação 25; 75) | 65 | NR | NR | NR | Baixo |
| Stellingwerf et al. 2001 66 | Transversal | 469 pacientes | 51 (17,7) | 49 | NR | NR | NR | Baixo |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Newson et al. 2000 51 | Transversal | 37 pacientes | 25-70 | NR | NR | NR | NR | Moderado (Não é possível ter certeza se os testes padrão e índice foram feitos com mascaramento entre os avaliadores) |
| Taylor et al. 1999 69 | Transversal | 118 pacientes | Variação (<40 a >80) | 44 | NR | NR | NR | Baixo |
| Owens et al. 1998 53 | Transversal | 605 pacientes | NR | 56 | NR | NR | NR | Baixo |
| Siu et al. 1998 64 | Transversal | 153 pacientes | 55,9 (variação 23; 79) | 51 | NR | NR | NR | Alto (pacientes que não puderam ser graduados foram considerados como positivos) |
| Penman et al. 1998 54 | Transversal | 456 pacientes (427 realizaram os testes) | 53,7 (faixa 20; 85) | 35 | NR | NR | NR | Baixo |
| Kerr et al. 1998 37 | Transversal | 3586 (215 para o desfecho de interesse) | <40: 290 41-64: 1079 65-74: 1065 >1098 desconhecido: 54 | 55 | NR | NR | NR | Moderado (Não é possível ter certeza se os testes padrão e índice foram feitos com mascaramento entre os avaliadores) |
| Sonnaville et al. 1996 65 | Transversal | 323 pacientes | 65,3 (variação 40- 96) | 41 | HbA1c < 7%: 42% HbA1c > 8,5: 23 | NR | NR | Moderado (O resultado de acurácia diagnóstica para RD clinicamente significante não considerou as fotos não graduáveis) |
| Harding, 1995 34 | Transversal | 320 pacientes | 60,2 | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Pugh et al. 1993 56 | Transversal | 352 pacientes | 59,7% <65 anos | 76 | NR | NR | NR | Baixo |
| Schachat et al. 1993 62 | Transversal | 1168 pacientes | 59 (11) | 42 | 7,1 (1,5) | NR | NR | Baixo |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Amostra (N) | Idade média, anos (DP) | Sexo masc. (%) | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Kinyoun et al. 1992 38 | Transversal | 124 pacientes 62; variação (45-74) | NR | NR | NR | NR | Baixo | |
| Schulper et al. 1992 63 | Transversal | 2359 pacientes | NR | NR | NR | NR | NR | Moderado (Não é possível ter certeza se os testes padrão e índice foram feitos com mascaramento entre os avaliadores) |
| Kalm et al. 1989 36 | Transversal | 154 pacientes | 65 (variação 41-89) | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Kleinstein et al. 1987 40 | Transversal | 25 olhos | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Wllians et al. 1986 70 | Transversal | 62 pacientes (120 olhos) | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo |
| Klein et al. 1985 39 | Transversal | 99 pacientes (63 midriático, 74 não midriático) | 54 mediana (15; 84) | 55 | NR | NR | NR | Baixo |
| Moss et al. 1985 48 | Transversal | 1949 pacientes | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo |
DP: desvio padrão; NR: Não relatado; OCT: tomografia de coerência ótica; RTA: retinalthicknessanalyses; HbA1c: hemoglobina glicada; Masc.: masculino.
4) Resultados de acurácia diagnóstica para os estudos que consideraram a biomicroscopia como teste índice
Tabela 11 Resultado de acurácia para estudo comparando biomicroscopia vs. fotografia 45°
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | OR diagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 154 pacientes mellitus tipo II. Objetivo: comparar o desempenho diagnóstico entre biomicroscopia e fotografia 45° não estéreo, midriática | com diabetes Biomicroscopia | Fotografia 45° não estereo,midriática | RD inicial (backgroung): Olho direito: 69 Olho esquerdo: 61 Maculopatia: Olho direito: 79 Olho esquerdo: 63 | NR | NR | NR | Kalm et al. 1989 36 |
RD: retinopatia diabética; NR: Não relatado; OR: OddsRatio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
Tabela 12 Resultado de acurácia para estudo que compara exame clínico (biomicroscopia + oftalmoscopia) vs. fotografia estereoscópica 7 campos
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | OR diagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Scanlon et al. 2003b 60 | 239 pacientes com diabetes. Objetivo: comparar a avaliação oftalmológica vs. fotografia estereoscópica (sete campos) e midriática 45° (2 campos) | Avaliação oftalmológica (biomicroscopia + oftalmoscopia) | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | 87,4 (83,5; 91,5) | 94,9 (91,5; 98,3) | NR | NR |
NR: Não relatado; OR: OddsRatio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
Tabela 13 Resultados de acurácia para estudos que compararam, entre si, fotografias 45° vs. 30° e 45° vs. 50° midriáticas ou não.
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Stellingwerf et al. 2004 66 | 282 pacientes (560) olhos com diabetes tipos I e II. Objetivo: Avaliar o efeito da compressão JPEG no diagnóstico de RD | Fotografia digital não -estereoscópica 50° (integral) - 2 campos Fotografia digital não -estereoscópica 50° (JPEG) - 2 campos | Fotografia colorida 45° (35 mm), 2 campos | Média inter avaliadores: JPEG: 0,73 Integral: 0,89 | Média inter avaliadores: JPEG: 0,96 Integral: 0,93 | NR | NR |
RD: retinopatia diabética; RDP: retinopatia diabéticaproliferativa; NR: Não relatado; JPEG: formato de compressão de foto;OR: OddsRatio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
Tabela 14 Resultados de acurácia para estudo que comparou fotografias 20°, 45° e 50° digitais vs. oftalmoscopia + fotografia.
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Saari et al. 2004 59 | 70 pacientes (sendo 42 diabéticos e 28 controles saudáveis). Objetivo: Avaliar quatro tipos de câmeras vs. um padrão de referência misto na detecção deRD | digital, colorida 2) 50°, 2 campos, digital (red-free) 3) portátil 20° digital 4) 45° colorida digital | Oftalmoscopia midriática, fotos digitai coloridas e red-free | Pelo menos RDNP leve: 50° colorida: 94 45° colorida: 88,9 portátil 20°: 6,9 50° redfree: 97,7 | Pelo menos RDNP 50° colorida: 99 45° colorida: 100 portátil 20°: 50 | NR | NR |
RDNP: Retinopatia diabética não proliferativa; OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%; NR: Não relatado.
Tabela 15 Resultados de estudos que compararam fotografia de fundo vs. biomicroscopia
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 380 pacientes com diabetes. Objetivo: avaliar a sensibilidade e a especificidade da oftalmoscopia a laser (widefield) e das imagens digitais de retina 45° na detecção de RD | Oftalmoscopia a laser (widefield) (OWF) fotografia digital (único e 2 campos) 45° | Biomicroscopia (slitlamp) | Foto digital (1 campo): 83,3 (75,1; 91,6) Foto digital (2 campos): 83,3 (75,1; 91,6) OWF: 84,6 (76,6; 92,6) | Foto digital (1 campo): 85,4 (81,5; 89,4) p=0,04 x OWF Foto digital (2 campos): 85,1 (81,1; 89,1) OWF: 78,8 (74,2; 83,4) p<0,05 x foto digital | NR | NR | Wilson et al. 2010 71 |
| Kuo et al. 2005 41 100 pacientes diabéticos (200 olhos). Objetivo: comparar a fotografia de fundo 45° não midriática vs. biomicroscopia (slitlamp) na detecção de RD | Fotografia de fundo 45° não midriática (um campo entre dico e mácula) | Biomicroscopia | 53,8 | 89 | NR | NR | |
| Murgatroyd et al. 2004 49 398 com verificar o desempenho diagnóstico das fotografias 45° não dilatada em único campo e dilatada em um múltiplos campos vs. | pacientes (794 olhos) diabetes. Objetivos: Fotografia 45° não dilatada em único campo fotografia 45° dilatada em um e múltiplos campos | Biomicroscopia (slitlamp) | Fotografia 45° (qualquer RD): Sem dilatação, um campo: 83 (78; 88) Com dilatação, um campo: 86 (82; 90) Com dilatação, múltiplos campos: 90 (86; 93) | Fotografia 45° (qualquer RD): Sem dilatação, um campo: 91 (88; 94) Com dilatação, um campo: 91 (89; 94) Com dilatação, múltiplos campos: 90 (88; 93) | NR | NR | |
| Herbert et al. 2003 35 145 pacientes (288 diabéticos. Objetivo: Avaliar a efetividade câmera 45° em único campo na detecção | da Fotografia não- midriática 45° (um campo) | Biomicroscopia (slitlamp) | 38 | 95 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Olson et al. 2003¥ 52 | 586 pacientes diabéticos. Objetivo: Avaliar a performance da imagem digital, fotografia de fundo e biomicroscopia no diagnóstico e classificação de RD | 1) Fotografia colorida midriática 35mm (manual); 2) Fotografia digital redfree 50°, 2 campos (manual); 3) Fotografia digital redfree 50°, 2 campos (digital); | Biomicroscopia (slitlamp) | RD: Foto colorida (manual): 89 (86; 92) Foto digital 45° (manual): 79 (75; 83) Foto digital 45° (automática): 71 (66; 75) EMD: Foto colorida (manual): 84 (81; 87) Foto digital 45° (manual): 83 (80; 86) Foto digital 45° (automática): 85 (82; 88) RD referenciável: Foto colorida (manual): 89 (86; 91) | RD: Foto colorida (manual): 89 (86; 92) Foto digital 45° (manual): 79 (75; 83) Foto digital 45° (automática): 71 (66; 75) EMD: Foto colorida (manual): 84 (81; 87) Foto digital 45° (manual): 83 (80; 86) Foto digital 45° (automática): 85 (82; 88) RD referenciável: Foto colorida (manual): 89 (86; 91) | NR | NR |
| Scanlon et al. 2003 61 | 1549 pacientes com diabetes. Comparar fotografia midriática e não- midriática vs. biomicroscopia na triagem de RD | Fotografia digital não- midriática 45° (um campo) Fotografia digital midriática 45° (dois campos) | Biomicroscopia (slitlamp) | 45° não midriática (1 campo): 86 (80,9; 90,1) 45° midriática (2 campos): 87,8 (83; 92,6) | 45° não midriática (1 campo): 76,7 (74,5; 78,9) 45° midriática (2 campos): 86,1 (84,2; 87,8) | NR | NR |
| Scanlon et al. 2003b 60 | 239 pacientes com diabetes. Objetivo: comparar a avaliação oftalmológica vs. fotografia estereoscópica (sete campos) e midriática 45° (2 campos) | Foto digital midriática 45° (2 campos) | Biomicroscopia | Foto 2 x 45° vs. biomicroscopia + oftalmoscopia: 82,8 (78; 87,6) | Foto 2 x 45° vs. biomicroscopia + oftalmoscopia: 92,9 (89,6; 96,2) | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Rudnisky et al. 2002 58 | com diabetes mellitus tipos e II. Objetivo: Comparar fotografia estereoscópica digital de alta resolução vs. Fotografia digital 30° midriática | Biomicroscopia por lente de contato | EMCS geral: 90,6 EMCS 1 (ETDRS): 81,8 EMCS 2 (ETDRS): 50 EMCS 3 (ETDRS): 60 EMD: 82 | EMCS geral: 92,4 EMCS 1 (ETDRS): EMCS 2 (ETDRS): EMCS 3 (ETDRS): EMD: 90 | 94,1 99,0 95,1 | NR NR | |
| Harding et al. 1995 34 | 320 pacientes diabéticos. Objetivo: comparar oftalmoscopia direta e fotografia 45º (35 mm), com biomicroscopia no Fotografia 45º (35 | mm) | Biomicroscopia (estereoscópica siltlamp) | Fotografia vs. biomicroscopia: RD (com risco de perda de visão): 47 (21; 93) Maculopatia (com risco de perda de visão): 61 (44; 78) Qualquer doença com risco de perda de visão: 89 (80; 98) | Fotografia vs. biomicroscopia: RD (com risco de perda de visão): 100 Maculopatia (com risco de perda de visão): 99 (98; 100) Qualquer doença com risco de perda de visão: 86 (82; 90) | NR | NR |
| Kalm et al. 1989 36 | 154 pacientes com diabetes mellitus tipo II. Objetivo: comparar o desempenho diagnóstico entre biomicroscopia e fotografia estereo, midriática | Fotografia 45° não estereo, midriática | Biomicroscopia | Biomicroscopia como padrão: RD inicial (backgroung): Olho direito: 87 Olho esquerdo: 97 Maculopatia: Olho direito: 81 Olho esquerdo: 80 | NR | NR | NR |
¥Resultados que compararam a biomicroscopia quando realizada por optometrista e quando realizada por oftalmologistas foram excluídos; NR: Não relatado; EMD: Edema macular diabético; EMCS: Edema macular clinicamente significante; RD retinopatia diabética; OWF: oftalmoscopia a laser widefield;IC 95%: intervalo de confiança de 95%;OR: Oddsratio ou razão de chances.
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 3586 pacientes com diabetes. Avaliar a capacidade de diagnóstico de RD pela fotografia digital 50°, 3 campos | Fotografia digital 50°, 3 campos | Fotografia 35 mm (oftalmologista) e biomicroscopia | Imagem digital xfotos 35 mm: 0,93 Imagem digital x biomicroscopia: 0,90 | Imagem digital xfotos 35 mm: 0,97 Imagem digital x biomicroscopia: 0,70 | NR | NR | Kerr et al. 1998 37 |
| Phiri et al. 2006 55 196 pacientes (392 olhos) com diabetes. Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico das fotografias 45° digital e polaroid | Fotografia 45° não midriática polaroid Fotografia 45° não midriática digital | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Fotografia digital: 86,2 95,3) Fotografia polaroid: 84,1 93,7) | (65,8; (65,5; Fotografia | Fotografia digital: 71,2 (58,8; 81,1) polaroid: 71,2 (58,8; 81,1) | 1,06 (0,8; 1,4) p=0,68 (sem diferença entre as fotografias) | NR |
| Lawrence, 2004 42 254 pacientes (508 olhos) com diabetes. Objetivo: avaliar os resultados de acurácia entre fotografias digitais de alta e baixa resolução, dilatada ou não, tendo como referência fotografia estereoscópica ou oftalmoscopia | Fotografia digital não- estereoscópica 45° (640- 480) (dilatada ou não) Fotografia digital não- estereoscópica 45° (800- 600) (dilatada -3 campos ou não -1 campo) | estereoscópica 30° | Fotografia | Padrão - fotografia estereoscópica 30°: (640 x 480) não dilatada: 0,66 (640 x 480) dilatada: 0,66 (800 x 600) não dilatada: 0,76 (800 x 600) dilatada: 0,85 (p=0,04 vs. não dilatada) Padrão (640 x 480) (p<0,01 | - fotografia estereoscópica 30°: não dilatada: 0,66 (640 x 480) dilatada: 0,86 (p<0,01 vs. não dilatada) (800 x 600) não dilatada: 0,45 (800 x 600) dilatada: 0,81 vs. não dilatada) | NR | NR |
| Boucher et al. 2003* 28 98 pacientes com diabetes tipos I e II. Objetivo: Avaliar a capacidade de diagnóstico da fotografia não-midriática 45° | Fotografia não-midriática 45° | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Grau de RD (ETDRS): Qualquer RD (≥20): 86,4 ≥leve (≥35): 94,0 ≥moderada (≥43): 48,1 ≥grave (≥53): 14,3 | Grau de RD (ETDRS): Qualquer RD (≥20): 95,4 ≥leve (≥35): 94,1 ≥moderada (≥43): 97,9 ≥grave (≥53): 100 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Gresset et al. 2003 33 | Pacientes com diabetes. Objetivo: avaliar a influência no número de campos na acurácia diagnóstica da fotografia não midriática 45° Fotografia não-midriática 45° | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Qualquer grau de RD: ** foto 45° (2 campos): 95,7 foto 45° (3 campos): 97,6 foto 45° (4 campos): 97,6 | Qualquer grau de RD: ** foto 45° (2 campos): 78,1 foto 45° (3 campos): 71,9 foto 45° (4 campos): 65,6 | NR NR | ||
| Massin et al. 2003 46 | 74 pacientes (147 olhos) com diabetes tipos I e II. Objetivos: avaliar a detecção de RD pela câmera digital não midriática vs. a fotografia estereoscópica (7 campos) ETDRS | Fotografia digital 45° não-midriática (5 campos) | Fotografia estereoscópica (7 campos) ETDRS | RD: Avaliador 1: 92 (86; 98) Avaliador 2: 100 Avaliador 3: 92 (86; 98) | RD: Avaliador 1: 88 (81; 95) Avaliador 2: 85 (77; 93) Avaliador 3: 87 (79; 95) | NR | NR |
| Scanlon et al. 2003b 60 | 239 pacientes com diabetes. Objetivo: comparar a avaliação oftalmológica vs. fotografia estereoscópica (sete campos) e midriática 45° (2 campos) | Foto digital midriática 45° (2 campos) | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Foto 2 x 45° vs. Foto estereoscópica 7 campos: 80,2 (75,2; 85,2) Foto 2 x 45° vs. biomicroscopia + oftalmoscopia: 82,8 (78; 87,6) | Foto 2 x 45° vs. Foto estereoscópica 7 campos: 96,2 (93,2; 99,2) Foto 2 x 45° vs. biomicroscopia + oftalmoscopia: 92,9 (89,6; 96,2) | NR | NR |
| Lin et al. 2002 43 | 197 pacientes com diabetes mellitus tipos I e II. Objetivo: Avaliar a fotografia não midriática, digital, monocromática, único campo (widefield) como ferramenta de triagem da RD. | Fotografia não midriática, digital, monocromática, único campo (widefield) | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Digital 45° vs. fotografia 30° (ETDRS): 78 | Digital 45° vs. fotografia 30° (ETDRS): 86 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bursell et al. 2001 29 | 54 pacientes (108 olhos) com diabetes tipos I e 2. Objetivo: avaliar a capacidade de identificação e graduação da fotografia não-midriática 45° em três campos | Fotografia 45° não midriática (3 campos) | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Grau de RD: RDNP leve: 0,59 RDNP moderada: 0,59 RDNP grave: 0,46 RD muito grave: 0,40 RDP baixo risco: 0,89 RDP alto risco: 0,75 RDNP leve ou moderada: 0,86 RDNP grave ou muito grave: 0,57 qualquer RDP: 0,89 EMD: 0,62 EMCS: 0,27 Tipo de lesão: HMA: 0,86 IRMA: 0,67 VB: 0,65 HE: 0,78 NVE: 0,53 NVD: 0,56 | Grau de RDNP leve: RDNP moderada: RDNP grave: RD muito grave: RDP baixo risco: RDP alto risco: RDNP leve ou moderada: RDNP grave ou 0,99 qualquer RDP: 0,97 EMD: 0,95 EMCS: 0,98 | NR | NR |
| Moller et al. 2001 47 | 23 pacientes (44 olhos) com retinopatia diabética moderada a grave, diabetes tipos I e II. Objetivo: verificar a capacidade de detecção de neovascularização pela fotografai de fundo em 60° (um campo) | Fotografia de fundo em 60° focada no centro da fóvea. | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | 88,9 | NR | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Newson et al. 2000 51 | 37 pacientes diabéticos. Objetivo: verificar a capacidade de diagnóstico de retinopatia diabética pela fotografia de fundo 45° e a angiofluoresceinografia Fotografia de fundo 45° Angiofluoresceinografia | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | RD: foto 45°: 0,87 angiofluor.: 0,87 Maculopatia: foto 45°: 0,48 angiofluor.: 0,87 RD referenciável: | RD: foto 45°: 0,83 angiofluor.: 0,80 Maculopatia: foto 45°: 0,95 angiofluor.: 0,87 RD referenciável: | NR | NR | |
| Taylor et al. 1999 69 | 118 pacientes diabéticos. Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico da fotografia não midriática 45° (polaroid e digital) vs. fotografia estereoscópica 7 campos. | Fotografia de fundo não- midriática 45° (TopconImagenet/Canon Rislite) - digital fotografia de fundo não- midriática 45° (Canon) - polaroid Oftalmoscopia | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Polaroid: 0,90 (0,86; 0,94) Digital:0,85 (0,80; 0,90) Polaroid + oftalmoscopia: 0,95 (0,91; 0,99) Qualquer RD: Polaroid: 0,72 (0,66; 0,78) Digital: 0,74 (0,68; 0,80) Polaroid + oftalmoscopia: 0,92 (0,86; 0,98) | Polaroid: 0,97 (0,95; 0,99) Digital: 0,98 (0,96; 1,00) Polaroid + oftalmoscopia: 0,97 (0,95; 0,99) Qualquer RD: Polaroid: 0,88 (0,85; 0,91) Digital: 0,96 (0,94; 0,98) Polaroid + oftalmoscopia: 0,89 (0,87; 0,91) | NR | NR |
| Pugh et al. 1993 56 | 352 pacientes diabéticos. Objetivo: avaliar o desempenho diagnóstico oftalmoscopia direta e indireta feita pelo oftalmologista, oftalmoscopia direta por médico assistente, fotografia 45° sem dilatação e com dilatação vs. fotografia estereoscópica 30° (7 fields) médico | Fotografia 45° sem dilatação Fotografia 45° com dilatação Oftalmoscopia direta e indireta feita pelo oftalmologista, Oftalmoscopia direta por assistente, | Fotografia de fundo esteroscópica 30° (7 field) | Oftalmoscopia: Oftalmo: 0,33 Assistente: 0,14 Fotografia 45°: Não-midriática: 0,61 Midriática: 0,81 p<0,0001 (oftalmo vs. midriática) p<0,002 (não midriática vs. midriática) p<0,02 (oftalmo vs. assistente) p=0,0001 | Oftalmoscopia: Oftalmo: 0,99 Assistente: 0,99 Fotografia 45°: Não-midriática: 0,85 Midriática: 0,96 p=0,011 (oftalmo vs. midriático) (midriática vs. Não midriática) | NR | NR |
*Os resultados aqui descritos contemplam apenas os critérios ETDRS, resultados avaliados de acordo com Welshcommunitydiabeticretinopathystudy (WCDRS), não foram considerados;**O estudo descreve os respectivos valores de sensibilidade e especificidade de acordo com níveis de retinopatia diabética, porém não descreve qual o tipo de fotografia 45° usado e por isso não foi descrito; OR: oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%; NR: Não relatado; RD: retinopatia diabética; RDNP: Retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; HMA: hemorragia/microaneurismas; IRMA: Anormalidade microvascular intra-retina; VB: beading venoso; HE: exsudato pesado; NVD: novos vasos no disco; NVE: novos vasos em demais locais; CSME: edema macular clinicamente significante; FTSZ: espessura do campo visual.
Tabela 17 Resultados de acurácia para estudos que compararam fotografia de fundo vs. exame clínico (biomicroscopia/oftalmoscopia)
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | OR diagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lopez-Bastida et al. 2007 44 773 pacientes (1546 olhos) diabetes tipos I e II. | com Fotografias 45° e 30° não midriáticas, digitais | Biomicroscopia e oftalmoscopia indireta dilatada | Qualquer RD: 92 (90; 94) RD ameaça a visão: 100 | Qualquer RD: 96 (95; 98) RD ameaça a visão: 100 | NR | NR | |
| Tanterdthan et al. 2007 68 142 pacientes diabéticos olhos). Objetivo: avaliar capacidade de diagnóstico por fotografia não midriática único campo. | a deRD Fotografias 45° midriáticas, | não digitais | Biomicroscopia e oftalmoscopia indireta dilatada | RD: 68,57 (57; 78,20) | RD: 92,25 (87; 95,50) | NR | 84,89 |
| Ahmed et al. 2006 25 243 (482 diabetes tipos I e II. comparar fotografia de não midriática (3 | olhos) pacientes com Objetivo: fundo 45° campos) vs. biomicroscopia/oftalmoscopia | Fotografia de fundo 45° não midriática (3 campos) | Biomicroscopia/oftalmoscopia | RD: 98 | RD: 100 | NR | NR |
| Chia et al. 2004 30 39 pacientes diabéticos (78 olhos). Objetivo: Comparar a informação obtida de fotografia não midriática 45° polaroid vs. exame clínico | Fotografia não midriática 45° polaroid | Oftalmoscopia e biomicroscopia dilatada | RD: 0,95 Préprolif: 1,0 RDP: 0,0 Edema: 1,0 | RD: 0,98 Préprolif: 1,0 RDP: 1,0 | NR | NR | |
| Marbeley et al. 2002 45 100 pacientes diabéticos (200 olhos). Objetivo: comparar a fotografia de fundo 45° não midriática vs. biomicroscopia (slitlamp) /oftalmoscopia indireta na detecção de RD | Fotografia de fundo 45° não midriática (um campo centrado na mácula) | Biomicroscopia (slitlamp) /oftalmoscopia indireta | Qualquer RD: 84,4 (78,8; 90) RDNP: 91,2 (85,9; 96,5) EMCS: 90 (76,9; 100) RDP: 100 (74; 100) RDP ou EMCS: 93,3 (84,4; 100) | (74,1; 84,3) RDNP: 82,2 (77,7; 86,7) EMCS: 97,1 (95,4; 98,8) | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | OR diagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Stellingwerf et al. 2001 67 | 469 pacientes com diabetes mellitus tipos I e II. Objetivo: Comparar a fotografai 45° dois campos vs. exame oftalmológico para detecção e classificação de RD | Fotografia estereoscópica 45°, 2 campos, com dilatação | Biomicroscopia/ oftalmoscopia indireta com dilatação | Retinopatia com ameaça à visão: Diabetes tipo I: 92,3 Diabetes tipo 2: 100 Geral: 95,2 Qualquer RD: Diabetes tipo I: 83,6 Diabetes tipo 2: 81,1 | Retinopatia com ameaça à visão: Diabetes tipo I: Diabetes tipo 2: Geral: 99,1 Qualquer RD: | NR | NR |
| Siu et al. 1998 64 | 153 pacientes diabéticos. Objetivo: Avaliar a sensibilidade e especificidade da fotografia não midriática e da oftalmoscopia direta para detecção de RD. | Fotografia não midriática 45° | Oftalmoscopia indireta e biomicroscopia | Foto 45°: 64 (43-85) | Foto 45°: 90 (84-96) | NR | NR |
NR: Não relatado; Pré prof.: préproliferativa; RD: Retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa;IC 95%: intervalo de confiança de 95%; EMCS: edema macular clinicamente significante.
Tabela 18 Resultados de acurácia para estudos que compararam fotografia de fundo vs. oftalmoscopia
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Aptel et al. 2008 | 79 pacientes (158 olhos) com diabetes tipos I, II, tardia e gestacional. Objetivo: verificar a capacidade de detecção de RD entre oftalmoscopia indireta midriática e fotografias de fundo 45° midriática e não midriática (1 ou 3 campos) Fotografia | campo de fundo 45° midriática, 3 campos Fotografia de fundo 45° não midriática,1 campo | Oftalmoscopia indireta dilatada 3 campos sem midríase: 92,31 1 campo midriática: 89,74 3 campos midriática: 97,44 | midríase: 76,92 1 campo sem midríase: 99,16 3 campos sem midríase: 97,48 1 campo midriática: 98,32 3 campos midriática: 98,32 | NR | NR | 27 1 campo sem |
| Chun et al. 2007 31 | Objetivo: comparar a capacidade de diagnóstico da câmera Fotografia 45° não midriática único campo | Oftalmoscopia dilatada | indireta | RD: 0,60 Edema cistóide: 0,60 | RD: 1,00 Edema cistóide: 0,99 | NR | NR |
| Ruamviboonsuk et al. 2005 57 | Objetivo: avaliar o desempenho da fotografia de fundo não Fotografia de fundo 45° não midriática (nervo ótico e área macular) | Oftalmoscopia indireta dilatada | RD: 80 EMCS: 43 | RD: 96 EMCS: 100 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lawrence, 2004 42 | 254 pacientes (508 olhos) com diabetes. Objetivo: avaliar os resultados de acurácia entre fotografias digitais de alta e baixa resolução, dilatada ou não, tendo como referência fotografia estereoscópica ou oftalmoscopia | Fotografia digital estereoscópica 45° (640-480) (dilatada ou não) Fotografia digital não- estereoscópica 45° (800-600) (dilatada -3 campos ou não -1 campo) | Oftalmoscopia direta dilatada | (640 x 480) não dilatada: 0,79 (640 x 480) dilatada: 0,80 (800 x 600) não dilatada: 0,81 (800 x 600) dilatada: 0,87 No grupo com olhos dilatados a sensibilidade da (800 x 600) foi melhor que (640 x 480), p<0,01. Sem diferença significante para a especificidade. | (640 x 480) não dilatada: (640 x 480) dilatada: (p=0,001 vs. não dilatada) (800 x 600) não dilatada: 0,45 | NR | NR |
| Lin et al. 2002 43 | 197 pacientes com diabetes mellitus tipos I e II. Objetivo: Avaliar a fotografia não midriática, digital, monocromática, único campo (widefield) como ferramenta de triagem da RD. | Fotografia não midriática, digital, monocromática, único campo (widefield) | Oftalmoscopia | Digital 45° vs. oftalmoscopia: 100 | Digital 45° vs. oftalmoscopia: 71 | NR | NR |
| Penman et al. 1998 54 | 427 pacientes com diabetes. Objetivo: Comparar o desempenho diagnóstico da fotografia não midriática vs. oftalmoscopia indireta dilatada | Fotografia 45° não midriática | Oftalmoscopia indireta dilatada | RD: 65 (56; 80) RD com ameaça a visão: 60 (15; 95) | RD: 83 (79; 88) RD com ameaça a visão: 95 (93; 98) | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sonnaville et al. 1996 65 | 323 pacientes (646 olhos) com diabetes tipo 2. Objetivo: comparar o desempenho diagnóstico da fotografia não midriática 60° vs. oftalmoscopia | Fotografia não midriática 60° (2 Oftalmoscopia indireta) com | (direta e dilatação RD clinicamente significante: 89 RD qualquer (considerando as fotos não graduáveis): 97 RD qualquer (não considerando as fotos não graduáveis): 97 | RD clinicamente significante: 94 RD qualquer (considerando as fotos não graduáveis): 91 RD qualquer (não considerando as fotos não graduáveis): 97 | NR | NR | |
| Schulper et al. 1992 63 | diabéticos. Objetivo: Avaliar, como medida de efetividade, a sensibilidade e Fotografia 45° não midriática | Oftalmoscopia indireta dilatada | RD com ameaça a visão: Hospital (centro de leitura): 0,4 Generalista: 0,58 | RD com ameaça a visão: Hospital (centro de leitura): 0,96 Generalista: 0,97 | NR | NR | |
| Willians et al. 1986 70 | 62 pacientes (120 olhos) com diabetes. Objetivo: Comparar o desempenho diagnóstico da fotografia não midriática vs. oftalmoscopia direta dilatada | Fotografia 45° não midriática | Oftalmoscopia direta dilatada | RD: 96 Maculopatia: 100 Neovascularização: 82 | RD: 98 Maculopatia: 96 Neovascularização: 100 | NR | NR |
RD; Retinopatia diabética; NR: Não relatado; EMCS: Edema Macular Clinicamente Significante; OR: OddsRatio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
Tabela 19 Resultados de acurácia para estudo que comparou fotografia de fundo vs. tomografia de coerência ótica (TCO)
| Ibanez et al. 2013 168 | 325 pacientes (650 olhos) com diabetes. Objetivo: Determinas a validade da fotografia retinal (colorida, verde, flat e | Fotografias retina: colorida 45° colorida 45° (2 campos) Verde 45° Verde 45° (2 campos) colorida 30° | OCT | Colorida 45°: 72,6 2 colorida 45°: 80,2 Verde 45°: 79,2 2 Verde 45°: 89,6 Colorida 30°: 77,1 2 colorida 30°: 87,6 Verde 30°: 89,5 2 Verde 30°: 94,3 | Colorida 45°: 93,5 2 colorida 45°: 95,2 Verde 45°: 92,1 2 Verde 45°: 91,9 Colorida 30°: 93,3 2 colorida 30°: 94,9 Verde 30°: 91,7 2 Verde 30°: 91,5 | NR | NR |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Efeito da adição da AV: Colorida 30° + AV: 87 Colorida 45° + AV: 82 2 colorida 30° + AV: 93 2 colorida 45° + AV: 89 Verde 30° + AV: 95 Verde 45° + AV: 88 2 verde 30° + AV: 96 | |||||||
| estereoscópica) no diagnóstico de | colorida 30° (2 campos) | ||||||
| Verde 30° | |||||||
| Verde 30° (2 | |||||||
| EMD | |||||||
| campos) | |||||||
| 2 verde 45° + AV: 93 |
AV: Acuidade Visual; NR: não relatado; OCT: Tomografia de coerência Ótica; EMD: Edema macular diabético;OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
5) Resultados de acurácia diagnóstica para estudos que consideraram como teste índicetomografia de coerência ótica, autofluorescência e analisador da espessura da retina (RTA)
Tabela 20 Resultados de acurácia para estudos que avaliaram, como teste índice, tomografia de coerência ótica, autofluorescência e analisador da espessura da retina (RTA).
| Autor, ano | População e objetivo | Índice Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Waldstein et al. 2012 170 | 71 pacientes (125 olhos) com retinopatia diabética. Objetivo: avaliar a aplicação de autofluorescência de fundo em 488 e 514 nm e imagem de densidade ótica de pigmento macular para detecção de edema macular | Autofluorescência de em 488 e 514 nm (FAF) OCT | 488 nm FAF: 80,6 514 nm FAF: 55,2 IDOPM: 80,6 | 488 nm FAF: 89,7 514 nm FAF: 94,8 IDOPM: 91,4 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Goebel et al. 2006 171 | 69 pacientes (124 olhos) com diabetes. 13 controles foram usados como padrão para estabelecer o cutoff de espessura da mácula normal (acima disso era considerado EMD). Objetivo: comparar a detecção de edema macular entre OCT e RTA ( RetinalTicknessAnalyzer ). | OCT Analisador de espessura de retina ( retinalticknessanalyzer) | Fotografia estereoscópica de fundo 30° centrada na mácula | EMCS: OCT: Qualquer setor: 98,4 Fóvea: 91,9 RTA: Qualquer setor: 78,3 Fóvea: 69,6 Qualquer edema: OCT: Qualquer setor: 97,1 Fóvea: 87 RTA: Qualquer setor: 75 Fóvea: 67,3 | EMCS: OCT: Qualquer setor: Fóvea: 72,7 RTA: Qualquer setor: Fóvea: 79,4 Qualquer edema: | NR | NR |
| Neubauer et al. 2003 172 | (36 olhos, 31 incluídos). Objetivo: Avaliar a acurácia diagnóstica do Analisador de da retina (RTA) angle (80° x 60°) | espessura wide- | Exame clínico (oftalmoscopia, biomicroscopia e AF) | Média inter avaliadores: RD: 93 EMD: 100 | Média inter avaliadores: PDR: 85,7 EMD: 63 | NR | NR |
FAF: Auto-fluorescência; IDOPM: Imagem de densidade ótica do pigmento macular; OCT: Tomografia de Coerência Ótica; EMCS: Edema macular clinicamente significante; RTA: analizador de espessura da retina ( RetinalThicknessAnalizer ); RD: retinopatia diabética; EMD: Edema macular diabético; OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
6) Resultados de acurácia diagnóstica para estudos que consideraram como teste índice a oftalmoscopia
Tabela 21 Resultados de acurácia para estudo que comparou Oftalmoscopia vs. Tomografia de coerência ótica, angiofluoresceinografia e autofluorescência.
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vujosevic et al. 2012 169 | 137 pacientes (263 olhos) com diabetes tipos I e II. Objetivo: Avaliar a performance | Oftalmoscopia a laser (retromode) (OLR) | OCT | OLR x OCT: 97 | OLR x OCT: 71,9 | NR | NR |
| Vujosevic et al. 2012 169 | AF | OLR x AF: 97,4 | OLR x AF: 68,1 | ||||
| Vujosevic et al. 2012 169 | da oftalmoscopia a laser (retromode) na detecção deEMD | Autofluorescência de fundo | OLR x autofluor: 96,1 | OLR x autofluor: 73,3 |
EMD: edema macular diabético; OLR: Oftalmoscopia a laser (retromode); OCT: Tomografia de coerência ótica; AF: angiofluoresceinografia; Autofluor: auto-fluorescência; OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%; NR: Não relatado.
Tabela 22 Resultados de Acurácia para estudos comparando oftalmoscopia vs. biomicroscopia
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Wilson et al. 2010 71 | 380 pacientes com diabetes. Objetivo: avaliar a sensibilidade e a especificidade da oftalmoscopia a laser (widefield) e das imagens digitais de retina 45° na detecção de RD | Oftalmoscopia a laser (widefield) (OWF) fotografia digital (único e 2 campos) 45° | Biomicroscopia (slitlamp) | Foto digital (1 campo): 83,3 (75,1; 91,6) Foto digital (2 campos): 83,3 (75,1; 91,6) OWF: 84,6 (76,6; 92,6) | Foto digital (1 (81,5; 89,4) p=0,04 Foto digital (2 campos): 85,1 (81,1; 89,1) | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Neubauer et al. 2008 50 | 51 pacientes (51 olhos) diabéticos. Objetivo: avaliar o desempenho diagnóstico da Oftalmoscopia a laser ultra-widefield 200°, não midriática (OUWF) | Biomicroscopia | RD RD> leve: 94 RD≤ leve: 94 qualquer RD: 94 EMCS: 93 | RD RD> leve: 100 RD≤ leve: 100 qualquer RD: 100 EMCS: 89 | NR | NR | |
| Siu et al. 1998 64 | sensibilidade e especificidade da Oftalmoscopia direta com dilatação | Oftalmoscopia indireta biomicroscopia | e | Oftalmoscopia direta: 41 (20-62) | Oftalmoscopia direta: 93 (88- 97) | NR | NR |
| Harding et al. 1995 34 | 320 pacientes diabéticos. Objetivo: comparar oftalmoscopia direta e fotografia 45º (35 mm), com biomicroscopia no diagnóstico doenças oculares relacionadas ao diabetes | Oftalmoscopia direta | Biomicroscopia (esteoscopicsiltlamp) | Oftalmoscopia vs. biomicroscopia: RD (com risco de perda de visão):40 (15; 45) Maculopatia (com risco de perda de visão): 64 (47; 81) Qualquer doença com risco de perda de visão: 65 (51; 79) | Oftalmoscopia vs. biomicroscopia: RD (com risco de perda de visão): 99 (98; 100) Maculopatia (com risco de perda de visão): 100 Qualquer doença com risco de perda de visão: 97 (95; 99) | NR | NR |
RD: retinopatia diabética; EMCS: Edema macular clinicamente significante; OWF: oftalmoscopia widefield; OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%; NR: Não relatado.
Tabela 23 Resultados de acurácia para os estudos que compararam oftalmoscopia vs. fotografia estereoscópica (7 campos)
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Emanuele et al. 2009 32 | diabetes tipo II. Objetivo: comparar a fotografia de fundo com a Oftalmoscopia | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Qualquer RD: 51 RDNP/RDP: 49 RDP: 61 EMCS: 24 | Qualquer RD: 91 RDNP/RDP: 96 RDP: 98 EMCS: 98 | NR | NR | |
| Lawrence, 2004 42 | avaliar os resultados de acurácia entre fotografias digitais de alta e baixa resolução, dilatada ou Oftalmoscopia direta dilatada | Fotografia estereoscópica 30° | Padrão - fotografia estereoscópica 30°: Oftalmoscopia: 0,73 | Padrão - fotografia estereoscópica 30°: Oftalmoscopia: 0,91 | NR | NR | |
| Lin et al. 2002 43 | II. Objetivo: Avaliar a fotografia não midriática, digital, monocromática, Oftalmoscopia/biomicroscopia (indireta) | Fotografia estereoscópica 30° (7 campos) | Oftalmoscopia vs. fotografia 30° (ETDRS): 34 | Oftalmoscopia vs. fotografia 30° (ETDRS): 100 | NR | NR |
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pugh et al. 1993 56 | 352 pacientes diabéticos. Objetivo: avaliar o desempenho diagnóstico oftalmoscopia direta e indireta feita pelo oftalmologista, oftalmoscopia direta por Oftalmoscopia direta e indireta feita pelo oftalmologista, Oftalmoscopia direta por médico assistente, Fotografia 45° sem dilatação Fotografia 45° com dilatação | Fotografia de fundo esteroscópica 30° (7 field) | Oftalmoscopia: Oftalmo: 0,33 Assistente: 0,14 Fotografia 45°: Não-midriática: 0,61 Midriática: 0,81 p<0,0001 (oftalmo vs. midriática) p<0,002 (não midriática vs. midriática) p<0,02 (oftalmo vs. assistente) | Oftalmoscopia: Oftalmo: 0,99 Assistente: 0,99 Fotografia 45°: Não-midriática: 0,85 Midriática: 0,96 p=0,011 (oftalmo vs. midriático) p=0,0001 (midriática vs. Não midriática) | NR | NR | |
| Kinyoun et al. 1992 38 | Objetivo: comparar oftalmoscopia vs. Oftalmoscopia direta e indireta | Fotografia de fundo esteroscópica (7 field) | 61 (42-77) | 99 (95; 100) | NR | NR | |
| Kleinstein et al. 1987 40 | Objetivo: Verificar o desempenho da fotografia estereoscópica (7 field) x Oftalmoscopia dilatada direta indireta | ou | Fotografia estereoscópica (7 field) | 74 (67; 81) | 84 (73; 96) | NR | NR |
| Moss et al. 1985 48 | 1949 pacientes diabéticos. Objetivo: avaliar o desempenho diagnóstico da oftalmoscopia vs. Oftalmoscopia direta e indireta | Fotografia de fundo estereoscópica (sete campos) | RD: 0,81 (78; 83) RDNP: 0,78 (0,75; 0,81) RDP: 0,98 (0,93; 0,99) | RD: 0,95 (0,94; 0,96) RDNP: 0,95 (0,94; 0,96) | 82,12 (57 a 115) p/ todas as RD | NR |
OR: OddsRatio; RD: retinopatia diabética; RDP: retinopatia diabética proliferativa; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; EMCS: edema macular clinicamente significante; NR: Não relatado;Oftalmo.: oftalmologista;OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
Tabela 24 Resultados de acurácia diagnóstica para estudos que avaliaram a oftalmoscopia vs. fotografias 30° e 45°
| Autor, ano | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | OR diagnóstico (IC95%) | Acurácia geral (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ahsan et al. 2014 26 | 366 (728) pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Objetivo: Avaliar a acurácia da oftalmoscopia direta vs. fotografia retinal 45° 2 campos para detecção e graduação de RD | Oftalmoscopia direta dilatada Fotografia de fundo 45° 2 campos (centro da mácula e disco óptico) | RD sem risco para visão: 37,36 42,59) RD com risco para visão: 68,25 73,02) | Qualquer RD: 55,67 (50,58; 60,78) (32,67; (63,48; | Qualquer RD: 71,27 RD sem risco para visão: 76,78 (72,45; 81,11) RD com risco para visão: 90 | NR | NR |
| Owens et al. 1998 53 | tipos I e II. Objetivo: Verificar a habilidade de generalistas na detecção de RD com oftalmoscopia direta vs. Foto retinal 45° 35 mm dois campos | Oftalmoscopia direta com dilatação | Foto retinal 45°, 35 mm, dois campos | Φ Qualquer RD: 62,6 (55,9; 69,4) RD com risco à visão: 65,7 (54,4; 77,1) | Φ Qualquer RD: 75 (69,5; 80,5) RD com risco à visão: 93,8 (91,4; 96,3) | NR | NR |
| Schachat et al. 1993 62 | 1168 pacientes com ou sem diabetes. Objetivo: comparar a oftalmoscopia vs. a fotografia de fundo na detecção de RD | Oftalmoscopia direta | Fotografia de fundo estereoscópica bilateral 30° (2 campos) | 77 (68; 85) | 99 (98; 99) | NR | NR |
| Klein et al. 1985 39 | 99 pacientes, 71 com diabetes. Objetivo: Comparar a oftalmoscopia direta e as fotografias midriática e não midriática vs. fotografia estereoscópica 30° | Oftalmoscopia direta | Fotografia estereoscópica 30° 3 campos | RD: 0,79 (0,65; 0,88) RDNP: 0,75 (0,58; 0,87) RDP: 0,91 (0,62; 0,98) | RD: 0,77 (0,53; 0,89) RDNP: 0,75 (0,53; 0,89) RDP: 1,0 (0,80; 1,0) | 11,33 (3,2; 39,6) para oftalmoscopia em qualquer RD | NR |
RD: retinopatia diabética;RDNP: retinopatia diabética não proliferativa;RDP: retinopatia diabética proliferativa; NR: Não relatado; φOs resultados só foram apresentados para a comparação Oftalmoscopia vs. fotografia 45°, a comparação entre fotografias quando realizadas por oftalmologista e generalista não foi mostrada, pois não é intenção desse estudo comparar a habilidade dos diferentes profissionais; OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
C. Questão de pesquisa 3
Questão de Pesquisa 3: Em quais situações é indicada a angiofluoresceinografia?
