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Sobrepeso e Obesidade em Adultos

Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Sobrepeso e Obesidade em Adultos - Anexo atualizado em 08/07/2024

Última atualização: 21 de janeiro de 2025
391 páginas
CID-10: E66, E660, E661, E662, E668, E669

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Introdução à ObesidadeMetodologia e ClassificaçãoDiagnóstico da ObesidadeCritérios de Inclusão/ExclusãoPrevenção da ObesidadeTratamento da ObesidadeTratamento FarmacológicoTratamento: AlimentaçãoAtividade FísicaSuporte PsicológicoPráticas IntegrativasTratamento CirúrgicoCasos EspeciaisBulimia e CompulsãoMonitoramento do TratamentoRegulação e AvaliaçãoReferências BibliográficasAnexo: Estado NutricionalLegislação FederalPerguntas e RespostasMetodologia da DiretrizEquipe e Partes InteressadasColaboração e EvidênciasRecomendaçõesEstratégia de Busca (PICO 1)Estudos e Resultados (PICO 1)Avaliação (PICO 1)Certeza da Evidência (PICO 1)Aceitabilidade (PICO 1)Recomendações (PICO 1)Estratégia de Busca (PICO 2)Estudos e Resultados (PICO 2)Tabela (PICO 2)Avaliação (PICO 2)Efeitos Desejáveis (PICO 2)Efeitos Indesejáveis (PICO 2)Certeza da Evidência (PICO 2)Valores (PICO 2)Equidade e Aceitabilidade (PICO 2)Viabilidade (PICO 2)Recomendações (PICO 2)Estratégia de Busca (PICO 3)Estudos e Resultados (PICO 3)Avaliação (PICO 3)Efeitos Indesejáveis (PICO 3)Viabilidade (PICO 3)Recomendação (PICO 3)Estratégia de Busca (PICO 4)Estudos e Resultados (PICO 4)Tabela (PICO 4)Avaliação (PICO 4)Certeza da Evidência (PICO 4)Valores (PICO 4)Recomendação (PICO 4)Estratégia de Busca (PICO 5)Estudos e Resultados (PICO 5)Resultados (PICO 5)Tabela (PICO 5)Gráfico (PICO 5)Resultados dos Estudos (PICO 5)Avaliação (PICO 5)Efeitos Indesejáveis (PICO 5)Certeza da Evidência (PICO 5)Recomendação (PICO 5)Estratégia de Busca (PICO 6)Estudos e Resultados (PICO 6)Tabela (PICO 6)Gráfico (PICO 6)Avaliação (PICO 6)Efeitos Desejáveis (PICO 6)Certeza da Evidência (PICO 6)Equidade (PICO 6)Recomendação (PICO 6)Estratégia de Busca (PICO 7)Estudos e Resultados (PICO 7)Exercício Físico (PICO 7)Valores (PICO 7)Recomendação (PICO 7)Estratégia de Busca (PICO 8)Estudos e Resultados (PICO 8)Tabela (PICO 8)Resultados dos Estudos (PICO 8)Explicações (PICO 8)Avaliação (PICO 8)Desfecho Primário (PICO 8)Efeitos Indesejáveis (PICO 8)Certeza da Evidência (PICO 8)Valores (PICO 8)Balanço dos Efeitos (PICO 8)Aceitabilidade (PICO 8)Recomendação (PICO 8)Estratégia de Busca (PICO 9)Estudos e Resultados (PICO 9)Gráfico (PICO 9)Gráfico (PICO 9)Gráfico (PICO 9)Avaliação (PICO 9)Certeza da Evidência (PICO 9)Valores (PICO 9)Balanço dos Efeitos (PICO 9)Recomendação (PICO 9)Estratégia de Busca (PICO 10)Estudos e Resultados (PICO 10)Análise (PICO 10)Redução de Peso (PICO 10)Resultados dos Estudos (PICO 10)Sibutramina vs PlaceboAvaliação (PICO 10)Efeitos Indesejáveis (PICO 10)Certeza da Evidência (PICO 10)Balanço dos Efeitos (PICO 10)Recursos Necessários (PICO 10)Resumo dos JulgamentosRecomendação (PICO 10)Estratégia de Busca (PICO 11)Estudos e Resultados (PICO 11)Revisões SistemáticasAvaliação (PICO 11)Valores (PICO 11)Balanço dos Efeitos (PICO 11)Recursos Financeiros (PICO 11)Recomendação (PICO 11)Estratégia de Busca (PICO 12)Estudos e Resultados (PICO 12)Tabela (PICO 12)Tabela (PICO 12)Avaliação (PICO 12)Valores (PICO 12)Recomendação (PICO 12)Referências
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MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E INSUMOS ESTRATÉGICOS

PORTARIA SCTIE/MS Nº 53, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2020

Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Sobrepeso e Obesidade em Adultos.

O SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E INSUMOS ESTRATÉGICOS EM SAÚDE, no uso de suas atribuições legais, resolve:

Art. 1º Fica aprovado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Sobrepeso e Obesidade em Adultos.

Art. 2º O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre essa tecnologia estará disponível no endereço eletrônico: http://conitec.gov.br/.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

HÉLIO ANGOTTI NETO

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PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETIZES TERAPÊUTICAS DO SOBREPESO E OBESIDADE EM ADULTOS

1. INTRODUÇÃO

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a extensão e a gravidade da crise da obesidade são comparadas apenas à negligência e ao estigma enfrentados pelas pessoas com obesidade. No mundo, sobrepeso e obesidade afetam mais de 2 bilhões de adultos, e a prevalência quase triplicou em 40 anos 1 . Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, com 18 anos ou mais, estavam acima do peso. Desses, mais de 650 milhões tinham obesidade. A preocupação com os riscos à saúde associados ao aumento da obesidade tornaram-se quase universais; os estados membros da OMS introduziram uma meta voluntária para interromper o aumento da obesidade até 2025 2-4 .

De acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2019 (VIGITEL), a prevalência da obesidade em adultos no Brasil aumentou 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2018. Mais da metade da população brasileira, 55,4%, tem excesso de peso. Observou-se aumento de 30% quando comparado com percentual de 42,6% no ano de 2006. A prevalência de excesso de peso tende a aumentar com a idade e diminuir com a escolaridade 15,16 . Na população negra, a prevalência de excesso de peso em 2018 era de 56,5% e de obesidade, de 20% 17 .

A obesidade é uma condição crônica multifatorial que engloba diferentes dimensões: biológica, social, cultural, comportamental, de saúde pública e política 18 . O desenvolvimento da obesidade decorre de interações entre o perfil genético de maior risco, fatores sociais e ambientais, por exemplo, inatividade física, ingesta calórica excessiva 19,20 , ambiente intrauterino, uso de medicamentos obesogênicos e status socioeconômico 20 . Sono insuficiente, disruptores endócrinos e microbiota intestinal também podem estar associados à gênese da obesidade 20 .

Mudanças ambientais e sociais resultaram na alteração dos padrões alimentares e de atividade física. Apesar da existência de políticas públicas para esses dois fatores de proteção, a constante promoção/incentivo ao consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados (calorias líquidas refrigerantes e sucos de frutas adoçados -, fast foods etc.) prejudicam a prevenção e o controle da obesidade 21,22 . O acesso restrito da população a programas públicos de promoção de atividade física é também outro fator que dificulta o controle da obesidade 23 .

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O Brasil está entre os países com maior prevalência de inatividade física do mundo 24 . Os dados do VIGITEL de 2019 apontaram que 44,8% da população com 18 anos residentes nas capitais brasileiras não atendem ao mínimo de atividade física recomendado pela OMS, sendo que as mulheres (52,2%) e os idosos (69,1%) apresentam as maiores prevalências de inatividade física 16 . No último século, diferentes estudos avaliaram a influência da genética no desenvolvimento da obesidade. Estes estudos incluíram populações em situação de encarceramento, gêmeos, indivíduos adotivos, entre outros. Embora diversos aspectos ainda careçam de elucidação, existem evidências de que a genética influencia no desenvolvimento da obesidade 19 . Apesar de haver um constante apelo às características genéticas como fatores preditores de sobrepeso e obesidade, ainda existem controvérsias quanto ao real impacto da carga genética. Um estudo avaliou a relação entre ter obesidade e ter pais com a condição. Esse estudo mostrou que crianças com obesidade com menos de três anos de idade, sem pais com obesidade, têm baixo risco de terem a condição na idade adulta, mas que, entre as crianças mais velhas, ter obesidade é um preditor cada vez mais importante da obesidade na idade adulta, independentemente de os pais terem a condição. A obesidade dos pais mais do que duplica o risco de obesidade adulta entre crianças com e sem obesidade com menos de 10 anos de idade 25 .

Diferentes estudos sugerem que indivíduos que têm predisposição genética para obesidade são mais suscetíveis quando expostos a ambientes desfavoráveis, indicando que a adoção de determinado estilo de vida afeta a população geral de modo variado. Fatores como estados crônicos de estresse psicossocial, redução de horas de sono, consumo de bebidas com adição de açúcar, frituras e alimentos utraprocessados e inatividade física podem interagir com genes relacionados à obesidade, afetando os fenótipos de adiposidade e aumentando a associação entre os genes e medidas antropométricas, como o Índice de Massa Corpórea (IMC) 20 . A título de exemplo, um estudo demonstrou que é maior a chance de ganhar de peso comendo frituras, quando variantes genéticas relacionadas à obesidade estão presentes no indivíduo 26 .

Embora centenas de loci cromossômicos associados à obesidade expliquem somente 5% das variações do IMC, estudos de associação genômica ampla demonstraram que loci associados à obesidade possuem genes expressos no sistema nervoso central envolvidos na regulação do apetite e da saciedade, na secreção e ação da insulina, na adipogênese e no metabolismo energético e de lipídios 27 .

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Independentemente da presença de genótipos que predispõem à obesidade, as intervenções a nível individual para seu controle (alimentação adequada e saudável, atividade física, medicamentos e intervenções cirúrgicas) parecem funcionar de forma semelhante entre os indivíduos. Dessa forma, a triagem para variantes genéticas no cotidiano da prática clínica não é recomendada 28 . Sobrepeso e obesidade têm implicações relevantes à saúde do indivíduo e à sociedade. Valores de IMC acima dos indicativos de eutrofia e aumento de adiposidade estão relacionados a um maior risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, diabetes, doenças musculoesqueléticas e alguns tipos de câncer, além de estar associado a maiores índices de mortalidade 21 .

O tecido adiposo armazena energia e secreta hormônios e citocinas inflamatórias que influenciam na homeostase. Esses produtos participam da regulação do apetite e do gasto energético, interferem na sensibilidade à insulina, na capacidade oxidativa e na absorção de lipídios em outros tecidos e órgãos. Quando há balanço energético positivo, como na obesidade, ocorre hipertrofia e hiperplasia de adipócitos para que o excesso de energia seja armazenado no tecido adiposo sob a forma de triglicerídeo. Isso resulta em alterações da composição celular do tecido, com maior secreção de hormônios e citocinas, além do recrutamento de células inflamatórias, resultando em inflamação e alterações metabólicas. Esses processos precipitam o surgimento de diversas comorbidades e complicações associadas à obesidade 29,30 .

A manutenção do estoque de gordura corporal é regulada no sistema nervoso central, onde se originam as sensações de fome e saciedade, e onde o tônus do sistema nervoso simpático é modulado, permitindo maior ou menor gasto de energia. Embora essa regulação seja complexa e ainda não totalmente esclarecida, o entendimento dos conhecimentos disponíveis é essencial para se compreender por que, para os pacientes com obesidade, é difícil perder peso e mais difícil ainda manter o peso perdido. Essa compreensão reduz o preconceito, não apenas com o tratamento, mas em todas as esferas da sociedade, onde lamentavelmente estão incluídos os profissionais ligados aos serviços de saúde 31,32 .

Apesar da riqueza de evidências científicas para demonstrar a complexidade atrelada à prevenção e ao controle da obesidade, o tema é constantemente tratado como trivial. A sociedade é continuamente informada de que ganho e perda de peso são simples. Isso é muitas vezes associado a propagandas sensacionalistas de módulos de atividade física e a dietas e medicamentos milagrosos. Esse discurso propagado para a sociedade gira em torno da mensagem de que as pessoas ganham peso em decorrência de falha moral - por exemplo,

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preguiça e gula - e que a perda de peso pode ser alcançada, rapidamente, ao se comer menos e se mover mais 14,33 . Esse discurso não otimiza o processo de prevenção e auxílio a perda de peso, mas acaba gerando estigmas, rótulos e estimulando a gordofobia 34-36 . Esta se trata de uma aversão à gordura, caracterizada pela repulsa ou desconforto em relação às pessoas com excesso de peso, podendo se manifestar em atitudes que configuram violência física, emocional e assédio moral 37 , além de poder contribuir para a baixa autoestima e valores negativos para a aquisição de hábitos saudáveis 38,39 .

Esse estigma social se correlaciona negativamente a outras dimensões da vida da pessoa com sobrepeso ou obesidade, incluindo escolaridade, status socioeconômico e estado civil, contribuindo significativamente para piora da qualidade de vida 40,41 . Alguns estudos revelaram que pessoas com sobrepeso e obesidade têm piores condições de trabalho, menores salários e menores chances de serem contratadas, se comparadas com indivíduos com peso considerado normal 42 .

Profissionais de saúde podem apresentar comportamentos preconceituosos e estigmatizantes, afetando a qualidade do cuidado da pessoa com sobrepeso ou obesidade 43-45 . Muitas vezes, esse comportamento pode ocorrer explícito ou implícito, por meio de falas que culpabilizam apenas o indivíduo pela situação, por atitudes que demonstrem que o profissional não acredita que o tratamento terá resultados, entre outros, resultando em discriminação, injustiças e iatrogenias relacionadas ao tratamento 44-46 .

O preconceito, o estigma e a discriminação resultam em maior morbimortalidade, com efeitos físicos e psicológicos ao indivíduo alvo desses fatores 44-47 . Ademais, essas crenças e atitudes preconceituosas podem desencorajar a pessoa com sobrepeso ou obesidade a procurar os serviços de saúde, tanto para estas como para outras condições, comprometendo o acesso à saúde como um todo 44,46,48 . Em função disso, é necessário que o profissional de saúde amplie seus conhecimentos a respeito do sobrepeso e da obesidade, avalie suas atitudes quando estão cuidando de pessoas com estas condições e reflitam de que modo elas podem estar influenciando na qualidade do cuidado 44,45,49 .

A obesidade compromete a qualidade e reduz a expectativa de vida do indivíduo. Além disso, ela impacta a sociedade com aumento dos gastos diretos em saúde, bem como dos custos indiretos, associados à perda de produtividade 50,51 .

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Desta forma, o presente PCDT visa a apresentar diretrizes gerais para a prevenção e promoção à saúde ao discorrer sobre o diagnóstico, a terapêutica e o monitoramento de pessoas adultas com sobrepeso ou obesidade no SUS.

2. METODOLOGIA

O processo de desenvolvimento deste PCDT seguiu recomendações da Diretriz Metodológica de Elaboração de Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde 2 , que preconiza o uso do sistema GRADE ( Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation ), que classifica a qualidade da informação ou o grau de certeza dos resultados disponíveis na literatura em quatro categorias (muito baixo, baixo, moderado e alto) 52 .

Foi identificada a evidência disponível na literatura sobre as 12 perguntas de pesquisa definidas no escopo do PCDT. Os estudos selecionados foram sumarizados em tabelas de evidências na plataforma GRADEpro. A partir disso, o grupo desenvolvedor do PCDT, composto por metodologistas e especialistas no tema, elaborou recomendações a favor ou contra cada intervenção. Uma descrição detalhada do método de seleção de evidências e dos resultados obtidos encontra-se no APÊNDICE 1 deste documento (seção 'Metodologia de busca e avaliação da literatura').

3. CLASSIFICAÇÃO ESTATÍSTICA INTERNACIONAL DE DOENÇAS E PROBLEMAS RELACIONADOS À SAÚDE (CID-10)

Serão contemplados neste Protocolo de pessoas com sobrepeso e obesidade classificados de acordo com os CID abaixo:

  •  E66 Obesidade
  •  E66.0 Obesidade devida a excesso de calorias
  •  E66.1 Obesidade induzida por drogas
  •  E66.2 Obesidade extrema com hipoventilação alveolar
  •  E66.8 Outra obesidade
  •  E66.9 Obesidade não especificada
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4. DIAGNÓSTICO

O diagnóstico precoce do sobrepeso e da obesidade tem grande importância no contexto do controle e prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), uma vez que essas condições consistem em fatores de risco para outras DCNT e acarretam prejuízos para a saúde dos indivíduos, impactando no aumento da morbimortalidade 22,53,54 .

O diagnóstico de sobrepeso ou obesidade é clínico, com base na estimativa do IMC, que é dado pela relação entre o peso e a altura do indivíduo, segundo a fórmula 22,55 :

Trata-se de um método de fácil aplicação e baixo custo, o qual possibilita tanto a classificação do estado nutricional e definição das medidas terapêuticas indicadas, como a estratificação de risco para desenvolvimento e/ou presença de comorbidades ( Quadro 1 ) 22 .

Quadro 1. Classificação do estado nutricional de adultos e risco de comorbidades, segundo IMC.

Classificação IMC Risco de comorbidades
Abaixo do peso <18,50 Baixo
Eutrófico 18,50 - 24,99 Médio
Sobrepeso 25,00 - 29,99 Pouco Elevado
Obesidade grau I 30,00 - 34,99 Elevado
Obesidade grau II 35,00 - 39,99 Muito elevado
Obesidade grau III ≥ 40,00 Muitíssimo elevado

Fonte: Adaptado de OMS, 2000 55 , Abeso, 2016 56 ; Legenda: IMC: Índice de Massa Corporal.

O IMC tem sido utilizado como uma medida substituta de gordura corporal, tanto na prática clínica, quanto nos estudos epidemiológicos e clínicos. O uso do IMC, entretanto, apresenta limitações, visto que ele não é uma medida direta de gordura corporal e nem indica sua distribuição; não leva em consideração a massa muscular; não distingue quanto a sexo e etnia; e é menos acurado em alguns grupos específicos (idosos, etnia asiática, indígena, entre outros). Assim, deve ser feita avaliação criteriosa do significado dessa medida 49 .

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Em adultos jovens, com idade entre 18 e 20 anos incompletos, a classificação do estado nutricional deve seguir o indicador IMC-para-Idade, em escore Z. As curvas para parametrização do estado nutricional para ambos os sexos podem ser acessadas no site da OMS (https://www.who.int/growthref/who2007\_bmi\_for\_age/en/) ou no ANEXO 1 deste Protocolo. Para idosos também existe uma classificação específica, conforme Lipschitz (1994) ( Quadro 2 ).

Quadro 2. Classificação de estado nutricional de acordo com IMC para idosos e conforme escore Z para adultos jovens (18 anos a 20 anos incompletos).

Classificação IMC
Jovens com idade entre 18 e 20 anos incompletos Jovens com idade entre 18 e 20 anos incompletos
Magreza Acentuada < Escore-z -3
Magreza ≥ Escore-z -3 e < Escore-z -2
Eutrófico ≥ Escore-z -2 e ≤ Escore-z +1
Sobrepeso > Escore-z +1 e ≤ Escore-z +2
Obesidade > Escore-z +2 e ≤ Escore-z +3
Obesidade Grave > Escore-z +3
População Idosa População Idosa
Abaixo do peso ≤ 22,00
Eutrófico >22,00 e < 27,00
Sobrepeso ≥27,00

Fonte: Obesity Canada & Canadian Association of Bariatric Physicians and Surgeons 49 ; Brasil, 2014 22 , Lipschitz D, 1994- Screening for nutritional status in the elderly. Prim Care. 1994;21(1):55-67).

A medida do perímetro da cintura é um método utilizado para avaliar a distribuição da gordura intra-abdominal, sendo um marcador de maior risco cardiometabólico 55 . A medida é obtida com uso de fita métrica, mensurando-se a região localizada no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca com o indivíduo em expiração. Na impossibilidade de se identificar essa região, a medida é feita a 2 cm acima da cicatriz umbilical. No Quadro 3 , constam os parâmetros de circunferência que estão relacionados com o risco elevado de morbimortalidade, de acordo com o sexo e etnia 57,58 .

Quadro 3. Parâmetros para risco cardiovascular, segundo perímetro da cintura.

Etnia Risco cardiovascular elevado Risco cardiovascular elevado Risco cardiovascular significativamente elevado Risco cardiovascular significativamente elevado
Mulher Homem Mulher Homem
Caucasiana ≥ 80,0 cm ≥94,0 cm ≥ 88,0 cm ≥102,0 cm
Latina ≥83,0 cm ≥88,0 cm ≥90,0 cm ≥94,0 cm
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Africana ≥71,5 cm ≥76,5 cm ≥81,5 cm ≥80,5 cm
Asiática ≥ 80,0 cm ≥85,0 cm ND ND

Fonte: Obesity Canada & Canadian Association of Bariatric Physicians and Surgeons 49 .

Assim como o IMC, a aplicabilidade do perímetro da cintura apresenta algumas limitações. É uma medida indireta de gordura visceral, sensível a alterações temporárias como gestação, presença de ascite ou distensão abdominal, entre outros. Essa medida se torna menos sensível com o aumento do IMC e o ponto de corte também varia de acordo com a etnia 49 .

Independentemente do parâmetro avaliado e da consulta (inicial ou de seguimento), recomenda-se solicitar ao indivíduo permissão para que suas medidas possam ser aferidas e que elas sejam feitas em locais que resguardem sua privacidade para evitar constrangimentos 49 .

Além de medidas antropométricas, a avaliação do sobrepeso e da obesidade deve buscar identificar suas causas e complicações, bem como potenciais barreiras ao tratamento. Esta avaliação leva em consideração anamnese, com coleta do histórico de saúde completo e de aspectos comportamentais e sociais; exame físico e exames laboratoriais e de imagem, conforme julgamento clínico 22,49 .

5. CRITÉRIOS DE INCLUSÃO

  •  Adultos (idade igual ou superior a 18 anos) com diagnóstico de sobrepeso ou obesidade (IMC igual ou superior a 25 kg/m 2 ) com ou sem comorbidades que buscam atendimento no SUS.
  •  Indivíduos adultos submetidos à cirurgia bariátrica, com no mínimo 18 meses após a realização da intervenção e com IMC igual ou superior a 25 kg/m 2 .

6. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO

  •  Indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica, com período de realização da cirurgia inferior a 18 meses.
  •  Indivíduos com idade inferior a 18 anos.
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7. PREVENÇÃO DO SOBREPESO E DA OBESIDADE

Na atenção ao indivíduo com sobrepeso ou obesidade é necessária uma contínua ação de Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) para identificação dos casos, estratificação de risco e organização da oferta de cuidado. A VAN pode ser realizada em todos os pontos de atenção da rede, desde a Atenção Primária em Saúde (APS) até a Atenção Hospitalar. Por meio dessa vigilância, são obtidas informações que podem subsidiar a qualificação da atenção integral ao indivíduo, com ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, além de permitir atuação precoce no ganho excessivo de peso. Na APS, além das Unidades Básicas de Saúde (UBS), destacam-se outros locais privilegiados para as ações intersetoriais: a escola, por meio do Programa Saúde na Escola, que abrange ações para crianças e adolescentes até dezoito anos e estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e as Academias da Saúde 22,59 .

Visando a uma eficiente captação e acolhimento dessa demanda, os profissionais de saúde devem estar capacitados e sensibilizados para essa temática, podendo identificar e intervir precoce e agilmente, entendendo que o excesso de peso é um agravo à saúde, com grande influência no desenvolvimento de outras doenças crônicas e que a reversão desse quadro pode e deve ser, na maioria das situações, realizada na APS 22 . Contudo, existem evidências limitadas para orientar os profissionais sobre quais programas ou políticas de prevenção da obesidade podem ser mais eficazes 60 . Os agentes comunitários são profissionais-chave para acolhimento da pessoa com sobrepeso e obesidade no âmbito da atenção primária, além de propiciar a formação do vínculo com a Equipe Saúde da Famíia (ESF) e a unidade de saúde. Estes profissionais também podem desenvolver ações de promoção à saúde e prevenção de doenças e agravos em contextos individuais e coletivos, fortalecendo ainda mais as estratégias propostas à comunidade e ao usuário na prevenção e tratamento do sobrepeso e da obesidade 61 .

As estratégias de prevenção da obesidade que apresentam resultados mais promissores são aquelas projetadas para impactar não apenas o conhecimento, mas também as habilidades e competências (sugerindo uma teoria do comportamento social subjacente). Intervenções multifatoriais que combinam componentes de alimentação, atividade física e mudança de comportamento, incluindo automonitoramento do peso, mensagens gerais ou aconselhamentos personalizados 62 ; e implementação intensiva e de longo prazo, incluindo sessões em grupo e monitoramento da alimentação e/ou atividade física, são recomendadas para prevenção e controle da obesidade 63 .

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Para além do conceito de alimentação saudável, algumas publicações passaram a adotar o conceito de alimentação adequada e saudável , dialogando com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), que se refere à adequação cultural, social e econômica da alimentação, e não apenas nutricional 60 , e que está em consonância com a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), instituída em 1999 e atualizada em 2011, que compõe um conjunto de políticas públicas criadas com o intuito de respeitar, proteger, promover e prover os direitos humanos à saúde e à alimentação. Integram essa Política a VAN, as ações de promoção de práticas alimentares e saudáveis, a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição 64 . A promoção da alimentação adequada abarca medidas de incentivo, apoio e proteção, que visam a difundir informações, facilitar e proteger a adesão a práticas alimentares saudáveis, como a rotulagem nutricional obrigatória, os guias alimentares e a regulamentação da publicidade de alimentos 60,65 .

Com relação à importância da atividade física, estudos demonstraram que, além de associação com redução de peso, atividades físicas ainda reduzem risco para diferentes DCNT e de mortalidade por todas as causas e promovem melhorias na qualidade de vida 22,66 . Nesse sentido, o incremento da prática de atividade física regular, associada a hábitos alimentares saudáveis, contribui para controle de peso, visto que promove gasto de energia e equilíbrio energético negativo 22 .

Por fim, cumpre destacar que as pessoas estão inseridas em ambientes que promovem cada vez mais uma alta ingestão de energia e comportamentos sedentários 67 . Esse tipo de ambiente, que dificulta as escolhas saudáveis e favorecem o comportamento sedentário e hábitos alimentares inadequados, foram conceituados por Egger & Swinburn (1997) como 'ambientes obesogênicos'. Esses autores sugerem que a força motriz para o aumento da prevalência desta condição nas populações é o ambiente cada vez mais obesogênico, e não as alterações e mutações genéticas 68 .

Desse modo, para a prevenção/controle da obesidade, além do apoio aos indivíduos por meio de abordagens educativas/comportamentais, é fundamental a adoção de políticas intersetoriais para reverter a natureza obesogênica dos locais onde eles vivem. Nesse sentido, medidas como a regulação do marketing de alimentos ultraprocessados, melhora da rotulagem dos produtos alimentícios, medidas fiscais para alimentos não saudáveis, além de mudanças na infraestrutura

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urbana para promover transporte ativo e aumentar espaços para recreação têm sido recomendadas 67 .

8. TRATAMENTO

O tratamento da obesidade deve ter por finalidade alcançar uma série de objetivos globais em curto e longo prazo. Em conformidade com esta abordagem, o tratamento do sobrepeso e da obesidade deve buscar os seguintes resultados: diminuição da gordura corporal, preservando ao máximo a massa magra; promoção da manutenção de perda de peso; impedimento de ganho de peso futuro; educação alimentar e nutricional que vise à perda de peso, por meio de escolhas alimentares adequadas e saudáveis; redução de fatores de risco cardiovasculares associados à obesidade (hipertensão arterial, dislipidemia, pré-diabete ou diabete melito); resultar em melhorias de outras comorbidades (apneia do sono, osteoartrite, risco neoplásico, etc.); recuperação da autoestima; aumento da capacidade funcional e da qualidade de vida 69,70 .

É preciso atentar que o tratamento da obesidade não tem como objetivo atingir um IMC correspondente à eutrofia. O critério para perda de peso bem-sucedida é a manutenção de uma perda ponderal igual ou superior a 10% do peso inicial após 1 ano. Este percentual já é suficiente para melhorias significativas nos parâmetros cardiovasculares e metabólicos 22,71 . No entanto, é extremamente difícil manter essa perda de peso a longo prazo 72 . Reduções de peso entre 5% a 10% do peso habitual podem não resultar em mudanças de classificação quanto ao estado nutricional do indivíduo, ou seja, ele continuará com sobrepeso ou obesidade. Embora modestos, esses limiares de redução de peso podem resultar em melhorias significativas na redução de fatores de risco para doenças crônicas, como diminuição dos níveis pressóricos, glicêmicos e de triglicérides 22,71,73,74 .

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8.1. Tratamento farmacológico

O uso dos medicamentos orlistate e da sibutramina no tratamento de sobrepeso e obesidade foi avaliado de acordo com a metodologia de avaliação de tecnologias em saúde, adotada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), para definição da incorporação de medicamentos e respectivas políticas públicas de acesso a tecnologias no âmbito do SUS. A avaliação desses medicamentos para o tratamento da obesidade recebeu recomendação contrária à incorporação pela Conitec. Dentre os resultados dessa análise, na meta-análise que comparou o medicamento a sibutramina ao placebo em pacientes obesos, observou-se que o tratamento ativo em doses variadas (10, 15 ou 20 mg) resultou em perdas de peso clinicamente não significantes (diferença média = -3,32kg; IC 95%: -5,03; -1,61) 7 . A mesma tendência foi observada em meta-análise que comparou o medicamento orlistate a placebo em pacientes com sobrepeso ou obesidade, em que a diferença média de peso foi ainda inferior, de -2,68 kg (IC 95%: 3,01-2,35) 8 . Ambos os medicamentos, orlistate e sibutramina, apresentaram perfil de eventos adversos com risco considerado moderado a grave 7,8 . O uso de sibutramina pode resultar em elevações de pressão arterial e eventos cardíacos como fibrilação atrial e taquicardia, ansiedade, náusea, boa seca, insônia, entre outros 7 . Já o orlistate pode causar incontinência fecal, flatulência com perdas oleosas, dor e desconforto abdominal, ansiedade, fadiga, entre outros 8 . Ademais, embora não tenham custo unitário elevado, quando se considera a prevalência das condições, seu uso resultaria em impacto orçamentário elevado ao SUS para obtenção de benefícios modestos 7,8 . Assim, por meio das Portarias SCTIE nº 14 e 15, publicadas em 24 de abril de 2020, foi publicada a decisão de não incorporar os medicamentos no SUS.

8.2. Tratamento não farmacológico

Reduções de peso corporal após dieta ou prática de exercício físico resultaram em melhorias em diferentes domínios de qualidade de vida em indivíduos com sobrepeso ou obesidade 75,76 .

A atividade física regular, iniciada durante a fase de perda de peso e mantida durante a fase de estabilização de peso, a manutenção da alimentação adequada e saudável e suporte psicológico são as principais ferramentas para perda e manutenção de peso a longo prazo 77 . Intervenções para mudanças no estilo de vida, com intervalos semanais nos primeiros seis meses, mostramse altamente eficazes na redução do peso 78,79 . É importante destacar que a definição do plano terapêutico deve ser individualizada, considerando as necessidades e preferências da pessoa com sobrepeso ou obesidade, incluindo-a em todas as fases do processo e decisões 49 .

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8.2.1. Alimentação

Indivíduos com sobrepeso ou obesidade devem ser avaliados quanto ao estado nutricional e aos fatores que podem interferir no sucesso e na adesão do usuário ao tratamento. Um dos alicerces para o controle e prevenção do excesso de peso e da obesidade reside na promoção da alimentação adequada e saudável 22,59 .

O sucesso do tratamento dietético depende da manutenção de mudanças na alimentação por toda a vida. Dietas muito restritivas, artificiais e rígidas não são sustentáveis, e podem representar riscos a populações vulneráveis, na medida em que não consideram as necessidades nutricionais, os hábitos de vida e as características culturais do indivíduo 22,80 . Um planejamento alimentar mais flexível, que objetive mudanças gradativas, geralmente obtém mais sucesso. De maneira geral, os usuários devem ser aconselhados sobre como diminuir estrategicamente a ingestão de determinados alimentos dentro de um padrão alimentar saudável, atrativo e conveniente, de acordo com sua realidade e cultura 22 .

Quatro grupos de alimentos estão disponíveis para consumo, que se diferenciam com base no seu grau de processamento: Alimentos in natura ou minimamente processados são obtidos diretamente de vegetais ou animais, sem sofrer qualquer tipo de alteração ou que passaram por processos como limpeza, secagem, congelamento, pasteurização, moagem e não contêm adição de açúcar, sal, óleos, gorduras ou substancias industriais; ingredientes culinários processados são produtos utilizados para temperar, misturar e cozinhar alimentos in natura ou minimamente processados e, assim, criar preparações culinárias agradáveis ao paladar; alimentos processados são produtos fabricados com a adição de sal, óleo, açúcar ou outros ingredientes culinários a alimentos in natura ou minimamente processados, utilizando métodos de conservação como enlatamento e engarrafamento e, no caso de pães e queijos, fermentação não alcoólicas; alimentos ultraprocessados são aqueles que possuem muitos ingredientes, incluindo sal, açúcar, óleos e gorduras e substâncias de uso exclusivamente industrial, como substâncias não usadas em cozinhas domésticas (açúcar invertido, frutose, xarope de milho, glúten, fibra solúvel ou insolúvel, maltodextrina, proteína isolada de soja, óleo interesterificado) e aditivos cosméticos alimentares (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, emulsificantes, espessantes, adoçantes) ( Figura 1 ) 80 .

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Figura 1. Grupos de alimentos.

Alimentos in natura ou minimamente processados

Legumes, verduras, frutas naturais ou embaladas, picados, refrigerados ou congelados, iogurtes sem adição de açúcar; chá, café, carnes frescas, refrigeradas ou congeladas, ervas frescas ou secas, leites sucos de frutas pasteurizados, feijães, entre outros.

Ingredientes culinários

Óleos, gorduras, sal e açúcar

Consumo recomendado

Uso em pequenas quantidades para criar preparaçães culinárias

Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileira 80 .

Legenda:

Alimentos in natura ou minimamente processados são obtidos diretamente de vegetais ou animais, sem sofrer qualquer tipo de alteração ou que passaram por processos como limpeza, secagem, congelamento, pasteurização, moagem e não contêm adição de açúcar, sal óleos, gorduras ou substâncias industriais.

Ingredientes culinários: produtos utilizados para temperar, misturar e cozinhar alimentos in natura ou minimamente processados. Alimentos processados: adição de sal ou açúcar (ou outra substância de uso culinário como óleo ou vinagre), ao alimento in natura ou minimamente processado para torná-lo mais durável e saboroso.

Alimentos ultraprocessados: são alimentos com muitos ingredientes, incluindo sal, açúcar, óleos e gorduras e substâncias de uso exclusivamente industrial, como substâncias de uso exclusivamente industrial como substâncias não usadas em cozinhas domésticas (açúcar invertido, frutose, xarope de milho, glúten, fibra solúvel ou insolúvel, maltodextrina, proteína isolada de soja, óleo interesterificado) e aditivos cosméticos alimentares (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, emulsificantes, espessantes, adoçantes).

Segundo o Guia Alimentar da População Brasileira e outras publicações, deve-se incentivar a ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados 80,81 . O consumo de alimentos ultraprocessados está associado ao desenvolvimento de DCNT, incluindo obesidade 65 .

Alimentos processados

Alimentos em conserva, frutas em conserva, carnes enlatadas, queijos, pães (feitos com farinha de trigo; leveduras, água sal), entre outros.

Limitar consumo

Alimentos ultraprocessados

Bolachas recheadas, sucos em pó, refrigerantes, macarrão instantâneo cereais matinais açucarados, alimentos embutidos, entre outros.

Evitar consumo

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O conceito de alimentação saudável não deve ser baseado somente em nutrientes. Os alimentos que contêm e fornecem os nutrientes, como os alimentos são combinados entre si e preparados, as características do modo de comer e as dimensões culturais e sociais das práticas alimentares influenciam a saúde e o bem-estar. Alimentos ultraprocessados são ricos em gorduras, açúcares, sódio e calorias e pobre em vitaminas, fibras e minerais. Essa composição nutricional desbalanceada favorece a ocorrência de DCNT e obesidade. Outros mecanismos que relacionam o consumo de ultraprocessados com a obesidade vão além do perfil de nutrientes. Os estudos mais recentes mostram que os impactos negativos dos ultraprocessados nos desfechos em saúde são independentes do conteúdo energético e nutricional da dieta 82,83 . Uma maior desconstrução da matriz alimentar original, que ocorre durante o processamento destes produtos, tem sido associada com menor saciedade e maior resposta glicêmica. Outros mecanismos incluem alterações na microbiota intestinal, respostas inflamatórias relacionadas a nutrientes acelulares e aditivos alimentares industriais, contaminantes provenientes das embalagens destes produtos, dentre outros 8284 .

Estudos recentes têm demonstrado que o maior consumo de ultraprocessados está associado com importantes impactos à saúde humana:

  • Em uma investigação que comparou pessoas que consumiram uma dieta composta por alimentos ultraprocessados com aqueles que consumiram uma dieta à base de alimentos não processados (que tinham perfil nutricional semelhantes em termos de calorias, densidade energética, macronutrientes, açúcar, sódio e fibra), os participantes do primeiro grupo comeram, em média, 500 calorias a mais por dia e ganharam, em média, mais de 900 gramas de peso corporal em duas semanas. Foram observadas também alterações significativas em relação aos hormônios envolvidos na regulação da ingestão de alimentos durante o período estudado 85 .
  • O maior consumo de ultraprocessados aumenta o risco de: sobrepeso/obesidade e circunferência da cintura elevada em 39%, níveis baixos de colesterol HDL em 102% e síndrome metabólica em 79% 86 .
  • Quando estudadas as associações entre os níveis de consumo de alimentos ultraprocessados e os resultados de saúde em indivíduos saudáveis, foi encontrada associação positiva entre o consumo desses alimentos e pelo menos um resultado adverso à saúde 84 .
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  • Dessa forma, observa-se que o alto consumo de alimentos ultraprocessados está associado a um risco aumentado de mortalidade por todas as causas, doenças cardiovasculares gerais, doenças cardíacas coronárias, doenças cerebrovasculares, hipertensão, dislipidemia, síndrome metabólica, sobrepeso e obesidade, depressão, síndrome do intestino irritável, câncer geral, câncer de mama pós-menopausa, obesidade gestacional, asma e sibilância na adolescência e fragilidade 87-90 . Nenhum estudo relatou uma associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e resultados benéficos para a saúde.

Considerando o desequilíbrio nutricional de alimentos processados e a associação entre alimentos ultraprocessados e a ocorrência de desfechos negativos na saúde, os primeiros devem ser consumidos em pequenas quantidades 80 e alimentos ultraprocessados devem ser evitados 80,81 .

  • O Guia Alimentar para a População Brasileira propõe dez passos para uma alimentação adequada e saudável, que consiste em ações que vão além da mudança no perfil de consumo de alimentos ( Figura 2 ) 80 . Esses passos contribuem para que o indivíduo tenha mais atenção na alimentação e nas diferentes etapas envolvidas no processo, desde o consumo de informações sobre os alimentos, até o momento da refeição. Ademais, também recomendam que o indivíduo aprecie e desfrute melhor de suas refeições.
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Figura 2. Dez Passos Para Uma Alimentação Adequada e Saudável.

    1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
    1. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.
    1. Limitar o consumo de alimentos processados.
    1. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.
    1. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, em boa companhia.
    1. Fazer compras em locais que ofertem variedade de alimentos in natura ou minimamente processados.
    1. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.
    1. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
    1. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que sirvam refeições feitas na hora e a preço justo.
    1. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.

Fonte: Guia Alimentar para a População Brasileira 80 .

Não há controvérsias ao fato de que o balanço energético negativo, causado por redução na ingestão calórica, resulta em diminuição da massa corporal. A redução do consumo energético, no entanto, deve ser pautada principalmente por melhorias qualitativas na dieta, principalmente no que tange ao consumo de alimentos ultraprocessados. Quanto à frequência de refeições, estudos clínicos não evidenciaram benefício do fracionamento da dieta (quatro ou mais refeições por dia) comparado a fazer três refeições diárias. Desse modo, recomenda-se realizar pelo menos três refeições por dia ( Apêndice 5 ), preferencialmente composta por preparações culinárias feitas a partir de alimentos in natura ou minimamente processados, com pequenas quantidades de óleos, gorduras, açúcar e sal 80 .

Algumas estratégias sugerem, ainda, o controle no consumo de calorias líquidas e a substituição de açúcar por adoçante. A caloria líquida se refere à energia obtida a partir de bebidas com alto teor energético e grandes quantidades de açúcar rapidamente absorvíveis, por exemplo, as bebidas açucaradas e adoçadas e refrigerantes ou sucos de frutas com alto teor calórico. O organismo tem maior dificuldade de reconhecer as calorias líquidas, principalmente quando a

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bebida possui açúcar como seu nutriente único. Além de serem rápido e facilmente ingeridas, essas bebidas não contribuem para a saciedade fazendo com que ocorra maior consumo calórico 91 . Desse modo, recomenda-se substituição das bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos e energéticos, por água ( Apêndice 3 ).

Segundo a OMS, o consumo de açúcares livres deve estar limitado a 10% do consumo calórico total como parte de uma alimentação saudável. Para que maiores benefícios à saúde ocorram, recomenda-se que esta redução seja para menos de 5% dos valores energéticos totais 92 . Essa redução pode ser feita gradualmente para torná-la menos perceptível e permitir que o indivíduo se acostume pouco a pouco às quantidades reduzidas de açúcar 93 .

Adoçantes artificiais são produtos ultraprocessados comercializados como uma alternativa ao açúcar e como uma ferramenta para perda de peso. Entretanto, não há evidências do benefício da substituição de açúcar por adoçante para a perda de peso, seja em forma líquida ou sólida. Alguns estudos sugerem efeitos adversos ao uso dos adoçantes artificiais, como a síndrome metabólica. Diante da incerteza da evidência, qualquer recomendação de substituição de açúcar por adoçante é prematura ( Apêndice 4 ). Assim, preconiza-se a recomendação de alimentos em sua forma natural, sem a adição de adoçantes, sejam eles naturais ou artificiais 94 .

Durante a elaboração do plano alimentar, o principal requisito é a restrição dos alimentos ultraprocessados. Em termos quantitativos, a prescrição de uma alimentação com a restrição de 500 a 1.000 kcal/dia do gasto energético estimado se mostrou eficaz na redução do peso corporal em indivíduos com sobrepeso ou obesidade e pode ser recomendada no plano alimentar ( Apêndice 2 ). Deve-se ressaltar que a elaboração do plano deve ser feita por profissional capacitado, após avaliação nutricional que leve em conta não apenas hábitos alimentares, bem como prefências e valores individuais e potenciais barreiras que possam influenciar na mudança 95 .

8.2.2. Prática de atividade física

A atividade física compreende qualquer movimento corporal com gasto energético acima dos níveis de repouso'. Refere-se ao gasto de energia maior do que ocorre quando se está sentado, deitado descansando, por exemplo. Ou seja, a atividade física é entendida como todos os movimentos intencionais que realizamos no nosso dia-a-dia nos momentos de lazer, para deslocamento, nos afazeres domésticos e no ambiente de trabalho ou estudo 96-98 . São atividades físicas: esportes, brincadeiras, jogos, danças, caminhadas e práticas corporais, por

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exemplo. É considerado exercício físico, a atividade física realizada de maneira planejada, estruturada e repetitiva, que tenha por objetivo a melhoria e a manutenção da aptidão física 96 . O comportamento sedentário pode ser entendido como a realização de atividades de baixo ou nenhum gasto energético 99,100 . Ou seja, atividades na posição sentada ou deitada que geralmente são realizadas em frente a telas de computador, televisão, celulares e tablets.

A OMS recomenda que adultos e idosos façam 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana 97 . Ainda são recomendadas atividades de fortalecimento muscular com intensidade moderada ou maior, que envolva todos os principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana, para benefícios adicionais à saúde 97 . Pessoas que não conseguem acumular os minutos de atividade física recomendados pela OMS são consideradas inativas fisicamente. Benefícios adicionais como diminuição de risco de mortalidade por qualquer causa e diminuição de pressão arterial podem ser adquiridos para tempos semanais maiores quando associados a outras medidas de controle do sobrepeso e da obesidade 66 .

A obesidade abdominal é altamente sensível aos efeitos da atividade física regular. O tecido adiposo visceral é reduzido significativamente quando cumpridas as recomendações de prática de exercício físico, mesmo que nenhum peso seja perdido ( Apêndice 6 ).

A prática de exercícios físicos é uma abordagem recomendada para o manejo da obesidade 101103 . De acordo com a OMS, a inatividade física é um dos fatores de risco associada à grande maioria das mortes por doenças crônicas 21 . A prática de exercícios físicos promove benefícios importantes na prevenção e tratamento da doença coronariana, da hipertensão arterial, da síndrome metabólica, das doenças musculoesqueléticas, das doenças respiratórias e da depressão 66,97 . Ademais, contribui significativamente para melhoria na capacidade funcional, bem-estar e qualidade de vida 104 .

O exercício físico pode ser realizado por meio de exercícios aeróbicos (que são aqueles que envolvem movimentos contínuos de grande parte do corpo, como caminhada, corrida, ciclismo, dança e natação) e exercícios de resistência (que são aqueles que exigem força, como musculação, flexões e agachamentos).

Na redução de peso corporal, a prática de exercícios aeróbicos mostrou-se melhor quando comparado com exercícios de resistência 101,102 . Porém, destaca-se a importância da prática de exercícios de resistência para ganhos ou manutenção de massa magra ( Apêndice 7 ). O ganho de

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massa magra é considerado um fator positivo que está associado ao melhor estado geral de saúde e qualidade de vida. Neste sentido, é adequado recomendar que os indivíduos pratiquem uma combinação de exercícios aeróbicos e de resistência. Esta combinação de modalidades ainda apresenta vantagem na diminuição da gordura e perfil lipídico 104 . Similarmente, a OMS também recomenda a realização de exercícios aeróbicos e resistidos tanto para adultos quanto para idosos, além da prática de exercícios para melhora do equilíbrio de idosos. As atividades devem ser compatíveis com o estado de saúde do indivíduo, permitindo que se mantenha tão ativo quanto possível 97 .

É recomendado que a realização de exercícios físicos, tanto por meio de exercícios de resistência quanto aeróbicos, seja feita em grupos de pessoas. Porém, cabe atenção para que a intensidade e demais variáveis sejam controladas de forma individual. No entanto, deve-se evitar grupos muito grandes 101 .

Alguns indivíduos podem não conseguir realizar os exercícios físicos de forma contínua por um tempo prolongado, assim, recomenda-se que o tempo diário de atividades seja fracionado em sessões de no mínimo dez minutos progredindo para um tempo maior. Esta estratégia é útil para que indivíduos fisicamente inativos ou que apresentam condições que impossibilitem sessões maiores apresentem uma redução de risco de mortalidade por qualquer causa 97 .

Recomenda-se que indivíduos com obesidade iniciem a prática de exercícios físicos em intensidade moderada. O aumento da intensidade deve ser avaliado ao longo do programa de treinamento considerando a capacidade física do indivíduo, visto que o exercício físico mais vigoroso está associado a um potencial maior de lesões. Recomenda-se o controle da intensidade através da percepção subjetiva de esforço, considerando uma escala de zero a dez (0 a 10), no qual zero representa o esforço mínimo e dez o esforço máximo, sendo o nível de 5 ou 6 para exercícios moderados e 7 ou 8 para intensidades vigorosas. Deve-se adotar ainda o 'teste de fala ou conversação' que consiste em controlar a intensidade através da capacidade do indivíduo sustentar uma fala sem parar para respirar devido ao esforço físico ( Apêndice 8 ) 101 .

8.2.3. Suporte psicológico

Indivíduos com sobrepeso ou obesidade devem ser avaliados quanto a fatores psicológicos ou psiquiátricos que podem interferir no sucesso e na adesão ao tratamento 105 . Sabe-se que

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sobrepeso ou obesidade estão associados a repercussões na saúde mental, embora a natureza desta associação ainda não tenha sido totalmente elucidada. Estudos mostram que o 'excesso de peso' está associado a chances significativamente mais altas de sintomas depressivos e suicídio 106 . Mudanças no peso, associadas à depressão, são um fenômeno complexo e podem ser influenciadas por fatores específicos da doença, como alterações no apetite, na atividade física ou uso de medicamentos antidepressivos 107 . Deste modo, medidas de apoio psicológico podem auxiliar no tratamento do sobrepeso e da obesidade 55 .

O suporte psicológico, neste caso, tem por objetivo promover apoio e o empoderamento da pessoa ao autocuidado, visando à redução peso por meio da implementação de modificações de longo prazo no comportamento do indivíduo, que colaborem para a prevenção de reganho de peso 55 . As abordagens de suporte psicológico podem ser feitas de modo individual ou em grupo, conforme escolha do usuário, sempre respeitando sua individualidade, visto que as mesmas levam a redução de medidas antropométricas de forma semelhante ( Apêndice 10 ). Na abordagem psicológica de pessoas com excesso de peso, duas técnicas se destacam: a Entrevista Motivacional (EM) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

A EM é um estilo de aconselhamento diretivo e centrado no indivíduo. Através da exploração da ambivalência, busca-se provocar mudanças de comportamento, sendo o objetivo central o aumento da motivação para a mudança, por meio dos seguintes princípios básicos: expressar empatia, desenvolver discrepância, acompanhar a resistência e promover a auto eficácia 108,109 . A TCC parte do pressuposto de que mudanças cognitivas e comportamentais que facilitem o aumento da atividade física e a adesão a um padrão alimentar saudável podem ser úteis no tratamento da obesidade. A TCC é uma terapia breve, caracterizada por sessões semiestruturadas e orientada para metas. Ela envolve um trabalho colaborativo, com participação ativa do profissional da saúde e do usuário no tratamento, e possui um caráter educativo 110-112 .

Estas abordagens têm se mostrado eficazes para redução de medidas antropométricas (perda de peso, IMC e perímetro da cintura), embora com baixo nível de evidência ( Apêndice 10 ). Ainda assim, recomenda-se o suporte psicológico baseado na entrevista motivacional e na terapia cognitivo comportamental.

A abordagem deve ser adequada às necessidades do indivíduo com sobrepeso ou obesidade e condicionada à capacitação das equipes em saúde para a realização adequada dessas

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estratégias. Ademais, os indivíduos devem ser informados sobre a possibilidade de associação com outras modalidades de tratamento, como orientação alimentar e prática de atividade física 22 .

A sumarização do tratamento não farmacológico do sobrepeso e da obesidade podem ser vistos na Figura 3 .

Figura 3. Sumarização do tratamento não farmacológico do sobrepeso e da obesidade em adultos.

Alimentação Saudável

  • · Para alimentação saudável, recomenda-se:
  • · Reduzir de ingesta de energia;
  • · Restringir de 500 a 1.000 kcal/dia do gasto energético estimado;
  • · Aumentar consumo de alimentos in natura e minimamente processados;
  • · Reduzir no consumo de alimentos processados;
  • · Evitar consumo de alimentos ultraprocessados;
  • · Reduzir consumo de sal e açúcar;
  • · Substituir bebidas com adição de açúcar por água;
  • · Dar preferência a preparações culinárias;
  • · Utilizar pequenas quantidades de óleo, gorduras, sal e açúcar no preparo ou tempero dos alimentos;
  • · Realizar ao menos 3 refeições ao dia.

Atividade Física

  • · Recomenda-se prática de exercícios físicos combinados (aeróbicos e resistidos);
  • · Idosos devem se manter ativos. Exercícios físicos combinados e para melhora do equilíbrio devem ser realizados de acordo com estado de saúde.
  • · A prática de atividade física pode ser feita individualmente ou em grupos não muito grandes;
  • · Recomenda-se a prática de pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.
  • · Recomenda-se aos adultos a pratiquem 150 minutos semanais de atividades físicas de intensidades moderadas/vigorosas, por pelo menos 3 dias na semana, como caminhadas em ritmo moderado, corridas, natação, subir escadas. Ou ainda, 30 minutos diários todos os dias da semana.
  • · Para adultos que não realizam nenhuma atividade física metas semanais podem ser propostas para cumprir pelo menos 10 minutos diários de atividades físicas moderadas vigorosas, como caminhar mais rápido, subir escadas, carregar sacolas. A progressão semanal dever ser prevista até atingir a recomendação de 150 minutos de atividades físicas moderadas/vigorosas, por pelo menos 3 dias na semana.
  • · Para benefícios adicionais à saúde os adultos devem realizar duas vezes semanais atividades físicas de fortalecimento muscular, priorizando os grandes grupos musculares.

Suporte Psicológico

  • · As abordagens psicológicas devem ser adequadas às necessidades do indivíduo e podem ser realizadas individualmente ou em grupo, de acordo com sua preferência;
  • · Recomenda-se suporte psicológico baseado em entrevista motivacional e terapia cognitivo-comportamental.

Fonte: Elaboração própria.

8.2.4. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) se configuram como importantes ferramentas terapêuticas de cuidado, por serem práticas de abordagem integral que consideram todas as dimensões do ser (físico, emocional, mental e social), com recursos que

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ampliam as abordagens e o olhar dos profissionais de saúde sobre o processo saúde-doença, além de instrumentalizar e sensibilizar os usuários para seu autocuidado 113 .

As PICS são ofertadas no SUS desde 1988, porém, foram instituídas enquanto política pública de saúde em 2006, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC). Essa política se constituiu a partir das demandas sociais recorrentes manifestadas nas diversas Conferências Nacionais de Saúde, e das diretrizes e recomendações aos Estados Membros da OMS 113 .

No tratamento de usuários com obesidade, fortalecer a percepção para o autocuidado é etapa imprescindível para adesão a um estilo e prática de vida mais saudável. Nesse contexto, as PICS são importantes aliadas, contribuindo para a promoção, prevenção e reabilitação da saúde e manejo clínico da obesidade, potencializando o projeto terapêutico singular por meio de seus benefícios.

Evidências científicas demonstram que algumas PICS, como yoga * , auriculoterapia * e tai chi chuan * , possuem eficácia no tratamento de indivíduos adultos com sobrepeso e obesidade, especialmente para redução do IMC e do peso corporal. A yoga 114,115 e o tai chi chuan 116 mostram efeito positivo para redução do peso e IMC após um ano de realização da prática regularmente. O uso da auriculoterapia 117,118 também auxilia na redução do peso e do IMC. Para potencializar/maximizar este efeito, recomenda-se o tratamento de 12 semanas.

Além disso, estudos apontam benefícios dessas práticas para redução do estresse, melhora do humor, depressão, ansiedade, insônia, melhora da qualidade de vida e bem-estar físico, que indiretamente contribuem e apoiam o indivíduo com obesidade na adesão ao tratamento e na mudança do comportamento para a adoção de novas práticas, que estejam mais alinhadas à uma alimentação adequada e saudável e a prática de atividades físicas, por exemplo.

Dessa forma, sempre que disponíveis nos serviços de saúde, as PICS devem compor o rol de ações e intervenções voltadas ao cuidado de indivíduos com sobrepeso e obesidade na APS, complementando o tratamento da equipe multiprofissional. Destaca-se ainda que as práticas estão contempladas no rol de procedimentos da Tabela de Procedimentos, Medicamentos,

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Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS (SIGTAP) e possuem ressarcimento no Sistema Único de Saúde.

8.3. Tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico da obesidade deverá seguir os critérios dispostos no ANEXO 1 do ANEXO IV da Portaria de Consolidação nº 3, de 28 de setembro de 2017, que dispõe sobre as Diretrizes Gerais para o Tratamento Cirúrgico da Obesidade 119 .

9. CASOS ESPECIAIS

9.1. Gestantes e lactantes

A avaliação do estado nutricional durante a gestação deve ser feita a cada consulta pré-natal, por meio da medida do IMC por semana gestacional. Desse modo, na primeira consulta devem ser determinados, além da semana gestacional, o peso e a altura da gestante. Este cálculo permitirá não apenas a avaliação do estado nutricional atual, como também prever o ganho de peso ao final da gestação 22 .

Sobrepeso e obesidade pré-gestacional, ganho excessivo de peso durante a gestação e retenção de peso pós-parto também são questões de saúde pública, dada a relação com desfechos negativos como complicações obstétricas ou neonatais, diabetes, obesidade pós-gestação e doenças cardiovasculares 120,121 . Sendo assim, são necessárias ações para o controle do peso materno e a melhoria de desfechos clínicos para o binômio.

Intervenções combinadas de educação alimentar e nutricional, atividade física e mudança de comportamentos são efetivas para a redução de ganho de peso gestacional, independentemente de faixa de IMC, sem eventos adversos à saúde materna ou do bebê, devendo ser avaliado individualmente cada condição de saúde. A combinação de dietas e atividade física estão associadas à redução de hipertensão, cirurgia cesariana e síndrome do desconforto respiratório neonatal 120 .

A realização de dietas não assistidas por profissional de saúde, com intuito de perda de peso corporal, não é recomendada durante a gestação, considerando os potenciais malefícios que as restrições e erros alimentares podem causar ao bebê. O Ministério da Saúde disponibiliza

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parâmetros de monitoramento para o ganho de peso durante a gestação 122 . Os valores de acompanhamento, de acordo com o período de gestação, podem ser vistos no Quadro 4 a seguir.

Quadro 4. Tabela de IMC para gestantes de acordo com período gestacional.

Semana gestacional Baixo peso (BP) IMC ≤ Eutrófico (E) IMC entre Sobrepeso (S) IMC entre Obesidade (O) IMC ≥
6 19,9 20,0 - 24,9 25,0 - 30,0 30,1
8 20,1 20,2 - 25,0 25,1 - 30,1 30,2
10 20,2 20,3 - 25,2 25,3 - 30,2 30,3
11 20,3 20,4 - 25,3 25,4 - 30,3 30,4
12 20,4 20,5 - 25,4 25,5 - 30,3 30,4
13 20,6 20,7 - 25,6 25,7 - 30,4 30,5
14 20,7 20,8 - 25,7 25,8 - 30,5 30,6
15 20,8 20,9 - 25,8 25,9 - 30,6 30,7
16 21 21,1 - 25,9 26,0 - 30,7 30,8
17 21,1 21,2 - 26,0 26,10 - 30,8 30,9
18 21,2 21,3 - 26,1 26,2 - 30,9 31
19 21,4 21,5 - 26,2 26,3 - 30,9 31
20 21,5 21,6 - 26,3 26,4 - 31,0 31,1
21 21,7 21,8 - 26,4 26,5 - 31,1 31,2
22 21,8 21,9 - 26,6 26,7 - 31,2 31,3
23 22 22,1 - 26,8 26,9 - 31,3 31,4
24 22,2 22,3 - 26,9 27,0 - 31,5 31,6
25 22,4 22,5 - 27,0 27,1 - 31,6 31,7
26 22,6 22,7 - 27,2 27,3 - 31,7 31,8
27 22,7 22,8 - 27,3 27,4 - 31,8 31,9
28 22,9 23,0 - 27,5 27,6 - 31,9 32
29 23,1 23,2 - 27,6 27,7 - 32,0 32,1
30 23,3 23,4 - 27,8 27,9 - 32,1 32,2
31 23,4 23,5 - 27,9 28,0 - 32,2 32,3
32 23,6 23,7 - 28,0 28,1 - 32,3 32,4
33 23,8 23,9 - 28,1 28,2 - 32,4 32,5
34 23,9 24,0 - 28,3 28,4 - 32,5 32,6
35 24,1 24,2 - 28,4 28,5 - 32,6 32,7
36 24,2 24,3 - 28,5 28,6 - 32,7 32,8
37 24,4 24,5 - 28,7 28,8 - 32,8 32,9
38 24,5 24,6 - 28,8 28,9 - 32,9 33
39 24,7 24,8 - 28,9 29,0 - 33,0 33,1
40 24,9 25,0 - 29,1 29,2 - 33,1 33,2
41 25 25,1 - 29,2 29,3 - 33,2 33,3
42 25 25,1 - 29,2 29,3 - 33,2 33,3

Fonte: Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN 122 .

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Durante a gestação, as mulheres devem ser orientadas quanto à necessidade de manter uma alimentação adequada e saudável e praticar atividade física regularmente, devendo ser avaliada a condição individual de cada gestante. Estas intervenções, quando realizadas conjuntamente, reduzem os riscos de complicações na gestação e durante o parto 123,124 .

A prática de atividade física de intensidade leve a moderada está associada a redução de ganho de peso gestacional. Quando devidamente orientada, não oferece riscos à gestação ou durante a lactação. A rotina dependerá se a mulher já está habituada à prática de atividade física, podendo ser sugerida sua realização com moderada intensidade 124 , segundo o fluxograma a seguir ( Figura 4 ):

Figura 4. Fluxograma de prática de exercícios físicos durante a gestação.

Fonte: NICE, 2010 124 ; Farpour-Lambert et al., 2018 120 ; Mottola et al., 2018 125

Recomenda-se que a atividade física seja iniciada gradualmente e que a gestante seja orientada a atentar para desconfortos durante à prática. Em alguns casos, pode ser necessária a diminuição ou interrupção da atividade física. O profissional de saúde deverá avaliar a gestante quanto à presença de contraindicações à prática de exercícios aeróbicos ou de sinais de alerta para sua interrupção ( Quadro 5 ) 22 .

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Quadro 5. Sinais de alerta e contraindicações à prática de exercícios aeróbicos durante a gestação.

Sinais de alerta para interrupção doexercício aeróbico Contraindicações relativas à prática do exercício aeróbico Contraindicações absolutas à prática do exercício aeróbico
Sangramento vaginal Dispneia Tontura Cefaleia Dor torácica Fraqueza muscular Dor ou inchaço em panturrilha Parto prematuro Redução do movimento fetal Perda de líquido amniótico Anemia grave Arritmia cardíaca materna não avaliada Bronquite crônica Obesidade mórbida Baixo peso extremo História de sedentarismo extremo Restrição do crescimento intrauterino Limitações ortopédicas Fumo excessivo Comorbidades descompensadas Doença cardíaca hemodinamicamente significativa Doença pulmonar restritiva Incompetência cervical Gestação múltipla com risco de parto Sangramento persistente após 2º ou 3º trimestre Placenta prévia após 26 semanas de gestação Parto prematuro Ruptura de membranas Síndrome hipertensiva da gravidez

Fonte: Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica - Obesidade 22 .

Durante o período pós natal, a prática combinada de alimentação adequada e saudável e prática de atividade física, em modalidade individual ou em grupo, foram efetivas para redução de retenção de peso pós-parto. A prescrição caso a caso de atividade física e definição de objetivos realistas para redução de peso também contribui para perda ponderal pós parto 120 .É importante ressaltar que estas estratégias devem ser recomendadas e acompanhadas por profissional da saúde.

Recomenda-se iniciar a prática de atividade física de 4 a 6 semanas após o parto. Intensidades leves a moderadas podem não ser o suficientes para induzir perda do peso obtido durante a gestação, mas resulta em benefícios cardiovasculares além de reduzir o risco de depressão pósparto 120 .

Durante o período pós-parto, deve-se estimular alimentação adequada e saudável, evitando o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares, sódio ou e calorias. O aleitamento materno aumenta a demanda energética diária nas mulheres, favorecendo a perda de peso pós-parto, devendo ser estimulada 22 .

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9.2. Bulimia e compulsão alimentar

A bulimia nervosa é um distúrbio psiquiátrico que é cada vez mais diagnosticado em pessoas com obesidade e em indivíduos após tratamento cirúrgico da obesidade. Pode ser decorrente de fatores biológicos (predisposição genética, mecanismo prejudicado de controle da saciedade, distúrbios neuroquímicos, incluindo deficiência de serotonina), comportamentais (transtornos alimentares e alimentação irregular, usando restrições nutricionais), psicológicos (depressão, regulação emocional prejudicada, baixa autoestima com altas expectativas de si mesmo), condições sistêmicas/familiares (relações e comunicação entre os membros da família prejudicadas) e socioculturais (o culto ao corpo e a aspiração de ter um corpo perfeito) 126 .

Quando não tratada, a bulimia pode afetar significativamente os resultados do tratamento da obesidade e o estado geral de saúde dos usuários. Dessa maneira, o tratamento dessa condição deve ser considerado prioritário em indivíduos com obesidade e bulimia coexistentes, seguido pelo tratamento de excesso de peso corporal 126 .

A intervenção deve se concentrar inicialmente no diagnóstico e tratamento eficaz dos transtornos alimentares e depois na redução do excesso de peso corporal. O tratamento deve ser abrangente devido à etiologia complexa da bulimia e da obesidade e suas relações mútuas. A terapêutica deve incluir mudanças no comportamento, incluindo hábitos alimentares, bem como melhoria da saúde mental de um indivíduo, pois aumenta as chances de o tratamento ser eficaz. Portanto, é necessária a cooperação entre o usuário e a equipe multiprofissional, incluindo médicos de diferentes especialidades, enfermeiros, psicólogo, psiquiatra e nutricionista 126 .

A compulsão alimentar é caracterizada pelo consumo recorrente, periódico e descontrolado de excessivas quantidades de alimento sem comportamentos compensatórios (por exemplo, uso de laxantes ou indução de vômito) para controle do peso. Os sintomas desta condição incluem consumo de grandes porções de alimentos, maiores do que as pretendidas ou do que a maioria das pessoas ingeriria em circunstâncias e intervalos de tempos semelhantes; pouco controle sobre a ingestão de alimentos, com manutenção do comportamento apesar dos efeitos negativos; desejos intensos; alterações emocionais; e impulsividade aumentada 127 . Pessoas com compulsão alimentar comem rapidamente até se sentirem desconfortavelmente cheias; comem grandes quantidades de comida mesmo sem estarem com fome; e comem sozinhas devido ao

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embaraço pela quantidade de comida. Ainda, estas pessoas geralmente sentem repulsa por si mesmas, depressão ou culpa excessiva após o episódio compulsivo 128 .

Existem evidências de que emoções negativas como raiva e frustração, doenças psiquiátricas, como ansiedade e depressão, hora do dia e tipo de refeição podem ser gatilhos para a compulsão alimentar 129 .

  • O tratamento da compulsão alimentar tem como foco o comportamento alimentar, a psicopatologia e sintomatologia associadas. Os objetivos do tratamento devem ser realistas e focados no controle do comportamento compulsivo, na interrupção de dietas restritivas e no desenvolvimento de hábitos saudáveis. Apenas posteriormente deve-se instituir medidas para redução de peso corporal 129,130 .

10. MONITORAMENTO

O acompanhamento de pessoas com obesidade e sobrepeso em tratamento e o monitoramento dos efeitos das medidas terapêuticas instituídas são aspectos importantes, tendo em vista o suporte da equipe de profissionais na perda e manutenção do peso, além do acompanhamento das condições de saúde associadas 55 .

O sobrepeso e a obesidade são condições complexas e de origem multifatorial que resultam em alterações físicas e mentais. Deste modo, entende-se que o acompanhamento e tratamento destes pacientes deve ser feito por equipe multiprofissional, nos diferentes níveis de atenção à saúde, conforme as necessidades individuais de cada usuário.

Em todos os usuários, peso e altura devem ser medidos e o IMC calculado. Para indivíduos com peso estável, um intervalo de 1 ano é adequado para a reavaliação do IMC. Para indivíduos com sobrepeso ou obesidade ou aqueles de peso adequado conforme IMC com um histórico de sobrepeso, uma monitorização mais frequente pode ser apropriada 70 . Pacientes que não apresentem perda de peso clinicamente relevante devem ser avaliados não somente quanto às medidas antropométricas, mas também quanto a fatores e barreiras que possam estar influenciando na resposta ao tratamento 49 .

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O automonitoramento do peso corporal, em domicílio, apresenta benefícios que tendem a auxiliar na redução de peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade. Deste modo, os usuários podem verificar seu peso uma vez por semana, caso tenham uma balança disponível e, se assim desejarem, dado que as variações de peso podem gerar mais ansiedade e frustração ( Apêndice 13 ). Embora estes intervalos de seguimento não sejam baseados em evidências robustas, eles são um compromisso razoável entre a necessidade de identificar o ganho de peso numa fase precoce e a necessidade de limitar tempo, esforço e custo de medidas repetidas 70,78,131 .

No Quadro 6 consta a composição de uma equipe multiprofissional que pode estar envolvida no tratamento e acompanhamento dos usuários com sobrepeso e obesidade e exames que podem ser solicitados, de acordo com as necessidades individuais. A APS é a porta de entrada ao sistema bem como todos os profissionais nela envolvidos; isso inclui a ESF e outras equipes de APS. Exames não são recomendados como prática cotidiana. Estes devem ser solicitados por profissional de saúde quando houver necessidade. A frequência de avaliação das pessoas com sobrepeso e obesidade pode ser alterada de acordo com o estado clínico e as necessidades do indivíduo. No entanto, evidências apontam a importância do acompanhamento por aproximadamente 12 meses ou mais e, se possível, com intervalo mensal entre as abordagens 132,133 .

Quadro 6. Equipe multidisciplinar, avaliações e exames complementares.

Avaliação
Médico endocrinologista
Médico de família e comunidade
Enfermeiro
Profissional de educação física
Nutricionista
Psicólogo
Médico Psiquiatra
Fisioterapeuta
Fonoaudiólogo
Médico Nutrólogo
Dentista
Cirurugião dentista
Assistente social
Avaliação Clínica
Frequência Cardíaca
Pressão Arterial
Peso/IMC
Perímetro da cintura
Exames complementares (se necessário)
Glicemia
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Hemoglobina glicosilada

Colesterol total e frações

Triglicerídeos

Exame coprológico funcional

Urinálise

Fonte: Elaboração própria.

11. REGULAÇÃO/ CONTROLE/ AVALIAÇÃO PELO GESTOR

A organização do cuidado à pessoa com sobrepeso ou obesidade nos serviços de saúde, sobretudo a APS por sua atribuição de proporcionar o primeiro contato das pessoas com o sistema de saúde, deve prever, sempre que possível, a realização do diagnóstico nutricional. Ainda no nível da APS, é possível direcionar indivíduo com sobrepeso ou obesidade a um nutricionista da APS ou à atenção especializada para receber orientações para uma alimentação adequada, saudável e balanceada. Também é possível promover e estimular a prática de atividades físicas nas próprias UBS ou encaminhar a pessoa com sobrepeso ou obesidade para um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas orientadas e supervisionadas por profissional capacitado. Cabe ressaltar a importância da integração entre os pontos de atenção à saúde, a fim de possibilitar a atenção integral e tratamento adequado a cada situação 22,64,134 .

Diante da complexidade que envolve a problemática de saúde de sobrepeso e obesidade, é necessário o envolvimento e a articulação dos entes federados na organização dos serviços a fim de ofertar cuidado multidisciplinar adequado, integral e longitudinal, por meio de abordagens individuais e coletivas, tanto com ações direcionadas para o usuário, quanto para a família, o que exige organização do processo de trabalho em cada ponto de atenção, bem como nos diversos serviços da rede de atenção à saúde. Para subsidiar os gestores estaduais e municipais na elaboração de linhas de cuidado às pessoas com sobrepeso e obesidade, inclusive com descrição de responsabilidades para cada ente, recomenda-se consultar as portarias citadas no ANEXO 2, que estão consolidadas na Portaria de Consolidação nº 3, de 28 de setembro de 2017 - Consolidação das normas sobre as redes do Sistema Único de Saúde, em seu Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças. Ressalta-se que não estão contempladas neste anexo as normativas estaduais e municipais relacionadas à temática de sobrepeso e obesidade.

Outros materiais para auxiliar gestores e profissionais, com orientações para a organização da assistência direcionados às pessoas com sobrepeso e obesidade são as publicações do Ministério

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da Saúde, dentre elas, o Caderno de Atenção Básica nº 38, que contém estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica - obesidade, considerando os ciclos e eventos de vida, incluindo desde a classificação, diagnóstico e manejo da obesidade, com exemplos de estratégias de abordagem, bem como com orientações específicas de tratamento, incluindo ainda ações de promoção da saúde, educação em saúde e prevenção da obesidade 22 .

Considerando a possibilidade de fatores de riscos cardiovasculares associados à obesidade, foi elaborado e publicado, em consonância com o Guia Alimentar para População Brasileira 80 , o Manual da Alimentação Cardioprotetora, no intuito de subsidiar a orientação nutricional e dietética realizada pelos diferentes profissionais, em especial da Atenção Primária, e facilitar a compreensão dos indivíduos, estimulando sua adesão às orientações 135,136 .

Com base nestes documentos e na articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, o atendimento dos indivíduos, visando à prevenção e ao controle de sobrepeso e obesidade no país deve seguir o fluxo constante na Figura 5 .

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Figura 5. Fluxo de atendimento ao indivíduo com sobrepeso ou obesidade no SUS.

Abordagens transversais: suporte psicológico; prática de atividade física, PICS, açães intersetoriais para promoção da saúde e prevenção do sobrepeso e obesidade

Legendas:

  • APS: Atenção Primária à Saúde
  • Abordagens individuais: acompanhamento individual com equipe multiprofissional
  • AE: Componente Atenção Especializada
  • Abordagens coletivas: atividades em grupo para manejo da condição de obesidade
  • Abordagens transversais: atividades a serem realizadas simultaneamente durante todo 0 tratamento e 'acompanhamento (atividade física, suporte psicológico; atividades intersetoriais, práticas integrativas e complementares PICS)

Fonte: Elaboração Própria

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pro_saude_ab.pdf

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ANEXO 1- CASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE ADULTOS JOVENS

A classificação do estado nutricional de adultos jovens com idade entre 18 e 20 anos incompletos é feita com auxílio das curvas de IMC para idade, em escore Z. Para o diagnóstico do estado nutricional, é necessário marcar, nas curvas, o valor de IMC (eixo y) e a idade (eixo x), cruzar os valores e fazer a interpretação do estado nutricional. A marcação no gráfico ajuda a mostrar para o indivíduo onde se encontra e como evolui a trajetória do seu estado nutricional.

GIRLS

2007 WHO Reference

2007 WHO Reference

Fonte: WHO, 2007. Acesso em https://www.who.int/growthref/who2007\_bmi\_for\_age/en/.

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ANEXO 2 - LEGISLAÇÃO FEDERAL RELACIONADA À ATENÇÃO INTEGRAL ÀS PESSOAS COM SOBREPESO E OBESIDADE

Portarias publicadas no âmbito da Gestão Federal - Ministério da Saúde, relacionadas à Atenção Integral às pessoas com sobrepeso e obesidade no Sistema Único de Saúde

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Capítulo II - Das diretrizes para a organização da prevenção e do tratamento do sobrepeso e obesidade no âmbito da rede de atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/Matriz-3Redes.html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Anexo 1 - Diretrizes gerais para o tratamento cirúrgico da obesidade. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/comum/37134. html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Anexo 2 . Roteiro para descrição da linha de cuidado de sobrepeso e obesidade da rede de atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/comum/37136. html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Capítulo II. Seção I. Do regulamento técnico, normas e critérios para o serviço de assistência de alta complexidade ao indivíduo com obesidade. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/Matriz-3Redes.html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Anexo 3. Diretrizes gerais para o tratamento cirúrgico da obesidade e acompanhamento préepós-cirurgia bariátrica. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/comum/37460. html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Anexo 4. Normas de credenciamento/habilitação para a assistência de alta complexidade ao indivíduo com obesidade. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/comum/37461. html

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação Nº 3, Anexo IV - Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, Anexo 5. Procedimentos para o tratamento cirúrgico da obesidade na tabela de procedimentos, medicamentos e OPM do SUS. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/MatrizesConsolidacao/comum/37463. html

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ANEXO 3 - Prevenção e tratamento da obesidade em indivíduos adultos: perguntas e respostas para profissionais da Atenção Primária à Saúde

1. Como é feito o diagnóstico de sobrepeso ou obesidade?

O diagnóstico de sobrepeso ou obesidade é clínico, com base na estimativa do Índice de Massa Corporal (IMC), igual ou superior a 25 kg/m 2 . Para isso, é preciso ter em mãos as medidas de peso e altura do indivíduo e realizar o cálculo abaixo:

IMC = Peso (kg)/Altura² (m).

Exemplo de um indivíduo com 1,75m e 97 kg

IMC = 90/(1,75)² = 97/3,0625 = 31,67kg/m²

2. Como é realizada a classificação do estado nutricional segundo o IMC?

Classificação do estado nutricional de adultos e risco de comorbidades, segundo IMC.

Classificação IMC Risco de comorbidades
Abaixo do peso <18,50 Baixo
Eutrófico 18,50 - 24,99 Médio
Sobrepeso 25,00 - 29,99 Aumentado
Obesidade grau I 30,00 - 34,99 Moderado
Obesidade grau II 35,00 - 39,99 Alto
Obesidade grau III ≥ 40,00 Muito alto

Fonte: Adaptado de OMS, 2000 55 ; Legenda: IMC: Índice de Massa Corporal.

3. Quais os parâmetros de perímetro da cintura relacionados com o risco de morbimortalidade?

O perímetro da cintura tem correlação com a distribuição da gordura corporal e gordura intraabdominal e, consequentemente, ao maior risco cardiometabólico 55 .

Parâmetros para diagnóstico nutricional, segundo perímetro da cintura.

Perímetro da Cintura Perímetro da Cintura
≥ 88,0 cm Para Mulheres
≥102,0 cm Para Homens

Fonte: OMS, 2008 137 .

4. Como fazer o acompanhamento/monitoramento do peso?

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Para todos os indivíduos, peso e altura devem ser medidos e o IMC calculado. Para indivíduos com peso estável, um intervalo de 1 ano é adequado para a reavaliação do IMC. Para indivíduos com sobrepeso ou obesidade, recomenda-se que os usuários verifiquem seu peso uma vez por semana, caso tenham uma balança disponível. Variações com ganho de peso ao longo dos anos é um importante sinal de alerta para o agravamento da obesidade. Indivíduos com ganho de peso excessivo devem ser atendidos o mais precocemente na APS.

5. Quais exames devem ser solicitados no acompanhamento de pessoas com sobrepeso e obesidade?

Exames não são recomendados como prática cotidiana. Estes devem ser solicitados por profissional de saúde quando houver necessidade, isto é, suspeita de comorbidade associada à obesidade.

6. Como prevenir a obesidade?

Para prevenção da obesidade são recomendadas intervenções multicomponentes que combinem alimentação adequada e saudável, prática de atividade física e mudança de comportamento, incluindo automonitoramento do peso, mensagens gerais ou aconselhamento personalizado 62 ; e implementação intensiva e de longo prazo, incluindo sessões em grupo e monitoramento da alimentação e/ou atividade física 63 .

Também devem ser realizadas medidas de incentivo, baseadas na difusão de informações e ações educativas e motivacionais; medidas de apoio, para facilitar e garantir a adesão às práticas saudáveis; e medidas de proteção, com o objetivo de reduzir a exposição do indivíduo ou do coletivo a fatores de risco e exposição a práticas não saudáveis 22 .

7. O que é um tratamento bem-sucedido da obesidade?

O cuidado de indivíduos com sobrepeso e obesidade consiste em reduzir a massa gorda e reduzir significativamente o perímetro da cintura (ou seja, massa gorda intra-abdominal) para reduzir o excesso de morbidade. O critério para perda de peso bem-sucedida é a manutenção de uma perda de peso igual ou superior a 10% do peso inicial após 1 ano.

Embora a redução de 5 a 10% do peso inicial muitas vezes não modifique a classificação do estado nutricional (o indivíduo pode não deixar de ter obesidade), essa perda de peso pode

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resultar em melhorias significativas na redução de fatores de risco para doenças crônicas, como diminuição dos níveis pressóricos, glicêmicos e de triglicérides 22,71,73,74 .

8. Quais as principais metas a serem alcançadas?

O tratamento do sobrepeso e da obesidade deve buscar os seguintes resultados:

  •  diminuição da gordura corporal, preservando ao máximo a massa magra;
  •  promoção da manutenção de perda de peso;
  •  impedir ganho de peso futuro;
  •  adoção da prática de atividade física regular;
  •  adoção de hábitos alimentares saudáveis como aumento no consumo de alimentos in natura e minimamente processados e redução no consumo de ultraprocessados;
  •  mudança de comportamentos sedentários (muito tempo sentado ou deitado em frente à TV, videogame, com celulares ou tablets );
  •  mudança de hábitos alimentares inadequados (comer em frente à TV ou outras telas);
  •  redução de fatores de risco cardiovasculares associados à obesidade (hipertensão arterial, dislipidemia, pré-diabete ou diabete melito);
  •  melhorias de outras comorbidades associadas ao sobrepeso (apneia do sono, osteoartrite, risco neoplásico etc.);
  •  indução de melhora psicossomática com recuperação da autoestima; e
  •  aumento da capacidade funcional e da qualidade de vida 69,70 .

9. Como deve ser a alimentação para redução de peso?

Deve-se seguir as recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira. Ou seja, deve-se incentivar a ingestão de alimentos in natura ou minimamente processados 80,81 . Por conter a adição de sal, açúcar ou óleo, os alimentos processados devem ser consumidos em pequenas quantidades. Já o consumo de alimentos ultraprocessados está associado ao desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), incluindo obesidade 65 , portanto esses alimentos devem ser evitados (Figura 1) 80,81 .

Recomenda-se substituição das bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos e energéticos, por água; e a ingestão máxima de 2000 mg de sódio por dia.

Planos alimentares individualizados devem prever redução entre 500 kcal a 1.000 kcal/dia em relação ao gasto energético estimado.

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10. Quais as orientações para atividade física?

Recomenda-se que o indivíduo acumule ao menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, em uma combinação de exercícios aeróbicos e de resistência. Esta combinação de modalidades apresenta vantagem na diminuição da gordura e perfil lipídico 104 .

11. Quais as estratégias de suporte psicológico recomendadas?

Recomenda-se o suporte psicológico baseado na entrevista motivacional e na terapia cognitivocomportamental, com o objetivo promover apoio e o empoderamento da pessoa ao autocuidado, visando à redução do peso por meio da implementação de modificações de longo prazo no comportamento do indivíduo, que colaborem para a adesão ao tratamento e prevenção de reganho de peso 55 .

12. Como manter a perda de peso a longo prazo?

A atividade física regular, iniciada durante a fase de perda de peso e mantida durante a fase de estabilização de peso, a manutenção da alimentação adequada e saudável e suporte psicológico são as principais ferramentas para perda e manutenção de peso a longo prazo 77 .

13. Como avaliar e tratar o ganho de peso excessivo na gestação?

A avaliação do estado nutricional durante a gestação deve ser feita a cada consulta pré-natal, por meio da medida do IMC por semana gestacional. O Cartão de Saúde da Gestante é a melhor ferramenta para registro e monitoramento do ganho de peso durante a gestação e intervenção precoce, caso seja identificado ganho de peso excessivo.

Intervenções combinadas de alimentação adequada e saudável, atividade física e mudança de comportamentos são efetivas para a redução de ganho excessivo de peso durante a gestação, independentemente de faixa de IMC. A atividade física deve ser recomendada de acordo com cada caso, com atenção à presença de contraindicações à prática de exercícios aeróbicos ou de sinais de alerta para sua interrupção.

14. Como evitar a retenção de peso pós-parto?

A redução de retenção de peso pós-parto pode ser obtida pela prática combinada de alimentação adequada e saudável, evitando o consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em

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açúcar, sódio e gorduras ou muito calóricos, aleitamento materno e atividade física com início de 4 a 6 semanas após o parto e prescrita de acordo com cada caso.

15. Como tratar casos de compulsão alimentar?

  • O tratamento da compulsão alimentar tem como foco o comportamento alimentar, a psicopatologia e sintomatologia associadas. Os objetivos do tratamento devem ser realistas e focados no controle do comportamento compulsivo, na interrupção de dietas restritivas e no desenvolvimento de hábitos saudáveis. Apenas posteriormente deve-se instituir medidas para redução de peso corporal 129,130 .

16. Como tratar casos de obesidade e bulimia?

  • O tratamento deve primeiramente focar mudanças no comportamento, incluindo hábitos alimentares, bem como melhoria da saúde mental, e depois a redução de peso.
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APÊNDICE 1- METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA

1. Escopo e finalidade da Diretriz

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para obesidade teve início com reunião presencial para delimitação do escopo do PCDT. Esta reunião foi composta por cinco membros do Departamento de Gestão, Incorporação de tecnologias e Inovação em Saúde (DGITIS/SCTIE/MS), que representa a Secretaria-Executiva da Conitec; quatro membros de áreas técnicas do Ministério da Saúde (Coordenação-Geral de Atenção Especializada e CoordenaçãoGeral de Alimentação e Nutrição, do Departamento de Atenção Especializada e Temática, da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde - CGAE-CGAN/DAET/SAS/MS e Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde - DAF/MS); e nove membros do grupo elaborador.

Inicialmente, foram detalhadas e explicadas questões referentes ao desenvolvimento do PCDT, sendo definida a macroestrutura do protocolo, embasado no disposto em Portaria N° 375, de 10 de novembro de 2009 1 e na Diretriz de Elaboração de Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde 2 , sendo as seções do documento definidas.

Posteriormente, cada seção foi detalhada e discutida entre os participantes, com o objetivo de identificar tecnologias que seriam consideradas nas recomendações. Após a identificação de tecnologias já disponibilizadas no Sistema Único de Saúde, novas tecnologias puderam ser identificadas. Desse modo, o grupo de especialistas foi orientado a elencar questões de pesquisa, que foram estruturadas segundo o acrônimo PICO, para qualquer tecnologia não incorporada ao SUS ou em casos de dúvida clínica. Para o caso dos medicamentos, foram considerados apenas aqueles que tivessem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e indicação do uso em bula, além de constar na tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Não houve restrição ao número de perguntas de pesquisa durante a condução desta reunião. Estabeleceu-se que recomendações diagnósticas, de tratamento ou acompanhamento que envolvessem tecnologias já incorporadas ao SUS não teriam questões de pesquisa definidas, por se tratarem de prática clínica já estabelecida, à exceção de casos de incertezas sobre o uso, casos de desuso ou possibilidade de desincorporação.

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2. Equipe de elaboração e partes interessadas

O grupo desenvolvedor deste PCDT foi composto por um painel de especialistas e metodologistas sob coordenação do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DGITS/SCTIE/MS). Foi composto por nove membros do grupo elaborador, sendo sete especialistas (duas endocrinologistas, uma médica de família e comunidade, uma nutricionista, um cirurgião bariátrico, uma psicóloga e um educador físico), dois metodologistas e a coordenadora administrativa do Projeto PCDT no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Todos os participantes externos ao Ministério da Saúde assinaram um formulário de Declaração de Conflitos de Interesse e confidencialidade.

Quadro AMembros do grupo desenvolvedor do PCDT

Titular Especialidade
Claudio Corá Mottin Cirurgião Bariátrico - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Juliana D'Augustin Psicóloga - Piquet Carneiro/ Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Maria Edna de Melo Endocrinologista - Universidade de São Paulo (USP)/ Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
Phillipe Augusto Ferreira Rodrigues Profissional de Educação Física - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Tarissa Beatrice Zanata Petry Endocrinologista - Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC)
Thaís Alessa Leite Médica de Família e Comunidade - Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Renata Bertazzi Levy Universidade de São Paulo (USP)
Anna Maria Buehler Metodologista - Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde - Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Mariana Michel Barbosa Metodologista - Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde - Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Patrícia do Carmo Silva Parreira Metodologista - Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde - Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Jessica Yumi Matuoka Metodologista - Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde - Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Haliton Alves de Oliveira Junior Metodologista - Coordenador da Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde - Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Jorgiany Souza Emerick Ebeidalla Tecnologista - Departamento de Gestão e Inorporação de Tecnologias e Inovação em saúde - Ministério da Saúde
Joslaine de Oliveira Nunes Tecnologista - Departamento de Gestão e Inorporação de Tecnologias e Inovação em saúde - Ministério da Saúde
Sarah Nascimento Silva Tecnologista - Departamento de Gestão e Inorporação de Tecnologias e Inovação em saúde - Ministério da Saúde
Ana Maria Cavalcante de Lima Técnica - Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição- CGAN/DEPROS/SAPS/MS
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Gisele Bortolini

Coodenadora- Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição- CGAN/DEPROS/SAPS/M

Todos os membros do grupo declararam seus conflitos de interesse, utilizando a Declaração de Conflito de Interesse para diretrizes clínico-assistenciais. Participantes que possuíssem conflito de interesse relevante associado a uma ou mais questões do documento seriam impossibilitados de participar da elaboração e redação de questões específicas, sem impedimento de participar da discussão das demais questões, incluindo votação caso não seja obtido consenso.

Colaboração externa

Associação Brasileira para o estudo da obesidade e da Síndrome Metabólica foi convidada a participar do processo de elaboração e revisão do documento nas diversas fases de desenvolvimento.

Avaliação da Subcomissão Técnica de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

A versão preliminar do texto foi pautada na 78º Reunião da Subcomissão Técnica de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas. Participaram desta reunião representantes da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde, do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde (DGITIS/SCTIE), e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE), ambos da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Foram realizadas contribuições ao texto do PCDT para melhoria da apresentação das informações e houve manifestação dessa subcomissão de pautar a apreciação do documento na Conitec, após a realização dos ajustes/correções apontadas.

3. Busca da evidência

Esta diretriz foi desenvolvida conforme processos preconizados pela Diretriz Metodológica de Elaboração de Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde. As perguntas de pesquisa foram estruturadas segundo o acrônimo PICO (Figura A). Durante a reunião de escopo deste PCDT, doze questões de pesquisa foram levantadas, referentes à perda de peso corporal em indivíduos com sobrepeso e obesidade ( Quadro A ):

Figura A. Definição da questão de pesquisa estruturada de acordo com o acrônimo PICO .

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Quadro A. Questões PICO elencadas para elaboração do PCDT de Sobrepeso e Obesidade .

PICO Pergunta Apêndice
1 Qual a eficácia e a segurança das dietas com restrição calórica entre 500-1000 calorias na perda de peso dos pacientes com sobrepeso e obesidade? 2
2 Qual o efeito da restrição de caloria líquida na perda de peso corporal em pacientes com sobrepeso e obesidade? 3
3 A substituição do açúcar pelo adoçante é eficaz na redução de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 4
4 O fracionamento da dieta é eficaz na perda de peso corporal peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 5
5 A duração de 150 minutos semanais de exercício físico é eficaz na redução de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade? 6
6 Qual a eficácia comparativa entre exercícios aeróbicos, resistidos e combinados na perda de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade? 7
7 Qual o efeito da intensidade do exercício físico na perda de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade? 8
8 Quais os efeitos das abordagens individual ou em grupo para a perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 9
9 Qual o efeito do suporte psicológico na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 10
10 Qual a eficácia e segurança da sibutramina na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 11
11 Qual a eficácia e segurança do orlistate na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 12
12 Qual o efeito da frequência do monitoramento do peso na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade? 13
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A equipe de metodologistas envolvida no processo ficaria responsável pela busca e avaliação de evidências, segundo metodologia GRADE. Deste modo, a busca na literatura foi realizada nas bases PubMed e Embase e validadas no Google Scholar e Epistemonikos. A estratégia de busca contemplou os vocabulários padronizado e não padronizado para cada base de dados para os elementos 'P' e 'I' da questão de pesquisa, combinados por meio de operadores booleanos apropriados.

O fluxo de seleção dos artigos foi descritivo. A seleção das evidências foi realizada por um metodologista e checada por outro, respeitando o conceito da hierarquia das evidências. Dessa forma, na etapa de triagem das referências por meio da leitura do título e resumo, os estudos que potencialmente preenchessem os critérios de elegibilidade (de acordo com a pergunta de pesquisa) foram mantidos, independentemente do delineamento do estudo. Havendo ensaios clínicos randomizados, preconizou-se a utilização de revisões sistemáticas com meta-análise. Havendo mais de uma revisão sistemática com meta-análise, a mais completa, atual e com menor risco de viés foi selecionada. Se a sobreposição dos estudos nas revisões sistemáticas com meta-análise era pequena, mais de uma revisão sistemática com meta-análise foi considerada. Quando a revisão sistemática não tinha meta-análise, preferiu-se considerar os estudos originais, por serem mais completos em relação às descrições das variáveis demográfico-clínicas e desfechos de eficácia/segurança. Adicionalmente, checou-se a identificação de ensaios clínicos randomizados adicionais, para complementar o corpo das evidências, que poderiam não ter sido incluídos nas revisões sistemáticas com meta-análises selecionadas por conta de limitações na estratégia de busca da revisão ou por terem sido publicados após a data de publicação da revisão sistemática considerada. Na ausência de ensaios clínicos randomizados, priorizou-se os estudos comparativos não randomizados. Os estudos excluídos na fase 3 tiveram suas razões de exclusão relatadas e referenciadas. O processo de seleção dos estudos foi representado em forma de fluxograma e pode ser visto ao longo do texto deste Anexo.

Com o corpo das evidências identificado, procedeu-se à extração dos dados quantitativos dos estudos. A extração dos dados foi feita por um metodologista e revisado por um segundo, em uma única planilha de Excel®. As características dos participantes nos estudos foram definidas com base na importância para interpretação dos achados e com o auxílio do especialista relator da questão. As características dos estudos também foram extraídas, bem como os desfechos de importância definidos na questão de pesquisa.

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O risco de viés dos estudos foi avaliado de acordo com o delineamento de pesquisa e ferramenta específica. Apenas a conclusão desta avaliação foi reportada. Se o estudo apresentasse baixo risco de viés, significaria que não havia nenhum comprometimento do domínio avaliado pela respectiva ferramenta. Se o estudo apresentasse alto risco de viés, os domínios da ferramenta que estavam comprometidos eram explicitados. Desta forma, o risco de viés de revisões sistemáticas foi avaliado pela ferramenta A MeaSurement Tool to Assess systematic Reviews 2 (AMSTAR-2) 138 , os ensaios clínicos randomizados pela ferramenta de risco de viés da Cochrane 139 , os estudos observacionais pela ferramenta Newcastle-Ottawa 140 . Séries de caso foram consideradas como estudos com alto risco de viés, dadas as limitações metodológicas inerentes ao desenho.

Após a finalização da extração dos dados, as tabelas foram editadas de modo a auxiliar na interpretação dos achados pelos especialistas. A seguir, podem ser consultadas (APÊNDICE 213) as estratégias de busca, síntese e avaliação das evidências para cada uma das 12 questões PICO realizadas para o presente PCDT.

4. Recomendações

Em cada pergunta PICO, a qualidade das evidências e a força da recomendação foram julgadas de acordo com os critérios GRADE ( Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluations ) 141 . O conjunto de evidências foi avaliado para cada desfecho considerado neste protocolo, sendo fornecida, ao final, a medida de certeza na evidência para cada um deles. Posteriormente, ainda de acordo com a Metodologia GRADE, foi construída a tabela Evidence to Decision (EtD), que sumariza os principais achados do processo de avaliação da tecnologia segundo aspectos que devem ser levados em consideração no momento de tomada de decisão sobre a incorporação do produto (magnitude do problema, benefícios, danos, balanço entre danos e benefícios, certeza na evidência, aceitabilidade, viabilidade de implementação, uso de recursos, custo-efetividade, equidade, valores e preferências dos pacientes) 142 . Esta última etapa foi realizada em reunião de consenso em agosto de 2019 com a participação do grupo elaborador (metodologistas e especialistas) e por membros do comitê gestor (DGITIS e áreas técnicas).