1) Estratégias de busca
Medline via Pubmed
(((((("Fluorescein Angiography"[Mesh] OR 'fluorescein angiography' OR 'Fluorescence Angiography') AND ("therapeutic use" [Subheading] OR utilization OR indication)))) OR (( "Fluorescein Angiography/standards"[Mesh] OR "Fluorescein Angiography/therapeutic use"[Mesh] OR "Fluorescein Angiography/therapy"[Mesh] OR "Fluorescein Angiography/trends"[Mesh] OR "Fluorescein Angiography/utilization"[Mesh] )))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)
Resultado: 769 referências
Data:28/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('retina fluorescein angiography'/exp OR 'retina fluorescein angiography' OR 'fluorescence angiography'/exp OR 'fluorescence angiography' OR 'angiofluoresceinography') AND [embase]/lim
Resultado: 1.670 referências
Data:28/12/2016
2) Seleção das evidências
Importadas 769 referências da MEDLINE e mais 1670 da EMBASE. Foram retiradas, automaticamente, 208 duplicatas. Mais 104 duplicatas foram retiradas manualmente, restando 2127 artigos para serem avaliados por título e resumo. A partir da leitura de títulos e resumos foram selecionadas 41 referências para leitura completa. Dessas, 36 foram excluídas, sendo 32 por não apresentar resultados de acurácia diagnóstica, dois por não avaliar a tecnologia considerada na questão, dois que avaliaram pacientes com outras condições que não retinopatia diabética e um por avaliar desfecho não considerado nessa pergunta. 51,85,86,172-174 de acurácia diagnóstica foram incluídos, sendo um recuperado através de busca
Dessa maneira, seis estudos transversais manual 172 .
3) Descrição dos estudos e resultados
As características dos estudos incluídos se encontram na Tabela 25 . A Tabela 26 exibe os resultados de acurácia diagnóstica.
Tabela 25 Características dos estudos e pacientes incluídos
| Autor, ano | Desenho de estudo | Amostra (N) | Idade, média (DP) | %sexo masc. | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (Logmar (DP) | Espessura central da fóvea (µm (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| et al. 2013 173 | Transversal 1019 (149 com RD) | 70 (faixa 11-103) | 44 | NR | 0,29 (0,36) snellen 20/40 | 271 (127) | Alto (não single-gate, os investigadores sabiam os resultados dos testes índice e referência) | Barteselli |
| Khalaf et 2007 174 | Transversal 189 | 54,91 (12,52) | 1:1 (189 participantes) | NR | NR | NR | Baixo | al. |
| Transversal | 84 | NR | NR | NR | NR | NR | Baixo | Razvi et al. 2001 86 |
| Transversal | 37 | Faixa: 25 a 70 anos | NR | NR | NR | NR | Moderado (não é possível saber se os investigadores dos testes índice e referência eram mascarados) | Newsom et al. 2000 51 |
| Transversal | 96 | NR | NR | NR | NR | NR | Alto (não single-gate, os investigadores sabiam os resultados dos testes índice e referência) | Kysltra et al. 1999 85 |
| Rand et al. 1987 175 | Transversal 267 | 24 (7,8) | NR | 9,4 (1,6) | NR | NR | Alto (os investigadores sabiam os resultados dos testes índice e referência) |
AF: angiofluoresceinografia; TCO: tomografia de coerência ótica; RD: retinopatia diabética; EMCS: edema macular clinicamente significante; EMD: edema macular diabético; Masc.: masculino; HbA1c: hemoglobina glicada; DP: desvio padrão; NR: não reportado.
Tabela 26 População dos estudos, testes índice e referência e principais desfechos de acurácia diagnóstica.
| Autor, ano | Indicação | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Conclusão estudo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Barteselli et al. 2013 173 | Detecção de edema macular em diversas condições 1019 pacientes edema macular RD). Objetivo: comparar o diagnóstico TCO | com (149 por desempenho entre AF e AF TCO | TCO AF | RD: AF: 1,00 TCO: 0,79 (0,72; | 0,86) | NR | NR | FA com fluoresceína por via oral se mostrou mais adequada que a OCT para a identificação e edema macular. |
| Khalaf et al. 2007 174 Detecção retinopatia | de 189 pacientes (376 olhos) com diabetes. Objetivo: comparar a efetividade de diagnóstico entre AF vs. biomicroscopia | AF | Biomicroscopia | 91,2 | 97,9 | 5,03 | O estudo considerou a biomicroscopia bastante sensível para classificação de RD e que a confirmação por AF não é necessária. | |
| Razvi et al. 2001 86 | Detecção de EMD 84 pacientes com diabetes. Objetivo: verificar se a AF é alternativa para detectar EMD. | uma AF | Biomicroscopia | 92,9 (68; 100) | 81,4 (62; 100) | NR | O estudo concluiu que a AF é eficiente e sensível para o diagnóstico de EMDe deve ser usada como ferramenta adjunta. | |
| Newsom et al. 2000 51 Triagem de em variados graus | RD 37 pacientes com diabetes. Objetivo: comparar o desempenho diagnóstico entre AF fotografia de fundo digital | vs. AF Fotografia fundo | de digital | Fotografia de fundo colorida (7SF) | Graduação da RD: Foto digital: 0,87 AF: 0,87 Edema macular: Foto digital: 0,48 AF: 0,87 | Graduação da Foto digital: AF: 0,80 (p = 0,1 entre testes) Edema macular: Foto digital: 0,95 AF: 0,87 (p<0,001, favorece | NR | O estudo conclui ambos os métodos podem ser utilizados para a triagem de retinopatia. Porém, em caso de maculopatia, a AF deve ter seu uso mais encorajado. |
| Autor, ano | Indicação | População e objetivo | Índice | Referência | Sensibilidade (%) (IC95%) | Especificidade (%) (IC95%) | ORdiagnóstico (IC95%) | Conclusão estudo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Kysltra et al. 1999 85 | Detecção de isquemia | 96 pacientes (100 olhos), com EMCS. Objetivo: Testar se há necessidade de uso da AF para o correto tratamento com laser | Fotografia estereoscópica | AF | 38,2 | 92,4 | NR | O estudo conclui que o uso de AF aumenta a acurácia do tratamento com laser para EMCS. |
| Rand et al. 1987 175 | Detecção de retinopatia diabética | 267 pacientes diabéticos. Objetivo: Comparar o desempenho diagnóstico de fotografia de fundo vs. AF, para detecção de RD | AF Fotografia de fundo colorida (7SF) | Montagens adjacentes dos campos 1F e 2F pela fotografia de fundo + os negativos da AF | 7SF: 84 (81; 87) AF: 86 (82; 91) | NR | NR | Quando usada conjuntamente com 7SF a AF promove pequeno aumento na sensibilidade. De acordo com o estudo, apresenta pouco ganho no gerenciamento do paciente. |
AF: angiofluoresceinografia; TCO: tomografia de coerência ótica; SF: sevenfields ou sete campos; RD: retinopatia diabética; NR: Não reportado; EMCS: Edema macular clinicamente significante; EMD: edema macular diabético;OR: Oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança de 95%.
D. Questão de pesquisa 4
Questão de Pesquisa 4: Em quais situações é indicada a TCO?
1) Estratégias de busca
MEDLINE via Pubmed:
(((((((("Tomography, Optical Coherence"[Mesh] OR Coherence Tomography, Optical OR TCO Tomography OR Tomography, TCO OR Optical Coherence Tomography OR TCO)))) AND ("therapeutic use" [Subheading] OR utilization OR indication))) OR (( "Tomography, Optical Coherence/standards"[Mesh] OR "Tomography, Optical Coherence/therapeutic use"[Mesh] OR "Tomography, Optical Coherence/therapy"[Mesh] OR "Tomography, Optical Coherence/trends"[Mesh] OR "Tomography, Optical Coherence/utilization"[Mesh] )))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)
1.257 referências
Data de acesso: 29/12/2016
EMBASE
'optical coherence tomography'/exp OR 'optical coherence tomography' OR 'TCO' AND ('diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy') AND [embase]/lim
1.948 referências
Data de acesso: 29/12/2016
2) Seleção das evidências
Apenas foram incluídos estudos de acurácia diagnóstica transversais ou de caso-controle e os principais estudos clínicos (inclusos numa revisão sistemática recuperada pela busca) avaliando a terapia anti-VEGF, como forma de obter o regime de uso da TCO.
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 3205 referências (1257 no MEDLINE e 1948 no Embase). Destas, 444 foram excluídas por estarem duplicadas. Duas mil setecentas e sessenta e uma referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 40 referências tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade. Trinta e quatro estudos foram excluídos: duas revisões sistemáticas, uma por estar desatualizada 176 e outra por não abordar a condição avaliada 167 ; e 32 estudos observacionais, por estarem inclusos numa revisão sistemática incluída ou por não abordarem acurácia diagnóstica da TCO. Dessa maneira, seis estudos foram incluídos, sendo duas revisões sistemáticas 89,133 e 4 estudos observacionais de acurácia diagnóstica 177-180 . Vinte e oito ensaios clínicos randomizados, originalmente inclusos na revisão sistemática de Virgili et al. 2014 133 , foram recuperados manualmente, como forma de avaliar as situações de uso da TCO.
3) Descrição dos estudos e resultados
As tabelas 27 e 28 exibem as características e resultados de acurácia diagnóstica. A Tabela 29 exibe as principais situações de uso da TCO nos principais ensaios clínicos avaliando agentes anti-VEGF para o tratamento de edema macular diabético.
Tabela 27 Características dos estudos e pacientes incluídos
| Autor, ano | Indicação | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Virgili et al. 2015 89 | EMCS eEMD (espessura da NA | NA | NA | NA | NA | NA | NA | NA | NA | Baixo | |
| Salz et al. 2016 177 | Análise da microvasculatura da retina em RD | 30 pacientes* | 6 pacientes | 55,7 (10) | 55,1 (6,4) | NR | NR | NR | NR | NR | Incerto (as análises com o teste padrão não foram realizadas todas no mesmo dia) |
| Azrak et al. 2015 178 | Diagnóstico de RD grave, muito grave, proliferativa eEMD | Padrão ouro e índice: 136 olhos | 63 | (15,1) | 66 (48,5) | 7,7 (1,6) | BCVA: 0,7 (0,3) | 268,6 (79,5) | Baixo | ||
| Goebel; Kretzchmar- gross, 2002 179 | Medida da espessura da retina (EMD) (cutoff de | 136 30 | 64 (12) | 53 (20) | NR | NR | Intervenção: 8,4 (1,7) | NR | NR | Alto (nem todos os pacientes receberam o padrão de referência; não há certeza de cegamento quanto a aplicação do teste índice) |
| Autor, ano | Indicação | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sanchez- Tocino et al. 2002 180 | Diagnóstico de edema pela espessura da fóvea (cutoff de 180µm) | 85 | 26 | RDNP sem edema: 60 (21-77) RDP sem edema: 56 (32-75) | 52 (21-79) | NR | NR | NR | NR | NR | Alto (caso-controle diagnóstico) |
| Sanchez- Tocino et al. 2002 180 | EMD: 60 (29- 81) |
*Os resultados qualitativos de acurácia diagnóstica só foram realizados para 17 indivíduos; HbA1c: hemoglobina glicada; Masc.: masculino; DP: desvio padrão; EMD: edema macular diabético; EMCS: edema macular diabético clinicamente significante; RD: retinopatia diabética; RDP: retinopatia diabética proliferativa; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa;BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; NR: não reportado; NA: não se aplica.
Tabela 28 Principais resultados de acurácia diagnóstica para os estudos incluídos
| Autor, ano | Desenho de estudo | População e objetivo | Controle | Risco de viés | Sensibilidade (%) (IC 95%) | Especificidade (%) (IC 95%) | OR diagnóstico (IC 95%) | AUC (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Virgili et al. 2015 89 | Revisão sistemática com meta- análise | observacionais (749 participantes) | Referência: fotografia de fundo ou biomicroscopia | Baixo | 0,81 (0,74; 0,86) | 0,85 (0,75; 0,91) | 23 (13; 40) | NR |
| Autor, ano | Desenho de estudo | População e objetivo | Intervenção | Controle | Risco de viés | Sensibilidade (%) (IC 95%) | Especificidade (%) (IC 95%) | OR diagnóstico (IC 95%) | AUC (IC 95%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transversal (acurácia diagnóstica e quantitativo vs. controle) | 30 indivíduos com diabetes e 6 controles sem. Objetivo: verificar a utilidade clínica de OCTA vs. angiofluoresceinografia na análise da microvasculatura da retina | OCTA (OCT angiografia) | Angiofluoresceinografia | Incerto (as análises com o teste padrão não foram realizadas todas no mesmo dia) | 85 (53; 97) | 75 (21; 98) | NR | NR | Salz et al. 2016 177 |
| Azrak et al. 2015 178 Transversal (acurácia diagnóstica) | 136 olhos de pacientes diabéticos com suspeita de retinopatia | TCO | Exame de retina (oftalmoscopia indireta e biomicroscopia) | Baixo | 91,67 (79,13; 97,30) | 93,18 (85,19; 97,20) | NR | da fóvea: 0,89 | p/ espessura central (0,81; 0,97), p<0,001 |
| Transversal (acurácia diagnóstica) | 136 pacientes em diferentes estágios de RD e 30 controles sem diabetes. | TCO (OCT 2000 Scanner, Zeiss- Humphrey, San Leandro, CA), | Angiofluoresceinografia ou biomicroscopia | Alto (nem todos os pacientes receberam o padrão de referência; não há certeza de cegamento quanto a aplicação do teste índice) Fóvea 183 Média 271 | corte < µm: 81% corte < µm: 73% EMCS: Fóvea corte < 183 µm: 94% Média corte < 271 µm: 100% Somente EMCS: Fóvea: 96% Média: 100% | NR | NR | Goebel; Kretzchmar- gross, 2002 179 | |
| al. Caso controle diagnóstico | 85 pacientes com diabetes e 26 indivíduos saudáveis. Objetivo: estimar as variáveis preditivas de edema macular, bem como o cutoff. | TCO (Zeiss- Humphrey Instruments, San Leandro, CA) | TCO (medidas de de diversas regiões retina) | espessura da | Alto (caso- controle diagnóstico) 93 | (78; 99) 75 (67; 82) | NR | 0,94, p=0,001 | Sanchez- Tocino et 2002 180 |
TCO: tomografia de coerência ótica;RD: retinopatia diabética; RDP: retinopatia diabética proliferativa; OR: Oddsratio ou razão de chances; AUC: areaunder curve ou área sobre a curva;OCTA: angiografia por tomografia de coerência ótica; IC 95%: intervalo de confiança de 95%; NR: não reportado; NA: não se aplica.
Tabela 29 Situações de uso da TCO nos principais estudos clínicos avaliando edema macular diabético
| Autor, ano | Desenho do estudo | Comparação | Condição | Equipamento de TCO | Situações de uso da TCO |
|---|---|---|---|---|---|
| Revisão sistemática om meta-análise | Revisão sistemática om meta-análise | Revisão sistemática om meta-análise | Revisão sistemática om meta-análise | Revisão sistemática om meta-análise | Revisão sistemática om meta-análise |
| Virgili et al. 2014 133 | Revisão sistemática com meta-análise | Várias (depende dos estudos inclusos) | Edema macular | Vários (depende dos estudos inclusos) | Definição de regime de tratamento PRN : Somente TCO: estudos* BOLT e READ-2; TCO + Acuidade: estudos* de Azad et al. 2012 , DRCR,net, RESOLVE |
| Estudos contidos em Virgili et al. 2014 | Estudos contidos em Virgili et al. 2014 | Estudos contidos em Virgili et al. 2014 | Estudos contidos em Virgili et al. 2014 | Estudos contidos em Virgili et al. 2014 | Estudos contidos em Virgili et al. 2014 |
| Ahmadieh et al. 2008 95 | ECR | BIV + TRI vs. BIV | Edema macular | (Zeiss,Dublin, CA) | TCO aplicado no início do estudo e nas semanas 6, 12, 18 e 24 (intervalos de seis semanas) |
| Azad et al. 2012 181 | ECR | BIV vs. TRI vs. Laser | Edema macular | Stratus TCO, Carl Zeiss Meditec Dublin, CA | TCO aplicado no início do estudo e após 1, 3 e 6 meses |
| Michaelidis et al. 2010; Rajendran et al. 2012; Sivaprasad et al. 2013 96,182,183 (BOLT) | ECR | BIV vs. Laser BIV monoterapia em Sivaprasad et al. 2013 (post hoc) 24 meses | Edema macular | Stratus TCO 3000, Carl Zeiss Ophthalmic Systems Inc., Humphrey Division, Dublin, CA | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 270 µm Algoritmo de tratamento baseado em TCO: IVB aplicado no início e após 6 e 12 semanas. Após isso, só seriam necessárias novas injeções de a espessura fosse ≥ 270 µm. TCO aplicado no início do estudo e após 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48 e 52 semanas (intervalos de 6 semanas). Em Rajendram et al. 2012 os intervalos de 6 semanas continuaram até 102 semanas. |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Comparação | Condição | Equipamento de TCO | Situações de uso da TCO |
|---|---|---|---|---|---|
| Do et al. 2012; Do et al. 2011 128,129 (DA VINCI) | ECR | AIV 0,5 mg a cada 4 sem. vs. AIV 2 mg a cada 4 sem. vs. AIV 2 mg a cada 8 sem. vs. 2 mg PRN vs. Laser | Edema macular | (Stratus TCO; Carl ZeissMeditec, Jena, Germany) | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 250 µm TCO aplicado no início do estudo e a cada 4 semanas até a semana 52 (intervalos de quatro semanas). Semana 24 no caso de Do et al. 2011 Algoritmo de tratamento baseado em TCO: Pacientes do grupo PRN só receberiam AIV, após as três doses mensais, se a espessura macular fosse ≥ 250 µm |
| Bressler e al. 2012; Elman et al. 2012 (DRCR.net) 184,185 Bressler et al. 2013; Elman et al. 2010; Elman et al. 2011 92,186,187 (DRCR.net) | ECR | 0,5 mg RIV + prompt laser vs. 0, mg RIV + laser retardado sham + prompt laser Vs. 0,5 mg RIV + prompt laser vs. 0, mg RIV + laser retardado Vs. TRI + prompt laser | Edema macular | Zeiss Stratus TCO machine (Carl Zeiss Meditec, Inc). | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 250 µm TCO aplicado no início do estudo e a cada 4 semanas até a semana 52 (intervalos de 4 semanas). Bressler et al. 2013 : intervalos de 4 semanas para todos os grupos até a semana 48 e daí em diante (até a semana 156) se necessário (espessura da fóvea fosse ≥ 250 µm). Elman et al. 2010, 2011 : intervalos de 4 semanas até a semana 52 e a cada mês desse ponto até a semana 104. Elman et al. 2012 : intervalos de 4 semanas até a semana 52 e a cada mês desse ponto até a semana 156. Os pacientes receberiam 4 injeções mensais a partir do basal e daí a diante, apenas se houvesse falha (espessura da fóvea fosse ≥ 250 µm) |
| Korobelnik et al. 2014 80 (VISTA e VIVID) | ECR | AIV 2mg a cada 4 semanas vs. AIV 2mg a cada 8 semanas (após 5 doses mensais) vs. laser | Edema macular | Não especificado | TCO aplicada no início do estudo e após a cada 4 semanas até a semana 52. |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Comparação | Condição | Equipamento de TCO | Situações de uso da TCO |
|---|---|---|---|---|---|
| Comyn et al. 2014 91 (LUCIDATE) | ECR RIV 0,5mg vs. laser | Edema macular | Spectralis TCO (Heidelberg | Engineering GmbH, Heidelberg, Germany) | envolvimento do centro da fóvea por TCO aplicado a cada 4 semanas até a semana 48. aplicado nas semanas 0, 4 e 8 e depois, resultado de espessura da mácula |
| Nepomuceno et al. 2013 188 | ECR | BIV 1,5 mg vs. RIV 0,5 mg | Edema macular | (SpectralisEyetrackerTomographer, HRA- TCO; Heidelberg Engineering) | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: > 300 µm Retratamento: foi feito mensalmente se a espessura central da macula, pelo TCO, fosse > 275 µm. TCO aplicada no início do estudo e, após isso, a cada 4 semanas até a semana 48. |
| Do et al. 2013; Nguyen et al. 2010; Nguyen et al. 2009 189-191 (READ-2) | ECR | RIV 0,5mg vs. RIV + laser vs. laser | Edema macular | Time-domain TCO (modelo não especificado) | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 250 µm TCO aplicada nos meses 1, 3 e 5. Do mês 6 até o 24 TCO foi aplicada a cada dois meses e se a espessura da macula fosse ≥ 250 µm, havia retratamento. Após a semana 24 até a 36, TCO foi aplicada mensalmente e se a espessura da macula fosse ≥ 250 µm, havia retratamento. No caso de Nguyen et al. 2009 : limite de seis meses. Nguyen et al. 2010 : 24 meses. |
| Massin et al. 2010 94 (RESOLVE) | ECR | RIV 0,3 mg vs. RIV 0,5 mg vs. sham | Edema macular | (TCO) (Stratus TCO; Carl ZeissMeditec, Jena, Germany). | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 300 µm TCO foi aplicada no início do estudo e, daí em diante, mensalmente até o mês 12. Depois do mês 1, se os pacientes estivessem com espessura da mácula > 300 µm, a dose era dobrada, permanecendo assim por >45 dias e retornando a dose inicial. |
| Autor, ano | Desenho do estudo | Comparação | Condição | Equipamento de TCO | Situações de uso da TCO |
|---|---|---|---|---|---|
| Berger et al. 2015** 90 (RESPOND) | ECR RIV 0,5 mg Vs. RIV 0,5 + laser Vs. laser | Edema macular | Não | especificado | TCO foi aplicado no início do estudo e depois mensalmente até o mês 12. |
| Lang et al. 2013; Schmidt- Erfurth et al. 2014 150,151 (RESTORE) Mitchell et al. 2011 78 (RESTORE) | ECR (extensão) ECR | RIV 0,5 mg PRN e Laser PRN RIV 0,5 mg + laser sham vs. RIV 0,5 mg + laser Vs. injeçãosham + laser | Edema macular | Stratus [time-domain] TCO | Nesse estudo o critério de estabelecimento do regime PRN não considerou os resultados de espessura da mácula e sim a acuidade visual TCO foi aplicado mensalmente durante o estudo original (12 meses; Mitchell et al. 2011 ) e a fase de extensão (24 meses; Lang et al. 2013 e 36 meses; Schmidt-Erfurth et al. 2014 ). |
| Brown et al. 2013; Nguyen et al. 2012 79,88 (RISE e RIDE) | ECR (controlado por dois anos (2012) e um ano (2013)) RIV 0,5 0,3 mg | mg vs. RIV vs. sham | Edema macular | Time domain TCO (não especifica modelo) | Definição de envolvimento do centro da fóvea por TCO: ≥ 275 µm TCO aplicada nos meses 0, 1, 2, 3, 6 e em intervalos de seis meses, daí em diante, até o mês 36. 24 meses de estudo no caso de Nguyen et al. 2012 |
| Soheilian et al. 2012;Soheilian at al. 2009 ; Soheilian et al. 2007 192-194 | ECR | BIV 1,25mg vs. BIV 1,25 + TRI 2 mg vs. laser | Edema macular | Time-domain equipment (Zeiss, Dublin, CA) | TCO aplicada em intervalos de 6 meses a partir do início do estudo até 24 meses. 36 meses no estudo de 2009 e 12 meses no estudo de 2007. |
*Estudos descritos logo abaixo; **Na ocasião da revisão de Virgili et al, 2014, somente foram inclusos estudos não finalizados com registro no Clinicaltrials , daí a inclusão deste estudo com data posterior, por ser completo; TCO: tomografia de coerência ótica; ECR: Estudo clínico randomizado; AIV: aflibercepte intravítreo;RIV: ranibizumabe intravítreo; BIV: bevacizumabe intravítreo; TRI: Triancinolona intravítreo.
E. Questão de pesquisa 5
Questão de Pesquisa 5: Qual a eficácia e segurança das terapias à laser, farmacológicas e cirúrgicas (individual, comparativo e associação)?
1) Estratégias de Busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e extender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
OR
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2.328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR 'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2.394 referências
Data de acesso: 29/12/2016
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no Embase). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por
meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências, correspondentes às 7 questões de pesquisa, tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.
2) Seleção das evidências
Trinta e duas potenciais referências tiveram sua elegibilidade confirmada para a questão 5 por meio da leitura do texto completo. Destas, 9 foram excluídas, sendo 4 por considerarem apenas pacientes com edema macular, 1 por considerar técnica cirúrgica (cirurgia de catarata), não compreendida no escopo dessa questão e 4 por se tratar de revisões sistemáticas antigas, já contempladas nas duas revisões incluídas. Vinte e três estudos foram considerados elegíveis, sendo 2 revisões sistemáticas com meta-análise 101,102 , 1 revisão sistemática sem meta-análise 195 , 15 estudos contidos na revisão sistemática sem meta-análise e 5 ECRs, com mais de 100 participantes não contemplados nas revisões sistemáticas ou ECRs que compreendiam comparações pouco frequentes nas revisões sistemáticas 111,113,196-198 .
3) Descrição dos estudos e seus resultados
As características dos estudos incluídos encontram-se na Tabela 30 . As características basais estão demonstradas na Tabela 31 . As tabelas de 32 a 39 exibem os principais desfechos para os estudos incluídos, de acordo com as comparações entre as diferentes terapias (laser, cirurgia e farmacológica).
Tabela 30 Características dos estudos incluídos para a resposta à questão 5 do PCDT de Retinopatia Diabética em Adultos
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise | Revisão-sistemática com meta-análise |
| Simunovic et al. 2015 102 | Revisão sistemática com meta-análise Avaliar a eficácia e segurança dos agentes anti-VEGF x VPP e FPR na RD | 22 ECR, com 1397 olhos randomizados | Anti-VEGF + VPP Anti-VEGF + FPR | VPP FPR | Baixo | |
| Martinez- zapata et al. 2014 101 | Revisão sistemática com meta-análise | Avaliar a eficácia e segurança dos agentes anti-VEGF x VPP e FPR na RD | 18 ECR (16 incluídos nas meta-análises), com 1005 participantes | Anti-VEGF + VPP Anti-VEGF com ou sem FPR | VPP FPR | Baixo |
| Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados | Ensaios Clínicos Randomizados |
| Beaulieu et al. 2016 113 (DRCR.net) | ECR | Avaliar desfechos centrados nos pacientes em indivíduos com RDP | 305 adultos (216 olhos) com RDP e diabetes mellitus tipo 1 ou 2. | Ranibizumabe 0,5- mg/0,05mL | FPR | Baixo |
| Gross et al. 2015 111 (DRCR.net) | ECR | Avaliar a não inferioridade (limite de -5 letras na acuidade visual) do RIV em relação a FPR em pacientes com RDP | 305 participantes (394 olhos) com RDP e diabetes mellitus tipo 1 ou 2 | Ranibizumabe 0,5- mg/0,05mL | FPR | Baixo |
| Bhavsar et al. 2013 197 (DRCR.net) | ECR | Avaliar a eficácia e a segurança do RIV x salina em pacientes com RDP | 261 participantes com RDP e diabetes mellitus tipos 1 e 2 | Ranibizumabe 0,5- mg/0,05mL | Salina | Baixo |
| Avitabile et al. 2011 197 | ECR | Resultados anatômicos e visuais da vitrectomiapars plana vs. FPR de pacientes com RDP. | 180 pacientes (180 olhos), adultos, com RDP e diabetes mellitus tipo 1 ou 2 | VPP + fotocoagulação | FPR | Baixo |
| Faghihi et al. 2008 199 | ECR | Avaliar a segurança e a eficácia da triancinolona acetonida em pacientes com hemorragia vítrea pós-vitrectomia | 72 pacientes (72 olhos), adultos, com diabetes mellitus tipos 1 e 2 e hemorragia vítrea | Triancinolona acetonida, 4 mg (0,1 cc) + VPP | VPP | Alto (Randomização e sigilo de alocação) |
| Autor, ano Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|
| Revisão-sistemática sem meta-análise | Revisão-sistemática sem meta-análise | Revisão-sistemática sem meta-análise | Revisão-sistemática sem meta-análise | Revisão-sistemática sem meta-análise | Revisão-sistemática sem meta-análise |
| Revisão sistemática | Avaliar a segurança e a eficácia de laser e intervenções farmacológicas no tratamento de RDNP. 12 ECR, com 982 pacientes; | Diversos tipos de laser | Diversos tipos de laser | Baixo | Royle et al. 2015 195 |
| Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 | Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 | Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 | Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 | Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 | Estudos contidos em Royle et al. 2015 194 |
| Muquit et al. 2010 200 ECR | Avaliar a eficácia de terapias a laser em pacientes com RDP 40 olhos de 24 descartados da | pacientes (2 olhos análise, então 38) | Única sessão, FPR multiponto (20 ms), com matrizes multipontos de 5,5 e 4,4 (20 olhos) | Múltiplas sessões, FPR único ponto (100 ms), três sessões em 4 semanas. | Baixo |
| ECR | Avaliar os efeitos de curto prazo na espessura macular usando três tipos de laser. | 30 olhos de 24 pacientes, maiores de 18 anos, com RDP recente e espessura macular <300 µm. | Fotocoagulaçãoretinal direcionada (FRD) (única sessão, múltiplos pontos, 20 ms) | 1) FPR minimamente traumática (MT-FPR); 2) FPR de intensidade padrão (SI-FPR). Baixo | Muqit et al. 2013 201 |
| ECR | Comparar o efeito terapêutico entre o laser PASCAL e o convencional | 100 olhos de 50 pacientes adultos com RDP, sem antes ter utilizado FPR | Laser PASCAL (OptiMedica, Santa Clara, CA), única sessão, 30 ms, 2100-3900 queimaduras. | Laser convencional, três sessões (532-nm frequency-doubled Nd:YAG; Carl ZeissMeditec, Dublin, California) Alto (Randomização, de alocação mascaramento) | Muraly et al. 2011 202 sigilo e |
| ECR | Comparar a eficácia, a segurança e a conveniência do laser Pascal vs. o laser convencional verde GLX | 60 pacientes com RDP sométrica bilateral ou RDNP grave. | Laser PASCAL 20-ms (OptiMedicaCorp, Santa Clara, CA) 950- 1100 pontos | laser GLX (verde) (532 nm) (Iridex Corp, Mountain View, CA) single-spot slit-lamp delivery PRP, 500-700 queimaduras Alto (Randomização, de alocação, mascaramento, desfecho incompleto) | Nagpal et al. 2010 203 sigilo |
| ECR | Comparar a eficácia e a segurança do laser Pascal vs. o laser convencional verde 60 pacientes com RDNP com laser PASCAL e Convencional) e EMD; e do RDP (B2 = 30 PASCAL e B1 = 30 | (A2 = 30 tratados A1 = 30 com outros 60 pacientes tratados com laser com Convencional). | PASCAL (OptiMedica, Silicon Valley, CA, 20 ms, 200 μm, 1000 queimaduras) | Laser Convencional (700 queimaduras; 532 nmgreen-light diode- pumpedsolidstate - NovusSpectra, Lumenis, USA) Alto (Randomização, de alocação, mascaramento, desfecho incompleto relato seletivo) | Salman, 2011 204 sigilo |
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ECR | Comparar a eficácia e o conforto do uso do laser 532-nm, frequency- doubledNd:YAG em exposição curta vs. exposição convencional | 20 pacientes fazendo FPR pela primeira vez. 17 com RDP, 2 com OVCR e 1 com isquemia ocular. | FPR de exposição curta (0.02 seg ou 20 ms) e dispersão de alta energia | FPR convencional (100 ms ou 0.1 seg) PRP, poder sufuciente para produzir uma queimadura cinza- branca. | Alto (Randomização e sigilo de alocação) | Al-Hussainy et al. 2008 205 |
| ECR | Comparar os efeitos de FPR de baixa energia (leve) vs. FPR convencional. | 50 pacientes (65 olhos) com RDP de alto risco e maiores de 18 anos | FPR leve em áreas periféricas ou meso- periféricas não perfundidas | FPR convencional em áreas periféricas ou meso- periféricas não perfundidas | Baixo | Bandello et al. 2001 206 |
| ECR | Comparar os efeitos do uso de FPR vs. não uso, incluindo o desenvolvimento de RDP. | 69 pacientes com RD pré-proliferativa, > 18 anos, sem histórico de FPR. Apenas 36 participantes completaram os 36 meses de seguimento | FPR (sem descrição do laser) | Não FPR | Alto (Mascaramento e sigilo de alocação) | Sato et al. 2012 100 |
| ECR | Comparar a eficácia e a segurança da FPR em 20 ms e em 100 ms | 33 pacientes (66 olhos), sendo todos maiores de 18 anos, com RDP ou RDNP muito grave e diabetes mellitus tipo 2 | FPR de único ponto e curta duração (20 ms) (Nd:YAG 532-nm Novus Varia, Lumenis, USA) | FPR convencional (100 ms) (Nd:YAG 532-nm Novus Varia, Lumenis, USA) | Alto (Mascaramento e sigilo de alocação) | Mirshahi et al. 2013 207 |
| ECR | Investigar as alterações na espessura macular em pacientes com RD grave e comparar os resultados de eficácia da FPR semanal e a cada duas semanas | 36 pacientes (72 olhos) com RD grave e diabetes mellitus tipo 2 | PFR semanal (PRP scatter laser in four sessions. Krypton red laser (Nidek, Gamagori, Japan) | PFR a cada duas semanas (PRP scatter laser in four sessions. Krypton red laser (Nidek, Gamagori, Japan) | Alto (Randomização, sigilo de alocação, mascaramento, desfecho incompleto) | Shimura et al. 2003 208 |
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ECR | Avaliar os desfechos dependendo da sequência dos tratamentos aplicados (FPR + cirurgia de catarata vs. Cirurgia de catarata + FPR), em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, RD e catarata. | 29 pacientes com diabetes mellitus tipo 2, além de RDNP grave ou RDP precoce e catarata, simétricos bilateralmente. | FPR e depois cirurgia de catarata (FPR primeiro) - Laser multicor (Coherent Inc., Palo Alto, CA) e uma lente de fundo quadrasférica. Os tratamentos utilizaram, principalmente, o laser amarelo, mas também o vermelho em caso de catarata. | Cirurgia de catarata e depois FPR (cirurgia primeiro) - Laser multicor (Coherent Inc., Palo Alto, CA) e uma lente de fundo quadrasférica. Os tratamentos utilizaram, principalmente, o laser amarelo, mas também o vermelho em caso de catarata. | Baixo | Suto et al. 2008 209 |
| ECR | Comparar os resultados do laser infra- vermelho diodo com os do laser verde de argônio em pacientes dom RDP | 25 pacientes (50 olhos) com diabetes mellitus tipo 2 e RDP bilateral | Laser diodo (810 nm, Microlase, Keeler Inc., UK) | Laser de Argônio (514 nm, Novus 2000, Coherent) | Alto (Mascaramento e sigilo de alocação) | Tewari et al. 2000 196 |
| ECR | Verificar a efetividade da injeção subtenoniana de Triancinolona acetonida | 41 pacientes (82 olhos) com RDNP grave ou RDP | TRI subtenoniana, 20mg/0,5mL + FPR | FPR | Alto (Sigilo de alocação) | Unoki et al. 2009 118 |
| ECR | Verificar a eficácia da TRI + FPR vs. BIV + FPR vs. FPR sozinha | 76 pacientes (91 olhos) com RDNP grave ou RDP de alto risco, com ou sem edema macular | TRI 4m/0,1 mL+ FPR BIV1,25mg/0,05 mL + FPR | FPR | Alto (Randomização, sigilo de alocação e mascaramento) | Cho et al. 2010 116 |
| ECR | Verificar a eficácia da combinação TRI + FPR | 10 pacientes (20 olhos) com RDNP grave ou RDP sem alto risco e diabetes mellitus tipo 2 | TRI 20 mg/0,5 mL | FPR | Alto (Randomização, sigilo de alocação e mascaramento) | Shimura et al. 2006 117 |
ECR: Ensaio Clínico Randomizado; Anti-VEGF: Agente anti-fator de crescimento do endotélio vascular; FPR: Fotocoagulaçãopan-retinal; VPP: vitrectomia via pars plana; RD: retinopatia diabética; RDP: Retinopatia diabética proliferativa; RDNP: Retinopatia diabética não proliferativa; RIV: ranibizumabe intravítreo; BIV: bevacizumabe intravítreo; TRI: triancinolonaacetonida; EMD: edema macular diabético; EMCS: edema macular clinicamente significante; OVCR: oclusão da veia central da retina.
Tabela 31 Principais características basais dos ensaios clínicos randomizados incluídos para resposta da questão 5 do PCDT de Retinopatia Diabética em adultos
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc. controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm) | Seguimento (meses, DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Beaulieu et al. 2016 113 (DRCR.net) | 102 participantes 114 | participantes Mediana | de 44 anos | de 44 anos | 56% | 56% | 8,50 | NR | NR | 24 |
| Gross et al. 2015 111 191 olhos (89 participantes com dois olhos envolvidos) | 203 olhos (89 participantes com dois olhos envolvidos) | Mediana (44-59) | de 52 anos | Mediana de 51 (44-59) anos | 57 | 55 | Mediana (IQR): RIV: 8,6 (7,5-10,4); FPR: 8,9 (7,5-10,4) | Média (DP): RIV: 75,0 (12,8); Snellen aprox. 20/32 FPR: 75,2 (12,5); Snellen aprox. 20/32 | Média (DP): RIV: 262 (109); FPR: 249 (86). | 24 |
| Bhavsar et al. 2013 197 (DRCR.net) 125 | participantes 136 Participantes | 60 | (12) | 57 (12) | 48 | 49 | RIV: 7,8 (1,6); salina: 8,3 (1,7) | RIV: 34 (29); Snellen eq. 20/200; Salina: 32 (29); Snellen eq. 20/250 | NR | 12 |
| Avitabile et al. 2011 198 90 participantes/ olhos | 91 participantes /olhos | 54,2 (21-79) | 54,2 (21-79) | 97 (54%) | 97 (54%) | NR | Logmar Média (DP):VPP: 1,13 (0,67); VPP (DRT): 1,17 (0,63) VPP (NDRT): 1,04 (0,78), p=0,42 FPR: 1,14 (0,66); FPR (DRT): 1,20 (0,67); FPR (NDRT): 1,01 (0,63), p=0,21 | NR | 12 | |
| Faghihi et al. 2008 199 | 38 pacientes/olhos 34 | pacientes/olhos 55,2 | (9,1) | 54,5 (10,9) | 37% | 32% | NR | TRI + VPP: 2,4 (0,29); VPP: 2,4 (0,24); | NR | 6 |
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc. controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm) | Seguimento (meses, DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 | Estudos incluídos na revisão sistemática sem meta-análise de Royle et al. 2015 194 |
| Muquit et al. 2010 200 | 20 olhos | 20 olhos | 46 (29-60) | 44 (29-60) | 68 | 63 | SS-PRP: 8,2 (1,2); MS-PRP: 7,6 (1,5). p=0,17 | SS-PRP: 77 letras (9,9); MS-PRP: 79 (7,9), p=0,57 | SS-PRP: 240; MS-PRP: 242, p=NR | 3-5 |
| Muqit et al. 2013 201 | 10 olhos | 20 olhos (10 para cada comparador) | 45 (11,2) | MT-FPR: 47 (15,9); SI-FPR: 42 (8,8) | 80 | MT-FPR: 60; SI-FPR: 80. | FRD: 8,6 (1,2); MT-FPR: 8,4 (1,1); SI-FPR: 8,6 (1,5). | NR | FRD : 264 (29,2); MT-FPR: 255 (35,5); SI-FPR: 267 (23,7) | 3 |
| Muraly et al. 2011 202 | 50 olhos | 50 olhos | Homens: 58,24 (32-68); Mulheres: 55,75 (33-70). | Homens: 58,24 (32-68); Mulheres: 55,75 (33-70). | 68 (n=34) | 68 (n=34) | NR | NR | NR | 6 |
| Nagpal et al. 2010 203 | 60 olhos | 60 olhos | 52 (45-61) | 52 (45-61) | 34 (56,7%) | 34 (56,7%) | NR | Pascal: 6/10,8 GLX: 6/10,3 | NR | 6 |
| Salman, 2011 204 | 60 olhos | 60 olhos | 48,9 (9,3) | 48,9 (9,3) | 72 (60%) | 72 (60%) | NR | A1: 0,30 (0,24) Snellen: 6/12 A2: 0,30 (0,24) Snellen: 6/12 B1: 0,31 (0,23) Snellen: 6/12 B2: 0,6 (0,61) | NR | Média 9-10,8 semanas |
| Al-Hussainy et al. 2008 205 | 20 olhos | 20 olhos | 62 (26-76) | 62 (26-76) | NR | NR | NR | NR | NR | 6-45 |
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc. controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm) | Seguimento (meses, DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| al. 26 participantes | 24 participantes | 48 (11) | 57 (13) | 61 | 62 | NR | MAVC: Leve: 0,12 (0,13) Conv.: 0,14 (0,15), p=0,320 | NR | Leve: 22,4 (9,7) Conv.: 21,6 (9,3) | Bandello et 2001 206 |
| Sato et al. 2012 100 32 | participantes 37 participantes | 60,8 (8,1) | 59,3 (10,9) | 69 | 81 | FPR: 7,5 (1,7); Sem FPR : 7,7 (1,5), p=0,64 | FPR: 0,03 (0,22); Sem FPR: 0,02 (0,12), p=0,75 | NR | FPR: 6-60 média 34,3 (18); Sem FPR: 6-58, média 30,1 (16,3). | |
| Mirshahi et al. 2013 207 | 33 olhos 33 olhos | 58,9 | (7,8) | 52 | 8,23 (1,18) | 100 ms: 0,40 90,24); 20 ms: 0,37 (0,27), p=0,718 | 100 ms: 255 (33,7); 20 ms: 266 (33,8), p=0,334 | 6 | ||
| Shimura et al. 2003 208 36 olhos | 36 olhos | 55,6 (7,8) | 21 | (58%) | 8,72 (1,35) | Semanal: 191 (9,9); 2 semanas : 191 (10,7), p=0,814 | NR | 4 | ||
| Suto et al. 2008 209 29 olhos | 29 olhos | 66 (7,5) | 9/29 | (31%) | 7,4 (1,0) | NR | NR | 3 | ||
| Tewari et al. 2000 196 | 25 olhos | 25 olhos | 56,25 (8,2) | NR | NR | NR | Diodo: 3,22 (2,05) Argônio: 4,16 (2,77) | NR | 6 | |
| Unoki et al. 2009 118 | 41 olhos | 41 olhos | 60,1 (11,5) | 56 | 8,2 (2,1) | TRI: 0,14 (0,33); Controle: 0,13 (0,33); p=0,90 | TRI: 290,2 (135,7); Controle: 269,0 (114,9), p=0,45 | 6 |
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc. controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm) | Seguimento (meses, DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cho et al. 2010* 116 | TRI+FPR : 30 (14 sem edema) BIV+FPR : 31 (15 sem edema) | 30 (16 sem edema) | TRI+FPR : 52,0 (13,2); BIV+FPR : 50,5 (10,1) | 50,9 (19,3) | TRI+FPR : NR; BIV+FPR: 28,57 | 33,33 | TRI+FPR :7, 12 (0,13); BIV+FPR : 7,21 (0,23); FPR : 7,18 (0,09) | TRI+FPR : 0,20 (0,15); BIV+FPR : 0,22 (0,28); FPR : 0,19 (0,21) | TRI+FPR : 207,20 (30,77); BIV+FPR : 205,15 (25,30) FPR : 209,75 (38,85) | 3 |
| Shimura et al. 2006 117 | 10 olhos | 10 olhos | 63 (8,19) | 50 | 7,34 (0,76) | TRI+FPR : 0,02 (0,042) FPR: 0,07 (0,079) | TRI+FPR : 204,4 (21,9) FPR : 234,4 (40,2) | 6 |
DRT: descolamento retinaltracional; NRDT: Ausência de DRT; *resultados descritos apenas para pacientes sem EMCS (edema macular clinicamente significante); DP: desvio padrão; IQR: intervalo inter-quartil; HbA1c: hemoglobina glicada; Masc.: masculino; Conv.: convencional; NR: Não relatado;NA: Não se aplica; RIV: ranibizumabe intravítreo; BIV: bevacizumabe intravítreo; TRI: triancinolona acetonida;FPR: Fotocoagulaçãopanretinal;SS-PRP:Fotocoagulaçãopan-retinal em única sessão; MS-PRP: fotocoagulaçãopan-retinal em Múltiplas sessões; MAVC: melhor acuidade visual ajustada.
1. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre os diversos ANTI-VEGF versus FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL (FPR)
Tabela 32 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação anti-VEGF x fotocoagulação pan-retinal
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP) | Espessura macular | Hemorragia vítrea ou pré-retinal | NEI VFQ-25 | UAB-LLQ | WPAIQ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Simunovic et al. 2015 102 | RIV + FPR vs. FPR | DM = 0,1 Logmar (95% IC, 0,04-0,16), p<0,002; I2=0% (favorece RIV + FPR) | DM = 36,86 µm (IC 95%, 7,85-65,86), p=0,01; I2 = NR (favorece RIV + FPR) | NA | NA | NA | NA |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP) | Espessura macular | Hemorragia vítrea ou pré-retinal | NEI VFQ-25 | UAB-LLQ | WPAIQ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Martinez- zapata et al. 2014 101 Pegaptanibe FPR | vs. DM : -0,06 Logmar (IC95%, -0,22; NS | 0,10); NA | RR : 0,20 (IC95%, 0,01; 3,70); NS | NA | NA | NA | |
| BIV vs. | FPR | DM: -0,01 Logmar (IC95%, -0,11; 0,09); NS | NA | RR : 0,11 (95%IC, 0,01; 1,92); NS | NA | NA | NA |
| RIV vs. FPR | DM : -0,10 Logmar (IC95%, -0,16; -0,03); p=0,026 (favorece RIV); I2=2% | NA | RR : 0,38 (IC95%, 0,18; 0,81); p=0,0013 (favorece RIV) | NA | NA | NA | |
| Anti-VEGF vs. FPR | DM : -0,07 Logmar (IC95% -0,12; -0,02), p=0,0045 (favorece anti-VEGF); I2=0% | NA | RR : 0,32 (IC95%, 0,16; 0,65), p=0,0017 (favorece Anti-VEGF); I2=0% | NA | |||
| Beaulieu et al. 2016 113 (DRCR.net) | RIV vs. FPR Diferença RIV (IC95%, Diferença RIV (IC95%, | x FPR em 1 ano: 8,7 +5,3; 12,1); p= 0,001 x FPR em 2 anos: +3,9 -0,0;7,9); p=0,05 Diferença RIV x FPR AUCem2 anos (em relação a basal): +6,2 (IC95%, 3,9; 8,4) p<0,001 RR 20/40 único olho: 1,1 (95%IC: 1,0; 1,2)P=0,005.RR 20/40 binocular: 1,1 (95%IC: 1,0; 1,3) P=0,020. | NR | NR | Diferença RIV x FPR 1 ano: (+4,0, 95% IC: -0,2, 8,3); P=0,06; Diferença RIV x FPR 2 anos: +2,9 (95%IC, -1,5; +7,2); P=0,20; Diferença RIV x FPR AUC em 2 anos (em relação basal): +3,1 (95%IC, +0,0; +6,2; P=0,050. | Diferença RIV x FPR 1 ano: +1,8 (95%IC: - 3,5; +7,1); P=0,51); Diferença RIV x FPR 2 anos: +2,3 (95%IC: -2,9; +7,5, P=0,37); Diferença RIV x FPR em 2 anos AUC (em relação a basal) : +1,2 (95%IC, -2,5; +4,9) P=0,53). | Escore de perda de produtividade no trabalho, RIV x FPR em 1 ano: -15,6% (99%IC: -29,8%; -1,3%), P=0,005; Escore de perda de produtividade no trabalho, RIV x FPR em 2 anos: -2,9% (99%IC: -15,2%; +9,5%) P=0,54; Escore de perda de produtividade no trabalho, RIV x FPR em 2 anos |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP) | Espessura macular | Hemorragia vítrea ou pré-retinal | NEI VFQ-25 | UAB-LLQ | WPAIQ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (AUC): -10,3% (95%IC: - 16,6%; -4,0%) P=0,002 | |||||||
| RIV (160 olhos) | Em2 anos : 78,7 (16,3); Δ 2 anos-basal : 2.8 (IC95%: 0,4; 5,2) AUC (IC95%) 2 anos : 4,5 (3,4; 5,5) | Média (IC95%) em 2 anos: 210 (201; 218); Δ 2 anos-basal: -47 (-61; -33) | 52 (27%) | NA | NA | NA | |
| Gross et al. 2015 111 (DRCR.net) | FPR (168 olhos) | Em2 anos: 76,2 (14,1); Δ 2 anos-basal: 0.2 (IC95%: -1,9; 2,3) AUC (IC95%) 2 anos : -0,3 (-1,5; 1,0) | Média (IC95%) em 2 anos: 243 (231; 255); Δ 2 anos-basal : -3 (-15; 9) | 69 (34) | NA | NA | NA |
| RIV - FPR ajustada (ITT) | Δ 2 anos : +2,2 (IC95%-0,5; 5,0); p=0,11 AUC (IC95%): +4,2 (3,0 to 5,4), p<0,001 | Δ 2 anos: -45 (-57; -33), p<0,001 | -7 (-15; 1), p=0,09 | NA | NA | NA |
RIV: Ranibizumabe intravítreo; DM: diferença de média; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal (laser); NS: não significante; AUC: Área sob a curva; ITT: intention-to-treat; NEI VFQ-25: NationalEyeInstitute Visual Function Questionnaire-25; UAB-LLQ: Universityof Alabama LowLuminanceQuestionnaire; WPAIQ: Work Productivity andActivityImpairmentQuestionnaire; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
2. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre os diversos ANTI-VEGF versus VITRECTOMIA VIA PARS PLANA (VPP)
Tabela 33 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação anti-VEGF versus vitrectomia via pars plana
| Simunovic et al. 2015 102 | BIV + VPP vs. VPP | DM : -26,05 min (95% IC, -33,34; -18,77), p<0,001); I2 =50% (favorece BIV + VPP) | OR: 0,35 (95%IC, 0,16-0,79), p=0,01; I2 = 2% (Favorece BIV + VPP) | OR: 0,06 (IC95%, 0,01-0,30), p=0,0007; I2 =NR (Favorece BIV + VPP) | MD : -2,87 (95%IC, -5,42; -0,33), p=0,03; I2 = NR (favorece BIV + VPP) | OR: 0,34 (IC95% 0,18-0,67), p=0,002; I2 = 0% (Favorece BIV + VPP) | NA | NA | NA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Martinez- zapata et al. 2014 101 | BIV + VPP vs. VPP | NA | NA | RR: 0,30 (IC95%, 0,18; 0,52); p<0,001; I2 =47%(favorece BIV + VPP) | NA | NA | RR: 0,49 (IC95%, 0,08; 3,14); NS; I2 =0% | RR: 1,62 (IC95%, 1,20; 2,17) (favorece VPP); I2 =73% | DM: -0,24 (IC95%, -0,50; 0,01) NS; I2 =67% |
BIV: bevacizumabe intravítreo; VPP: vitrectomia via pars plana; DM: diferença de média; NR: não relatado; OR: Oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; NA: não se aplica; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
3. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre RANIBIZUMABE INTRAVÍTREO versus SALINA
Tabela 34 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação anti-VEGF x salina
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP), escore de letras | Valor p (RIV x Salina) |
|---|---|---|---|
| Bhavsar et al. 2013 (DRCR.net) 197 | IVR | 4 semanas: 45 (30), Snellen eq. 20/125 8 semanas : 51 (30), Snellen eq: 20/100; 12 semanas : 57 (27), Snellen eq. 20/80 | 0,67 (4 semanas) 0,14 (8 semanas) 0,04 (12 semanas) |
| Bhavsar et al. 2013 (DRCR.net) 197 | Salina | 4 semanas : 42 (31), Snellen eq. 20/160; 8 semanas : 47 (31), Snellen eq. 20/125; 12 semanas : 49 (29), Snellen eq. 20/100 |
IVR: ranibizumabe intravítreo; DP: desvio padrão.
4. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre TRIANCINOLONA ACETONIDA INTRAVÍTREO (TRI) associada à FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL versus FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL (FPR)
Tabela 35 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação TRI + FPR versus FPR
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP), Logmar | Espessura macular, µm(DP) |
|---|---|---|---|
| Unoki et al. 2009 118 | TRI+FPR | Δ 6 meses - basal: +0,072 (0,028); p=0,04 em relação ao controle. Sem EMCS: +0,04 (0,13); ComEMCS: +0,12 (0,22) Δ 6 meses - basal: -0,010 (0,029); SemEMCS : -0,020 (0,12) | Δ 6 meses - basal: -9,7 (85,6) Sem EMCS: +9,7 (85,6) ComEMCS: -42,7 (132,4) Δ 6 meses - basal: +32,8 (82,8); Sem EMCS: +34,9 (56,5) Com EMCS: +29,5 (114,4) |
| Shimura et al. 2006 117 | TRI+FPR (24 sem.) | 0,085 (0,106) p=0,0063 em relação ao controle | 235,3 (38,6), p=0,0063 em relação ao controle |
| Shimura et al. 2006 117 | FPR (24 sem.) | 0,24 (0,133) | 312 (68,2) |
TRI: triancinolona acetonida; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; DP: desvio padrão; EMCS: Edema macular clinicamente significante.
5. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre TRIANCINOLONA ACETONIDA INTRAVÍTREO (TRI) associada à VITRECTOMIA VIA PARS PLANA versus VITRECTOMIA VIA PARS PLANA (VPP)
Tabela 36 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação TRI + VPP versus VPP
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP), Logmar |
|---|---|---|
| Faghihi et al. 2008 199 | TRI+VPP (6 meses) | Em6 meses: 0,63 (0,23) Δ (6 me. - basal) TRI + VPP: 1,77 (0,38); Em6 meses: 0,87 (0,24) Δ (6 me. - basal) VPP : 1,56 (0,29); |
| Faghihi et al. 2008 199 | TRI+VPP vs. VPP (6 meses) | Sem informação de valores: Em6 meses: p<0,001 (em seis meses) Δ (6 me.-basal) TRI+ VPP vs. VPP p= 0,012 |
TRI: triancinolonaacetonida; VPP: vitrectomiapars plana; Δ: diferença.
6. Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre TRIANCINOLONA ACETONIDA INTRAVÍTREO (TRI) associada à FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL (FPR) versus BEVACIZUMABE INTRAVÍTREO (BIV) associado à FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL versusFOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL (controle)
Tabela 37 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação TRI+FPR vs. BIV+FPR vs. FPR
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP), Logmar | Espessura macular, µm(DP) |
|---|---|---|---|
| TRI+FPR | Δ 3meses - basal: NS (valor ausente) | Δ 3meses - basal: NS (valor ausente) | |
| Cho et al. 2010* 116 | BIV+FPR | Δ 3meses - basal: NS (valor ausente) | Δ 3meses - basal: NS (valor ausente) |
| FPR | Piora significativa (p<0,05) (valor ausente) | Aumento de 209,75 (27,47) para 259,00 (58,28) p=0,011 |
Resultados apenas para pacientes sem EMCS (edema macular clinicamente significante; BIV: bevacizumabe intravítreo; TRI: triancinolonaacetonida; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; DP: desvio padrão; NS; não significante.
- Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre VITRECTOMIA VIA PARS PLANA (VPP) versus FOTOCOAGULAÇÃO PAN-RETINAL (FPR)
Tabela 38 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação VPP vs. FPR
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, média (DP), Logmar | Taxa de melhora, n (%) |
|---|---|---|---|
| Avitabile et al. 2011 198 | VPP (12 meses) | 1,04 (0,59), p=0,23 (vs. Basal); VPP (DRT): 1,14 (0,62); VPP (NDRT): 0,80 (0,41), p=0,004 | 30 (33%) |
| Avitabile et al. 2011 198 | FPR (12 meses) | 0,96 (0,47), p=0,01 (vs. basal); FPR (DRT): 1,01 (0,54); FPR (NDRT) : 0,85 (0,53), p=0,12 | 32 (35%) |
| Avitabile et al. 2011 198 | VPP x FPR (12 meses) | p=0,33 (após 12 meses) | p=0,75(após 12 meses) |
VPP: vitrectomiapars plana; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; DRT: Descolamento retinaltracional; NDRT: descolamento não DR; DP: desvio padrãp.
8.
Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre os DIFERENTES TIPOS DE TERAPIA A LASER
Tabela 39 Resultados de eficácia em estudos que avaliaram a comparação entre diferentes tipos de laser
| Autor, Ano | Grupo | Acuidade visual (AV), média (DP) | Espessura do centro da retina (µm), média (DP) IC 95% | Valor p | %de regressão da RD | Valor p | Dor, Escala visual analógica (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Muquit et al. 2010 200 | SS-PRP (4 meses) MS-PRP (4 meses) SS-PRP (12 meses) | +2 letras (9,3) +1 letra (18,9) +4 letras (6,0) | +2 (9,4) [-6,37; 2,68]* +22 (21,6) [-32,25; -10,75]* +2 (9,5) [-2,86; 6,33]* | 0,4 <0,001 NR | NA NA NA NA | NA | NR | NR |
| Autor, Ano | Grupo | Acuidade visual (AV), média (DP) | Valor p | Espessura do centro da retina (µm), média (DP) IC 95% | Valor p | %de regressão da RD | Valor p | Dor, Escala visual analógica (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Muqit et al. 2013 201 | FDR (4 semanas) MT-FPR (4 semanas) SI-FPR (4 semanas) ** FDR (12 semanas) MT-FPR (12 semanas) SI-FPR (12 semanas) | FDR vs. MT-FPR (12 semanas): 1,3 letras (11) [- 6,55; 9,15]; FDR vs. SI-FPR (12 semanas): 0,7 letras (8,4) [- 5,33; 6,73]; MT-FPR vs. SI-FPR (12 semanas): 0,6 letras (7,2) [- 4,53; 5,73]. | 0,717 0,799 0,797 | Redução 10,3 (7,5) [4,97; 15,63] Redução 16,8 (9,9) [9,74; 23,86] Aumento 0,8 (14,3) [-9,41; 11] Redução 9,6 (10,8) [1,84; 17,36] Redução 17,1 (8,5) [11; 23,2] Aumento 5,9 (17,7) [-6,75; 18,55] | 0,02 <0,001 0,86 0,021 <0,001 | FDR: 70% de resposta positiva (60% regressão parcial; 10% regressão total e 30% sem alteração); MT-FPR: 70% de resposta positiva (50% regressão parcial; 20% regressão total e 20% sem alteração) ; SI-FPR: 90% de resposta positiva (70% regressão parcial; 20% regressão total e 10% sem alteração) | NR | 1) FDR (12 semanas): 15,7 (23,7); 2) MT-FPR (12 semanas): 3,5 (7,8); 3) SI-FPR (12 semanas): 32,4 (24,2). | 0,10 (1x2) 0,07 (2x3) 0,005 (1x3 |
| Muraly et al. 2011 202 | 1) laser PASCAL 2) laser convencional | NR | NR | NR | NR | 1º mês: Regressão NVE e NVD: 45 (90); 6º mês: Regressão NVE e NVD: 49 (98). 1º mês: Regressão NVE e NVD: 32 (64); 6º mês: Regressão NVE e NVD: 44 (88). | Mês 1: <0,001 (1x2) Mês 6: <0,001 (1x2) | NR | NR |
| Nagpal et al. 203 | 1) PASCAL | 6/9,3 Snellen | 0,508 1x2 | NR | NR | NR | NR | 0,33 (0-1) | 0,007 1x2 |
2010 203
| Autor, Ano | Grupo | Acuidade visual (AV), média (DP) | Valor p | Espessura do centro da retina (µm), média (DP) IC 95% | Valor p | %de regressão da RD | Valor p | Dor, Escala visual analógica (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2) GLX | 6/9,34 Snellen | 4,6 (3-9) | |||||||
| Salman, 2011 204 | 1) Convencional 2) PASCAL | A1: 0,22 (0,24) Snellen: 6/9 B1: 0,30 (0,27) Snellen: 6/12 A2: 0,30 (0,24) Snellen: 6/12 B2: 0,53 (0,61) Snellen: 6/18 | 0,347 (pré vs. pós procedimento) | NR | NR | A1: 27/30 (90%) B1: 20/30 (66,7%) A2: 28/30 (93,3%) B2: 28/30 (93,3%) | NR A1xA2 <0,05 B1xB2 | NR | NR |
| Al-Hussainy et al. 2008 205 | 1) Laser exposição curta 2) Laser convencional | NR | NR | NR | NR | Regressão de NVE ou NVD: 18/20 (90%) | NR | 1,405 (0,951) | <0,001 1x2 |
| Bandello et al. 2001 206 | 1) Laser leve 2) Laser convencional | MAVC: 0,18 (0,25) MAVC: 0,27 (0,30) | 0,231 1x2 | NR | NR | 91% 97% | 0,615 1x2 | NR | NR |
| Autor, Ano | Grupo | Acuidade visual (AV), média (DP) | Valor p | Espessura do centro da retina (µm), média (DP) IC 95% | Valor p | %de regressão da RD | Valor p | Dor, Escala visual analógica (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sato et al. 2012 100 | 1) FPR | Δ 36 meses vs. basal: 0,11 (0,27) 0,86 1x2 0,97 1x2 | NR | NR | NR | NR | NR | ||
| 2) Sem FPR | Em36 meses: 0,12 (0,43) Δ 36 meses vs. basal: 0,11 (0,47) Redução ≥ 0,2: 9% | 0,24 1x2 | |||||||
| Mirshahi et al. 2013 207 | 1) Conv (100 ms) | 0,44 (0,28) | 0,144 1x2 | 1º semana: 293 (43); 1º mês: 308 (43); 4º mês: 306 (53); Δ basal vs. 1 sem.: 37,9 Δ basal vs. 1 mês: 53,0 Δ basal vs. 4 meses: 50,8 1º semana: 274 (52); 1º mês: 279 (53); 4º mês: 275 (57): | 0,226 1x2 0,064 1x2 0,080 1x2 | Medido como eficácia do tratamento: 89,7% | 0,66 1x2 | 7,5 (1,14) | <0,001 1x2 |
| 2) Curto (20 ms) | 0,32 (0,22) | Δ basal vs. 1 sem.: 8,7; Δ basal vs. 1 mês: 13,0; Δ basal vs. 4 meses: 9,1. | 0,008 1x2 0,001 1x2 0,007 1x2 | Medido como eficácia do tratamento: 90,9% | 1,75 (0,87) | ||||
| Shimura et al. 2003 208 | 1) FPR semanal | Manutenção da AV: 89%; | NR | 220 (8,5) | 16 semanas vs. basal: 0,012 16 semanas vs. basal: 0,121 |
| Autor, Ano | Grupo | Acuidade visual (AV), média (DP) | Valor p | Espessura do centro da retina (µm), média (DP) IC 95% | Valor p | %de regressão da RD | Valor p | Dor, Escala visual analógica (DP) | Valor p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1) FPR 1º | MAVC20/40 ou melhor (%): 20 (69) RR: NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | ||
| Suto et al. 2008 209 | 2) Cirurgia 1º | MAVC20/40 ou melhor (%): 28 (96,6); RR de melhora de 20/40 ou mais (IC 95%): 5,83 (5,58-6,08) | 0,012 1x2 | ||||||
| 1) Laser Diodo | Após 6 semanas: 4,56 (2,56) após 6 meses: 3,62 (2,12) | NR | NR | 16 (64%) | NR | NR | |||
| Tewari et al. 2000 196 | 2) Laser argônio | Após 6 semanas: 5,04 (3,03) após 6 meses: 4,76 (2,83) | NS 1x2φ | 18 (7,2%) | NS 1x2φ |
SS-PRP: single sessionpan-retinalphotocoagulation (única sessão); MS-PRP: Multi-sessionPan-retinalPhotocoagulation (Multiplas sessões); *Resultados apresentam intervalos de confiança que não compreendem a média fornecida; RDP: Retinopatia diabética proliferativa; FPR: FotocoagulaçãoPan-retinal; FRD: fotocoagulaçãoretinal direcionada; MT-FPR minimamente traumática; SI-FPR de intensidade padrão; ** Apenas houve diferença significativa em Espessura do centro da retina entre os tratamentos MT-FPR e SI-FPR em 4 semanas (p=0,012), para as demais comparações não houve diferença significativa; NVE: novos vasos em qualquer lugar; NVD: novos vasos no disco; NA: não se aplica; NR: Não relatado; IC 95%: intervalo de confiança 95%; DP: desvio padrão; RR: risco relativo; Valores p sem a indicação das comparações se referem ao valor final pós-seguimento vs. período basal do estudo; φ Reportada diferença não estatisticamente significante, porém sem o valor da estatística p.
9. RESULTADOS DE SEGURANÇA
A Tabela 40 exibe os principais resultados eventos adversos relatados nos estudos incluídos.
Tabela 40 Principais eventos adversos relatados nos estudos incluídos
| Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Gross et al. 2015 | Gross et al. 2015 | Gross et al. 2015 | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 2011 198 Faghihi et al. 2008 | 2011 198 Faghihi et al. 2008 | 2011 198 Faghihi et al. 2008 | Bhavsar et al. 2013 197 | Bhavsar et al. 2013 197 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | |
| Evento adverso | Anti-VEGF vs. FPR | BIV vs. VPP | RIV | FPR | Δ RIV - FPR | PPV (%) | FPR (%) | Valor p VPP x FPR (12 meses) | TRI + VPP | VPP | Valor p | RIV | Salina | TRI+FPR | BIV+FPR | FPR |
| Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares | Eventos adversos Oculares |
| Glaucoma Neovascular, n (%) | RR: 1,09 (IC95%, 0,07; 17,21); NS | RR: 2,33 (IC95%, 0,28; 19,17); NS | 3 (2) | 6 (3) | -1 (-4; 2), p=0,50 | 10 | 5,6 | NR | NR | NR | NA | 1 (<1) | 1 (<1) | NR | NR | NA |
| Atrofia ótica, n (%) | NR | NR | NR | NR | NA | 10 | 1,1 | 0,009 | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Síndrome fibrinóide, n (%) | NR | NR | NR | NR | NA | 4,4 | 0 | 0,04 | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hemorragia vitrea, n (%) | NR | NR | NR | NR | NA | 20 | 15,6 | NA | 5 (13) | 15 (45,5) | 0,003 | 8 (6) | 23 (17) | NR | NR | NR |
| Neovascularização da Iris, n (%) | NR | NR | 2 (1) | 2 (1) | 0 (-2; 2), p=0,96 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | 1 (<1) | 4 (3) | NR | NR | NR |
| Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento adverso | Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Gross et al. 2015 | Gross et al. 2015 | Gross et al. 2015 | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 2011 198 Faghihi et al. | 2011 198 Faghihi et al. | 2011 198 Faghihi et al. | Bhavsar et al. 2013 197 | Bhavsar et al. 2013 197 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 |
| Evento adverso | Anti-VEGF vs. FPR | BIV vs. VPP | RIV | FPR | Δ RIV - FPR | PPV (%) | FPR (%) | Valor p VPP x FPR (12 meses) | TRI + VPP | VPP | Valor p | RIV | Salina | TRI+FPR | BIV+FPR | FPR |
| Descolamento retina | RR: 0,99 (IC95%, 0,44; 2,25); NS | RR: 0,56 (IC95%, 0,11; 2,86); NS; I2=0% | 12 (6) | 21 (10) | -4 (-9; 1); p=0,08 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | 10 (8) | 11 (8) | NR | NR | NR |
| Descolamento tracional n, (%) | NR | NR | 10 (5) | 16 (8) | NR | 5,6 | 5,6 | NR | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Regmatogênico (%) | NR | NR | 1 (<1) | 1 (<1) | NR | 5,6 | 0 | NR | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Não específico (%) | NR | NR | 3 (2) | 4 (2) | NR | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Mudanças maculares, n (%) | NR | NR | NR | NR | NA | 64,4 | 23,3 | <0,001 | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Catarata, n (%) | RR: 0,32 (IC 95%, 0,01; 7,63); NS | RR: 0,68 (IC95%, 0,38; 1,23); NS; I2=0% | 4 (2) | 12 (6) | p=0,06 | 34,4 | 5,6 | p=0,004 | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Aumento da pressão intraocular | RR: 0,75 (IC95%, 0,42; 1,36); NS; I2: 53% | RR: 0,31 (IC95%, 0,01; 7,47); NS | 17 (9) | 27 (13) | p=0,16 | 9 | 0 | 0,01 | NR | NR | NA | 16 (13) | 19 (14) | 1 | 0 | 0 |
| Evento adverso | Martinez-Zapata 2014 101 | Martinez-Zapata 2014 101 | et al. Gross et al. 2015 | et al. Gross et al. 2015 | et al. Gross et al. 2015 | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 111 Avitabile et al. | 198 Faghihi et al. | 198 Faghihi et al. | 198 Faghihi et al. | Bhavsar et 2013 197 | Bhavsar et 2013 197 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento adverso | Anti-VEGF vs. FPR | BIV vs. VPP | RIV | FPR | Δ RIV - FPR | PPV (%) | FPR (%) | Valor p VPP x FPR (12 meses) | TRI + VPP | VPP | Valor p | RIV | Salina | TRI+FPR | BIV+FPR | FPR |
| Endoftalmite, n (%) | RR: 0,36 (IC95%, 0,01; 8,82); NS | Não estimável | 1 (0,5) | 0 | NA | NR | NR | NA | 0 | 1 (2,9) | 0,287 | 0 | 1 (<1) | NR | NR | NR |
| Inflamação ocular, n (%) | NR | NR | 2 91) | 9 (4) | 0,02 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos |
| AVC | RR: 3,26 (IC95%, 0,13; 79,34), NS | Não estimável | 2 (2) | 4 (4) | p=0,63 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| IM não fatal, n (%) | NR | NR | 3 (3) | 2 (2) | p=0,89 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Morte por evento cardiovascular, n (%) | NR | NR | 4 (4) | 1 (<1) | p=0,22 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Morte, n (%) | NR | NR | 6 (6) | 4 (4) | p=0,70 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hospitalização, n (%) | NR | NR | 48 (47) | 40 (75) | p=0,20 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA grave, n (%) | NR | NR | 49 (48) | 42 (37) | p=0,26 | NR | NR | NA | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NR | NR |
| Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | Autor, Ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Martinez-Zapata et al. 2014 101 | Gross et al. 2015 111 | Gross et al. 2015 111 | Avitabile et | Avitabile et | al. 2011 198 | al. 2011 198 | Faghihi et al. 2008 | Faghihi et al. 2008 | Faghihi et al. 2008 | Bhavsar et al. 2013 197 | Bhavsar et al. 2013 197 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | Cho et al. 2010* 116 | |
| Evento adverso | Anti-VEGF vs. FPR | BIV vs. VPP | RIV | FPR | Δ RIV - FPR | PPV (%) | FPR (%) | Valor p VPP x FPR (12 meses) | TRI + VPP | VPP | Valor p | RIV | Salina | TRI+FPR | BIV+FPR | FPR |
| HAS,n (%) | RR: 0,47 (IC95%, 0,12; 1,76); NS | Não estimável | 26 (25) | 21 (18) | p=0,23 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (2) | 7 (5) | NR | NR | NR |
Anti-VEGF: Anti-fator de crescimento do endotélio vascular; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; BIV: bevacizumabeintra-vítreo; RIV: ranibizumabe intravítreo; TRI: triancinolona acetonida; VPP: vitrectomia via pars plana; *resultados apenas para pacientes sem edema macular significante;RR: risco relativo; NS: Não significante; NA: não se aplica; NR: não reportado;I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
F. Questão de pesquisa 6
Questão de Pesquisa 6: Qual a eficácia do uso conjunto de terapia anti-VEGF e vitrectomia via pars plana posterior?
1) Estratégias de Busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e extender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
OR
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2.328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR 'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2.394 referências
Data de acesso: 29/12/2016
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no Embase). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências, correspondentes às 7 questões de pesquisa, tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.
2) Seleção das evidências
Seis potenciais referências tiveram sua elegibilidade confirmada para a questão 6 por meio da leitura do texto completo. Destas, 2 foram excluídas, sendo uma por se tratar de um ECR piloto e outra por não considerar a intervenção preconizada na pergunta 6 (AntiVEGF). Quatro estudos foram considerados elegíveis, sendo 3 revisões sistemáticas com meta-análise 101,102,210 e um ECR não presente no rol de estudos das revisões sistemáticas incluídas 211 .
3) Descrição dos estudos e seus resultados
As características dos estudos incluídos encontram-se na Tabela 41 . As características basais estão demonstradas na Tabela 42 . A Tabela 43 exibe os principais desfechos para os estudos incluídos. A Tabela 44 exibe os principais desfechos de segurança (eventos adversos) apresentados nos estudos incluídos.
Tabela 41 Características dos estudos incluídos para a resposta da questão 6
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise |
| Simunovic et al. 2015 102 Revisão sistemática com meta-análise | Avaliar a eficácia e segurança dos agentes anti-VEGF x VPP na RD | 22 ECR, com 1397 olhos randomizados | Anti-VEGF + VPP | VPP | Baixo | |
| Martinez-zapata Revisão sistemática com meta-análise | Avaliar a eficácia e segurança dos agentes anti-VEGF x VPP na RD | 18 ECR (16 incluídos nas meta-análises), com 1005 participantes | Anti-VEGF + VPP | VPP | Baixo | |
| Revisão sistemática com meta-análise | Avaliar a eficácia e segurança dos agentes anti-VEGF x VPP e FPR na RD | 8 ECR, com 394 pacientes (414 olhos) | Anti-VEGF + VPP | VPP | Baixo | Zhan et al. 2013 210 |
| Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado |
| Manabe et al. 2015 211 ECR | Avaliar a capacidade do BIV em associação com a VPP na redução da hemorragia vítrea | 62 pacientes (66 olhos) com RDP, hemorragia vítrea e DRT | BIV 0,16 mg/0,05 mL+ VPP | Injeção "sham"* + VPP | Baixo |
Anti-VEGF: agente anti-fator de crescimento do endotélio vascular; VPP: vitrectomia via pars plana; ECR: Ensaio Clínico Randomizado; RD: retinopatia diabética; RDP: Retinopatia Diabética Proliferativa; DRT: descolamento retinaltracional; *placebo de procedimentos médicos.
Tabela 42 Dados basais para o estudo primário incluído para a resposta à questão 6
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm) | Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Manabe et al. 2015 211 | 32 olhos | 34 olhos | 59,9 (11,8) | 59,2 (12,9) | 69 | 94 | 8,0 (1,7) | 7,6 (2,0) | NR | 1 mês |
DP: Desvio padrão; NR: Não relatado; masc.: masculino; HbA1c: hemoglobina glicada.
Tabela 43 Principais desfechos para os estudos incluídos
| Autor, ano | Grupo | Duração da cirurgia, min (DP) Número paradas intraoperatório, | Reoperação devidoaHV (%) | Sangramento intraoperatório (hemorragia intravítreo) | Aplicação endodiatermia, média (DP) | Hemorragia intravítreo precoce (pós- cirurgia), n (%) | Hemorragia intravítreo tardio (pós- cirurgia), n (%) | Perda ≥ 3 Linhas (ETDRS acuidade visual) | Ganho ≥ 3 Linhas (ETDRS acuidade visual) | Acuidade visual, Logmar, média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise | Revisões sistemáticas com meta-análise |
| Simunovic et al. 2015 102 BIV vs. | + VPP VPP DM: -26,05 min (95% IC, -33,34; - 18,77), p<0,001); I2=50% (Favorece BIV + VPP) | OR: 0,35 (95%IC, 0,16-0,79), p=0,01; I2= 2% (Favorece BIV + VPP) | OR: 0,06 (IC95%, 0,01-0,30), p=0,0007; I2=NR (Favorece BIV + VPP) | MD: -2,87 (95%IC, -5,42; - 0,33), p=0,03; I2= NR (favorece BIV + VPP) | OR: 0,34 (IC95% 0,18-0,67), p=0,002; I2= 0% (Favorece BIV + VPP) | NR | NR | NR | ||
| Martinez- zapata et 101 BIV + VPP vs. VPP | NR | NR | RR: 0,30 (IC95%, 0,18; 0,52); p<0,001; I2=47% | NR | NR | RR: 0,49 (IC95%, 0,08; 3,14); NS; I2=0% | RR: 1,20; 2,17) I2=73% | 1,62 (IC95%, NS; | DM: -0,24 (IC95%, -0.50; 0,01) NS; I2=67% | |
| Zhan et al. 2013 210 BIV + VPP vs. VPP | NR | NR | NR | NR | NR | OR: 0,55 (IC95%, 0,25; 1,21), NS; I2=0% | NR | NR | NR | |
| Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado | Ensaio clínico randomizado |
| Manabe et al. 2015 211 BIV + VPP | 49 (20) | 5 (15,6) | 3,1 NR | 0,63 | (1,0) 1 (3,1) | NR | NR | basal Δ 1 mês- basal: -0,63 (0,61) (20 letras - ETDRS) |
| Autor, ano | Grupo | Duração da cirurgia, min (DP) | Número de paradas no intraoperatório, n (%) | Reoperação devidoaHV (%) | Sangramento intraoperatório (hemorragia intravítreo) | Aplicação endodiatermia, média (DP) | Hemorragia intravítreo precoce (pós- cirurgia), n (%) | Hemorragia intravítreo tardio (pós- cirurgia), n (%) | Perda ≥ 3 Linhas (ETDRS acuidade visual) | Ganho ≥ 3 Linhas (ETDRS acuidade visual) | Acuidade visual, Logmar, média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sham + VPP | 56 (27) (p = 0,298 entre grupos) | 5 (14,7) (p = 0,593 entre grupos) | 20,6 (p = 0,033 entre grupos) | NR | 1,3 (1,4) (p = 0,025 entre grupos) | 8 (23,5) (p = 0,017 entre grupos) | NR | NR | Em 1 mês: 0,43 (0,48); p<0,001 em relação ao basalΔ 1 mês- basal: -0,73 (0,80) (25 letras) (p = 0,445 entre grupos) |
DP: Desvio padrão; BIV: bevacizumabe intravítreo; VPP: vitrectomia via pars plana; MD: diferença de média; OR: OddsRatio ou razão de chances; RR: risco relativo; NR: não relatado; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
Tabela 44 Principais desfechos de segurança relatados nos estudos incluídos
| Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento adverso | Martinez-zapata et al. 2014 101 | Manabe et al. 2015 211 | Manabe et al. 2015 211 | Manabe et al. 2015 211 | Zhang et al. 2013 210 | Zhang et al. 2013 210 | Zhang et al. 2013 210 | Zhang et al. 2013 210 |
| BIV vs. VPP | BIV+VPP | Sham+VPP | Valor p | BIV+VPP | VPP | OR(IC95%) | Valor p | |
| Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares |
| Glaucoma neovascular, n (%) | RR: 2,33 (IC95%, 0,28; 19,17); NS | 0 | 3 (8,8) | 0,131 | 2 (4) | 3 (6) | 0,68 (0,13; 3,58) | 0,65 |
| Descolamento de retina, n (%) | RR: 0,56 (IC95%, 0,11; 2,86); NS; I2=0% | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NA |
| Catarata, n (%) | RR: 0,68 (IC95%, 0,38; 1,23); NS; I2=0% | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NA |
| Aumento da pressão intraocular, n (%) | RR: 0,31 (IC95%, 0,01; 7,47); NS | 2 (6,3) | 6 (17,6) | 0,149 | NR | NR | NR | NA |
| Endoftalmite, n (%) | Não estimável | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NA |
| Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos |
| AVC, n (%) | Não estimável | NR | NR | NA | NR | NR | NR | NA |
BIV: bevacizumabe intravítreo; VPP: vitrectomia via pars plana; HAS: hipertensão artéria sistêmica; AVC: acidente vascular cerebral; OR: oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança 95%;I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
G. Questão de pesquisa 7
Questão de Pesquisa 7: Qual a eficácia e segurança de laser e/ou tratamento farmacológico para edema macular que não envolve o centro da fóvea?
1) Estratégias de Busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e estender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
OR
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2.328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR 'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2.394 referências
Data de acesso: 29/12/2016
1) Estratégia de Busca
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no Embase). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências, correspondentes às 7 questões de pesquisa, tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.
2) Seleção das evidências
Somente foram considerados elegíveis para essa questão, referências que citaram, claramente, que a população do estudo compreende pacientes sem envolvimento do centro da fóvea (' non-center involved ' ou espessura macular central <250 µm).
Quarenta e nove referências tiveram sua elegibilidade confirmada através da leitura do texto completo. Destas, 47 foram excluídas porque não avaliaram, especificamente, pacientes com edema macular sem envolvimento do centro da fóvea. Dessa forma, um estudo observacional 125 foi elegível. Ademais, uma referência encontrada por meio de busca manual foi incluída 124 .
3) Descrição dos estudos e seus resultados
As características dos estudos incluídos encontram-se na Tabela 45 . As características basais estão demonstradas na Tabela 46 . A Tabela 47 exibe os principais desfechos para os estudos incluídos.
Tabela 45 Características dos estudos incluídos para a resposta à questão 7
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perente et al. 2014 124 | Coorte retrospectiva Avaliar os desfechos visuais pacientes com diabetes mellitus EMDnão envolvendo o centro | em tipo 2 e 43 pacientes (49 olhos) adultos com EMD não envolvendo o centro da fóvea | FPR (laser argônio - 532 nm) Zeiss-Humphrey systems, Carl Zeiss, Jena, Germany) | Ausência de laser | Alto (Sem representatividade, sem controle de confundidores) | |
| Scott et al. 2009 125 | Série de casos espessura macular em pacientes | Avaliar desfechos de acuidade visual e com EMDnão envolvendo o centro da fóvea | 24 olhos de pacientes com EMD não envolvendo o centro da fóvea | FPR (ETDRS (focal/grid)) | Sem comparador | Alto (série de casos) |
EMD: edema macular diabético; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal.
Tabela 46 Características basais dos estudos incluídos para responder à questão 7
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc. controle | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Perente et al. 2014 124 | 25 pacientes/29 olhos | 18 pacientes 20 olhos | 63,2 (7,9) | 60,4 (9,1) | 68 | 78 | FPR: 74 (65-85); | FPR: 223 (17); Controle: 214 (21) | 12 meses |
| Scott et al. 2009 125 | 24 olhos | NA | NR | NR | NR | NR | Mediana (IQR): 84 (76- 90); Snellen eq.: 20/20 (20/32, 20/16) | Mediana (IQR): 225 (213, 236) | 12 meses |
DP: Desvio padrão; FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; Masc.: masculino; IQR: intervalo interquartil; NA: não se aplica; NR: Não relatado; DP: desvio padrão.
Tabela 47 Principais desfechos relatados pelos estudos incluídos
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, Logmar, média (DP) | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|
| Perente et al. 2014 124 | FPR | Letras (ETDRS): 3 meses: 74 (60-85); p=0,69 (em relação ao basal) 6 meses: 74 (57-85); p=0,86 (em relação ao basal) 12 meses : 74 (55-85); p=0,72 (em relação ao basal) | 3 meses: 214 (25); p=0,06 (em relação ao basal); 6 meses: 207 (31); p=0,01 (em relação ao basal); 12 meses: 208 (27); p=0,009 (em relação ao basal). |
| Perente et al. 2014 124 | Controle | Letras (ETDRS): 3 meses: 75 (61-85); p=0,09 (em relação ao basal); 6 meses: 74 (53-84); p=0,04 (em relação ao basal); 12 meses: 72 (37-84); p=0,02. | 3 meses: 215 (18); p=0,53 (em relação ao basal); 6 meses: 221 (34); p=0,21 (em relação ao basal); 12 meses: 236 (29); p=0,01 (em relação ao basal). |
| Perente et al. 2014 124 | FPR x controle | 12 meses - basal : FPR: +0,4 letras; Controle: -3,3 letras; p=0,03. Não houve diferença significante em 3 e 6 meses. | 3 meses - basal (µm): FPR : -9,2 Controle: +1,4; p=0,03 6 meses - basal (µm): FPR: -15,8 Controle: +7,2; p=0,01 12 meses - basal (µm): FPR: -15,2 Controle: +17,2; p<0,001 |
| Scott et al. 2009 125 | FPR | 12 meses - basal (mediana (IQR)): -1 (-5; +2); não existe indicativo de significância estatística | 12 meses - basal (mediana (IQR)): -10 (-16; +13); não existe indicativo de significância estatística |
FPR: fotocoagulaçãopan-retinal; IQR: intervalo interquartil; DP: desvio padrão.