A relatoria das seções do PCDT foi distribuída entre os especialistas, responsáveis pela redação da primeira versão do texto. Essas seções poderiam ou não ter uma ou mais questões de pesquisa elencadas. Na ausência de questão de pesquisa (recomendações pautadas em prática

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clínica estabelecidas e apenas com tecnologias já disponíveis no SUS), os especialistas foram orientados a referenciar a recomendação com base nos estudos pivotais que consolidaram a prática clínica. Quando a seção continha uma ou mais questões de pesquisa, os relatores, após atuação dos metodologistas (ver descrição a seguir), interpretavam as evidências e redigiam uma primeira versão da recomendação, para ser discutida entre o painel de especialistas na ocasião do consenso.

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APÊNDICE 2 - PERGUNTA PICO 1

Questão de pesquisa: 'Qual a eficácia e a segurança das dietas com restrição calórica entre 500-1000 calorias na perda de peso dos pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) eram dietas de restrição calórica a partir de déficit de 500 a 1.000 kcal/dia; comparadores (C) eram exercício físico, outros tipos de dietas ou sem intervenção; e desfechos (O) alteração no peso corpóreo, no índice de massa corporal, na medida da circunferência da cintura e na porcentagem de gordura corporal desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

Quadro B. Estratégias de busca nas bases de dado PubMed e Embase.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: ((((("Caloric Restriction"[Mesh] OR caloric restriction OR Low Calorie Diet OR calorie restriction OR calorie reduction OR energy deficit OR energy- deficit)) AND (("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight))) AND (("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)))) AND ((randomized controlled trial[pt] OR controlled clinical trial[pt] OR randomized[tiab] OR placebo[tiab] OR clinical trials as topic[mesh:noexp] OR randomly[tiab] OR trial[ti] NOT (animals[mh] NOT humans [mh]))) 2.52
EMBASE restriction'/exp OR 'calorie restriction' OR 'calorie reduction' OR OR 'energy deficit' OR 'energy-deficit') AND [embase]/lim weight loss'/exp OR 'body weight loss' OR 'weight loss'/exp 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/lim ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim random*:ab,ti OR placebo*:de,ab,ti OR ((double NEXT/1 blind*):ab,ti) 1.73

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 4.250 referências (2.520 no MEDLINE e 1.730 no EMBASE). Destas, 706 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de três mil quinhentas e quarenta e quatro referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais cento e cinquenta e uma tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade ( Figura 2 ).

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Figura B. Fluxograma de seleção das evidências.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela 1 . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela 2 . Resultados de eficácia encontramse na Tabela 3 . A Tabela 4 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela A. Características dos estudos incluídos que avaliaram a eficácia de dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor Desenho do estudo Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle (s)
Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores
Ard et al., 2018 143 ECR CROSSROADS Avaliar o efeito de dietas na composição corporal, risco cardiometabólico,funcionalidade e qualidade de vida em idosos (>65 anos) obesos 164 Dieta + exercício Déficit de 500 kcal/dia + intervenção idem grupo exercício C: 47%; P: 25%; G: 28% Dieta sem RC + exercício Reeducação alimentar + intervenção idem grupo exercício C: 47%; P: 25%; G: 28% Exercício 90-150 min/ semana de atividade aeróbica de moderada a alta intensidade
Van Gemert Avaliar a eficácia de dietas com restrição Exercício
et al., 2015 e 2016 76,144 ECR SHAPE-2 calórica em comparação ao exercício físico entre mulheres pós-menopausa inativas e com sobrepeso 214 Dieta Déficit de 500 kcal/dia C: 50-60%; P: 15-20%; G: 20-30% Déficit de 250 kcal/dia proveniente de dieta e 350 kcal/dia de exercício de intensidade moderada a vigorosa Sem intervenção Manter dieta isocalórica e níveis habituais de exercício
Bertz et al., 2012 145 e Avaliar o efeito individual e combinado da dieta e exercício físico no peso e composiçãocorporal Dieta Déficit de 500 kcal/dia Exercício 45-min de caminhada rápida 4x/semana a 60-70% da frequência cardíaca máxima
Brekke et al 2014 146 ECR durante a lactação em mulherescom sobrepeso ou obesas antes da gravidez 68 (2092 kJ/d) C: 50-60%; P: 10-20%; G: <30% Dieta + exercício Idem intervenções grupo exercício + grupo dieta Sem intervenção
Nordby et Avaliar o efeito do exercício de resistência combinado ou não a dieta na perda de peso e Dieta Exercício Sessões 3-4x/semana de exercício de resistência em moderada intensidade (~65% da frequência cardíaca de reserva) e com
al., 2012 147 ECR melhora de desfechos metabólicosem homens com sobrepeso ou obesos 48 Déficit de 600 kcal/dia treinamento intervalado de alta intensidade. Dieta hipercalórica + exercício Idem intervenção do grupo exercício + dieta hipercalórica Sem intervenção
Villareal et al., 2011 148 e Bounchouvill e et al., 2014 149 ECR Avaliar o efeito individual e combinado da dieta e exercício físico no peso e composição corporal de idosos (>65 anos) obesos 107 Dieta Déficit de 500 a 750 kcal/dia ~1g P/kg/d Exercício Sessões de 90-min 3x/semana contendo exercício aeróbico(65-85% da frequência cardíaca máxima) e de resistência (1-2 sessões a65% da repetição máxima) Dieta + exercício Idem intervenções grupo exercício + grupo dieta Sem intervenção
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Autor Desenho do estudo Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle (s)
Ross et al., 2004 150 ECR Avaliar o efeito independente da perda de peso induzida por dieta ou atividade física na perda de peso e resistência à insulinaem mulheres obesas. 54 Dieta Déficit de 500 kcal/dia C: 55-60%; P: 15-20%; G: 20-25%; Exercício físico para perda de peso Exercício físico diário de moderada intensidade (inferior a 80% da frequência cardíaca máxima) com gasto calórico de 500 kcal/dia Exercício físico Sem intervenção
Ross et al ., 2000 151 e Thong et al.,2000 152 ECR Avaliar o efeito independente da perda de peso induzida por dieta ou atividade física na perda de peso e resistência à insulinaem homens obesos. 52 Dieta Déficit de 700 kcal/dia C: 55-60%; P: 15-20%; G: 20-25%; Exercício físico para perda de peso Exercício físico diário de moderada intensidade (inferior a 80% da frequência cardíaca máxima) com gasto calórico de 700 kcal/dia Exercício físico Sem intervenção
Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção
Huseinovic et al., 2016 153 ECR Avaliar a eficácia de dieta com restrição calórica em comparação ao controle sem intervenção entre mulheres com sobrepeso no pós-parto 110 Déficit de 500 kcal/dia C: 50-60%; P: 10-20%; G: 30%; fibra 12,5g/1.000 kcal Dieta Sem intervenção Informativo sobre hábitos alimentares saudáveis
Fernandes et Avaliar a eficácia de dieta com restrição calórica Dieta Sem intervenção
al., 2015 154 ECR em comparação ao entre pessoas obesas com apneia do sono 29 Déficit de 800 kcal/dia C: 50-60%; P: 15-20%; G: 25-30%; Manter hábitos alimentares
Vissers et al., Avaliar o efeito da vibração do corpo inteiro combinado com restrição calórica, sobre opeso, Dieta Déficit de 600 kcal/dia a partir de Dieta + exercício Idem intervenção dieta + treinamento intervalado de intensidade entre 70-80% da frequência cardíaca máxima combinado com treino
2010 155 ECR composição corporal e fatores de risco metabólicos em adultos com sobrepeso e obesidade 79 dieta personalizada calculadacomo 1.3 vezes a taxa metabólica de repouso de força. Exercício realizado 1 vez por semana no hospital e pacientes encorajados a realizar em casa duas vezes por semana. Plataforma de vibração + dieta Sem intervenção
Straznicky et al., 2010 156 ECR Avaliar o efeito de dieta e dieta + exercício físico na função do sistema nervoso simpáticoem adultos com sobrepeso ou obesidade. 59 Dieta Déficit de 600 kcal/dia C: 48%; P: 22%; G: 30% Dieta + exercício Dieta conforme grupo intervenção + 40 min de exercício físico aeróbico de moderada intensidade (65% da frequência cardíaca máxima). Exercício realizado 1 vez por semana no hospital e pacientes encorajados a realizar em casa outros dias Sem intervenção
Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício físico
Khoo et al., 2015 157 ECR Avaliar os efeitos de perda de peso e de gordura induzidas por exercício físico de moderada intensidade comparado a dieta hipocalórica em homens obesos 80 Dieta Déficit de 500 kcal/dia C: 50-55%; P: 20%; G: 25-30% Exercício 200-300 min/semana de exercício físico aeróbico de moderada intensidade (60-80% da frequência cardíaca máxima) combinado com exercício de resistência
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Autor Desenho do estudo Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle (s)
Nicklas et al., 2015 158 ECR Avaliar o efeito musculoesquelético de associar dieta de restrição calórica ao exercício físicoem adultos com sobrepeso ou obesos 126 Dieta + exercício Déficit de 600 kcal/dia + exercício físico Exercício Treinamento de resistência 3x/semana
Yassine et Avaliar o efeito de exercício físico sozinho ou Dieta + exercício Exercício
al., 2009 159 ECR associado à dieta de restrição de calorias na redução do risco cardiovascular e metabólico em adultos obesos 24 Déficit de 500 kcal/dia +exercício físico 50 - 60 min/dia, 5 dias/semana de exercício físico de moderada a alta intensidade
Amati et al., 2008 160 ECR Avaliar os efeitos separados e combinados do treinamento físico e dieta na eficiência metabólica em idosos (>65 anos) com sobrepeso 64 Dieta Déficit de 500-1.000 kcal/dia e G<30% Exercício 45 min de atividade aeróbica de moderada intensidade (<75% do VO 2máx ) 3 a 5x/semana Dieta + exercício Idem intervenções grupo exercício + grupo dieta
O'Leary et al., 2007 161 ECR Avaliar o efeito da adiponectina na determinação da sensibilidade à insulina devido ao exercício físico e dietahipocalórica em idosos obesos 21 Dieta + exercício Déficit de 500 kcal/dia +exercício físico Exercício 60 min/dia, 5x/semana, de exercíxio aeróbico de alta intensidade (80-85%da frequencia cardíaca máxima)
Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas
Kittiskulnam et al., 2014 162 ECR Avaliar o efeito da perda de peso na função renal em indivíduos com sobrepeso ou obesidade com proteinuria 26 Dieta Déficit 500 kcal/dia C: 55-60%; P: 10-20%; G: 25-30% Proteína (0,6-0,8 g/kg/dia), restrição de sódio (<2 g/dia) Dieta convencional Baixo teor de proteína (0,6-0,8 g/kg/dia) e restrição de sódio (<2 g/dia)
Westman et al., 2008 163 ECR Comparar os efeitos de um programa de dieta cetogênica com baixo teor de carboidratos e dieta hipocalórica entre pacientes com sobrepeso e diabetes mellitus tipo II 84 Dieta Déficit 500 kcal/dia e C:55% Dieta com restrição de carboidratos C < 20 g/d
Samaha et Dieta pobre emgordura Dieta com restrição de carboidratos
al., 2003 164 Stern et al., 2004 165 ECR Avaliar o efeito da dieta com restrição de carboidratos comparado à dieta de restrição calórica e baixo teor de gordura em adultos 6 meses 132 Déficit de 500 kcal/dia e G <30% Composição média basal: C: 51%; P: 16%; G:33% C < 30 g/d Composição média basal: C: 51%; P: 17%; G:32%
Carballo et al., 2006 166 com sobrepeso e obesidade 36 meses 53 Composição média aos 36meses: C: 47%; P: 20%; G:32% Composição média aos 36meses: C: 39%; P: 19%; G:42%
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Autor Desenho do estudo Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle (s)
Yancy et al., 2004 167 ECR Comparar os efeitos de um programa de dieta cetogênica com baixo teor de carboidratos e dieta hipocalórica e com baixo teor de gordura e baixo colesterol entre pacientes com sobrepeso 120 Dieta pobre emgordura Déficit entre 500 e 1.000 kcal/dia e G <30%, GS <10%, Colesterol < 300 mg Dieta com restrição de carboidratos C < 20 g/d

C: carboidrato, G: Gordura, GS: Gordura saturada, P: Proteína,

ECR: ensaio clínico randomizado

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Tabela B. Características basais de estudos que avaliaram a eficácia de dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade

0,3

Autores Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferênciada cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção Tempo de acompanhament o
Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores Múltiplos comparadores
Ard et al., 2018 143 Exercício + dieta Exercício 55 54 70,3 (4,8) vs. 69,9 (4,5) 41,8 vs. 31,5 NR 94,1 (2,1) vs. 95,2 (1,7) NR 52 semanas 52 semanas
CROSSROA DS Exercício + dieta Dieta sem RC + exercício 55 55 70,3 (4,8) vs. 70,5 (4,8) 41,8 vs. 40,0 NR 94,1 (2,1) vs. 95,1 (1,9) NR 52 semanas 52 semanas
Van Gemert et Dieta Sem intervenção 97 48 60,5 (4,6) vs. 60,0 (4,9) Apenas mulheres 29,3 (2,5) vs. 29,5 (2,6) 80,0 (8,6) vs. 80,9 (10,0) NR 10-14 semanas 16 semanas
al., 2015 e 2016 76,144 Exercício + dieta leve Sem intervenção 98 48 59,5 (4,9) vs. 60,0 (4,9) Apenas mulheres 29,0 (2,9) vs. 29,5 (2,6) 80,4 (9,0) vs. 80,9 (10,0) NR 10-14 semanas 16 semanas
Bertz et Dieta Exercício + dieta leve Sem 97 98 60,5 (4,6) vs.59,5 (4,9) Apenas mulheres 29,3 (2,5) vs. 29,0 (2,9) 80,0 (8,6) vs. 80,4 (9,0) 94 (7) vs. 98 (10) 10-14 semanas 16 semanas
Dieta intervenção 15 15 33,7 (4,2) vs. 32,2 (4,62) Apenas mulheres 30,0 (2,6) vs. 30,2 (3,4) 85,4 (10,0) vs. 85,5 (10,3) 95 (7) vs. 98 (10) 10-14 semanas 16 semanas
al., 2012 145 e Br ekke et al Exercício + dieta Sem intervenção 16 15 33,9 (4,5) vs. 32,2 (4,62) Apenas mulheres 29,9 (2,2) vs. 30,2 (3,4) 83,8 (7,3) vs. 85,5 (10,3) 12 semanas 12 meses
2014 146 Exercício + dieta Exercício 16 16 33,9 (4,5) vs. 33,2 (3,7) Apenas mulheres 29,9 (2,2) vs. 30,4 (3,1) 83,8 (7,3) vs. 88,3 (11,7) 95 (7) vs. 98 (10) 10-14 semanas
Nordby et al., Dieta Sem intervenção 12 12 32 (2) vs. 31 (2) Apenas homens 28,0 ± 0,4 vs. 28,0 ± 0,4 91,2 (1,8) vs. 92,2 (2,7) 101 (1) vs. 98 (1) 12 semanas 12 semanas
2012 147 Dieta Exercício 12 12 32 (2) vs. 28 (1) Apenas homens 28,0 ± 0,4 vs. 28,3 ± 91,2 (1,8) vs. 94,5 (2,3) 101 (1) vs. 98 (1) 12 semanas 12 semanas
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Villareal et al., Dieta Sem intervenção 26 27 70 (4) vs. 69 (4) 35 vs. 33 37,2 (4,5) vs. 37,3 (4,7) 104,1 (15,3) vs. 101,0 (16,3) 118,2 (11,5) vs. 117,5 (12,8) 12 meses 12 meses
2011 148 e Bounchou Exercício + dieta Sem intervenção 28 27 70 (4) vs. 69 (4) 43 vs. 33 37,2 (5,4) vs. 37,3 (4,7) 99,1 (16,8) vs. 101,0 (16,3) 116,0 (14,8) vs. 117,5 (12,8) 118,2 (11,5) vs. 117,5 (12,8) 12 meses 12 meses
ville et al., 2014 149 Exercício + dieta Exercício 28 26 70 (4) vs. 43 vs. 38 37,2 (5,4) vs. 36,9 (5,4) 99,1 (16,8) vs. 99,2 (17,4) 114,9 (12,7) 116,0 (14,8) vs. 118,2 (11,5) vs. 117,5 (12,8) 12 meses 12 meses
Ross et 2004 Dieta Sem intervenção 15 10 43,9 (4,9) vs. 43,7 (6,4) Apenas mulheres 31,9 (2,8) vs. 32,4 (2,8) 86,6 (10,9) vs. 88,1 (8,2) 97,8 (8,0) vs. 98,1 (6,9) 14 semanas 14 semanas
al., 150 Dieta Exercício para perda de peso 15 17 43,9 (4,9) vs. 43,2 (5,1) Apenas mulheres 31,9 (2,8) vs. 32,8 (3,8) 86,6 (10,9) vs. 86,8 (10,9) 97,8 (8,0) vs. 100,5 (8,2) 14 semanas 14 semanas
Página 70
Autores Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferênciada cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção Tempo de acompanhament o
Ross et al ., 2000 151 e Thong et Dieta Sem intervenção 14 8 42,6 (2,6) vs. 46,0 (3,8) Apenas homens 30,7 (0,5) vs. 30,7 (0,6) 96,1 (2,4) vs. 96,7 (3,2) 109,1 (1,5) vs. 108,7 (1,7) 12 semanas 12 semanas
al.,2000 152 Dieta Exercício para perda de peso 14 16 42,6 (2,6) vs. 45,0 (1,9) 30,7 (0,5) vs. 32,3 (0,5) 96,1 (2,4) vs. 101,5 (2,0) 109,1 (1,5) vs. 112,0 (1,2)
Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção
Huseinovi c et al., 2016 153 Dieta Sem intervenção 54 56 31,8 (4,5) vs. 32,6 (4,7) Apenas mulheres 31,8 (4,0) vs. 31,6 (3,4) 90,0 (13,7) vs. 86,6 (11,5) 98,8 (11,4) vs. 96,8 (11,2) 12 semanas 12 meses
Fernandes et al., 2015 154 * Dieta Sem intervenção 11 10 39·09 (3·26) vs. 44·10 (1·95) 64 vs. 40 34·60 (0,8) vs. 35·92 vs. 0·91 100·08 (4,10) vs. 99·73 (4,49) 105·50 (2·78) vs. 109·83 (2·96) 16 semanas 16 semanas
Vissers et al., 2010 Dieta Sem intervenção 21 20 45,5 (13,1) vs. 44,8 (11,4) NR 32,9 (3,1) vs. 30,8 (3,4) 92,1 (11,1) vs. 88,6 (15,9) 102,3 (7,9) vs. 99,7 (11,1) 6 meses 12 meses
155 Exercício + dieta Sem intervenção 20 20 44,7 (13,0) vs. 44,8 (11,4) NR 33,1 (3,4) vs. 30,8 (3,4) 94,5 (11,7) vs. 88,6 (15,9) 103,5 (9,4) vs. 99,7 (11,1)
Straznicky et al., Dieta Sem intervenção 20 19 55 (1) vs. 55 (1) 60 vs. 57 32,2 (0,9) vs. 33,0 (0,8) 94,3 (2,3) vs. 97,6 (3,6) 106,5 (1,9) vs. 109,4 (2,5) 12 semanas
2010 156 Exercício + dieta Sem intervenção 20 19 54 (1) vs. 55 (1) 60 vs. 57 31,8 (0,8) vs. 33,0 (0,8) 92,9 (2,9) vs. 97,6 (3,6) 105,1 (2,2) vs. 109,4 (2,5) 12 semanas
Khoo et al., 2015 157 Dieta Exercício 40 40 41,8 ± 7,2 vs. 43,3 ± 9,0 Apenas homens 32,1 (3,0) vs. 32,1 (2,6) 95,7 (9,4) vs. 96,2 (10,9) 106,1 (7,2) vs. 106,0 (8,5) 24 semanas 24 semanas
Nicklas et Exercício + 69,6 (3,9) vs. 30,4 (2,2) vs. 85,4 (11,7) vs.
al., 2015 158 dieta Exercício 63 63 69,4 (3,6) 41 vs. 46 30,7 (2,4) 87,3 (13,1) NR 5 meses 5 meses
Yassine et al., 2009 159 Exercício + dieta Exercício 12 12 67 (1) vs. 64 (2) NR 33,7 (4,7) vs. 35,3 (5,8) 94,9 (16,5) vs. 99,7 (15,7) 113,6 (12,7) vs. 118,3 (12,7) 12 semanas 12 semanas
Amati et al., 2008 Dieta Exercício 11 36 68,2 (1,5) vs. 67,0 (0,6) 45 vs. 36 31,6 (1,0) vs. 29,7 (0,6) NR NR 16 semanas 16 semanas
160 Exercício + dieta Exercício 17 36 66,2 (0,9) vs. 67,0 (0,6) 47 vs. 36 32,2 (0,8) vs. 29,7 (0,6) 69
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Tabela 1

| O'Leary et al., 2007 161 | Exercício + dieta | Exercício | 11 | 10 | 67,4 (1,3) vs. 65,0 (1,4) | NR | 34,0 (1,4) vs. 34,6 (1,9) | 97,1 (4,7) vs. 97,1 (6,1) | 12 semanas | 12 semanas |

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Autores Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferênciada cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção Tempo de acompanhament o
Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas Comparação entre dietas
Kittiskulna met al., 2014 Dieta déficit 500 kcal Dieta convencional 13 13 45,5 (11,9) vs. 45,4 (16,2) 46 vs. 46 28,5 (4,8) vs. 28,7 (4,8) 76,8 (1,6) vs. 78,0 (1,4) 94,7 (11,1) vs. 97,1 (9,8) 6 meses 6 meses
Westman Westman
et al., 2008 163 Dieta déficit 500 kcal Dieta C<20g/d 46 38 51,8 (7,8) vs. 51,8 (7,3) 19,6 vs. 23,7 38,5 (5,6) vs. 37,7 (6,1) 106,3 (20,1) vs. 105,5 (19,5) NR 6 meses 6 meses
Yancy et Dieta déficit Dieta 45,6 (9,0) vs. 34,0 (5,2) vs. 96,8 (19,2) vs.
al., 2004 167 500-1,000 kcal e G<30% C<20g/d 60 59 44,2 (10,1) 22 vs. 25 34,6 (4,9) 97,8 (15,0) NR 6 meses 6 meses
Samaha et al., 2003 164 68 64 54 (9) vs. 53 (9) 85 vs. 80 42,9 (7,7) vs. 42,9 (6,6) 131,8±27,3 vs. 130,0±22,7 6 meses 6 meses
Stern et al., 2004 165 Dieta déficit 500 kcal e G<30% Dieta C<30g/d 43 44 NR NR NR NR NR 6 meses 12 meses
Carballo 55 (10) vs. 43,2 (7,2) vs.
et al., 2006 166 26 27 54 (10) 88 vs. 78 43,4 (6,7) NR 6 meses 36 meses

NR: não reportado, N: número da amostra, DP; desvio padrão; AT: amplitude total;

  • *apresenta resultados apenas para os que completaram o estudo
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Tabela C. Desfechos de eficácia de estudos queavaliaram a eficácia de dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade, segundo o tipo de comparação.

Autor, ano Intervenção Controle Alteração do peso corporal (DP ou IC95%) de p Valor (Kg/m 2 ) Alteração no IMC (DP ou IC95%) de p Valor (DP ou IC95%) Alteração na circunferência da cintura Valor de p (DP ou IC95%) Alteração na% de gordura corporal Valor de p
Múltiplos comparadores
Ard et al., 2018 143 exercício Dieta + Exercício -3,9 (0,7) vs. -1,3 (0,7) 0,005 NR NR NR NR -1,6 (0,3) vs. - 0,7 (0,3) 0, 023
CROSSROADS Dieta + exercício Dieta sem RC + exercício -3,9 (0,7) vs. -0,9 (0,7) 0,001 NR NR NR NR -1,6 (0,3) vs. - 0,3 (0,3) 0, 002
76 SHAPE-2 Van Gemert et al., 2015 Dieta Sem intervenção -4,9 (-5,4;-4,4) vs. 0,06 (-0,34; -0,46) <0,001 NR NR NR NR -2,5(-3,0; -2,1) vs. 0,2 (-0,2; 0,6) <0,001
Van Gemert et al., 2016 144 SHAPE-2 Exercício + dieta leve Dieta DM: -0,63 (-1,23; -0,04) 0,037 NR NR NR NR -1,56 (-2,14; -0,98) <0,001
Bertz et al., 2012 145 e Brekke et al 2014 146 Dieta intervenção Sem -10,2 (5,7) vs. -0,9 (6,6) <0,001 -3,6 (2,0) vs. -0,3 (2,4) <0,001 -3,9 (5,6) -10,7 (5,8) vs. 0,001 NR NR
Bertz et al., 2012 145 e Brekke et al 2014 146 Exercício + dieta Sem intervenção -7,3 (6,3) vs. -0,9 (6,6) NR -2,6 (2,2) vs. -0,3 (2,4) NR 9,5 (6,2) vs. -3,9 (5,6) NR NR NR
Bertz et al., 2012 145 e Brekke et al 2014 146 Exercício + dieta Exercício -7,3 (6,3) vs. -2,7 (5,9) NR -2,6 (2,2) vs. -0,9 (2,0) NR -9,5 (6,2) vs. -6,0 (9,9) NR NR NR
Nordby et al., 2012 147 Dieta Sem intervenção -5,3 (0,7) vs. -0,12 (0,5) <0,05 -1,6 (NR) vs. 0,0 (NR) <0,05 -9 vs. 0 <0,05 -3,3 (NR) vs. 0,2 (NR) <0,05
Nordby et al., 2012 147 Dieta Exercício -5,3 (0,7) vs. -5,9 (0,7) NS -1,6 (NR) vs. -1,8 (NR) NS -9 vs. -7 NS -3,3 (NR) vs. -6,8 (NR) <0,05
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Autor, ano Intervenção Controle Alteração do peso corporal (DP ou IC95%) (Kg) Valor de p Alteração no IMC (DP ou IC95%) (Kg/m 2 ) Valor de p Alteração na circunferência da cintura (DP ou IC95%) (cm) Valor de p Alteração na% de gordura corporal (DP ou IC95%) (%) Valor de p
Villareal et al., Dieta Sem intervenção -9,7 (5,4) vs. -0,1 (3,5) <0,001 NR NR - 8,4 (8,6) vs. 1,0 (6,1) 0,02 NR NR
2011 148 e Bounchouville et al., 2014 149 Exercício + dieta Exercício + Sem intervenção -8,6 (3,8) vs. -0,1 (3,5) NR NR NR -8,2 (10,3) vs. 1,0 (6,1) -8,2 (10,3) vs. NR NR NR
dieta Exercício -8,6 (3,8) vs. -0,5 (3,6) NR NR NR -4,0 (9,1) 0,13 NR NR
Ross et al., 2004 150 Dieta Sem intervenção Exercício para - 5,2 (1,2) vs. 0,5 (NR) < 0,01 -1,7 (NR) vs. 0,3 (NR) < 0,01 -4,1(2,4) vs. 1,1 (NR) -4,1(2,4) vs. < 0,01 NR NR
Dieta perda de peso - 5,2 (1,2) vs. -6,1(1,2) NS -1,7 (NR) vs. -2,4 (NR) NS -6,5 (2,6) NS NR NR
Ross et al ., 2000 151 e Thong Dieta Sem intervenção -7,4 (0,2) vs. 0,1 (0,3) <0,05 -2,4 (0,1) vs. -0,03 (0,1) <0,05 NR NR NR NR
et al.,2000 152 Dieta Exercício para perda de peso -7,4 (0,2) vs. -7,6 (0,1) NS -2,4 (0,1) vs. -2,4 (0,1) NS Exercício - dieta 0,5 [21,2; 2,2] NS NR NR
Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção Dieta ou dieta + exercício físico versus sem intervenção
Huseinovic et al., 2016 153 Dieta Sem intervenção -9,3 (4,8) vs. -5,6 (7,3) 0,004 -3,3 (1,7) vs. -2,0 (2,6) 0,005 -9,9 (5,2) vs. -7,4 (5,9) 0,028 -5,7 (3,4) vs. -3,5 (4,1) 0,008
Fernandes et al., 2015 154 Dieta Sem intervenção -5,57 (1,81) vs. 0,43 (1,21) <0·001 -1,87 (0,59) vs. 0,10 (0,45) <0,001 -4,85 (1,57) vs. 1,58 (0,96) <0,001 -2,23 (0,82) vs. 0,77 (0,36) 0·004
Vissers et al., Dieta Sem intervenção -4,3 (4,8) vs. 1,3 (3,7) NR -1,5 (1,7) vs. 0,4 (1,4) NR -3,5 (3,8) vs. 0,5 (4,0) NR -2,7 (1,9) vs. -0,9 (2,7) NR
2010 155 Exercício + dieta Sem intervenção -6,6 (6,4) vs. 1,3 (3,7) NR -2,3 (2,1) vs. 0,4 (1,4) NR -6,9 (7,4) vs. 0,5 (4,0) NR -4,0 (4,1) vs. -0,9 (2,7) NR
Straznicky et al., Dieta Sem intervenção -7,1 (0,6) vs. 1,0 (0,3) < 0,01 -2,4 (0,2) vs. +0,4 (0,1) <0,01 -6,7 (0,7) vs. -0,1 (0,5) <0,01 NR NR
2010 156 Exercício + dieta Sem intervenção -8,4 (1,0) vs. 1,0 (0,3) < 0,01 -2,8 (0,3) vs. 0,4 (0,1) <0,01 -9,8 (1,2) vs. -0,1 (0,5) <0,01 NR NR
Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício Dieta ou dieta + exercício físico versus exercício
Khoo et al., 2015 Dieta Exercício -3,3 (4,6) vs. -3,6 (3,4) 0,83 -1,2 (1,9) vs. -1,3 (1,2) 0,86 -3,4 (4,4) vs. -3,6 (3,2) 0,81 -2,1 (4,4) vs. -3,7 (3,4) 73 0,04
Nicklas et al., 2015 158 Exercício + dieta Exercício -4,9 (3,9) vs. -0,1 (2,2) <0,001 NR NR NR NR -2,2 (1,9) vs. -0,6 (1,2) <0,001
Yassine et al., Exercício + Exercício -6,9 (NR) vs. -3,8 (NR) 0,02 -2,4 (NR) vs. -1,3 (NR) 0,01 -6,5 (NR) vs. -5,6 0,62 NR NR
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157

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Autor, ano Intervenção Controle Alteração do peso corporal (DP ou IC95%) (Kg) Valor de p Alteração no IMC (DP ou IC95%) (Kg/m 2 ) Valor de p Alteração na circunferência da cintura (DP ou IC95%) (cm) Valor de p Alteração na% de gordura corporal (DP ou IC95%) (%) Valor de p
159
Amati et al., Dieta Exercício NR NR -9,3 (1,4) vs. -1,3 (0,4) <0,05 NR NR NR NR
2008 160 Dieta + exercício Exercício NR NR -8,6 (0,8) vs. -1,3 (0,4) <0,05 NR NR NR NR
O'Leary et al., 2007 161 Exercício + dieta Exercício -7,8 (NR) vs. -3,3 (NR) 8,1% vs. 3,4% <0,001 NR NR NR NR NR NR
Comparação entre dietas Comparação entre dietas
Kittiskulnam et al., 2014 162 Dieta déficit 500 kcal Dieta convencional -3,9 (2,7) vs. -0,2 (NR) NS -1,5 (0,9) vs. -0,2 (NR) NS -3,1 (3,2) vs. -0,9 (NR) NS -3,1 (NR) vs. -0,6 (NR) NS
Westman et al., 2008 163 Dieta déficit 500 kcal Dieta C<20g/d Dados observados -6,9 vs. -11,1 0,01 Dados observados -2,7 vs. -3,9 0,10 NR NR NR NR
Yancy et al., Dieta déficit Dieta -6,5 (-8,4; -4,6) vs. -2,8 (-3,9;-1,9)
2004 167 500-1,000 kcal e G<30% C<20g/d -12,0 (-13,8; -10,2) 0,001 NR NR NR NR vs. -5,8 (- 6,7; -4,8) NS
Samaha et al., 2003 164 Stern et al., 2004 Dieta déficit 500 kcal e Dieta C<30g/d -1,9 (4,2) vs. -5,8 (8,6) ITT -1,8 (3,9) vs. -5,7 (8,6) 0,002 0,002 NR NR NR NR NR NR
Carballo et al., 2006 166 G<30% -3,1 (8,4) vs. -5,1 (8,7) Dados observados -4,24 (12,1) vs. -4,04 (12,7) NS NS NR NR NR NR NR NR

ECR: ensaio clínico randomizado;

IC 95%: intervalo de confiança;

NR: não reportado; NS: Não significativo; IMC: Índice de Massa Corporal

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A descrição da qualidade metodológica e justificativa encontra-se abaixo no Quadro C . Embora as medidas de desfecho avaliadas sejam objetivas, considerou-se como alto risco de viés estudos que não cegaram os avaliadores dos desfechos.

Quadro C. Avaliação da qualidade metodológica dos estudos incluídos.

Estudo Risco de viés Justificativa
Amati et al., 2008 160 Alto Incluiu participantes não randomizados em um dos grupos; cegamento dos desfechos incerto
Ard et al., 2018 143 Baixo -
Bertz et al., 2012 145 e Brekke et al 2014 146 Incerto Cegamento dos desfechos incerto
Fernandes et al., 2015 154 Incerto Randomização, sigilo da alocação e cegamento dos desfechos incerto
Huseinovic et al., 2016 153 Alto Estudo aberto para cegamento dos desfechos
Kittiskulnam et al., 2014 162 Alto Randomização e sigilo da alocação incertos; estudo aberto para cegamento dos desfechos
Khoo et al., 2015 157 Baixo -
Nicklas et al., 2015 158 Baixo -
Nordby et al., 2012 147 Alto Randomização e sigilo da alocação incertos; estudo aberto para cegamento dos desfechos; perda diferencial entre grupos e não intenção de tratar
O'Leary et al., 2007 161 Incerto Randomização, sigilo da alocação e cegamento dos desfechos incertos
Ross et al., 2004 150 Alto Cegamento dos desfechos incertos Perda diferencial entre grupos e não usa intenção de tratar
Ross et al ., 2000 151 e Thong et al.,2000 152 Alto Cegamento dos desfechos incertos Perda diferencial entre grupos e não usa intenção de tratar
Samaha et al., 2003 164 Stern et al., 2004 165 Carballo et al., 2006 166 Alto Estudo aberto para cegamento dos desfechos
Straznicky et al., 2010 156 Incerto Randomização, sigilo da alocação e cegamento dos desfechos incerto
Van Gemert et al., 2015 76144 Baixo -
Villareal et al., 2011 148 e Bounchouville et al., 2014 149 Incerto Randomização e sigilo da alocação incertos
Vissers et al., 2010 155 Alto Randomização, sigilo da alocação e cegamento dos desfechos incertos; não usa intenção de tratar e não informa perda de seguimento por grupo
Yancy et al., 2004 167 Incerto Cegamento dos desfechos incerto
Yassine et al., 2009 159 Incerto Randomização, sigilo da alocação e cegamento dos desfechos incertos
Westman et al., 2008 163 Incerto Cegamento dos desfechos incerto

No Quadro D , constam os domínios avaliados para embasar as recomendações deste PCDT.

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Quadro D. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE Pro).

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 Kcal por dia vs. sem intervenção para perda de peso dos indivíduos com sobrepeso ou obesidade? Deve-se usar dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 Kcal por dia vs. sem intervenção para perda de peso dos indivíduos com sobrepeso ou obesidade?
POPULAÇÃO: perda de peso dos indivíduos com sobrepeso ou obesidade
INTERVENÇÃO: dietas com restrição calórica entre 500 e 1.000 Kcal por dia
COMPARAÇÃO: sem intervenção
DESFECHOS PRINCIPAIS: Alteração no peso corpóreo; Alteração no IMC (Índice de Massa Corporal); Alteração na circunferência da cintura ; Alteração na porcentagem de gordura corporal;

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto · A obesidade é um problema de saúde pública mundial; · A prevalência de obesidade no Brasil varia entre 9 a 23%, a depender da faixa etária; · A obesidade é um problema de saúde pública mundial; · A prevalência de obesidade no Brasil varia entre 9 a 23%, a depender da faixa etária;
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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ○Pequeno ● Moderado ○ Grande ○ Varia ○ Incerto Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para a redução do peso, avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta habitual. Dados de desfechos negativos não foram relatados. Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para a redução do peso, avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta habitual. Dados de desfechos negativos não foram relatados.
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis esperados? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis esperados? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis esperados?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Grande ○ Moderado ○ Pequeno ○ Trivial ○ Varia ● Incerto Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para a redução do peso, avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta habitual. Dados de desfechos negativos não foram relatados. Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para a redução do peso, avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta habitual. Dados de desfechos negativos não foram relatados.
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Certeza da Evidência

Qual é a certeza global na evidência?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

○ Muito baixa

Baixa

Moderada

Alta

Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

A qualidade geral da evidência foi baixa para todos os desfechos.

Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Alteração no peso corpóreo ⨁⨁◯◯ BAIXA a
Alteração no IMC (Índice de Massa Corporal) ⨁⨁◯◯ BAIXA b
Alteração na circunferência da cintura ⨁⨁◯◯ BAIXA c
Alteração na porcentagem de gordura corporal ⨁⨁◯◯ BAIXA d
  • a. Dos 10 ECR, apenas um tinha baixo risco de viés.
  • b. Dos 8 ECR, cinco apresentavam alto risco de viés, sendo os demais de risco incerto.
  • c. Dos 8 ECR, quatro apresentavam alto risco de viés e os outros risco incerto.
  • d. Dos 5 ECR, três apresentavam alto risco de viés, um risco incerto e um baixo.
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Valores Existe incerteza importante ou variabilidade dobre o quanto as pessoas valoram os desfechos principais? Valores Existe incerteza importante ou variabilidade dobre o quanto as pessoas valoram os desfechos principais? Valores Existe incerteza importante ou variabilidade dobre o quanto as pessoas valoram os desfechos principais?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Incerteza ou variabilidade importante ○ Possivelmente incertezaou variabilidade importante ● Provavelmente sem incerteza ouvariabilidade importante ○ Sem incerteza ou variabilidade importante Acredita-se que os pacientes tenham preferência pela não intervenção do que pela dieta com restrição calórica. Acredita-se que os pacientes tenham preferência pela não intervenção do que pela dieta com restrição calórica.
Balanço dos efeitos O balanço entre os efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou a comparação? Balanço dos efeitos O balanço entre os efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou a comparação? Balanço dos efeitos O balanço entre os efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou a comparação?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece a comparação ○ Provavelmente favorece a comparação ○ Não favorece nem a interveção nem a comparação ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Varia Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para melhora de todos os desfechos de composição corporal avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta isocalórica. Apesar da baixa qualidade metodológica e variabilidade dos estudos, os resultados se mostraram consistentes entre os estudos. Foi possível verificar que a dieta de restrição calórica entre 500 e 1.000 kcal/dia sozinha ou associada à atividade física é eficaz para melhora de todos os desfechos de composição corporal avaliados em comparação a controles que foram orientados a manter seus hábitos alimentares, que receberam informações sobre alimentação saudável ou que mantiveram uma dieta isocalórica.
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○ Incerto

Aceitabilidade

A intervenção é aceitavel paraos principais atores sociais ( stakeholders )?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto

Acredita-se que não teriam restrições

RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO

PROBLEMA

Não

Provavelmente não

Provavelmente sim

Sim

Varia

Incerto

EFEITOS DESEJÁVEIS

Trivial

Pequeno

Moderado

Grande

Varia

Incerto

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JULGAMENTO

EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos CERTEZA DA EVIDÊNCIA
Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante VALORES
Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a intervenção e nem a comparação Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto BALANÇO DOS EFEITOS
Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto ACEITABILIDADE

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicionalcontraa intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Recomendações

A evidência avaliada mostrou que a redução do total de consumo calórico entre 500 e 1000 Kcal do gasto energético estimado, promove redução do peso corporal. Recomenda-se, para a pessoa com sobrepeso ou obesidade, a redução do gasto total de calorias, com enfoque na redução do consumo de alimentos ultraprocessados, de acordo com o guia alimentar para a população brasileira.

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APÊNDICE 3 - PERGUNTA PICO 2

Questão de pesquisa: 'Qual o efeito da restrição de caloria líquida na perda de peso corporal em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era restrição calorias líquidas; comparadores (C) era consumo irrestrito de calorias líquidas; e desfechos eram (O) alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida do perímetro da cintura desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

Quadro E. Estratégias de busca nas bases de dado PubMed e Embase.

Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
(((((("Overweight"[Mesh]) OR Overweight) OR "Obesity"[Mesh]) OR Obesity)) AND ((((((((((soft drink) OR sweetened beverage) OR "Beverages"[Mesh]) OR "Carbonated Beverages"[Mesh]) OR "Carbonated Beverages"[Mesh]) OR Carbonated Beverages) OR Beverages) OR soda) OR diet beverage) OR low calorie beverage)) AND ((("Weight Loss"[Mesh]) OR Weight Loss) OR Weight reduction) 543
drink' OR 'soda'/exp OR soda OR 'low calorie beverage' OR 'diet beverage') AND [embase]/lim 925

B. Seleção das evidências

A busca das evidências retornou 1.468 referências (543 no MEDLINE e 925 no EMBASE). Cento e oitenta e quatro eram duplicatas e foram excluídas. Mil duzentos e oitenta e quatro artigos

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únicos, tiveram seus títulos e resumos avaliados, dos quais 1259 foram excluídos. Após esta etapa, 25 artigos tiveram seus textos completos para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo avaliava participantes portadores de sobrepeso ou obesidade. Caloria líquida compreendeu todos os produtos que apresentam açúcar líquido em sua composição (sucos naturais, sucos artificiais, refrigerantes, entre outros). Para os controles, foram consideradas a substituição por água ou bebidas dietéticas. Foram consideradas ainda modelagens que verificaram o efeito de taxas sobre a comercialização de bebidas açucaradas no consumo e nos índices de sobrepeso e obesidade. Caso estivessem disponíveis vários artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia a alteração no peso corpóreo, IMC, medida da circunferência abdominal desde a linha de base.

Após a leitura do texto completo dos estudos, 15 estudos foram excluídos: 1) oito por incluírem indivíduos que não atendem aos critérios de elegibilidade: 1.1) quatro revisões sistemáticas com meta-análise que incluíram adultos e crianças e não apresentaram análise estratificada 168171 ; 1.2) uma revisão sistemática com meta-análise que incluiu indivíduos com IMC normal sem análise estratificada 172 ; 1.3) um ensaio clínico randomizado que incluiu apenas indivíduos com IMC normal e sobrepeso, sem estratificação na apresentação dos dados 173 ; 1.4) uma modelagem econômica que inclui população geral, sem apresentação de análise estratificada 174 ; 2) três por não apresentarem desfechos de interesse: 2.1) duas modelagens que não apresentaram dados antropométricos 175,176 ; 2.2) um ensaio clínico randomizado sem avaliação da associação entre redução do consumo de bebidas açucaradas com redução de medidas antropométricas 177 ; 3) um ensaio clínico randomizado que apresentou resultados de grupos intervenção e controle de modo agrupado 178 ; 4) um ensaio clínico randomizado que avaliou redução no consumo de bebidas açucaradas decorrente do aumento da ingesta de água associado a quatro tipos de dieta 179 ; 5) uma revisão sistemática com meta-análise que avaliou a associação entre consumo de refrigerantes no peso corporal, sem distinguir se houve redução ou aumento no consumo 180 ; 6) um resumo de congresso de ensaio clínico randomizado que apresenta escassez de dados para extração 181 ; 7) um resumo de congresso com texto completo disponível 182 .

Página 86

Ao final, dois ensaios clínicos randomizados 183,184 e oito estudos de modelagem 185-192 atenderam aos critérios de seleção e foram incluídos para apreciação dos efeitos da restrição de calorias líquidas na perda de peso corporal em portadores de sobrepeso e obesidade. O processo de seleção dos estudos encontra-se esquematizado na Figura 3 .

Figura C. Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se nas Tabelas E e F (estudos clínicos e modelagens, respectivamente). A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela G. Resultados encontram-se nas Tabelas H e I (estudos clínicos e modelagens, respectivamente).

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Tabela E. Características dos estudos clínicos incluídos na revisão.

. Ano Autor Desenho de estudo Objetivo Grupo Intervenção (n) Grupo Controle (n) Período de Avaliação Tempo de Intervenção
2014 Hernandez-Cordero et al. 183 ECR Determinar se a substituição de bebidas com adição de açúcar por água pode reduzir níveis plasmáticos de triglicérides, peso e outrosriscos metabólicos em mulheres mexicanas com sobrepeso e obesos Água + ação educativa (134) Ação educativa (134) basal, 3, 6 e 9 meses 9 meses
2012 Tate et al. 184 ECR Avaliar a substituição de bebidas calóricas por água ou bebidas dietéticas aconselhamento comportamental + bebida dietética (105) ou água (108) aconselhamento sobre perda de baseline , 3 e 6 meses 6 meses

Legenda: ECR - Ensaio clínico randomizado.

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Tabela F. Características das modelagens incluídas na revisão.

Ano Autor Desenho de estudo Objetivo Localidade Participantes (n) Horizonte Temporal Taxação Redução de açúcar
2018 Basto Abreu et al. 185 Modelagem econômica Estimar a proporção de açúcar que deveria ser reduzida em bebidas com açúcar para redução de consumo da população para 19% do total de calorias, sem considerar mudanças no consumo. México 3005 homens e mulheres adultos mexicanos com idade > 20 anos 12 anos (a partir de 2020) 20% sobre vendas Até 50%
2017 Barrientos- Guitierrez et al. 186 Modelagem econômica Estimar o impacto de taxação sobre bebidas com açúcar no peso corporal e na prevalência de sobrepeso e obesidade no México México 2735 homes e mulheres mexicanos com idade > 20 anos 10 anos 1 peso por litro (~10% sobre vendas) / 20% ND
2017 Schwendicke et al. 187 Modelagem econômica Avaliar de que modo taxas sobre bebidas com açúcar reduzem risco de sobrepeso eobesidade na Alemanha Alemanha ND ND("curto") 20% sobre vendas ND
2016 Duffey et al. 188 Modelagem Avaliar o potencial impacto da substituição de uma porção de bebida com açúcar por água nos escores de HBI e na prevalência de sobrepeso Estados Unidos 16429 americanos adultos com idade > 19 anos ND NA ND
2016 Ma et al. 189 Modelagem Propor estratégia de redução gradual de adição de açúcar em bebidas com açúcar em até 40% em 5 anos sem substituição por adoçantes e avaliar os efeitos sobre consumo de energia, sobrepeso e obesidade Reino Unido 4156 crianças e adultos (1-5 anos, 4-11 anos, 12-18 anos, 19-25 anos, 26-35 anos, 36-64 anos, ≥ 65 anos) 5 anos NA Até 40%
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Tabela 1

| 2015 | Ruff et al. 190 | Determinar os efeitos de taxas sobre bebidas com açúcar sobre em peso e obesidade em | Estados Unidos | 9341 americanos adultos com idade > 18 anos | 0,014% por caloria | - |

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Legenda: HBI - Healthy Beverage Index; ND - não descrito.

Ano Autor Desenho de estudo Objetivo Localidade Participantes (n) Horizonte Temporal Taxação Redução de açúcar
indivíduos adultos da cidade de Nova Iorque (idade > 18 anos)
2011 Dharmasena et al. 191 Modelagem econômica Delinear o efeito de impostos sobre o consumo de bebidas com açúcar, ingestão calórica e peso (Ainda, estimar as elasticidades relacionadas a bebidas não alcoólicas e as taxas de desvio como auxílio para explicar o movimento de consumo de bebidas não alcoólicas em termos de volume como resposta à política de taxação. Estados Unidos ND ND 20% ND
2011 Lin et al. 192 Modelagem econômica Estimar demandas renda-dependentes por bebidas para avaliar se o imposto sobre bebidas com açúcar é regressivo; demonstrar que reduções de peso corporal e na prevalência de obesidade decorrentes da redução do consumo calórico diferem entre dois modelos depredição (estático e dinâmico). Estados Unidos 7921 crianças (2-19 anos) 8322 adultos (>20 anos) 10 anos 20% sobre consumo ND
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Ano Autor Grupo (n) Idade (anos) Média (DP) Sexo Média (DP) Peso basal (kg) Média (DP) IMC basal (kg/m²) Média (DP) Circunferência abdominal basal (cm) Média (DP) Tempo de Intervenção
2014 Hernandez- Cordero et al. 183 134 33,5 (6,7) 100% F 76,9 (0,3) 31,1 (0,1) 98,3 (0,3) 9 meses
2014 Hernandez- Cordero et al. 183 134 33,3 (6,7) 100% F 76,0 (0,3) 31,0 (0,1) 98,5 (0,3) 9 meses
2012 Tate et al. 184 Aconselhamento comportamental + água (108) 43,2 (10,6) 88,9% F 98,4 IC 95% [95,2, 101,6] 35,8 (5,2) 115,1 IC 95% [112,6, 117,6] 6 meses
2012 Tate et al. 184 aconselhamento comportamental + bebida dietética (105) 41,2 (11,2) 78,1% F 99,0 IC 95% [97,1, 104,7] 36,1 (6,2) 115,5, IC 95% [112,5, 118,5]
2012 Tate et al. 184 de peso, sem alterações no consumo de bebidas (105) Informações sobre perda 41,56 (10,4) 85,7% F 102,6 IC 95% [99,1, 106,1] 36,8 (6,2) 116,5 IC95% [113,9, 119,2]

Legenda: F - Feminino; IC 95% - Intervalo de Confiança 95%.

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Ano Autor Perda de peso (kg) Média (DP) Perda de peso (kg) Média (DP) Perda de peso (kg) Média (DP) Redução de IMC Média (DP) Redução de IMC Média (DP) Redução de IMC Média (DP) Redução de circunferência abdominal (cm) - Média (DP) Redução de circunferência abdominal (cm) - Média (DP) Redução de circunferência abdominal (cm) - Média (DP) Comentários Período de avaliação
Ano Autor Intervenção Controle valor de p Intervenção Controle valor de p Intervenção Controle valor de p Comentários Período de avaliação
∆ = -1,0 (0,2) ∆ = -0,5 (0,2) p=0,06 ∆ = -0,4 (0,08) ∆ = -0,2 (0,08) p=0,07 ∆ = -1,0 (0,3) ∆ = -0,5 (0,3) p=0,10 3 meses
Hernandez- ∆ = -0,7 ∆ = -0,54 ∆ = -0,5 ∆ = -0,6
2014 Cordero et al. 183 ∆ = -1,4 (0,3) (0,3) p=0,10 (0,11) (0,14) p=0,10 ∆ = -1,4 (0,3) (0,5) p=0,20 - 6 meses
∆ = -1,2 (0,4) ∆ = -0,8 (0,4) p=0,40 ∆ = -0,3 (0,14) ∆ = -0,33 (0,15) p=0,40 ∆ = -1,0 (0,4) ∆ = -1,0 (0,7) p=0,70 9 meses
Água: ∆= - ∆= -0,7,
1,31 (0,27)% ND ND ND ND IC95% [-0,7, - 0,7] cm ∆= -0,3, ND
Bebida dietética: ∆= - 1,87 (0,32) % (0,7)% ND ND ND ND ∆= -2,0, IC95% [-2,1, - 1,8] cm 0,2, -0,3] cm ND bebidas dietéticas tiveram maior probabilidade de atingir perda de peso de5% comparado ao controle 3 meses
2012 Tate et al. 184 (OR=2,29; IC95%:
Água: ∆= - 2,03 (0,40)% p=0,0967 ND ND ND ∆= -0,6, IC95% [-0,5, - 0,7] cm ∆= -0,6, p=0,1611 [1,05;5,01], p=0,004). Não houve diferença entre grupo controle e água
∆= - 1,76 IC95% [- (OR=1,87, IC95%: [0,84; 6 meses
Bebida dietética: ∆= - 2,54 (0,45) % (0,35)% p=0,3501 ND ND ND ∆= -1,9, IC95% [-2,0, - 2,1] cm 0,7, -0,5] cm p=0,2169 4,14], p=0,13
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Tabela I. Resultados de efetividade provenientes das modelagens incluídas na revisão.

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Ano Autor Perda de peso estimada (kg) Média (IC95%) IMC basal (kg/m²) Média (IC95%) Redução de IMC estimada Média (IC95%) Prevalência de sobrepeso e obesidade basal (%) Média (IC95%) Prevalência/ Casos de Sobrepeso/ Obesidade evitados (%) Média (IC95%) Comentários
2018 Basto-Abreu et al. 185 ∆=-1,3 (1,2; 1,4) kg ND ∆=-0,5 (0,5; 0,6 kg/m²) Obesidade: 30,9 (28,5; 33,3)% Sobrepeso: 38,7 (36,1; 41,4)% 3,9 (2,6; 5,1) pontos de porcentagem - menos 3,5 milhões de obesos em 2032 Redução gradual dos níveis de açúcar até 50% ao longo de 10 anos
Barrientos- Imposto de 10%: ∆=- 0,15, DP = 0,55 kg/m²/ Imposto de 10% + PE: ∆=-0,29; DP =1,01 Obesidade: 34,05% Imposto de 10% e condições normais : Obesidade: - 2,54% e Sobrepeso: + 0,51%/ I mpostode 10% + PE: Obesidade: -6,38% e
2017 Guitierrez et al. 186 NA 28,4 kg/m²/ I mposto de 20%: ∆=-0,31; DP= 1,08 kg/m²; Imposto de 20% + PE: ∆=-0,57; DP = 2,00 kg/m² Sobrepeso 35,57% Sobrepeso:+0,42%/ I mposto de 20%: Obesidade: -6,85% e Sobrepeso: +0,67%/I mposto de 20% + PE : Obesidade: -9,57% e Sobrepeso: -1,90% -
Schwendicke (disponível apenas Obesidade: - 4% - 479 mil casos Maiores benefícios entre indivíduos
2017 et al. 187 ND ND estratificado por faixas etárias) ND evitados/ Sobrepeso: -3% - 1028000 casos evitados jovens e do sexo masculino
2016 Duffey et al. 188 De -0,44 a 1,99 kg ND ND ND Perda de 0,44kg: Obesidade: -0,3% e Sobrepeso: -0,1% Perda de 1,99 kg: Obesidade: -1,4% e Sobrepeso: -
2016 Ma et al. 189 ∆=-1,20 (1,12; 1,28) kg 27,48 kg/m² ∆=-0,42 kgm/m²(1,5%) Obesidade: 27,8%/ Sobrepeso: 35,5% -0,5% Obesidade: 2,1 (27,8%-25,7%) pontos de porcentagem - menos 0,5 milhões com sobrepeso em 5 anos Sobrepeso: 1,0 (35,5%; 34,5%) pontos de porcentagem - menos um milhão de obesos em 5 anos Redução gradual dos níveis de açúcar até atingir 60% em 5 anos
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Ano Autor Perda de peso estimada (kg) Média (IC95%) IMC basal (kg/m²) Média (IC95%) Redução de IMC estimada Média (IC95%) Prevalência de sobrepeso e obesidade basal (%) Média (IC95%) Prevalência/ Casos de Sobrepeso/ Obesidade evitados (%) Média (IC95%) Comentários
2015 Ruff et al. 190 ME: 1 ano: ∆=-0,77 kg 5 anos: ∆=-3,8 kg 10 anos: ∆=-7,7 kg MD: 1 ano: ∆=-0,46 (-0,46; -0,45) kg; 5 anos: ∆=-0,87 (-0,91; -0,83) kg; 10 anos: -0,92 (-0,99; 0,86) kg 26,8 (26,6; 7,0) 1 ano: 26,7 (26,5; 26,9) kg 5 e 10 anos: 26,5 (26,3; 26,7) kg Obesidade: 23,7 (22,3-25,1)% Sobrepeso: 32,9 (31,3; 34,4) Sobrepeso: 1, 5 e 10 anos: 30,9 (29,4; 32,4)% Obesidade: 1 ano: 23,0 (21,7; 24,4) %, 3 e 10 anos: 4 22,0 (20,7-23,4)% Compara prevalência de obesidade de acordo com IMC (23,7%, IC95%: [22,3- 25,1]) e de acordo com gordura corporal (28,3%, IC95%: [26,9; 30,0]. Os resultados apresentados no artigo estão de acordo com o último valor.
2011 Dharmasena et al. 191 *Efeitos diretos: Consumo médio per capita: ∆=-0,91 kg; Consumo máximo per capita: ∆=-1,45 kg Efeitos diretos + indiretos: Consumo médio per capita: ∆=-0,70/ Consumo máximo per capita: ND ND ND ND -
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Ano Autor Perda de peso estimada (kg) Média (IC95%) IMC basal (kg/m²) Média (IC95%) Redução de IMC estimada Média (IC95%) Prevalência de sobrepeso e obesidade basal (%) Média (IC95%) Prevalência/ Casos de Sobrepeso/ Obesidade evitados (%) Média (IC95%) Comentários
2011 Lin et al. 192 ME: Ano 1: ∆=-1,6 kg; Ano 10: ∆=-16 kg MD: Ano 1: ∆=-0,97 kg; Ano 5: 1,8 kg. Retirada total de bebida com açúcar: Ano 1: ∆=-4,32 kg, Ano 5: ∆=-7,19 kg; Ano 10: 7,34 kg ND ND Obesidade: 33,5 %/ Sobrepeso: 66,9% ME (20% taxa): Ano 1 - Obesidade: 30,77%/ Sobrepeso: 62,81%; Ano 10 - Obesidade: 21,75%/ Sobrepeso: 45,19% MD(20% taxa): Ano 1 - Obesidade: 31,80%/ Sobrepeso: 64,34%; Ano 10 - Obesidade: 30,04%/ Sobrepeso: 62,23% Retirada total de bebidas com açúcar: Ano 1 - Obesidade: 27,30%/ Sobrepeso: 57,51%; Ano 10 - Obesidade: 23,72%/ Sobrepeso: 50,79% ME (20% de impostos) - Renda alta: Baseline: Obesidade: 32,96%/ Sobrepeso: 67,62%; Ano 1 - Obesidade: 30,19%/ Sobrepeso: 63,45%; Ano 10 - Obesidade: 21,93%/ Sobrepeso: 46,33% ME (20% de impostos) - Baixa renda: Baseline - Obesidade: 35%/ Sobrepeso: 65,14%; Ano 1 - Obesidade: 32,23%/ Sobrepeso: 61,17%; Ano 10 - Obesidade: 21,28/ Sobrepeso: 42,28% MD(20% de impostos) - Renda alta: Ano 1 - Obesidade: 31,16%/ Sobrepeso: 65,02%; Ano 10 - Obesidade: 21,5%/ Sobrepeso: 62,47% MD(20% de impostos) - Renda baixa: Ano 1 - Obesidade: 33,42%/ Sobrepeso: 62,6%; Ano 10 - Obesidade: 31,42%/ Sobrepeso: 60,91% Retirada total de bebidas com açúcar - Renda alta: Ano 1 - Obesidade: 27,26%/ Sobrepeso: 58,82%; Ano 10 - Obesidade: 24,11%/ Sobrepeso: 52,37%// Retirada de todas as bebidas com açúcar - Renda baixa: Ano 1 - Obesidade: 27,43%/ Sobrepeso: 54,16%; Ano 10 - Obesidade: 22,70%/ Sobrepeso: 46,73%

Legenda: DP - Desvio Padrão, IMC - Índice de Massa Corpórea, MD - Modelo dinâmico, ME - Modelo estático, ND - não descrito. * Efeitos diretos: considera apenas as elasticidades do próprio produto; efeitos indiretos: considerada demanda de um produto x decorrente da mudança de preço de um produto y.

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Na Figura D consta a avaliação do risco de viés dos ECR incluídos. No caso das modelagens, diante da inexistência de ferramenta validada para avaliar a qualidade metodológica dos tipos de modelos apresentados, com abordagem essencialmente econométrica, foi realizada a avaliação geral das características dos estudos e discussão em relação às limitações referentes ao modelo.

Os estudos foram conduzidos considerando-se diferentes países, com contextos socioeconômicos e culturais discrepantes, o que limita as comparações entre eles. As modelagens tiveram seus dados provenientes de censos ou inquéritos locais ou nacionais das localidades de interesse, que são representativos da população de interesse, porém esteve sujeito à qualidade e disponibilidade dos dados coletados. Os horizontes temporais foram suficientemente longos para que os efeitos, ao menos iniciais, pudessem ser detectados (5 a 12 anos).

Os resultados de redução de peso, IMC e estimativas de prevalência de sobrepeso e obesidade foram obtidos por meio indireto, a partir da estimativa de redução do consumo de bebidas adoçadas com açúcar decorrente do acréscimo de impostos sobre a venda destas bebidas ou da redução gradual da quantidade de açúcares adicionados às bebidas 189 ou de seu consumo 188 , o que poderia sofrer influência de fatores, além de se desconhecer a qualidade dos estudos cujos dados foram extraídos e incluir diversas pressuposições. Com o objetivo de diminuir esses efeitos, alguns estudos consideraram os efeitos da resposta fisiológica à dieta ou aos exercícios físicos (modelo dinâmico) 185,186,189,190,192 , alterações de demanda em resposta à imposição d e impostos sobre venda (elasticidade) 187,191,192 e compensações de consumo energético 185,191 .

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Figura D. Resumo do risco de viés dos ensaios clínicos randomizados incluídos.

A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro F . Esta tabela corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro G contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Quadro F. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary of Findings [SoF]) do webapp Grade PRO).

Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade Global da Evidência Qualidade
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Global Importância
Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso Perda de Peso
2 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum A substituição de pelo menos uma porção de bebida com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas não resultou em diferenças com significância estatística entre os grupos comparados ao controle (sem substituição) em 3, 6 e 9 meses. Observou-se tendência de maior perda de peso entre indivíduos que fizeram a substituição, sendo maior entre aqueles que substituíram por bebidas dietéticas. ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO
Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC Redução de IMC
1 ensaio clínicos randomizado grave a não grave não grave não grave nenhum Embora aos 3 meses de intervenção o grupo intervenção tenha apresentado maior redução de IMC que ocontrole, não houve diferença com significância estatística. Para 6 e 9 meses, os grupos não foram diferentes na redução de IMC. ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO
Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal Redução de Circunferência Abdominal
2 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum A substituição de pelo menos uma porção de bebidacom adição de açúcar por água ou bebida dietética não resultou em redução estatisticamente significativa de circunferência abdominal em 3, 6 e 9 meses. No entanto, houve tendência de maior redução entre indivíduos que substituíram por água nos primeiros 3 meses em relação aos controles e dos que substituíram por bebidadietética em relação aos controles e grupo "água" aos 6 meses. ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO

Legenda: IMC - Índice de Massa Corpórea; a Alto risco de viés pela ferramenta Cochrane.

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Quadro G. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision do webapp GRADE Pro).

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar Restrição de caloria líquida vs. Consumo irrestrito de caloria líquida para perda de peso corporal? POPULAÇÃO: Pacientes portadores de sobrepeso ou obesidade (Índice de massa corporal - IMC igual ou superior a 25 kg/m²) com ou sem comorbidades
INTERVENÇÃO: Restrição de caloria líquida
COMPARAÇÃO: Consumo irrestrito de caloria líquida
PRINCIPAIS DESFECHOS: Redução de peso corporal, redução de 5-10% do peso corporal, redução de circunferência abdominal e redução de IMC

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. · Em evento internacional promovido pela Organização Panamericana da Saúde assumiu compromisso de frear o crescimento da obesidade até 2019 por meio de três medidas principais: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas ehortaliças regularmente[1];. · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. · Em evento internacional promovido pela Organização Panamericana da Saúde assumiu compromisso de frear o crescimento da obesidade até 2019 por meio de três medidas principais: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas ehortaliças regularmente[1];.
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Efeitos Desejáveis

Quão substanciais são os efeitos desejáveis?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · Em estudo clínico que avaliou a substituição de bebidas com adição de açúcar por água associado a ações educativas comparado a ações educativas isoladas, observou-se tendência de maior redução de peso corporalem 3, 6 e 9 meses de intervenção, tendência de maior redução de IMC aos 3 meses e tendência de maior redução de circunferência abdominal aos 3 e 6 meses. Em nenhum dos casos foi observou-se diferença com significância estatística entre os grupos (Hernandez Cordero et al.,2014); · Em estudo que avaliou os efeitos da substituição de bebidas com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas associado a aconselhamento comportamental comparado ao aconselhamento isolado, observou-se que, nos grupos em que houve substituição, houve tendência a maior perda de peso corporal em 3 e 6 meses, sendo maior no grupo que substituiu as bebidas calóricas por bebidas dietéticas. Para circunferência abdominal, observou-se tendência de redução da medida de circunferência abdominal aos 3 meses para ambos os grupos, também maior no grupo que substituiu por bebidas dietéticas. Aos seis meses, a redução foi comparável entre o grupo que substituiu as bebidas por água e aquele em que não houve substituição. Nenhuma das comparações atingiu significância estatística (Tate et al., 2012); · Em modelagens que avaliaram os efeitos da redução do consumo de bebidas com adição de açúcar sobre o peso corporal, observou-se que houve redução de peso de até 1,99 kg substituindo-se apenas uma porção de bebida com adição de açúcar por dia (Duffey et al., 2016) e de até 1,20 kg reduzindo-se gradualmente a quantidade de açúcar em bebidas em até 40% em cinco anos (Ma et al., 2016). Estas modelagens evidenciaram ainda redução de aproximadamente 0,5 kg/m² de IMC (Duffey et al., 2016, Maet al., 2016); · Em estudos que avaliaram o aumento de taxas sobre as vendas de produtos com adição de açúcar, observou-se que estas medidas resultaram em redução de peso comporal de até 7,7 kg em 10 anos em modelos estáticos; e de até 0,92 kg em 10 anos em modelos dinâmicos (Ruff et al., 2015; Lin et al., 2011). Observou-se redução de IMC de 0,1 a 0,57 kg/m², a depender da taxa adotada (basto-Abreu et al., 2018; Barrientos-Gutierrez 2017, Ruff et al., 2015); · Nos modelos, observou-se que, quanto maior as taxas sobre venda de bebidas com adição de açúcar, maior a redução na prevalência de obesidade. · Apenas um estudo avaliou o perfil de eventos adversos decorrentes do aumento de consumo de água e potencial redução no consumo de bebidas adoçadas com açúcar. Umtotal de 22 pacientes relatou eventos adversos não-graves que incluíram cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar. Nenhum destes pacientes precisou descontinuar a participação (Hernandez-Cordero et al., 2014). · Em estudo clínico que avaliou a substituição de bebidas com adição de açúcar por água associado a ações educativas comparado a ações educativas isoladas, observou-se tendência de maior redução de peso corporalem 3, 6 e 9 meses de intervenção, tendência de maior redução de IMC aos 3 meses e tendência de maior redução de circunferência abdominal aos 3 e 6 meses. Em nenhum dos casos foi observou-se diferença com significância estatística entre os grupos (Hernandez Cordero et al.,2014); · Em estudo que avaliou os efeitos da substituição de bebidas com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas associado a aconselhamento comportamental comparado ao aconselhamento isolado, observou-se que, nos grupos em que houve substituição, houve tendência a maior perda de peso corporal em 3 e 6 meses, sendo maior no grupo que substituiu as bebidas calóricas por bebidas dietéticas. Para circunferência abdominal, observou-se tendência de redução da medida de circunferência abdominal aos 3 meses para ambos os grupos, também maior no grupo que substituiu por bebidas dietéticas. Aos seis meses, a redução foi comparável entre o grupo que substituiu as bebidas por água e aquele em que não houve substituição. Nenhuma das comparações atingiu significância estatística (Tate et al., 2012); · Em modelagens que avaliaram os efeitos da redução do consumo de bebidas com adição de açúcar sobre o peso corporal, observou-se que houve redução de peso de até 1,99 kg substituindo-se apenas uma porção de bebida com adição de açúcar por dia (Duffey et al., 2016) e de até 1,20 kg reduzindo-se gradualmente a quantidade de açúcar em bebidas em até 40% em cinco anos (Ma et al., 2016). Estas modelagens evidenciaram ainda redução de aproximadamente 0,5 kg/m² de IMC (Duffey et al., 2016, Maet al., 2016); · Em estudos que avaliaram o aumento de taxas sobre as vendas de produtos com adição de açúcar, observou-se que estas medidas resultaram em redução de peso comporal de até 7,7 kg em 10 anos em modelos estáticos; e de até 0,92 kg em 10 anos em modelos dinâmicos (Ruff et al., 2015; Lin et al., 2011). Observou-se redução de IMC de 0,1 a 0,57 kg/m², a depender da taxa adotada (basto-Abreu et al., 2018; Barrientos-Gutierrez 2017, Ruff et al., 2015); · Nos modelos, observou-se que, quanto maior as taxas sobre venda de bebidas com adição de açúcar, maior a redução na prevalência de obesidade. · Apenas um estudo avaliou o perfil de eventos adversos decorrentes do aumento de consumo de água e potencial redução no consumo de bebidas adoçadas com açúcar. Umtotal de 22 pacientes relatou eventos adversos não-graves que incluíram cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar. Nenhum destes pacientes precisou descontinuar a participação (Hernandez-Cordero et al., 2014).
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Efeitos Indesejáveis

Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · Em estudo clínico que avaliou a substituição de bebidas com adição de açúcar por água associado a ações educativas comparado a ações educativas isoladas, observou-se tendência de maior redução de peso corporal em 3, 6 e 9 meses de intervenção, tendência de maior redução de IMC aos 3 meses e tendência de maior redução de circunferência abdominal aos 3 e 6 meses. Em nenhum dos casos foi observou-se diferença com significância estatística entre os grupos (Hernandez Cordero et al.,2014); · Em estudo que avaliou os efeitos da substituição de bebidas com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas associado a aconselhamento comportamental comparado ao aconselhamento isolado, observou-se que, nos grupos em que houve substituição, houve tendência a maior perda de peso corporal em 3 e 6 meses, sendo maior no grupo que substituiu as bebidas calóricas por bebidas dietéticas. Para circunferência abdominal, observou-se tendência de redução da medida de circunferência abdominal aos 3 meses para ambos os grupos, também maior no grupo que substituiu por bebidas dietéticas. Aos seis meses, a redução foi comparável entre o grupo que substituiu as bebidas por água e aquele em que não houve substituição. Nenhuma das comparações atingiu significância estatística (Tate et al., 2012); · Em modelagens que avaliaram os efeitos da redução do consumo de bebidas com adição de açúcar sobre o peso corporal, observou-se que houve redução de peso de até 1,99 kg substituindo-se apenas uma porção de bebida com adição de açúcar por dia (Duffey et al., 2016) e de até 1,20 kg reduzindo-se gradualmente a quantidade de açúcar em bebidas em até 40% em cinco anos (Ma et al., 2016). Estas modelagens evidenciaram ainda redução de aproximadamente 0,5 kg/m² de IMC (Duffey et al., 2016, Maet al., 2016); · Em estudos que avaliaram o aumento de taxas sobre as vendas de produtos com adição de açúcar, observou-se que estas medidas resultaram em redução de peso comporal de até 7,7 kg em 10 anos em modelos estáticos; e de até 0,92 kg em 10 anos em modelos dinâmicos (Ruff et al., 2015; Lin et al., 2011). Observou-se redução de IMC de 0,1 a 0,57 kg/m², a depender da taxa adotada (basto-Abreu et al., 2018; Barrientos-Gutierrez 2017, Ruff et al., 2015); · Nos modelos, observou-se que, quanto maior as taxas sobre venda de bebidas com adição de açúcar, maior a redução na prevalência de obesidade. · Apenas um estudo avaliou o perfil de eventos adversos decorrentes do aumento de consumo de água e potencial redução no consumo de bebidas adoçadas com açúcar. Umtotal de 22 pacientes relatou eventos adversos não-graves que incluíram cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar. Nenhum destes pacientes precisou descontinuar a participação (Hernandez-Cordero et al., 2014). · Em estudo clínico que avaliou a substituição de bebidas com adição de açúcar por água associado a ações educativas comparado a ações educativas isoladas, observou-se tendência de maior redução de peso corporal em 3, 6 e 9 meses de intervenção, tendência de maior redução de IMC aos 3 meses e tendência de maior redução de circunferência abdominal aos 3 e 6 meses. Em nenhum dos casos foi observou-se diferença com significância estatística entre os grupos (Hernandez Cordero et al.,2014); · Em estudo que avaliou os efeitos da substituição de bebidas com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas associado a aconselhamento comportamental comparado ao aconselhamento isolado, observou-se que, nos grupos em que houve substituição, houve tendência a maior perda de peso corporal em 3 e 6 meses, sendo maior no grupo que substituiu as bebidas calóricas por bebidas dietéticas. Para circunferência abdominal, observou-se tendência de redução da medida de circunferência abdominal aos 3 meses para ambos os grupos, também maior no grupo que substituiu por bebidas dietéticas. Aos seis meses, a redução foi comparável entre o grupo que substituiu as bebidas por água e aquele em que não houve substituição. Nenhuma das comparações atingiu significância estatística (Tate et al., 2012); · Em modelagens que avaliaram os efeitos da redução do consumo de bebidas com adição de açúcar sobre o peso corporal, observou-se que houve redução de peso de até 1,99 kg substituindo-se apenas uma porção de bebida com adição de açúcar por dia (Duffey et al., 2016) e de até 1,20 kg reduzindo-se gradualmente a quantidade de açúcar em bebidas em até 40% em cinco anos (Ma et al., 2016). Estas modelagens evidenciaram ainda redução de aproximadamente 0,5 kg/m² de IMC (Duffey et al., 2016, Maet al., 2016); · Em estudos que avaliaram o aumento de taxas sobre as vendas de produtos com adição de açúcar, observou-se que estas medidas resultaram em redução de peso comporal de até 7,7 kg em 10 anos em modelos estáticos; e de até 0,92 kg em 10 anos em modelos dinâmicos (Ruff et al., 2015; Lin et al., 2011). Observou-se redução de IMC de 0,1 a 0,57 kg/m², a depender da taxa adotada (basto-Abreu et al., 2018; Barrientos-Gutierrez 2017, Ruff et al., 2015); · Nos modelos, observou-se que, quanto maior as taxas sobre venda de bebidas com adição de açúcar, maior a redução na prevalência de obesidade. · Apenas um estudo avaliou o perfil de eventos adversos decorrentes do aumento de consumo de água e potencial redução no consumo de bebidas adoçadas com açúcar. Umtotal de 22 pacientes relatou eventos adversos não-graves que incluíram cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar. Nenhum destes pacientes precisou descontinuar a participação (Hernandez-Cordero et al., 2014).
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Certainty of evidence

What is the overall certainty of the evidence of effects?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

○ Muito Baixa

Baixa

Moderada

○ Alta

○ Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

Desfechos Impacto №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE)
Perda de Peso A substituição de pelo menos uma porção de bebida com adição de açúcar por água ou bebidas dietéticas não resultou em diferenças com significância estatística entre os grupos comparados ao controle (sem substituição) em 3, 6 e 9 meses. Observou-se tendência de maior perda de peso entre indivíduos que fizeram a substituição, sendo maior entre aqueles que substituíram por bebidas dietéticas. (2 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Redução de IMC Embora aos 3 meses de intervenção o grupo intervenção tenha apresentado maior redução de IMC que o controle, não houve diferença com significância estatística. Para 6 e 9 meses, os grupos não foram diferentes na redução de IMC (1 ECR) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Redução de Circunferência Abdominal A substituição de pelo menos uma porção de bebida com adição de açúcar por água ou bebida dietética não resultou em redução estatisticamente significativa de circunferência abdominal em 3, 6 e 9 meses. No entanto, Houve tendência de maior redução entre indivíduos que substituíram por água nos primeiros 3 meses em relação aos controles e dos que substituíram por bebida dietética em relação aos controles e grupo "água" aos 6 meses (2 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
  • a. Alto risco de viés pela ferramenta Cochrane

·

De acordo com a metodologia GRADE, a inclusão de modelagens econômicas no perfil de evidências não é recomendada, considerando-se as limitações deste tipo de estudo[1],

[1] GRADE Guidelines: GRADE Handbook - Economic Model, disponível em: https://gdt.gradepro.org/app/handbook/handbook.html#h.t7qnfm929m1g.

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Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Importante incertezaou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ouvariabilidade ● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importante incerteza ouvariabilidade Bebidas com adição de açúcar são bastante consumidas pela população. Provavelmente, medidas que resultariam na redução no consumo destas bebidas resultariam em insatisfação inicial; Bebidas com adição de açúcar são bastante consumidas pela população. Provavelmente, medidas que resultariam na redução no consumo destas bebidas resultariam em insatisfação inicial;

Balanço dos efeitos

O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ○ Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ● Incerto · A restrição no consumo de calorias líquidas resultaem tendência de perda de peso (sem diferença estatísticamente significativa), redução de IMC e circunferência abdominal, quando comparada ao consumo irrestrito, avaliada em sensaios clínicos ranomizados; · Modelagens econômicas evidenciaram redução discreta em peso corporal e IMC e redução na prevalência de sobrepeso eobesidade; . O aumento do valor cobrado sobre bebidas adoçadas (impostos/taxações) pode levar à diminuição do consumo de forma desigual, haja vista que o impacto sobre as maiores rendas é menor. No entanto, ressalta-se que a população menos favorecida economicamente é que mais se beneficiará da política (1), pois é onde a prevalência de obesidade é maior (2). · Apenas umestudo avaliou eventos adversos da restrição de calorias. Foram observados eventos não graves, que incluíram: cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar. · A restrição no consumo de calorias líquidas resultaem tendência de perda de peso (sem diferença estatísticamente significativa), redução de IMC e circunferência abdominal, quando comparada ao consumo irrestrito, avaliada em sensaios clínicos ranomizados; · Modelagens econômicas evidenciaram redução discreta em peso corporal e IMC e redução na prevalência de sobrepeso eobesidade; . O aumento do valor cobrado sobre bebidas adoçadas (impostos/taxações) pode levar à diminuição do consumo de forma desigual, haja vista que o impacto sobre as maiores rendas é menor. No entanto, ressalta-se que a população menos favorecida economicamente é que mais se beneficiará da política (1), pois é onde a prevalência de obesidade é maior (2). · Apenas umestudo avaliou eventos adversos da restrição de calorias. Foram observados eventos não graves, que incluíram: cansaço, náusea, stress ou frequente necessidade de urinar.
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Equidade

Qual seria o impacto em equidade em saúde?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto ○ Provavelmente aumentada ○ Aumentada ● Variável ○ Incerto · A imposição de taxas mais elevadas sobre compra e venda de bebidas com adição de açúcar resultaria em menor consumo destas bebidas por indivíduos menos favorecidos. No entanto, ressalta-se que a população menos favorecida economicamente é que mais se beneficiará da política (1), pois é onde a prevalência de obesidade é maior (2). · Alimentos e bebidas dietéticas tendem a ter preço mais elevado do que alimentos comumente utilizados, o que restringe o consumo destes alimentos por indivíduos economicamente desfavorecidos; · A imposição de taxas mais elevadas sobre compra e venda de bebidas com adição de açúcar resultaria em menor consumo destas bebidas por indivíduos menos favorecidos. No entanto, ressalta-se que a população menos favorecida economicamente é que mais se beneficiará da política (1), pois é onde a prevalência de obesidade é maior (2). · Alimentos e bebidas dietéticas tendem a ter preço mais elevado do que alimentos comumente utilizados, o que restringe o consumo destes alimentos por indivíduos economicamente desfavorecidos;

Aceitabilidade

A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ● Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ○ Incerto · A redução da quantidade de açúcar nestas bebidas provavelmente alterariam o sabor, podendo resultar em menor consumo destasbebidas; · A redução no consumo de bebidas com adição de açúcar resultaria em redução na prevalência de sobrepeso e obesidade na população, seja pela redução da quantidade de açúcar nestas bebidas, quanto pelo aumento nas taxas sobre compra e venda dos produtos; . Economicamente, a proposição de taxas poderia desagradar o empresariado nacional e internacional; · A redução de prevalência de obesidade e sobrepeso potencialmente resultariam em alteração nos perfis de morbimortalidade dapopulação. · A redução da quantidade de açúcar nestas bebidas provavelmente alterariam o sabor, podendo resultar em menor consumo destasbebidas; · A redução no consumo de bebidas com adição de açúcar resultaria em redução na prevalência de sobrepeso e obesidade na população, seja pela redução da quantidade de açúcar nestas bebidas, quanto pelo aumento nas taxas sobre compra e venda dos produtos; . Economicamente, a proposição de taxas poderia desagradar o empresariado nacional e internacional; · A redução de prevalência de obesidade e sobrepeso potencialmente resultariam em alteração nos perfis de morbimortalidade dapopulação.
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Viabilidade

É viável a implementação da tecnologia?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ● Provavelmente sim ○ Sim ○ Varia ○ Incerto · Para adoção da medida, provavemente seria necessário envolvimento de outras agências, instituindo restrição obrigatória da adição de açúcar em bebidas ou aumento de taxas sobre a venda destes produtos; · Provavelmente seriam necessárias ações de educação e consientização da população acerca da necessidade de redução do consumo de calorias líquidas - quais deveriam ser consumidos com cautela ou de modo restrito, já que nem todas as bebidas, necessariamente, têm adição de açúcar em suacomposição. · Para adoção da medida, provavemente seria necessário envolvimento de outras agências, instituindo restrição obrigatória da adição de açúcar em bebidas ou aumento de taxas sobre a venda destes produtos; · Provavelmente seriam necessárias ações de educação e consientização da população acerca da necessidade de redução do consumo de calorias líquidas - quais deveriam ser consumidos com cautela ou de modo restrito, já que nem todas as bebidas, necessariamente, têm adição de açúcar em suacomposição.

RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a intervenção e nem a comparação Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
EQUIDADE Reduzida Provavelmente reduzida Provavelmente sem impacto Provavelmente aumentada Aumentada Varia Incerto
ACEITABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
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VIABILIDADE

Não

Provavelmente não

Provavelmente sim

JULGAMENTO

Sim

Varia

Incerto

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Recomendação

Apesar de os estudos não serem conclusivos, por meio da experiência clínica dos painelistas, recomenda-se a substituição de todas as bebidas açucaradas (incluindo sucos de frutas naturais e arificiais) por água.

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APÊNDICE 4 - PERGUNTA PICO 3

Questão de pesquisa: 'A substituição do açúcar pelo adoçante é eficaz na redução de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era o adoçante (C) era sacarose (açúcar); e desfechos (O) alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

Quadro H. Estratégias de busca nas bases de dado PubMed e Embase.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: ((("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND ("Sweetening Agents"[Mesh] OR sweetening agent* OR artificial sweetenerOR Sugar SubstituteOR Artificially sweetened beverages OR sugar-free OR artificially sweetened) 1.129
EMBASE [embase]/lim 'weight AND('body weight loss'/exp OR'body weight loss'OR loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 418

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 1.547 referências (1.129 no MEDLINE e 418 no EMBASE). Destas, 80 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de mil quinhentos e quarenta e sete referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 18 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo avaliava participantes portadores de sobrepeso ou obesidade e que usasse como grupo comparador a sacarose. Quando havia disponível vários

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artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia a alteração no peso corpóreo, IMC, medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

Nessa etapa 17 estudos foram excluídos: 1) três pelo delineamento de estudo: 1.1) um crosssectional 193 ;1.2) uma avaliação de benefício-risco 194 ; 1.3)uma revisão de escopo 195 ; 2) sete por incluir participantes que não atendem aos critérios de inclusão: 2.1) cinco revisões sistemáticas foram excluídas por incluir estudos com indivíduos não portadores de sobrepeso ou obesidade e não realizarem análise de subgrupos 168,169,171,172,196 ;2.2) dois ensaios clínicos foram excluídos: um por incluir não portadores de sobrepeso ou obesidade 197 e um por incluir participantes com menos de 18 anos de idade 198 ; 3) sete ensaios clínicos por apresentarem outros comparadores que não a sacarose 184,199-204 .

No final, apenas uma revisão sistemática com meta-análise foi incluída para avaliar a eficácia da substituição do açúcar pelo adoçante em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade 205 e seus dados se encontram relatados a seguir ( Figura E ).

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Figura E. Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela J. A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela K. Resultados encontram-se na Tabela L e na Figura F.

Toews e colaboradores realizaram uma revisão sistemática com meta-análise para avaliar a associação entre o consumo de adoçantes e desfechos de saúde, dentre eles o peso corpóreo 205 . Essa revisão incluiu 23 estudos ensaios clínicos, cinco estudos de coortes (concorrentes e não-concorrentes), 15 estudos de caso-controle, cinco estudos transversais, sete estudos em andamento e um estudo aguardando classificação. Dentre os estudos incluídos nesta revisão, apenas quatro atenderam aos critérios de inclusão 206-209 .

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Tabela J. Características dos estudos incluídos para avaliar a eficácia da substituição do açúcar pelo adoçante em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor Desenho do estudo Objetivo incluídos Número de participantes Intervenção Controle
Raben et al 2002 207 ECR Comparar o efeito da suplementação de comidas e bebidas contendo sacarose versus adoçantes artificiais no desejo de ingestão de alimentos e no peso corpóreo. 41 Adoçantes artificiais Sacarose
2011 206 Maersk et al ECR Comparar os efeitos na gordura corporal do refrigerante de cola tradicional, com o leite desnatado, o refrigerante de cola diet e a água. 22 Refrigerante cola diet (com aspartame) Refrigerante cola tradicional Água
2011 206 Maersk et al ECR Comparar os efeitos na gordura corporal do refrigerante de cola tradicional, com o leite desnatado, o refrigerante de cola diet e a água. 22 Refrigerante cola diet (com aspartame) Leite
Reid et al 2010 208 ECR Avaliar o efeito da sacarose na ingestão de macronutrientes, peso corporal e estado de sobrepeso emmulheres. 53 Aspartame Sacarose
Reid et al 2014 209 EC quase- randomizado Avaliar o efeito da adição de sacarose na dieta de mulheres obesas. 41 Aspartame Sacarose

ECR: ensaio clínico randomizado.

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Tabela K. Características basais para os estudos que avaliaram a eficácia da substituição do açúcar pelo adoçante na redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autores Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção Tempo de Seguimento
Raben et al 2002 207 Adoçantes artificiais Sacarose 20 21 37,1 (2,2) vs. 33,3 (2,0) 14,6 (geral) 27,6 (0,5) vs. 28 (0,5) 79,2 (2,0) vs. 82,5 (1,7) NR 2,5 meses (10 semanas) 2,5 meses
Maersk et al 2011 206 Refrigerante cola tradicional (com sacarose) 12 10 39 (8) vs. 39 (6) 25 vs. 60 32,8 (3,8) vs. 31,3 (2,9) 92,2 (10,9) vs. 97,8 (12,5) NR 6 meses 6 meses
Maersk et al 2011 206 Refrigerante cola diet (com aspartame) Água 13 39 (8) vs. 39 (8) 25 vs. 38,5 32,8 (3,8) vs. 32,2 (4,6) 92,2 (10,9) vs. 101,7 (22,4) NR 6 meses 6 meses
Maersk et al 2011 206 Leite desnatado 12 39 (8) vs. 38 (9) 25 vs. 25 32,8 (3,8) vs. 31,9 (2,8) 92,2 (10,9) vs. 94,7 (15,3) NR 6 meses 6 meses
Reid et al 2010 208 Aspartame Sacarose 29 24 32,93 (8,84) vs. 34,46 (11,03) 0% vs. 0% 27,83 (1,83) vs. 27,18 (2,06) NR 34,39 (2,52) vs. 34,34 (3,62) 4 semanas 4 semanas
Reid et al 2014 209 Aspartame Sacarose 21 20 34,6 (8,5) vs. 35,1 (9,9) 0% vs. 0% 32,7 (2,2) vs. 32,9 (1,8) 89,2 (1,5) vs. 88,4 (1,5) 87,8 (2,0) vs. 94,3 (1,6) 4 semanas 4 semanas

NR: não reportado, N: número da amostra, DP; desvio padrão.

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Tabela L. Desfechos de eficácia de estudos que avaliaram o consumo de adoçantes na alteração de peso corporal, no IMC.

Autor, ano Intervenção Controle Desfechos de alteração do peso corporal (Kg) Intervenção vs. controle Valor de p Desfechos de alteração no IMC (Kg/m 2 ) Intervenção vs. controle Valor de p
Raben et al 2002 207 Adoçantes artificiais (54% aspartame) Sacarose -1,0 (0,4) vs. 1,6 (0,4) < 0,001 0,5 (0,2) vs. -0,4 (0,2) < 0,001
Maersk et al 2011 206 Refrigerante cola diet (com aspartame) Refrigerante cola tradicional (com sacarose) 0,114 (1,1) vs. 1,28 (1,1) <0,01 NR NA
Reid et al Aspartame Sacarose * NA * NA
2010 208 Reid et al Aspartame Sacarose -0,31 (1,7) vs. 1,71 (2,1) < 0,005 NR NA

2014 209

ECR: ensaio clínico randomizado: risco relativo; IC 95%: intervalo de confiança; DM: diferença de médias; NR: não reportado; NA: não se aplica; IMC: Índice de Massa Corporal;DP: desvio padrão. * Estudo apresenta um gráfico de dispersão sobre os resultados de alteração de peso corporal e IMC, não sendo possíveis saber a diferença entre os grupos.

Figura F. Meta-análise comparativa entre o consumo de adoçantes e açúcar na alteração do peso corporal.

.

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A revisão sistemática incluída apresentou qualidade metodológica criticamente baixa pela ferramenta Amstar-2 138 por apresentar mais de uma falha crítica. Essas falhas críticas foram nos seguintes domínios:

  •  Os autores da revisão nãoapresentaram uma lista de estudos excluídos com seus respectivos motivos ou justificativas;
  •  Os autores da revisão não conduziram uma investigação do viés de publicação e seus possíveis impactos nos resultados da revisão.

Os ensaios clínicos incluídos foram avaliados pela ferramenta de risco de viés da Cochrane 139 , sendo todos classificado com baixa qualidade metodológica ( Figura G ).

Figura G. Avaliação da qualidade metodológica dos ensaios clínicos incluídos na revisão sistemática.

A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro M. Este quadro corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro N contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Quadro M. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary of Findings [SoF]) do webapp Grade PRO).

Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência №depacientes №depacientes Efeito Efeito
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Desfechos de alteração média do peso corporal (Kg) placebo Relativo (IC 95%) Absoluto (IC 95%) Qualidade global Importância
Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg)
3 Ensaios clínicos randomizados grave a grave b não grave grave c nenhum 53 51 - DM 1.99 menor (2.84 menor para 1.14 menor) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO

IC: Intervalo de Confiança; DM: Diferença Média; a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane; b. Alta heterogeneidade pelo teste de i quadrado; c. Os resultados estão na mesma direção, porém os intervalos de confiança não são sobreponíveis.

Quadro N. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA PERGUNTA
POPULAÇÃO: redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade
INTERVENÇÃO: Adoçante
COMPARAÇÃO: açúcar
PRINCIPAIS DESFECHOS: Alteração do peso corporal médio (Kg);
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AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade? Problema O problema é uma prioridade? Problema O problema é uma prioridade?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019
Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto A meta-análise realizada pela revisão sistemática, para o subgrupo de participantes portadores de sobrepeso e obesidade, apresentou uma maior probabilidade de redução de peso em participantes em uso de adoçantes comparado aos que consumiram açúcar. Porém, essa meta-análise apresenta importantes limitações, tais como, alta heterogeneidade, baixa quantidade de estudos e participantes incluídos (três estudos, totalizando 129 participantes) e os estudos incluídos apresentam alto risco de viés. Outro ponto relevante em relação a meta-análise para o desfecho de redução de peso, é a divergência dos resultados para participantes com o peso considerado normal (IMC < 25,0) e com sobrepeso ou obesidade, no qual só há diferença estatisticamente significante para este último subgrupo, o que aumenta a incerteza do uso destes resultados para a tomada de decisão, devido, provavelmente, à presença de algum viés (seleção, atrito, performance e detecção) nos estudos que avaliaram a população com sobrepeso e obesidade. Ressalta-se que alguns estudos discutem o efeito paradoxal dos adoçantes, uma vez que existe a hipótese que os mesmos ocasionem aumento de apetite e vontade de consumo de açúcar. Contudo, esses desfechos não foram objeto de estudo do presente relatório. A meta-análise realizada pela revisão sistemática, para o subgrupo de participantes portadores de sobrepeso e obesidade, apresentou uma maior probabilidade de redução de peso em participantes em uso de adoçantes comparado aos que consumiram açúcar. Porém, essa meta-análise apresenta importantes limitações, tais como, alta heterogeneidade, baixa quantidade de estudos e participantes incluídos (três estudos, totalizando 129 participantes) e os estudos incluídos apresentam alto risco de viés. Outro ponto relevante em relação a meta-análise para o desfecho de redução de peso, é a divergência dos resultados para participantes com o peso considerado normal (IMC < 25,0) e com sobrepeso ou obesidade, no qual só há diferença estatisticamente significante para este último subgrupo, o que aumenta a incerteza do uso destes resultados para a tomada de decisão, devido, provavelmente, à presença de algum viés (seleção, atrito, performance e detecção) nos estudos que avaliaram a população com sobrepeso e obesidade. Ressalta-se que alguns estudos discutem o efeito paradoxal dos adoçantes, uma vez que existe a hipótese que os mesmos ocasionem aumento de apetite e vontade de consumo de açúcar. Contudo, esses desfechos não foram objeto de estudo do presente relatório.
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Efeitos Indesejáveis

Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

Trivial

  • ○ Pequeno

Moderado

Grande

Variável

Incerto

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

A meta-análise realizada pela revisão sistemática, para o subgrupo de participantes portadores de sobrepeso e obesidade, apresentou uma maior probabilidade de redução de peso em participantes em uso de adoçantes comparado aos que consumiram açúcar. Porém, essa meta-análise apresenta importantes limitações, tais como, alta heterogeneidade, baixa quantidade de estudos e participantes incluídos (três estudos, totalizando 129 participantes) e os estudos incluídos apresentam alto risco de viés. Outro ponto relevante em relação a meta-análise para o desfecho de redução de peso, é a divergência dos resultados para participantes com o peso considerado normal (IMC < 25,0) e com sobrepeso ou obesidade, no qual só há diferença estatisticamente significante para este último subgrupo, o que aumenta a incerteza do uso destes resultados para a tomada de decisão, devido, provavelmente, à presença de algum viés (seleção, atrito, performance e detecção) nos estudos que avaliaram a população com sobrepeso e obesidade. Ressalta-se que alguns estudos discutem o efeito paradoxal dos adoçantes, uma vez que existe a hipótese que os mesmos ocasionem aumento de apetite e vontade de consumo de açúcar. Contudo, esses desfechos não foram objeto de estudo do presente relatório.