H. Questão de pesquisa 8
Questão de Pesquisa 8: Qual a eficácia e segurança dos tratamentos farmacológicos, a laser e, cirúrgico (associação individual e comparativo) para edema macular diabético que envolve o centro da fóvea?
1) Estratégia de busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e extender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2.328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR 'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2.394 referências
2) Seleção das evidências
A busca das evidências resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no EMBASE). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade. Cento e cinquenta e oito referências tiveram sua elegibilidade confirmada para a questão 8 por meio da leitura completa do estudo.
Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com metaanálises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que incluíssem acima de 50 participantes eque especificassem que o estudo avaliava participantes com edema macular diabético com envolvimento do centro da fóvea. Caso não fosse especificado, foi conferido, tanto nos estudos primários das revisões sistemáticas incluídas, bem como nos ensaios clínicos randomizados, se na seleção das evidências dos participantes eram fornecidas informações que nos permitisse concluir que a condição de interesse era edema macular com envolvimento do centro da fóvea. Quando havia disponível vários artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia a alteração de acuidade visual e da espessura da retina desde a linha de base e os principais desfechos primários de segurança fornecidos pelos estudos.
Nessa etapa 118 estudos foram excluídos: 1) 15 por representarem delineamentos de estudos com maior risco de viés (14 observacionais e um crossover). 2) Dezesseis revisões sistemáticas foram excluídas: 2.1) cinco revisões sistemáticas não especificaram se o estudo se tratava de edema macular diabético que envolve o centro da fóvea; 2.2) duas revisões sistemáticas incluíram outros desenhos de estudos (isto é, coorte, séries de casos); 2.3) quatro revisões sistemáticas realizaram somente revisão qualitativa e não meta- análise; 2.4) quatro revisões sistemáticas foram excluídas por haver uma versão com maior número de estudos incluídos, mais atual ou com maior tempo de seguimento; 2.5) um estudo foi excluído por falta de acesso ao texto completo. 3) 81 ensaios clínicos
foram excluídos: 3.1) 26 estudos por estarem incluídos em revisões sistemáticas incluídas neste Apêndice; 3.2) 27 estudos não especificaram se o estudo se tratava de edema macular diabético que envolve o centro da fóvea; 3.3) 13 estudos foram excluídos por incluir menos de 50 participantes; 3.4) um estudo por se tratar de uma intervenção de não interesse; 3.5) seis estudos foram excluídos por não tratar de desfechos de interesse; 3.6) seis estudos por serem análise de subgrupo de estudos já incluídos; 3.7) um estudo foi excluído por falta acesso ao texto completo; 3.8) um estudo foi excluído por haver somente o protocolo de estudo e não os resultados.
No final, seis revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados com meta-análise de comparações diretas 126,127,133,134,212,213 e três de comparações indiretas 131,214,215 e 35 referências de 22 estudos de ensaios clínicos randomizados foram incluídos.
3) Descrição dos estudos e seus resultados
A descrição sumária dos estudos que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) encontram-se na Tabela 48 . As características dos pacientes incluídos encontram-se na Tabela 49 e os dados de desfechos de eficácia na Tabela 50 e desfechos de segurança nas tabelas 51 a 53 .
A descrição sumária dos estudos que comparam ranibizumabe intravítreo (RANI) encontram-se na Tabela 54 . As características dos pacientes incluídos encontram-se na Tabela 55 e os dados de desfechos de eficácia na Tabela 56 e desfechos de segurança nas tabelas 57 e 58 .
A Tabela 59 apresenta as características dos estudos que compararam o bevacizumabe intravítreo (BEVA) enquanto a Tabela 60 apresenta as características dos pacientes incluídos nesses estudos. A Tabela 61 apresenta os desfechos de eficácia e a Tabela 62 os desfechos de segurança desses estudos.
A descrição sumária dos estudos que compararam aflibercepte intravítreo (AFLIBE) encontra-se na Tabela 63 . As características dos pacientes incluídos encontram-se na Tabela 64 e os dados de desfechos de eficácia na Tabela 65 e desfechos de segurança na Tabela 66 .
A Tabela 67 apresenta as características dos estudos comparativos avaliando mais de um esteroide intravítreo enquanto a Tabela 68 apresenta as características dos pacientes incluídos nesses estudos. A Tabela 69 apresenta os desfechos de eficácia e a Tabela 70 os desfechos de segurança desses estudos.
A descrição sumária dos estudos que compararam triancinolona intravítreo (TRI) encontra-se na Tabela 71 . As características dos pacientes incluídos encontram-se na Tabela 72 e os dados de desfechos de eficácia na Tabela 73 e desfechos de segurança na Tabela 74 .
A Tabela 75 apresenta as características dos estudos que compararam o implante de fluocinolona intravítreo (FLU) enquanto a Tabela 76 apresenta as características dos pacientes incluídos nesses estudos. A Tabela 77 apresenta os desfechos de eficácia e a Tabela 78 os desfechos de segurança desses estudos.
A descrição sumária dos estudos que compararam o implante de dexametasona intravítreo (DEXA) encontra-se na Tabela 79 . As características dos pacientes incluídos encontram-se na Tabela 80 e os dados de desfechos de eficácia na Tabela 81 e desfechos de segurança na Tabela 82 .
A Tabela 83 apresenta as características dos estudos que compararam os diferentes tipos de laser enquanto a Tabela 84 apresenta as características dos pacientes incluídos nesses estudos. A Tabela 85 apresenta os desfechos de eficácia e a Tabela 86 os desfechos de segurança desses estudos.
- Revisões Sistemáticas com meta- análises de comparações diretas e indiretas e ensaios clínicos randomizados: Inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (ANTI- VEGF)
1.1 Grupo intervenção: Inibidores do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF): análises incluindo mais de um anti-VEGF
Tabela 48 Características das revisões sistemáticas com meta-análises de comparações diretas e indiretas e ensaios clínicos randomizados incluídas na pergunta de pesquisa Q8 que compararam mais de um antiVEGF
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisão Sistemática com meta-análise de comparação direta (Busca realizada até maio de 2015) | Avaliar a segurança de subpopulações de pacientes com EMD com alto nível de exposição (injeções mensais por dois anos) aos anti-VEGF. | Envolve o centro da fóvea: conferido nos estudos primários | 4 ECR, 1328 participantes com exposição alta à anti- VEGF | Anti-VEGF (1) RANI 0.5mg- considerado de alta dosagem e/ou; 2) RANI 0.3 mg-considerado de baixa dosagem e/ou; 3) AFLIBE 2mg) | Tratamento com laser/ placebo | Baixo Risco de Viés | Avery et al. 2016 126 |
| Revisão Sistemática com meta-análise de comparação direta (Última atualização Abril 2014) | Investigar os efeitos em preservar e melhorar a visão e aceitabilidade, incluindo a segurança, adesão e qualidade de vida com a terapia com anti-VEGF para o tratamento deEMD | Envolve o centro da fóvea: confirmados pelo OCT nos estudos primários | 18 ECR, 2749 participantes | Anti-VEGF (BEVA, RANI, AFLIBE, Anti-VEGF (RANI) + laser (fotocoagulação) | Laser/ Tratamento placebo Baixo Risco de Viés | Virgili et al. 2014 133 | |
| Ford et al. 2012 214 Revisão Sistemática com meta-análise em rede (Busca realizada até setembro de 2011) | Comparar a efetividade clínica do RANI e BEVA mensurados pela acuidade visual melhor corrigida e a espessura central macular de EMD | Envolve o centro da fóvea: conferido nos estudos primários | 5 ECR, 1555 olhos | BEVA | RANI | Alto Risco de Viés (comparações indiretas, estudos incluídos com amostra pequenas) | |
| Revisão Sistemática com meta-análise em rede (Última atualização fevereiro de 2014) | Compare a eficácia do RANI, AFLIBE, laser e placebo no tratamento de primeira linha do EMD | Envolve o centro da fóvea: confirmados pelo OCT nos estudos primários | 8 | ECR, 1978 participantes | RANI 0.5 mg pro re nata (PRN) RANI 0.5 mg ou AFLIBE 2mg/bimensal RANI 0.5 mg ou AFLIBE 2mg/bimensal Injeção | AFLIBE Laser de placebo Alto Risco de Viés(comparações indiretas, busca por evidências inadequado) | Regnier et al. 2014 131 |
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet) 98,153 | ECR,DRCRNet | Comparar a efetividade de BEVA 1.25 mg com RANI 0.5 mg dado mensalmente em pacientes com EMD | EMD, envolve o centro da macula (BVCA ≥ 24 e ≤ 78 letras; CST ≥ 250µm) | 660 participantes | BEVA 1.25 mg RANI 0.5 mg AFLIBE 2 mg (Eficácia comparativa dos três Anti- VEGF) | NA | Alto Risco de Viés (Cegamento de Avaliadores (2015 e 2016) e participantes (2016)) |
| Wells et al. 2016b 216 | BEVA 1.25 mg RANI 0.5 mg AFLIBE 2 mg (Eficácia comparativa entre subgrupos) BEVA 1.25 mg (CST≥400; AV<69) (subgrupo1) BEVA 1.25 mg (CST≥400; AV 78- 69) (subgrupo 2) BEVA 1.25 mg (CST<400; AV<69) | ||||||
| ECR, DRCRNet (análise de subgrupo do estudo acima) | Prover desfechos adicionais sobre agentes anti-VEGF dentro de subgrupos baseados na acuidade visual na linha de base e espessura central de subcampo | EMD, envolve o centro da macula (BVCA ≥ 24 e ≤ 78 letras; CST ≥ 250µm) | 660 participantes | BEVA 1.25 mg (CST<400; AV 78- 69) (subgrupo 4) RANI 0.5mg (CST≥400; AV<69) (subgrupo 5) RANI 0.5mg (CST≥400; AV 69-78) (subgrupo 6) | |||
| NA | Alto Risco de Viés Análise exploratória, IC 95% largos, Falta de cegamento dos profissionais |
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| AFLIBE 2mg (CST≥400; AV 69-78) (subgrupo 10) | |||||||
| AFLIBE 2mg (CST<400; AV<69) (subgrupo 11) | |||||||
| AFLIBE2mg (CST<400; AV 69-78) (subgrupo 12) |
EMD: edema macular diabético; OCT: Tomografia de coerência óptica; ECR: ensaio clínico randomizado;AV: acuidade visual;BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; ECR: ensaio clínico randomizado; CST: espessura do subcampo central; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular;BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; NA: não se aplica; IC 95%: intervalo de confiança 95%.
Tabela 49 Características da linha de base dos participantes dos estudos incluídos que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Avery et al. 2016 126 | Anti-VEGF | Laser/ placebo | RANI 0.5mg: 250 RANI 0.3 mg: 250 | 537 | Variação da média 61.7- 62.7 Anos | Variação da média 61.7- 62.7 NR | NR | NR | NR | 2 anos | |
| Virgili et al. 2014 133 | Anti-VEGF | Laser/ placebo | Variável Variável | Variação da média: 54- 67 Anos | Variação da média: 54- 67 Anos | Variação 32- 69% | NR | Entre 20/200 e 20/40 | NR | 24 semanas a 24 meses | |
| Ford et al. 2012 214 | BEVA | RANI | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 6-12 meses |
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Regnier et al. 2014 131 | RANI 0.5 mg PRN RANI ou AFLIBE RANI ou AFLIBE | AFLIBE Laser Injeção de | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 6-12 meses | |
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet ) 98,153 | BEVA 1.25 mg RANI 0.5mg AFLIBE 2mg | NA | BEVA 1.25 mg: 218 RANI 0.5mg: 218 AFLIBE 2mg: 224 | NA | Média: 61 (10) | NA | 53% | NR | Global: 64.8 (11.3) Escore de letras <69 (20/50 ou pior): BEVA: 56,6 (10,6) AFLIBE: 56,2 (11,1) RANI: 56,5 (9,9) Escore de letras de 78 a 69 (20/32 a 20/40): BEVA: 72,8 (2,9) AFLIBE: 73,5 (2,6) RANI: 73,4 (2,7) | Global: 412 Escore de letras (20/50 ou pior): BEVA: 467 (155) * AFLIBE: 452 (145) * RANI: 431 (138) * Escore de letras de 78 a 69 (20/32 a 20/40): BEVA: 363 (88) * AFLIBE: 373 (108) * RANI: 384 (99) * | 2 e 24 meses |
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BEVA 1.25 mg (CST≥400; AV <69) | Subgrupo 1: 55,6 (10,3) | Subgrupo 1: 558 (130) * | |||||||||
| (subgrupo1) | Subgrupo 2: 72,4 (2,7) | Subgrupo 2: 471 (75) * | |||||||||
| BEVA 1.25 mg (CST≥400; AV | Subgrupo 3: 59,4 (9,7) | Subgrupo 3: 323 (39) * | |||||||||
| (subgrupo 2) | Subgrupo 4: 73,0 (2,9) | Subgrupo 4: 318 (44) * | |||||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | BEVA 1.25 mg (CST<400; acuidade<69) | Subgrupo 1: 61 | Subgrupo 5: 55,5 (10,5) | Subgrupo 5: 540 (106) * | |||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | (subgrupo 3) | NA(eficácia | Subgrupo 2: 31 | Subgrupo 6: 72,8 (2,7) | Subgrupo 6: 479 (68) * | ||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | BEVA 1.25 mg (CST<400; AV 78-69) | comparativa entre subgrupos) | Subgrupo 3: 39 | NA | Média: 61 (10) | NA | 53% | NR | Subgrupo 7: 57,7 (9,1) | Subgrupo 7: 320 (50) * | 12 meses |
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | (subgrupo 4) RANI 0.5mg (CST≥400; AV | Subgrupo 4: 73 Subgrupo | Subgrupo 8: 73,7 (2,7) | Subgrupo 8: 314 (45) * | |||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | <69) (subgrupo 5) | Subgrupo 9: 54,9 (11) | Subgrupo 9: 534 (128) * | ||||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | RANI 0.5mg (CST≥400; AV 69-78) | Subgrupo 10: 73,2 (2,7) | Subgrupo 10: 499 (103) * | ||||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | (subgrupo 6) | Subgrupo11: 59 (10) | Subgrupo11: 327 (44) * | ||||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | RANI 0.5mg (CST<400; AV | Subgrupo 12: 73,6 | Subgrupo 12: 317 | ||||||||
| Wells et al. 2016b (DRCRNet )216 | <69) (subgrupo 7) | (2,5) | (45) * |
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| RANI 0.5mg (CST<400; AV 69-78) (subgrupo 8) AFLIBE 2mg (CST≥400; |
AV: acuidade visual na linha de base; CST: espessura do subcampo central *; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; PRN: pro re nata , ou se necessário; HbA1c: hemoglobina glicada; Masc.: masculino; NR: não reportado; NA: não se aplica.
Tabela 50 Desfechos de eficácia de estudos que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ANTI-VEGF | Laser | Ganho de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR: 3.6 (IC 95%: 2.7, 4.8); I2= 0%; 10 ECR, 1333 pacientes Perda de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e A)1 ano e B) 2 anos RR: 0.11 (IC 95%: 0.05, 0.24); I2= 0%; 7 ECR, 1086 pacientes | <0.00001 | Alteração daCMT (µm) entre a linha de base e 1 ano DM: -78.83 (IC 95%: -94.55, - 63.12); I2= 68%; 7 ECR, 1215 | <0.05 | |
| pacientes | ||||||
| < 0.00001 | ||||||
| Acuidade visual (logMAR) entre a linha de base e 1 ano | ||||||
| DM: -0.16 (IC 95%: -0.18, -0.14); I2= 59%; 8 ECR, 1292 pacientes | <0.05 | |||||
| Virgili et al. 2014 133 (Revisão Sistemática com meta- | ANTI-VEGF | Placebo | Ganho > 3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e A) 1 ano e B) 2 anos A) RR: 2.19 (IC 95%: 1.36, 3.53); I2= NR; 3 ECR, 497 pacientes | A) <0.05 | ||
| B) RR: 2,50 (IC 95%: 2,02, 3,09); I2= 0%; 2 ECR, 1233 pacientes | B) <0.05 | |||||
| análise) | Perda > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 0,28 (IC 95%: 0.13, 0.59); I2= NR; 2 ECR, 411 pacientes | A) <0.05 | ||||
| Acuidade Visual após 1 ano e B) 2 anos A) DM: -0,13 (IC 95%: -0,17, -0,08); I2= NR; 4 ECR, 575 B) DM: -0,18 (IC 95%: -0,20, -0,15); I2= 0%; 2 ECR, | A) <0.05 <0.05 | |||||
| pacientes 1233pacientes | B) | |||||
| ANTI-VEGF + Laser | Laser rápido | Ganho de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR:2.37 (IC 95%:1.76, 3.21); I2= NR; 4 ECR, 919 pacientes | NR | |||
| ANTI-VEGF + Laser | Laser retardado | RR:1.88 (IC 95%:1.31, 2.70); I2= NR; 1 ECR, 481 pacientes | NR | |||
| BEVA | Laser | Ganho de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR:2.89 (IC 95%: 1.42, 5.91); I2= 0%; 3 ECR, 207 pacientes | 0.004 | Alteração daCMT (µm) entre a linha de base e 1 ano DM: -43.61 (IC 95%: -82.11, - 5.11); I2= NR; 2 ECR, 165 | <0.05 | |
| Virgili et al. | Perda de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR: 0.16 (IC 95%: 0.05, 0.51); I2= 0%; 2 ECR, 167 pacientes | 0.002 | pacientes | >0.05 | ||
| 2014 133 (Revisão Sistemática com meta- | Alteração daCMT (µm) após 2 anos DM: -18,35 (IC 95%: -62,23, 25,52); I2= NR; 2 ECR, 142 | |||||
| análise) | BEVA | Placebo | Acuidade visual (logMAR) entre a linha de base e A) 1 ano e B) 2 anos A) DM: -0.20 (IC 95%: -0.28, -0.12); I2= NR; 2 ECR, 165 pacientes B) DM: -0,14 (IC 95%: -0,24, -0,05); I2= NR; 2 ECR, 142 pacientes | pacientes | ||
| A) <0.05 B) <0.05 | ||||||
| Acuidade Visual após 1 ano | ||||||
| DM: -0,15 (IC 95%: -0,26, -0,04); I2= NR; 1 ECR, 78 pacientes | <0.05 |
| Autor, ano | Intervenção Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p Desfechos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|
| BEVA | RANI | Ganho > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 0.81 (IC 95%: 0.44, 1.87); I2= NR; 1 ECR, 60 pacientes Perda > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 2.64 (IC 95%: 0.11, 62.23); I2= NR; 1 ECR, 60 pacientes Acuidade visual (logMAR) entre a linha de base e 1 ano DM: 0.00 (IC 95%: -0.0, 0.05); I2= NR; 2 ECR, 160 pacientes | <0.05 <0.05 Alteração daCMT (µm) entre linha de base e 1 ano DM: 27.02 (IC 95%:(-5.70, 59.73)); I2= NR; 2 ECR, 160 pacientes | NR |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| RANI | Laser | Ganho de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR: 3.59 (IC 95%: 2.03, 6.33); I2= 0%; 4 ECR, 465 pacientes Perda de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR:0.20 (IC 95%: 0.05, 0.91); I2= 0%; 2 ECR, 258 pacientes Acuidade visual (logMAR) entre a linha de base e 1 ano DM: -0.12 (IC 95%: -0.15, -0.08); I2= NR; 4 ECR, 466 pacientes | < 0.00001 0.04 <0.05 | Alteração daCMT (µm) entre a linha de base e 1 ano DM: -47.94 (IC 95%: -73.15, - 22.73); I2= NR; 3 ECR, 390 pacientes | <0.05 | |
| RANI | Placebo | Ganho > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 3.17 (IC 95%: 1.32, 7.62); I2= NR; 1 ECR, 151 pacientes Perda > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 0.14 (IC 95%: 0.04, 0.50); I2= NR; 1 ECR, 151 pacientes Acuidade Visual após 1 ano | <0.05 <0.05 | |||
| Virgili et al. 2014 133 (Revisão Sistemática com meta- análise) | RANI (0.5mg) | Placebo | Ganho > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 2.80 (IC 95%: 2.03, 3.86); I2= NR; 1 ECR, 509 pacientes Acuidade Visual após 2 anos DM: -0.19 (IC 95%: -0.23, -0.14); I2= NR; 1 ECR, 509 pacientes | <0.05 <0.05 | ||
| RANI (0.3mg) | Placebo | Ganho > 3 linhas na acuidade visual após 1 ano RR: 2.58 (IC 95%: 1.86, 3.58); I2= NR; 1 ECR, 507 pacientes Acuidade Visual após 2 anos DM: -0.20 (IC 95%: -0,24, -0,15); I2= NR; 1 ECR, 507 pacientes | <0.05 <0.05 | |||
| AFLIBE | Laser | Ganho de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR: 3.81 (IC 95%: 2.61, 5.56); I2= 0%; 2 ECR, 661 pacientes Perda de >3 linhas na acuidade visual entre a linha de base e 1 ano RR: 0.06 (IC 95%: 0.01, 0.23); I2= 0%; 2 ECR, 661 pacientes Acuidade visual (logMAR) entre a linha de base e 1 ano DM: -0.20 (IC 95%: -0.24, -0.17); I2= NR; 2 ECR, 661 pacientes | < 0.00001 < 0.00001 <0.05 | Alteração daCMT (µm) entre a linha de base e 1 ano DM: -119.02 (IC 95%: (-142.58, - 95.45); I2= NR; 2 ECR, 660 pacientes | <0.05 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ford et al. 2012 214 (Revisão Sistemática com meta- análise em rede) | BEVA | RANI | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥2 linhas OR: 0.95 (IC 95% 0.23, 4.32), 4ECR Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (LogMar) DM: -0.08 (IC 95% -0.19, 0.04), 4ECR | > 0.05 > 0.05 | Redução média da CMT (µm) DM: -6.9 (IC 95%-88.5, 65.4), 4ECR | >0.05 |
| BEVA | RANI + Laser rápido | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥2 linhas OR: 0.80 (IC 95% 0.19, 3.11), 5 ECR Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (LogMar) DM: -0.10 (IC 95% -0.22, 0.00), 5 ECR | > 0.05 > 0.05 | Redução média da CMT (µm) DM: 10.9 (IC 95% -62.7, 78.7), 5 ECR | >0.05 | |
| BEVA | RANI + Laser retardado | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥2 linhas OR: 0.61 (IC 95% 0.12, 2.84), 3 ECR Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (LogMar) DM: -0.10 (IC 95% -0.23, 0.03), 3 ECR | > 0.05 > 0.05 | Redução média da CMT (µm) DM: 12.9 (IC 95% -76.0, 95.4), 3 ECR | >0.05 | |
| Melhora | da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) | |||||
| Regnier et al. 2014 131 (Revisão Sistemática com meta- | RANI 0.5 PRN | LASER | OR: 5.50 (IC 95% 2.73, 13.16) | <0.05 | NR | NR |
| análise em rede) | AFLIBE 2m | OR: 1.59 (IC 95% 0.61, 5.37) | >0.05 | |||
| Injeção de placebo | OR: 6.50 (IC 95% 1.66, 24.99) | <0.05 | ||||
| Melhora da acuidade visual melhor corrigida | Melhora da acuidade visual melhor corrigida | Melhora da acuidade visual melhor corrigida | Melhora da acuidade visual melhor corrigida | Melhora da acuidade visual melhor corrigida | Melhora da acuidade visual melhor corrigida | |
| Laser | OR: 3.45 (IC 95% 1.62, 6.84) | <0.05 | ||||
| AFLIBE 2mg/ bimensal | RANI 0.5PRN | OR: 0.63 (IC 95% 0.19, 1.63) | >0.05 | NR | NR | |
| Injeção de placebo | OR: 4.06 (IC 95% 0.60, 21.84) | >0.05 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | Melhora da acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | |
| Regnier et al. 2014 131 (Revisão | Laser | OR: 4.05 (IC 95% 2.16, 8.65) | <0.05 | |||
| Sistemática com meta- análise em rede) | RANI/ Laser | RANI 0.5 PRN | OR: 0.74 (IC 95% 0.35, 1.46) | >0.05 | NR | NR |
| AFLIBE | OR: 1.18 (IC 95% 0.45, 3.66) | >0.05 | ||||
| Melhora da | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * | acuidade visual melhor corrigida (ganho de mais de 10 letras) * |
| Laser | OR: 0.85 (IC 95% 0.19, 4.56) | >0.05 | ||||
| Injeção de placebo | RANI 0.5 PRN | OR: 0.15 (IC 95% 0.04, 0.60) | <0.05 | NR | NR | |
| AFLIBE | OR: 0.25 (IC 95% 0.05, 1.65) | >0.05 | ||||
| RANI 0.5mg | OR: 0.21 (IC 95% 0.05, 1.01) | >0.05 | ||||
| Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede | Probabilidade de cada tratamento ser o mais eficaz na rede |
| Laser | 0% | |||||
| RANI 0.5mg PRN | 73% | |||||
| AFLIBE 2mg | NA | 14% | NR | NR | NR | |
| RANI 0.5mg PRN/ Laser | 12% | |||||
| Injeção de placebo/ resquício de laser | 1% |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet) 98,153 | AFLIBE RANI BEVA | NA (eficáciacomparativa) | Melhora na acuidade visual entre a linha de base e ao final de A) 1 ano (letras) e B) 2 anos AFLIBE DM: A) +13.3; B) +12.8 RANI DM: A) +11.2; B) +10 BEVA DM: A) +9.7; B) +12.3 Alteração média da acuidade visual entre a linha de base e após A) 1 ano e B) 2 anos de estudo BVCA na linha de base < 69 (equivalente Snellen: 20/50 ou pior) AFLIBE DM: A) 11.8 (12.0); B) 13.3 (13.4) RANI DM: A) 14.2 (10.6); B) 16.1 (12.1) BEVA: A) 18.9 (11.5); B)18.1 (13.8) (IC95%) AFLIBE 2mg - BEVA 1.25 mg: A) 6.5 (2.9, 10.1); B) 4.7 (0.5,8.8) ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg - RANI 0.5mg: A) 4.7 (1.4, 8.0); B) 2.3 ( -1.1, 5.6) (IC95%) RANI 0.5mg - BEVA 1.25 mg: A) 1.8 (-1.1, 4.8); B) 2.4 (-1.0,5.8) BVCA na linha de base entre 78 a 69 (equivalente Snellen, 20/32 a 20/40) AFLIBE DM: A) 7.5 (7.4); B) 6.8 (8.8) | A) <0,001 p/ AFLIBE vs. BEVA; 0,03 p/AFLIBE vs. RANI; B) 0,02 p/ AFLIBE vs. BEVA; 0,47 p/AFLIBE vs. RANI; 0,11 p/ RANI vs. BEVA NR NR NR A) <0.001; B) 0.02 A) 0.003; B) 0.18 A) 0.21; B) 0.18 | Redução média da espessura CST (µm) entre a linha de base e após A) 1 ano e B) 2 anos de estudo BVCA na linha de base < 69 (equivalente Snellen: 20/50 ou pior) AFLIBE DM: A) -135 (152); B) - 185 (158) RANI DM: A) -176 (151); B) - 174 (159) BEVA DM: -210 (151); B) -211 (155) ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg - BEVA 1.25 mg: A) -86 (-122, -50); B) - 42.1 ( -77.2, -7.0) ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg - RANI 0.5mg: A) -19 (-48, 11); B) - 19.3 ( -47.8, 9.3) ∆ (IC95%) RANI 0.5mg - BEVA 1.25 mg: A) -67 (-101, -33); B) - 22.8 (- 52.2, 6.6) BVCA na linha de base entre 78 | NR NR NR A) <0.001 B) 0.01 A) 0.22 B) 0.19 A) <0.001 B) 0.19 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet) | BEVA 1.25 subgrupo 1,2,3 e4 | NA | Ganho médio (DP) da acuidade visual entre a linha de base e após 1 ano BEVA 1.25 mg subgrupo 1 (CST≥400; AV <69): 11.3 (13.2) BEVA 1.25 mg subgrupo 2 (CST≥400; AV 78-69): 11.6 (8.8) BEVA 1.25 mg subgrupo 3 (CST<400; AV <69): 5.4 (8.6) | NR NR | Redução média da CST (µm) (DP) entre a linha de base e após 1 ano BEVA 1.25 mg subgrupo 1: -181 | NR |
| 98,153 | RANI 0.5 mg subgrupo 5,6,7,8 | BEVA 1.25 mg subgrupo 4 (CST<400; AV 78-69): 8.4(6.6) RANI 0.5mg subgrupo 5 (CST≥400; AV <69): 14.9 (10.0) RANI 0.5mg subgrupo 6 (CST≥400; AV 69-78): 13.3 (11.3) | NR NR NR | (170) BEVA 1.25 mg subgrupo 2: -63 (77) | NR | |
| RANI 0.5mg subgrupo 7 (CST<400; AV <69): 9.5 (6.7) RANI 0.5mg subgrupo 8 (CST<400; AV 69-78): 7.6 (6.8) | NR NR | BEVA 1.25 mg subgrupo 3: -104 (86) | NR | |||
| AFLIBE 2mg subgrupo 9,10,11 | AFLIBE 2mg subgrupo 9 (CST≥400;AV <69): 19.7 (11.7) AFLIBE 2mg subgrupo 10 (CST≥400; AV 69-78): 17.5 (11.3) | NR NR | BEVA 1.25 mg subgrupo 4: -52 (47) | NR | ||
| e 12 | AFLIBE 2mg subgrupo 11 (CST<400; AV<69): 9.5 (8.4) AFLIBE 2mg subgrupo 12 (CST<400; AV 69-78): 7.2 (7.2) | NR | RANI 0.5mg subgrupo 5: -266 (152) | NR | ||
| NR NR | RANI 0.5mg subgrupo 6: -85 (78) | NR | ||||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 9 - BEVA 1.25 mg subgrupo 1: 8.1 (4.9, 11.3) | <0.05 | RANI 0.5mg subgrupo 7: -198 (106) | NR | |||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 10- BEVA 1.25 mg subgrupo 2:5.7 (1.8, 9.7) | <0.05 | RANI 0.5mg subgrupo 8: -61 (66) AFLIBE 2mg subgrupo 9: -203 (285) | NR | |||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 11- BEVA 1.25 mg subgrupo 3:3.7 (-0.8, | AFLIBE 2mg subgrupo 10: -97 (60) | NR | ||||
| 8.1) | >0.05 | AFLIBE 2mg subgrupo 11: -235 (134) | NR | |||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 12- BEVA 1.25 mg subgrupo 4:-1.0 (-3.9, 1.9) | >0.05 | AFLIBE 2mg subgrupo 12: -82 (50) | NR | |||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 9- RANI 0.5mg subgrupo 5:4.5 (1.2, 7.8) ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 10- RANI 0.5mg subgrupo 6:4.7 (0.9, 8.4) | <0.05 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 9 - BEVA 1.25 mg subgrupo 1: -123 (-155, -91) | NR <0.05 | |||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 11- RANI 0.5mg subgrupo 7:0.2 (-3.8, 4.3) | <0.05 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 10- BEVA 1.25 mg subgrupo 2:-31 (-70, 8) | ||||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 12- RANI 0.5mg subgrupo 8:-0.4 (-3.5, 2.7) | >0,05 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo | >0.05 | |||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 5- BEVA 1.25 mg subgrupo 1:3.6 (0.3, 7.0) ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 6- BEVA 1.25 mg subgrupo 2:1.1 (-2.7, 4.8) ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 7- BEVA 1.25 mg subgrupo 3:3.4 (-0.8, 7.6) | >0.05 | 3:-112 (-157, -68) ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 12- BEVA 1.25 mg subgrupo 4:-32 (-61, -3) | <0.05 | |||
| <0.05 | <0.05 | |||||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 8- BEVA 1.25 mg subgrupo 4:-0.6 (-3.7, | >0.05 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos de Acuidade Visual | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet) | BEVA 1.25 subgrupo 1,2,3 e4 | NA | >0.05 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 9- RANI 0.5mg subgrupo 5:-24 (-57, 10) | >0.05 | |
| 98,153 | RANI 0.5 mg subgrupo 5,6,7,8 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 10- RANI 0.5mg subgrupo 6:-7 (-45, 30) | >0.05 | |||
| AFLIBE 2mg subgrupo 9,10,11 e 12 | ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 11- RANI 0.5mg subgrupo 7:-22 (-63, 19)) | >0,05 | ||||
| ∆ (IC95%) AFLIBE 2mg subgrupo 12- RANI 0.5mg subgrupo 8:-20 (-51, 11) | >0.05 | |||||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 5- BEVA 1.25 mg subgrupo 1:-99 (-133, -66) | <0.05 | |||||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 6- BEVA 1.25 mg subgrupo 2:-24 (-61, 14) | >0.05 | |||||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 7- BEVA 1.25 mg subgrupo 3: -90 (-132, -48) | <0.05 | |||||
| ∆ (IC95%) RANI 0.5mg subgrupo 8- BEVA 1.25 mg subgrupo 4:-12 (-43, 19) | >0.05 |
CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central; EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; AV: acuidade visual; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; ∆: diferença;DM: diferença de médias; NR: não reportado; NA: não se aplica;I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
Tabela 51 Desfechos de segurança de revisões sistemáticas com meta-análise de comparações diretas que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF)
VEGF: fator de crescimento endotelial vascular; ECR: ensaio clínico randomizado; p: valor de p; OR: oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises; NR: não reportado.
Tabela 52 Desfechos de segurança de revisões sistemáticas com meta-análise de comparações diretas que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Mortalidade por todas as causas | Acidente vascular cerebral | Mortalidade Vascular | Eventos arteriotrombóticos | Infarto do Miocárdio |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Avery et al. 2016 126 (Revisão | RANI 0.5 mg/ AFLIBE 2.0 mg | Placebo/ laser | OR: 2.98 (IC 95%: 1.44, 6.14); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.003 | OR: 2.33 (IC 95%: 1.04, 5.22); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.04 | OR: 2.51 (IC 95%: 1.08, 5.82); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.03 | OR: 1.58 (IC 95%: 0.95, 2.62); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p:0.08 | OR: 1.11 (IC 95%:0.57, 2.16); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.75 |
| Sistemática com meta- análise) | RANI 0.3 mg/ AFLIBE 2.0 mg | Placebo/ laser | OR: 2.56 (IC 95%: 1.17, 5.57); I2= 0%; 4 ECR, 1088 pacientes; p:0.02 | OR: 1.70 (IC 95%: 0.69- 4.21); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.25 | OR: 2.25 (IC 95%: 0.93, 5.45); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.07 | OR: 1.42 (IC 95%: 0.84, 2.39); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.19 | OR: 1.24 (IC 95%: 0.64, 2.37); I2= 0%; 4 ECR, 1078 pacientes; p: 0.55 |
| RANI 0.3 mg/ RANI 0.5 mg/ AFLIBE 2.0 mg | Placebo/ laser | OR: 2.5 (IC 95%: 1.31-5.05); I2= 0%; 4 ECR, 1328 | OR: 1.89 (IC 95%: 0.86, 4.16); I2= 0%; 4 ECR, 1328 pacientes; p: 0.11 | OR: 2.23 (IC 95%: 1.01, 4.89); I2= 0%; 4 ECR, 1328 pacientes; p: 0.05 | OR: 1.45 (IC 95%: 0.91, 2.33); I2= 0%; 4 ECR, 1328 pacientes; p: 0.12 | OR: 1.14 (IC 95%: 0.62, 2.10); I2= 0%; 4 ECR, 1328 pacientes; p: 0.41 | |
| RANI 0.5 mg | Placebo/ laser | pacientes; p: 0.006 | OR: 1.97 (IC 95%: 0.63, 6.17); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.25 | OR: 2.25 (IC 95%: 0.65, 7.87); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.20 | OR: 1.41 (IC 95%: 0.68, 2.90); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p:0.36 | OR: 0.78 (IC 95%: 0.28, 2.10); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.62 | |
| RANI0.3 mg | Placebo/ laser | OR: 3.24 (IC 95%: 1.12, 9.36); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.03 | OR: 0.75 (IC 95%: 0.17, 3.33); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.71 | ||||
| RANI 0.3 mg/ RANI 0.5 mg | Placebo/ laser | OR: 2.26 (IC 95%: 0.65, 7.90); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.20 | OR: 1.36 (IC 95%: 0.46- 4.00); I2= 0%; 2 ECR, 750 pacientes; p: 0.58 | OR: 1.68 (IC 95%: 0.41- 6.78); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.47 | OR: 1.09 (IC 95%: 0.50, 2.36); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.83 | OR: 1.01 (IC 95%: 0.39, 2.59); I2= 0%; 2 ECR, 500 pacientes; p: 0.99 | |
| AFLIBE 2.0 mg | Placebo/ laser | OR: 2.42 (IC 95%: 0.96-6.06); I2= 0%; 2 ECR, 750 pacientes; p: 0.06 | OR: 2.75 (IC 95%: 0.88, 8.63); I2= 0%; 2 ECR, 578 pacientes; p: 0.04 | OR: 1.85 (IC 95%: 0.63, 5.46); I2= 0%; 2 ECR, 750 pacientes; p: 0.47 | OR: 1.24 (IC 95%: 0.65, 2.35); I2= 0%; 2 ECR, 750 pacientes; p: 0.51 | OR: 0.89 (IC 95%: 0.38, 2.07); I2= 0%; 2 ECR, 750 pacientes; p: 0.78 | |
| OR: 2.76 (IC 95%: 1.02, 7.46); I2= 0%; 2 ECR, 578 | OR: 2.74 (IC 95%: 0.87- | OR: 1.76 (IC 95%: 0.87, 3.56); I2= 0%; 2 ECR, 578 | OR: 1.49 (IC 95%: 0.61, 3.64); I2= 0%; 2 ECR, 578 | ||||
| pacientes; p: 0.05 | 8.58); I2= 0%; 2 ECR, 578 pacientes; p: 0.08 | pacientes; p: 0.11 | pacientes; p: 0.38 |
BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular; ECR: ensaio clínico randomizado; p: valor de p; OR: oddsratio ou razão de chances; IC 95%: intervalo de confiança; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises; NR: não reportado.
Tabela 53 Desfechos de segurança de ensaios clínicos randomizados que compararam mais de um inibidor do fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF)
| Wells et al. 2015 e Wells et al. 2016 (DRCRNet) 98,153 BEVA 1. 25 mg vs. RANI 0.5 mg vs. AFLIBE 2mg | |
|---|---|
| Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 2 anos (olhos) | Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 2 anos (olhos) |
| Hemorragia vítrea | n (%): 17 (8) vs. 10 (5) vs. 15 (7) | 0.37 * |
|---|---|---|
| Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 2 anos (participantes) | Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 2 anos (participantes) | Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 2 anos (participantes) |
| Quaisquer eventos adversos sistêmicos vasculares | n (%): 9 (4) vs. 10 (5) vs. 6 (3) | 0.56* |
| Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 1 ano (participantes) | Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 1 ano (participantes) | Eventos ocorridos pelo menos uma vez até 1 ano (participantes) |
| Quaisquer adversos eventos vasculares definidos pela Colaboração de participantes de ensaios clínicos antiplaquetários | n (%): 17 (8) vs. 26 (12) vs. 12 (5) | 0.047* |
| Eventos adversos sistêmicos sérios | n (%): 81 (37) vs. 82 (38) vs.88 (39) | 0.90* |
*Valor de p para diferença entre os 3 grupos; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; VEGF: fator de crescimento endotelial vascular.
- Revisões Sistemáticas com meta- análises de comparações diretas e ensaios clínicos randomizados: ranibizumabe (RANI)
- 2.1 Grupo intervenção: Ranibizumabe (RANI) ou RANI/Laser versus Controle (laser ou placebo ou RANI ou triancinolona-TRI)
Tabela 54 Características dos estudos incluídos na pergunta de pesquisa Q8 que analisaram o ranibizumabe (RANI)
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Chen et al. 2014 127 | Revisão sistemática com meta- análise (Busca realizada até junho de 2014) Avaliar monoterapia combinação monoterapia | relativa eficácia da do RANI ou em com laser versus de laser para o Envolve o centro da fóvea: conferido nos estudos primários | 7 ECR, 1749 participantes | RANI | Monoterapia do RANI em combinação com laser | Monoterapia de | Baixo Risco de Viés |
| Yanagida e Ueta, 2014 134 | Revisão sistemática com meta- análise (Busca realizada até Avaliar a segurança de RANI para EMD | Envolve o centro da fóvea: conferido nos estudos primários | 6 ECR, 2459 participantes | RANI | Controle (placebo, laser, TRI) | Baixo Risco de Viés |
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 93,217 | ECR, estudo de extensão, DRCRNet | Comparar desfechos visuais e anatômicos a longo prazo do RANI combinado com laser rápido ou retardado versus laser ou TRI + laser com RANI tardio em pacientes com EMD. | Envolve o centro da macula (BCVA entre 20/32 e 20/320 CST>300µm) | 450 participantes (558 olhos) | 1) RANI 0.5 mg + Laser rápido 2) RANI 0.5 mg tardio* + laser rápido 3) TRI + laser rápido + RANI 0.5 mg tardio* * o protocolo inicial foi revisado, os participantesreceberam RANI após 1.5 a 3 de anos de seguimento. | RANI 0.5mg + laser retardado (≥24 semanas) | Baixo Risco de Viés |
| Bressler et al. 2015 218 | ECR, análise exploratória, DRCRNet | Analisar o risco de elevação sustentada da PIO ou a necessidade de tratamentos para olhos com EMDapós injeções repetidas de RANI | Envolve o centro da macula que causa o comprometimento da visão; sem glaucoma de anglo aberto | 486 participantes (582 olhos) | Laser rápido/retardado + RANI 0.5 mg | Laser rápido + injeção de placebo | Alto risco de viés (relato seletivo dos desfechos, desfechos incompletos) |
| Ishibashi et al. 2015 219 | ECR, the REVEAL Study | Avaliar se a monoterapia de RANI 0.5mg ou a combinação com laser é superior a monoterapia a laser para o tratamento deEMD | Envolve o centro da fóvea (BCVA entre 78 e 39 letras; CST não especificado, mas na linha de base CST ≥ 300µm); Focal ou difuso | 396 participantes | RANI 0.5 mg + laser placebo RANI 0.5 mg +laser | Laser + injeção de placebo | Baixo risco de viés |
| Berger et al. 2015 90 | ECR, the RESPOND Study | Comparar a eficácia e segurança do RANI 0.5 mg como monoterapia ou em combinação com laser no tratamento de pacientes com alteração visual causada por EMD | Envolve o centro da fóvea (BCVA entre 78 e 39 letras; CST não especificado, mas na linha de base CRT ≥ 300µm); alteração visual causada por focal ou difuso DME | 220 participantes | RANI 0.5 mg RANI 0.5mg + laser | Laser | Alto risco de viés (detecção, desfecho incompleto) |
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Googe et al. 2011 220 | ECR, DRCRNet | Analisar o efeito do RANI ou da TRI em olhos recebendo laser focal/grid paraEMD e fotocoagulaçãopanretinal para RD | Envolve o centro da fóvea (CST ≥ 250µm e BCVA ≥ 24 letras) | 319 participantes (345 olhos). Presença de RDNP ou RDP grave; participantes com EMD que receberam fotocoagulação grid/ focal laser e pacientes com RD que receberam panfotocoagulação | de base e 4 semanas) + fotocoagulação focal/grid a laser ou panfotocoagulação TRI 4 mg na linha de base + placebo (na semana 4) + fotocoagulação focal/grid a laser ou panfotocoagulação | Injeção de placebo (na linha de base e em 4 semanas) + fotocoagulação focal/grid a laser ou panfotocoagulação | Baixo risco de viés |
EMD: edema macular diabético; RD: retinopatia diabética; RDNP: retinopatia diabética não proliferativa; RDP: retinopatia diabética proliferativa; PIO: pressão intraocular; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; ECR: ensaio clínico randomizado; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central;BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona acetonida intravítrea.