Study Mean differnce Meandifference
Normal welght
Kuzma 2015
Maki 2008 003(003t0009
Pooled estmate 36.7 003( 003t0009
Overweightand obese
Maetsk 2012 20.6
Reig 2014 21 3
Raben 2001 21 3
63.3 2199{-284t0-112
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Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos A qualidade geral da evidência é muito baixa para o desfecho de alteração do peso corporal médio (Kg). A qualidade geral da evidência é muito baixa para o desfecho de alteração do peso corporal médio (Kg). A qualidade geral da evidência é muito baixa para o desfecho de alteração do peso corporal médio (Kg). A qualidade geral da evidência é muito baixa para o desfecho de alteração do peso corporal médio (Kg).
● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos Desfechos Importância Desfechos Importância Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane b. Alta heterogeneidade pelo teste de i quadrado c. Os resultados estão na mesma direção, porém os intervalos de confiança não são sobreponíveis a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane b. Alta heterogeneidade pelo teste de i quadrado c. Os resultados estão na mesma direção, porém os intervalos de confiança não são sobreponíveis a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane b. Alta heterogeneidade pelo teste de i quadrado c. Os resultados estão na mesma direção, porém os intervalos de confiança não são sobreponíveis a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane b. Alta heterogeneidade pelo teste de i quadrado c. Os resultados estão na mesma direção, porém os intervalos de confiança não são sobreponíveis
Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS ADICIONAIS
○ Importante incerteza ou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ouvariabilidade ● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ouvariabilidade  Por uma questão cultural, acredita-se que o açúcar seja mais aceito;  Produtos Light ou dietéticos, normalmente, são mais onerosos para o consumidor;  Do ponto de vista da redução de calorias os adoçantes são, em geral, bemvalorizados.  A substituição do açúcar pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.  Por uma questão cultural, acredita-se que o açúcar seja mais aceito;  Produtos Light ou dietéticos, normalmente, são mais onerosos para o consumidor;  Do ponto de vista da redução de calorias os adoçantes são, em geral, bemvalorizados.  A substituição do açúcar pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.  Por uma questão cultural, acredita-se que o açúcar seja mais aceito;  Produtos Light ou dietéticos, normalmente, são mais onerosos para o consumidor;  Do ponto de vista da redução de calorias os adoçantes são, em geral, bemvalorizados.  A substituição do açúcar pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.  Por uma questão cultural, acredita-se que o açúcar seja mais aceito;  Produtos Light ou dietéticos, normalmente, são mais onerosos para o consumidor;  Do ponto de vista da redução de calorias os adoçantes são, em geral, bemvalorizados.  A substituição do açúcar pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.
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○ Sem importante incerteza ouvariabilidade
Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ○ Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ●Incerto Mediante a escassez de estudos, a baixa qualidade metodológica dos mesmos e a incerteza das evidências, acredita-se que qualquer recomendação sobre a substituição do açúcar pelo adoçante é prematura, se fazendo necessário mais estudos sobre o tema. Mediante a escassez de estudos, a baixa qualidade metodológica dos mesmos e a incerteza das evidências, acredita-se que qualquer recomendação sobre a substituição do açúcar pelo adoçante é prematura, se fazendo necessário mais estudos sobre o tema.
Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ● Incerto  Acredita-se que os pacientes tenham preferência pelo uso do açucar, assim, a substituição do mesmo pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.  OMinistério da Saúde publicou guia de alimentação para a população brasileira (1), que considera uma alimentação balanceada. Nesse guia é preconizado que óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Da mesma forma, alimentos ultraprocessados são ricos em adoçantes e, em alguns casos, adicionados de sódio, devido, exatemente, ao uso deadoçantes.  Várias marcas e edulcorantes artificiais estão disponíveis no Brasil. Alguns calóricos outros não. Alguns com sabor residual maior e outrosmenores. BARSIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª edição http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf  Acredita-se que os pacientes tenham preferência pelo uso do açucar, assim, a substituição do mesmo pelo adoçante pode ocasionar problemas de adesão.  OMinistério da Saúde publicou guia de alimentação para a população brasileira (1), que considera uma alimentação balanceada. Nesse guia é preconizado que óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Da mesma forma, alimentos ultraprocessados são ricos em adoçantes e, em alguns casos, adicionados de sódio, devido, exatemente, ao uso deadoçantes.  Várias marcas e edulcorantes artificiais estão disponíveis no Brasil. Alguns calóricos outros não. Alguns com sabor residual maior e outrosmenores. BARSIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª edição http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
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Viabilidade

É viável a implementação da tecnologia?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

○ Não

  • ○ Provavelmente não

  • ○ Provavelmente sim ○Sim

  • ○ Variável

  • ○ Incerto

RESUMO DOS JULGAMENTOS

PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece um ou outro Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
ACEITABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
VIABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
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TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Mediante a escassez de estudos, a baixa qualidade metodológica dos mesmos e a incerteza das evidências, acredita-se que qualquer recomendação sobre a substituição do açúcar pelo adoçante é prematura, se fazendo necessário mais estudos sobre o tema.

Recomendação

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APÊNDICE 5 - PERGUNTA PICO 4

Questão de pesquisa: 'O fracionamento da dieta é eficaz na perda de peso corporal peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era o fracionamento da dieta (C) eram três refeições ou menos/dia; e desfechos (O) alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

QUADRO O. Estratégias de busca de evidências em base de dados.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via PubMed: (((((meal frequency OR food frequency OR diet frequency OR diet fractioning OR diet fractionation OR meal fractioning OR meal fractionation OR food fractioning OR food fractionation OR meal timing OR regular meal OR regular meal time* OR regular meal pattern* OR regular meal plan OR regular meal diet OR meal skipping OR skipping meals)) AND (("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction))) AND (("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)))) AND ((randomized controlled trial[pt] OR controlled clinical trial[pt] OR randomized[tiab] OR placebo[tiab] OR drug therapy[sh] OR randomly[tiab] OR trial[tiab] OR groups[tiab] NOT (animals [mh] NOT humans [mh]))) 1.493
EMBASE 'food fractionation' OR 'meal timing' OR 'regular meal' OR 'regular meal time*' OR 'regular meal pattern*' OR 'regular meal plan' OR 340

B. Seleção das evidências

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A busca das evidências resultou em 1.833 referências (1.493 no MEDLINE e 340 no EMBASE). Destas, 65 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de mil setecentos e sessenta e oito referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 22 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade. Em busca manual, foram localizadas duas revisões (uma narrativa e uma sistemática com meta-análise) e um estudo primário. As referências da revisão com análise quantitativa de Schoenfeld et al., 2015 210 foram consultadas, sendo selecionados seis títulos para avaliação de elegibilidade. Somando-se as referências selecionadas por meio de busca eletrônica e manual, resultaram 31 artigos para avaliação de elegibilidade pelo texto completo.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo tinha como objetivo avaliar o efeito do fracionamento de dieta (com número de refeições por grupo e consumo calórico pré definidos) na redução de peso em indivíduos portadores de sobrepeso e obesidade. Estudos que incluíram outras intervenções além do fracionamento da dieta que não fossem comuns aos dois grupos foram excluídos. Quando diferentes artigos de um mesmo estudo estivessem disponíveis, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento, desde que esta incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia a alteração no peso corpóreo, IMC, medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

Nessa etapa 25 estudos foram excluídos: 1) dois pelo delineamento de estudo: 1.1) um transversal 211 ; 1.2) uma revisão narrativa da literatura 212 ; 2) dois por incluir participantes que não atendem aos critérios de inclusão, sendo dois ensaios clínicos randomizados, que incluíram indivíduos com peso e IMC normais, sem apresentar análise estratificada 210,213 ; 3) um pelo tipo de intervenção, sendo uma revisão sistemática da literatura que não incluiu fracionamento da dieta entre os métodos para redução de medidas antropométricas 214 ; 4) treze estudos pelo tipo comparador: 4.1) nove estudos em que não foram padronizados a quantidade de dietas e ingesta calórica diárias 215-222 ; 4.2) quatro estudos que incluem outras intervenções sem estratificação para fracionamento de dieta 223-226 ; 5) um pelo tipo de desfecho, que não apresentou resultados de medidas antropométricas 227 ; 6) quatro pelo modo de apresentação dos dados: 6.1) um resumo de congresso com texto completo disponível 223 ; 6.2) um resumo de congresso que apresenta apenas descrição qualitativa dos resultados 228 ; 6.3) um resumo de congresso que não apresenta dados relativos aos participantes de cada braço; 6.4) um ensaio clínico randomizado que apresenta resultados individuais de paciente 229 ; 7) Dois por não terem sido localizados na íntegra, mesmo após tentativa de contato com autores 230,231 .

No final, seis ensaios clínicos randomizados foram incluídos para avaliar os efeitos do fracionamento da dieta para redução de medidas antropométricas em portadores de sobrepeso ou obesidade 232-237 e seus dados se encontram relatados a seguir ( Figura H ).

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Figura H. Fluxograma de seleção das evidências.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela M . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela N . Resultados encontram-se na Tabela O e as Figuras H e I ilustram a meta-análise dos estudos por desfecho. A avaliação do risco de viés dos estudos incluídos encontra-se na Figura J. A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro P . Ele corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro Q contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE .

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Tabela M. Características dos estudos incluídos para avaliar os efeitos do fracionamento de dieta para redução de peso corporal em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Ano Autor Desenho Objetivo Intervenção (n) Controle (n) Desfechos Tempo de intervenção
1981 Garrow et al. 232 Ensaio Clínico* Avaliar os efeitos de diferentes concentrações de proteínas efrequência de refeições, separadas ou emconjunto, na perda de peso e no balanço de nitrogênio em 38 participantes portadores de obesidade. 5 refeições diárias (800 kcal/dia) (n=14) 1 refeição diária (800kcal/ dia) (n=14) perda de peso e balanço de nitrogênio 3 semanas
1993 Verboekete van de Venne et al. 233 ECR Investigar os efeitos da frequência de dieta na taxa de perda de peso e composição de massa corpórea em pacientes com sobrepeso eobesidade moderada. 2 refeições diárias (1000 kcal/dia) 3-5 refeições diárias (1000 kcal diárias) perda de peso, taxa metabólica em repouso e termogênese induzida por dieta. 4 semanas
2006 Vander Wal et al. 234 ECR Avaliar se a adição de um snack pós refeição resultaria em maior perda de peso entre obesos com hábitos decomer noturno participantes de intervenção de substituição parcial de dieta. Substituição parcial de dieta + snack noturno - 4 refeições (n=40) Substituição parcial de dieta - 3 refeições (n=40) perda de peso, IMC, circunferência abdominal, consumo calórico, hábitos do comer noturno, disforia 8 semanas
2010 Cameron et al. 235 ECR Avaliar se alta frequência de refeições com snacks pode resultar em maior perda de peso do que baixa frequência de refeições em resposta a dieta de restrição energética 3 refeições completas + 3 snacks (n=9) 3 refeições completas (n=9) Perda de peso, apetite e concentrações de peptídeo YY e grelina 8 semanas
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Legenda: ECR - ensaio clínico randomizado; kcal - quilocalorias; ND - não disponível. *O estudo, apesar de utilizar o termo 'experimental', não fornece detalhamento suficiente quanto à randomização

Ano Autor Desenho Objetivo Intervenção (n) Controle (n) Desfechos Tempo de intervenção
2012 Bachman et al. 236 ECR Avaliar a associação entre a frequência de refeições e manutenção da perda de peso ingestão alimentar a cada 2-3 horas (n=26) 3 refeições (n=25) fome, reforço relativo do valor dos alimentos, consumo energético e perda de peso em 3 e 6 meses ND
2014 Hatami-Zargaran et al. 237 ECR Avaliar os efeitos do consumo calórico diário em 6 refeições isocalóricas comparado ao modelo tradicional (3 refeições e 2 snacks diários) em peso, perfil lipídico, leptina e adiponectinapor 3 meses 6 refeições isocalóricas por dia (n=45) dieta tradicional (3 refeições + 2 snacks) (n=45) Peso, perfil lipídico, leptina, adiponectina 3 meses
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Tabela N . Características basais para os estudos que avaliaram os efeitos do fracionamento da dieta para redução do peso corporal em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Ano Autor Participantes (n) Intervenção (n) Controle (n) Idade Média (DP) Sexo Tempo de intervenção
1981 Garrow et al. 232 38 4 refeições diárias (800 kcal/dia) (n=14) 1 refeição diária (800kcal/ dia) (n=14) ND 92,1% F 4 semanas
1993 Verboekete van de Venne et al. 233 14 3-5 refeições completas (n=7) 4 refeições (1000 kcal dia) 2 refeições completas (1000 kcal/dia) (n=7) 46,1 (3,3) anos variação: 20-58 anos 100% F 4 semanas
2006 Vander Wal et al. 234 80 3 refeições diárias + snack após jantar (n=40) 3 refeições diárias (n=40) Intervenção: 44,8 (11,7) anos Controle: 47,5 (10,3) anos 76,2% F 8 semanas
2010 Cameron et al. 235 18 3 refeições + 3 snacks (n=9) 3 refeições (n=9) Intervenção: 34,6 (9,5) anos Controles: 36,3 (7,4) anos Intervenção: 50% F Controle: 50%F 8 semanas
2012 Bachman et al. 236 51 (1200-1500 kcal/dia) (n=26) Ingesta de pelo menos 100 kcal a cada 2-3 horas 1500kcal/ dia) (n=25) 3 refeições (1200- Controle: 51,8 (9,1) anos Intervenção: 50,2 (10,8) anos Controle: 53,8% F Intervenção: 60% F 6 meses
2014 Hatami-Zargaran et al. 237 90 6 refeições isocalóricas (n=45) 3 refeições + 2 snacks (n=45) ND Intervenção: 85% F Controle: 78% F 3 meses

Legenda: F - feminino; kcal - quilocalorias; ND - não disponível.

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Tabela O. Desfechos de eficácia de estudos que avaliaram o fracionamento da dieta na redução de peso corporal, IMC e circunferência abdominal.

Ano Autor Tempo de intervenção Grupo (n) Peso corporal basal Média (DP) Peso corporal final Média (DP) IMC basal Média (DP) IMC final Média (DP) Circunferência abdominal basal Média (DP) Circunferência abdominal final Média (DP)
5 refeições diárias (800 kcal/dia; n=14) ND ∆= -224 (74) g/dia ND ND ND ND
1981 Garrow et al. 232 4 semanas 1 refeição diária
(800kcal/ dia; n=14) ND ∆= -255 (107) g/dia ND ND ND ND
Comparação - p>0,05 - - - -
Verboekete van de Venne et 233 4 refeições (n=7) 82,2 (EP=4,6) kg 2 semanas: 76,3 (SE=2,7) semanas: 74,3 (SE=2,6) Redução: ∆= -4,7 (SE=0,4) ND ND ND ND
1993 al. 4 semanas 2 refeições (n=7) 79,0 (EP=2,6) kg 2 semanas: 79,5 (SE=4,5) semanas: 78,1 (SE=4,3) Redução: ∆= -4,1 (SE=0,5) ND ND ND ND
Comparação - p>0,05 - - - -
2006 Vander Wal et 8 semanas 3 refeições + 1 snack (n=29) 109,97 (22,92) kg ∆=-3,71 (3,29) kg (p<0,0001) 38,34 (6,84) kg/m² ∆= -1,31 (1,10) kg/m² (p<0,0001) 11,85 (17,35) cm ∆= - 5,56 (6,01) cm (p<0,0001) - (n=26)
al. 234 3 refeições (n=32) 106,91 (15,87) kg ∆=-4,71 (3,84) kg (p<0,0001) 37,68 (4,63) kg/m² ∆= -1,63 (1,34) kg/m² (p<0,0001) 114,44 (10,69) cm ∆= - 7,30 (5,89) cm (p<0,0001) - (n=24)
Comparação t=0,61 t=1,09 t=0,45 t=0,30 t=0,66 t=1,03
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Tabela 1

| 2010 | Cameron et al. 235 | 18 semanas | 3 refeições + 3 snacks (n=8/9) | 114,1 (26,4) kg | 109,5 (23,6) kg ∆=-5,3 (3,1) kg | 37,1 (4,5) kg/m² | 35,6 (4,7) kg/m² | ND | ND |

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Ano Autor Tempo de intervenção Grupo (n) Peso corporal basal Média (DP) Peso corporal final Média (DP) IMC basal Média (DP) IMC final Média (DP) Circunferência abdominal basal Média (DP) Circunferência abdominal final Média (DP)
3 refeições (n=8/9) 101,0 (16,6) kg 95,7 (17,4) kg ∆= -4,6(2,4) kg 34,8 (4,0) kg/m² 32,9 (4,5) kg/m² ND ND
Comparação - p>0,05 - p>0,05 - -
3 refeições (n=25) ND ND 34,9 (4,3) kg/m² 3 meses: 31,5 (4,1) kg/m² 6 meses: 29,8 (4,4) kg/m² ND ND
Bachman et 3 meses:32,5 (5,1)
2012 al. 236 6 meses Alimentação a cada 2-3 horas (n=26) ND ND 36,1 (5,2) kg/m² kg/m² 6 meses: 31,3 (5,3) kg/m² ND ND
Comparação - - NS 3 meses: p<0,001 6 meses: p<0,001 - -
6 refeições (n=45) ND ND 30,9 (5,2) kg/m² 28,9 (4,9) kg/m² ∆=-1,9 (0,9) kg/m² ND ND
2014 Hatami- Zargaran et al. 237 3 meses 3 refeições + 2 snacks (n=45) ND ND 30,3 (4,7) kg/m² 29,5 (4,3) kg/m² ∆=-0,7 (1,1) ND ND
Comparação - - NS p <0,001 (diferença) - -

Legenda: EP - erro padrão, kcal - quilocalorias, ND - não disponível, NS - não significativo, t - estatística do teste t pareado.

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Figura I. Meta-análise comparativa entre fracionamento de dieta e controle na redução de peso corporal.

Study or Subgroup Fracionamento de dieta Fracionamento de dieta Fracionamento de dieta Controle Mean Difference Controle Mean Difference Controle Mean Difference
Study or Subgroup Mean [kol SD [kol Total Mean [ko] SD [ko]
1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas 1.2.1 Redução de peso corporal 4 semanas
Vorboekete van de Venne & Westerterp; 1993 Subtotal (953 CI) Heterogeneity: Not applicable 1.06 1.32 58.79 58.79 -0.60 [1.85,0.65] 0.60 [-1.85,0.65]
1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas 1.2.2 Redução de peso corporal _ 8 semanas
Vander Wal et al; 2006 Subtotal (953 CI) Heterogeneity: Not applicable 3.29 29 29 3.84 28.89 1.00 [-0.79,279]
1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas 1.2.3 Redução de peso corporal - 18 semanas
Cameron et al , 2009 Subtotal (95% CI) Heterogeneity. Not applicable 5.3 3.1 2,4 12.5%
Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle Test for overall effect Z= 0.51 (P = 0.61) Total (95% CI) 100.09 0.15 [-1.11,0.81] 20 10 20 Favorece Fracionamento Favorece Controle
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Figura J. Meta-análise comparativa entre fracionamento de dieta e controle na redução de IMC.

Fracionamento de dieta Fracionamento de dieta Fracionamento de dieta Controle Controle Controle Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight
1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas 1.1.1 Redução de IMC 12 semanas
Bachman et al , 2012 32.5 5.1 25 31.5 4.1 26 25.0% 1.00 [1.55, 3.55]
Hatami-Zagarán et al , 2014 Subtotal (95% CI) 28.9 4.9 45 70 29.5 4.3 45 71 69.59 30] 0.03 [-1.55, 1.50]
Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.97, df = 1 (P = 0.32);F = 0%
1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas 1.1.2 Redução de IMC 18 semanas
Cameron et al , 2009 Subtotal (951 CI) 35.6 32.9 4.5 8.0% 8.09 2.70 [1.81, 7.21] 2.70 [-1.81,7.21]
1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas 1.1.3 Redução de IMC - 24 semanas
Bachman et al , 2012 Subtotal (95% CI) 31.3 5.3 25 25 29.8 4.4 26 22.5% 26 22.59 1.50 [1.18, 4.18] 1.50 [-1.18,4.18]
103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 103 105 100.09 25
Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81] Total (95% CI) 0.53 [-0.74, 1.81]
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Figura K. Avaliação da qualidade metodológica dos ensaios clínicos incluídos na revisão sistemática.

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Quadro P. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary of Findings [SoF]) do webapp GRADE PRO).

Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência Avaliação da qualidade da evidência №depacientes №depacientes Efeito Efeito Qualidade Global
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Fracionamento de dieta placebo Relativo (95% IC) Absoluto (95% IC) Importância
IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC IMC
3 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum 105 103 - MD 0.54 mais alto (0.73 menor para 1.81 mais alto) ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO
Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal Peso corporal
3 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum 44 47 - MD 0.15 menor (1.11 menor para 0.81 mais alto) ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO
Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal Circunferência abdominal
1 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave grave b nenhum 29 32 - MD1.74 cm mais alto (1.56 menor para 5.04 mais alto) ⨁⨁◯◯ BAIXA CRÍTICO

Legenda: a. alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane; b. Intervalo de confiança largo; IC: Intervalo de Confiança; MD: mean difference (diferença média)

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Quadro Q. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision [EtD] do webapp GRADE Pro).

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar fracionamento de dieta emmais que três vezes vs. duas ou três dietas por dia para redução de medidas antropométricas em pacientes com sobrepeso ou obesidade? Deve-se usar fracionamento de dieta emmais que três vezes vs. duas ou três dietas por dia para redução de medidas antropométricas em pacientes com sobrepeso ou obesidade?
POPULAÇÃO: Adultos comdiagnósticodesobrepesoouobesidade (Índicedemassacorporal-IMCigualousuperiora25kg/m2)comesem comorbidades (diabetes ehipertensão arterial)
INTERVENÇÃO: fracionamento de dieta em mais que três vezes
COMPARAÇÃO: duas ou três dietas por dia
PRINCIPAIS DESFECHOS: Redução de peso corporal, redução de 5-10% do peso corporal, redução de circunferência abdominal e redução de IMC

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. Em evento internacional promovido pela Organização Panamericana da Saúde assumiu compromisso de frear o crescimento da obesidade até 2019 por meio de três medidas principais: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente; · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. Em evento internacional promovido pela Organização Panamericana da Saúde assumiu compromisso de frear o crescimento da obesidade até 2019 por meio de três medidas principais: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente;
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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Trivial ○Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · A maioria dos estudos não encontrou diferenças com significância estatística entre o grupo que fracionou a dieta comparado àqueles que não fracionaram, para o desfecho perda de peso corporal; · Ofracionamento de dieta resultouem redução estatisticamente significante do IMC quando comparado ao grupo que manteve três refeições diárias na maioria dos estudos; · Quanto à redução de circunferência abdominal, não foram observadas diferenças com significância estatística entre os grupos emcomparação; Em meta-análise para desfecho de perda de peso corporal, não houve diferença entre os grupos, embora tenha se observado tendência de maior perda ponderal a favor do grupo fracionamento; Para redução de IMC, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, embora tenha sido observada tendência de maior redução a favor do grupo controle. · Nenhum estudo avaliou eventos adversos decorrentes do fracionamento da dieta. · A maioria dos estudos não encontrou diferenças com significância estatística entre o grupo que fracionou a dieta comparado àqueles que não fracionaram, para o desfecho perda de peso corporal; · Ofracionamento de dieta resultouem redução estatisticamente significante do IMC quando comparado ao grupo que manteve três refeições diárias na maioria dos estudos; · Quanto à redução de circunferência abdominal, não foram observadas diferenças com significância estatística entre os grupos emcomparação; Em meta-análise para desfecho de perda de peso corporal, não houve diferença entre os grupos, embora tenha se observado tendência de maior perda ponderal a favor do grupo fracionamento; Para redução de IMC, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, embora tenha sido observada tendência de maior redução a favor do grupo controle. · Nenhum estudo avaliou eventos adversos decorrentes do fracionamento da dieta.
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
●Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · A maioria dos estudos não encontrou diferenças com significância estatística entre o grupo que fracionou a dieta comparado àqueles que não fracionaram, para o desfecho de perda de peso corporal; · Ofracionamento de dieta resultouem redução estatisticamente significante do IMC quando comparado ao grupo que manteve três refeições diárias na maioria dos estudos; · Quanto à redução de circunferência abdominal, não foram observadas diferenças com significância estatística entre os grupos emcomparação; Em meta-análise para desfecho de perda de peso corporal, não houve diferença entre os grupos, embora tenha se observado tendência de maior perda ponderal a favor do grupo fracionamento; Para redução de IMC, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, embora tenha sido observada tendência de maior redução a favor do grupo controle. · A maioria dos estudos não encontrou diferenças com significância estatística entre o grupo que fracionou a dieta comparado àqueles que não fracionaram, para o desfecho de perda de peso corporal; · Ofracionamento de dieta resultouem redução estatisticamente significante do IMC quando comparado ao grupo que manteve três refeições diárias na maioria dos estudos; · Quanto à redução de circunferência abdominal, não foram observadas diferenças com significância estatística entre os grupos emcomparação; Em meta-análise para desfecho de perda de peso corporal, não houve diferença entre os grupos, embora tenha se observado tendência de maior perda ponderal a favor do grupo fracionamento; Para redução de IMC, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, embora tenha sido observada tendência de maior redução a favor do grupo controle.
Página 139

Certeza da Evidência

Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

Muito Baixa

Baixa

Moderada

Alta

Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

Desfechos Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE) Comentários
Desfechos Risco com duas ou três dietas por dia Risco com fracionamento de dieta Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE) Comentários
IMC A média IMC foi 0 MD 0.54 mais alto (0.73 menor para 1.81 mais alto) - 208 (3 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Peso corporal A média peso corporal foi 0 MD 0.15 menor (1.11 menor para 0.81 mais alto) - 91 (3 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Redução de circunferência abdominal A média redução de circunferência abdominal foi 0 MD 1.74 mais alto (1.56 menor para 5.04 mais alto) - 50 (1 ECR) ⨁⨁◯◯ BAIXA a,b
  • a. alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane
  • b. Intervalo de Confiança largo
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Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Importante incerteza ou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ou variabilidade

  • Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importante incerteza ou variabilidade

·

  • O fracionamento de dieta resulta na necessidade de readequação da rotina dos indivíduos, o que pode não ser compatível com o estilo de vida;

  • · O fracionamento de dieta envolve também a redução da quantidade e na melhoria da qualidade de alimentos ingeridas por refeição, o que pode ser, potencialmente, uma dificuldade para alguns indivíduos.

Balanço dos efeitos

O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Favorece o comparador ○ Provavelmente

  • favorece o comparador ● Não favorece um e nem o outro ○ Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto

·

Conforme observado em efeitos desejáveis e indesejáveis:

·

Em meta-análise dos estudos para redução de peso corporal e IMC, não se observou diferença com significância estatística entre os grupos;

· Em estudos individuais, observou-se que apenas para o desfecho de redução de IMC os resultados foram estatisticamente significantes, embora a tendência de favorecer um grupo ou outro tenha sido contraditória entre os estudos.

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RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequena Moderada Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderada Pequena Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece uma ou outra Provavelmenre favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Recomenda-se realizar, no mínimo, três refeições ao dia. Não há evidências de que o maior fracionamento da alimentação (>3) tenha benefícios na perda de peso.

Recomendação

Página 142

APÊNDICE 6 - PERGUNTA PICO 5

Questão de pesquisa: 'A duração de 150 minutos* semanais de exercício físico é eficaz na redução de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era prática de exercício físico com duração semanal definida ≥150 min (C) era não realização de exercício físico; e desfechos (O) alteração com relação à linha de base no peso corpóreo, no IMC, na medida da circunferência da cintura, gordura corporal, perfil lipídico, pressão arterial, glicose e insulina.

A. Estratégia de busca

Quadro R. Estratégias de busca de evidências em base de dados.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: (("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND (exercise duration OR duration of exercise OR exercise timing OR exercise schedule) Data da busca: 28/02/2019 1.783
EMBASE ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND ('exercise duration'/exp OR 'exercise duration' OR 'duration of exercise' OR 'exercise timing' OR 'exercise schedule') AND [embase]/lim Data da busca: 28/02/2019 226

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 2.009 referências (1.783 no MEDLINE e 226 no EMBASE). Destas, 98 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de 1.911 referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 33 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo avaliava participantes portadores de sobrepeso ou obesidade. Conforme o escopo estabelecido para o PCDT, inicialmente foram selecionados estudos que avaliavam 150 min semanais de exercício físico comparados a nenhuma atividade

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física. Entretanto, durante a triagem das 1.911 referências foi observado que muitos estudos avaliavam tempos semanais de exercício diferentes de 150 min. Com o intuito de avaliar de forma mais ampla o impacto do tempo de exercício sobre a manutenção ou perda de peso, optou-se por incluir estudos que avaliassem programas de exercício físico com tempo semanal das intervenções igual ou superior a 150.

Não foram incluídos estudos que avaliassem como comparador a modificação da dieta ou modificações comportamentais. Se ambos os grupos, exercício físico e controle, fossem expostos às mesmas modificações de dieta ou de comportamento, o estudo seria considerado para inclusão. Foram considerados para inclusão estudos publicados em inglês, espanhol ou português. Quando havia disponível vários artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia as alterações no peso corpóreo, IMC, medida da circunferência da cintura desde a linha de base. Como desfechos secundários foram considerados as alterações da gordura corporal, pressão arterial, frequência cardíaca, perfil lipídico, e glicose e insulina.

Dos 33 estudos que foram lidos na íntegra, 26 foram excluídos: 1) 18 por questões relacionadas ao delineamento de estudo: 1.1) um estudo transversal 238 ; 1.2) um estudo qualitativo 239 ; 1.3) um estudo não randomizado 240 ; 1.4) três estudos de coorte 241-243 ; 1.5) uma revisão sistemática sem meta-análise 244 ; 1.6) dois não avaliaram desfecho foco deste relatório 245,246 ; 1.7) quatro não incluíram grupo comparador sem exercício físico 247-250 ; 1.8) dois não descreveram o tempo semanal de exercícios físicos 251,252 ; 1.9) um avaliou a duração global de programas de exercício 253 ; 1.10) um utilizou como controles participantes que não queriam praticar exercícios físicos 254 ; 1.11) um estudo em língua persa 255 ; 2) dois por incluir participantes que não atendem aos critérios de inclusão por incluir pacientes com IMC <25 256,257 ; e 3) 5 por questões relacionadas à intervenção: 3.1) um por avaliar a eficácia da recomendação de exercícios individualizados 258 ; um por avaliar exercícios dentro de um programa de modificação comportamental 259 ; dois por comparar modalidades de exercícios 260,261 ; um por comparar exercício supervisionado a exercício não supervisionado 262 .

No final, foram incluídos sete ensaios clínicos randomizados que avaliaram a eficácia de exercícios físicos em tempos semanais determinados em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade ( Figura L ) e seus dados se encontram relatados a seguir 263-269 .

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Figura L. Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela P . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela Q . Resultados encontram-se nas Tabelas R, S e T e na Figura M . A avaliação do risco de viés dos estudos incluídos encontra-se na Figura J . A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro u, que corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro V contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela P . Características dos ensaios clínicos randomizados incluídos para avaliar a eficácia de 150 min ou mais de exercícios físicos semanais em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção(ões) Controle Tempo de intervenção Tempo de avaliação
Blumenthal et al (2000) 263 Avaliar um programa de exercícios na redução de peso e controle da pressão arterial alta emhomens e mulheres com sobrepeso ou obesos. 78 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana Lista de espera 26 semanas 26 semanas
Nieman et al (2002) 268 Avaliar os efeitos de exercícios e mudanças na dieta de mulheres moderadamente obesas quanto à composição corporal e perfil lipídico. 43 Caminhada 225 min/semana Alongamento e aquecimento 12 semanas 12 semanas
Donnelly et al (2003) 265 Avaliar os efeitos de um programa de exercíciosna prevenção do ganho de peso ou na perda de peso em indivíduos com sobrepeso ou moderadamente obesos com idade entre 17 e 35 anos. 74 Caminhada 100 min/semana -> 225 min/semana** Sedentário 16 meses 16 meses
Irwin et al (2003) 266 Avaliar um ano de exercício para mulheres na pós- menopausa, com IMC >25 com idade entre 50 e 70 anos. 173 Exercícios de intensidademoderada 225 min/semana Alongamento 12 meses 12 meses
(2009) 264 Davidson et al doenças e incapacidade em homens e mulherescom Avaliar o efeito de três programas deexercícios na perda de peso e diminuição e fatores derisco para obesidade abdominal. 100 Exercícios aeróbicos 150 min/semana Exercícios de resistência e aeróbicos 150 min/semana Sedentário 6 meses 6 meses
Ho et al (2012) 267 Avaliar o efeito de três programas deexercício na mudança do perfil de risco cardiovascular de indivíduos com sobrepeso ou obeso comidade entre 80 Exercícios aeróbicos 150 min/semana Exercícios de resistência 150 min/semana Exercícios aeróbicos e deresistência Sedentário em uso de suplemento alimentar placebo 12 semanas 12 semanas
Schroeder et al (2019) 269 40 e 66 anos. Avaliar o efeito de três programas deexercícios na mudança da pressão arterial e fatoresde risco cardiovascular em indivíduos obesos com pressão alta ou hipertensão. 69 150 min/semana Exercícios aeróbicos 180 min/semana Exercícios de resistência 180 min/semana Exercícios aeróbicos e deresistência Sedentário 8 semanas 8 semanas

180 min/semana

  • Esse estudo incluiu grupo de caminhada de 90 min/semana e não relatou quantos participantes foram alocados para cada grupo ** Esse estudo incluiu grupo de exercício associado a dieta e dieta, os quais não foram considerados neste relatório
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Tabela Q. Características basais dos participantes dos estudos que avaliaram a eficácia de 150 min ou mais de exercícios semanais na redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autores Grupos N Idade (anos) média (DP) Sexo masc, N (%) IMC (%) média (DP) Peso (Kg) média (DP) Circunferência dacintura (cm) média (DP)
Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade
Donnelly et al (2003)** 265 Controle 33 Homens: 24 (4) Mulheres: 21 (4) Homens: 22 (4) 15 (45) Homens: 29,0 (3,0) Mulheres: 29,3 (2,3) Homens: 94,1 (11,4) Mulheres: 79,9 (8,1) NR
Donnelly et al (2003)** 265 Caminhada 225 min/semana 41 Mulheres: 24 (5) 16 (39) Homens: 29,7 (2,9) Mulheres: 28,7 (3,2) Homens: 94,0 (12,6) Mulheres: 77,0 (11,4) NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Ho et al (2012) 267 Controle sedentário 16 52 (7,2) 1 (6,2) 32,4 (5,6) 85,1 (16,8) 100,3 (14,4)
Ho et al (2012) 267 Exercícios aeróbicos 150 min/semana 15 55 (4,6) 3 (20,0) 32,7 (5,0) 91,9 (15,9) 103,7 (10,1)
Ho et al (2012) 267 Exercícios de resistência 150 min/semana 16 52 (4,4) 3 (18,7) 33 (5,2) 89,3 (18) 104 (12,8)
Ho et al (2012) 267 Exercícios aeróbicos e de resistência 150 min/semana 17 53 (5,4) 3 (17,6) 33,3 (4,9) 90 (16,5) 102,2 (13,2)
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Davidson et al (2009) 264 Controle sedentário 28 Homens: 67,4 (3,8) Mulheres: 66,7 (3,7) 11 (38) Homens: 30,5 (2,0) Mulheres: 30,4 (3,2) NR Homens: 112,8 (5,3) Mulheres: 104,9 (7,4)
Davidson et al (2009) 264 Exercícios aeróbicos 150 min/semana 37 Homens: 68,8 (6,0) Mulheres:69,1 (6,5) 17 (46) Homens: 29,9 (3,0) Mulheres: 29,2 (3,7) NR Homens: 113,0 (7,9) Mulheres: 104,2 (10,4)
Davidson et al (2009) 264 Exercícios de resistência e aeróbicos 150 min/semana 35 Homens: 67,1 (4,5) Mulheres: 66,5 (5,3) 14 (40) Homens: 31,1 (3,1) Mulheres: 29,5 (3,0) NR Homens: 114,1 (8,3) Mulheres: 102,8 (9,6)

al (2019) 269

Nieman et al (2002) 268

Irwin et al (2003) 266

Blumenthal et al (2000)

263

Schroeder et

Página 147

M

nos de idade

Controle u 22 NR 0 (0) 32,8 (1,0) 90,5 (2,4) NR
l Caminhada 225 min/semana l Caminhada 225 min/semana 21 NR 0 (0) 32,3 (1,1) 88,4 (2,9) NR
h Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade pós-menopausa 50-70 anos de idade pós-menopausa 50-70 anos de idade pós-menopausa 50-70 anos de idade pós-menopausa 50-70 anos de idade
e Controle alongamento e Controle alongamento 86 60,6 (IC95% 59,1-62,1) 0 (0) 30,6 (IC95% 29,8-31,4) 81,7 (IC95% 79,1-84,3) 111,3 (IC95% 109,5-113,0)
r Exercícios 225 min/semana r Exercícios 225 min/semana 87 61,0 (IC95% 59,6-62,5) 0 (0) 30,5 (IC95% 29,6-31,4) 81,6 (IC95% 78,4-84,7) 111,1 (IC95% 109,1-113,1)
e Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e Mulheres ≥ 29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Controle s 2 24 47,2 (1,8) 13 (54) 32,6 (5,1) 94,0 (17,3) NR
5 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana 5 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana 54 46,6 (1,2) 25 (46) 32,8 (4,0) 95,4 (14,5) NR
7 Homens e mulheres 45-74 anos de idade com - pressão alta ou hipertensão - pressão alta ou hipertensão - pressão alta ou hipertensão - pressão alta ou hipertensão - pressão alta ou hipertensão
Controle 5 17 58 (6) 6 (35,3) 32,4 (3,7) 97,1 (20,7) 106 (10)
a Exercícios aeróbicos 180 min/semana a Exercícios aeróbicos 180 min/semana 17 58 (7) 7 (41,2) 32,5 (5,9) 95,8 (21,2) 103 (14)
Página 148
Exercícios de resistência 180 min/semana 17 57 (9) 7 (41,2) 33,1 (5,9) 93,6 (18,9) 106 (17)
min/semana Exercícios aeróbicos e de resistência 180 18 58 (7) 7 (38,9) 31,9 (5,5) 91,4 (16,0) 104 (13)

NR: não reportado, N: número da amostra, DP; desvio padrão.

    • Esse estudo incluiu grupo de caminhada de 90 min/semana e não relatou quantos participantes foram alocados para cada grupo.
  • ** Nesse estudo são fornecidas as características basais apenas dos participantes que completaram o estudo

Tabela R. Resultados de Índica de Massa Corporal (IMC), peso corporal e medidas de cintura e quadril dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico de 150 min ou mais por semana para indivíduos com sobrepeso ou obesos.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de IMC (Kg/m 2 ) Média (DP) Valo r p Mudança de peso (Kg) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de cintura (cm) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de quadril (cm) Média (DP) Valor p
Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade
Donnelly et al (2003) 265 Controle (Homens) 15 16 meses Diferença entre grupos: -0,7 Diferença entre grupos: -4,8 NR NR NR
Donnelly et al (2003) 265 Caminhada 225 min/semana (Homens) 16 16 meses Diferença entre grupos: -0,7 0,02 Diferença entre grupos: -4,8 0,01 NR NR
Donnelly et al (2003) 265 Controle (Mulheres) 18 16 meses Diferença entre Diferença entre NR NR
Donnelly et al (2003) 265 Caminhada 225 min/semana (Mulheres) 25 16 meses grupos: -1,5 0,03 grupos: -5,2 0,03 NR NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Ho et al Controle sedentário 16 12 semanas 0 0 -1,2
Ho et al Exercícios aeróbicos 150 15 12 semanas -0,3 0,04 -0,9 0,04 -2,1 NR NR
Ho et al min/semana 12 semanas 2 4
(2012) 267 Exercícios de resistência 150 16 12 semanas 0 NS -0,1 NS -2,6 NR NR
(2012) 267 min/semana 12 semanas
(2012) 267 Exercícios aeróbicos e deresistência 150 min/semana 17 12 semanas -0,5 0,04 0 -1,6 0,04 4 -2,6 NR NR
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Davidson et al (2009) 264 Controle sedentário 28 6 meses 0,10 (0,7) 0,28 (2,0) -0,28 (2,8) NR
Davidson et al (2009) 264 Exercícios aeróbicos 150 min/semana 37 6 meses -0,96 (0,7) <0,0 5 -2,77 (2,0) <0,0 5 -5,08 (2,8) <0,0 5 NR
Davidson et al (2009) 264 Exercícios de resistência e aeróbicos 150 min/semana 35 6 meses -0,84 (0,7) <0,0 5 -2,31 (1,9) <0,0 5 -4,61 (2,8) <0,0 5 NR
147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade 147 Mulheres 25-75 anos de idade
Página 149
Nieman et Controle alongamento e aquecimento
22 12 semanas -0,3
Página 150
Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de IMC (Kg/m 2 ) Média (DP) Valo r p Mudança de peso (Kg) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de cintura (cm) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de quadril (cm) Média (DP) Valor p
al (2002) 268 Exercícios 225 min/semana 21 -0,3 NS -1,0 NS NR NR
Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade
Irwin et al (2003) 266 Controle alongamento 86 12 meses 0,3 (IC95% 0,0 a 0,6) 0,1 (IC95% -0,6 a 0,8) 0,1 (IC95% -0,8 a 0,9) 0,1 (IC95% -0,6 a 0,9)
Irwin et al (2003) 266 Exercícios de intensidade moderada 225 min/semana 87 12 meses -0,3 (IC95% -0,6 a -0,1) 0,0 04 -1,3 (IC95% -2,0 a -0,5) 0,01 -1,0 (IC95% -1,8 a - 0,1) 0,04 9 -1,5 (IC95% -2,3 a -0,7) 0,00 3
Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Blumenthal et Controle 24 26 semanas 0,3 (1,1) 0,7 (3,3) NR NR
al (2000) 263 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana 54 26 semanas -0,6 (0,9) NR -1,8 (2,8) NR NR NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Schroeder et al (2019)** 269 Controle 17 8 semanas 0,0 (IC95% -0,3 a 0,4) 0,1 (IC95% -0,8 a 1,0) 0,5 (IC95% -1,2 a 2,1) NR
Schroeder et al (2019)** 269 Exercícios aeróbicos 180 17 8 semanas -0,3 (IC95% -0,7 a 0,0) NS -1,0 (IC95% -1,9 a -0,1) NS 0,4 (IC95% -1,2 a NS NR
Schroeder et al (2019)** 269 min/semana Exercícios de resistência 180 8 semanas 2,0) -1,7 (IC95% -3,3 a -
Schroeder et al (2019)** 269 min/semana 17 8 semanas -0,1 (IC95% -0,5 a 0,2) NS -0,2 (IC95% -1,1 a 0,7) NS 0,1) NS NR
Schroeder et al (2019)** 269 Exercícios aeróbicos e de resistência 180 min/semana 18 8 semanas 0,2 (IC95% -0,1 a 0,6) NS 0,9 (IC95% 0,0 a 1,8) NS 0,9 (IC95% -0,7 a 2,5) NS NR
  • IC95%: intervalo de confiança de 95%; DP: Desvio-padrão; NR: não reportado; NS: não estatisticamente significante
    • Estudo incluiu grupo de caminhada de 90 min/semana e não relatou quantos participantes foram alocados para cada grupo, além disso, não relatou quantos participantes saíram do estudo nem qual estratégia utilizada pelos autores para lidar com dados faltantes.
  • ** Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base
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Tabela S. Resultados de alteração na composição corporal dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico de 150 min ou mais por semana para indivíduos com sobrepeso ou obesos.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de gordura corporal Média (DP) Valor p Mudança de gordura intra-abdominal Média (DP) Valor p Mudança de gordura abdominal subcutânea Média (DP) Valor p Mudança de dobras cutâneas Média (DP) Valor p
Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Blumentha Controle 24 26 0,7 (2,0)% NR NR NR
l et al (2000) 263 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana 54 semanas -1,6 (4,7)% NR NR NR NR
Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade
Nieman et Controle alongamento e aquecimento 22 12 -1,1% NR NR NR
al (2002) 268 Exercícios 225 min/semana 21 semanas -1,0% NS NR NR NR
Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade Homens e mulheres 17-35 anos de idade
et al (2003) 265 Controle (Homens) 15 16 meses Diferença entre grupos: Diferença entre Diferença entre NR
Donnelly Caminhada 225 min/semana (Homens) 16 16 meses -1,4% 0,02 grupos: -9,9 cm 2 0,56 grupos: -23,2 cm 2 0,54 NR
Donnelly Controle (Mulheres) 18 16 meses NR
Caminhada 225 min/semana (Mulheres) 25 16 meses Diferença entre grupos: -3,3% 0,02 Diferença entre grupos: -8,6 cm 2 0,88 Diferença entre grupos: -53,3 cm 2 0,02 NR
Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade Mulheres na pós-menopausa 50-70 anos de idade
Irwin et al Controle alongamento 86 12 meses -0,2% (IC95% -0,6 a 0,2) -0,1 Kg (IC95% -0,6 a 0,6) 0,1 g/cm 2 (IC95% -6,7 a 6,6) 7,6 g/cm 2 (IC95% -5,8 a 20,9) NR
(2003) 266 Exercícios de intensidade moderada 225 min/semana 87 12 meses -1,2% (IC95% -1,6 a -0,8) -1,4 Kg (IC95% -2,0 a -0,8) 0,001 -8,5 g/cm 2 (IC95% -15,1 a -2,0) 0,045 -21,2 g/cm 2 (IC95% -34,4 a -7,9) 0,003 NR
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Controle sedentário 28 6 meses -0,52 (2,0) Kg 0,02 (0,3) Kg -0,04 (0,4) Kg NR
Davidson et al Exercícios aeróbicos 150 min/semana 37 6 meses -3,03 (2,4) Kg <0,05 -0,43 (0,5) Kg <0,05 -0,40 (0,4) Kg <0,05 NR
(2009) 264 Exercícios de resistência e aeróbicos 150 min/semana 35 -3,38 (2,0) Kg <0,05 -0,35 (0,3) Kg <0,05 -0,40 (0,3) Kg <0,05 NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Controle sedentário 16 12 0,2%; 0,2 Kg NR NR NR
Exercícios aeróbicos 150 min/semana 15 12 -0,5%; -0,7 Kg <0,05 NR NR NR
Ho et al Exercícios de resistência 150 16 12 -0,5%; -0,4 Kg NR NR NR NR
(2012) 267 min/semana Exercícios aeróbicos e deresistência 150 min/semana 17 semanas -1,0%; -1,6 Kg <0,05 NR NR NR
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Tabela 1

| Schroeder | Homens e mulheres 45-74 anos de | idade com pressão alta ou hipertensão |

Página 153
et al Exercícios aeróbicos 180 min/semana 17 -0,5% (IC95% -1,1 a 0,0) <0,05 NR NR NR
(2019)*** 2 -0,9 Kg (IC95% -1,5 a -0,2) (Kg)
69 Exercícios de resistência180 17 -0,2% (IC95% -0,8 a 0,4) NS NR NR NR
min/semana -0,3 Kg (IC95% -1,0 a 0,3)
Exercícios aeróbicos e deresistência 180 min/semana 18 -0,5% (IC95% -1,0 a 0,1) -0,1 Kg (IC95% -0,7 a 0,5) <0,05 (%) NR NR NR
  • C95%: Intervalo de confiança de 95%; DP: Desvio-padrão; NR: Não reportado; NS: Não estatisticamente significante
    • Estudo incluiu grupo de caminhada de 90 min/semana e não relatou quantos participantes foram alocados para cada grupo, além disso, não relatou quantos participantes saíram do estudo nem qual estratégia utilizada pelos autores para lidar com dados faltantes.
  • **dobras cutâneas de bíceps, antebraço, suprapatelar, panturrilha, peitoral, tríceps, subescapular, axilar, abdominal, supra-ilíaca e coxa.
  • *** Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base
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Tabela T. Resultados de alteração nos níveis de glicose e insulina dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico de 150 min ou mais por semana para indivíduos com sobrepeso ou obesos.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Glicose jejum (µU/mL) Média (DP) Valor p Insulina (µU/mL) Média (DP) Valor p
Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade)
Controle sedentário 16 -0,09 -0,13
Exercícios aeróbicos 15 0,05 NS 2,82 NS
Ho et al 150 min/semana Exercícios de
(2012) 267 resistência 150 16 12 semanas -0,04 NS -0,5 NS
min/semana
Exercícios aeróbicos e de resistência 150 min/semana 17 0,17 NS 0,01 NS
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Controle sedentário 28 NR -0,29 (3,3)
Davidson et Exercícios aeróbicos 37 NR -1,43 (3,8) NS
al (2009) 264 150 min/semana Exercícios de 6 meses
resistência e aeróbicos 150 min/semana 35 NR -1.49 (3,1) NS
Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade Mulheres 25-75 anos de idade
Nieman et Controle 22 12 semanas 0,08 NR
al (2002) 268 Exercícios 225 min/semana 21 -0,18 NS NR
Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres ≥29 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Blumenthal Controle sedentário 24 26 semanas 4,5 (6,7) 2,2 (13,5)
et al (2000) 263 Exercícios aeróbicos 165-220 min/semana 54 2,2 (13,5) NR -1,0 (14,1) NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Controle 17 2 mg/dL (IC95% -1 a 5) NR
Exercícios aeróbicos 17 0 mg/dL NS NR
Schroeder et al (2019)* 269 180 min/semana (IC95% 3 a 3)
Exercícios de resistência 180 17 8 semanas -1 mg/dL (IC95% -4 a 2) NS NR
min/semana Exercícios aeróbicos e de resistência 180 min/semana 18 -2 mg/dL (IC95% -4 a 1) NS NR
  • DP: Desvio-padrão; NR: Não reportado; NS: Não estatisticamente significante
  • *Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base
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Figura M. Gráfico de floresta da meta-análise dos resultados de redução do peso corporal (Kg)

dos estudos incluídos*

2150 min de exercicio Controle Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 959 CI
1.1.1 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas
-0.9 3.5 15 3.7 -0.90 [-4.60, 2.80]
Ho (2012) B 3.8 16 3.7 3.5% Ho (2012) € 41.6 7.3 17 3.7 -1.60 [6.16, 2.96] Subtotal (95% CI) 48 16 0.78 [-3.06, 1.50] Test for overall effect Z= 0.67 (P = 0.50)
1.1.2 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) Davidson (2009) A Davidson (2009) B Subtotal (95% CI) 2.0073 1.9523 6 meses 37 0.28 35 0.28 72 1.9579 1.9579 4.8 14 16 16 9.3% 4.29 0.20 [-0.62,0.22] -3.05 [4.64,-1.46] -2.59 [4.18,-1.00]
Subtotal (95% CI) Test for overall effect Z=1.53 (P = 0.13) 1.1.3 Homens (17-35 anos de idade) Donnelly (2003) A Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Tau?= 0.00; Chi? = 0.16, df = 1 (P = 0.69); F = 0% Test for overall effect Z= 4.92 (P < 0.00001) 4.7 16 meses 16 16 25 25 -0.5 2.9 18 -2.82 [-3.94,-1.70] -4.70 [7.99,-1.41] 4.70 [-7.99,-1.41]
Test for overall effect Z= 2.80 (P = 0.005) 1.1,4 Mulheres (17-35 anos de idade) 16 meses Donnelly (2003) B 0.6 3.8 -2.30 [5.25, 0.65]
Heterogeneity: Not applicable 1.1.7 Homens e mulheres com hipertensão (2=29 anos de idade) 2.8 21 21 87 87 0.1 5.5 3.2649 18 22 86 14.1% 14.19
1.1.5 Mulheres (25-75 anos de idade) 12 semanas Nieman 2002 0.7 Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 0.94 (P = 0.35) 1.1.6 Mulheres na pós-menopausa (50-70 anos de idade) 0.7 22 12 meses 86 11.8% 11.89 26 semanas -1.40 [2.45,-0.35] 2.30 [-5.25,0.65] -0.20 [0.62, 0.22]
Irwin (2003) 3.7536 Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.62 (P = 0.009) Blumenthal (2000) Subtotal (95% CI) 1.7505 54 54 0.7 1.7505 3.3 24 24 -2.50 [4.02,-0.98] 41.10 [2.73, 0.53] -0.30 [1.93,1.33]
Heterogeneity: Not applicable Schroeder (2019) A Schroeder (2019) B -0.2 0.9 1.8098 18 52 1.7505 17 8.78 27.09 0.80 [0.95, 2.55] 0.24 [-1.30,0.82]
375
Test for overall effect Z=0.44 (P = 0.66)
Total (95% CI)
Test for overall effect Z= 3.44 (P = 0.0006)
1.1.8 Homens e mulheres hipertensos (45-74 anos de idade) 8 semanas
Subtotal (95% CI) Schroeder (2019) €
213 100.090
17 1.7505
1.7505 17 9.2%
Favorece Exercicio Favorece Controle
    • Os nomes dos subgrupos remetem à população incluída no estudo e ao tempo de duração da intervenção (programas de exercícios).