Tabela 55 Características da linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que analisaram o ranibizumabe (RANI)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção N (n olhos) | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Pressão Intraocular (mmHg) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Chen et al. 2014 127 | RANI 0.5 mg RANI 0.5mg/ Laser | Laser/ RANI | 394 642 713 | Variação da média: 60.7- 64.9 anos | Variação da média: 61.5- 67.4 anos | NR | NR | NR | NR | NR | 12, 24 e 36 meses |
| Yanagida e Ueta, 2014 134 | RANI | Controle (placebo, laser, TRI) | 1561 898 | Variação da média: 61- 64 anos | Variação da média: 62- 64 anos | 41.1-61% | NR | NR | NR | NR | 6-12 meses |
| Bressler et al. 2016; Elman et al. 2015 | RANI 0.5 mg + Laser RANI 0.5 mg tardio* + laser | RANI 0.5mg + laser 124 198 | 111 | Mediana (IQR): 63 (57; 69): 63 | Mediana (IQR): 63 (57; 69): 63 | 56% | Mediana (IQR): 7.3 (6,5; 8,2) | Mediana (IQR): 66 (57; 73) | NR | Mediana (IQR): 395 (321; 498) ** | 5 anos |
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Pressão Intraocular (mmHg) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (DRCRNet) 93,217 | TRI + laser + RANI 0.5 mg tardio | 125 | ||||||||||
| Bressler et al. 2015 (DRCRNet) 218 | RANI | Placebo | 322 | 260 | 63 (10) | 63 (10) | 57 vs. 57 | NR | NR | 16 (3) vs. 16 (3) | NR | 1 e 3 anos |
| Ishibashi et al. 2015 (REVEAL) 219 | RANI 0.5 mg + laser placebo RANI 0.5 mg + laser | Laser + injeção de placebo | 133 132 | 131 | 60.7 (9.37) 61.2 (10.52) | 61.5 (9.68) | 60.9 vs. 57.3 50.8 vs. 57.3 | 7.5 (1,02) vs. 7.5 (1,10) 7.4 (1,05) vs. 7.5 (1,10) | 58.8 (10.93) vs. 58.4 (10.56) 58.5 (10.50) vs. 58.4 (10.56) | NR NR | 419.2 (152.34) vs. 394.7 (122.31) ** 429.9 (158.25) vs. 394.7 (122.31) ** | 12 meses |
| Berger et al. RANI 0.5 | mg | 75 | 61.5(9.9) | 56.0 vs. 59.7 | 7.8 (1,3) vs. 7.6 (1,3) | 63.1(10.6) vs. 61.9(10.6) | NR | 448.5(136.6) vs. 458.0(133.1) * | ||||
| 2015 90 (RESPOND ) 90 RANI 0.5mg + Laser | Laser | 73 | 72 | 60.8(10.2) | 62.8(9.4) | 64.4 vs. 59.7 | 7.7 (1,1(vs. 7.6 (1,3) | 64.8(9.3) vs. 61.9(10.6) | 422.1(142.3) vs. 458.0(133.1) * | 3, 6, 9 e 12 meses | ||
| Googe et al. 2011 (DRCRNet) 220 de | RANI 0.5 mg+ laser TRI+ injeção placebo+ | Placebo + laser | 113 109 | 123 | Mediana (IQR): 57 (48, 64) Mediana (IQR): 58 (49, | Mediana (IQR): 54 (45, 61) | 58 vs. 64 60 vs. 64 | Mediana (IQR): 8.1 (7,1; 9,9) vs. 7.9 (7,0; 9,6) 8.1 (7,0; 9,7) vs. 7.9 (7,0; | Mediana (IQR): 68 (56, 75) vs. 67 (52, 75) Mediana (IQR): 67 (59, 75) vs. 67 (52, | NR NR | Mediana (IQR): 352 (283, 476) vs. 355 (285, 510) * Mediana (IQR): 359 (271, 472) vs. 355 (285, | 14 (objetivo primário) e 56 semanas |
CRT: espessura central da retina*; CST: espessura do subcampo central**;BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona acetonida intravítrea; HbA1c: hemoglobina glicada; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; DP: desvio padrão; IQR: intervalo interquartil; NR: não reportado.
Tabela 56 - Desfechos de eficácia de estudos que compararam ranibizumabe (RANI)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Chen et al. 2014 (Revisão Sistemática com meta- análise) 127 | RANI 0.5 mg | Laser | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 6 meses DM: 5.65 (IC 95%: 4.44, 6.87); I2= 0%; 5 ECR, 746 pacientes Ganho de ≥15 letras da linha de base RR: 2.94 (IC 95%: 1.82, 4.77); I2= 0%; 3 ECR, 561 pacientes Perda de ≥15 letras da linha de base RR: 0.21 (IC 95%: 0.06, 0.71); I2= 0%; 2 ECR, 486 pacientes | < 0.00001 < 0.00001 0.01 | Alteração média da CMT(µm) da linha de base DM: -57.91 (IC 95%: -77.62, -38.20); I2=10%; 4 ECR, 630 pacientes | < 0.00001 |
| RANI 0.5 mg + laser | Laser | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 6 meses DM: 5.02 (IC 95%: 3.83, 6.20); I2= 0%; 5 ECR, 1101 pacientes Ganho de ≥15 letras da linha de base RR: 2.04 (IC 95%: 1.5, 2.78); I2= 0%; 4 ECR, 910 pacientes Perda de ≥15 letras da linha de base RR: 0.52 (IC 95%: 0.29, 0.95); I2= 0%; 3 ECR, 832 pacientes | < 0.00001 < 0.00001 0.03 | Alteração média da CMT(µm) da linha de base DM: -56.63 (IC 95%: -104.81, -8.44); I2=85% (Significante); 4 ECR, 944 pacientes | 0.02 | |
| RANI 0.5 mg + laser | RANI | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 6 meses DM: -0.96 (IC 95%: -2.09, 0.17); I2= 40%; 4 ECR, 729 pacientes Ganho de ≥15 letras da linha de base RR: 0.89 (IC 95%: 0.64, 1.24); I2= 0%; 3 ECR, 572 pacientes Perda de ≥15 letras da linha de base RR: 3.03 (IC 95%: 0.83, 11.06); I2= 0%; 2 ECR, 495 pacientes | 0.10 0.50 0.09 | Alteração média da CMT(µm) da linha de base DM: -18.11 (IC 95%: -38.91, 2.69); I2=0%; 3 ECR, 614 pacientes | 0.09 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 (DRCRNet) 93,217 | RANI 0.5 mg + laser RANI 0.5 mg tardio + laser TRI + laser + RANI 0.5 mg tardio | RANI 0.5mg + laser retardado | Alteração média da acuidade visual (letras) entre a linha de base e 5 anos DM(D) RANI/Laser: +8 (13) DM(D) RANI tardio/ Laser: DM(DP): +5 (14) DM(D) TRI/Laser/RANI tardio: +7 (14) DM(D) RANI/Laser retardado: 10 (13) ∆ (IC95%) RANI/Laser - RANI/Laser retardado: 2.0 (-1.6, 5.7) ∆ (IC95%) RANI tardio- Laser/Laser retardado: 4.4 (1.2, 7.6) ∆ (IC95%) TRI/Laser/RANI tardio- Laser/Laser retardado: 2.8 (- 0.9, 6.5) | NR NR NR NR 0.186 0.001 0.067 | Redução média da CST (µm) entre a linha de base e 5 anos DM(D) RANI/Laser: -167 (168) DM(D) RANI tardio/ Laser: -208 (164) DM(D) TRI/Laser/RANI tardio: -159 (154) DM(D) RANI/Laser retardado: -165 (165) ∆ (IC95%) RANI/Laser - RANI/Laser retardado:17 (-15, 48) ∆ (IC95%) RANI tardio- Laser/Laser retardado: 32 (2,61) ∆ (IC95%) TRI/Laser/RANI tardio- Laser/Laser retardado: 7 (-25, 39) | NR NR NR NR 0.20 0.009 0.61 |
| Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 (DRCRNet) 93,217 | RANI 0.5 mg + laser RANI 0.5 mg tardio + laser TRI + laser + | Risco Relativo de Ganho de ≥ 10 letras na acuidade visual entre a linha de base e 5 anos RR (IC 95%): 0.79 (0.60, 1.05) RR (IC 95%): 0.71 (0.55, 0.91) | >0.05 | NR | NR | |
| Ishibashi et al. 2015 (REVEAL) 219 | RANI 0.5 mg tardio RANI 0.5 mg + laser placebo RANI 0.5 mg +laser | RANI 0.5mg + laser retardado Laser + injeção de placebo | RR (IC 95%): 0.85 (0.65, 1.11) Alteração média da acuidade visual (BCVA) entre a linha de base (letras) e A) do mês 1 ao 12; B) 12 meses DM(DP) RANI/Laser placebo: A) +5.9 (6.02); B)6,6 (7,68) DM(DP) RANI/ Laser: A) +5.7 (7.20); B) 6,4 (10,67) DM(DP) Laser/injeção de placebo: A) 1.4 (6.49); B) 1,8 (8,27) ∆ RANI/Laser placebo - Laser/injeção de placebo: A) 4.7; B)4,9 ∆ RANI/Laser - Laser/injeção de placebo: A) 4.4; B )4,8 | <0.05 >0.05 A) NR; B) NR A) NR; B) NR A) NR; B) NR A) <0.0001* B) <0.0001* A) <0.0001* | Redução média da CST (µm) entre a linha de base e 12 meses DM(DP) RANI/Laser placebo: -134.6 DM(DP) RANI/ Laser: 171.8 DM(DP) Laser/injeção de placebo: -57.2 | 0.0002* <0.0001* |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Berger et al. 2015 (RESPOND) 90 | RANI 0.5 mg RANI 0.5mg + Laser | Laser | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e os meses A)3; B)6; C)9; D)12 DM(IC 95%) RANI: A) 5.3 (3.5,7.0); B)7.1 (5.2,8.9); C)6.9 (4.0,9.8); D) 8.9 (7.0,10.7) DM(IC 95%) RANI/ Laser: A)3.7 (1.1,6.2); B) 5.6(3.6,7.6); C) 7.1 (5.2,9.0) D) 8.2(6.0,10.4) DM(IC 95%) Laser: A) 1.4 (-0.1, 3.0); B) 0.9 (-0.9, 2.7); C) -0.2 (-3.0, 2.6) D)0.3 (-2.9, 3.5) Ganho ≥10 letras %: RANI:49,3; RANI/Laser: 32,9; Laser:13,9 | <0.001 <0.001 NR NR | Redução média da CRT (µm) entre a linha de base e os meses A)3; B)6; C)9; D)12 DM(IC 95%) RANI: A) -108.9 (-135.0, -82.9); B) - 129.3 (-156.7, -102.0); C) -135.9 (-169.5, -102.3); D) - 143.5 (-177.5, -109.4) DM(IC 95%) RANI/ Laser: A) -105.7 (-135.9, -75.5); B) -114.2 (-140.7, -87.8); C) -138.1 (-168.3, -107.8) D) -152.2 (-185.5, -119.0) DM(IC 95%) Laser: A) -32.5 (-59.9, -5.1); B) -64.4 (-91.8, -36.9); C) -85.8 (-119.5, -52.2) D) - 107.1 (-143.9, -70.2) | NR NR NR |
| Googe et al. 2011 (DRCRNet) 220 | RANI 0.5 mg + laser TRI+ injeção de placebo+ laser | Laser + Injeção de placebo | Alteração média (DP) da acuidade visual entre a linha de base (letras) A) 14 semanas B) 56 semanas DM(DP) RANI/Laser: A) +1 (11); B) -4 (21) DM(DP) TRI/injeção de placebo/ laser: A) +2 (11); B) -5 (16) DM(DP) Laser/ Injeção de placebo: A) -4 (14); B) -6 (17) ∆ (IC 95%) RANI/Laser - Laser/injeção de placebo: A) +5,6 (2.2- 9.0); B)1.9 (-3.7, 7.5) ∆ (IC 95%)TRI/injeção de placebo/ laser- injeção de placebo: A) 6.7 (3.2, 10.1); B) 1.2 (-4.4, +6.8) | A) <0.001* B) 0.44* A) <0.001* B)0.63* A) <0.001 B) 0.44 A) <0.001 B) 0.63 | Redução média (DP) da CST (µm) entre a linha de base e A)14 semanas e B) 56 semanas DM(DP) RANI/Laser: A) -39 (127); B) -52 (227) DM(DP) TRI/injeção de placebo/ laser: - 92 (115); B) -40 (138) DM(DP) Laser/ Injeção de placebo: A) -5 (113); B) -71 (156) ∆ (IC 95%) RANI/Laser - Laser/injeção de placebo: A) - 35 (-64, -26); B) +22 (-22, +66) ∆ (IC 95%)TRI/injeção de placebo/ laser- injeção de placebo: A) -100 (-128, -71); B) +15 (-30, +60) | A) 0.01* B) NR A) <0.01* B) NR A) 0.007 B) 0.25 A) <0.001 B) 0.45 |
*Valor de p intervenção versus controle; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central; ECR: ensaio clínico randomizado; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona intravítreo; ∆: diferença; DM: diferença de médias; OR: Oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; DP: desvio padrãoI2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises..
Tabela 57 Desfechos de segurança de revisões sistemáticas com meta-análise de comparações direta que compararam ranibizumabe (RANI)
| Eventos Adversos | Autor, ano: Yanagida e Ueta, 2014 134 (Revisão Sistemática com meta-análise) RANI vs. Controle | Valor de p | Autor, ano: Chen et al. 2014 127 (Revisão Sistemática com meta-análise) Monoterapia de RANI/ RANI combinado com laser vs. Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|
| Acidente vascular cerebral | RR: 0.80 (IC 95% 0.37, 1.73); I2= 0%; 6 ECR, 2456 participantes | 0.57 | NR | NR |
| Infarto do Miocárdio | RR: 0.91 (IC 95% 0.46, 1.80); I2= 0%; 6 ECR, 2456 participantes | 0.78 | NR | NR |
| Vascular RR: 1.29 (IC 95% 0.58, 2.86); I2= | 0%; 4 ECR, 1718 participantes | 0.53 | NR | Mortalidade NR |
| Mortalidade geral | RR: 1.92 (IC 95% 0.78, 4.73); I2= 0%; 4 ECR, 1372 participantes | 0.16 | NR | NR |
| Eventos AdversosCardiovasculares | NR | NR | RR: 0.94 (IC 95% 0.25, 3.50); I2= 58%; 6 ECR, 1530 participantes | 0.92 |
ECR: ensaio clínico randomizado; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas metaanálises; NR: não reportado.
Tabela 58 Desfechos de segurança de ensaios clínicos randomizados que compararam ranibizumabe (RANI)
| Autor, ano: | Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 (DRCRNet) 93,217 RANI/Laser vs. RANI tardio/laser vs. TRI/ RANI tardio/Laser vs. RANI/Laser retardado | Valor de p | Bressler et al. 2015 (DRCRNet) 218 RANI vs. Placebo | Valor de p | Ishibashi et al. 2015 (REVEAL) 219 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Berger et al. 2015 (RESPOND) 90 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Googe et al. 2011 (DRCRNet) 220 RANI/ Laser vs. TRI/Placebo/Laser vs. Placebo/Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PIO elevada | n (%)(≥10mmHg):26 (14) vs. 43 (15) vs. 83 (45) vs. 15 (8) (≥30mmHg): 13 (4%) vs.7 (4%) vs.56 (30%) vs.7 (4%) | n (%)(≥10mmHg): 6 vs. 9 | NR | NR | NR | n (%): 10(13.3) vs. 8(11.0) vs.3(4.1) | NR | n (%) em A)* e B)** (>10mmHg): A) 0 (0); B) 6 (5) vs. A) 20 (17); B) 10 (9) vs. A) 3 (2); B) 6 (5) (≥30mmHg): A)0 (0); B)4 (4) vs. A)5 (4); B) 4 (4) vs. A)2 (2); B) 4 (3) | NR |
| Autor, ano: Eventos Adversos | Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 (DRCRNet) 93,217 RANI/Laser vs. RANI tardio/laser vs. TRI/ RANI tardio/Laser vs. RANI/Laser retardado | Valor de p | Bressler et al. 2015 (DRCRNet) 218 RANI vs. Placebo | Valor de p | Ishibashi et al. 2015 (REVEAL) 219 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Berger et al. 2015 (RESPOND) 90 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Googe et al. 2011 (DRCRNet) 220 RANI/ Laser vs. TRI/Placebo/Laser vs. Placebo/Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Probabilidade cumulativa de elevação sustentada da PIO ou do aumento da terapia hipotensora ocular aos 3 anos | NR | NR | %: 9.5 vs. 3.4 HR (IC 95%): 2.9 (1.0- 7.9) ∆ RANI- Placebo: 6.1% (-0.2, 12.3) | NR 0.01 >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hemorragia conjuntival | NR | NR | NR | NR | n (%):17 (12.8) vs.12 (9.1) vs. 7 (5.5) | NR | n (%): 6(8.0) vs. 11(15.1) vs. 2(2.7) | NR | NR | NR |
| Hemorragia vítrea | n (%):18 (10) vs. 44 (15) vs. 22 (12) vs. 20 (11) | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 2(2.7%) vs. 5(6.8) vs. 7(9.5) | NR | n (%) em A)* e B)**: A) 6 (5); B) 25 (23) vs. A) 7 (6); B) 20 (18) vs. A) 16 (12); B) 28 (21) | NR |
| Nasofaringite | NR | NR | NR | NR | n (%):10 (7.5) vs. 10 (7.6) vs.8 (6.3) | NR | n (%): 5(6.7) vs. 5(6.8) vs. 4(5.4) | NR | NR | NR |
| Descolamento da retina | n (%): 0 vs. 2 (<1) vs. 2 (1) vs.1 (<1) | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 2(2.7) vs.1(1.4) vs. 1(1.4) | NR | n (%) em A)* e B)**: A) 1 (1); B) 5 (5) vs. A) 1 (1); B)1 (1) vs. A) 4 (3) B) 4 (3) | NR |
| EA oculares sérios | NR | NR | NR | NR | n (%):1 (0.8) vs.6 (4.5) vs. 1 (0.8) | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA não oculares sérios | NR | NR | NR | NR | n (%):14 (10.5) vs. 13 (9.8) vs. 18 (14.1) | NR | NR | NR | NR | NR |
| Autor, ano: Eventos Adversos | Bressler et al. 2016 e Elman et al. 2015 (DRCRNet) 93,217 RANI/Laser vs. RANI tardio/laser vs. TRI/ RANI tardio/Laser vs. RANI/Laser retardado | Valor de p | Bressler et al. 2015 (DRCRNet) 218 RANI vs. Placebo | Valor de p | Ishibashi et al. 2015 (REVEAL) 219 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Berger et al. 2015 (RESPOND) 90 RANI 0.5 mg vs. RANI 0.5 mg/ laser vs. Laser | Valor de p | Googe et al. 2011 (DRCRNet) 220 RANI/ Laser vs. TRI/Placebo/Laser vs. Placebo/Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EA oculares | NR | NR | NR | NR | n (%): 43 (32.3) vs. 44 (33.3) vs. 28 (21.9) | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA não oculares | NR | NR | NR | NR | n (%): 69 (51.9) vs. 70 (53.0) vs. 69 (53.9) | NR | NR | NR | NR | NR |
| Participantes com pelo menos 1 EA | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 53 (70.7) vs. 49 (67.1) vs. 44 (59.5) | NR | NR | NR |
| Eventos adversos sistêmicos totais | NR | NR | NR | NR | n (%):16 (12.0) vs. 12 (9.1) vs. 14 (10.9) | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hipertensão | NR | NR | NR | NR | n (%): 8 (6.0) vs. 8 (6.1) vs. 7 (5.5) | NR | n (%): 5(6.7) vs. 2(2.7) vs. 5(6.8) | NR | NR | NR |
| Infarto do Miocárdio | n (%):7 (4) vs. 8 (6) vs.11 (6) vs. 8 (4) | NR | NR | NR | n (%): 4 (3.0) vs. 2 (1.5) vs. 5 (3.9) | NR | NR | NR | NR | NR |
| Outros eventos tromboembolíticos arteriais | NR | NR | NR | NR | n (%): 5 (3.8) vs. 3 (2.3) vs. 1 (0.8) | NR | NR | NR | NR | NR |
| Proteinúria | NR | NR | NR | NR | n (%): 1 (0.8) vs. 0 (0.0) vs. 2 (1.6) | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA cardiovasculares/ cerebrais | n (%): 21 (11) vs. 33 (25) vs.29 (16) vs. 32 (17) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
A) *:14 semanas; B) **:14-56 semanas; EA: eventos adversos; PIO: pressão intraocular; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona intravítreo; ∆: diferença; HR: hazardratio; DP: desvio padrão; NR: não reportado.
- Revisões Sistemáticas com meta- análises de comparações diretas e ensaios clínicos randomizados: bevacizumabe (BEVA)
3.1 Grupo intervenção: Bevacizumabe (BEVA) versus Controle (BEVA/ triancinolona-TRI ou fotocoagulação focal)
Tabela 59 Características dos estudos incluídos na pergunta de pesquisa Q8 que analisaram o bevacizumabe (BEVA)
| Autor | Desenho do estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de estudos e participantes incluídos | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 213 (Revisão Sistemática com meta- análise) | Revisão sistemática com meta- análise (Busca realizada até agosto de 2014) | Avaliar a relativa eficácia da monoterapia do BEVA versus BEVA em combinação com TRI para o tratamento deEMD | Envolve o centro da fóvea: conferido nos estudos primários | 7 ECR, 696 olhos (BEVA: 252/ BEVA+ TRI:243) | Monoterapia do BEVA (1.25 mg/0.05 ml) | BEVA em combinação com TRI (1.25mg/2mg) | Baixo Risco de Viés |
| Scott et al. 2007 125 | ECR, DRCRNet | Prover dados sobre os efeitos a curto prazo do BEVA para EMD. | Envolve o centro da mácula (BVCA entre 24 e 78 e CRT ≥ 275 µm) | 121 participantes (121 olhos) -sendo 109 elegíveis para análise | 2) BEVA 2.5 mg na linha de base e em 6 semanas (BEVA 2.5 mg 0, 6 semanas) 3) BEVA 1.25 mg na linha de base + injeção de placebo em 6 semanas (BEVA 1.25 mg) 4) BEVA 1.25 mg na linha de base + fotocoagulação focal em 3 semanas+ BEVA 1.25mg em 6 semanas (BEVA 1.25mg 0,6 semanas +Laser) | 5) fotocoagulação focal na linha de base | Risco de Viés Alto (Desfecho incompleto) |
EMD: edema macular diabético; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; ECR: ensaio clínico randomizado; CRT: espessura central da retina;;BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona acetonida intravítrea.
Tabela 60 Características da linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que analisaram o bevacizumabe (BEVA)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual, média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 213 | BEVA | BEVA em combinaçã o com TRI | NR (252) | NR (243) | Variação da média: 52.11- 62.3 anos | Variação da média: 52.11- 62.3 anos | NR | NR | NR | NR | 3-6 meses |
| 1) BEVA 1.25 mg 0, 6 semanas | 22 | Mediana (IQR): 63 (54, 73) | Mediana (IQR): 63 (54, 73) | 73 vs. 53 | Mediana (IQR): 7.4 (5,9; 7,8) vs. 7.0 (6,5; 8,2) | Mediana (IQR): 65 (60, 70) vs. 64 (50, 70) | Mediana (IQR): 397 (320, 538) vs. 441 (354, 512) * | ||||
| Scott et al. 2007 (DRCRNet) 125 | 2) BEVA 2.5 mg 0, 6 semanas | 5) fotocoagul ação focal | 24 | 19 | Mediana (IQR): 68 (59, 75) | Mediana (IQR): 64 (57, 72) | 62 vs. 53 | Mediana (IQR): 7.3 (6,4; 8,4) vs. 7.0 (6,5; 8,2) | Mediana (IQR): 63 (57, 71) vs. 64 (50, 70) | Mediana (IQR): 446 (342, 543) vs. 441 (354, 512) * | 3, 6, 9, 12, 18 e 24 semanas |
| 3) BEVA 1.25 mg | 22 | Mediana (IQR): 60 (54, 75) | 59 vs. 53 | Mediana (IQR): 6.7 vs. 7.0 (6,5; 8,2) | Mediana (IQR): 64 (52, 68) vs. 64 (50, 70) | Mediana (IQR): 406 (353, 520) vs. 441 (354, 512) * |
CST: espessura do subcampo central*;BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; TRI= injeção de triancinolona acetonida intravítrea; HbA1c: hemoglobina glicada; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; DP: desvio padrão; IQR: intervalo interquartil; NR: não reportado.
Tabela 61 Desfechos de eficácia dos estudos que compararam bevacizumabe (BEVA)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jin et al. 2015 213 | BEVA | BEVA/TRI | Alteração média da acuidade visual (letras) entre a linha de base e A) 3 meses e B) 6 meses A) DM: 0.07 (IC 95%: 0.01, 0.13); I2= 73% (Significativo); 7 ECR, 492 olhos B) DM: -0.01 (IC 95%: -0.11, 0.09); I2= 78% (Significativo); 4 ECR, 299 olhos | 0.03 0.87 | Alteração daCMT (µm) entre a linha de base e A) 3 meses e B) 6 meses DM: 48.40 (IC 95%: 30.23, 66.57); I2= 27%; 7 ECR, 492 olhos DM: 0.47(IC 95%: -24.11, -25.04); I2= 0%; 4 ECR, 299 olhos | <0.00001 0.97 |
| 1) BEVA 1.25 mg 0, 6 semanas | 5) | Ganho médio da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e as semanas A)3; B) 6; C) 9; D)12 1)Mediana (IQR): A) 5 (-1, 8); B)5 ( -2, 12); C)7 (2, 10); D)5 (1, 12) 2)Mediana (IQR): A) 6 (1, 9); B) 6 (2, 11); C) 8 (3, 12); D) 7 (4, 11) 3)Mediana (IQR): A) 2 (0, 7); B)3 (-2, 6); C)1 (-3, 5); D) 4 (-3, 7) 4)Mediana (IQR): A) 0 (-6, 6); B) 0 (-4, 6); C) -2 ( -5, 11); D) 0 (-5, 8) | <0,05 para grupos 1 e em relação basal, em 3 12 semanas | Redução média da CST (µm) entre a linha de base entre a linha de base e as semanas A)3; B) 6; C) 9; D)12 1)Mediana (IQR): A) -35 (- 155, 6); B) -35 (-112, 6); C) -74 ( -113, -31); D) -56 (-120, -6) 2)Mediana (IQR): A) -86 ( -131, -11); B) -42 (-127, -10); C) -56 (- 127, -20); D) -47 (-125, -16) 3)Mediana (IQR): A) -3 (-49, 7); B) -17 (-58, 25); C) 5 (-34, 53); D) -5 (-41, 53) 4)Mediana (IQR): A) -13 (-104, 26); B) -20 (-73, 35); C) -48 (-128, | 0,009 e <0,001 respectivamente para grupos 1 e 2 em relação ao basal, em 3 semanas | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Scott et al. 2007 (DRCRNet) 125 | 2) BEVA 2.5 mg 0, 6 semanas 3) BEVA 1.25 mg, basal 4) BEVA 1.25mg 0, 6 semanas + Laser | Fotocoagulaçã o focal | 5)Mediana (IQR): A) -2 (-7, 3); B) 1 ( -6, 6); C) 3 (-5, 6); D) -1 (-6, 5) | os 2 ao e | 33); D) -40 (-103, 33) 5)Mediana (IQR): A) 21 ( -62, 79); B) -40 ( -105, 73); C) - 53 (- 115, 53); D) -40 ( -146, 85) |
ECR: ensaios clínicos randomizados; CST: espessura do subcampo central; CRT: espessura macular central; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona intravítreo; DM: diferença de médias; IC 95%: intervalo de confiança; DP: desvio padrão; IQR: intervalo interquartil; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas metaanálises.
Tabela 62 Desfechos de segurança dos estudos que compararam bevacizumabe (BEVA)
| Autor, ano: Eventos Adversos | Jin et al. 2015 213 (Revisão Sistemática com meta-análise) BEVA vs. BEVA/TRI | Valor de p | Scott et al. 2007 (DRCRNet) 125 BEVA 1.25 mg 0, 6 semanas vs. BEVA 2.5 mg 0, 6 semanas vs. BEVA 1.25 mg vs.BEVA 1.25mg 0, 6 semanas + Laser vs. fotocoagulação focal | Valor de p |
|---|---|---|---|---|
| PIO elevada | n (%) total (>21mmHg): 0 vs. 9 olhos (Máx-min:0-8.3%); 5 ECR; 546 olhos | NR | NR | NR |
| Elevação da pressão arterial | NR | NR | N participantes: 0 vs. 1 vs. 1 vs. 1 vs. 1 vs. 1 | >0.05 |
BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; TRI: injeção de triancinolona intravítreo;PIO: pressão intraocular; NR: não reportado.
4. Revisão Sistemática com meta-análise de comparações direta e indiretas e ensaios clínicos randomizados: aflibercepte (AFLIBE)
- 4.1 Grupo intervenção: Aflibercepte (AFLIBE) versus Controle (ranibizumabe- RANI, dexametasona (DEXA), laser)
Tabela 63 Características dos estudos que compararam aflibercepte (AFLIBE)
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Korobelnik et al. 2015 215 | Revisão Sistemática com meta-análise direta e indireta (Última atualização outubro de 2013) Analisar a eficácia clínica do AFLIBE em relação a tratamentos de comparadores de interesse (DEXA, RANI ou FLU) para o gerenciamento de EMD | Envolve o centro da fóvea: confirmados pelo OCT nos estudos primários | 11 ECR, 3323 participantes | AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas (2q8) AFLIBE 2q8 | RANI 0.5 mg PRN DEXA 0.7mg Alto Risco de Viés (comparações indiretas, fornecido o valor de I2, utilizada para analisar heterogeneidade | não foi métrica a estatística) |
| Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 87,130 | 2 ECR- VISTA e VIVID | Comparar a eficácia e segurança da injeção de AFLIBE com fotocoagulação macular a laser em pacientes com EMD. | Envolve o centro da fóvea (espessamento retiniano envolvendo 1 mmda CST e BCVA entre 73 e 24 letras) 872 olhos | AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas (2q4) AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas (2q8) | Fotocoagulação macular a laser | Alto risco de viés (desfecho incompleto |
| DO et al. 2012 eDO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 | ECR- the DAVINCI Study | Comparar as diferentes doses e regimes de dosagens de AFLIBE e fotocoagulação a laser em olhos com EMD | Envolve o centro da mácula (BVCA entre 20/40-20/320 e CRT ≥ 250µm) 221 participantes | AFLIBE 0.5 mg a cada 4 semanas + laser placebo (0.5q4); AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas+ laser placebo + injeção placebo (2q4); AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois a cada 8 semanas + laser placebo + injeção placebo (2q8); AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois quando necessário + laser placebo (2PRN) | Fotocoagulação macular a laser na linha de base e se necessário + injeção de placebo (laser + injeção placebo) | Alto Risco de Viés (desfecho incompleto) |
EMD: edema macular diabético; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; OCT: Tomografia de coerência óptica; ECR: ensaio clínico randomizado; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; 2q4: AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas; 2q8:AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas; 0.5q4: AFLIBE 0.5 mg a cada 4 semanas + laser placebo;2q4:AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas + laser placebo + injeção placebo;2q8:AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois a cada 8 semanas + laser placebo + injeção placebo;2PRN: AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois quando necessário + laser placebo; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; FLU: fluocinolona intravítreo; DEXA: dexametasona intravítrea.
Tabela 64 Características da linha de base dos participantes dos estudos que compararam aflibercepte (AFLIBE)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenç ão | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual†, média EDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Korobelnik et al. 2015 215 | AFLIBE 2q8 AFLIBE 2q8 | RANI 0.5 mg PRN DEXA 0.7mg | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 11-12 meses |
| 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA | 1) ECR: VISTA |
| Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 87,130 | AFLIBE 2q4 AFLIBE 2q8 | Laser | 154 151 | 154 | 62.0 (11.2) 63.1 (9.4) | 61.7 (8.7) | 56.5 vs. 55.2 51.7 vs. 55.2 | 7.9 (1,6) vs. 7.6 (1,7) 7.9 (1,6) vs. 7.6 (1,7) | 58.9 (10.8) vs. 59.7 (10.9) 58.9 (10.8) vs. 59.7 (10.9) | 485 (157) vs. 483 (153) ** 479 (154) vs. 483 (153) ** | 100 e 148 semanas |
| 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID | 2) ECR: VIVID |
| AFLIBE 2q4 | Laser | 136 135 | 132 | 62.6 (8.6) 64.2 (7.8) | 63.9 (8.6) | 61 vs. 59.1 65.2 vs. 59.1 | 7.8 (1,5) vs. 7.7 (1,3) 7.7 (1,4) vs. 7.7 (1,3) | 60.8 (10.7) vs. 60.8 (10.6) 58.8 (11.2) vs.60.8 (10.6) | 502 (144) vs. 540 (152) ** 518 (147) vs. 540 (152) ** | 100 e 148 semanas | |
| AFLIBE 2q8 AFLIBE 0.5q4 + laser placebo | 44 | 62.3 (10.7) | 54.5 vs. 61.4 | 8.10 (1,91) vs.7.93 (1,84) | 59.3 (11.2) vs. 57.6 (12.5) | 426.1 (128.3) vs. 440.6 (145.4) * | |||||
| DO et al. 2012 eDO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 | AFLIBE + laser placebo + injeção placebo AFLIBE a2q8 + laser placebo + injeção placebo AFLIBE | Laser + injeção de placebo | 44 42 | 44 | 62.1 (10.5) 62.5 (11.5) | 64.0 (8.1) | 61.4 vs. 61.4 52.4 vs. 61.4 | 8.08 (1,94) vs.7.93 (1,84) 7.85 (1,72) vs.7.93 (1,84) | 59.9 (10.1) vs. 57.6 (12.5) 58.8 (12.2) vs. 57.6 (12.5) | 456.6 (135.0) vs. 440.6 (145.4) * 434.8 (111.8) vs. 440.6 (145.4) * | 24 e 52 semanas |
| 2PRN+ laser placebo | 45 | 60.7 (8.7) | 64.4 vs. 61.4 | 7.97 (1,71) vs.7.93 (1,84) | 59.6 (11.1) vs. 57.6 (12.5) | 426.6 (152.4)vs. 440.6 (145.4) * |
ECR: ensaio clínico randomizado; CRT: espessura central da retina*; CST: espessura do subcampo central**;HbA1c: hemoglobina glicada; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; 2q4: AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas; 2q8:AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas; 0.5q4: AFLIBE 0.5 mg a cada 4 semanas + laser placebo;2q4:AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas + laser placebo + injeção placebo;2q8:AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois a cada 8 semanas + laser placebo + injeção placebo;2PRN: AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois quando necessário + laser placebo; DP: desvio padrão; NR: não reportado.
Tabela 65 Desfechos de eficácia dos estudos que compararam aflibercepte (AFLIBE)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Meta-análise de comparação direta Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 12 meses | NR | NR | ||||
| Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática | AFLIBE 2q8/ Laser placebo | Laser/ injeção de placebo | DM: 10.01 (IC 95% 8.32, 11.69); I2= 0%; 2 ECR | <0.05 | ||
| com meta- análise direta e indireta) | RANI 0.5 mg PRN/ Laser placebo | Laser/ injeção de placebo | DM: 5.19 (IC 95% 3.63, 6.75); I2= 0%; 2 ECR | <0.05 | ||
| AFLIBE 2q8 | RANI 0.5 mg PRN | Meta-análise de comparação indireta 1) Método de comparações de tratamentos mistos(MTC): A) Efeito fixo; B) Efeito randômico e 2) Método de Bucher: C) Efeito fixo; D) Efeito randômico Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 12 meses 1) A) DM: 4.67 (IC 95% 2.45, 6.87); I2= NR; 10 ECR, 3060 participantes | A) <0.05 B) <0.05 | |||
| B) DM: 4.67 (IC 95% 1.85,7.52); 2) C) DM: 4.82 (IC 95% 2.52-7.11); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes | C) <0.05 | |||||
| D) DM: 4.82 (IC 95% 2.52-7.11); Ganho ≥ 10 letras após 12 meses 1) A) RR: 1.32 (IC 95% 0.98,1.78); I2= NR; 6 ECR, 2810 participantes | D) <0.05 A) >0.05;>0.05; | |||||
| OR:1.64 (IC 95% 0.97, 2.78); | ||||||
| B) RR: 1.19 (IC 95% 0.90, 1.57); OR:1.59 (IC 95% 0.75, 3.35); | B) >0.05;>0.05; | |||||
| 2) C) RR: 0.993 (IC 95% 0.65, 1.52); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes OR:1.32 (IC 95% 0.74, 2.35); | C) >0.05;>0.05; | |||||
| D) RR: 1.00 (IC 95% 0.6, 1.66); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes OR:1.32 (IC 95% 0.65, 2.68); | D) >0.05;>0.05; |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perda ≥ 10 letras após 12 meses 1) A) RR: 0.27 (IC 95% 0.07, 0.90); I2= NR; 6 ECR, 2810 participantes OR: 0.27 (IC 95% 0.07, 0.90); | A) <0.05;<0.05; | NR | NR | |||
| B) RR: 0.28 (IC 95% 0.06, 1.29); OR: 0.26 (IC 95% 0.05, 1.31); | B) >0.05;>0.05; | |||||
| 2) C) RR: 0.31 (IC 95% 0.09; 1.04]); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes OR: 0.28 (IC 95% 0.08; 0.99); | C) >0.05;<0.05; | |||||
| D) RR: 0.31 (IC 95% 0.09, 1.09); OR: 0.27 (IC 95% 0.08, 0.94); | D) >0.05;<0.05; | |||||
| Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- | Ganho ≥ 15 letras após 12 meses 1) A) RR: 1.78 (IC 95% 0.96, 3.29); I2= NR; 6 ECR, 2810 participantes OR: 1.90 (IC 95% 0.95, 3.75); | A) >0.05;>0.05; | ||||
| análise indireta) | B) RR: 1.42 (IC 95% 0.93, 2.24]); OR: 1.87 (IC 95% 0.87, 4.16); | B) >0.05;>0.05; | ||||
| 2) C) RR: 1.49 (IC 95% 0.78, 2.85); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes OR: 1.74 (IC 95% 0.83, 3.65); | C) >0.05;>0.05; | |||||
| D) RR: 1.49 (IC 95% 0.78, 2.85]); OR: 1.74 (IC 95% 0.83, 3.65); | D) >0.05;>0.05; | |||||
| Perda ≥ 15 letras após 12 meses 1) A) RR: 0.13 (IC 95% 0.004, 1.35); I2= NR; 6 ECR, 2810 participantes OR: 0.13 (IC 95% 0.004, 1.35); | A) >0.05;>0.05; | |||||
| B) RR: 0.14 (IC 95% 0.007-1.52); OR: 0.14 (IC 95% 0.006, 1.53); | B) >0.05;>0.05; | |||||
| 2) C) RR: 0.24(IC 95% 0.03, 1.90]); I2= NR; 4 ECR, 1611 participantes OR: 0.23 (IC 95% 0.03, 1.86); | C) >0.05;>0.05; | |||||
| D) RR: 0.26 (IC 95% 0.03, 2.11]); I2= NR; 4 ECR, OR: 0.23 (IC 95% 0.03-1.86); | D) >0.05;>0.05; |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 87,130 (VISTA/ VIVID) | 2q4 2q8 | Laser | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e as semanas A) 100 e B) 148 1) ECR: VISTA; 2) ECR: VIVID 1) 2q4 DM(DP): A) 11.5 (13.8); B) 10.4 (14.2) 1) 2q8 DM(DP): A) 11.1 (10.7); B) 10.5 (12.7) 1)) Laser DM(DP): A) 0.9 (13.9); B) 1.4 (14.5) 2)2q4 DM(DP): A) 11.4 (11.2); B) 10.3 (12.5) 2) 2q8 DM(DP): A) 9.4 (10.5); B) 11.7 (10.1) 2) Laser DM(DP): A) 0.7 (11.8); B) 1.6 (12.7) Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras na semana A) 100 e B) 148 1) 2q4 %: A) 38.3; B) 42.9 1) 2q8 %: A) 33.1; B) 35.8 1) Laser %: A) 13.0; B) 13.6 | 1) A) <0.0001; B) <0.0001▲ 2) A) <0.0001; B) <0.0001▲ 1) A) <0,001; B) <0,0001▲ 2) A) ≤0,0001; B) | Alteração média da CST (µm) entre a linha de base e a semana A) 100 e B) 148 1) ECR: VISTA; 2) ECR: VIVID 1) 2q4: A) -191.4 (180.0); B) -200.4 1) 2q8: A) -191.1 (160.7); B) -190.1 1)) Laser: A) -83.9 (179.3); B) -109.8 2)2q4: A) -211.8 (150.9); B) -215.2 2) 2q8: A) -195.8 141.7; B) -202.8 2) Laser:A) -85.7 (145.8); B) -122.6 | 1) A) <0.0001; B) <0.0001▲ 2) A) <0.0001; B) <0.0001▲ |
| DO et al. 2012 eDO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 | 0.5q4 2q4 2q8 2PRN | Laser + injeção de placebo | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida entre a linha de base (letras) e A) 24, B) 52 semanas 0.5q4: A) 8.6; B)11.0 2q4: A) 11.4; B)13.1 2q8: A) 8.5; B) 9.7 2PRN: A) 10.3; B)12.0 Laser/ injeção de placebo: A) 2.5; B) -1.3 Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras entre a linha de base (letras) e A) 24, B) 52 semanas 0.5q4 %: A:34; B:40.9 2q4 %: A:32; B: 45.5 2q8%: A:17; B: 23.8 2PRN %: A:27; B:42.2 | A) ≤ 0.0085; B) ≤0.0001▲ A) NR; B)0.0031▲ A) NR; B)0.0007▲ A) NR; B)0.1608▲ A) NR; B)0.0016▲ | Média da redução da CRT (µm) entre a linha de base e A)24 e B)52 semanas 0.5q4: A) -144.6; B) -165.4 2q4: A) -194.5.4; B) -227.4 2q8: A) -127.3; B) - 187.8 2PRN: A) -153.3; B) - 180.3 Laser/ injeção de placebo: A) -67.9 B) - 58.4 | A) <0.0001; B) <0.0002▲ |
Ajustado pela acuidade visual de melhor corrigida da linha de base*; Método de comparação de tratamentos mistos (MTC) foi utilizado quando houvesse uma rede conectada com três ou mais estudos**;Método de Bucher ou método de comparação indireta ajustada foi utilizado quando pelo menos um estudo de comparação direta 'headtohead' tivesse sido encontrado***; Valor de p intervenção versus controle▲; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; 2q4: AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas; 2q8:AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas; 0.5q4: AFLIBE 0.5 mg a cada 4 semanas + laser placebo;2q4:AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas + laser placebo + injeção placebo;2q8:AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois a cada 8 semanas + laser placebo + injeção placebo;2PRN: AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois quando necessário + laser placebo; DM: diferença de médias; OR: oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises; NR: não reportado; NA: não se aplica.