Donnelly (2003) A: Homens; Donnelly (2003) B: Mulheres; Davidson (2009) A: Exercícios aeróbicos; Davidson (2009) B: Exercícios aeróbicos e exercícios de resistência; Ho (2012) A: Exercícios aeróbicos; Ho (2012) B: Exercícios de resistência; Ho (2012) C: Exercícios aeróbicos e de resistência; Schroeder (2019) A: Exercícios aeróbicos; Schroeder (2019) B: Exercícios de resistência; Schroeder (2019) C: Exercícios aeróbicos e de resistência

Página 156

Figura N. Avaliação da qualidade metodológica dos ensaios clínicos incluídos na revisão sistemática.

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Quadro U. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary of Findings [SoF]) do webapp Grade PRO).

Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência №depacientes №depacientes Efeito Efeito Qualidade Importância
№dos estudo s Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações >=150 min/semana exercício Controle Relativo (IC 95%) Absoluto (IC 95%) global
Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg)
7 Ensaios clínicos randomizados muito grave a grave b não grave grave c nenhum 375 213 - DM-1,39 Kg (IC95% -2,20 a - 0,57) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO

DM: Diferença Média; IC: Intervalo de Confiança; a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane; b. Alta heterogeneidade pelo teste de I 2 ; c. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes.

Quadro V. Resumo dos principais domínios avaliados no GRADE (Tabela Evidence to Decision [EtD]) do webapp GRADE Pro).

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar programas de exercício com duração igual ou superior a 150 min semanais vs. não realizar exercícios físicos para redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade? Deve-se usar programas de exercício com duração igual ou superior a 150 min semanais vs. não realizar exercícios físicos para redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade?
POPULAÇÃO: Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade
INTERVENÇÃO: programas de exercício com duração igual ou superior a 150 min semanais
COMPARAÇÃO: não realizar exercícios físicos
DESFECHOS PRINCIPAIS: Alteração com relação à linha de base no peso corpóreo, no IMC, na medida da circunferência da cintura, gordura corporal, perfil lipídico, pressão arterial, glicose e insulina.
CENÁRIO: Todo o Brasil
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AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO

Não

Provavelmente Não

Provavelmente sim

Sim

Varia

Incerto

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

·

A obesidade é uma condição epidêmica no mundo;

·

O número de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos;

·

De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de 18,9%.

·

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos com idade entre 18 e 64 anos façam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente de ambos.

Efeitos Desejáveis

Quão substanciais são os efeitos desejáveis?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · Estudos individuais apresentaram resultados controversos a respeito da eficácia da prática de exercícios físicos iguais ou superiores a 150 min/semana para perda de peso, redução de IMC e redução de circunferência abdominal e de quadril; · Na meta-análise dos estudos, verificou-se que a diferença das médias calculadas para o desfecho de redução de peso corporal favoreceu o grupo que realizou atividades físicas iguais ou superiores a 150 min/semana. Entretanto, o conjunto de estudos apresentou heterogeneidade estatisticamentesignificativa; · A prática de exercícios físicos igual ou superior a 150 min/semana foi favorável à redução de gordura corporal em indivíduos do sexo masculino. Em mulheres, o resultado foi controverso. · · Observou-se tendência de redução de pressão arterial com a prática de exercícios físicos por período superior a 150 min/ semana. Indivíduos que praticaram exercícios físicos por períodos iguais ou superiores a 225 min/semana apresentaram redução significativa de pressão arterial e frequênciacardíaca. · Não foi observada diferença estatisticamente significante entre grupos que praticaram exercícios físicos >150 min/ semana e o grupo se manteve sedentário quanto a alterações no perfil lipídico. · Resultados de estudos individuais foram controversos quanto à eficácia da prática de exercícios físicos > 150 min/ semana sobre glicemia e níveis de insulina. · Resultados de segurança não foram relatados nos estudos. · Estudos individuais apresentaram resultados controversos a respeito da eficácia da prática de exercícios físicos iguais ou superiores a 150 min/semana para perda de peso, redução de IMC e redução de circunferência abdominal e de quadril; · Na meta-análise dos estudos, verificou-se que a diferença das médias calculadas para o desfecho de redução de peso corporal favoreceu o grupo que realizou atividades físicas iguais ou superiores a 150 min/semana. Entretanto, o conjunto de estudos apresentou heterogeneidade estatisticamentesignificativa; · A prática de exercícios físicos igual ou superior a 150 min/semana foi favorável à redução de gordura corporal em indivíduos do sexo masculino. Em mulheres, o resultado foi controverso. · · Observou-se tendência de redução de pressão arterial com a prática de exercícios físicos por período superior a 150 min/ semana. Indivíduos que praticaram exercícios físicos por períodos iguais ou superiores a 225 min/semana apresentaram redução significativa de pressão arterial e frequênciacardíaca. · Não foi observada diferença estatisticamente significante entre grupos que praticaram exercícios físicos >150 min/ semana e o grupo se manteve sedentário quanto a alterações no perfil lipídico. · Resultados de estudos individuais foram controversos quanto à eficácia da prática de exercícios físicos > 150 min/ semana sobre glicemia e níveis de insulina. · Resultados de segurança não foram relatados nos estudos.
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Efeitos Indesejáveis

Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○Trivial ○Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ● Incerto · Estudos individuais apresentaram resultados controversos a respeito da eficácia da prática de exercícios físicos iguais ou superiores a 150 min/semana para perda de peso, redução de IMC e redução de circunferência abdominal e de quadril; · Na meta-análise dos estudos, verificou-se que a diferença das médias calculadas para o desfecho de redução de peso corporal favoreceu o grupo que realizou atividades físicas iguais ou superiores a 150 min/semana. Entretanto, o conjunto de estudos apresentou heterogeneidade estatisticamente significativa; · A prática de exercícios físicos igual ou superior a 150 min/semana foi favorável à redução de gordura corporal em indivíduos do sexo masculino. Emmulheres, o resultado foi controverso. · · Observou-se tendência de redução de pressão arterial com a prática de exercícios físicos por período superior a 150 min/ semana. Indivíduos que praticaram exercícios físicos por períodos iguais ou superiores a 225 min/semana apresentaram redução significativa de pressão arterial e frequênciacardíaca. · Não foi observada diferença estatisticamente significante entre grupos que praticaram exercícios físicos >150 min/ semana e o grupo se manteve sedentário quanto a alterações no perfil lipídico. · Resultados de estudos individuais foram controversos quanto à eficácia da prática de exercícios físicos > 150 min/ semana sobre glicemia e níveis de insulina. · Resultados de segurança não foram relatados nos estudos. · Estudos individuais apresentaram resultados controversos a respeito da eficácia da prática de exercícios físicos iguais ou superiores a 150 min/semana para perda de peso, redução de IMC e redução de circunferência abdominal e de quadril; · Na meta-análise dos estudos, verificou-se que a diferença das médias calculadas para o desfecho de redução de peso corporal favoreceu o grupo que realizou atividades físicas iguais ou superiores a 150 min/semana. Entretanto, o conjunto de estudos apresentou heterogeneidade estatisticamente significativa; · A prática de exercícios físicos igual ou superior a 150 min/semana foi favorável à redução de gordura corporal em indivíduos do sexo masculino. Emmulheres, o resultado foi controverso. · · Observou-se tendência de redução de pressão arterial com a prática de exercícios físicos por período superior a 150 min/ semana. Indivíduos que praticaram exercícios físicos por períodos iguais ou superiores a 225 min/semana apresentaram redução significativa de pressão arterial e frequênciacardíaca. · Não foi observada diferença estatisticamente significante entre grupos que praticaram exercícios físicos >150 min/ semana e o grupo se manteve sedentário quanto a alterações no perfil lipídico. · Resultados de estudos individuais foram controversos quanto à eficácia da prática de exercícios físicos > 150 min/ semana sobre glicemia e níveis de insulina. · Resultados de segurança não foram relatados nos estudos.
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Certeza da Evidência

Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta

○ Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

Desfechos Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeito relativo №de participantes (estudos) Certainty of the evidence Comentários
Risco com não realizar exercícios físicos Risco com programas de exercício com duração igual ou superior a 150 min semanais (95% CI) (GRADE)
Alteração de peso corporal médio (Kg) A média alteração de peso corporal médio (Kg) foi 0 Kg MD 1.41 Kg menor (2.21 menor para 0.61 menor) - 588 (7 ECRs) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
  • a. Alta heterogeneidade estatística pelo teste I²
  • b. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes
  • c. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane

Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

○ Importante incerteza ou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ou variabilidade

· A prática de exercício físico normalmente é bem vista e aceita pelamaioria da população.

. A prática regular de exercícios físicos e por tempos prolongados (iguais ou superiores a 150 min/semana) podem ser inviáveis dada a rotina individual;

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● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importanteincerteza ou variabilidade . Para a população geral, existem estudos mostrando que a prática de exercícios físicos intensos em 15 min/dia, reduz a mortalidade por qualquer causa, cardiovascular, por cancer e por outras comorbidades (1). No entanto, não falam sobre obesidade. . Para a população geral, existem estudos mostrando que a prática de exercícios físicos intensos em 15 min/dia, reduz a mortalidade por qualquer causa, cardiovascular, por cancer e por outras comorbidades (1). No entanto, não falam sobre obesidade.
Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ○ Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ●Incerto · Os resultados sugerem que programas mais longos de exercícios físicos apresentam melhoresresultados; · Foi possível observar benefício do exercício físico para os parâmetros de gordura corporal em cinco estudos; · Em um dos estudos que avaliaram pessoas com pressão alta e hipertensão foi observado benefício de 225 min/semana de exercícios aeróbicos e de 225 min/semana de exercícios aeróbicos e de resistência na diminuição da pressão arterial; · Com relação ao perfil lipídico e níveis de glicose e insulina não é possível afirmar que houve efeito daintervenção. · Os resultados sugerem que programas mais longos de exercícios físicos apresentam melhoresresultados; · Foi possível observar benefício do exercício físico para os parâmetros de gordura corporal em cinco estudos; · Em um dos estudos que avaliaram pessoas com pressão alta e hipertensão foi observado benefício de 225 min/semana de exercícios aeróbicos e de 225 min/semana de exercícios aeróbicos e de resistência na diminuição da pressão arterial; · Com relação ao perfil lipídico e níveis de glicose e insulina não é possível afirmar que houve efeito daintervenção.
Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde? Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde? Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto ○ Provavelmente aumentada ○ Aumentada ○ Variável ○ Incerto · A prática de exercícios físicos regular e por períodos prolongados provavelmente seria possível apenas para indivíduos mais favorecidos economicamente; . A redução de peso e, consequentemente, a melhoria de comorbidades relacionadas à obesidade, promovem maior inserção do indivíduo obeso na sociedade, acerretando em redução de despesas em saude e maior produtividade. · A prática de exercícios físicos regular e por períodos prolongados provavelmente seria possível apenas para indivíduos mais favorecidos economicamente; . A redução de peso e, consequentemente, a melhoria de comorbidades relacionadas à obesidade, promovem maior inserção do indivíduo obeso na sociedade, acerretando em redução de despesas em saude e maior produtividade.
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RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Não sabe
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Não sabe
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a intervenção e nem a comparação Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
EQUIDADE Reduzida Provavelmente reduzida Provavelmente sem impacto Provavelmente aumentada Aumentada Varia Incerto

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicionalcontraa intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Recomendação

Apesar da baixa qualidade da evidência disponível, baseado na expertise do grupo de painelistas, recomenda-se a prática de exercícios (práticas corporais) combinados de no mínimo 150 minutos semanais com benefícios adicionais para maiores durações.

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APÊNDICE 7- PERGUNTA PICO 6

Questão de pesquisa: 'Qual a eficácia comparativa entre exercícios aeróbicos, resistidos e combinados na perda de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era a prática de exercício físico aeróbico, de resistência ou a combinação dos dois (C) eram um tipo de exercício vs. o outro; e desfechos (O) Alteração com relação à linha de base no peso corpóreo, no IMC, na medida da circunferência da cintura, gordura corporal, massa magra, perfil lipídico, pressão arterial, glicose e insulina.

A. Estratégia de busca

Quadro W. Estratégia de busca de evidências em base de dados

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: (((((("Resistance Training"[Mesh] OR resistance training OR resistance exercise OR resistance training exercise OR strength exercise OR strength training OR strength building exercises OR strength building training OR endurance exercise OR endurance training OR weight-lifting strengthening program OR weight lifting strengthening program OR weight lifting exercise program OR weight bearing strengthening program OR weight bearing exercise program OR isometric exercise)) OR ("Exercise"[Mesh] OR aerobic exercise OR aerobic training OR aerobic fitness))) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND ((("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) OR (("Risk Factors"[Mesh] OR "Prognosis"[Mesh] OR risk factor* OR prognos*) AND ("Cardiovascular System"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] OR cardiovascular diseases OR cardiovascular)))) AND ((randomized controlled trial[pt] OR controlled clinical trial[pt] OR randomized[tiab] OR placebo[tiab] OR clinical trials as topic[mesh:noexp] OR randomly[tiab] OR trial[ti] NOT (animals[mh] NOT humans [mh]))) 3.11
EMBASE ('resistance training'/exp OR 'resistance training' OR 'resistance exercise'/exp OR 'resistance exercise' OR 'muscle strength'/exp OR 'muscle strength' OR 'resistance training exercise' OR 'strength exercise'/exp OR 'strength exercise' OR 'strength training'/exp OR 'strength training' OR 'strength building exercises' OR 'strength building training' OR 'endurance exercise'/exp OR 'endurance exercise' OR 'endurance training'/exp OR 'endurance training' OR 'weight-lifting strengthening program' OR 'weight lifting strengthening program' OR 'weight lifting exercise program' OR 'weight bearing strengthening program' OR 'weight bearing exercise program' OR 'isometric exercise'/exp OR 'isometric exercise') AND [embase]/lim OR 681
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Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
('exercise'/exp OR 'exercise' OR 'aerobic exercise'/exp OR 'aerobic exercise' OR 'aerobic training'/exp OR 'aerobic training' OR 'aerobic fitness'/exp OR 'aerobic fitness') AND [embase]/lim AND ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND ('body weight loss'/exp OR 'body weight loss' OR 'weight loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/lim OR ('cardiovascular risk factor'/exp OR 'cardiovascular risk factor' OR 'cardiovascular risk'/exp OR 'cardiovascular risk') AND [embase]/lim AND ((double NEXT/1 blind*):de,ab,ti) OR placebo*:ab,ti OR blind*:ab,ti Data da busca: 26/02/2019

B. Seleção da evidência

A busca das evidências resultou em 3.791 referências (3.110 no MEDLINE e 681 no EMBASE). Destas, 216 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de 3.575 referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 20 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo avaliava participantes portadores de sobrepeso ou obesidade. Foram incluídos estudos que abordassem pelo menos duas modalidades de exercícios dentre as avaliadas (exercícios aeróbicos, exercícios de resistência ou exercícios combinados) associados ou não a dieta ou modificação de comportamento. Os pacientes poderiam apresentar, além de sobrepeso ou obesidade, diabetes, hipertensão e/ou síndrome metabólica. Foram considerados para inclusão estudos publicados em inglês, espanhol ou português.

Não foram incluídos estudos em que uma das modalidades de exercício avaliadas fossem associadas à dieta ou modificação de comportamento e a outra não. Quando havia disponível vários artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia as alterações no peso corpóreo, IMC, medida da circunferência da cintura desde a linha de base. Como desfechos secundários foram considerados as alterações da gordura corporal, pressão arterial, frequência cardíaca, perfil lipídico, e glicose e insulina.

Dos 20 estudos que foram lidos na íntegra, cinco foram excluídos: um estudo incluiu pacientes com histórico de infarto do miocárdio, intervenção coronariana percutânea, angina estável crônica, cirurgia cardiovascular ou diagnóstico ATP III de síndrome metabólica 270 ; um relato de estudo incluído que não avaliou desfechos analisados neste relatório 271 ; um estudo que avaliou o efeito de exercícios para prevenir o reganho de peso 272 ; um se trata de avaliação de pacientes

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incluídos em dois ensaios clínicos incluídos para comparar homens e mulheres 273,274 ; e um estudo não é descrito como randomizado 275 .

No final, foram incluídos 12 ensaios clínicos randomizados (15 relatos) que avaliaram a eficácia de modalidades exercícios físicos em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade ( Figura O ) e seus dados se encontram relatados a seguir 240,264,267,269,273,274,276-284 .

Figura O. Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se no Tabela P. A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela Q. Resultados encontram-se nas Tabelas R a V . Nas Figuras P e Q , podem ser vistas as meta-análises realizadas para redução de peso corporal de acordo com a modalidade de exercício físico. A avaliaça6o do risco de viés dos estudos incluídos está ilustrada na Figura R . Nos Quadros X e Y constam as avaliações da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências. Estas tabelas correspondem à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. A sumarização dos principais domínios avaliados pode ser vista no Quadro Z , que corresponde à Tabela Evidence to Decision (EtD), também criada no webapp GRADE Pro GDT.

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Tabela P . Características dos ensaios clínicos randomizados incluídos para avaliar a eficácia de exercícios aeróbicos, de resistência ou combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.

Autor Objetivo Número de participantes incluídos Intervenções Controle Tempo de intervenção Tempo de avaliação
Ross et al (1996) 273 e Rice et al (1999) 281 Avaliar dois programas de exercícios naredução de peso, composição corporal e perfil glicêmico em homens com obesidade 33/30* Exercícios aeróbicos + dieta Exercícios de resistência +dieta Sedentário + dieta 16 semanas 16 semanas
Geliebter et al (1997) 277 Avaliar dois programas de exercícios de mesmo gasto calórico na perda de peso de homens e mulheres com obesidade. 69 Exercícios aeróbicos + dieta Exercícios de resistência +dieta Sedentário + dieta 8 semanas 8 semanas
Janssen et al (2002) 274 Avaliar dois programas de exercícios na redução de peso em mulheres com obesidade 38 Exercícios aeróbicos + dieta Exercícios de resistência +dieta Sedentário + dieta 16 semanas 16 semanas
Cuff et al (2003) Avaliar dois programas de exercícios namudança Exercícios aeróbicos Cuidado
276 da composição corporal de mulheres napós- menopausa com obesidade e diabetes tipo2 28 Exercícios de resistência e aeróbicos usual 16 semanas 16 semanas
Park et al (2003) 240 Avaliar dois programas de exercícios naredução de peso em mulheres de comobesidade 30 Exercícios aeróbicos Exercícios de resistência e aeróbicos Controle 24 semanas 24 semanas
Schjerve et al Avaliar três programas de exercícios na redução Exercícios de resistência Exercícios aeróbicos contínuos deintensidade
(2008) 282 do peso corporal em homens emulheres obesos 40 moderada Exercícios aeróbicos intervalados de alta intensidade - 12 semanas 12 semanas
Avaliar o efeito de três programas de exercícios Exercícios aeróbicos
Davidson et al (2009) 264 na perda de peso e diminuição e fatores derisco para doenças e incapacidade em homens e mulheres com obesidade abdominal. 100 Exercícios de resistência Exercícios de resistência e aeróbicos Sedentário 6 meses 6 meses
Avaliar o efeito de dois programas de exercício
Lucotti et al (2011) 280 na perda de peso e mudança da composição corporal em homens e mulheres comobesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica 47 Exercícios aeróbicos + dieta Exercícios de resistência e aeróbicos + dieta - 21 dias 21 dias
STRRIDE AT/RT Avaliar três programas de exercício naingestão Exercícios aeróbicos
284 alimentar e peso corporal em indivíduos com sobrepeso ou obesidade 119/86** Exercícios de resistência Exercícios aeróbicos e de resistência - 8 meses 8 meses
Ho et al (2012) Avaliar o efeito de três programas de exercício na mudança do perfil de risco cardiovascularde Exercícios aeróbicos Sedentário em uso de
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267,283 indivíduos com sobrepeso ou obeso com idade entre 40 e 66 anos. 80 Exercícios de resistência Exercícios aeróbicos e de resistência suplemento alimentar placebo 12 semanas 12 semanas
Herring et al Avaliar o efeito de dois programas deexercícios Exercícios aeróbicos
(2014) 278 na mudança de peso corporal e composição corporal em homens e mulheres comobesidade. 27 Exercícios de resistência Sedentário 12 semanas 12 semanas
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Autor Objetivo Número de participantes incluídos Intervenções Controle Tempo de intervenção Tempo de avaliação
Schroeder et al (2019) 269 Avaliar o efeito de três programas de exercícios na mudança da pressão arterial e fatores derisco cardiovascular em indivíduos obesos com pressão alta ou hipertensão. 69 Exercícios aeróbicos Exercícios de resistência Exercícios aeróbicos e de resistência Sedentário 8 semanas 8 semanas
  • Foram incluídos dois relatos desse estudo, um avaliou 33 participantes, e o outro avaliou 30 participantes. Foram excluídos participantes para melhorar a comparabilidade segundo características da linha de base

** Foram incluídos dois relatos desse estudo, um avaliou pacientes 119 participantes, e o outro avaliou 86 participantes com síndrome metabólica

Tabela Q. Características basais dos participantes dos estudos que avaliaram a eficácia de exercícios aeróbicos, de resistência ou combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.

Autores Grupos N Idade (anos) média (DP) Sexo masc, N (%) IMC (%) média (DP) Peso (Kg) média (DP) Circunferência dacintura (cm) média (DP)
Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade
STRRIDE AT/RT 284 Exercícios aeróbicos 38 52,0 (8,9) 17 (44,7) 30,6 (3,2) 88,0 (11,1) 96,1 (10,25)
STRRIDE AT/RT 284 Exercícios de resistência 44 50,1 (11,6) 18 (41,0) 30,5 (3,4) 88,7 (15,6) 93,6 (9,06)
STRRIDE AT/RT 284 Exercícios aeróbicos e de resistência 37 47,0 (10,3) 16 (43,2) 30,5 (3,4) 88,9 (11,5) 97,3 (8,89)
Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade
Geliebter et al (1997) 277 Controle sedentário + dieta 22 36 (8) 8 (36,4) NR 97,6 (19,9) NR
Geliebter et al (1997) 277 Exercícios aeróbicos + dieta 23 36 (7) 9 (39,1) NR 96,0 (23,0) NR
Geliebter et al (1997) 277 Exercícios de resistência + dieta 20 35 (6) 8 (40,0) NR 101,0 (21,9) NR
Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade
Herring et al (2014) 278 Controle sedentário 7 48,6 (7,8) 134,0 (28,8) 133,8 (14,7)
Herring et al (2014) 278 Exercícios aeróbicos 10 24 a 68 8 (29,6) 44,4 (4,4) 127,0 (21,3) 124,9 (18,2)
Exercícios de resistência 10 41,5 (5,2) 120,4 (22,5) 123,7 (16,5)
Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade
(2008) 282 et Exercícios de resistência 13 46,2 (EP 2,9) 2 (15,4) 34,5 (EP 1,4) 98,8 (EP 4,5) NR
al Schjerve Exercícios aeróbicos contínuos de intensidade moderada 13 44,4 (EP 2,1) 3 (23,1) 36,7 (EP 1,4) 104,1 (EP 4,5) NR
al Schjerve Exercícios aeróbicos intervalados de alta intensidade 14 46,9 (EP 2,2) 3 (21,4) 36,6 (EP 1,2) 114,0 (EP 5,7) NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Ho et al Controle sedentário 16 52 (EP 7,2) 1 (6,2) 32,4 (EP 5,6) 85,1 (EP 16,8) 100,3 (EP 14,4)
Ho et al Exercícios aeróbicos 15 55 (EP 4,6) 3 (20,0) 32,7 (EP 5,0) 91,9 (EP 15,9) 103,7 (EP 10,1)
Ho et al Exercícios de resistência 16 52 (EP 4,4) 3 (18,7) 33 (EP 5,2) 89,3 (EP 18) 167 104 (EP 12,8)
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(2012) 267,283

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Autores Grupos N Idade (anos) média (DP) Sexo masc, N (%) IMC (%) média (DP) Peso (Kg) média (DP) Circunferência dacintura (cm) média (DP)
5,4) Exercícios aeróbicos e de resistência 17 53 (EP 3 (17,6) 33,3 (EP 4,9) 90 (EP 16,5) 102,2 (EP 13,2)
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
66,7 (3,7) (6,0) (6,5) (5,7) Controle sedentário 28 Homens: 67,4 (3,8) Mulheres: 11 (38) Homens: 30,5 (2,0) Mulheres: 30,4 (3,2) NR Homens: 112,8 (5,3) Mulheres: 104,9 (7,4)
Davidson et al (2009) 264 Exercícios aeróbicos 37 Homens: 68,8 Mulheres:69,1 Homens: 67,4 17 (46) Homens: 29,9 (3,0) Mulheres: 29,2 (3,7) Homens: 30,1 (2,6) NR Homens: 113,0 (7,9) Mulheres: 104,2 (10,4) Homens: 111,0 (5,4)
(4,2) Exercícios de resistência 36 Mulheres: 67,6 Mulheres: 30,0 (3,4) NR Mulheres: 104,3 (8,5)
(5,3) Exercícios de resistência e aeróbicos 35 Homens: 67,1 (4,5) Mulheres: 66,5 14 (40) Homens: 31,1 (3,1) Mulheres: 29,5 (3,0) NR Homens: 114,1 (8,3) Mulheres: 102,8 (9,6)
Mulheres adultas adultas adultas adultas adultas adultas adultas
Dieta 13 40,1(6,7) 0 (0) 33,7 (4,1) 90,8(14,5) 100,8(12,5)
Janssen et al (2002) 274 Exercícios aeróbicos + dieta 11 37,5 (6,0) 0 (0) 36,0 (7,1) 99,9 (19,9) 101,9 (13,9)
Exercícios de resistência + dieta 14 34,8(5,8) 0 (0) 31,6 (4,3) 86,1 (10,5) 95,6 (9,0)
Mulheres 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade 40-45 anos de idade
Controle 10 43,1 (1,67) 0 (0) 25,5 (0,86) 65,2 (1,87) NR
Park et al (2003) 240 Exercícios aeróbicos 10 42,2 (1,91) 0 (0) 25,3 (1,74) 63,7 (3,58) NR
Exercícios de resistência e aeróbicos 10 43,4 (1,04) 0 (0) 25,8 (1,43) 67,5 (5,10) NR
Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos
Dieta 11 46,8 (7,6) 11 (100) 31,6 (2,7) NR 110,7 (7,8)
Ross et al (1996) 273 Exercícios aeróbicos + dieta 11 47,6 (6,4) 11 (100) 32,6 (3,6) NR 114,4 (7,9)
Exercícios de resistência + dieta 11 39,0 (12,9) 11 (100) 33,5 (4,1) NR 117,9 (10,3)
Dieta 9 44,4 (6,1) 9 (100) 31,9 (2,8) 99,1 (11,2) 106,9 (7,3)
Rice et al (1999) 281 Exercícios aeróbicos + dieta 10 47,4 (6,7) 10 (100) 32,3 (3,7) 100,9 (12,7) 113,4 (7,7)
Exercícios de resistência + dieta 10 39,8 (13,2) 10 (100) 33,8 (4,2) 109,9 (9,2) 118,5 (10,7)
18-70 e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica e mulheres anos de idade com síndrome metabólica
Exercícios aeróbicos Homens 30 51,1 (9,49) 16 (53,3) 30,8 (3,20) 89,3 (10,8) 104 (10,1)
STRRIDE AT/RT 284 Exercícios de resistência 31 51,8 (11,0) 16 (51,6) 30,3 (3,10) 89,2 (14,5) 104 (9,68)
Exercícios combinados (aeróbicos e resistência) 25 45,8 (11,8) 21 (84,0) 30,4 (3,76) 90,1 (13,2) 103 (11,2)
anos de Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 idade com pressão alta ou hipertensão
Controle 17 58 (6) 6 (35,3) 32,4 (3,7) 97,1 (20,7) 106 (10)
Schroeder et Exercícios aeróbicos 17 58 (7) 7 (41,2) 32,5 (5,9) 95,8 (21,2) 103 (14)
al (2019) 269 Exercícios de resistência 17 57 (9) 7 (41,2) 33,1 (5,9) 93,6 (18,9) 106 (17)
Página 171

Tabela 1

| Exercícios aeróbicos e | de resistência | 18 | 58 (7) | 7 (38,9) | 31,9 (5,5) | 91,4 (16,0) | 104 (13) |

Página 172
Autores Grupos N Idade (anos) média (DP) Sexo masc, N (%) IMC (%) média (DP) Peso (Kg) média (DP) Circunferência dacintura (cm) média (DP)
Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica
Lucotti et al (2011) 280 Exercícios aeróbicos + dieta 27 58,1 (9,9) 10 (37) 38,8(4,5) 103,9 (17,7) 114,3(10,4)
Lucotti et al (2011) 280 + dieta Exercícios combinados (aeróbicos e resistência) 20 61,5 (11,5) 7 (35) 39,9 (7,3) 106,6(20,8) 118,6 (11,6)
Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2
Cuff et al (2003) 276 Controle 9 60,0 (EP 2,9) 0 (0) 36,7 (EP 2,0) 95,6 (EP 6,5) 119,0 (EP 2,1)
Cuff et al (2003) 276 Exercícios aeróbicos 9 59,4 (EP 1,9) 0 (0) 32,5 (EP 1,4) 81,2 (EP 3,8) 106,1 (EP 2,3)
Cuff et al (2003) 276 Exercícios aeróbicos e de resistência 10 63,4 (EP 2,2) 0 (0) 33,3 (EP 1,5) 89,5 (EP 3,9) 111,1 (EP 2,1)

Legenda: EP: Erro padrão, DP: Desvio-padrão; NR: não relata

Tabela R. Resultados de Índice de Massa Corporal (IMC), peso corporal e medidas de cintura e quadril dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico aeróbicos, de resistência e combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos obesos ou com sobrepeso.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de IMC (Kg/m 2 ) Média (DP) Valo r p Mudança de peso (Kg) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de cintura (cm) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de quadril (cm) Média (DP) Valor p
Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade
Exercícios aeróbicos 38 NR -1.76 (3.00) <0,0 5 vs. -1.01 (2.91) NR
STRRIDE Exercícios de resistência 44 8 meses NR 0.83 (2.32) res. -0.06 (1.96) NR
AT/RT 284 Exercícios aeróbicos e de resistência 37 NR -1.63 (3.17) <0,0 5 vs. res. -1.66 (2.65) <0,0 5 vs. res. NR
Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade
Geliebter Exercícios aeróbicos + dieta 23 NR -9.6 (4.5) NR NR
et al (1997) 8 semanas NS
277 Exercícios de resistência + dieta 20 NR -7.8 (3.8) NR NR
Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade Homens e mulheres 24-68 anos de idade
Herring et Exercícios aeróbicos 10 12 semanas -1,8 NS -5,5 NS -4,3 NS -5,6 NS
al (2014) 278 Exercícios de resistência 10 -1,0 -2,9 -3,7 -4,7 NS
Página 173
Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade
Schjerve et Exercícios de resistência 13 12 semanas 0 NR NR NR
Página 174
Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de IMC (Kg/m 2 ) Média (DP) Valo r p Mudança de peso (Kg) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de cintura (cm) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de quadril (cm) Média (DP) Valor p
al (2008) 282 Exercícios aeróbicos contínuosde 13 -1,1 -3% NR NR
al (2008) 282 intensidademoderada Exercícios aeróbicos intervaladosde alta intensidade 14 -0,6 -2% NR NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Ho et al Exercícios aeróbicos 15 12 semanas -0,3 -0,9 -2,1 NR NR
Ho et al Exercícios de resistência 16 12 semanas 0 -0,1 -2,6 NR NR
(2012) 267,283 Exercícios aeróbicos e de resistência 17 12 semanas -0,5 <0,0 5 vs. res. -1,6 <0,0 5 vs. res. -2,6 NR
(2012) 267,283 Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Davidson et al (2009) 264 Exercícios aeróbicos 37 6 meses -0,96 (EP <0,0 <0,0 <0,0 5 vs. NR
Davidson et al (2009) 264 Exercícios de resistência 37 6 meses 0,7) -0.26 (EP 0.12) 5 vs. res. -2,77 (EP 2,0) -0.64 (EP 0.37) 5 vs. res. -5,08 (EP 2,8) -3.18 (EP 0.49) res. NR
Davidson et al (2009) 264 Exercícios de resistência e aeróbicos 35 6 meses -0,84 (EP 0,7) <0,0 5 vs. -2,31 (EP 1,9) <0,0 5 vs. res. -4,61 (EP 2,8) NR
Davidson et al (2009) 264 res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas res. Mulheres adultas
Janssen et Exercícios aeróbicos + dieta 11 -4.2 (1.2) -11.1 (4.4) -7.3 (5.4) NR
al (2002) 274 Exercícios de resistência + dieta 14 16 semanas -3.9 (1.0) NS -10.0 (3.0) NS -8.5 (2.3) NS NR
Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade
Park et al Exercícios aeróbicos 10 NR -4,7 NR NR
(2003) 240 Exercícios de resistência e aeróbicos 10 24 semanas NR -6.4 NS NR NR
Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos
Ross et al Exercícios aeróbicos + dieta 11 NR -11.6 (3.7) -12.9 (4.0) -8.0 (4.5)
(1996) 273 Exercícios de resistência + dieta 11 16 semanas NR -13.2 (4.1) NR -11.9 (4.0) NR -7.2 (1.8) NR
Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica
AT/RT 284 STRRIDE Exercícios aeróbicos 30 8 meses NR -1.54 (2.59) NR -1.12 (3.20) NR
AT/RT 284 STRRIDE Exercícios de resistência 31 NR 0.70 (2.36) 0.25 (2.45) NR
AT/RT 284 STRRIDE Exercícios de resistência e aeróbicos 25 NR -1,90 (3,59) -2,48 (3,78) NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Exercícios aeróbicos 17 -0,3 (IC95% -0,7 a 0,0) <0,0 5 vs. com -1,0 (IC95% -1,9 a -0,1) <0,0 5 vs. com 0,4 (IC95% -1,2 a 2,0) NR
Schroeder et al semanas b. b.
(2019)* 269 8 <0,0
Exercícios de resistência 17 -0,1 (IC95% -0,5 a 0,2) -0,2 (IC95% -1,1 a 0,7) -1,7 (IC95% -3,3 a -0,1) 5 vs. NR

com

Página 175
Página 176
Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de IMC (Kg/m 2 ) Média (DP) Valo r p Mudança de peso (Kg) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de cintura (cm) Média (DP) Valo r p Mudança de medida de quadril (cm) Média (DP) Valor p
vs. aer.
Exercícios aeróbicos e de resistência 18 0,2 (IC95% -0,1 a 0,6) 0,9 (IC95% 0,0 a 1,8) 0,9 (IC95% -0,7 a 2,5) NR
Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica
Lucotti et al (2011) 280 Exercícios aeróbicos + dieta 27 21 dias -1,3 -3,4 NS -8 NS -2,1
Lucotti et al (2011) 280 Exercícios de resistência e aeróbicos + dieta 20 21 dias -1,3 NS -3,4 NS -6 NS -3,5 NS
Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2
Cuff et al Exercícios aeróbicos 9 16 semanas NR -1.2 (EP 0.7) NS NR NR
(2003) Exercícios aeróbicos e de resistência 10 16 semanas NR -2.9 (EP 1.3) NS NR NR

Legenda: IC95%: intervalo de confiança de 95%; aer: exercícios aeróbicos; comb: exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) DP: Desvio-padrão; EP: Erro-padrão; NR: não reportado; NS: não estatisticamente significante; res: exercícios de resistência. * Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base

Tabela S. Resultados de alteração na composição corporal dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico aeróbicos, de resistência e combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos obesos ou com sobrepeso.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de gordura corporal Média (DP) Valor p Mudança de gordura intra-abdominal Média (DP) Valor p Mudança de gordura abdominal subcutânea Média (DP) Valor p
Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade
Exercícios aeróbicos 38 -1,66 (2,67) Kg NR NR
Exercícios de resistência 44 -1,01 (1,92)% -0,26 (2,16) Kg NR NR
STRRIDE AT/RT 284 8 meses -0,65 (1,70)% <0,05
Exercícios combinados (aeróbicos e resistência) 37 -2,44 (2,97) Kg -2,04 (2,23)% vs, res, e vs, aer, NR NR
Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade
Geliebter et Exercícios aeróbicos + dieta 23 8 semanas -7,2 (3,0) Kg NS NR NR
al (1997) 277 Exercícios de resistência + dieta 20 8 semanas 6,7 (2,8) Kg NS NR NR
Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade Homens e mulheres ~45 anos de idade
Página 177
Exercícios de resistência 13 0% NR NR
Schjerve et Exercícios aeróbicos contínuos de 13 12 -2,5% NR NR
al (2008) 282 intensidademoderada semanas NR
Exercícios aeróbicos intervalados dealta intensidade 14 -2,2% NR NR
Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade Homens e mulheres 45-66 anos de idade
Página 178
Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Mudança de gordura corporal Média (DP) Valor p Mudança de gordura intra-abdominal Média (DP) Valor p Mudança de gordura abdominal subcutânea Média (DP) Valor p
Ho et al Exercícios aeróbicos 15 -0,5%; -0,7 Kg NR NR
Exercícios de resistência 16 -0,5%; -0,4 Kg NR NR
(2012) 267,283 12 <0,05
(2012) 267,283 Exercícios aeróbicos e de resistência 17 semanas -1,0%; -1,6 Kg vs, res, (g) NR NR
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Exercícios aeróbicos 37 6 meses -3,03 (2,4) Kg <0,05 vs, -0,43 (0,5) Kg NS -0,40 (0,4) Kg
Davidson et al (2009) 264 Exercícios de resistência 36 6 meses -1,56 (0,36) Kg res, -0,21 (0,06) Kg NS -0,21 (0,07) Kg NS
Exercícios de resistência e aeróbicos 35 6 meses -3,38 (2,0) Kg <0,05 vs, res, -0,35 (0,3) Kg NS -0,40 (0,3) Kg
Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas
Janssen et al Exercícios aeróbicos + dieta 11 16 -9,9 (4,6) Kg -0,61(0,41) Kg -1,6 (0,8) Kg
(2002) 274 Exercícios de resistência + dieta 14 semanas -8,6 (2,4) Kg NS -0,42 (0,21) Kg NS -1,7 (0,7) Kg NS
Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade
Park et al Exercícios aeróbicos 10 24 -9,2 -82,6 cm 3 <0,05 -23,1 cm 3
(2003) 240 Exercícios de resistência e aeróbicos 10 semanas -10,3 NR 3 <0,05 -61,8 cm 3 <0,05
Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm Homens adultos -93,0 cm
Ross et al Exercícios aeróbicos + dieta 11 16 NR -1,8 (1,0) L NR
(1996) 273 Exercícios de resistência + dieta 11 semanas NR -1,4 (0,7) L NR NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Schroeder et al (2019)* 269 Exercícios aeróbicos 17 8 semanas -0,5% (IC95% -1,1 a 0,0) -0,9 Kg (IC95% -1,5 a -0,2) NS NR NR
Schroeder et al (2019)* 269 Exercícios de resistência 17 8 semanas -0,2% (IC95% -0,8 a 0,4) -0,3 Kg (IC95% -1,0 a 0,3) NS NR NR
Schroeder et al (2019)* 269 Exercícios aeróbicos e de resistência 18 8 semanas -0,5% (IC95% -1,0 a 0,1) -0,1 Kg (IC95% -0,7 a 0,5) NS NR NR
Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica
Lucotti et al Exercícios aeróbicos + dieta 27 -1,9 Kg NR NR
Página 179

21 dias

NS

  • 22,0 (EP 15,4) cm 3
(2011) 280 Exercícios combinados (aeróbicos e resistência) + dieta 20 -2,8 Kg NR NR
Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3 Mulheres na pós-menopausa com diabetes tipo 2 3 3
Cuff et al Exercícios aeróbicos 9 16 NR -8,8 (EP 5,4) cm -8,2 (EP 9,7) cm
(2003) 276 Exercícios aeróbicos e de resistência 10 semanas NR -26,3 (EP 7,4) cm 3 NR NR

Legenda: IC95%: intervalo de confiança de 95%; aer: exercícios aeróbicos; comb: exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) DP: Desvio-padrão; EP: Erro-padrão; NR: não reportado; NS: não estatisticamente significante; res: exercícios de resistência

  • Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base
Página 180

Tabela T. Resultados de alteração na massa magra dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico aeróbicos, de resistência e combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos obesos ou com sobrepeso.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Massa magra Média (DP) Valor p
Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade Homens e mulheres 18-70 anos de idade
Exercícios aeróbicos 38 -0,10 (1,22)
STRRIDE AT/RT Exercícios de resistência 44 1,09 (1,54)Kg <0,05 vs,
284 Exercícios aeróbicos e de 37 0,81 (1,38)Kg <0,05 vs,
resistência aer,
Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade Homens e mulheres 19-49 anos de idade
Geliebter et al (1997) 277 Exercícios aeróbicos 23 -2,3 (2,4) Kg <0,05
Geliebter et al (1997) 277 Exercícios de resistência 20 8 semanas -1,1 (2,3) Kg <0,05
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
et al (2009) 264 Exercícios aeróbicos 37 -0,06 (0,19) Kg
Davidson Exercícios de resistência 36 6 meses 0,97 (0,20) Kg <0,05 vs, aer,
Davidson Exercícios de resistênciae aeróbicos 35 0,62 (0,15) Kg <0,05 vs, aer,
Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas
Janssen et al Exercícios aeróbicos + dieta 11 -0,6 (1,1) Kg NS
(2002) 274 Exercícios de resistência + dieta 14 16 semanas -0,4 (1,1) Kg NS
Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade
Park et al Exercícios aeróbicos 10 0,9 Kg
(2003) 240 Exercícios de resistência e aeróbicos 10 24 semanas 5,6 Kg NR
Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos
Ross et al Exercícios aeróbicos + dieta 11 -1,1 (2,5) L NR
(1996) 273 Exercícios de resistência + dieta 11 16 semanas -1,4 (2,5) L NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Exercícios aeróbicos 17 -0,3 Kg (IC95% -1,0, 0,5)
Schroeder et al (2019)* Exercícios de resistência Exercícios aeróbicos e de 17 8 semanas 0,1 Kg (IC95% -0,6, 0,9) <0,05 vs,
resistência 18 0,8 Kg (IC95% 0,1, 1,5) aer,
Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e síndrome metabólica
Lucotti et al Exercícios aeróbicos + dieta 27 -1,9
(2011) 280 Exercícios de resistência e aeróbicos + dieta 20 21 dias -0,3 NS

Legenda: IC95%: intervalo de confiança de 95%; aer: exercícios aeróbicos; comb: exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) DP: Desvio-padrão; EP: Erro-padrão; NR: não reportado; NS: não estatisticamente significante; res: exercícios de resistência

  • Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base
Página 181

Tabela U. Resultados de mudança no perfil lipídico dos estudos que avaliaram programas de exercício físico aeróbicos, de resistência e combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos obesos ou com sobrepeso.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Colesterol total (mmol/L) Média Valor p LDL-C (mmol/L) Média Valor p Triglicérides (mg/dL) Média Valor p HDL-C (mg/dL) Média Valor p
Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade)
Exercícios aeróbicos 15 -0,27 <0,05 -0,25 0,04 -0,1
Ho et al vs, res,
(2012) Exercícios de resistência 16 12 semanas 0,96 0,52 <0,05 0,11 0,1 <0,05 vs, aer,
267,283 vs, res,
Exercícios aeróbicos e de resistência 17 0,04 -0,07 <0,05 vs, res, 0,26 -0,02
Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas
Exercícios aeróbicos + dieta 11 -0,42 (0,55) -0,28 (0,42) -0,26(0,49) -0,03 (0,18)
Janssen et al (2002) 274 16 semanas mmol/L -0,60 (0,43) NS mmol/L -0,34 (0,50) NS mmol/L -0,35 (0,82) NS mmol/L -0,09 (0,11) NS
Exercícios de resistência + dieta 14 mmol/L mmol/L mmol/L mmol/L
Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade Mulheres 40-45 anos de idade
Park et al (2003) 240 Exercícios aeróbicos 10 24 semanas -45,4 mg/dL NR -44,8 mg/dL NR -44,7 mg/dL NR 9,2 mg/dL NR
Exercícios de resistência e aeróbicos 10 -63,0 mg/dL -60,8 mg/dL -63,0 mg/dL 9,8 mg/dL
Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica
STRRIDE Exercícios aeróbicos 30 NR NR -21,0 (56,0) NS 1,03 (4,81)
AT/RT 284 Exercícios de resistência 31 8 meses NR NR -5,25 (52,6) NS -0,63 (4,81) NS
Exercícios de resistência e aeróbicos 25 NR NR -30,1 (49,8) NS 1,55 (5,84)
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Schroeder et al 269 Exercícios aeróbicos 17 8 semanas (IC95% -12 a 5) -4 mg/dL (IC95% -9 a 6) -1 mg/dL (IC95% -32 a 10) -11 mg/dL (IC95% -2 a 2) 0 mg/dL
Exercícios de resistência 17 -6 mg/dL (IC95% -15 a 2) NS -1 mg/dL (IC95% -9 a 7) NS -26 mg/dL (IC95% -47 a -5) NS 0 mg/d L (IC95% -2 a 3) NS
(2019)* Exercícios aeróbicos e de resistência 18 -3 mg/dL (IC95% -11 a 5) 2 mg/dL (IC95% -6 a 9) 3 mg/dL (IC95% -17 a 24) NS -2 mg/dL (IC95% -4 a 0)
Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica Homens e mulheres adultos com obesidade grave, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica
Lucotti et al Exercícios aeróbicos + dieta 27 -26 mg/dL NR -60,7 mg/dL 1 mg/dL
(2011) 280 Exercícios combinados (aeróbicose resistência) + dieta 20 21 dias -23 mg/dL NS NR -47,4 mg/dL NS -1,2 mg/dL NS
Página 182

Legenda: IC95%: intervalo de confiança de 95%; aer: exercícios aeróbicos; comb: exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) DP: Desvio-padrão; EP: Erro-padrão; NR: não reportado; NS: não estatisticamente significante; res: exercícios de resistência; * Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base

Página 183

Tabela V. Resultados de alteração nos níveis de glicose e insulina dos estudos incluídos que avaliaram programas de exercício físico aeróbicos, de resistência e combinados (aeróbicos e de resistência) em indivíduos obesos ou com sobrepeso.