Tabela 66 Desfechos de segurança dos estudos que compararam aflibercepte (AFLIBE)
| Eventos Adversos | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. RANI 05.mg PRN (Método MTC) * | Valor de p | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta-análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. DEXA 0.7 mg (Método de Bucher) ** | Valor de p | Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 (VISTA/ VIVID) 87,130 2q4 vs. 2q8 vs. laser | Valor de p | DO et al. 2012 e DO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 0.5q4 vs. 2q4 vs.2q8 vs. 2PRN vs. laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Eventos Adversos totais | A) RR: 0.79 (IC 95% 0.55,1.10); I2= NR; 5 ECR, 1739 participantes; OR:0.61 (IC 95% 0.29,1.26); B) RR: 0.88 (IC 95% 0.64,1.15); OR:0.58 (IC 95% 0.18, 1.82) | A) >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos Adversos totais | A) RR: 0.76 (IC 95% 0.47, 1.26); I2= NR; 5 ECR, 1739 participantes; OR:0.71 (IC 95% 0.39,1.32); B) RR: 0.82 (IC 95% 0.47, 1.42); OR:0.74 (IC 95% 0.31, 1.72) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos Adversos oculares sérios totais | A) RR: 0.28 (IC 95%0.06, 1.24); I2= NR; 5 ECR, 1739 participantes; OR:0.27 (IC 95% 0.05,1.25); B) RR: 0.30 (IC 95% 0.05, 2.49); OR:0.28 (IC 95% 0.05, 2.58) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | A) ▲eB) ◊ n(%): (A)15 (5.2); B)25 (8.6) vs. A) 11 (3.8); B) 18 (6.3) vs. A) 17 (5.9); B)18 (6.3) | >0.05 | NR | NR |
| Eventos Adversos não oculares sérios totais | A) RR: 0.60 (IC 95% 0.32, 1.14); I2= NR; 4 ECR, 1343 participantes; OR:0.53 (IC 95% 0.24,1.17); B) RR: 0.67 (IC 95% 0.29, 1.66); OR:0.53 (IC 95% 0.12, 2.11) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos Adversos | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. RANI 05.mg PRN (Método MTC) * | Valor de p | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta-análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. DEXA 0.7 mg (Método de Bucher) ** | Valor de p | Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 (VISTA/ VIVID) 87,130 2q4 vs. 2q8 vs. laser | Valor de p | DO et al. 2012 e DO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 0.5q4 vs. 2q4 vs.2q8 vs. 2PRN vs. laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Eventos Adversos oculares totais | A) RR: 0.75 (IC 95% 0.54,1.05); I2= NR; 4 ECR, 1343 participantes; OR:0.60 (IC 95% 0.32,1.09); B) RR: 0.85 (IC 95% 0.58,1.25); OR:0.58 (IC 95% 0.16, 1.87) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos Adversos não oculares totais | A) RR: 1.09 (IC 95% 0.87, 1.40); I2= NR; 3 ECR, 1215 participantes; OR:1.27 (IC 95% 0.65, 2.42); B) RR: 1.03 (IC 95% 0.80,1.56); OR:1.22 (IC 95% 0.23, 6.18) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA tromboembolísticos definidos pela Colaboração dos participantes de ensaios clínicos | NR | NR | NR | NR | A) ▲eB) ◊ n (%): A)21 (7.2); B)31 (10.7) vs. A) 16 (5.6); B) 21 (7.3) vs. A) 12 (4.2) B)22 (7.7) | NR | NR | NR |
| Participantes com pelo menos umEA sistêmico sério | NR | NR | NR | NR | NR | NR | Em 52 semanas: n (%): 14 (31.8) vs. 13 (29.5) vs. 12 (28.6) vs. 6 (13.3) vs. 10 (22.7) | NR |
| Dor nos olhos | A) RR: 0.98 (IC 95% 0.38, 2.70); I2= NR; 4 ECR, 1343 participantes; OR: 0.97 (IC 95% 0.34, 2.94); B) RR: 0.96 (IC 95% 0.23, 3.91); | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | A) RR: 0.80 (IC 95% 0.29, 2.21); I2= NR; 3 ECR, 1123 participantes; OR: 0.79 (IC 95% 0.26,2.38); B) RR: 0.78 (IC 95% 0.27, | A) >0.05; >0.05; | NR | NR | n (%)●: 3 (6.8) vs. 4 (9.1) vs. 3 (7.1) vs. 5 (11.1) vs. 2 (4.5) | NR |
| Eventos Adversos | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. RANI 05.mg PRN (Método MTC) * | Valor de p | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta-análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. DEXA 0.7 mg (Método de Bucher) ** | Valor de p | Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 (VISTA/ VIVID) 87,130 2q4 vs. 2q8 vs. laser | Valor de p | DO et al. 2012 e DO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 0.5q4 vs. 2q4 vs.2q8 vs. 2PRN vs. laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Catarata | A) RR: 3.93 (IC 95% 0.77, 32.74); I2= NR; 3 ECR, 1215 participantes; OR: 4.09 (IC 95% 0.76,34.86); B) RR: 3.83 (IC 95% 0.52, 43.72); OR:4.16 (IC 95% 0.49, 50.98); | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 A) RR: 0.42 (IC 95% 0.13, 1.39); I2= NR; 3 ECR, 1123 participantes; OR: 0.40 (IC 95% 0.11, 1.40); B) RR: 0.43 (IC 95% 0.12, 1.63); OR: 0.41 (IC 95% 1.64) | 0.10, A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | A) ▲eB) ◊ n (%): A) 7 (2.4); B)9 (3.1) vs. 3 (1.0); B) 6 (2.1) vs. A) 1 (0.3); B)1 (0.3) | NR | NR | NR | |
| Hipertensão | A) RR: 0.95 (IC 95% 0.44, 2.07); I2= NR; 4 ECR, 1343 participantes; OR: 0.95 (IC 95% 0.40, 2.22); B) RR: 0.95 (IC 95% 0.37, 2.55); OR:0.94 (IC 95% 0.28, 3.14) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | n (%)●:4 (9.1%) vs. 7 (15.9%) vs. 2 (4.8%) vs. 4 (8.9%) vs. 3 (6.8%) Em 52 semanas: 0 vs. 2 (4.5%) vs. 1 (2.4%) vs. 0 vs. 0 | NR |
| Mortalidade por todas as causas | A) RR: 2.90 (IC 95% 0.20, 50.4); I2= NR;3 ECR, 1215 participantes; OR: 3.06 (IC 95% 0.18, 60.01); B) RR: 2.76 (IC 95% 0.13, 79.02); OR:2.83 (IC 95% 0.11, 85.27) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Edema macular | NR | NR | A) RR: 0.22 (IC 95% 0.03, 1.67); I2= NR; 2 ECR, 657 participantes; OR: 0.21 (IC 95% 0.03, 1.69); B) RR: 0.22 (IC 95% 0.03, 1.64); OR: 0.21 (IC 95% 0.03, 1.70) B) | A) >0.05; >0.05; >0.05; >0.05 | NR | NR | (%)●:0 vs. 0 vs. 0 vs. 0 vs. 1 (2.3%) | NR |
| Eventos Adversos | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. RANI 05.mg PRN (Método MTC) * | Valor de p | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta-análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. DEXA 0.7 mg (Método de Bucher) ** | Valor de p | Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 (VISTA/ VIVID) 87,130 2q4 vs. 2q8 vs. laser | Valor de p | DO et al. 2012 e DO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 0.5q4 vs. 2q4 vs.2q8 vs. 2PRN vs. laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acuidade visual reduzida | NR | NR | A) RR: 0.64 (IC 95% 0.24, 1.67); I2= NR; 3 ECR, 1123 participantes; OR: 0.61 (IC 95% 0.21, 1.77); B) RR: 0.64 (IC 95% 0.17, 2.40); OR :0.61 (IC 95% 0.21, 1.77) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | n (%)●: 0 vs. 0 vs. 0 vs. 1 (2.3%) | NR |
| Hemorragia Vítrea | NR | NR | A) RR: 0.30 (IC 95% 0.07, 1.39); I2= NR;3 ECR, 1123 participantes; OR: 0.28 (IC 95% 0.06, 1.38); B) RR: 0.18 (IC 95% 0.02, 1.65]); OR: 0.16 (IC 95% 0.02, 1.54) | A) >0.05; >0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | n(%)●: 0 vs. 0 vs. 0 vs. 0 vs. 1 (2.3%) | NR |
| Hemorragia Conjuntival | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%)●: 8 (18.2) vs. 5 (11.4) vs. 11 (26.2) vs. 9 (20.0) vs. 8 (18.2) | NR |
| PIO elevada | NR | NR | A) RR: 0.08 (IC 95% 0.02, 0.42); I2= NR;3 ECR, 1123 participantes; OR: 0.07 (IC 95% 0.01, 0.37); B) RR: 0.13 (IC 95% 0.01, 1.79); OR: 0.11 (IC 95% 0.01, 1.54) | A) <0.05; <0.05; B) >0.05; >0.05 | NR | NR | n(%)●: 5 (11.4) vs. 6 (13.6) vs. 4 (9.5) vs. 2 (4.4) vs. 1 (2.3) | NR |
| Hiperemia ocular | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%)●: 4 (9.1) vs. 1 (2.3) vs. 3 (7.1) vs. 3 (6.7) vs. 2 (4.5%) | NR |
| Eventos Adversos | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta- análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. RANI 05.mg PRN (Método MTC) * | Valor de p | Korobelnik et al. 2015 215 (Revisão Sistemática com meta-análise indireta) AFLIBE 2q8 vs. DEXA 0.7 mg (Método de Bucher) ** | Valor de p | Brown et al. 2015 e Heier et al. 2016 (VISTA/ VIVID) 87,130 2q4 vs. 2q8 vs. laser | Valor de p | DO et al. 2012 e DO et al. 2011 (DA VINCI) 128,129 0.5q4 vs. 2q4 vs.2q8 vs. 2PRN vs. laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Flocos vítreos | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%)●: 4 (9.1) vs. 2 (4.5) vs. 2 (4.8) vs. 1 (2.2) vs. 2 (4.5%) | NR |
*Método de comparação de tratamentos mistos (MTC) foi utilizado quando houvesse uma rede conectada com três ou mais estudos; ** Método de Bucher ou método de comparação indireta ajustada foi utilizado quando pelo menos um estudo de comparação direta 'headtohead' tivesse sido encontrado; Em 100 semanas de seguimento▲; Em 148 semanas de seguimento ◊; Em 24 semanas de seguimento●; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; AFLIBE: injeção de aflibercepte intravítrea; 2q4: AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas; 2q8:AFLIBE 2 mg 5 doses mensais iniciais e depois a cada 8 semanas; 0.5q4: AFLIBE 0.5 mg a cada 4 semanas + laser placebo;2q4:AFLIBE 2 mg a cada 4 semanas + laser placebo + injeção placebo;2q8:AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois a cada 8 semanas + laser placebo + injeção placebo;2PRN: AFLIBE 2 mg 3 doses iniciais mensais e depois quando necessário + laser placebo; DEXA: dexametasona intravítreo; PIO: pressão intraocular; PRN: pro re nata , ou se necessário; OR: oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises; NR: não reportado.
5. Revisão Sistemática com meta-análise de comparações diretas e ensaios clínicos randomizados: esteroides intravítreos
5.1 Grupo Intervenção: análises incluindo mais de um esteroide intravítreo
Tabela 67 Características da revisão sistemática com meta-análise que comparou mais de um esteroide intravítreo
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Grover e Chong, 2008 212 | Revisão Sistemática com Meta-análise (Última atualização junho de 2007) | Efetividade e segurança de esteroides intravítreos no tratamentoEMD | Envolve o centro da fóvea: confirmados pelo OCT nos estudos primários | 7 ECR, 632 olhos | FLU DEXA | tratamento, placebo, fotocoagulação laser grid Outros tratamentos (tratamento padrão ou observação) | Baixo Risco de Viés |
EMD: edema macular diabético; OCT: Tomografia de coerência óptica; ECR: ensaio clínico randomizado; ECR: ensaios clínicos randomizados; CST: espessura do subcampo central; TRI: injeção de triancinolona intravítreo; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; DEXA: implante de dexametasona intravítreo.
Tabela 68 Características da linha de base dos participantes dos estudos incluídos na revisão sistemática com meta-análise que comparou mais de um esteroide intravítreo
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual, média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Grover e Chong, 2008 212 | TRI FLU DEXA | Outros tratamento s | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3,6,9,12,24 E 36 meses |
TRI: injeção de triancinolona intravítreo; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; DEXA: implante de dexametasona intravítreo;ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup; Masc.: masculino; HbA1c: hemoglobina glicada; DP: desvio padrão; NR: não reportado.
Tabela 69 Desfechos de eficácia da revisão sistemática com meta-análise que comparou mais de um esteroide intravítreo
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Grover e Chong, 2008 212 (Revisão Sistemática com Meta- análise) | TRI | Outros tratamentos | Alteração na acuidade visual (logMAR) em A) 3 meses; B) 6 meses; C) 9 meses e D) 24 meses. A) DM: -0.15 (IC 95%: -0.21, -0.09); I2= 71% (Significativo); 3 ECR, NR pacientes B) DM: -0.23 (IC 95%: -0.33, -0.13); I2= 0%; 2 ECR, NR pacientes C) DM: -0.29 (IC 95%: -0.47, -0.11); I2= NA; 1 ECR, NR pacientes D) DM: -0.11 (IC 95%: -0.20, -0.03); I2= NA; 1 ECR, NR pacientes Ganho ≥1 linhas na acuidade visual aos A) 3 meses; B) 6 meses e C) 24 meses A) RR: 2.85 (IC 95%: 1.59, 5.10); I2= 0%; 2 ECR, 105 pacientes B) RR: 1.25 (IC 95%: 0.66, 2.38); I2= NA%; 1 ECR, 32 pacientes C) RR: 2.17 (IC 95%: 1.15, 4.11); I2= NA; 1 ECR, 69 pacientes Ganho ≥3 linhas na acuidade visual aos A) 3 meses e B) 24 meses | <0.00001 <0.00001 0.0016 0.0086 | Alteração na espessura da retina (µm) em A) 3 meses; B) 6 meses; C) 9 meses e D) 24 meses A) DM: -131.97 (IC 95%: -169.08, -94.86); I2= 49%; 2 ECR, NR pacientes B) DM: -135.0 (IC 95%: -194.50, -75.50); I2= NA; 1 ECR, NR pacientes C) DM: -133.0 (IC 95%: -199.86, -66.14); I2= NA; 1 ECR, NR pacientes D) DM: -59.0 (IC 95%: -103.50, -14.50); I2= NA; 1 ECR, NR pacientes | <0.00001 <0.00001 0.000097 0.0094 |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| FLU | Outros | A) RR: 1.92 (IC 95%: 0.50, 7.40); I2= 41%; 2 ECR, 105 pacientes B) RR: 4.12 (IC 95%: 0.48, 34.99); I2= NA%; 1 ECR, 69 pacientes | 0.34 0.19 | |||
| tratamentos | Ganho ≥3 linhas na acuidade visual aos A) 12 meses e B) 36 meses A) RR: 2.73 (IC 95%: 0.63, 11.92); I2= NA; 1 ECR, 69 pacientes | >0.05 | ||||
| DEXA | Outros tratamentos | Melhoria de >2 linhas na acuidade visual aos 3 meses RR:2.75 (IC 95% 1.59, 4.76) | <0.05 |
TRI: injeção de triancinolona intravítreo; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; DEXA: implante de dexametasona intravítreo; RR: risco relativo; DM: diferença de médias; IC 95%: intervalo de confiança; NR: não reportado; não se aplica; I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
Tabela 70 Desfechos de segurança dos estudos incluídos na revisão sistemática de Grover e Chong, 2008 212 que comparou mais de um esteroide intravítreo
| Eventos Adversos | Sutter et al. 2004 TRI vs. Placebo | Valor de p | Avitable et al. 2005 TRI vs. Laser | Valor de p | Jonas et al. 2006 TRI vs. Placebo | Valor de p | Audren et al. 2006 TRI vs. Sem tratamento | Valor de p | Pearson et al. 2002 FLU vs. Tratamento padrão (laser ou observação) | Valor de p | Pearson et al. 2005 FLU vs. Tratamento padrão (laser ou observação) | Valor de p | Kuppermann et al. 2007 DEXA vs. Observação | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EA sérios oculares | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total: 18 (43.1%) de 41 vs. 6 (21%) de 28 | NR | NR | NR | NR | <0.001 | |
| IOP elevada n (%) total: 10 (29%) 34 vs. 1(3%) de 35 | de NR | n (%) total: 9 (21%) de 42 vs. 0 (0%) | NR | 25 | n (%) total:17 (65%) de vs. NR | 0.003 | n (%) total: 9 (53%) de 17 vs. NR | NR | n (%) total: 5 (12%) de 41 vs. 0 (0%) de 28 | NR | n (%) total: 75 (59%) de 127 vs. 4 (6%) de 70 | n (%) total: 30 (15%) de 201 vs. 4 (4%) de 105 | <0.001 |
| Eventos Adversos | Sutter et al. 2004 TRI vs. Placebo | Valor de p | Avitable et al. 2005 TRI vs. Laser | Valor de p | Jonas et al. 2006 TRI vs. Placebo | Valor de p | Audren et al. 2006 TRI vs. Sem tratamento | Valor de p | Pearson et al. 2002 FLU vs. Tratamento padrão (laser ou observação) | Valor de p | Pearson et al. 2005 FLU vs. Tratamento padrão (laser ou observação) Valor de p | Kuppermann et al. 2007 DEXA vs. Observação | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Progressão de catarata n 12 | (%) total: (43%) de 28 vs. 3 (14%) de 21 NR | n (%) total: 1 (2%) de 42 vs. 0 (0%) | NR | NR | NR | n (%) total: 0(0%) (0%) | vs. 0 | NR n (%) total: de 41 vs. | 10 (24%) 1 (4%) de 28 NR | n (%) total: (43%) de vs. NR | 55 127 | NR | NR |
| Redução na Acuidade Visual n vs. | (%) total: 6 (18%) de 34 13 (37%) de 35 | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total: 6 (14%) de 41 vs. 1 (4%) de 28 | NR n (%) (19%) de vs. 11 (16%) 70 | total: 24 127 de | n (%) total: 4 (2%) de 201 vs. 4 (4%) de 105 | NR | |
| Hemorragia Vítrea | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total:43 (24%) de 201 vs. 0 (0%) | <0.001 |
| Hemorragia Conjuntival | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total: 23 (11.4%) de 201 vs. 0 | <0.001 |
| Flocos Vítreos NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total: 22(10.94%) de 201 vs. 2 (1.9%) de 105 | 0.004 |
| Dor nos olhos NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR NR | NR | n (%) total: 34 (16.91%) de 201 vs. 5 (4.8) de 105 | 0.004 | |
| Irritação nos olhos | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR NR | NR | n (%) total: 27 (13.43%) de 201 vs. 2 (1.9%) de 105 | <0.001 | |
| Olhos avermelhados | NR NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR NR | n (%) total: 15 (7.41%0 de 201 vs. 1 (1%) de 105 | 0.01 | |
| Glaucoma n 10 | (%) total: (29%) de 34 vs. 0 NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%) total: 37 (29%) de 127 vs. NR NR | NR | NR |
TRI: injeção de triancinolona intravítreo; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; DEXA: implante de dexametasona intravítreo; NR: não reportado.
5.2 Grupo Intervenção: Injeção de triancinolona intravítrea (TRI) versus Grupo Controle: laser ou placebo
Tabela 71 Características dos ensaios clínicos randomizados que compararam triancinolona (TRI)
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Gillies et al. 2010 e Gillies et al. 2011 221,222 | ECR | Determinar se o pré-tratamento com TRI antes de fotocoagulação a laser é efetivo para o tratamento de olhos com EMD | Difuso ou focal. Envolve o centro da fóvea (CMT ≥ 250µm e BCVA entre 17 e 70 letras) | 54 participantes (84 olhos) | TRI 4 mg + laser após 6 meses | Injeção de placebo + laser | Baixo Risco de Viés |
| Beck et al. 2009 e DRCRNet, 2008 223,224 | ECR, DRCRNet | Avaliar a eficácia e segurança do TRI 1 mg e 4 mg em comparação com fotocoagulação focal/grid para o tratamento de EMD | Envolve o centro da fóvea (CST ≥ 250µm e BCVA entre 73 e 24 letras) | 693 participantes (840 olhos) | TRI 4 mg TRI 1 mg | Fotocoagulação Grid/focal (laser) | Baixo Risco de Viés ( DRCR.net, 2008 ) Alto risco de viés ( Beck at al. 2009 ) - Desfecho incompleto |
| Chew et al. 2007 225 | ECR, DRCRNet, piloto | Avaliar a segurança e eficácia das injeções sub-Tenon de TRI anterior e posterior isoladamente ou em combinação com fotocoagulação focal no tratamento de EMD. | Moderado; envolve o centro da fóvea (CST ≥ 250µm e BCVA ≥ 69 letras) | 109 pacientes (129 olhos) | 1) sub-Tenon posterior TRI 40 mg; 2) sub-Tenon anterior TRI 20 mg; 3) sub-Tenon posterior TRI 40 mg seguido por fotocoagulação focal na semana 4; 4) sub-Tenon anterior TRI 20 mg seguido por fotocoagulação focal na semana 4; | 5) Fotocoagulação focal (ETDRS modificado) | Alto risco de viés (Cegamento dos investigadores, relato seletivo de desfechos) |
| Lam et al. 2007 226 | ECR | Avaliar a eficácia de TRI seguido de fotocoagulação grid a laser, monoterapia de TRI e monoterapia de fotocoagulação a laser no tratamento deEMD | Envolve o centro da fóvea: CST ≥ 250µm (Protocolo ETDRS) | 111 participantes (111 olhos) | TRI 4 mg TRI 4 mg seguido de fotocoagulação grid a laser | Fotocoagulação grid a laser | Alto risco de viés (cegamento dos investigadores) |
EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; TRI: injeção de triancinolona intravítreo; CMT: espessura macular central; BVCA: acuidade visual melhor corrigida;ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup .
Tabela 72 Características da linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que analisaram injeção de triancinolona acetonida intravítrea (TRI)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual, média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Gillies et al. 2010 e Gillies et al. 2011 221,222 | TRI + laser | Injeção de placebo + laser | 42 42 | 65.4 | (9.5) | 66.9 (8.9) | 61.9 vs. 52.4 | 7.81 (1,44) vs. 8.02 (1,63) | 55.2 (12.5) vs. 55.5 (11.3) | 482.1 (122.7) vs. 477.4 (155.5) * | 6 e 24 meses |
| Beck et al. 2009 e DRCRNet, 2008 223,224 | TRI 4 mg TRI 1 mg | Laser | 254 256 | 330 | 51 53 | 50 | 51 vs. 50 53 vs. 50 | Mediana (IQR) 7.6 (6,8; 8,8) vs. 7.5 (6,6; 8,5) Mediana (IQR) 7.5 (6,8; 8,4) vs. 7.5 | Mediana (IQR): 62 (52, 67) vs.62 (53, 67) Mediana (IQR): 62 (54, 67) vs. 62 | Mediana (IQR): 396 (323, 484) vs. 398 (329, 505) ** Mediana (IQR): ** 405 (327, 514) vs. 398 | 2 e 3 anos |
| Chew et al. 2007 225 | TRI TRI + laser grid | Laser grid | 38 36 | 37 | 67.2 (9.8) 64.7 (10.3) | 66.2 (8.2) | 47 vs. 41 58 vs. 41 | NR | Logmar 0.72 (0.34) vs..0.64 (0.36) Logmar 0.69 (0.34) vs..0.64 (0.36) | 396 (91) vs. 385 (100) ** 424 (108) vs. 385 (100) ** | (2,4 ,9 ,17 e 26 semanas) 6 meses |
| Lam et al. 2007 226 | 1) sub-Tenon posterior TRI 40 mg | 21 | 58 (12) | 38 vs. 55 | 7.3 (1,6) vs. 7.9 (1,7) | 79 (4) vs. 80 (5) | 321 (53) vs. (324 70) ** | ||||
| 2) sub-Tenon anterior TRI 20 mg | 3) sub-Tenon posterior TRI mg + laser | Fotocoagu lação focal | 23 22 | 38 | 60 (8) | 58 (11) | 78 vs. 55 | 8.1 (1,7) vs. 7.9 (1,7) | 81 (5) vs. 80 (5) | 342 (79) vs. (324 70) ** 319 (59) vs. (324 70) ** | 4,8 17 e 34 semanas |
| 4) sub-Tenon | 40 | 64 (7) | 82 vs. 55 | 7.8 (1,3) vs. 7.9 (1,7) | 79 (7) vs. 80 (5) | ||||||
| anterior TRI 20 mg + laser | 25 | 63 | (13) | 68 vs. 55 | 7.5 (1,8) vs. 7.9 (1,7) | 78 (6) vs. 80 (5) | 336 (58) vs. (324 70) ** |
CRT*: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central**; CMT: espessura macular central***; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; DP: desvio padrão; IQR: intervalo interquartil; NR: não reportado.
Tabela 73 Desfechos de eficácia de ensaios clínicos randomizados que compararam injeção de triancinolona acetonida intravítrea (TRI)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Gillies et al. 2010 e Gillies et al. 2011 221,222 | TRI + laser | Injeção de placebo + laser | Ganho médio da acuidade visual (letras) aos A) 6 meses B) 24 meses DMTRI/Laser: A)1.55; B) 0.76 DMinjeção de placebo/Laser: A)1.78; B) -1.46 Porcentagem de pacientes com ganho de ≥5 letras na acuidade visual aos 6 meses (BCVA) TRI/Laser %: 43; Injeção de placebo/ Laser %:38 Ganho (OddsRatio) de >10 letras na acuidade visual aos 24 meses OR (IC 95%): 2.79 (1.01-7.67) | A)0.909 B)0.439 0.807 0.047 | Redução média da CMT (µm) entre a linha de base A) 6 meses B) 24 meses DMTRI/Laser: A) 98.5; B)137.1 DMinjeção de placebo/Laser: A) 45.8; B)109.6 | A)0.016 B)0.349 |
| Beck et al. 2009 e DRCRNet, 2008 223,224 | TRI 4 mg TRI 1 mg | Laser | Alteração média da acuidade visual (letras) entre a linha de base e A) 2 anos e B) 3 anos DM(DP) TRI 4mg: A) -3 (22); B)0 (21) DM(DP) TRI 1mg: -2 (18); B) 0 (16) DM(DP) Laser: A) 1 (17); B) 5 (17) ∆ (IC 95%) TRI 4mg - Laser: A) 4.5 (1.4, 10.3); B) 4.7 (0.0, 9.5) | A)0.49**(TRI 4 vs.1mg) A)0.002*; B) >0.05* A) 0.02*; B) <0.05*** A) <0.05; B) >0.05 | Mudança na CST (µm) entre a linha de base e A) 2 anos B) 3 anos DM(DP) TRI 4mg: A) -77 (160); B) -126 (159) DM(DP) TRI 1mg: -86 (167); B) -124 (184) DM(DP) Laser: A) -139 (148); B) -175 (149) | A)0,91**(TRI 4 vs.1mg) A) <0,001*; B) NR A) <0,001*; B) NR |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Chew et al. 2007 225 (DRCRNet) | 1) sub- Tenoniana posterior TRI 40 mg 2) sub- Tenoniana anterior TRI 20 mg 3) sub- Tenoniana posterior TRI 40 mg + laser 4) sub- Tenoniana anterior TRI | 5) Fotocoagula ção focal | Alteração média da acuidade visual (letras) entre a linha de base e A) 4 B) 8, C) 17 e D) 34 semanas 1) DM(DP):DM (DP): A) 1 (4) ;B) 0 (7); C) -1 (6); D) -4 (11) 2) DM(DP):A) -1 (4); B) -1 (6); C) -2 (5); D) -1 (5) 3)DM (DP): A) -2 (6); B)0 (4); C) -1 (7); D) -3 (15) 4)DM (DP): A) -1 (5); B) 0 (6); C) -1 (7); D) -1 (7) 5)A) -1 (5); B) -1 (5); C) -2 (5) ; D)-2 (12) | 0.94 (comparando os 5 grupos vs. Fotocoagulaçã o focal) | Redução média da CST (µm) entre a linha de base e A) 4, B) 8, C) 17 e D) 34 semanas 1)DM (DP): A) -47 (51); B) -29 (62); C) - 24 (91); D) - 31 (113) 2)DM (DP): A) -27 (36); B) - 38 (44); C) - 50 (49); D) - 45 (56) 3)DM (DP): A) - 16 (60); B) -25 (55); C) -52 (45); D) - 45 (70) 4)DM (DP): A) -37 (66); B) - 44 (64); C) - 49 (79); D) - 68 (60) 5) DM(DP): A) -10 (53); B) - 27 (49); C) -30 (60); D) - 54 (62) | D) 0.46 (comparando os 5 grupos vs. Fotocoagulação focal) |
| Lam et al. 2007 226 | TRI TRI + laser grid | Laser grid | Ganho médio da acuidade visual de melhor corrigida (letras LogMAR) entre a linha de base e as semanas A)2; B) 4; C)9; D)17; E)26 DM(DP) TRI: A)2.1 (7.6); B)3.5 (7.9); C) 4.5 (9.5); D)0.8 (10.9); E) -0.7 (10.7) DM(DP) TRI/Laser grid: A)2.3 (7.9); B)2.9 (8.9); C)1.6 (8.0); D)1.8 (7.9); E) -1.1 (10.8) DM(DP) Laser grid: A) 0.5 (6.5); B) -0.2 (6.7); C)0.4 (7.3); D)1.0 (10.3); E) -1.6 (11.5) | A) 0.53 B)0.096 C)0.10 D)0.91 E) 0.93 (Diferença entre os grupos) | Redução média da CRT (%) (DP) entre a linha de base e as semanas A)2; B) 4; C) 9; D)17; E)26 DM(DP) TRI: A) 43 (34); B) 52 (42); C) 46 (44); D) 20 (56); E) 22 (51) DM(DP) TRI/Laser grid: A) 48 (39); B) 59 (39); C) 60 (30); D) 58 (39); E) 48 (51) DM(DP) Laser grid: A)12 (39); B) -7 (54); C) -3 (63); D) 18 (58); E)17 (78) | A) <0.001 B) <0.001 C) <0.001 D) 0.001 E)0.070 (Diferença entre os grupos) |
Valor de p intervenção versus controle*; valor de p TRI 4 mg versus TRI 1mg**; Valor de p intervenção versus controle (diferença ajustada) ***; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; TRI: injeção de triancinolona acetonida intravítreo; ∆: diferença; DM: diferença de médias; OR: Oddsratio ou razão de chances; RR: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; DP: desvio padrão.
Tabela 74 Desfechos de segurança de ensaios clínicos randomizados que compararam injeção de triancinolona acetonida intravítrea (TRI)
| Autor, ano: Eventos Adversos | Gillies et al. 2010 e Gillies et al. 2011 221,222 TRI/ laser vs. Injeção de placebo/ laser | Valor de p | Beck et al. 2009 e DRCRNet, 2008 223,224 TRI 4 mg vs. TRI 1 mg vs. Laser | Valor de p | Chew et al. 2007 (DRCRNet) 225 TRI posterior vs. TRI anterior vs. Laser | Valor de p | Lam et al. 2007 226 TRI vs. TRI + laser grid vs. Laser grid | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PIO elevada n (%) total (>22mmHg): (60%) de 42 vs. 15 (36%) 42 * (≥5mmHg): 29 (69%) de vs. 17 | 25 de 42 (40%) de 42 * 0.029 0.009 | (≥10mmHg) em A) ♦ e B) ♦♦: n (%): A) 85 (33); %: B) 33 vs. n (%): 41 (16); %: B) 18 vs. n (%): A) 12 (4); %: B) 4 (≥ 30mmHg) em A) ♦: n (%)=53 (21) vs. 22 (9) vs. 3 (1) | NR | n (%) total: (≥10mmHg): 5 (12%) de 43 olhos vs. 9 (19%) de 48 olhos vs. 2 (5%) de 38 olhos▲ n olhos (≥ 30mmHg) : 1 vs. 5 vs.0▲ | NR | n (%) (>22mmHg): 14 (37%) vs. 13 (36%) vs. 2 (5%) | 0.002 | |
| Progressão de catarata n (%) total: 18 (64%) de vs. 3 (11%) de 27 ** | 28 <0.001 | NR | NR | n (%) total:10 (26%) de 39 olhos vs. 11 (25%) de 44 olhos vs. 6 (16%) de 38 olhos¥ | NR | n (%): 1.0 (1.1) vs. 1.3 (1.9) vs.0.5 (0.9) | 0.10 | |
| Ptose palpebral NR | NR | NR | NR | n (%) total: 5 (12%) de 43 olhos vs. 3 (6%) de 48 olhos vs. 0 de 38 olhos ▲; | NR | NR | NR | |
| HbA1c aumentou 0.5% ou mais | NR | NR | NR | NR | n (%) total:10 (32%) de 31 participantes; 14 (37%) de 38 participantes vs. 5 (38%) de 13 participantes▲ | NR | NR | NR |
Aos 6 meses de seguimento*; Progressão de catarata de mais de 2 ou mais graus AREDS (olhos fácicos) aos 24 meses; aos 2 anos de seguimento♦; aos 3 anos de seguimento♦♦; 34 semanas de seguimento▲; Catarata grau 1 ou pior na semana 34 ¥; TRI: injeção de triancinolona acetonida intravítreo; NR: não reportado
5.3 Grupo Intervenção: Implante de Fluocinolona Intravítrea (FLU) versus Grupo Controle: injeção de placebo ou laser ou observação.
Tabela 75 Características dos ensaios clínicos randomizados na pergunta de pesquisa Q8 que analisaram fluocinolona (FLU)
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 227,228 | 2 ECR- FAME studyA e B | Para avaliar a eficácia e segurança de implantes de FLU liberando 0,2µ g/ dia (dose baixa) ou 0,5 µG / dia (alta dose) em pacientes com EMD | Envolve o centro da fóvea: (FTH>250µm e BCVA entre 19 e 68 letras) | 953 participantes | FLU 0.5 µg/dia FLU 0.2 µg/dia | Injeção de placebo | Risco de Viés Alto (randomização, cegamento e sigilo de alocação) |
FTH: espessura foveal; EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo;
Tabela 76 -Características de linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que analisaram fluocinolona (FLU)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) interven ção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual, média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina CRT (µm), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 (FAME) 227,228 | FLU 0.5 µg/dia FLU 0.2 µg/dia | Injeção de placebo | 393 375 | 185 | 62.2 (9.3) 63.0 (9.3) | 61.9 (9.6) | 61.8 vs. 58.4 57.3 vs. 58.4 | 7.8 (1,70) vs. 7.7 (1,56) 7.8 (1,70) vs. 7.8 (1,57) | 52.9 (12.21) vs. 54.7 (11.27) 53.3 (12.69) vs. 54.7 (11.27) | 485.1 (173.78) vs. 451.3 (151.97) 460.8 (160.00) vs. 451.3 (151.97) | 24 e 36 meses |
| Pearson, 2011 229 | FLU 0.59 mg | Tratamento padrão | 127 | 69 | 61.4-62.7 | Anos | 58.3-58 | NR | NR | NR | 36 meses |
CRT: espessura central da retina; N: número de participantes; n: número de olhos; Masc.: masculino; ECR: ensaio clínico randomizado; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; ETRDS : EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; HbA1c: hemoglobina glicada; DP: desvio padrão.
Tabela 77 Resultados de eficácia dos ensaios clínicos randomizados que analisaram fluocinolona (FLU)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p FLU vs. Injeção de placebo | Desfechos Anatômicos: | Valor de p FLU vs. Injeção de placebo |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 227,228 (FAME) | FLU 0.5µg/dia | Injeção de placebo | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras aos A) 24 meses e B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A) %: 28.6 vs. 16.0 B) %: 27.8 vs. 18.9 Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e a) 24 meses e B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A) FLU: DM: +5.4; Injeção de placebo: DM: +1.7 B) FLU: DM: +5.3; Injeção de placebo: DM: +2.0 | A) 0.002* B) 0.018* | Espessura da fóvea (µm): valor em A) 24 meses (B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A: 308 vs.340 B: 300 vs.340 | A) <0.001* B) >0.05* |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p FLU vs. Injeção de placebo | Desfechos Anatômicos: | Valor de p FLU vs. Injeção de placebo |
|---|---|---|---|---|---|---|
| FLU 0.2µg/dia | Injeção de placebo | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras aos A) 24 meses e B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A) %: 28.7 vs. 16.0 B) %: 28.7 vs. 18.9 Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e a) 24 meses e B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A) FLU: DM: +4.4; Injeção de placebo: DM: +1.7 B) FLU: DM: +5.3; Injeção de placebo: DM: +2.0 | A) 0.002 B) 0.018 A)0.02 B) ≤0.018 | Espessura da fóvea (µm): valor em A) 24 meses e (B) 36 meses (Intervenção vs. Controle) A: 293 vs.309 B: 280 vs.309 | A) 0.005* B) >0.05* | |
| Pearson et al. 2011 229 | FLU 0.59 mg | Tratamento padrão | Ganho de ≥15 letras (≥3 linhas) na acuidade visual (ETDRS) em A) 6 meses; B) 1 ano; C) 2 anos e D) 3 anos %FLU: A)16.8; B) 16.4; C) 31.8; D)31 %tratamento padrão: A) 1.4; B) 8.1%; C) 9.3; D) 20 Perda de ≥15 letras na acuidade visual (ETDRS) %FLU: 17 %tratamento padrão: 14 | A) 0.0012* B) 0.1191* C) 0.016* D)0.1566* >0.05* | Mudança média da CMT (µm) entre a linha de base e 36 meses: DMFLU: -86 DMtratamento padrão: -110 | >0.05* |
Valor de p intervenção versus controle*; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; CMT: espessura macular central; DM: diferença de médias.
Tabela 78 Resultados de segurança de ensaios clínicos randomizados que analisaram fluocinolona intravítrea (FLU)
| Eventos Adversos | Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 (FAME) 227,228 FLU 0.5µg/dia vs. Injeção de placebo | Valor de p | Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 (FAME) 227,228 FLU 0.2µg/dia vs. Injeção de placebo | Valor de p | Pearson et al. 2011 229 FLU 0.59 mg vs. Tratamentopadrão | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| EA oculares | NR | NR | NR | NR | %: 100 vs. 88.4 | NR |
| Glaucoma | n (%): 9 (2.3) vs. 1 (0.5)* | NR | n (%): 6 (1.6)vs. 1 (0.5) * | NR | %: 69.3 vs. 11.6 | NR |
| Catarata | 88.7 %de 265 vs. 50.4% de 121 ◊▲ | NR | 81.7% de 235 vs. vs. 50.4% de 121 ◊▲ | NR | %: 55 .9 vs. 21.7 | NR |
| Progressão de catarata | NR | NR | NR | NR | n (%): 71 (55.9) vs. 15 (21.7) | NR |
| PIO elevada | n (%): 13 (3.3) vs. 0 (0) *▲ | NR | n (%): 12 (3.2) vs. vs. 0 (0) *▲ | NR | n (%): 88 (69.3) vs. 8 (11.6) | NR |
| EA relacionada a PIO elevada | 45.5% de 393 vs. 11.95% de 185 ◊▲ | NR | 37.1% de 375 vs. 11.95% de 185 ◊▲ | NR | NR | NR |
| Hemorragia vítrea | NR | NR | NR | NR | n (%): 51 (40.2) vs. 13 (18.8) | NR |
| Eventos Adversos | Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 (FAME) 227,228 FLU 0.5µg/dia vs. Injeção de placebo | Valor de p | Campochiaro et al. 2011 e Campochiaro et al. 2012 (FAME) 227,228 FLU 0.2µg/dia vs. Injeção de placebo | Valor de p | Pearson et al. 2011 229 FLU 0.59 mg vs. Tratamentopadrão | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sensação anormal no olho | NR | NR | NR | NR | n (%): 47 (37.0) vs. 8 (11.6) | NR |
| Edema macular | NR | NR | NR | NR | n (%): 44 (34.6) vs. 25 (36.2) | NR |
| Acuidade visual reduzida | NR | NR | NR | NR | n (%): 29 (22.8) vs. 16 (23.2) | NR |
| Irritação nos olhos | NR | NR | NR | NR | n (%): 28 (22.0) vs. 7 (10.1) | NR |
| Aumento da lacrimação | NR | NR | NR | NR | n (%): 28 (22.0) vs. 6 (8.7) | NR |
| Visão borrada | NR | NR | NR | NR | 27 (21.3) vs. 11 (15.9) | NR |
| Flocos vítreos | NR | NR | NR | NR | 27 (21.3) vs. 6 (8.7) | NR |
| Fotofobia | NR | NR | NR | NR | 27 (21.3) vs. 15 (21.7) | NR |
| EA cardiovasculares sérios | %: 13.2 vs. 10.3 * | NR | %: 12 vs. 10.3 * | NR | NR | NR |
| Infarto do miocárdio | %: 4 vs. 1.1 * | 0.0347 | %: 2.8 vs. 1.1 * | NR | NR |
Aos 24 meses de seguimento *; aos 36 meses de seguimento ◊; olhos fácicos▲; FLU: implante de acetonido de fluocinolona intravítreo; PIO: pressão intraocular; NR: não reportado.