Autor, ano Intervenção n Tempo da avaliação Glicose jejum (µU/mL) Média (DP) Valor p Insulina (µU/mL) Média (DP) Valor p
Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade) Homens e mulheres (45-66 anos de idade)
Exercícios aeróbicos 15 0,05 2,82
Ho et al (2012) 267,283 Exercícios de resistência 16 12 semanas -0,04 NS -0,5 NS
Exercícios aeróbicos e
de resistência 17 0,17 0,01
Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade Homens e mulheres 60-80 anos de idade
Exercícios aeróbicos 37 NR -1,43 (3,8)
Davidson et Exercícios de 36 6 meses NR -0,97 (0,57) NS
al (2009) 264 resistência
Exercícios de resistência e aeróbicos 35 NR -1,49 (3,1)
Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas Mulheres adultas
Janssen et al (2002) 274 Exercícios aeróbicos + dieta Exercícios de 11 16 semanas -0,1 (0,5) mmol/L NS -17,0 (39,0) pmol/L** -33,0 (38,9) NS
resistência + dieta 14 -0,1 (0,4) mmol/L pmol/L**
Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos Homens adultos
Rice et al Exercícios aeróbicos + dieta 10 16 semanas -0,2 (0,3) mmol/L NS -58,6 (46,6) pmol/L** NS
(1999) 281 Exercícios de -53,6 (49,3)
resistência + 10 -0,1 (0,7) mmol/L pmol/L**
dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica dieta Homens e mulheres 18-70 anos de idade com síndrome metabólica
Exercícios aeróbicos 30 -0,22 (9,54) NR
Exercícios de 31 -0,37 (9,22) NR
STRRIDE AT/RT 284 resistência Exercícios combinados 8 meses NS
(aeróbicos e resistência) 25 1,86 (7,95) NR
Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão Homens e mulheres 45-74 anos de idade com pressão alta ou hipertensão
Exercícios aeróbicos 17 0 mg/dL (IC95% 3 a 3) NR
Schroeder et al Exercícios de 17 8 semanas -1 mg/dL NS NR
(2019)* 269 resistência Exercícios aeróbicos e de resistência 18 (IC95% -4 a 2) -2 mg/dL (IC95% -4 a 1) NR

Legenda: DP: Desvio-padrão; NR: Não reportado; NS: Não estatisticamente significante

  • *Resultados ajustados por sexo, idade, e valores da linha de base

**Insulina em jejum

Página 184

Figura P. Gráfico de floresta da meta-análise dos resultados de redução do peso corporal (Kg) dos

estudos incluídos para a comparação entre exercícios aeróbicos versus de resistência*.

Study or Subgroup Exercicios aeróbicos Mean SD Total Exercicios de resistência Mean SD Total Weight Mean Difference Mean Difference
1.1.1 Homens mulheres (18-70 anos de idade) STRRIDE ATIRT 41.76 Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable 38 38 8 meses 0.83 2.32 22.89 -2.59 [3.76,-1.42]
1.1.2 Homens mulheres (24-68 anos de idade) - 12 semanas Herring (2014) 5.5 12.42 Subtotal (953 CI) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 0.66 (P = 0.51) Geliebter (1997) Subtotal (959 CI) 10 10 1.1.3 Homens e mulheres (19-49 anos de idade) 9.6 4.5 23 23 2.9 8 semanas (+dieta) 3.8 10 10 20 20 8.09 2.60 [-10.30,5.10] 1.80 [4.28, 0.68]
1.1.4 Homens mulheres (45-66 anos de idade) Ho (2012) Subtotal (95* CI) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 0.61 (P= 0.54) 15 15 12 semanas 3.8 16 16 -0.80 [3.37,1.77] 0.80 [-3.37,1.77]
1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001) 1.1.5 Homens mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Davidson (2009) 2.77 2.0073 37 2.22 36 Subtotal (95% CI) 37 36 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 4.30 (P < 0.0001)
1.1.6 Mulheres adultas 16 semanas (+dieta) Janssen (2002) 411.1 Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable 410 -1.10 [4.14,1.94] 1.10 [ 4.14, 1.94]
Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta) Test for overall effect Z= 0.71 (P = 0.48) 1.1.7 Homens adultas - 16 semanas (+dieta)
Ross ({1996) Subtotal (953 CI) Heterogeneity: Not applicable 3.7 413.2 4.1 5.0% 60 [1.66 86] 1.60 [-1.66,4.86]
1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 1.1.9 Homens mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas
Schroeder {2019) Subtotal (953 CI) Heterogeneity: Not applicable 1.7505 1.7505 22.7% -0.80 [1.98, 0.38] 0.80 [-1.98,0.38]
    • Os nomes dos subgrupos remetem à população incluída no estudo, ao tempo de duração da intervenção (programas de exercícios) e se ambos os grupos utilizaram dieta específica ('+dieta').
Página 185

Figura Q. Gráfico de floresta da meta-análise dos resultados de redução do peso corporal (Kg) dos estudos incluídos para a comparação entre exercícios combinados (resistência + aeróbico) versus aeróbico*.

Exercicios combinados Exercicios combinados Exercicios combinados Exercicios aeróbicos Exercicios aeróbicos Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean Total Weight IV, Random; 953 CI IV, Random, 953 CI
SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses SD 2.1.1 Homens e mulheres (18-70 anos de idade) 8 meses
STRRIDE ATIRT Subtotal (95% CI) Heterogeneity. Not applicable Test for overall effect: Z= 0.18 (P = 0.86) 21.63 3.17 41.76 38 38 20.89 0.13[1.27,1.53]
2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas 2.1.2 Homens e mulheres (45-66 anos de idade) 12 semanas
Ho (2012) Subtotal (95% CI) 7.3 3.5 15 15 3.39 3.34 -0.70 [4.60, 3.20] 0.70 [4.60, 3.20]
Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.35 (P = 0.72) 2.1.3 Homens e mulheres (60-80 anos de idade) 6 meses
Davidson {2009) Subtotal (953 CI) Schroeder (2019) Subtotal (95% CI) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z = 3.16 (P = 0.002) -2.31 1.9523 Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect: Z= 0.99 (P = 0.32) 35 35 18 18 2.0073 1.7505 37 37 17 38.39 38.39 0.46 [0.45,1.37] 0.46 [ 0,45,1.37] 90 [0.72, 3.08] 1.90 [0.72, 3.08]
2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas 2.1.4 Homens e mulheres com pressão alta ou hipertensão (45-74 anos de idade) 8 semanas
Lucotti (2011) -3.4 6.6 4.5 4.89 0.00 [3.18,3.18]
2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta) 2.1.5 Homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 e sindrome metabólica - 21 dias (+dieta)
Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 0.00 (P = 1.00) 27 3.4 20 20 0.00 [-3.18,3.18]
2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59] 2.1.6 Mulheres adultas com diabetes tipo 2 - 16 semanas Cuff (2003) 41.2 4.111 10 .70 [1.19,4.59] Subtotal (95% CI) 10 1.70 [-1.19,4.59]
Total (95% CI) Heterogeneity: Not applicable
Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25) Test for overall effect: Z=1.15 (P = 0.25)
143 137 100.016 0.79 [0.08, 1.51]
10 10 10 10 10 10 10 10 10 10
  • Os nomes dos subgrupos remetem à população incluída no estudo, ao tempo de duração da intervenção (programas de exercícios) e se ambos os grupos utilizaram dieta específica ('+dieta').

Figura R. Avaliação da qualidade metodológica dos ensaios clínicos incluídos na revisão sistemática.

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Quadro X. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos para o desfecho principal (perda de peso em Kg) ( Summary of Findings [SoF]) do webapp Grade PRO) para a comparação entre exercícios aeróbicos e exercícios de resistência

Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência №depacientes №depacientes Efeito Efeito Qualidade Importância
№dos estudo s Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Exercícios aeróbicos Exercícios de resistência Relativo (IC 95%) Absoluto (IC 95%) global
Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg)
8 Ensaios clínicos randomizados muito grave a não grave não grave grave b nenhum 162 168 - DM-1,57 Kg (IC95% -2,34 a - 0,80) MUITO BAIXA CRÍTICO

Legenda: DM: Diferença Média; IC: Intervalo de Confiança; a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane; b. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes.

Quadro Y. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos para o desfecho principal (perda de peso em Kg) ( Summary of Findings [SoF]) do webapp Grade PRO) para a comparação entre exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) e exercícios de aeróbicos

Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência Qualidade Global da evidência №depacientes №depacientes Efeito Efeito Qualidade Importância
№dos estudo s Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Exercícios combinados Exercícios aeróbicos Relativo (IC 95%) Absoluto (IC 95%) global
Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg) Alteração do peso corporal médio (Kg)
6 Ensaios clínicos randomizados muito grave a não grave não grave grave c nenhum 143 137 - DM0,79 Kg (IC95% 0,08 a 1,51) MUITO BAIXA CRÍTICO

Legenda: DM: Diferença Média; IC: Intervalo de Confiança; a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane; b. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes.

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Quadro Z. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision [EtD]) do webapp GRADE PRO.

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar exercícios aeróbicos vs. exercícios de resistência para redução de peso corporal em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade? Deve-se usar exercícios aeróbicos vs. exercícios de resistência para redução de peso corporal em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade?
POPULAÇÃO: Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade
INTERVENÇÃO: exercícios aeróbicos
COMPARAÇÃO: exercícios de resistência
PRINCIPAIS DESFECHOS: Alteração com relação à linha de base no peso corpóreo, no IMC, na medida da circunferência da cintura, gordura corporal, massa magra, perfil lipídico, pressão arterial, glicose e insulina.
CENÁRIO: Todo o Brasil

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. · A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos com idade entre 18 e 64 anos façam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente deambos. · A obesidade é uma condição epidêmica nomundo; · Onúmero de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos; · De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%. · A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos com idade entre 18 e 64 anos façam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou pelo menos 75 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa ou uma combinação equivalente deambos.
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Efeitos Desejáveis

Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · Os resultados de estudos individuais foram contraditórios quanto à comparação de exercícios aeróbicos vs. de resistência vs. combinados para perda de peso e IMC; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e de resistência para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 1,57 kg; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e combinados para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 0,79 kg; · Desfechos relacionados à composição corporal e importantes para a avaliação de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2 foram avaliados. No entanto, para a maioria dos desfechos não foi relatado se houve diferença estatisticamente significante entre os gruposde exercícios. · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporal em comparação aos exercícios de resistência em três estudos · A prática de exercícios de resistência pode aumentar o peso corporal global, devido a umaumento na massamagra; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças; · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum. · Os resultados de estudos individuais foram contraditórios quanto à comparação de exercícios aeróbicos vs. de resistência vs. combinados para perda de peso e IMC; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e de resistência para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 1,57 kg; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e combinados para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 0,79 kg; · Desfechos relacionados à composição corporal e importantes para a avaliação de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2 foram avaliados. No entanto, para a maioria dos desfechos não foi relatado se houve diferença estatisticamente significante entre os gruposde exercícios. · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporal em comparação aos exercícios de resistência em três estudos · A prática de exercícios de resistência pode aumentar o peso corporal global, devido a umaumento na massamagra; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças; · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum.
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Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto · Os resultados de estudos individuais foram contraditórios quanto à comparação de exercícios aeróbicos vs. de resistência vs. combinados para perda de peso e IMC; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e de resistência para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 1,57 kg; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e combinados para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 0,79 kg; · Desfechos relacionados à composição corporal e importantes para a avaliação de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2 foram avaliados. No entanto, para a maioria dos desfechos não foi relatado se houve diferença estatisticamente significante entre os grupos de exercícios. · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporal em comparação aos exercícios de resistência em três estudos · A prática de exercícios de resistência pode aumentar o peso corporal global, devido a umaumento na massamagra; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças; · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum. · Os resultados de estudos individuais foram contraditórios quanto à comparação de exercícios aeróbicos vs. de resistência vs. combinados para perda de peso e IMC; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e de resistência para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 1,57 kg; · Na meta-análise que comparou exercícios aeróbicos e combinados para redução de peso corporal, observou-se que a diferença média favoreceu o grupo de exercícios aeróbicos, com diferença média de 0,79 kg; · Desfechos relacionados à composição corporal e importantes para a avaliação de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2 foram avaliados. No entanto, para a maioria dos desfechos não foi relatado se houve diferença estatisticamente significante entre os grupos de exercícios. · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporal em comparação aos exercícios de resistência em três estudos · A prática de exercícios de resistência pode aumentar o peso corporal global, devido a umaumento na massamagra; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças; · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum.
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Certeza da Evidência

Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

PESQUISA

Desfechos Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE) Comentários
Risco com exercícios de resistência Risco com exercícios aeróbicos
Alteração do peso corporal médio A média alteração do peso corporal médio foi 0 Kg MD 1.57 Kg menor (2.34 menor para 0.8 menor) - 330 (8 ECRs) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b
  • a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane
  • b. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes
  • a. Alto risco de viés pela ferramenta da Cochrane
  • b. Intervalo de confiança das estimativas individuais e estimativa da meta-análise considerados grandes
  • Muito Baixa ○ Baixa ○Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos
Desfechos Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE) Comentários
Risco com exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) Risco com exercícios aeróbicos
Redução de peso corporal A média redução de peso corporal foi 0 Kg MD 0.79 Kg mais alto (0.08 mais alto para 1.51 mais alto) - 280 (6 ECRs) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b
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Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários? Valores Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Importante incertezaou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ouvariabilidade ● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importanteincerteza ou variabilidade · Indivíduos menos favorecidos economicamente poderiam ter dificuldades de realizar exercícios físicos frequentemente devido à sua rotina; . Existem academias da cidade ou modelos parecidos em algumas cidades brasileiras; . A perda de peso é crucial para o prognóstico do obeso, portanto, espera-se uma valorização dos desfechos corporais pelo indivíduo. · Indivíduos menos favorecidos economicamente poderiam ter dificuldades de realizar exercícios físicos frequentemente devido à sua rotina; . Existem academias da cidade ou modelos parecidos em algumas cidades brasileiras; . A perda de peso é crucial para o prognóstico do obeso, portanto, espera-se uma valorização dos desfechos corporais pelo indivíduo.
Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto · Os resultados das meta-análises para desfecho de perda de peso favoreceram a prática de exercícios aeróbicos em relação aos exercícios de resistência ou combinados; · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporalem comparação aos exercícios de resistência em três estudos; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças. · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum. . O exercício de resistência promove ganho de peso pelo aumento de massa magra, agregando resultados de melhora de comorbidades e redução de gordura. · Os resultados das meta-análises para desfecho de perda de peso favoreceram a prática de exercícios aeróbicos em relação aos exercícios de resistência ou combinados; · Foi possível observar benefício dos exercícios combinados (aeróbicos e de resistência) com relação a diminuição da gordura corporalem comparação aos exercícios de resistência em três estudos; · Dos seis estudos que relataram se houve diferença entre os grupos quanto à massa corporal, quatro revelaram benefício dos exercícios de resistência frente aos exercícios aeróbicos e/ou exercícios combinados. Apenas um estudo relatou diferença entre os grupos, favorecendo os grupos de exercícios aeróbicos e combinados quanto ao perfil lipídico, enquanto que quatro relataram não haver diferenças. · Não foram observadas diferenças entre os grupos de exercício quanto à glicose e insulina emjejum. . O exercício de resistência promove ganho de peso pelo aumento de massa magra, agregando resultados de melhora de comorbidades e redução de gordura.
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Equidade

Qual seria o impacto em equidade em saúde?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto ○ Provavelmente aumentada ○ Aumentada ○ Variável ○ Incerto · Provavelmente indivíduos menos favorecidos economicamente não poderiam realizar atividades físicas de qualquer natureza; · Indivíduos menos favorecidos economicamente poderiam realizar atividades aeróbicas e de resistência em ambientes mantidos por organizações particulares ou pelas prefeituras, porém de uso público e gratuito. · Provavelmente indivíduos menos favorecidos economicamente não poderiam realizar atividades físicas de qualquer natureza; · Indivíduos menos favorecidos economicamente poderiam realizar atividades aeróbicas e de resistência em ambientes mantidos por organizações particulares ou pelas prefeituras, porém de uso público e gratuito.

RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequena Moderada Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderada Pequena Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possível incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem variabilidade ou incerteza importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece uma ou outra Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
EQUIDADE Reduzida Provavelmente reduzida Provavelmente sem impacto Provavelmente aumentada Aumentada Varia Incerto
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TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a intervenção Recomendação condicional contra a tecnologia Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da recomendação

CONCLUSÕES

Recomenda-se a prática de exercícios físicos aeróbicos combinados com resistidos.

Recomendação

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APÊNDICE 8 - PERGUNTA PICO 7

Questão de pesquisa: 'Qual o efeito da intensidade do exercício físico na perda de peso e no risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era qualquer abordagem em grupo para perda de peso (C) era qualquer abordagem individual para perda de peso (O) Perda de peso, redução do perímetro da cintura, redução do IMC.

A. Estratégia de busca

Quadro A1. Estratégias de busca de evidências em bases de dados

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: (((("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND ("High-Intensity Interval Training"[Mesh] OR exercise intensity OR exercise intensity level* OR workout intensity OR training intensity OR high-intensity exercise OR moderate- intensity exercise OR low-intensity exercise))) AND ((("Cardiovascular System"[Mesh] OR "Cardiovascular Diseases"[Mesh] ORcardiovascular diseases ORcardiovascular))OR ("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) 1.173
EMBASE ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND (('exercise intensity'/exp OR 'exercise intensity' OR 'high intensity interval training'/exp OR 'high intensity interval training' OR 'moderate intensity exercise'/exp OR 'moderate intensity exercise' OR 'high intensity exercise'/expOR 'high intensity exercise' OR 'low intensity exercise'/exp OR 'low intensity exercise') AND 'workout intensity' OR 'high-intensity exercise' OR 'moderate intensity exercise'/exp OR 'moderate intensity exercise' OR 'low intensity exercise'/exp OR 'low intensity exercise' OR 'training intensity') AND [embase]/lim AND ('body weight loss'/exp OR 'body weight loss' OR 'weight loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/limOR 170
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('cardiovascular risk factor'/exp OR 'cardiovascular risk factor' OR 'cardiovascular risk'/exp OR 'cardiovascular risk') AND [embase]/lim

Data da busca: 08/10/2018

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 1.344 referências (1.173 no MEDLINE e 170 no EMBASE e uma referência por busca manual). Destas, 81 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de mil duzentas e sessenta e três referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 14 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Foram priorizados, para inclusão neste relatório, estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análise de comparações diretas ou indiretas de ensaios clínicos randomizados e não randomizados que avaliavam explicitamente participantes portadores de sobrepeso ou obesidade, e que incluíssem como grupo comparador exercício físico realizado em moderada intensidade.

Foram considerados como desfechos primários de eficácia aqueles relacionados à composição corporal, incluindo a alteração no peso corpóreo, no índice de Massa Corporal (IMC), medida da circunferência da cintura e % de gordura corporal desde a linha de base. Adicionalmente foram avaliados os desfechos cardiorrespiratórios de alteração no VO2max, frequência cardíaca de repouso, pressão sistólica e diastólica e desfechos metabólicos de alteração na glicose e insulina em jejum e alteração nos níveis de colesterol e frações.

Nessa etapa dez estudos foram excluídos: 1) cinco pelo tipo de intervenção, sendo que não avaliavam a intensidade do exercício ou não havia comparação entre diferentes intensidades 285-289 2) quatropelo tipo de participante, sendo que incluíram estudos com indivíduos com sobrepeso/obesidade mas não estratificaram os resultados para esta população ou incluíram crianças 290-293 3) um pelo tipo de desfecho, sendo que avaliou a prática de exercício físico após realização de cirurgia bariátrica 294 .

No final, foram incluídas quatro revisões sistemáticas com meta-análise para avaliar a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade 295298 e seus dados se encontram relatados a seguir ( Figura S ).

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Figura S . Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela W . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista nas Tabela X . Resultados encontram-se nas Tabelas Y a A1 . A qualidade metodológica dos estudos incluídos encontra-se no Quadro B1. A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista na Tabela C1 , que corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. A Tabela D1 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela W. Características dos estudos incluídos que avaliaram a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor Desenho do estudo Objetivo Número de estudos e participantes incluídos Intervenção Controle Qualidade metodológica
Andreato et al., 2019 295 Revisão Sistemática com meta-análise de comparação indireta Avaliar a eficácia de HIIT comparado a MICT ou a não praticar exercício físico em medidas antropométricas entre adultos com sobrepeso/obesidade 48 estudos (ECR e EC) 1.222 participantes HIIT Intervenções com intensidade ≥ 80%VO 2max , >80% da frequência cardíaca de reservaou >85% da frequência cardíaca máxima MICT ou sem exercício* Baixa
Batacan et al., 2017 296 Revisão Sistemática com meta-análise de comparação direta Avaliar a eficácia do HIIT em desfechos de composiçãocorporal, cardiorrespiratória e cardiometabólica em adultos 31 ECR e 6 EC 1433 participantes HIIT: Intervenções com intensidade ≥ 85% VO 2max , ≥ 85% da frequência cardíaca de reserva ou ≥ 90% da frequência cardíaca máxima.Duração da sessão ≤ 4 min./ciclo intercalado com intervalo de recuperação Sem grupo controle. Estudo apresenta diferença médiade resultados antes e após a intervenção (i.e, intra-grupo) Criticamente baixa
Wewege et al., 2017 297 Revisão Sistemática com meta-análise de comparação direta Avaliar a eficácia do HIIT e de MICT na perda de peso e composição corporal em adultos obesos (IMC > 30kg/m 2 ) ou com sobrepeso (25 < IMC ≤ 30 kg/m 2 ) 13 ECR 424 participantes HIIT: Intervalos de até 4 min. com intensidade ≥ 85% da frequência cardíaca máxima ou 80% do VO 2max ou percepção subjetiva do esforço de 17 MICT: Exercício aeróbico contínuo com intensidade entre 60-75% da frequência cardíaca máxima 50-65% do VO 2max ou percepção subjetiva do esforço de entre 12-15 Moderada
Turk et al., 2017 298 Revisão Sistemática com meta-análise de comparação direta Avaliar a eficácia de HIT na capacidade cardiorrespiratóriae composição corporal emadultos obesos (IMC ≥ 30 kg/m 2 ) em comparação com formas tradicionais de exercício (baixa intensidade, alto volumecontínuo) 18 ECR 854 participantes HIIT (12 estudos): Intervalos de até 4 min. com intensidade ≥ 70% da frequência cardíaca máxima ou 90- 100% do VO 2max ou 5-200% da potência mecânica máxima HIT continuo (6 estudos): 60-75% do VO 2max ou 70-80% da frequência cardíaca máxima Exercício convencional: Baixa intensidade ou níveis normais de atividade física Criticamente baixa
  • treinamento intervalado

Legenda: ECR: ensaio clínico randomizado; EC: ensaio clínico; IMC: índice de massa corporal; HIT: High-Intensity Training - treinamento de alta intensidade; HIIT: High-Intensity Interval Training de alta intensidade; MICT: Moderate Intensity Continuous Training - treinamento contínuo de moderada intensidade;Min.: minuto; VO2max: capacidade expiratória máxima

*Utilizado apenas como fonte de evidência para a comparação indireta

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Tabela X. Características basais de estudos que avaliaram a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autores Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferênciada cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção
Andreato et al., 2019 295 HIIT MICT 678 544 Variação: 19,0 (0,8) - 59 (4) NR Variação: 24,3 (2,4) - 35,8 (2,3) NR NR AT 2 - 24 semanas
Wewege et al., 2017 297 HIIT MICT 216 208 19,3 (0,7) - 46,9 (2,2) 50 vs, 50 Variação: 25,5 (2,1) - 37,4 (6,2) Variação: Entre 64,8 (6,1) - 99,7 (10,9) NR 10,4 ± 3,1 semanas (AT 5-16)
Turk et al., 2017 298 HIT Exercício convencional 229* 240* Variação: 20,4 (1,5) - 59,0 (5,5) Variação: 32 - 69 Variação: 29,2 (4,2) - 38,4 (6,5) NR NR AT 2 - 6 meses
Batacan et Variação: AT 2 - 24
al., 2017 §296 HIIT NA 621 812 22,7 (5,4) - 63,0 (8,0) NR NR NR NR semanas

Legenda: AT: amplitude total; N: número da amostra; NA: Não se aplica;NR: não reportado;DP; desvio padrão; HIT: High-Intensity Training - treinamento de alta intensidade; HIIT: High-Intensity Interval Training

  • treinamento intervalado de alta intensidade; MICT: Moderate Intensity Continuous Training - treinamento contínuo de moderada intensidade;

*para desfecho primário capacidade expiratória (VO2); § Estudo apresenta diferença média de resultados antes e após a intervenção

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Tabela Y. Desfechos de eficácia de estudos queavaliaram a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor, ano Intervenção Controle Alteração do peso corporal (IC 95%) (Kg) Valor de p Alteração no IMC (IC 95%) (Kg/m 2 ) Valor de p Alteração na circunferência da cintura (IC 95%) (cm) Valor de p Alteração na% de gordura corporal (IC 95%) (%) Valor de p
Andreato et HIIT MICT DM0,40 (0,09; 0,72) 0,01 I 2 = 40% DM0,12 (0,01; 0,22) NR I 2 = 0% NR ( -0,3; 1,0) NR I 2 = 0% -0,12 (-0,44; 0,19) 0,44 I 2 = 55%
al., 2019 295 Apenas equalizados 0,04 NR NR NR NR -0,22 0,14
al., 2019 295 HIIT MICT DM-0,41 (-0,79;-0,02) I 2 = 0% (-0,31; 0,08) I 2 = 0% (-1,7; 0,9) I 2 = 0% (-0,52; 0,08) I 2 = 17%
Wewege et al., 2017 297 HIIT MICT DMP 0,09 (-0,10; 0,28) 0,36 I 2 = 0% DMP 0,09 (-0,15; 0,32) 0,46 I 2 = 0% DM-0,05 (-1,09; 1,00) 0,93 I 2 = 0% NR NR
HIT Exercício DM-1,18 0,44 DM0,20 0,76 DM-1,04 0,56 DM-1,69 0,02
Turk et al., convencional (-4,16; 1,80) I 2 = 0%; (-1,10; 1,50) I 2 = 91% (-4,54; 2,45) I 2 = 27% (- 3,10; -0,27) I 2 =30%
2017* 298 Exercício DM-0,42 0,87 DM0,37 0,69 DM-1,63 0,87 DM-2,01 0,02
HIIT convencional (-5,30; 4,47) I 2 = 7%; (-1,44; 2,18) I 2 = 70% (-6,37; 3,10) I 2 = 7% (-3,73; -0,30) I 2 =0%
Batacan et ST-HIIT NA DMP -0,04 (-0,29; 0,20) 0,72 I 2 = 0% NR NR NR NR DMP -0,14 (-0,48; 0,20) 0,42 I 2 = 0%
al., 2017 §296 LT-HIIT NA DMP -0,07 (-0,23; 0,08) 0,37 I 2 = 0% -0,14 (-0,32; 0,04) 0,12 I 2 = 0% DMP -0,20 (-0,38; -0,01) < 0,05 I 2 = 0% DMP -0,40 (-0,74; -0,06) < 0,05 I 2 = 24%

Legenda: DM: diferença de médias; DMP: Diferença média padronizada;HIT: High-Intensity Training - treinamento de alta intensidade; HIIT: High-Intensity Interval Training - treinamento intervalado de alta intensidade; IC 95%: intervalo de confiança; IMC: Índice de Massa Corporal; LT-HIIT: HIIT de longa duração (≥ 12 semanas); MICT: Moderate Intensity Continuous Training - treinamento contínuo de moderada intensidade; NA: Não se aplica; NR: não reportado; ST-HIIT: HIIT de curta duração (< 12 semanas)

  • Estudo apresenta comparação de dados entre grupos no final do acompanhamento, e não a partir da linha de base; § Estudo apresenta diferença média de resultados antes e após a intervenção
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Tabela Z. Desfechos cardiorrespiratórios de estudos que avaliaram a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

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Autor, ano Intervenção Controle Melhora no volumemáximo expiratório (IC 95%) (ml/kg/min) Valor de p Redução na frequência cardíaca de repouso (IC 95%) Valor de p Redução na pressão sistólica (IC 95%) (mmHg) Valor de p Redução na pressão diastólica (IC 95%) (mmHg) Valor de p
Turk et al., HIT (HIIT + HIT contínuo) Exercício tradicional DM1,83 (0,70; 2,96) < 0,005 I 2 = 31% NR NR NR NR NR NR
Subgrupo Exercício DM1,79 0,03
2017* 298 HIIT tradicional (0,21; 3,36) I 2 = 38% NR NR NR NR NR NR
2017* 298 Subgrupo HIT contínuo Exercício tradicional DM1,68 (0,10; 3,27) 0,04 I 2 =25% NR NR NR NR NR NR
Batacan et al., 2017 §296 ST-HIIT NA DMP 0,74 (0,36; 1,12) < 0,001 I 2 = 0% NR NR DMP -0,28 (-0,64; 0,08) 0,12 I 2 = 0% DMP -0,52 (-0,89; -0,16) < 0,01 I 2 = 0%
DMP 1,20 < 0,001 DMP -0,33 < 0,01 DMP -0,35 < 0,01 DMP -0,38 < 0,01
LT-HIIT NA I 2 = 73% (-0,56; -0,09) I 2 = 42% ( -0,60; -0,09) I 2 = 48% (-0,65; -0,10) I 2 = 54%

(0,57; 1,83)

Legenda: DM: diferença de médias; DMP: Diferença média padronizada; HIT: High-Intensity Training - treinamento de alta intensidade; HIIT: High-Intensity Interval Training - treinamento intervalado de alta intensidade;IC 95%: intervalo de confiança; IMC: Índice de Massa Corporal; LT-HIIT: HIIT de longa duração (≥ 12 semanas); MICT: Moderate Intensity Continuous Training - treinamento contínuo de moderada intensidade;NA: Não se aplica; NR: não reportado; ST-HIIT: HIIT de curta duração (< 12 semanas)

  • Estudo apresenta comparação de dados entre grupos no final do acompanhamento, e não a partir da linha de base; § Estudo apresenta diferença média de resultados antes e após a intervenção
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Tabela A1. Desfechos metabólicos de estudos que avaliaram a eficácia do exercício físico de alta intensidade em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor, ano Intervenção Controle Redução da glicose em jejum (IC 95%) (mmol/L) Valor de P Redução da insulina em jejum (IC 95%) (µUI/ml) Valor de p Melhora nos níveis de colesterol (IC 95%) (mmol/L) Valor de p
ST-HIIT NA DMP -0,35 (-0,62;-0,09) < 0,01 I 2 = 0% DMP -0,05 (-0,39; 0,29) 0,76 I 2 = 0% NR NR
Batacan et al., 2017 §296 LT-HIIT NA DMP -0,15 (-0,34; 0,04) 0,11 I 2 = 0% NR NR Colesterol total DMP 0,07 (-0,14 ;0,28) HDL DMP 0,20 (-0,01; 0,40) LDL DMP 0,09 (-0,13; 0,31) 0,51; I 2 = 0,06; I 2 = 6%
Triglicérides 0,42; I 2 = 0%
(DMP -0,04 (-0,23;0,15) 0,67; I 2 =0%

Legenda: DM: diferença de médias; IC 95%: intervalo de confiança; DMP: Diferença média padronizada; DM: Diferença média; NR: não reportado; IMC: Índice de Massa Corporal; HIIT: High-Intensity Interval Training - treinamento intervalado de alta intensidade; MICT: Moderate Intensity Continuous Training - treinamento contínuo de moderada intensidade;ST-HIIT: HIIT de curta duração (< 12 semanas); LT-HIIT: HIIT de longa duração (≥ 12 semanas).

§ Estudo apresenta diferença média de resultados antes e após a intervenção

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Quadro B1. Avaliação da qualidade metodológica dos estudos incluídos.

Estudo Qualidade metodológica Itens que apresentaram falhas
Andreato et al., 2019 295 Baixa Crítica: Item 12: Não avaliou o impacto do risco de viés dos estudos incluídos na meta-análise Não críticas: Itens 3, 7, 10: Não reportados Item 8: Relato parcial Item 15: Não avaliou o risco de viés de publicação, mas provavelmente baixo devido à busca ampla
Batacan et al., 2017 296 Criticamente baixa Críticas: Item 1: Não relatou o grupo comparador Itens 12 e 13: Não avaliou o impacto do risco de viés dos estudos incluídos na meta-análise nem discutiu seu impacto nas conclusões do estudo Não críticas: Itens 2, 3, 6, 7, 10: Não reportados
Wewege et al., 2017 297 Moderada Não críticas: Itens 2, 3, 7, 10: Não reportados
Turk et al., 2017 298 Criticamente baixa Críticas: Itens 12 e 13: Não avaliou o impacto do risco de viés dos estudos incluídos na meta-análise nem discutiu seu impacto nas conclusões do estudo Não críticas: Itens 2, 3, 6, 10, 15: Não reportados
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Quadro C1. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary Of Findings [SOF] do webapp GRADEpro).

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №depacientes №depacientes Efeito Efeito
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações o exercício físico de alta intensidade (treinamento de alta intensidade) exercício físico de baixa ou moderada intensidade Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importância
Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal)
9 ensaios clínicos randomizados muito grave a grave b não grave muito grave c nenhum 143 140 - MD 0.09 kg/m2 mais (0.15 menos para 0.32 mais) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA IMPORTANTE
Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal
11 ensaios clínicos randomizados muito grave a grave b não grave muito grave c nenhum 180 178 - MD 0.03 Kg mais (0.18 menos para 0.24 mais) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura Circunferência da cintura
5 ensaios clínicos randomizados muito grave a grave b não grave muito grave c nenhum 83 80 - MD 0.05 cm menos (1.09 menos para 1 mais) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal redução do peso corporal
13 ensaios clínicos randomizados muito grave a grave b não grave grave c nenhum 210 205 - MD 0.09 Kg mais alto (0.1 menor para 0.28 mais alto) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO

CI: Confidence interval; MD: Mean difference a. A qualidade metodológica dos estudos em geral foi baixa, avaliada pela ferramenta PEDro. b. Mesmo com o i2 baixo, os estudos apresentam tempos de seguimentos diferentes. c. Os resultados estão em direções distintas e os intervalos de confiança não são sobreponíveis.

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Quadro D1. Resumo dos principais domínios avaliados (tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA

Deve-se usar exercício físico de alta intensidade (treinamento de alta intensidade) vs. exercício físico de baixa ou moderada intensidade para perda de peso e risco cardiovascular?

POPULAÇÃO:

perda de peso e risco cardiovascular

INTERVENÇÃO:

COMPARAÇÃO:

PRINCIPAIS DESFECHOS:

AVALIAÇÃO

Problema

O problema é uma prioridade

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente ● Sim ○ Varia ○ Incerto sim A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019 sim A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019

o exercício físico de alta intensidade (treinamento de alta intensidade)

exercício físico de baixa ou moderada intensidade

Redução do IMC (Índice de massa corporal); Redução do Peso de gordura corporal; Circunferência da cintura; redução do peso corporal;

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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto Todas as 4 revisões sistemáticas apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa, contudo, Andreato et al., 2019 replicou os valores observados nos grupos controles, sem considerar o efeito ponderado para cada intervenção. Batacan et al., 2017 não apresentou comparador, utilizou dados de antes e após os exercícios físicos e Turk et al., repetiu os resultados dos estudos para as intervenções de HIT ( High Intensity Training ) e HIIT ( High Intensity Interval Training ). Dessa forma, a revisão sistemática com menos falhas metodológicas foi a de Wewege et al., 2017. Na revisão de Wewedge et al., 2017 não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para os desfechos de redução de IMC, redução do peso de gordura corporal, circunferência da cintura e redução do peso corporal. Quanto aos resultados cardiorrespiratórios, apenas as revisões de Turk et al., 2017 e Batacan et al., 2017 avaliaram esses desfechos, sendo que houve evidência de benefício de treinos em alta intensidade, independentemente do tipo e duração para o aumento do volume expiratório. Entretanto, as meta-análises apresentaram heterogeneidade entre 31 e 73%, além dos demais problemas metodológicos anteriormente citados, o que pode comprometer a capacidade de interpretação destes resultados. Todas as 4 revisões sistemáticas apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa, contudo, Andreato et al., 2019 replicou os valores observados nos grupos controles, sem considerar o efeito ponderado para cada intervenção. Batacan et al., 2017 não apresentou comparador, utilizou dados de antes e após os exercícios físicos e Turk et al., repetiu os resultados dos estudos para as intervenções de HIT ( High Intensity Training ) e HIIT ( High Intensity Interval Training ). Dessa forma, a revisão sistemática com menos falhas metodológicas foi a de Wewege et al., 2017. Na revisão de Wewedge et al., 2017 não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para os desfechos de redução de IMC, redução do peso de gordura corporal, circunferência da cintura e redução do peso corporal. Quanto aos resultados cardiorrespiratórios, apenas as revisões de Turk et al., 2017 e Batacan et al., 2017 avaliaram esses desfechos, sendo que houve evidência de benefício de treinos em alta intensidade, independentemente do tipo e duração para o aumento do volume expiratório. Entretanto, as meta-análises apresentaram heterogeneidade entre 31 e 73%, além dos demais problemas metodológicos anteriormente citados, o que pode comprometer a capacidade de interpretação destes resultados.
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ● Incerto Todas as 4 revisões sistemáticas apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa, contudo, Andreato et al., 2019 replicou os valores observados nos grupos controles, sem considerar o efeito ponderado para cada intervenção. Batacan et al., 2017 não apresentou comparador, utilizou dados de antes e após os exercícios físicos e Turk et al., repetiu os resultados dos estudos para as intervenções de HIT ( High Intensity Training ) e HIIT ( High Intensity Interval Training ). Dessa forma, a revisão sistemática com menos falhas metodológicas foi a de Wewege et al., 2017. Na revisão de Wewedge et al., 2017 não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para os desfechos de redução de IMC, redução do peso de gordura corporal, circunferência da cintura e redução do peso corporal. Quanto aos resultados cardiorrespiratórios, apenas as revisões de Turk et al., 2017 e Batacan et al., 2017 avaliaram esses desfechos, sendo que houve evidência de benefício de treinos em alta intensidade, independentemente do tipo e duração para o aumento do volume expiratório. Entretanto, as meta-análises apresentaram heterogeneidade entre 31 e 73%, além dos demais problemas metodológicos anteriormente citados, o que pode comprometer a capacidade de interpretação destes resultados. Todas as 4 revisões sistemáticas apresentaram qualidade metodológica criticamente baixa, contudo, Andreato et al., 2019 replicou os valores observados nos grupos controles, sem considerar o efeito ponderado para cada intervenção. Batacan et al., 2017 não apresentou comparador, utilizou dados de antes e após os exercícios físicos e Turk et al., repetiu os resultados dos estudos para as intervenções de HIT ( High Intensity Training ) e HIIT ( High Intensity Interval Training ). Dessa forma, a revisão sistemática com menos falhas metodológicas foi a de Wewege et al., 2017. Na revisão de Wewedge et al., 2017 não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para os desfechos de redução de IMC, redução do peso de gordura corporal, circunferência da cintura e redução do peso corporal. Quanto aos resultados cardiorrespiratórios, apenas as revisões de Turk et al., 2017 e Batacan et al., 2017 avaliaram esses desfechos, sendo que houve evidência de benefício de treinos em alta intensidade, independentemente do tipo e duração para o aumento do volume expiratório. Entretanto, as meta-análises apresentaram heterogeneidade entre 31 e 73%, além dos demais problemas metodológicos anteriormente citados, o que pode comprometer a capacidade de interpretação destes resultados.
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Certeza da Qual é a certeza Certeza da Qual é a certeza Certeza da Qual é a certeza Certeza da Qual é a certeza
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Muito baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos A qualidade geral da evidência foi muito baixa para todos os desfechos. A qualidade geral da evidência foi muito baixa para todos os desfechos. A qualidade geral da evidência foi muito baixa para todos os desfechos.
Desfechos Importância Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Redução do IMC (Índice de massa corporal) Redução do IMC (Índice de massa corporal) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
Redução do Peso de gordura corporal Redução do Peso de gordura corporal ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
Circunferência da cintura CRÍTICO Circunferência da cintura CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
redução do peso corporal CRÍTICO redução do peso corporal CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
a. A qualidade metodológica dos estudos em geral foi baixa, avaliada pela ferramenta PEDro. b. Mesmo com o i2 baixo, os estudos apresentam tempos de seguimentos diferentes. c. Os resultados estão em direções distintas e os intervalos de confiança não são sobreponíveis. a. A qualidade metodológica dos estudos em geral foi baixa, avaliada pela ferramenta PEDro. b. Mesmo com o i2 baixo, os estudos apresentam tempos de seguimentos diferentes. c. Os resultados estão em direções distintas e os intervalos de confiança não são sobreponíveis. a. A qualidade metodológica dos estudos em geral foi baixa, avaliada pela ferramenta PEDro. b. Mesmo com o i2 baixo, os estudos apresentam tempos de seguimentos diferentes. c. Os resultados estão em direções distintas e os intervalos de confiança não são sobreponíveis.
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Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

○ Importante incerteza ou variabilidade ● Possível Importante incerteza ou variabilidade ○ Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importante incerteza ou variabilidade

A preferência do indivíduo pelo tipo da intensidade de exercício pode depender das condições de capacidade física, comorbidades e sua motivação à realização das diferentes modalidades de atividade física.

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Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ● Não favorece um e nem o outro ○Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto Aparentemente, a modalidade de exercício físico de alta intensidade seja equivalente às formas convencionais de exercício físico de moderada intensidade, em pacientes com sobrepeso obesidade, para a redução do peso e prevenção do risco cardiovascular. Contudo, mediante a baixa qualidade metodológica dos estudos e a baixa certeza das evidências, não há como recomendar uma modalidade de treino em detrimento da outra. Aparentemente, a modalidade de exercício físico de alta intensidade seja equivalente às formas convencionais de exercício físico de moderada intensidade, em pacientes com sobrepeso obesidade, para a redução do peso e prevenção do risco cardiovascular. Contudo, mediante a baixa qualidade metodológica dos estudos e a baixa certeza das evidências, não há como recomendar uma modalidade de treino em detrimento da outra.
Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ○ Incerto  A preferência do indivíduo pelo tipo da intensidade de exercício pode depender das condições de capacidade física, comorbidades e sua motivação à realização das diferentes modalidades de atividade física;  Em diversas cidades estão disponíveis programas de academia ao livre ou academias da cidade, contudo, a maioria não apresenta educador físico para a orientação dos exercícios físicos.  A preferência do indivíduo pelo tipo da intensidade de exercício pode depender das condições de capacidade física, comorbidades e sua motivação à realização das diferentes modalidades de atividade física;  Em diversas cidades estão disponíveis programas de academia ao livre ou academias da cidade, contudo, a maioria não apresenta educador físico para a orientação dos exercícios físicos.
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RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequena Moderada Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderada Pequena Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possível incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DE EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nemum nem outro Provavelmente favorece a intervenão Favorece a intervenção Varia Incerta
ACEITABILIDADE Nãoo Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerta

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da inytervenção

CONCLUSÕES

Recomendação

Aparentemente, a modalidade de exercício físico de alta intensidade seja equivalente às formas convencionais de exercício físico de moderada intensidade, em pacientes com sobrepeso ou obesidade, para a redução do peso e prevenção do risco cardiovascular. Contudo, mediante a baixa qualidade metodológica dos estudos e a baixa certeza das evidências. De acordo com as evidências disponíveis, recomenda-se a prática de exercícios de intensidade moderada. O aumento da intensidade será avaliado ao longo do programa de treinamento.

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APÊNDICE 9 - PERGUNTA PICO 8

Questão de pesquisa: 'Quais os efeitos das abordagens individual ou em grupo para a perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era qualquer abordagem em grupo para perda de peso (C) era qualquer abordagem individual para perda de peso (O) Perda de peso, redução do perímetro da cintura, redução do IMC.