5.4 Grupo Intervenção: Implante de Dexametasona intravítreo (DEXA) versus Grupo Controle: ranibizumabe (RANI), DEXA em diferentes dosagens, placebo, bevacizumabe (BEVA) ou laser
Tabela 79 Características dos ensaios clínicos randomizados na pergunta de pesquisa Q8 que analisaram o implante de dexametasona (DEXA)
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Callanan et al. 2016 230 | ECR | Estudo de não inferioridade do DEXA 0.7 mg a cada 5 meses em relação ao RANI 0.5 mg em pacientes com EMD | Envolve o centro da macula (BVCA entre 34 e 70 letras e CRT ≥ 300 µm envolvendo 1mm) | 363 participantes | DEXA 0.7 mg (Deximpant) | RANI 0.5 mg | Baixo risco de viés |
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Danis et al. 2016; Maturi et al. 2016; Boyer et al. 2014 231-233 | 2 ECR, - (The MEAD Study) | Avaliar a segurança e a eficácia do DEXA 0.7 e 0.35 mg em pacientes com EMD | Envolve o centro da fóvea (BCVA entre 34 e 68 letras, CRT≥ 300 µm) | 1048 pacientes tratados previamente com laser ou com tratamento medicamentos | DEXA 0.7 mg e DEXA 0.35 mg (Ozurdex, DEX implant) | Placebo | Alto risco de viés (viés de atrito - dados incompletos) |
| Augustin et al. 2015 234 | ECR (MEAD Study) | Analisar a eficácia e segurança do DEXA 0.7 mg no subgrupo de pacientes com EMDpreviamente tratados | Envolve o centro da fóvea (BVCA entre 34 e 68 letras e CRT ≥ 300 µm) | 508 participantes previamente tratados | DEXA 0.7 mg (DEX implant) | Placebo | Alto risco de viés (viés de seleção) |
| Ramu et al. 2015 235 | ECR-- (OZDRY study) | Comparar a efetividade clínica (não inferioridade) e segurança do DEXA pro- re-nata versus dosagens fixas mensais em pacientes com EMD refratário | Refratário; envolve o centro da macula (BCVA entre 73- 34 letras, CST>300µm) | 100 participantes | DEXA 0.7 mg fixas (doses fixas a cada 5 meses- Ozurdex) | DEXA 0.7mg pro-re- nata (quando necessário) (Ozurdex) | Alto risco de viés (Viés de seleção, desfecho incompleto) |
| Heng et al. 2015 235 | ECR (OZLASE study) | Avaliar a eficácia e a segurança do DEXA combinado com terapia de laser macular versus monoterapia de laser macular em pacientes com prejuízo na visão devido ao EMDque envolve o centro da fóvea. | Envolve o centro da macula (BCVA entre 54-78 letras, CST>300µm) | 80 participantes | DEXA 0.7 mg (Ozurdex) + laser macular | Monoterapia de laser macular | Baixo risco de viés) |
| Gillies et al. 2014 19 | ECR (The BEVORDEX Study) | Comparação direta entre DEXA versus BEVA | Envolve o centro da fóvea depois de no mínimo 3 meses depois de pelo menos 1 sessão de laser (BCVA: 20/400 e 20/40) | 61 participantes (88 olhos) | DEXA 0.7 mg (Ozurdex) | BEVA1.25mg (Avastin) | Baixo risco de viés |
| Callanan et al. 2013 237 | ECR (the Ozurdex PLACID Study) | Avaliar DEXA 0.7mg combinado com fotocoagulação a laser comparado com monoterapia a laser para o tratamento de EMDdifuso | Difuso; envolve o centro da fóvea (BCVA entre 34 e 70 letras, CRT≥ 275µm) | 253 pacientes | DEXA 0.7 mg + Fotocoagulação a laser (DEXA 0.7mg + laser) (Ozurdex, DEX implant) | Fotocoagulação a laser (laser) | Baixo risco de viés) |
EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; DEXA: implante de dexametasona intravítrea; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea.
Tabela 80 Características de linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que analisaram o implante de dexametasona (DEXA)
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenç ão | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual, média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Callanan et al. 2016 230 | DEXA | RANI | 181 182 | 63.4 (9.39) | 63.7 (10.05) | 61.9 vs. 63.7 | 7.7 (1,4) vs. 7.5 (1,3) | 60.2 (9.74) vs. 60.4 (9.34) | 465 (136) vs. 471 (140) * | 12 meses | |
| Augustin et al. 2015 (MEAD) 234 | DEXA | Placebo | 247 | 261 | 63.0 (8.3) | 63.0 (9.1) | 60.7 vs. 64.4 | 7.5 (1,1) vs. 7.5 (1,0) | 55.2 (9.6) vs. 56.1 (9.1) | 478 (153) vs.472 (131) * | 3 anos |
| Danis et al. 2016; Maturi et al. 2016; Boyer et al. 2014 | DEXA 0.7 mg | 351 | 62.5 (8.3) | 60.7 vs. 62.0 | 56.1 (9.9) vs. 56.9 (8.7) | 463.0 (157.1) vs. 460.9 (132.6) * Pacientes com PIO ≥10 mmHg:469 (171) | |||||
| 231-233 | DEXA 0.35 mg | Placebo | 347 | 350 | 62.3 (9.2) | 62.5 (9.5) | 59.4 vs. 62.0 | NR | 55.5 (9.7) vs. 56.9 (8.7) | 466.8 (159.5) vs. 460.9 (132.6) * Pacientes sem PIO ≥10 mmHg:462 (152) | 3 anos |
| Ramu et al. 2015 (OZDRY) 235 | DEXA doses fixas | DEXA pro- re-nata | 50 | 50 | 63.8 (11.1) | 65.4 (9.8) | 80 vs.68 | 8.1 (1,4) vs. 7.7 (1,3) | 57.5 (9.5) vs.61.2 (8.6) | 479.8 (128.4) vs. 466.7 (144.1) ** | 12 meses |
| Heng et al. 2015 (OZLASE) 236 | DEXA + laser macular | Monotera- pia de laser macular | 40 | 40 | 65.6 (10.6) | 61.1 (12.8) | 85.0 vs. 80.0 | 7.9 (1,2) vs. 8.0 (1,4) | 66.1 (7.3) vs. 66.6 (7.7) | 459 vs. 452** | 56 semanas |
| Gillies et al. 2014 (BEVORDEX) 19 | DEXA | BEVA 1.25mg | 46 | 42 | 62.2 (10.5) | 61.4 (9.0) | 68 vs. 65 | 7.8 (2,1) vs. 7.7 (2,5) | 56.3 (11.9) vs. 55.5 (12.5) | 503 (140.9) vs. 474.3 (95.9) *** | 12 meses |
| Callanan et al. 2013 (Ozurdex PLACID) 237 | DEXA 0.7 mg + laser | Laser | 126 | 127 | 61.8 (11.1) | 61.3 (9.3) | 49.2 vs. 52.0 | NR | NR | 438 (134) vs.430 (131) * | 12 meses |
CRT: espessura central da retina;CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central**; EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; Masc.: masculino; DEXA: implante de dexametasona intravítrea; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; HbA1c: hemoglobina glicada; NR: não reportado; DP: desvio padrão.
Tabela 81 Resultados de eficácia dos ensaios clínicos randomizados que analisaram o implante de dexametasona (DEXA)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Callanan et al. 2016 230 | DEXA | RANI | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e aos 12 meses DMDEXA: +7.6; DMRANI: +7.6 * IC 95% da diferença média entre os grupos: (-4.74, -1.88) (Não inferioridade comprovada, margem = 5) | <0.01* | Redução média da CRT (µm) entre a linha de base e aos 12 meses (Intervenção vs. Controle) DMDEXA: -173.9; DMRANI: -163.5 Redução média da área total de vazamento pela Angiografia de Fluoresceína aos 12 meses DMDEXA: -12.0; DMRANI: -16.1 | NR |
Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida da linha de base (letras) entre a linha de base e 12 meses
DMDEXA doses fixas: 0.53; DM DEXA pro-re-nata:0 DM ITT (IC 95%)de efeito: - 0.34 (-5.49, 4.81) PRN é inferior.
DM ITT (casos disponíveis - enviesado) (IC 95%)de efeito: 0,97 (-4,01; 5,95) DM ITT (per protocol): -0,28 (-4,72; 5,27)
Melhora na acuidade visual, letras (ETDRS), n (%): A) ≥10 letras; B) ≥15 letras; C) ≥5 letras<15:
DEXA doses fixas: A) 12 (24); B) 7 (14); C) 14 (29) DEXA pro-re-nata: A) 11 (23); B) 4 (8); C) 12 (25) OR (A): 0,82 (0,3; 2,3) OR (B): 1,3 (0,33; 5,40) OR (C): 1,3 (0,5; 3,36)
Piora na acuidade visual, letras (ETDRS), n (%): A) ≥5 letras<15; B) ≥15 letras:
DEXA doses fixas: A) 4 (8); B) 7 (14) DEXA pro-re-nata: A) 7 (15); B) 4 (8) OR (A): 0,65 (0,17; 2,60) OR (B): 1,76 (0,46; 6,76)
Ramu et al.
2015
(OZDRY)
235
DEXA doses fixas
DEXA pro-renata
NR
Redução média da CST (µm) entre a linha de base e 12
meses
DM (DP) DEXA doses fixas: - 179.9 (172.4); DM (DP) DEXA pro-re-nata: - 90.1 (96.2) ∆ (IC 95%) intervenção - controle: - 71.34 (-117.33, NR
25.34)
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Augustin et al. 2015 (MEAD) 234 | DEXA (n=61) | Placebo (n=57) | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras aos 3 anos de estudo (%) 1)PacientescomDME previamente tratados DEXA: 21.5%; Placebo: 11.1% 2)PacientescomDME previamente tratados com A) Esteroide; B) Anti-VEGF; C) LASER DEXA:A) 27.6% de 58; B) 28.0 %de 25; C) 21.2% de 231 Placebo: A) 8.2 %de 61; B) 7.7 %de 26; C) 11.9 %de 243 3) PacientescomDME previamente tratados com pelo menos dois tratamentos DEXA:26.2%; Placebo: 8.8% ∆ (IC 95%) DEXA - Placebo: 17.5 (4.2, 30.7) Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 3 anos 1)PacientescomDME previamente tratados DMDEXA:3.2 (8.7) DMPlacebo: 1.5 (7.5) 2)PacientescomDME previamente tratados com A) Esteroide; B) Anti-VEGF ; C) LASER DMDEXA: A) +4.9 (7.4); B) +4.2 (8.8); C) +3.1 (8.7) DMPlacebo:): A) -0.6 (8.6); B) +1.6 (7.6); C) +1.6 (7.5) 3)PacientescomDME previamente tratados com pelo menos dois tratamentos DMDEXA: 4.0; DMPlacebo : -0.3 ∆ (IC 95%) DEXA - Placebo: 3.8 (1.1, 6.5) | 0.002* NR NR 0.024* | Redução média da CRT (µm) entre a linha de base e 3 anos 1) PacientescomDME previamente tratados DMDEXA: -126 (131) DMPlacebo: -39 (121) 2) PacientescomDME previamente tratados com A) Esteroide; B) Anti-VEGF; C) LASER DMDEXA: A) -121 (150); B) -130 (95); C) -123 (130) DMPlacebo: A) -30 (135); B) -42 (123); C) -39 (121) 3) PacientescomDME previamente tratados com pelo menos dois tratamentos DMDEXA: -108; Placebo: DM= -26 ∆ (IC 95%) DEXA - Placebo: -111 (-154, -69) | <0.001 NR |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Danis et al. 2016; Maturi et al. 2016; Boyer et al. 2014 (MEAD) 231-233 | DEXA 0.7 mg DEXA 0.35 mg | Placebo | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥15 letras aos 3 anos, n (%): DEXA 0.7 mg: 22.2% de 351 DEXA 0.35 mg: 18.4% de 347 Placebo: 12.0% de 350 Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e 3 anos, DM(DP): DEXA 0.7 mg: 3.5 (8.4) DEXA 0.35 mg: 3.6 (8.1) Placebo: 2.0 (8.0) Ganho de≥15 letras entre a linha de base e três anos n total (%): DEXA 0.7 mg pacientes com PIO elevada (≥10 mmHg ) :21 de 96 (21.9%) DEXA 0.7 mg pacientes sem PIO elevada (≥10 mmHg):57 de 255 (22.4%) DEXA 0.35 mg pacientes com PIO elevada (≥10 mmHg ) :22 de 85 (25.9%) DEXA 0.35 mg pacientes sem PIO elevada (≥10 mmHg):42 de 262 (16.0%) | <0.001* ≤ 0.018* 0.023* 0.019* NR NR NR NR | Redução média da CRT (µm) entre a linha de base e 3 anos, DM(DP): DEXA 0.7 mg: - 111.6 (134.1) DEXA 0.35 mg: -107.9 (135.8) Placebo: - 41.9 (116.0) Mudança média (DP) do volume macularmm 3 DM(DP) DEXA 0.7 mg: -1.06 (2.22) DM(DP) DEXA 0.35 mg: -1.14 (1.75) DM(DP) Placebo: -0.31 (1.62) Mudança média (DP) do espessamento central da retina (área do disco) DM(DP) DEXA 0.7 mg: -2.75 (4.46) DM(DP) DEXA 0.35 mg: -2.93 (4.03) DM(DP) Placebo: -1.49 (3.74) Redução média da CRT (µm) entre a linha de base e 3 anos, DM(DP): DEXA 0.7 mg pacientes (n=96) com PIO elevada (≥10 mmHg ) :-126.7 DEXA 0.7 mg pacientes (n=252) sem PIO elevada (≥10 mmHg):-105.8 DEXA 0.35 mg pacientes (n=85) com PIO elevada (≥10 mmHg ) :-128.4 DEXA 0.35 mg pacientes (n=259) sem PIO elevada (≥10 mmHg):-101.2 | <0.001* <0.001* <0.001* <0.001* <0.001* <0.001* NR NR NR NR |
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos: | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Heng et al. 2015 (OZLASE) 236 | DEXA/ laser macular | Monoterapia de laser macular | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (letras) entre a linha de base e A) 24 semas, B) 40 semanas e C) 56 semanas DM(DP) DEXA/ laser: A) 1,3 (8,8); B) - 1,1 (12,8); C) -0.3 (11.4) DM(DP) Laser: A) -0,7 (6,3); B) -0,1 (6,8); C) +0.4 (9.5) ∆ (IC 95%) DEXA/Laser - Laser: A) 1,32 (-4,42; 1,78); B)1,13 (-3,37; 5,64); C)0.88 (-3.46, 5.22) | NR | Redução média da CST (µm) entre a linha de base e 56 semanas DM(IQR)DEXA/ laser: -113 (-218, -64) DM(IQR) Laser: -17 (-128, 12) | <0,001 |
| Melhora na acuidade visual em 56 semanas, letras (ETDRS), n (%): A) ≥10 letras E B) ≥15 letras: DEXA/ laser: A) 7 (18.4); B) 6 (15.8) Laser: A) 8 (20. 5); B) 2 (5.1) ∆ (IC 95%) DEXA/Laser - Laser: A)1.14 (0.37, 3.54); B) 0.29 (0.05, 1.53) | NR NR | |||||
| Perda de A) <15 e B) ≥30 letras (ETDRS) em 56 semanas, n (%): DEXA/ laser: A) 35 (92.1); B) 1 (2.6) Laser: A) 35 (89.7); B) 0 | ||||||
| Gillies et al. 2014 (BEVORDEX) 19 | DEXA | BEVA 1.25mg | Porcentagem de pacientes com ganho de A) >10 letras e B) ≥15 letras aos 12 meses, n (%): DEXA: A) (19) 41; B) 10 (22) BEVA: A) (17) 40; B) 13 (31) | A)0.99* B) NR | Redução média da CMT (µm) entre a linha de base e 12 meses DMDEXA: -187 DMBEVA: -122 | 0.015* |
| Sem mudança (ganho ou perda < 5 letras), n (%) DEXA: 13 (28); BEVA: 16 (38) | NR | |||||
| Perda ≥15 letras, n (%): DEXA: 4 (9); BEVA: 0 | NR | |||||
| Ganho médio de letras em BCVA, n (DP) DEXA: 5.6 (16.3); BEVA: 8.9 (8.8) | 0.24 | |||||
| Callanan et al. 2013 | DEXA 0.7 mg + laser | Sham+ Laser | Porcentagem de pacientes com ganho de ≥10 letras entre a linha de base e A) 6 meses B) 12 meses, %: DEXA/laser: A)22,2; B) 27.8 | A) 0,326* | NR | NR |
| (Ozurdex PLACID) | Sham/laser: A)17,3; B) 23.6 | B) 0.453* | ||||
| 237 | Máximo aumento médio de letras (BCVA), 7 meses DEXA/laser: 7,9 Sham/laser: 2,3 | 0,002* |
*Valor de p intervenção versus controle; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central; EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; DEXA: implante de dexametasona intravítrea; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup ; ITT: análise de intenção de tratar; OR: Oddsratio ou razão de chances; ∆: diferença; DM: diferença de médias; NR: não reportado; IC 95%: intervalo de confiança; DP: desvio padrão.
Tabela 82 Resultados de segurança de ensaios clínicos randomizados que analisaram implante de dexametasona (DEXA)
| Autor, ano: Eventos Adversos | Callanan et al. 2016 230 DEXA vs. RANI | Valor de p | Augustin et al. 2015 (MEAD) 234 DEXA vs. Placebo | Valor de p | Ramu et al. 2015 (OZDRY) 235 DEXA doses fixas vs. DEXA PRN | Valor de p | Heng et al. 2015 (OZLASE) 236 DEXA/ laser vs. Laser | Valor de p | Gillies et al. 2014 (BEVORDEX) 19 DEXA 0.7 mg vs. BEVA 1.25mg | Valor de p | Danis et al. 2016; Maturi et al. 2016; Boyer et al. 2014 (MEAD) 231-233 DEXA 0.7mg vs. DEXA 0.35mg vs. Placebo | Valor de p | Callanan et al. 2013 (Ozurdex PLACID) 237 DEXA 0.7mg/laser vs. Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PIO elevada | n (%): 62 (34.3) vs. 3 (1.6) | <0.00 1 | NR | NR | %(>30mmHg): 20 vs. 34 | NR | NR | NR | n (%) (>5mmHg):21 (45.7) vs. 8 (19) n (%) (>10mmHg): 9 (19.6) vs. 0 (0) | NR | n (%) (≥10mmHg):96 (27.7) vs. 85 (24.8) vs. 13 (3.7) ◊; n (%) (≥25mmHg):111 (32.0) vs. 94 (27.4) vs. 15 (4.3)♦; n (%) (≥35mmHg):23 (6.6) vs. 18 (5.2) vs. 3 (0.9)♦ | NR | %(n/total): (≥10mmHg):15.2 %(19/125) vs. NR (≥25mmHg): 16.8% (21/ 125) vs. NR (≥35mmHg): 4.0% (5/125) vs. NR | NR |
| Catarata | n (%): 17 (9.4) vs. 0 (0) | <0.00 1 | NR | NR | n (%): 27 (79%) vs. 30 (77%)* | NR | NR | NR | n (%)(aumento de 2 graus): 6 (13) vs. 2 (4.8) | NR | n (%): 8 (2.3) vs. 8 (2.3) vs. 1 (0.3) | NR | NR | NR |
| Catarata subcapsular | n (%): 12 (6.6) vs. 0 (0) | <0.00 1 | NR | NR | 3 de 34 vs. 3 de 39 olhos * | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 2 (0.6) vs. 2 (0.6) vs. 0 | NR | NR | NR |
| Catarata nuclear | n (%): 8 (4.4) vs. 0 (0) | 0.004 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hipertensão ocular | n (%): 10 (5.5) vs. 2 (1.1) | 0.018 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 2 (10.5) vs. 1 (6.7)† | NR | n (%):21 (6.1) vs. 17 (5.0) vs. 5 (1.4) | NR | NR | |
| Flocos vítreos | n (%): 9 (5.0) vs. 1 (0.5) | 0.011 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hemorragia conjuntival | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | %(n/total): 28.0% (35/125) vs. 15.0% (19/127) | 0.012 |
| Hemorragia vítrea | n (%): 7 (3.9) vs. 0 (0) | 0.007 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 2 (4.3) vs. 0 (0) | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA relacionados com PIO | n (%): 78 (43.1) vs. 11 (6.0) | <0.00 1 | %: 38.1 vs. 4.6 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 125 (36.0) vs.117 (34.1) vs. 18 (5.1)** | NR | NR | NR |
| Autor, ano: Eventos Adversos | Callanan et al. 2016 230 DEXA vs. RANI | Valor de p | Augustin et al. 2015 (MEAD) 234 DEXA vs. Placebo | Valor de p | Ramu et al. 2015 (OZDRY) 235 DEXA doses fixas vs. DEXA PRN | Valor de p | Heng et al. 2015 (OZLASE) 236 DEXA/ laser vs. Laser | Valor de p | Gillies et al. 2014 (BEVORDEX) 19 DEXA 0.7 mg vs. BEVA 1.25mg | Valor de p | Danis et al. 2016; Maturi et al. 2016; Boyer et al. 2014 (MEAD) 231-233 DEXA 0.7mg vs. DEXA 0.35mg vs. Placebo | Valor de p | Callanan et al. 2013 (Ozurdex PLACID) 237 DEXA 0.7mg/laser vs. Laser | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EA relacionados ao tratamento | n (%): 119 (65.7) vs. 41 (22.5) | <0.00 1 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| EA sérios relacionados ao tratamento | n (%): 3 (1.7) vs. 3 (1.7) | >0.99 9 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 115 (33.1) vs. 120 (35.0) vs. 83 (23.7) | NR | NR | NR |
| EA Oculares Sérios | NR | NR | %: 6.9 vs. 0.8 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | n (%): 24 (6.9) vs. 14 (4.1) vs. 1 (0.3) | NR | %(n/total): 22.2% (20/90) vs.9.5% (9/95) * | 0.017 |
| EA relacionados com cataratas | NR | NR | %: 70.3 vs. 20.1* | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Progressão de catarata | NR | NR | NR | NR | 27 (74%) de 34 vs.30 (77%) de 39 | NR | 21 de 27 vs. 4 de 27 olhos* | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
EA: Eventos adversos; PIO: pressão intraocular; Olhos fácicos*; relacionados a PIO ou glaucoma**; piora de hipertensão†; PIO elevada durante qualquer visita no estudo♦; Aumento da PIO da linha de base◊; DEXA: implante de dexametasona intravítrea; BEVA: injeção de bevacizumabe intravítrea; RANI: injeção de ranibizumabe intravítrea; PRN: pro-re-nata, ou se necessário; NR: não reportado.
6. Ensaios clínicos randomizados: diferentes tipos de laser
Tabela 83 Características dos ensaios clínicos randomizados que compararam diferentes tipos de laser
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vujosevic et al. 2015 136 | ECR | Avaliar e comparar as alterações morfológicas da retina e da coroide e função macular em doentes tratados com laser micropulso amarelo sublimiar(Y- MPL) ou infravermelho (IR-MPL) em EMDcom envolvimento da fóvea. | Não tratada; envolvendo o centro da fóvea (CMT>400μm e BCVA de pelo menos 35 letras). | 53 pacientes (53 olhos) | Laser micropulso amarelo sublimiar (Y-MPL) | Laser micropulso infravermelho sublimiar (IR-MPL) | Risco de Viés Alto (randomização, sigilo de alocação e cegamento não foram descritos) |
| Autor (es) | Desenho de estudo | Objetivo | Tipo de edema macular diabético | Número de participantes | Intervenção | Controle | Risco de Viés |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lavinsky et al. 2011 135 | ECR | Comparar a fotocoagulação a laser focal/grid modifiedEarlyTreatmentDiabeticRetinop athy Study (mETDRS) VS. fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de alta densidade (HD- SDM) ou com normal densidade (ND-SDM) para o tratamento de EMD. | DME recém-diagnosticado; envolve o centro da macula: espessamento retiniano devido ao DMEdeve estar dentro de 500μm do centro macular e CMT ≥ 250µm e BCVA pior que 20/40 e melhor que 20/400 | 123 pacientes | Fotocoagulaçãomicr opulso laser-diode com sublimiares de alta densidade (HD- SDM) ou com normal densidade (ND-SDM) | fotocoagulação a laser focal/grid modified Early Treatment Diabetic Retinopathy Study (mETDRS) | Baixo Risco de Viés |
| Fong et al. 2007 (DRCRNet) 123 | ECR, DRCRNet | Comparar duas técnicas de fotocoagulação a laser para o tratamento de EMD: fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado versus moderada macular (grid) | Não tratada; envolvendo o centro da macula (CST≥ 300μm e BCVA ≥ 19 letras). | 263 participantes (323 olhos) | Fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado (mETDRS) | Fotocoagulação moderada macular grid (MMG) | Risco de viés Alto (Desfecho incompleto) |
EMD: edema macular diabético; ECR: ensaio clínico randomizado; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; ND-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de normal densidade; HD-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de alta densidade; mETDRS: fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado; MMG: fotocoagulação moderada macular grid; ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central; DRCRNet: DiabeticRetinopathyClinicalResearch Network.
Tabela 84 - Características de linha de base dos participantes dos ensaios clínicos randomizados que compararam diferentes tipos de laser
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual. Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vujosevic et al. 2015 136 | Y-MPL | IR-MPL | 26 | 27 | 61.7 (9.3) | 63.3 (11.7) | 92.3 vs. 66.6 | NR | 79.7 (6.1) vs. 78.6 (7.5) | 357.8 (46.1) vs. 340.1 (35.7) ** | 3 e 6 meses |
| HD-SDM | 42 | 61.9 (8.5) | 43 vs. 45 | 8.2 (0,6) vs. 7.9 (0,6) | LogMAR (mediana (min-máx): 0.90 (0.30-1.30) vs. 0.80 (0.30-1.30) | LogMAR (mediana (min- máx):371 (297-879) vs. 370 (269-710) ** | |||||
| Lavinsky et al. 2011 135 | mETDRS ND-SDM | 39 | 42 | 62.0 (7.4) | 61.8 (7.0) | 46 vs. 45 | 8.0 (0,6) vs. 7.9 (0,6) | LogMAR (mediana (min-máx): 0.70 (0.40-1.30) vs. 0.80 (0.30-1.30) | LogMAR (mediana (min- máx):379 (279-619) vs. 370 (269-710) ** | 3,6, 9 e 12 meses |
| Autor (es) | Intervenção | Controle | N (n olhos) intervenção | N (n olhos) controle | Idade intervenção média (DP) | Idade controle média (DP) | %sexo masc. (Intervenção vs. Controle | HbA1c (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) | Acuidade visual. Média ETDRS (DP) (Intervenção vs. Controle) | Espessura da retina (µm) (Intervenção vs. Controle) | Tempo de Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fong et al. 2007 (DRCRNet) 123 | MMG | mETDRS | 161 | 162 | 59 (11) | 58 (11) | 57 vs. 62 | 8,2 (1,9) vs. 8,2 (2,1) | 73 (14) vs. 74 (12) | 335 (128) vs. 346 (118) * | 3.5, 8 e 12 meses |
CST: espessura do subcampo central*; CMT: espessura macular central***; FTH: espessura foveal; EMD: edema macular diabético; Masc.: masculino; ECR: ensaio clínico randomizado; BCVA: acuidade visual de melhor corrigida; Min-max: mínimo e máximo; ND-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de normal densidade; HD-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de alta densidade; mETDRS: fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado; MMG: fotocoagulação moderada macular grid;ETRDS: EarlyTreatmentDiabeticRetinopathyStudyResearchGroup; DRCRNet: DiabeticRetinopathyClinicalResearch Network; HbA1c: hemoglobina glicada; NR: não reportado; DP: desvio padrão; IQR: intervalo interquartil.
Tabela 85 Desfechos de eficácia dos ensaios clínicos randomizados que compararam diferentes tipos de laser
| Autor, ano | Intervenção | Controle | Desfechos visuais | Valor de p | Desfechos Anatômicos | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Vujosevic et al. 2015 136 | Y-MPL | IR-MPL | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (DP) entre a linha de base e aos A) 3 meses B) 6 meses DM(DP) Y-MPL: A) -0.3 (4.1); B) -1.0 (4.7) DM(DP) IR-MPL: A) -0.1 (2.9); B) -1.3 (4.6) | A) 0.87 ; B)0.96 A)0.2 ; B) 0.2 A)0.3 ; B)0.62 | CRT média (µm) entre a linha de base e aos B) 6 meses Média (DP) Y-MPL: 339.9 (55.7) Média (DP) IR-MPL: 335.3 (54.5) | B)0.009 * B) 0.45* B) 0.16 ** |
| Lavinsky et al. 2011 135 | HD-SDM ND-SDM | mETDRS | Ganho médio da acuidade visual de melhor corrigida (LogMAR) (DP) entre a linha de base e aos A) 3 meses B) 6 meses C) 9 meses D) 12 meses DM(DP) HD-SDM: A) -0.12 (0.18); B) -0.15 (0.21); C) - 0.19 (0.27); D) -0.25 (0.31) DM(DP) ND-SDM: A)0.02 (0.14); B) 0.03 (0.18); C)0.00 (0.27); D)0.03 (0.22) DM(DP) mETDRS: A) -0.04 (0.14); B) -0.07 (0.15); C) - 0.07 (0.19); D) -0.08 (0.23) | A) <0.001 ●; B) <0.001 ● C) <0.001●; D) <0.001 ● A) 0.05**; B) 0.07**; C) 0.02 **; D) 0.009 ** A) 0.009 **; B)0.002 ** C) 0.11 **; D)0.01 ** | Redução média da CMT (µm) (DP) entre a linha de base e aos A) 3 meses B) 6 meses C) 9 meses D) 12 meses DM(DP) HD-SDM: A) -93 (102); B) -117 (119); C) -144 (140); D) -154 (157) DM(DP) ND-SDM: A) -20 (71); B) -20 (97) C) -34 (106); D) -32 (107) DM(DP) mETDRS: A) -67 (78); B) -94 (86); C) -112 (107); D) - 126 (126) | A) 0.001 ●; B) <0.001 ● C) <0.001 ●; D) <0.001● A) 0.22**; B) 0.60 ; C) 0.59; D)0.75** A) 0.01 **; B)0.001 ** C)0.01 **; D)0.001 ** |
| Fong et al. 2007 (DRCRNet) 123 | MMG | mETDRS | Alteração média da acuidade visual de melhor corrigida (DP) entre a linha de base e aos A) 3.5 B) 8 e C)12 meses DM(DP) MMG: A) -1 (12); B) -2 (10); C) -2 (11) DM(DP) mETDRS: A) 0 (13); B) -1 (12); C) 0 (11) ∆ (IC 95%) MMG-mETDRS: 2 (-0,5, 5) | A) 0.10 **; B) 0.46 ; C) 0.10 >0.05 | Redução média da CST (µm) (DP) entre a linha de base e 12 meses DM(DP) MMG: -49 (122) DM(DP) mETDRS: -88 (138) ∆ (IC 95%) MMG-mETDRS: 33 (5, 61) | <0.02* <0.02* 0.02** <0.05 |
Valor de p da diferença do valor do desfecho no tempo de seguimento versus na linha de base *; valor de p da diferença entre a intervenção versus o controle **; Valor p da diferença entre HD-SDM versus. ND-SDM●; CRT: espessura central da retina; CST: espessura do subcampo central; CMT: espessura macular central;ND-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de normal densidade; HD-SDM:
Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de alta densidade; mETDRS: fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado; MMG: fotocoagulação moderada macular grid; DM: diferenças de médias; ∆: diferença; DP: desvio padrão; IC 95%: intervalo de confiança.
Tabela 86 Desfechos de segurança de ensaios clínicos randomizados que compararam diferentes tipos de laser
| Autor, ano: Eventos Adversos | Vujosevic et al. 2015 136 Y-MPL vs. IR-MPL | Valor de p | Lavinsky et al. 2011 135 HD-SDM vs. ND-SDM vs. mETDRS | Valor de p | Fong et al. 2007 (DRCRNet) 123 MMGvs. mETDRS | Valor de p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| EA Sério relacionados ao tratamento | NR | NR | 0 vs. 0 vs. 0 | >0.05 | NR | NR |
| Lesões coroides ou da retina visíveis | 0 vs. 0 | >0.05 | NR | NR | NR | NR |
| Alteração da integridade e da refletividade na retina externa | 0 vs. 0 | >0.05 | NR | NR | NR | NR |
| Deslocamento neurossensorial | NR | NR | NR | NR | 1 vs. 0 | >0.05 |
ND-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de normal densidade; HD-SDM: Fotocoagulaçãomicropulso laser-diode com sublimiares de alta densidade; mETDRS: fotocoagulação grid/ direta ETDRS modificado; MMG: fotocoagulação moderada macular grid; EA: eventos adversos; NR: não reportado.
I. Questão de pesquisa 9
Questão de Pesquisa 9: Em quais casos se deve utilizar tratamento cirúrgico quando a condição é edema macular que envolve o centro da fóvea?
1) Estratégias de Busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e extender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
OR
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR 'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2394 referências
Data de acesso: 29/12/2016
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no Embase). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências, correspondentes às 7 questões de pesquisa, tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.
2) Seleção das evidências
Sete referências tiveram sua elegibilidade confirmada através da leitura do texto completo. Destas, 2 foram excluídas, uma por ser uma revisão sistemática que mostrou uma única medida sumária envolvendo dados de ECR e de estudos observacionais, e outra por não contemplar, majoritariamente, população com edema macular. Dessa forma, foi incluída uma revisão sistemática com metaanálise 144 , um ECR 146 e três estudos observacionais 142,143,237 .
3) Descrição dos estudos e seus resultados
As características dos estudos incluídos encontram-se na Tabela 87 . As características basais estão demonstradas na Tabela 88 . A Tabela 89 exibe os principais desfechos para os estudos incluídos. Na Tabela 90 são exibidos os principais eventos adversos relatados.
Tabela 87 Características dos estudos incluídos para a resposta à questão 9
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise |
| Simunovic et al. 2014 144 sistemática | Revisão com Levantar dados de eficácia da VPP (acuidade visual e Espessura macular) para pacientes com edema macular diabético. | 11 ECR incluídos, avaliando 376 olhos com edema macular diabético | VPP com ou sem Peeling de membrana interna limitante (ILM) | Observação FPR VPP | Baixo | |
| Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados |
| Raizada et al. 2015 146 | ECR | Comparar a efetividade da VPP + ILM vs. BIV em pacientes com EMCS | 44 participantes, com diabetes mellitus e edema macular diabético | com indução de um desprendimento vítreo posterior, seguido por 0,5 mg/ml de indocianina verde. | BIV | Baixo |
| Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado | Estudo de comparação não-randomizado |
| Park et al. 2009 238 Estudo prospectivo | observacional | Avaliar a influência da circulação micromacular nos desfechos de vitrectomia em pacientes com Diabetes mellitus tipo dois e EMD | 30 pacientes (33 olhos) com diabetes mellitus e EMD; 16 controles diabéticos sem edema. | Vitrectomia | Sem intervenção | Alto (sem representatividade demonstrada, não detalha a população de onde vieram os controles, não existe controle por fatores de confundimento |
| Série de casos | Série de casos | Série de casos | Série de casos | Série de casos | Série de casos | Série de casos |
| Haller et al. 2010; Flaxel et al. 2010 142,143 | Série de Casos | Levantar dados de eficácia da VPP (acuidade visual e Espessura macular) para pacientes com edema macular diabético. | 241 participantes (241 olhos) (87 pacientes no estudo de Haller et al. 2010 ) com diabetes mellitus tipo 1 ou 2, edema macular envolvendo e tração vitreomacular com visão comprometida | Vitrectomia | NA | Alto (série de casos para desfechos de eficácia) |
VPP: vitrectomia via pars plana; ECR: ensaio clínico randomizado; BIV: bevacizumabe intravítreo; ILM: peeling de membrana interna limitante, FPR: Fotocoagulaçãopan-retinal.
Tabela 88 Características basais dos estudos primários incluídos
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc. Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Raizada et al. 2015 146 22 olhos | 22 olhos | 54 (4,33) | 53,8 (5,57) | NR | NR | VPP: 9,4 (0,97); BIV: 9,9 (1,37) | MAVC: VPP: 0,871 (0,273) BIV: 0,894 (0,303) | VPP: 410,18 (127,16); BIV: 432,77 (86,04) | 6 meses | |
| Haller et al. 2010; Flaxel et 2010 142,143 214 participantes (87 avaliados et al. 2010 ) | em Haller | Mediana (IQR): 1 66 (60;72); 2 65 (28; 88) | Mediana (IQR): 1 66 (60;72); 2 65 (28; 88) | 1 55%; 2 50% | 1 55%; 2 50% | 1 7,1 (6,7; 7,9); 2 7,3 (6,6; 8,1) | Letras ETDRS e Snellen eq. (IQR): 1 52 (41, 58); 2 57 (45, 66). | Mediana (IQR): 1 491 (356, 586); 2 412 (337, 540) | 12 meses | |
| Park et al. 2009 238 30 participantes (33 olhos) | 16 participantes/olhos | 59,3 (9,8) | 60,2 (9,1) | NR | NR | ng/dL: VPP: 7,64 (1,12); Controle: 7,66 (0,81). | VPP: 1,04 (0,52); Controle: NR | VPP: 456,6 (176,1); Controle: NR | 12 meses |
VPP: vitrectomia via pars plana; MAVC: melhor acuidade visual corrigida; IQR: intervalo interquartil; Hb1C: hemoglobina glicada; Masc.: masculino; DP: desvio padrão;NR: Não relatado.
Tabela 89 Principais resultados para os estudos incluídos
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, Logmar, média (DP) | Espessura central macular (µm), média (DP) | Fluxo sanguíneo retinal (unidade arbitrária - não definida) | Fatores associados a melhora na acuidade visual entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): | Fatores associados a melhora na espessura macular (OCT) entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Simunovic et al. 2014 144 | VPP vs. observação (6 meses) | Probabilidade de atingir melhora ≥ 2 linhas: OR = 4,44 (IC95%, 1,15; 17,13), p=0,03, I2=26%; (favorece VPP) Probabilidade de atingir perda ≥ 2 linhas: OR = 0,38 (IC95%, 0,12; 1,20), p=0,10, I2=5% | DMP:1,16 (IC95%, 0,67; 1,65); p<0,001; I2=0% (Favorece VPP) | NR | NR | NR |
| Simunovic et al. 2014 144 | VPP vs. laser (6 meses) | Probabilidade de atingir melhora ≥ 2 linhas: OR = 3,21 (IC85%, 0,78; 13,12), p=0,10; I2=0% | DMP: 1,11 (IC95%, 0,14; 2,08), p=0,02; I2=67% (favorece VPP) | NR | NR | NR |
| Simunovic et al. 2014 144 | VPP vs. laser (12 meses) | Basal-final LOGMAR, DM: - 0,07 (IC95%, -0,22; 0,07), p=0,33, I2=0% | DM: 1,96 (IC95%, -113,08; 117,01), p=0,97, I2=23% | NR | NR | NR |
| Simunovic et al. 2014 144 | VPP+ILM vs. VPP (6 meses) | Probabilidade de atingir melhora ≥ 2 linhas: OR = 1,69 (IC95%, 0,34; 8,49), P=0,86, I2=0% | NR | NR | NR | |
| Raizada et al. 2015 146 | VPP + ILM | Em 6 meses: 0,691 (p=0,028 em relação ao basal); 6 meses-basal: -0,19 (0,32) | Em 6 meses: 324,3 (p<0,001 em relação ao basal); 6 meses-basal: 161,36 (105,94) | NR | NR | NR |
| Raizada et al. 2015 146 | IVB | Em 6 meses: 0,682 (p=0,0181 em relação ao basal); 6 meses-basal: -0,20 (0,26), p = 0,871 p/ VPP vs. BIV | Em 6 meses: 248,8 (p<0,001 em relação ao basal); 6 meses-basal: 108,45 (79,64), p = 0,068 p/ VPP vs. BIV |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, Logmar, média (DP) | Espessura central macular (µm), média (DP) | Fluxo sanguíneo retinal (unidade arbitrária - não definida) | Fatores associados a melhora na acuidade visual entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): | Fatores associados a melhora na espessura macular (OCT) entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Haller et al. 2010 142,143 | VPP | 3 meses: Melhora ≥ 10 letras: 22%; Piora ≥ 10 letras: 23%; 6 meses: Melhora ≥ 10 letras: 38% (95%IC, 28%-49%); Piora ≥ 10 letras: 22% (95%IC, 13%-31%). 12 meses* (mediana (IQR)): 20/80 (20/50 -20/160); Melhora ≥ 10 letras: 30 (38%); Piora ≥ 10 letras: 20 (26%) (95%IC, 13%-31%). | 3 meses em relação ao basal (redução mediana): Redução ≥50µm: 82% Redução ≥100µm: 68% Aumento ≥50µm: 3 (4%) 6 meses em relação ao basal (redução mediana): Redução ≥50µm: 82% Redução ≥100µm: 66% Redução p/<250µm: 33 (43%) Olhos com maior espessura macular no basal, melhoraram mais (p<0,001) (dados não mostrados). 3 e 6 meses em relação ao basal: mediana: -160µm (p<0,001); 12 meses*:Mediana (IQR): 256 (205-340); Δ 12 meses basal: 153 (286-61). Redução p/<250µm: 33 (47%) | NR | NR | NR |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, Logmar, média (DP) | Espessura central macular (µm), média (DP) | Fluxo sanguíneo retinal (unidade arbitrária - não definida) | Fatores associados a melhora na acuidade visual entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): | Fatores associados a melhora na espessura macular (OCT) entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Flaxel et al. 2010 143 | VPP | 6 meses: Mediana (IQR): 57 (44; 69); Snellen eq: 20/80 (20/40 a 20/125) Melhora ≥10 letras: 26% (IC95%, 20-32%) Piora ≥10 letras: 22% (IC95%, 17-27%); | Seis meses: Mediana (IQR): 278 µm (216-371) | NR | Acuidade visual basal; p<0,001; ≥20/40: -2 (-9 a +2); <20/40 a 20/80: +1 (-8 a +9); <20/80: +4 (-6 a 13). Peeling da membrana epiretinal; p=0,006: Sim: -2 (-12 a +9); Não: +3 (-5 a +11); | <300: -2 (-52 a +46); 300 a <400: -84 (-128 a -38); ≥400: -182 (-304 a -84). Acuidade visual basal; p<0,001: ≥20/40: -58 (-101 a -19; <20/40 a 20/80: 290 (-167 a -34); <20/80: -159 (-293 a -68). Remoção da membrana interna limitante; p=0,003: Não: -88 (-167 a +2) Sim: -106 (-231 a -51). Anormalidades vitreoretinais; p=0,006: Sem evidência: -85 (-167 a +1); Questionável ou definido: -104 (-201 a -39) |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual, Logmar, média (DP) | Espessura central macular (µm), média (DP) | Fluxo sanguíneo retinal (unidade arbitrária - não definida) | Fatores associados a melhora na acuidade visual entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): | Fatores associados a melhora na espessura macular (OCT) entre 0 e 6 meses (multivariado), mediana (IQR): |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Park et al. 2009 238 | VPP | 1 semana: 1,17 (0,51); p=0,278 em relação ao basal; 4 semanas: 0,61 (0,36); p<0,001 em relação ao basal; 12 semanas: 0,47 (0,34); p<0,001 em relação ao basal. | 1 semana: 375,3 (138,1); p=0,007 em relação ao basal; 4 semanas: 365,9 (129,2); p=0,004 em relação ao basal; 12 semanas: 335,5 (125,9); p<0,001 em relação ao basal | 1 semana: 998,6 (641,0); p=0,003 em relação ao basal; 4 semanas: 620,6 (458,1); p=0,927 em relação ao basal; 12 semanas: 422,6 (247,5); p=0,002 em relação ao basal; p=0,47 em relação ao controle. Razão Fluxo sanguíneo pós vs. pré-cirurgia: 1 semana: Com edema persistente: 2.67 ± 2.31; Edema resolvido: 1,60 (0,96); p=0,095 4 semanas: Com edema persistente: 1,19 (0,58); Edema resolvido: 1,18 (0,88); p=0,96; 12 semanas: Com edema persistente: 1,05 (0,54); Edema resolvido: 0,67 (0,35); p=0,02. | Análise Univariada: Facoemulsificação (NS) Laser periférico (NS) Triancinolona intravítreo (NS) Todos não significantes tanto para resolução do edema, quanto para melhora na acuidade visual. | NR |
| Controle | 12 semanas: 0,25 (0,26); p<0,001 em relação ao basal | 12 semanas: 220,4 (25,4); p<0,001 em relação ao basal | 12 semanas: 407,1 (265,9); p=0,021 em relação ao basal. | NR | NR |
*26% dos 78 pacientes que chegaram a 12 meses já haviam recebido outras intervenções como bevacizumabe, corticoides e fotocoagulação, que podem ter interferido nos resultados para a vitrectomia; BIV: Bevacizumabe Intravítreo; OCT: Tomografia de coerência ótica; VPP: vitrectomia via pars plana; DP: Desvio padrão; NR: não reportado; IQR: Intervalo interquartil; DMP: diferença de média padronizada; OR: Oddsratio ou razão de chances; DM: diferença de média; IC 95%: intervalo de confiança 95%; NS: Não significante;I2: estatística I2 para a avaliação da heterogeneidade dos estudos incluídos nas meta-análises.
Tabela 90 Principais resultados de segurança para o estudo incluído
| Evento adverso | Autor, ano Haller et al. 2010 142 VPP |
|---|---|
| Hemorragia vítrea, n (%) | 5 (6) |
| Anormalidades vitreomaculares, n (%) | 2 (2) |
| Elevação da pressão intraocular, n (%) | 7 (8) |
| Descolamento da retina, n (%) | 3 (3) |
| Endoftalmite, n (%) | 1 (1) |
| Visão duplicada, n (%) | 2 (2) |
| Buraco lamelar, n (%) | 1 (1) |
| Efusão coroidal, n (%) | 1 (1) |
| Outros (não especificado), n (%) | 2 (2) |
VPP: vitrectomia via pars plana.
J. Questão de pesquisa 10
Questão de Pesquisa 10: Qual é a eficácia desses três esquemas terapêuticos (fixo, PRN, tratar e estender)?
1) Estratégias de Busca
As questões de pesquisa 5-10 referiram-se ao tratamento da retinopatia diabética com laser, vitrectomia ou terapia farmacológica (corticosteroides e/ou Anti-VEGFs), especificado em relação à presença ou não de edema macular, a localização do edema (centro da fóvea ou não) e extensão do tratamento (fixo, pro re nata ou tratar e estender). Dessa forma, uma única estratégia sensível de busca, descrita abaixo, foi elaborada e os resultados do processo de avaliação da elegibilidade foram estratificados de acordo com a questão de pesquisa.
MEDLINE via pubmed:
(((((((((("Light Coagulation"[Mesh] OR coagulation, light OR coagulations, light OR light coagulation OR photocoagulation OR photocoagulations OR laser photocoagulation OR laser coagulation)) OR ("Bevacizumab"[Mesh] OR avastin OR intravitreal bevacizumab)) OR ("Ranibizumab"[Mesh] OR lucentis OR intravitreal ranibizumab)) OR ("aflibercept" [Supplementary Concept] OR eylea OR intravitreal aflibercept)) OR ("Fluocinolone Acetonide"[Mesh] OR Iluvien OR intravitreal fluocinolone acetonide)) OR ("Dexamethasone"[Mesh] OR ozurdex OR intravitreal dexamethasone)) OR ("Vitrectomy"[Mesh] OR vitrectomy))) AND ("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ("Treatment Outcome"[Mesh] OR efficacy OR effectiveness OR safety)
OR
(("Diabetic Retinopathy"[Mesh] OR diabetic retinopathy)) AND ((((fixed regimen OR fixed scheme OR fixed)) OR (PRN OR pro re nata OR pro re nata regimen OR PRN regimen OR as needed OR PRN scheme OR pro re nata scheme)) OR (Treat and extend regimen OR treat-and-extend regimen OR treat and extend scheme OR treat-and-extend scheme OR treat and extend OR treat-and-extend))
Total: 2328 referências
Data do acesso: 29/12/2016
EMBASE
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('treatment outcome'/exp OR 'treatment outcome' OR 'safety'/exp OR safety OR 'efficacy'/exp OR efficacy OR effectiveness) AND ('bevacizumab'/exp OR 'bevacizumab' OR 'avastin'/exp OR 'avastin' OR 'intravitreal bevacizumabe' OR 'ranibizumab'/exp OR 'ranibizumab' OR 'lucentis'/exp OR 'lucentis' OR 'intravitreal ranibizumab' OR
'aflibercept'/exp OR 'aflibercept' OR 'eylea'/exp OR 'eylea' OR 'intravitreal aflibercept' OR 'dexamethasone'/exp OR 'dexamethasone' OR 'ozurdex'/exp OR 'ozurdex' OR 'intravitreal dexamethasone' OR 'fluocinolone acetonide'/exp OR 'fluocinolone acetonide' OR 'iluvien'/exp OR 'iluvien' OR 'intravitreal fluocinolone acetonide' OR 'laser coagulation'/exp OR 'laser coagulation' OR 'laser photocoagulation'/exp OR 'laser photocoagulation' OR 'vitrectomy'/exp OR 'vitrectomy' OR 'pars plana vitrectomy'/exp OR 'pars plana vitrectomy') AND [embase]/lim
OR
'diabetic retinopathy'/exp OR 'diabetic retinopathy' AND ('fixed regimen' OR 'fixed scheme' OR 'fixed' OR 'prn'/exp OR 'prn' OR 'pro re nata' OR 'pro re nata regimen' OR 'prn regimen' OR 'as needed' OR 'prn scheme' OR 'pro re nata scheme' OR 'treat and extend regimen' OR 'treat-and-extend regimen' OR 'treat and extend scheme' OR 'treat-and-extend scheme' OR 'treat and extend' OR 'treatand-extend') AND [embase]/lim
Total: 2394 referências
Data de acesso: 29/12/2016
A busca das evidências na base MEDLINE (via PubMed) e Embase resultou em 4.722 referências (2.328 no MEDLINE e 2.394 no Embase). Destas, 753 foram excluídas por estarem duplicadas. Três mil novecentos e sessenta e nove referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 214 referências, correspondentes às 7 questões de pesquisa, tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.
2) Seleção das evidências
Somente foram elegíveis estudos que consideravam pacientes com edema macular diabético e comparando esquemas de tratamento entre Anti-VEGFs (associados ou não a laser) ou entre estes e 'sham'. Qualquer outra comparação não foi considerada. Estudos que não tiveram um braço específico ou majoritário com apenas um único esquema terapêutico (PRN, fixo ou tratar e estender) foram excluídos. Ensaios clínicos contidos em revisões sistemáticas, também foram excluídos. Só foram considerados ECR não contidos nas revisões e que atendessem aos critérios acima especificados.
Quinze potenciais referências tiveram sua elegibilidade confirmada através da leitura do texto completo, sendo duas adquiridas por busca manual. Destas, 7 foram excluídas, uma por não incluir anti-VEGFs, uma por considerar pacientes sem edema macular diabético e cinco por não ter um braço específico do estudo para apenas um dos regimes terapêuticos (fixo, PRN e tratar e estender). Dessa forma, foram incluídas duas revisões sistemáticas com meta-análise 134,214 e seis ensaios clínicos randomizados 128,129,149,238-240 .
3) Descrição dos estudos e seus resultados
As características dos estudos incluídos encontram-se na Tabela 91 abaixo. As características basais estão demonstradas na Tabela 92 . A Tabela 93 exibe os principais desfechos para os estudos incluídos. Nas tabelas 94 e 95 são exibidos os principais eventos adversos relatados.
Tabela 91 Características dos estudos incluídos para a resposta à questão 10
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle/comparador | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises | Revisões sistemáticas com meta-análises |
| Korobelnik et al. 2015 215 | Revisão sistemática com meta-análise de comparação indireta | Avaliar a eficácia e a segurança entre esquemas de diferentes Anti-VEGF em pacientes com EMD em diferentes estágios | 11 estudos foram incluídos (população de 3323 participantes com edema macular) | AIV 2m a cada 8 semanas (fixo) | RIV 0,5 mg (PRN) | Baixo |
| Yanagida e Ueta, 2014 134 | Revisão sistemática com meta-análise | Avaliar a segurança do uso de ranibizumabe em estudos que avaliaram pacientes comEMD | 6 estudos foram incluídos, com uma população de 2459 participantes | RIV + laser RIV | RIV ou laser Sham | Baixo |
| Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados |
| Payne et al. 2017 239 (TREX- DME) | ECR fase I/II | Avaliar a segurança e eficácia do RIV associado ou não a laser em pacientes com EMD | 116 pacientes (150 olhos, 137 completaram 1 ano de seguimento) com edema macular diabético envolvendo o centro da fóvea | RIV a cada 4 semanas (mensal); RIV quatro injeções mensais e depois tratar e estender (TREX) | RIV quatro injeções mensais e depois tratar e estender + laser (GILA) | Baixo |
| Prunte et al. 2015 240 (RETAIN) | ECR fase III | Avaliar a não inferioridade do RIV no regime tratar e extender, associado ou não a laser | 372 participantes (332 finalizaram o estudo, 89,2%) com diabetes melitus tipos 1 e 2 e edema macular diabético. | RIV 0,5 mg tratar e estender + laser (RIV TE LA)RIV 0,5 mg tratar e estender (RIV TE) | RIV 0,5 mg PRN (RIV PRN) | Baixo* |
| Gonzalez et al 2015; Do et al. 2012 ; Do et al. 2011 128,129,241 (DA VINCI) | ECR fase II | Avaliar a eficácia de diferentes doses e regimes de aflibercepte em pacientes com edema macular envolvendo o centro da fóvea | Gonzalez et al. 2005 : 46 pacientes (37 completaram 12 meses de seguimento) com diabetes mellitus tipos I e II e EMCS; Do et al. 2011 e Do et al.2012 : 221 olhos, dos quais 219 foram tratados e 176 terminaram 12 meses de seguimento. Condição: diabetes mellitus tipos I e II e EMCS | AIV 0,5 mg a cada 4 semanas (0,5q4); AIV 2 mg a cada 4 semanas (2q4); AIV 2 mg a cada 8 semanas, após 3 doses mensais (2q8); e AIV 2 mg PRN, após 3 doses mensais (PRN). | Laser | Alto (randomização, sigilo de alocação, cegamento, relato seletivo(Do etal. 2012)) |
| Autor, ano | Desenho de estudo | Objetivo | População | Intervenção | Controle/comparador | Risco de viés |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lang, 2013 150 (RESTORE) | ECR fase III de extensão | Avaliar a eficácia e a segurança do ranibizumabe 0,5 mg em pacientes com EMD, em 2 anos | 240 participantes (dos 303 que completaram o estudo RESTORE principal) com edema macular diabético. 220 completaram dois anos | RIV 0,5mg PRN | Como se trata de um estudo open-label, as comparações foram feitas de acordo com os grupos do estudo principal (RIV vs. RIC+ laser vs. laser) | Baixo |
Anti-VEGF: inibidor do fator de crescimento do endotélio vascular; EMD: edema macular diabético; EMCS: Edema macular clinicamente significante; AIV: aflibercepte intravítreo; RIV: ranibizumabe intravítreo; PRN: regime Pro re nata (ou "As needed"); *Apesar do risco de viés baixo, o estudo realizou análise de não-inferioridade considerando os pacientes entre os períodos mês 1 a mês 12, sem detalhar o quantitativo de participantes a cada mês e quantos foram imputados, o que pode ter superestimado o valor de acuidade visual a favor do regime tratar e estender (análise de superioridade foi a favor do regime PRN - Tabela 3).
Tabela 92 Características basais para os estudos primários incluídos para a resposta à questão 10
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc, Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Sensibilidade da retina (dB), média (DP) | Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Payne et al. 2017 239 (TREX- DME) | Mensal: 30 TREX: 60 GILA: 60 | olhos olhos olhos | Mensal: 58,7 TREX: 59,4 GILA: 59,9 | Mensal: 47% TREX: 47% GILA: 60% | NR | MAVC(letras ETDRS (eq, Snellen)): Mensal: 65,1 (20/60); TREX: 64,1 (20/70) GILA: 65,1 (20/60) | Mensal: 434 TREX: 475 GILA: 480 | NR | 12 meses | ||
| Prunte et al. 2015 240 (RETAIN) | RIV TE LA: 117 RIV TE: 125 | RIV PRN: 117 | RIV TE LA: 63,7 (9,1) RIV TE: 63,0 (9,8) | RIV PRN: 64,5 (9,7) | RIV TE LA: 78 (64,5) RIV TE: 77 | RIV PRN: 77 (62,6) | RIV TE LA: 7,8 (1,4) RIV TE: (1,3) | Escore de letras (DP): RIV TE LA: 61,7 (12,2) | RIV TE LA: 480,7 (165,0) RIV TE: 452,4 (131,2) | NR | 24 meses |
| Autor, ano | N intervenção | N controle | Idade intervenção, média (DP) | Idade controle, média (DP) | %sexo masc, Intervenção | %sex masc controle | HbA1c (%), média (DP) | Acuidade visual (escore de letra), Logmar | Espessura central da retina (µm), média (DP) | Sensibilidade da retina (dB), média (DP) | Seguimento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Gonzalez et al. 2015 241 | 0,5q4: 10; 2q4: 7; 2q8: 8; | Laser: 11 | 64,7 (7,9); 57,7 (5,4); 57,5 (11,9); 58,8 (10,2), | 65,0 (6,7) | 6 (60,0); 3 (42,9); 3 (37,5); | 9 (81,8) | NR | Letras ETDRS (DP): 0,5q4: 57,0 (15,1); 2q4: 60,4 (13,6); 2q8: 63,6 (9,8); 2PRN: 66,3 (10,9), | NR | OCT central: 0,5q4: 6,14 (4,90); 2q4: 8,79 (5,68); 2q8: 4,25 (3,77); 2PRN: 7,93 (5,14), Laser: 5,65 (5,18) | 12 meses |
| Lang et al. 2013 150 | 240 pacientes (83 prévio RIV 0,5mg; 83 prévio RIV + laser; e 74 prévio laser) | 240 pacientes (83 prévio RIV 0,5mg; 83 prévio RIV + laser; e 74 prévio laser) | RIV 0,5: 62,9 (9,29) RIV + laser: 64,0 (8,15) Laser: 63,5 (8,81) | RIV 0,5: 62,9 (9,29) RIV + laser: 64,0 (8,15) Laser: 63,5 (8,81) | RIV 0,5: 73 (62,9) RIV + laser: 70 (59,3) Laser: 58 (52,3) | RIV 0,5: 73 (62,9) RIV + laser: 70 (59,3) Laser: 58 (52,3) | NR | Escore de letra: RIV 0,5: 64,8 (10,11) RIV + laser: 63,4 (9,99) Laser: 62,4 (11,11) | RIV 0,5: 426,6 (118,01) RIV + laser: 416,4 (119,91) Laser: 412,4 (123,95) | NR | 24 meses |
| Do et al. 2012; Do et al. 2011 128,129 | 0,5q4: 2q4: 44; 2q8: 42; 2PRN: 45 | Laser: 44 | 0,5q4: 62,3 (10,7); 2q4: 62,1 (10,5); 2q8: 62,5 (11,5); 2PRN: 60,7 (8,7) | 64,0 (8,1) | 0,5q4: 54,5; 2q4: 61,4; 2q8: 52,8; 2PRN: 64,4 | 61,4 | 0,5q4: 8,10 (1,91); 2q4: 8,08 (1,94); 2q8: 7,85 (1,72); 2PRN: 7,97 (1,71) Laser: 7,93 | Letras ETDRS: 0,5q4: 59,3 (11,2); 2q4: 59,9 (10,1); 2q8: 58,8 (12,2); 2PRN: 59,6 (11,1) Laser: 57,6 (12,5) | 0,5q4: 426,1 (128,3); 2q4: 456,6 (135,0); 2q8: 434,8 (111,8); 2PRN: 426,6 (152,4) Laser: 440,6 (145,4) | NR | 6 meses e 12 meses |
PRN: esquema Pro Re Nata ( as needed ); RIV: ranibizumabe intravítreo; Observação: para melhor entendimento da codificação dos esquemas terapêuticos veja Tabela 1; RIV: ranibizumabe intravítreo; TREX: RIV quatro injeções mensais e depois tratar e estender; RIV TE LA: RIV 0,5 mg tratar e estender + laser; RIV TE: RIV 0,5 mg tratar e estender;GILA: RIV quatro injeções mensais e depois tratar e estender + laser; MAVC: melhor acuidade visual ajustada; HbA1c: hemoglobina glicada; Masc.: masculino; DP: desvio padrão; NR: não reportado.
Tabela 93 Principais desfechos para os estudos incluídos para a resposta à questão 10
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual | Nº médio de injeções (DP) | Sensibilidade da retina | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|
| Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise | Revisão sistemática com meta-análise |
| Korobelnik et al. 2015 215 | AIV vs. RIV (12 meses) | EA: MD= 4,67 [1,85-7,52]. (Favorece AIV) Ganho ≥ 10 letras ETDRS [int. credibilidade 95%]: EF: RR = 1,32 [0,98-1,78]; OR = 1,64 [0,97-2,78]; (NS) EA: RR = 1,19 [0,90-1,57]; OR = 1,59 [0,75-3,35]. (NS) Perda ≥ 10 letras ETDRS [int. credibilidade 95%]: EF: RR = 0,27 [0,07-0,90]; OR = 0,27 [0,07-0,90]; (favorece AIV) EA: RR = 0,28 [0,06-1,29]; OR = 0,26 [0,05-1,31]. (NS) Ganho ≥ 15 letras ETDRS [int. credibilidade 95%]: EF: RR = 1,78 [0,96-3,29]; OR = 1,90 [0,95-3,75]; (NS) EA: RR = 1,42 [0,93-2.24]; OR = 1,87 [0,87-4,16]. (NS) Perda ≥ 15 letras ETDRS [int. credibilidade 95%]: | NR | NR | NR |
(NS)
Perda ≥ 10 letras ETDRS [IC 95%]:
EF: RR = 0,31 [0,09-1,04]; (NS)
OR = 0,28 [0,08-0,99]; (favorece AIV limítrofe)
EA: RR = 0,31 [0,09-1,09]; (NS)
OR = 0,27 [0,08-0,94] (favorece AIV limítrofe).
Ganho ≥ 15 letras ETDRS [IC 95%]: EF: RR = 1,49 [0,78-2,85]; OR = 1,74 [0,83-3,65]; (NS) EA: RR = 1,49 [0,78-2,85]; OR = 1,74 [0,83-3,65]. (NS)
Perda ≥ 15 letras ETDRS [IC 95%]: EF: RR = 0,24 [0,03-1,90]; OR = 0,23 [0,03-1,86]; (NS) EA: RR = 0,26 [0,03-2,11]; OR = 0,23 [0,03-1,86]. (NS)
| Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados | Ensaios clínicos randomizados |
|---|---|---|---|---|
| et al. 2017 239 MensalTREXGILA | Mensal: TREX: +9,6 letras. Ganho ≥ Mensal: TREX: GILA: | letras; letras; p=0,80 (entre grupos) letras : (41%) (40%) (45%) letras : (24%) (27%) (32%) (não houve perda para Mensal: 13,2 TREX: 10,7 GILA: 10,1 p<0,001 p/TREX vs. mensal e GILA vs. mensal. P = 0,246 p/GILA vs. TREXMáx. Intervalo (sem aplicação): TREX: 8,1 semanas GILA: 9,2 semanas p<0,001 para as duas coortes se comparadas à mensal | NR | 12 meses: Mensal: -123 TREX: -143 GILA: -166; p=0,47 (entre grupos) |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual | Nº médio de injeções (DP) | Sensibilidade da retina | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|
| Prunte et al. 2015 240 | RIV TE LA** | Diferença média MAVC Avaliação da não inferioridade ¥ x RIV PRN (basal - 1 a 12 meses): 0,39 (IC95%, -1,03; 1,81) p<0,001 Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1 a 24 meses): -0,30 (IC95%, -1,32; 1,92), p = 0,692 mudança 12 meses (DP): 6,79 (6,999) mudança 24 meses (DP): 8,30 (8,129) | 12,4 (3,8) | NR | %mudança 12 meses (DP): -27,09 (22,992) %mudança 24 meses (DP): -32,03 (25,628) Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1a 12 meses): 0,82 (IC95%, -4,6; 8,2), p = 0,218 Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1a 24 meses): 3,01 (IC95%, -3,26; 9,29), p = 0,0467 |
| RIV TE** | Diferença média Avaliação da não inferioridade ¥ x RIV PRN (basal - 1 a 12 meses): 0,19 (IC95%, -1,21; 1,59) p<0,001 Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1 a 24 meses): -0,54 (IC95%, -1,06; 2,13), p = 0,519 Mudança 12 meses: 6,80 (8,726) Mudança 24 meses: 6,49 (10,854) | 12,8 (3,7) | NR | %mudança 12 meses (DP): -24,35 (22,027)% Mudança 24 meses (DP): -24,98 (26,414) Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1 a 12 meses): -0,02 (IC95%, -5,25; 5,22), p = 0,738 Teste de superioridade x RIV PRN (basal - 1a 24 meses): -1,23 (IC95%, -7,34; 4,87), p = 0,9360 | |
| RIV PRN** | Mudança 12 meses: 7,44 (8,457) Mudança 24 meses: 8,06 (8,462) | 10,7 (5,6) | %mudança 12 meses (DP): -23,16 (22,362) %mudança 24 meses (DP): -24,97 (26,678) | ||
| 0,5q4 | 11,1 (3,3) | NR | NR | ||
| Gonzalez et al. 2015 241 | 2q4 | 12,0 (1,5) | NR | NR | |
| 2q8 | 8,0 (0,0) | Melhora sign. 52 semanas em relação ao basal (valores não mostrados) | NR |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual | Nº médio de injeções (DP) | Sensibilidade da retina | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|
| 2PRN | 6,1 (3,9) | Melhora sign. 24 e 52 semanas em relação ao basal (valores não mostrados) Melhora Sign. 24 semanas em relação ao basal vs. laser | NR | ||
| AIV agregado | Semana 24: 2,5 a 13,1 letras semana 52: 5,4 a 16,3 letras | NR | Melhora sign. 24 e 52 semanas em relação ao basal (valores não mostrados); melhora Sign. 24 semanas em relação ao basal vs. laser | NR | |
| Laser | Semana 24: 0,9 letras; semana 52: 3,3 letras. | NA | NR | ||
| Prévio RIV 0,5 mg | MAVCletras (DP): 12 meses: +7,9 (7,4) 24 meses: 7,9 (9,0) >78 letras (24 meses): 38,6% | Após 24 meses: 11,3 (5,6) | NR | Redução em 12 meses: -127,8; Redução em 24 meses: -140,6 | |
| Lang et al. 2013 150 | Prévio RIV 0,5 mg + laser | 12 meses: +7,1 (7,3) 24 meses: 6,7 (7,9) >78 letras (24 meses): 21,7% | Após 24 meses: 11,0 (5,6) | NR | Redução em 12 meses: -139,7; Redução em 24 meses: -133 |
| MAVCletras: | |||||
| Prévio laser | 12 meses: +2,3 (9,6) 24 meses: 5,4 (9,0) | Após 24 meses: 4,1 (3,6) | NR | Redução em 12 meses: -63,3 Redução em 24 meses: -126,6 |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual | Nº médio de injeções (DP) | Sensibilidade da retina | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|
| Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129 | 0,5q4 | Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 50% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 34% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 77% Ganho ≥ 10 letras (semana 52): 57% ETDRS letras 24 meses: +8,6; p = 0,0054 em relação ao laser | Após 48 semanas: 11,7 (2,49) | NR | 24 semanas: -144,6; p = 0,0002 em relação ao laser |
| Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129 | 2q4 | Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 64% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 32% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 89% Ganho ≥ 10 letras (semana 52): 71% ETDRS letras 24 meses: +11,4; p<0,0001 em relação ao laser | Após 48 semanas: 10,8 (2,87) | NR | 24 semanas: -194,5; p<0,0001 em relação ao laser |
| Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129 | 2q8 | Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 43% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 17% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 93% Ganho ≥ 10 letras (semana 52): 45% ETDRS letras 24 meses: +8,5; p = 0,0085 em relação ao laser | Após 48 semanas: 7,2 (1,74) | NR | 24 semanas: -127,3; p = 0,0066 em relação ao laser |
| Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129 | 2PRN | Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 58% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 27% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 93% Ganho ≥ 10 letras (semana 52): 91% ETDRS letras 24 meses: +10,3; p = 0,0004 em relação ao laser. | Após 48 semanas: 7,4 (3,19) | NR | 24 semanas: -153,3; p<0,001 em relação ao laser |
| Autor, ano | Grupo | Acuidade visual | Nº médio de injeções (DP) | Sensibilidade da retina | Espessura central macular (µm), média (DP) |
|---|---|---|---|---|---|
| AIV agregado | Faixa de melhora BCVA: 24 semanas: +8,5 a +11,4 letras; (p=0,0085 para todos os grupos AIV vs. laser) 52 semanas: +9,7 a +13,1 letras. (p<0,001 para todos os grupos AIV vs. laser); Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 64% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 34% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 93% Ganho ≥ 15 letras (semana 52): p<0,001 para todos os grupos AIV vs. laser, exceto 2q8. | NR | NR | Redução em 24 semanas: variando de 127,3 a 194,5 µm (todos os regimes de AIV), p=0,0066 em relação ao laser Redução em 52 semanas: p<0,0001 para todos os regimes de AIV vs. laser. | |
| Laser | Ganho ≥ 10 letras (semana 24): 21% Ganho ≥ 15 letras (semana 24): 32% Ganho ≥ 0 letras (semana 24): 68% Ganho ≥ 10 letras (semana 52): 30% ETDRS letras 24 meses: +2,5 | NA | NR | Redução de 67,9 µm em 24 semanas |
*O estudo cita que não utilizou poder estatístico para detectar diferenças entre os diversos regimes de tratamento, por isso diferenças estatísticas entre os regimes de aflibercepte não foram mostrados; **o estudo realizou análise de não-inferioridade considerando os pacientes entre os períodos mês 1 a mês 12, sem detalhar o quantitativo de participantes a cada mês e quantos foram imputados, o que pode ter superestimado o valor de acuidade visual a favor do regime tratar e estender (análise de superioridade foi a favor do regime PRN), devido a isso somente foram relatados valores de diferença entre basal, 12 e 24 meses; ¥Não inferioridade assumida quando a diferença entre esquemas tratar e estender vs. PRN for <4; AIV: Aflibercepte intravítreo; RIV: ranibizumabe intravítreo; MAVC: Melhor acuidade visual corrigida; BCVA: acuidade visual melhor corrigida; DP: Desvio Padrão; EF: Efeito fixo; EA: Efeito aleatório; OR: oddsratio; RR: Risco relativo; NR: Não relatado. Obs: para melhor entendimento da codificação dos esquemas terapêuticos veja Tabela 1; O estudo de Yanagida e Ueta, 2014, não apresenta resultados de eficácia de acordo com os Seleção das evidências (desfechos de segurança na Tabela 4).
Tabela 94 Eventos adversos mais frequentes relatados pelas revisões sistemáticas inclusas
| Korobelnik et al. | 2015 215 Yanagida | 2015 215 Yanagida | 2015 215 Yanagida | 2015 215 Yanagida | 2015 215 Yanagida | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| AIV (fixo) vs. RIV (PRN) método MTC[interv. Credibilidade] | Valor p | READ-2 | RESTORE | RISE e RIDE | Total | |
| Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais |
| Todos eventos adversos, n (%) | EF: RR = 0,79 [0,55-1,10]; OR = 0,61 [0,29-1,26]; EA: RR = 0,88 [0,64-1,15]; OR = 0,58 [0,18-1,82]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos graves | EF: RR = 0,76 [0,47-1,26]; OR = 0,71 [0,39-1,32]; EA: RR = 0,82 [0,47-1,42]; OR = 0,74 [0,31-1,72]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos oculares graves | EF: RR = 0,28 [0,06-1,24]; OR = 0,27 [0,05-1,25]; EA: RR = 0,30 [0,05-2,49]; OR = 0,28 [0,05-2,58]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos não oculares graves | EF: RR = 0,60 [0,32-1,14]; OR = 0,53 [0,24-1,17]; EA: RR = 0,67 [0,29-1,66]; OR = 0,53 [0,12-2,11]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Todos eventos oculares | EF: RR = 0,75 [0,54-1,05]; OR = 0,60 [0,32-1,09]; EA: RR = 0,85 [0,58-1,25]; OR = 0,58 [0,16-1,87]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Todos eventos não oculares | EF: RR = 1,09 [0,87-1.40]; OR = 1,27 [0,65-2,42]; EA: RR = 1,03 [0,80-1,56]; OR = 1,22 [0,23-6,18] | NS | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares |
| Dor ocular, n (%) | EF: RR = 0,98 [0,38-2,70]; OR = 0,97 [0,34-2,94]; EA: RR = 0,96 [0,23-3,91]; OR = 0,95 [0,17-4,75]; | NS | NR | NR | NR | NR |
| Catarata, n (%) | EF: RR = 3,93 [0,77-32,74]; OR = 4,09 [0,76-34,86]; EA: RR = 3,83 [0,52-43,72]; OR = 4,16 [0,49-50,98]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos |
| HAS | EF: RR = 0,95 [0,44-2,07]; OR = 0,95 [0,40-2,22]; EA: RR = 0,95 [0,37-2,55]; OR = 0,94 [0,28-3,14]. | NS | NR | NR | NR | NR |
| Todas as causas de morte, n (%) | EF: RR = 2,90 [0,20-50,4]; OR = 3,06 [0,18-60,01]; EA: RR = 2,76 [0,13-79,02]; OR = 2,83 [0,11-85,27]. | NS | 1,59 (0,05- 48,89); p=0,792 | 0,98 (0,60- 1,59); p=0,939 | 1,11 (1,00-1,23); p=0,04 | 1,082 (0,997-1,175); p=0,133 (o modelo final com ajuste pelos dois estudos que consideraram esquema PRN, não mostrou relação significativa com o risco de morte) |
NR: Não relatado; NS: Não significante; EF: efeito fixo; EA: Efeito aleatório; OR: Oddsratio; RR: Risco relativo; AIV: aflibercepte intravítreo; RIV: Ranibizumabe intravítreo; PRN (Pro re nata).
Tabela 95 Eventos adversos mais frequentes relatados pelos ensaios clínicos randomizados inclusos
| Evento Adverso | Gonzalez et al. 2015 ; Do et 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et 2011* 128,129,240 | 2012; Do et al. | 2012; Do et al. | 2012; Do et al. | 2013 149 | 2013 149 | 2013 149 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento Adverso | Laser | 0,5q4 | 2q4 | 2q8 | 2PRN | Prévio RIV 0,5 mg | Prévio RIV 0,5 mg + laser | Prévio laser | Mensal | TREX | GILA | RIV TE LA | RIV TE | RIV PRN |
| Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais | Eventos adversos gerais |
| Todos eventos adversos, n (%) | 7 (63) 1 | 9 (90) 1 | NR | NR | 6 (60) 1 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Eventos adversos graves | 1 (9) 1 | 1 (10) 1 | 1 (63) 1 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Todos eventos oculares | NR | NR | NR | NR | NR | 45 (54.2) | 47 (56.6) | 39 (52.7) | NR | NR | NR | 58 (46.0) | 63 (50.0) | 46 (39.0) |
| Todos eventos não oculares | NR | NR | NR | NR | NR | 58 (69.9) | 61 (73.5) | 59 (79.7) | NR | NR | NR | 97 (77.0) | 99 (78.6) | 83 (70.3) |
| Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares | Eventos adversos oculares |
| Dor ocular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 14 (16.9) | 9 (10.8) | 12 (16.2) | NR | NR | NR | 8 (6.3) | 7 (5.6) | 3 (2.5) |
| Hemorragia conjuntiva, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 8 (9.6) | 9 (10.8) | 0 (0.0) | NR | NR | NR | 5 (4.0) | 11 (8.7) | 6 (5.1) |
| Olho seco, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 6 (4.8) | 3 (2.4) | 4 (3.4) |
| Hemorragia retina, n(%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (1.6) | 3 (2.4) | 0 |
| Hemorragia vítrea, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 0 | 4 (7) | 1 (2) | 8 (6.3) | 2 (1.6) | 0 |
| Hiperemia conjuntiva, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 8 (9.6) | 6 (7.2) | 6 (8.1) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Conjuntivite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 6 (4.8) | 2 (1.6) | 0 (0.0) |
| Ceratite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 1 (0.8) | 3 (2.4) | 0 |
| Catarata, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 10 (12.0) | 11 (14.9) | 1 (3) | 3 (5) | 4 (7) | 5 (4.0) | 7 (5.6) | 7 (5.9) |
| Elevação pressão ocular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (7) | 1 (2) | 3 (5) | 2 (1.6) | 7 (5.6) | 5 (4.2) |
| Hipertensão ocular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 7 (5.6) | 2 (1.6) | 3 (2.5) |
| Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | et al. Lang et al. | et al. Lang et al. | et al. Lang et al. | Payne et al. | Payne et al. | Payne et al. | 238 Prunte et | 238 Prunte et | 238 Prunte et | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento Adverso | Laser | 0,5q4 | 2q4 | 2q8 | 2PRN | Prévio RIV 0,5 mg | Prévio RIV 0,5 mg + laser | Prévio laser | Mensal | TREX | GILA | RIV TE LA | RIV TE | RIV PRN |
| Glaucoma, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (2.4) | 1 (0.8) | 1 (0.8) |
| Membrana epiretinal, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (7) | 2 (3) | 1 (2) | NR | NR | NR |
| Edema retinal diabético, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 3 (3.6) | 3 (4.1) | NR | NR | NR | 4 (3.2) | 2 (1.6) | 1 (0.8) |
| Edema macular, n %) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (1.6) | 3 (2.4) | 2 (1.7) |
| Sensação de corpo estranho no olho, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 7 (8.4) | 2 (2.7) | 3 (10) | 10 (17) | 10 (17) | 0 | 1 (0.8) | 4 (3.4) |
| Descolamento posterior do vítreo, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 7 (23) | 5 (8) | 4 (7) | NR | NR | NR |
| Perda de visão, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 0 | 5 (8) | 1 (2) | NR | NR | NR |
| Secreção ocular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (2.4) | 5 (6.0) | 2 (2.7) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Prurido/irritação ocular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (2.4) | 3 (3.6) | 5 (6.8) | NR | NR | NR | 2 (1.6) | 4 (3.2) | 2 (1.7) |
| Fibrose macular, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (2.4) | 0 | 0 |
| Lacrimação exacerbada, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (2.4) | 4 (4.8) | 4 (5.4) | NR | NR | NR | 1 (0.8) | 4 (3.2) | 0 |
| Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos | Eventos adversos sistêmicos |
| Nasofaringite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 13 (15.7) | 13 (15.7) | 19 (25.7) | NR | NR | NR | 11 (8.7) | 10 (7.9) | 8 (6.8) |
| Cistite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (1.6) | 2 (1.6) | 6 (5.1) |
| Bronquite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 11 (8.7) | 1 (0.8) | 5 (4.2) |
| Anemia, n (%) | 0 | 1 (2,3) | 2 (4,5) | 0 | 0 | NR | NR | NR | 1 (3) | 2 (3) | 4 (7) | 4 (3.2) | 5 (4.0) | 5 (4.2) |
| Sangue na urina, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (1.6) | 3 (2.4) | 5 (4.2) |
| Diarreia, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 4 (3.2) | 4 (3.2) | 7 (5.9) |
| Evento Adverso | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento Adverso | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; 2011* 128,129,240 | et al. Lang et al. | et al. Lang et al. | et al. Lang et al. | Payne et al. | Payne et al. | Payne et al. | 238 Prunte et | 238 Prunte et | 238 Prunte et |
| Evento Adverso | Laser | 0,5q4 | 2q4 | 2q8 | 2PRN | Prévio RIV 0,5 mg | Prévio RIV 0,5 mg + laser | Prévio laser | Mensal | TREX | GILA | RIV TE LA | RIV TE | RIV PRN |
| Alergia, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (10) | 7 (12) | 3 (5) | NR | NR | NR |
| Gastroenterite, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (7) | 0 | 2 (3) | NR | NR | NR |
| Infec. de tecido mole/pele, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 1 (3) | 10 (17) | 9 (15) | NR | NR | NR |
| Infec. Respiratória, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 10 (33) | 18 (30) | 12 (20) | NR | NR | NR |
| Infec. Trato urinário inferior, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (7) | 3 (5) | 3 (5) | 9 (7.1) | 11 (8.7) | 5 (4.2) |
| Desidratação, n (%) | 0 | 0 | 0 | 2 (4,8) | 0 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Hiper/hipoglicemia, n (%) | 0 | 0 | 2 (4,5) | 0 | 0 | NR | NR | NR | 6 (20) | 8 (13) | 9 (15) | NR | NR | NR |
| Hiperlipidemia, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (10) | 4 (2) | 1 (7) | NR | NR | NR |
| Mal-estar, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (10) | 1 (2) | 0 | NR | NR | NR |
| Deficiência de testosterona, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (7) | 1 (2) | 0 | NR | NR | NR |
| IM, n (%) | 0 | 3 (6,8) | 0 | 0 | 0 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| HAS | 0 | 0 | 2 (4,5) | 1 (2,4) | 0 | 10 (12.0) | 9 (10.8) | 6 (8.1) | 5 (17) piora | 16 (27) piora | 18 (30) piora | 20 (15.9) | 18 (14.3) | 8 (6.8) |
| Todas as causas de morte, n (%) | 1 (2,3) | 1 (2,3) | 3 (6,8) | 2 (4,5) | 0 | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Falha cardíaca congestiva, n (%) | 0 | 0 | 3 (6,8) | 1 (2,4) | 2 (4,4) | NR | NR | NR | 1 (3) | 6 (10) | 7 (12) | NR | NR | NR |
| Celulite, n (%) | 0 | 3 (6,8) | 2 (4,5) | 0 | 1 (2,2) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Dor torácica, n (%) | 0 | 0 | 2 (4,5) | 0 | 3 (6,7) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Tonteira, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 4 (13) | 1 (2) | 1 (2) | NR | NR | NR |
| AVC, n (%) | 1 (2,3) | 1 (2,3) | 2 (4,5) | 0 | 0 | NR | NR | NR | 0 | 0 | 3 (5) | NR | NR | NR |
| Artralgia, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 6 (7.2) | 0 (0.0) | 3 (4.1) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | Autor, ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Evento Adverso | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129,240 | Gonzalez et al. 2015 ; Do et al. 2012; Do et al. 2011* 128,129,240 | al. 2013 149 | al. 2013 149 | al. 2013 149 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 | Payne et al. 2017 238 | |||
| Evento Adverso | Laser | 0,5q4 | 2q4 | 2q8 | 2PRN | Prévio RIV 0,5 mg | Prévio RIV 0,5 mg + laser | Prévio laser | Mensal | TREX | GILA | RIV TE LA | RIV TE | RIV PRN |
| Fratura, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 0 | 0 | 4 (7) | NR | NR | NR |
| Paralisia nervo cranial, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 0 | 1 (2) | 3 (5) | NR | NR | NR |
| Dor lombar, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 4 (4.8) | 7 (9.5) | 8 (27) | 7 (12) | 12 (20) | 8 (6.3) | 10 (7.9) | 3 (2.5) |
| Queda, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 2 (2.4) | 3 (4.1) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Edema periférico, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 7 (5.6) | 5 (4.0) | 3 (2.5) |
| Dor nas extremidades, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 5 (6.0) | 0 (0.0) | 0 (0.0) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
| Insuf. Renal, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | NR | 1 (3) | 0 | 6 (10) | NR | NR | NR |
| Cefaleia, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 3 (3.6) | 4 (4.8) | 4 (5.4) | 7 (23) | 10 (17) | 9 (15) | NR | NR | NR |
| Tosse, n (%) | NR | NR | NR | NR | NR | 2 (2.4) | 2 (2.4) | 4 (5.4) | NR | NR | NR | NR | NR | NR |
- Para os estudos de Do et al. 2012 e Do et al. 2011, apenas foram apresentados os resultados de segurança do seguimento mais longo (52 semanas); Inf.: Infecções; Insf.: insuficiência; NR: não relatado.
4. RECOMENDAÇÕES
A proposta de elaboração do PCDT da Retinopatia Diabética foi apresentada aos membros do Plenário da Conitec em sua 86ª Reunião Ordinária, os quais recomendaram favoravelmente ao texto.
A qualidade das evidências e a força da recomendação foram julgadas de acordo com os critérios GRADE ( Grading of Recommendations, Assessment, Developmentand Evaluations ) 159 , de forma qualitativa, durante a reunião de consenso das recomendações. Os metodologistas mediaram as discussões apresentando cada um dos critérios GRADE.
A seguir são apresentadas as principais recomendações contidas no documento.
| Número | Recomendação |
|---|---|
| 1 | Recomenda-se, em pacientes portadores de DM1 e DM2, o controle da hemoglobina glicada (HbA1c) à níveis <7% por ser capaz de reduzir o risco de progressão e incidência da RD e edema macular diabético (EMD). É recomendada a manutenção da pressão sistólica abaixo de 130mmHg, bem como a manutenção dos níveis de proteinúria <30 mg/dL/24h, para a redução de progressão e incidência deRD eEMD 13-15,20,21 . Amanutenção de um perfil lipídico dentro dos valores recomendados aos portadores de DMtambém é recomendada com o objetivo de se reduzir o risco de desenvolvimento ou progressão do EMD. |
| 2 | Os métodos apresentam boa acurácia diagnóstica. É recomendado o uso dos métodos oftalmoscopia binocular indireta e biomicroscopia de fundo, com a possibilidade de se associara fotografia estereoscópica (retinografia). |
| 3 | Recomenda-se a angiofluoresceinografia, em periodicidade não menor que seis meses ou a critério médico a depender da gravidade, em caráter complementar para o diagnóstico de EMD e para auxiliar no tratamento com fotocoagulação a laser. |
| 4 | Recomenda-se o uso do exame de OCT para o diagnóstico de EMD e sempre que a avaliação clínica oftalmológica for insuficiente para se definir o tratamento ou retratamento ou quando o oftalmologista julgar necessário para melhor compreensão do caso. |
| 5 | DMsemretinopatia ou comRD até grau moderado sem Edema: Recomenda-se adequação do controle glicêmico com manutenção da HbA1c < 7%, o acompanhamento a cada 12 meses ou de acordo com critérios clínicos. Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) grave e muito grave sem edema macular e a retinopatia diabética proliferativa (RDP) sem características de alto risco sem EMD: Recomenda-se a panfotocoagulação de acordocom protocolos institucionais e considerando a gravidade caso a caso. |
| Número | Recomendação |
|---|---|
| descolamento tracional de retina com comprometimento da mácula ou que esteja ameaçando acometer a mácula; 3) em casos de descolamento de retina misto (tracional e regmatogênico); 4) em casos de hemorragia vítrea associada a rubeosis iridis. Edema macular diabético que não envolve o centro da fóvea: Recomenda-se a panfotocoagulação de acordocom protocolos institucionais e considerando a gravidade caso a caso. Não se recomenda o tratamento medicamentoso com anti-VEGF e nem corticosteroides intravítreo. Edema macular diabético que envolve o centro da fóvea: Recomenda-se a panfotocoagulação de acordocom protocolos institucionais e considerando a gravidade caso a caso. Recomenda-se o uso do aflibercepte ou ranibizumabe associado ou não a panfotocoagulação (avaliar caso a caso a necessidade de associação) como primeira opção de tratamento para pacientes com EMD. Não se recomenda o tratamento medicamentoso com corticosteroides intravítreo. Recomenda-se vitrectomia via pars plana como uma opção a ser utilizada após a falha do tratamento farmacológico com Anti-VEGF, exceto em caso de contraindicação. |
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Fonte
Ministério da SaúdeÚltima atualização
21 de janeiro de 2025
Formato
PDF - 207 páginas
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