A. Estratégia de busca

Quadro E1. Estratégias de busca de evidências em bases de dados.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed: ((("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND ("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) AND (group versus individual OR individual versus group OR group vs individual OR individual vs group) Data do acesso: 20/12/2018 2527
EMBASE ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND ('body weight loss'/exp OR 'body weight loss' OR 'weight loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/lim AND ('group versus individual' OR 'individual versus group' OR 'group vs individual' OR 'individual vs group') AND [embase]/lim Data do acesso: 20/12/2018 21

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 2548 referências (2527 no MEDLINE e 21 no EMBASE). Destas, 24 foram excluídas por estarem duplicadas. Duas mil quinhentas e vinte e quatro referências foram triadas por meio da leitura de títulos e resumos, das quais, 13 referências tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Quatro estudos foram excluídos nessa etapa: a revisão sistemática de Paul-Ebhohimhen (2009) 299 , pois verificou-se na descrição de estudos incluídos a inclusão de estudos com objetivos e delineamentos divergentes da nossa pergunta. Os seis ensaios clínicos incluídos nesta revisão foram avaliados individualmente. Destes, dois foram excluídos, um por comparar intervenções diferentes, não sendo possível avaliar o efeito de ser em grupo ou individual, e outro pelo fato de o teste estatístico ser para o desfecho quociente de perda de peso, não sendo esse um

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desfecho analisado no presente PTC. Um terceiro ECR já constava nas buscas e estava incluído para leitura completa, os outros três ECR restantes foram então incluídos.

Por meio de leitura completa, também foi excluída a revisão sistemáticade Abbott et al., 2008 300 , pois se tratava de resumo de congresso, no qual não constavam informações essenciais sobre a metodologia empregada. Ainda, o ECR de Minniti et al., 2007 301 foi excluído, uma vez que foram comparadas intervenções diferentes, não sendo possível avaliar o efeito de ser em grupo ou individual, e o ECR de Hakala, 1993, pois não foi possível obter o artigo completo (não disponível para compra e contato com autor sem sucesso).

Após esse processo, nove referências tiveram sua elegibilidade confirmada por meio da leitura completa do estudo. Somados aos três artigos que estavam presentes na Revisão Sistemática de Paul-Ebhohimhen (2009) 299 , finalizou-se com 12 artigos,dos quais oito eram ECR, Straw, 1983 302 , Jeffery, 1983 303 , Jeffery, 1984 304 , Perri, 1997 305 , Renjilian, 2001 306 , Waleekhachonloet, 2007 307 , Weinstock, 2013 308 , Mantzios, 2014, três eram estudos de intervenção não randomizados, Wright, 1981 310 , Cresci, 2007 311 e Rigsby, 2009 312 e um pilot trial, Befort, 2010 313 . O processo de seleça6o encontra-se na Figura T.

Figura T. Fluxograma de seleção dos estudos.

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C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela B1 . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela C1. Resultados encontram-se na Tabela D1 . O risco de viés dos estudos incluídos está ilustrado na Figura U . Aavaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro F1 , que corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro G1 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela B1. Características dos estudos.

Autor Desenho do estudo Objetivo do estudo População Tipo de Abordagem Intervenção Controle Risco de Viés*
Straw e Terre, 1983 302 ECR testar a eficácia daindividualização do tratamento e da manutenção comparando três modos de tratamento comportamental Mulheres obesas: com pelo menos 35% de gordura no peso corporal (conforme determinado pela calibração cutânea usando a equação de quatro locais recomendada por Durnin& Rahaman, 1967) Terapia comportamental Abordagem da terapia padrão em grupo Dois grupos: Controle 1: tratamento padrão administrado individualmente. Controle 2: tratamento individualizado administrado individualmente. Alto Risco Não há informações sobre procedimentos de randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto, ocorreram perdas de seguimento, entretanto não há relato de tratamento estatístico específico, como análise por intenção de tratar, por exemplo.
Jeffery et al, 1983 e avaliar sistematicamente dois Remuneração pelo desempenho do grupo Remuneração pelo desempenho individual Alto Risco Não há informações sobre procedimentos de randomização e sigilo de alocação. Estudo
1984 303,304 ECR aspectos de sistemas de incentivo artificial na redução de peso. 120% de peso ideal Estímulo Financeiro Intervenção 1: $30 Intervenção 2: $150 Intervenção 3: $300 Controle 1: $30 Controle 2: $150 Controle 3: $300 aberto, ocorreram perdas de seguimento, entretanto não há relato de tratamento estatístico específico, como análise por intenção de tratar, por exemplo.
Wright, Wood e Hale, 1981 310 Ensaio Clínico comparar, principalmente por medidas antropométricas, aresposta a um programa estruturado de educação nutricional fornecido por Pacientes do sexo masculino com excesso de peso, internados na unidade Alto Risco Apresentou comprometimento nos domínios:
(Não- randomizado) um nutricionista utilizando três níveis diferentes de tempo deenvolvimento com os pacientes, educação individual do paciente, educação em grupo e emissão apenas de material escrito coronariana com diagnóstico de infarto do miocárdio, com menos de 65 anos, que falassem inglês e residissem na região metropolitana Programa de Educação Nutricional Orientação nutricional em grupo Orientação Nutricional Individual representatividade daamostra, avaliação dos resultados e acompanhamento dos participantes.
investigar a eficácia comparativa do exercício em grupo versus o Pacientes mulheres com idade entre 40a 60 anos, IMC entre 27 e 45 kg/m 2 ,que não realizavam uma rotina regularde Tratamento comportamental para Risco incerto Não há informações sobre procedimentos de randomização
Perri et al., 1997 305 ECR domiciliar em uma amostra de mulheres obesas sedentárias de meia-idade, submetidas a tratamento exercícios aeróbicos e tivessem a aprovação de um médico para participar de uma intervenção de dieta mais exercício físico perda de peso mais grupo exercício individual ouem Exercícioem grupo Exercício individual

de perda de peso comportamental

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e sigilo de alocação. Estudo aberto, ocorreram perdas de e sigilo de alocação. Estudo aberto, ocorreram perdas de seguimento e não ficou claro como os dados foram tratados na análise.
Renjilian et al., 2001 306 ECR testar se a correspondência entre pessoas obesas e sua preferênciapor Pacientes adultos com idade entre 21 e 59 anos, com IMC de 28 a 45 kg/m 2 , que Sessões de treinamento cognitivo- Tratamento em grupo Divididos em dois Tratamento individual Divididos em dois grupos: Alto Risco
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Autor Desenho do Objetivo do estudo População Tipo de Abordagem Intervenção Controle Risco de Viés*
estudo tratamento em grupo ou individual melhoraria o resultado da perda de peso estivesse em boa saúde e apresentassem aprovação de um médico para participar de uma intervenção de dieta mais exercício comportamental padrão para controle de peso grupos: Intervenção 1- queriam ser alocados no tratamento em grupo Intervenção 2- não queriam ser alocados no tratamento em grupo Controle 1- queriam ser alocados no tratamento individual Controle 2- não queriam ser alocados no tratamento individual Não há informações sobre procedimentos de randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto, ocorreram perdas de seguimento, entretanto nãohá relato de tratamentoestatístico específico, como análise por intenção de tratar, por exemplo.
Cresci et al., 2007 311 Ensaio Clínico (Não- randomizado) em grupo para o tratamento da obesidade, em comparação comum programa semelhante aplicado em ambiente individual avaliar a viabilidade e eficáciadeum programa cognitivo-comportamental obesidade no ambulatório de Doenças do Metabolismo da Universidade de Florença, com IMC >30 kg/m 2 , residência a 40km da clínica e apresentassem consentimento Pacientes do sexo feminino encaminhadas para tratamento de Programa cognitivo- comportamental Abordagem em grupo Abordagem individual nos domínios: representatividade daamostra, avaliação dos resultados e acompanhamento dos participantes. Alto Risco Apresentou comprometimento
Waleekhachonloet et al., 2007 307 ECR Paralelo, aberto, randomizado de não inferioridade comparar a terapiacomportamental em grupo com terapia comportamental individual, para promover a dieta saudável e o controle de peso em mulheres com sobrepeso e obesidade em comunidades rurais Pacientes mulheres de 20 a 60 anos de idade, com IMC de pelo menos 25kg/m 2 , com intenção de controlar o peso eseguir um protocolo de estudo, com estilo de vida ativo Terapia comportamental Abordagem em grupo Abordagem individual Risco incerto Não há informações sobre procedimentos de randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto.
Rigsby, Gropper e Gropper, 2009 312 Intervencional (Não- randomizado) avaliar um programa de perda de peso no local de trabalho em que algumas mulheres tentaram perder peso como parte de um grupo, enquanto outras participaram individualmente Pacientes adultos com IMC ≥ 28kg/m 2 , sem nenhuma desordem alimentar associada Programa para perda de peso estimulada por competição Abordagem em grupo Abordagem individual Alto Risco Apresentou comprometimento nos domínios: representatividade da amostra, avaliação dos resultados e acompanhamento dos participantes.
examinar os efeitos de umprograma de perda de peso comportamental entregue a mulheres rurais emdois Pacientes mulheres com idade entre 22 a 65 anos, residentes em área rural, com IMC entre 25 e 44,9 kg/m 2 , que falassem inglês, com peso estável, sem estar ou com intenção de engravidar, sem doença Terapia comportamental com Baixo Risco
Befort et al., 2010 313 pilot trial formatos: aconselhamento por telefone individual e orientaçãopor telefone em grupo cardíaca instável, insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar grave, em tratamento de câncer, capaz de andar rapidamente sem ajuda por pelo menos 10 min, sem abuso de aconselhamento por telefone para perda de peso Abordagem em grupo bordagem individual

substâncias, com

A

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Estudo aberto.

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Autor Desenho do estudo Objetivo do estudo População Tipo de Abordagem Intervenção Controle Risco de Viés*
telefone de trabalho ou número de telefone residencial e sem restrições dietéticas
Weinstock et al., 2013 308 ECR comparar uma tradução do Programa de Prevenção de Diabetes (PPD) usando chamadas individuais versus chamadas em conferência feita pela equipe de provedor de cuidados primários no resultado da perda percentual de peso Pacientes maiores de 18 anos, presença de síndrome metabólica e IMC ≥30 kg/m 2 Intervenção no estilo de vida por telefone Abordagemem grupo Abordagem individual Risco Incerto Não há informações sobre procedimentos para sigilo de alocação. Estudo aberto.
avaliar se praticar atenção plena individualmente é tão eficaz quanto nas configurações de grupo para Meditação Mindfulness Risco Incerto Não há informações sobre
Mantzios e Giannou, 2014 309 ECR ajudar na perda de peso, bem como explorar os níveis de atenção, capacidade cognitivo- comportamental de evitar alimentos e controlar impulsividade NR (Atenção Plena - nome utilizado no Brasil) Abordagem em grupo Abordagem individual procedimentos de randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto.

Legenda: ECR - Ensaio Clínico Randomizado. NR - Não relatado

Tabela C1. Características da população.

Autor Tipo de Abordagem Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade intervenção media (DP) Idade controle média (DP) N (%) sexo feminino (intervenção/ controle) Tempo de seguimento
Dois grupos:
Straw e Terre, 1983 302 Terapia comportamental Abordagem da terapia padrão em grupo Controle 1: tratamento padrão administrado individualmente. Controle individualizado administrado individualmente.
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NR

NR

NR

52 semanas

NR

NR

Página 220

219

Autor Tipo de Abordagem Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade intervenção media (DP) Idade controle média (DP) N (%) sexo feminino (intervenção/ controle) Tempo de seguimento
Jeffery et al, 1983 e 1984 303,304 Estímulo Financeiro Remuneração pelo desempenho do grupo Intervenção 1: $30 Intervenção 2: $150 Intervenção 3: $300 Remuneração pelo desempenho individual Controle 1: $30 Controle 2: $150 Controle 3: $300 $30 - 17 $150 - 14 $300 - 13 $30 - 16 $150 - 15 $300 - 14 $30 - 54,1 $150 - 50,5 $300 - 53,8 $30 - 52,0 $150 - 53,8 $300 - 52,4 NR 52 semanas
Wright, Wood e Hale, Programa de Educação Orientação nutricional em educação individual - 13
1981 310 Nutricional grupo Orientação Nutricional Individual 13 educação com material de leitura - 13 NR NR NR 52 semanas
Perri et al., 1997 305 Tratamento comportamental para perda de peso mais exercício individual ou em grupo Exercícioem grupo Exercício individual 25 23 48,72(6,18) 48,91(4,97) NR 12 meses
Renjilian et al., 2001 306 Sessões de treinamento cognitivo- comportamental padrão para controle de peso Tratamento em grupo Divididos em dois grupos: Intervenção 1- queriam ser alocados no tratamento em grupo Intervenção 2- não queriam ser alocados no tratamento em grupo Tratamento individual Divididos em dois grupos: Controle 1- queriam ser alocadosno tratamento individual Controle 2- não queriam ser alocados no tratamento individual Prefere em grupo - 20 Não prefere em grupo - 20 Prefere individual - 19 Não prefere individual - 16 Prefere em grupo - 44,20(9,70) Não prefere em grupo - 47,44(6,30) Prefere individual - 46,53(9,22) Não prefere individual - 45,44(10,85) Prefere em grupo - 18(90) Não prefere em grupo - 17(85) Prefere individual - 14(73,7) Não prefere individual - 12(75) 6 meses
Cresci et al., 2007 311 Programa cognitivo- Abordagem em grupo Abordagem individual 84 57 NR NR NR 36 meses
Waleekhachonloet et comportamental Terapia Abordagem em grupo Abordagem individual 65 67 38,28(8,15) 38,60(7,66) NR 3 meses
al., 2007 307 Rigsby, Gropper e Gropper, 2009 312 comportamental Programa para perda de peso estimulada por competição Abordagem em grupo Abordagem individual 42 30 35,31(10,83) 39,53(9,51) NR 8 semanas
Befort et al., 2010 313 Terapia comportamental com aconselhamento por Abordagem em grupo Abordagem individual 16 18 47,6(12,5) 48,4(10,9) NR 6 meses
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Autor Tipo de Abordagem Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade intervenção media (DP) Idade controle média (DP) N (%) sexo feminino (intervenção/ controle) Tempo de seguimento
telefone para perda de peso
Weinstock et al., 2013 308 vida por telefone intervenção no estilo de Abordagem em grupo Abordagem individual 128 129 52,7(12,8) 50,7(13,1) 92(71,9)/ 101(78,3) 2 anos
Mantzios e Giannou, 2014 309 utilizado no Brasil) Meditação Mindfulness (Atenção Plena - nome Abordagem em grupo Abordagem individual 76 76 22,42(4,09) 23,38(4,77) NR 6 semanas

NR - Não relatado

Tabela D1. Desfechos de eficácia.

Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência abdominal Valor de p
Straw e Terre, 1983 302 Abordagem da terapia padrão em grupo Dois grupos: Controle 1: tratamento padrão administrado individualmente. Controle 2: tratamento individualizado administrado NR NR Pesos médios (DP) em lb 1 libra = 0,453592 Kg Grupo Intervenção Peso inicial: 187,75 (30,79) Perda após o tratamento: -7,25 (6,77) Período de manutenção: -3,42 (6,79) Controle 1 (padrão-individual) Peso inicial: 191,21 (36,41) Perda após o tratamento: -9,32 (6,91) Período de manutenção: +4,58 (13,24) Controle 2 (individualizado-individual) Peso inicial: 188,36 (32,32) Perda após o tratamento: -7,82 (7,35) A diferença entre os grupos de tratamento na fase de manutenção foi p <0,05 NR NR
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Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência abdominal Valor de p
Jeffery et al, 1983 e 1984 303,304 Remuneração pelo desempenho do grupo Intervenção 1: $30 Intervenção 2: $150 Intervenção 3: Remuneração pelo desempenho individual Controle 1: $30 Grupo Intervenção 1 IMC inicial: 30,5 Grupo Intervenção 2 IMC inicial: 31,8 Grupo Intervenção 3 IMC inicial: 32,8 Grupo Controle 1 IMC inicial: 31,0 Grupo Controle 2 IMC inicial: 32,3 Grupo Controle 3 IMC inicial: 32,7 NR Peso em lb Grupo Intervenção 1 Peso inicial: 205,18 Perda após o tratamento: -23,42 Pós-tratamento-3 meses: -19,22 Pós-tratamento-12 meses: -11,81 Peso após 24 meses: 198,3 Grupo Intervenção 2 Peso inicial: 219,1 Perda após o tratamento: -24,87 Pós-tratamento-3 meses: -18,51 Pós-tratamento-12 meses: -16,29 Peso após 24 meses: 209,3 Grupo Intervenção 3 Peso inicial: 231,1 Perda após o tratamento: -32,14 Pós-tratamento-3 meses: -24,64 Pós-tratamento-12 meses:13,76 Peso após 24 meses: 223,5 Grupo Controle 1 Peso inicial: 211,9 Perda após o tratamento: -27,82 Pós-tratamento-3 meses: -24,75 Pós-tratamento-12 meses: -18,84 Peso após 24 meses: 196,9 Grupo Controle 2 Peso inicial: 226,8 Perda após o tratamento: -27,82 Pós-tratamento-3 meses: -24,75 Pós-tratamento-12 meses: -18,84 Peso após 24 meses: 210,6 Grupo Controle 3 Peso inicial: 237,8 Perda após o tratamento: -31,77 o diferencial atribuível a contratos de grupo versus contratos individuais permaneceu estatisticamente significativo durante todo o período analisado NR NR
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Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência abdominal Valor de p
Wright, Wood e Hale, 1981 310 Orientação nutricional em grupo Orientação Nutricional Individual NR NR Peso corporal em Kg Grupo Intervenção: Média (DP) do peso inicial foi de 86,9 (8,8) Após 12 semanas: 77,8 (6,3) Após 52 semanas: 77,3 (5,0) Em 52 semanas houve uma redução média (DP) de -7,5 (5,1) (p <0,01) Grupo Controle: Média (DP) do peso inicial foi de 82,9 (8,7) Após 12 semanas: 76,3 (8,0) Após 52 semanas: 74,3 (6,9) Em 52 semanas houve uma reduçãomédia (DP) de -8,1 (2,0) (P <0,001) p<0,01 para a variação p<0,001 para a variação Circunferência Abdominal em cm Grupo Intervenção: Média (DP) inicial foi de 100,0 (5,1) Após 12 semanas: 91,1 (6,4) Após 52 semanas: 91,9 (6,8) Em 52 semanas houve uma redução média (DP) de -7,1 (6,5) Grupo Controle: Média (DP) inicial foi de 97,7 (6,5) Após 12 semanas: 90,4 (7,5) Após 52 semanas: 90,8 (8,2) Em 52 semanas houve uma redução média (DP) de -6,4 (3,9) NR
Perri et al., 1997 305 Exercícioem grupo Exercício individual Grupo Intervenção: Média (DP) do IMC inicial foi de 34,04 (4,54) Grupo Controle: Média (DP) do IMC inicial foi de 33,10 (2,85) Variação e IMC final não reportados NR Grupo Intervenção: Média (DP) do peso inicial foi de 89,1 (11,71) Variação em 6 meses: média (DP) de -9,35 (5,24) Variação em 15 meses: média (DP) de -7,01 (8,23) Grupo Controle: Média (DP) do peso inicial foi de 87,14 (6,29) Variação em 6 meses: média (DP) de -10,40 (6,29) Variação em 15 meses: média (DP) de - 10,65 (8,99) NR NR NR
Renjilian et al., 2001 306 Tratamentoem grupo Divididos em dois Tratamento individual Divididos em dois grupos: Grupo Intervenção 1: Média (DP) do IMC inicial foi de 37,19 (4,11) NR Peso corporal em Kg Grupo Intervenção 1: NR NR NR
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Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência abdominal Valor de p
grupos: Intervenção 1- queriam ser alocados no tratamento em grupo Intervenção 2- não queriam ser alocados no tratamento em grupo Controle 1- queriam ser alocados no tratamento individual Controle 2- não queriam ser alocados no tratamento individual Média (DP) do IMC final foi de33,08 (4,08) Média (DP) da mudança no IMC-4,11 (1.57) Grupo Intervenção 2: Média (DP) do IMC inicial foi de36,01 (4,36) Média (DP) do IMC final foi de31,76 (4,02) Média (DP) da mudança no IMC-4,25 (2,11) Grupo Controle 1: Média (DP) do IMC inicial foi de 35,84 (4,52) Média (DP) do IMC final foi de 32,78 (4,54) Média (DP) da mudança no IMC -3,06 (1,05) Grupo Controle 2: Média (DP) do IMC inicial foi de 35,66 (4,12) Média (DP) do IMC final foi de 32,19 (4,60) Média (DP) da mudança no IMC -3,47 (1,20) Média (DP) do peso inicial foi de98,38 (11,14) Média (DP) do peso final foi de87,53 (11,26) Média (DP) da mudança no peso: -10,85 (4,06) Grupo Intervenção 2: Média (DP) do peso inicial foi de94,28 (13,72) Média (DP) do peso final foi de83,11 (12,29) Média (DP) da mudança no peso: -11,19 (5,6) Grupo Controle 1: Média (DP) do peso inicial foi de98,86 (15,73) Média (DP) do peso final foi de90,38 (15,09) Média (DP) da mudança no peso: -8,48 (3,00) Grupo Controle 2: Média (DP) do peso inicial foi de96,86 (13,98) Média (DP) do peso final foi de87,24 (13,02) Média (DP) da mudança no peso: -9,61 (4,17)
Cresci et al., 2007 311 Abordagem em grupo Abordagem individual Abordagem em grupo: O IMC reduziu de 37,0 para 36,7 kg/m2 após 6meses do início do tratamento. Abordagem individual: O IMC reduziu de 37,6 para 36,9 kg/m2 após 6meses do início do tratamento. p<0,05 p<0,05 NR NR NR NR
Waleekhachonloet et al., 2007 307 Abordagem em grupo Abordagem individual IMC (kg/m 2) Os dados são expressos como médias ajustadas (S.E.) Abordagem em grupo Inicial 28,81 (0,31) P < 0,01 para a diferença da linha de base dentro do grupo. Peso em Kg Os dados são expressos como médias ajustadas (S.E.) Abordagem em grupo Inicial 69,73 (0,91) P < 0,01 para a diferença da linha de base dentro do grupo. Circunferência abdominal em cm Os dados são expressos como médias ajustadas (S.E.) P < 0,01 para a diferença da linha de base dentro do grupo.
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Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência Valor de p
Mês 3: -1,10 (0,16) Mês 6: -1,71 (0,21) Mês 12: -1,09 (0,24) Abordagem individual Inicial 28,93 (0,39) Mês 3: -0,98 (0,15) Mês 6: -1,58 (0,21) Mês 12: -0,97 (0,24) Mês 3: -2.68 (0,38) Mês 6: -4,18 (0,51) Mês 12: -2.67 (0,58) Abordagem individual Inicial 70,13 (0,93) Mês 3: -2,38 (0,37) Mês 6: -3,83 (0,51) Mês 12: -2,36 (0,58) Perda de peso (%) Os dados são expressos como médias ajustadas (S.E.) Abordagem em grupo Mês 3: 3,76 (0,53) Mês 6: 5,88 (0,69) Mês 12: 3,70 (0,79) Abordagem individual Mês 3: 3,37 (0,52) Mês 6: 5,38 (0,68) Mês 12: 3,19 (0,78) Abordagem em grupo Inicial 95,34 (0,91) Mês 3: -5,75 (0,72) Mês 6: -6,80 (0,76) Mês 12: -4,57 (0,82) Abordagem individual Inicial 94,60 (0,93) Mês 3: -5,16 (0,71) Mês 6: -6,33 (0,74) Mês 12: -3,30 (0,81) abdominal
Rigsby, Gropper e Gropper, 2009 312 Abordagem em grupo Abordagem individual Abordagem em grupo Média(DP): Inicial 32,3 (9,8) Final 30,9 (9,8) Redução de -1,3 (1,1) Redução do IMC como porcentagem do IMC inicial (%): 4,3 (3,7) Abordagem individual Média(DP): Inicial 34,6 (8,4) Final 33,8 (8,3) Redução de 0,7 (1,1) Redução do IMC como porcentagem do IMC inicial (%): 2,2 (3,4) p=0,025 comparando os grupos em relação à redução de IMC. p=0,016 comparando os grupos em relação à redução percentual do IMC. Abordagem em grupo Média (DP), peso expresso em lb: Inicial 197,1 (57,0) Final 189,5 (56,8) Redução de -7,6 (1,1) Redução de peso em percentagem do peso inicial (%): 4,0 (3,7) Abordagem individual Média (DP), peso expresso em lb: Inicial 205,2 (50,4) Final 201,2 (50,0) Redução 4,2 (6,4) Redução de peso em percentagem dopeso inicial (%): 1,9 (3,4) p=0,036 comparando os grupos em relação à redução do peso. p=0,015 comparando os grupos em relação ao percentual de peso perdido. NR NR
Abordagem em Grupo Intervenção Média (DP) da mudança de peso (Kg): p<0,01 para a diferença após 24
Befort et al., 2010 313 grupo Abordagem individual NR NR Após 16 semanas: -13,54 (3,83) Após 24 semanas: -14,91 (4,44) p <0,01 semanas de NR NR

tratamento

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Legenda: ECR - Ensaio Clínico Randomizado. NR - Não relatado. Lb - libras

Autor, ano Intervenção Controle Desfecho do Índice deMassa Corporal Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho da Circunferência abdominal Valor de p
Weinstock et al., 2013 308 Abordagem em grupo Abordagem individual Grupo Intervenção: Redução média no IMC em 12 meses: - 1,74 Redução média no IMC em 24 meses: - 2,1 Grupo Controle: Redução média no IMC em 12 meses: - 1,7 Redução média no IMC em 24 meses: - 0,8 NR Após 24 semanas: -9,53 (5,20) p <0,01 Peso em Kg Grupo Intervenção: Redução percentual média (DP, p-valor) no peso em 6 meses: -4,0% (14,8%, p <0,001) Redução percentual média (DP) no peso em 12 meses: - 4,5% (20,3%, p <0,001) Redução percentual média (DP) no peso em 24 meses: -5,6% (26,8%, p <0,001). Grupo Controle: Redução percentual média (DP, p-valor) no peso em 6 meses: -3,9% (15,2%, p <0,001) Redução percentual média (DP, p-valor)no peso em 12 meses: - 4,2% (16,9%, p<0,001) Redução percentual média (DP, p-valor) no peso em 24 meses: -1,8 %(18,6%, p = 0,046) Circunferência abdominal em cm: Grupo Intervenção: Redução média (DP) em 12 meses: -4,5 (19,5) Redução média (DP) em 24 meses: -3,1 (15,5) Grupo Controle: Redução média (DP) em 12 meses: -5,0 (19,4) Redução média em 24 meses: -2,4 (15,5) A diminuição média da circunferência da cintura não diferiu significativamente entre os dois braços.
Mantzios e Giannou, 2014 309 Abordagem em grupo Abordagem individual Grupo Intervenção Média (DP) do IMC: Inicial: 28,54 (1,56) Após 6 semanas: 27,51 (1,96) Grupo Controle Média (DP) do IMC: Inicial: 28,94 (1,55) Após 6 semanas: 28,59 (1,94) NR Grupo Intervenção Média (DP) de peso (Kg): Inicial: 88,79 (12,72) Após 6 semanas: 86,96 (12,29) Grupo Controle Média (DP) de peso (Kg): Inicial: 93,78 (11,51) Após 6 semanas: 93,26 (11,67) NR NR NR

Figura U . Sumário do risco de viés: julgamento dos revisores sobre cada item do risco de viés para cada ensaio clínico randomizado incluído.

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Quadro F1. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos (Summary of Findings (SoF) do webapp Grade PRO).

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas) Redução de peso (seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas)
10 8 ensaios clínicos randomizados 2 ensaios clínicos não randomizados muito grave a grave b não grave grave c nenhum Dos estudos incluídos, quatro estudos favorecerem a abordagem individual, seis favoreceram a abordagem em grupo e umestudo não apresentou diferença entre as intervenções. Pôde-se observar que ambas intervenções (em grupo ou individual) reduzem o peso, no entanto não há como avaliar qual das duas é a mais efetiva. O risco de viésem geral dos estudos foi considerado alto risco ou risco incerto. Apesar de a maioria dos estudos serem randomizados, eles não relataram como foi feita a randomização e sigilo de alocação. A maioria dos estudos eram abertos, ocorreram perdas de seguimento, entretanto não há relato de tratamento estatístico específico, como análise por intenção de tratar, por exemplo. Em relação ao domínio cegamento o risco foi incerto em todos os estudos, o cegamento dos pacientes e dos profissionais foi comprometido em todos (eramabertos). Entretanto, considerando as intervenções em questão, o cegamento era algo impossível tecnicamente. Considerando ainda os desfechos avaliados, foi consideradocomo incerto o risco da ausência de cegamento sobre os resultados. No domínio relato seletivo, tomou-se por padrão conferir os resultados apresentados com o proposto previamenteem protocolo publicado. Artigos cujo protocolo não foi identificado foram classificados como 'risco incerto'. Entre os estudos avaliados, em alguns, a magnitude do efeito favoreceu a intervençãoem grupo, enquanto que em outros estudos foi favorecida a intervenção individual. Assim, não é possível avaliar qual o real efeito da intervenção avaliada (abordagem em grupo). Da mesma forma, muitos estudos avaliaram umnúmero pequeno de participantes. Os estudos foram considerados heterogêneos devido à diferença na população avaliada (alguns estudos avaliaram somente homens,em outros somente mulheres), os tipos de intervenções analisadas também diferiram entre os estudos, apesar de avaliar intervençãoem grupo versus individual (terapia cognitivo comportamental, meditação, terapia nutricional, exercício físico), o que pode levar a resultados diferentes. Os tempos de seguimento também foram diferentes entre osestudos. Além disso, cada estudo utilizou critérios de inclusãoem relação ao IMC diferentes entre si, o que também pode ter favorecido a heterogeneidade entre eles. ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos) Redução de IMC (seguimento: variação 6 semanas para 2 anos)
6 4 ensaios clínicos randomizados 2 ensaios clínicos não randomizados muito grave a grave b não grave grave d nenhum Dos seis estudos que avaliaram esse desfecho, quatro favoreceram a abordagem em grupo, um favoreceu a abordagem individual e um não houve diferença entre as abordagens. Apesar dos estudos objetivarem avaliar a diferença entre intervenção em grupo e intervenção individual, o tipo de intervenção variou muito entre os mesmos. Não é possível atribuir o efeito redução do IMC ao fato de ser grupo ou individual, pois a redução pode ter ocorrido em razão do tipo de intervenção utilizada (orientação nutricional versus prática de exercícios, por exemplo. Devido à alta heterogeneidade, não é possível avaliar se a intervenção é mais eficaz na redução do IMC que a abordagem individual. ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
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Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Impacto Certeza Importância
3 2 ensaios clínicos randomizados 1 ensaio clínico não randomizado muito grave a grave b não grave grave d nenhum Dos três estudos, dois favoreceram a abordagem em grupo e um a abordagem individual. UmECR avaliou o efeito da orientação nutricional e mostrou resultados que favoreceram a abordagem em grupo. Após 12 meses de seguimento, quem participou da intervenção em grupo teve uma redução média (SE) de -4,57cm (0,82) de circunferência abdominal, enquanto quem participou da intervenção individual teve uma perda média (SE) de -3,30 cm (0,81). Umestudo clínico não-randomizado avaliou o efeito do contato telefônico para mudança de estilo de vida e mostrou que os resultados favoreceram a abordagemem grupo. Em 52 semanas quem participou da abordagem em grupo teve uma redução média (DP) de -7,1 cm (6,5) cm na circunferência abdominal, enquanto quem participou da abordagem individual teve uma redução média (DP) de -6,4 cm (3,9) na circunferênciaabdominal. UmECR avaliou o efeito da terapia comportamental e mostrou resultados que favoreceram a intervenção individual. Após 12 meses de seguimento, quem participou da intervençãoem grupo teve uma redução média (DP) de -4,5 cm (19,5) na circunferência abdominal, enquanto quem participou da intervenção individual, - 5,0cm (19,4). Considerando essas diferenças entre os estudos, não é possível afirmar que a redução se deve à intervenção em grupo ou individual ou se a diferença foi em razão do tipo de intervenção realizada por cada estudo em particular. ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO

EXPLICAÇÕES

  • a. Estudos com alto risco ou risco incerto. Não relataram como foi feita a randomização, estudos abertos, ocorreram perdas de seguimento e sem relato de análise por intenção de tratar. Cegamento dos profissionais foi comprometido em todos.
  • b. Alta heterogeneidade entre os estudos, diferentes tempos de seguimento e diferentes critérios de inclusão.
  • c. Não foi possível avaliar o efeito da intervenção.
  • d. Considerada a imprecisão alta devido às diferenças nos resultados.

Quadro G1. Sumarização das evidências para tomada de decisão ( Evidence to Decision table (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA

Deve-se usar Abordagem individual vs. abordagem em grupo para perda de peso em Kg?

POPULAÇÃO

perda de peso em Kg

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INTERVENÇÃO Abordagem individual
COMPARAÇÃO abordagem em grupo
DESFECHOS PRINCIPAIS Perda de peso (Kg); Redução de IMC (Kg/m2); Redução do perímetro da cintura (cm);
CENÁRIO Qualquer intervenção em grupo ou individual para a perda de peso, desde que a intervenção fosse a mesma em ambos os grupos e a diferença seja atribuída apenas ao fato de ser em grupo ou individual

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade? Problema O problema é uma prioridade? Problema O problema é uma prioridade?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável.  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável.
Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ○Pequeno ● Moderado ○ Grande ○ Variável IMPORTANTE: Numa análise geral, ambas as abordagens, independente do teste estatístico para diferença entre elas, promovem redução de peso, IMC e circunferência abdominal. Abaixo estão detalhadas as comparações quanto a superioridade de uma abordagem em relação à outra. IMPORTANTE: Numa análise geral, ambas as abordagens, independente do teste estatístico para diferença entre elas, promovem redução de peso, IMC e circunferência abdominal. Abaixo estão detalhadas as comparações quanto a superioridade de uma abordagem em relação à outra.
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○ Incerto

Desfecho Primário: Perda de peso

Terapias psicológicas (individual versus Grupos)

  •  A maioria dos estudos avaliados mostrou que, em pelo menos um período de avaliação, geralmente o mais precoce, os tratamentos psicológicos em grupo apresentaram melhores resultados que os tratamentos individuais. Apenas um estudo mostrou superioridade da terapia individual. O restante dos estudos não exibiu diferenças entre as modalidades individual e em grupo. No entanto, cabe destacar que a qualidade geral da evidência é muito baixa, com alto risco de viés.

Exercício físico (Individual versus Grupos)

  •  Maior perda de peso para o grupo que realizou sessões individuais, porém não foi relatada diferença estatisticamente significante.

Educação nutricional (Individual Versus grupos)

  •  Apenas um estudo avaliou essa comparação para o desfecho perda de peso. Os resultados favoreceram a educação nutricional em grupo.

Múltiplas intervenções combinadas (individual versis Grupos)

  •  O único estudo avaliado mostrou que o a abordagem em grupo foi superior.

Desfecho: IMC

Terapias psicológicas (individual versus Grupos)

  •  Apenas um dos quatro estudos avaliados mostrou, claramente, a superioridade da abordagem em grupo. Os demais sugerem que ambas as abordagens promovem perda de peso significante, porém não diferenciaram as modalidades.

Múltiplas intervenções combinadas (Individual versus grupos)

  •  O único estudo avaliado mostrou que houve superioridade da abordagem em grupo.

Desfecho: Redução da circunferência da cintura

Terapias psicológicas (individual versus Grupos)

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  •  Um dos estudos avaliados mostrou superioridade da terapia em grupo em 6 e 12 meses, se comparada à abordagem individual. O outro estudo relatou não haver diferença na redução da circunferência da cintura entre grupos, mas não forneceu resultado de teste estatístico.

Exercício físico (Individual versus Grupos)

  •  Todos os grupos levaram a uma redução da circunferência da cintura, mas não foi relatada a significãncia estatística para a diferença entre as abordagens em grupo e individual.

Efeitos Indesejáveis

Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ● Incerto IMPORTANTE: Numa análise geral, ambas as abordagens, independente do teste estatístico para diferença entre elas, promovem redução de peso, IMC e circunferência abdominal. Abaixo estão detalhadas as comparações quanto a superioridade de uma abordagem em relação à outra. Desfecho Primário: Perda de peso Terapias psicológicas (individual versus Grupos)  A maioria dos estudos avaliados mostrou que,em pelo menosum período de avaliação, geralmente o mais precoce, os tratamentos psicológicosem grupo apresentaram melhores resultados que os tratamentos individuais. Apenas um estudo mostrou superioridade da terapia individual. O restante dos estudos não exibiu diferenças entre as modalidades individual e em grupo. No entanto, cabe destacar que a qualidade geral da evidência é muito baixa, com alto risco deviés. Exercício físico (Individual versus Grupos)  Maior perda de peso para o grupo que realizou sessões individuais, porém não foi relatada diferença estatisticamentesignificante. IMPORTANTE: Numa análise geral, ambas as abordagens, independente do teste estatístico para diferença entre elas, promovem redução de peso, IMC e circunferência abdominal. Abaixo estão detalhadas as comparações quanto a superioridade de uma abordagem em relação à outra. Desfecho Primário: Perda de peso Terapias psicológicas (individual versus Grupos)  A maioria dos estudos avaliados mostrou que,em pelo menosum período de avaliação, geralmente o mais precoce, os tratamentos psicológicosem grupo apresentaram melhores resultados que os tratamentos individuais. Apenas um estudo mostrou superioridade da terapia individual. O restante dos estudos não exibiu diferenças entre as modalidades individual e em grupo. No entanto, cabe destacar que a qualidade geral da evidência é muito baixa, com alto risco deviés. Exercício físico (Individual versus Grupos)  Maior perda de peso para o grupo que realizou sessões individuais, porém não foi relatada diferença estatisticamentesignificante.
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  •  Apenas um estudo avaliou essa comparação para o desfecho perda de peso. Os resultados favoreceram a educação nutricional em grupo.

Múltiplas intervenções combinadas (individual versis Grupos)

  •  O único estudo avaliado mostrou que o a abordagem em grupo foi superior.

Desfecho: IMC

Terapias psicológicas (individual versus Grupos)

  •  Apenas um dos quatro estudos avaliados mostrou, claramente, a superioridade da abordagem em grupo. Os demais sugerem que ambas as abordagens promovem perda de peso significante, porém não diferenciaram as modalidades.

Múltiplas intervenções combinadas (Individual versus grupos)

  •  O único estudo avaliado mostrou que houve superioridade da abordagem em grupo.

Desfecho: Redução da circunferência da cintura

Terapias psicológicas (individual versus Grupos)

  •  Um dos estudos avaliados mostrou superioridade da terapia em grupo em 6 e 12 meses, se comparada à abordagem individual. O outro estudo relatou não haver diferença na redução da circunferência da cintura entre grupos, mas não forneceu resultado de teste estatístico.

Exercício físico (Individual versus Grupos)

  •  Todos os grupos levaram a uma redução da circunferência da cintura, mas não foi relatada a significãncia estatística para a diferença entre as abordagens em grupo e individual.
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Certeza da Evidência

Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

A qualidade geral da evidência, independentemente dos desfechos, foi muito baixa. Isso se deve ao alto risco de viés apresentado, à heterogeneidade das intervenções e populações; tempos de seguimento distintos, imprecisão nas estimativas.

Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Perda de peso (Kg) seguimento: variação 6 semanas para 52 semanas CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
Redução de IMC (Kg/m2) seguimento: variação 6 semanas para 2 anos CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,c,d
Redução do perímetro da cintura (cm) seguimento: variação 2 anos para 3 anos CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,c,d
  • a. Alta heterogeneidade entre os estudos, diferentes tempos de seguimento e diferentes critérios de inclusão.
  • b. Não foi possível avaliar o efeito da intervenção
  • c. Estudos com alto risco ou risco incerto. Não relataram como foi feita a randomização, estudos abertos, ocorreram perdas de seguimento e sem relato de análise por intenção de tratar. Cegamento dos profissionais foi comprometido em todos
  • d. Considerada a imprecisão alta devido às diferenças nos resultados.
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Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Importante incerteza ou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ou variabilidade

  • Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importante incerteza ou variabilidade

Os desfechos foram positivos para perda de peso, independentemente, da abordagem utilizada. Em alguns casos houve superioridade das modalidades em grupo. Como foram avaliadas intervenções diferentes, o nível de valor atribribuído pelas pessaos deve levar em conta a disponibilidade da intervenção (nutrição, exercício, terapia pesicológica ou a combinação delas) e as possíveis limitações econômicas e físicas que os participantes possam, eventualmente, ter.

A vontade do indivíduo em participar em contraste ao resultado

O individualismo e o coletivismo tornaram-se o principal meio de comparação entre sociedades em psicologia intercultural e outras disciplinas comparadas. Algumas sociedades, em grande parte não asiáticas, concentram-se na natureza coletiva da obrigação social, enquanto a psicologia ocidental tradicional se concentra na primazia do indivíduo (1).

O coletivismo de nível individual foi significativamente relacionado ao melhor autocontrole comportamental, mas não foram encontrados resultados significativos para a relação entre o individualismo de nível individual e o autocontrole comportamental (2).

  1. Kim, U., Triandis, H. C., Kâğitçibaşi, Ç., Choi, S.-C., & Yoon, G. (Eds.). (1994). Cross-cultural research and methodology series, Vol. 18. Individualism and collectivism: Theory, method, and applications. Thousand Oaks, CA, US: Sage Publications, Inc.
Página 238
  1. Is individualism-collectivism associated with self-control? Evidence from Chinese and U.S. samples. PLoS One. 2018 Dec 19;13(12).

Balanço dos efeitos

O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro

Devido ao baixo nível de certeza atribuído à evidência analisada, não possível concluir a favor de uma das abordagens. No entanto, em relação aos valores basais dos defechos analisados, ambas abordagens (individual e em grupo) propiciam a redução do peso.

  • Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto

Equidade

Qual seria o impacto em equidade em saúde?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto

As carcterísticas populacionais devem ser levadas em conta. Uma série de publicações relaciona a pobreza à saúde mental, tendo como co-fatores a obesidade, o nível de estresse, a baixa prática esportiva/atividades de lazer, má alimentação/nutrição por excesso, alto consumo de produtos industrializados (1). Dessa forma, a discussão quanto ao benefíecio em eficácia, permeia a discussão do acesso. Para as terapias psicológicas, por exemplo, o SUS já disponibiliza procedimentos individuais e coletivos de assistência à saúde. Existem os programas de academia ao ar livre/academia da cidade, que podem ser alvos de estimulo à prática de exercícios individuais e coletivos. Ademais, várias publicações do MS e da OMS relatam práticas de alimentação saudável (2).

  • Provavelmente aumentada ○ Aumentada ○ Variável ○ Incerto
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    1. MENTAL HEALTH AS A PUBLIC HEALTH ISSUE: Article List on Interactions Between Poverty and Mental Health. Disponível em:

https://pdfs.semanticscholar.org/f377/fef762f1b42cb11146972e783a34c474479a.pdf, acesso em 09/08/2019

  1. Guia alimentar: como te uma alimentação saudável. Ministério da Saúde. 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia\_alimentar\_alimentacao\_saudavel\_1edicao.pdf, Acesso em: 09/08/2019

Aceitabilidade

A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ○Provavelmente sim ● Sim ○ Variável ○ Incerto  Intervenções simples, sem eventos adversos relatados;  Traz benefícios de perda de peso, redução de IMC e de circunferência abdominal à população com sobrepeso eobesidade;  Possibilidade de redução com custos de agravos em saúde, com possibilidade redução de ônus ao sistema;  Estímulo à maior participação de profissionais da nutrição, ed. física epsicologia;  Alguns procedimentos já disponíveis no SUS.  Intervenções simples, sem eventos adversos relatados;  Traz benefícios de perda de peso, redução de IMC e de circunferência abdominal à população com sobrepeso eobesidade;  Possibilidade de redução com custos de agravos em saúde, com possibilidade redução de ônus ao sistema;  Estímulo à maior participação de profissionais da nutrição, ed. física epsicologia;  Alguns procedimentos já disponíveis no SUS.

RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
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JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Provavelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sme incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a intervenção nem a comparação Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
EQUIDADE Reduzida Provavelmente reduzida Provavelmente sem impacto Provavelmente aumentada Aumentada Varia Incerto
ACEITABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Yes Varia Incerto

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece nem uma nem outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendaçõa forte a favor da intervenção

CONCLUSÃO

Recomenda-se que a abordagem inicial do indivíduo com obesidade seja realizada em grupos. De acordo com a resposta às terapias propostas, o usuário pode ser direcionado para uma abordagem individual. O tamanho dos grupos deve ser planejado de forma a permitir o maior contato possível entre os indivíduos, evitando-se grupos muito grandes.

Recomendação

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APÊNDICE 10 - PERGUNTA PICO 9

Questão de pesquisa: 'Qual o efeito do suporte psicológico na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era a suporte psicológico (entrevista motivacional, terapia cognitivocomportamental, terapia cognitiva e terapia comportamental) (C) não fazer nada, cuidado usual, educação em saúde, entrevistas não motivacionais e outros tipos de suporte psicológicos; e desfechos (O) alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

Quadro H1. Estratégias de busca de evidências em base de dados

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
Therapy"[Mesh] OR Cognitive Behavioral Therapy OR motivational Therapy ORmotivational interviewing ORmotivational counseling)) AND (("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction))) AND (("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) MEDLINE via pubmed:
EMBASE 'cognitive behavioral treatment'/exp OR 'cognitive behavioral 454

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 1.481 referências (1.027 no MEDLINE e 454 no EMBASE). Destas, 191 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de mil duzentas e noventa referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 58 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade. Nesta última etapa da seleção,

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da leitura completa dos artigos, 37 estudos foram excluídos ( Quadro 13 ). Assim, um total de 24 estudos (26 artigos) atenderam aos critérios de inclusão ( Figura 22 ). Ademais, foram realizadas buscas manuais nas referências dos artigos incluídos, visando recuperar o maior número de estudos possíveis. Todos estes 24 estudos incluídos foram analisados quanti e qualitativamente.

Figura V. Fluxograma de seleção dos estudos.

Quadro I1. Estudos excluídos e seus respectivos motivos.

Autor, ano Critério de exclusão Motivo de exclusão detalhado
Duchesne, 2006 314 Tipo de delineamento Revisão narrativa.
Barnes, 2018 315 Tipo de delineamento Sem comparador.
Simpson, 2015 316 Tipo de delineamento Revisão narrativa.
Brennan, 2013 317 Tipo de delineamento Protocolo de RS
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Devlin, 2005 318 ECR fatorial, não sendo possível separar o efeito da TCC do placebo ou da fluoxetina.
Berk, 2012 319 Estudo piloto.
Barnes, 2015 320 Revisão sistemática que incluiu estudo de participantes não obesos e não apresentava análise de sub-grupo.
Armstrong, 2011 321 Revisão sistemática que incluiu estudo de participantes não obesos e não apresentava análise de sub-grupo.
Khazaal, 2007 322 Tipo de participante Indivíduos em uso de psicotrópicos que ganharam peso, não necessariamente portadores de sobrepeso ou obesidade.
Lawlor, 2018 323 Protocolo de revisão sistemática.
Grilo, 2005 324 Pacientes adultos e crianças com 100 a 200% o peso ideal, mas não relata se são portadores de sobrepeso ou obesidade pelo IMC.
Klósek, 2018 325 Crianças
Hartmann-Boyce, 2017 326 Tipo de intervenção Avalia estratégias comportamentais e cognitivas e não a terapia.
Huber, 2015 327 Tipo de intervenção Telecoaching.
Palavras, 2017 328 Tipo de intervenção Revisão sistemática que incluiu estudo de outras intervenções e não apresentava análise de sub-grupo.
Palmeira, 2017 329 Tipo de intervenção Intervenção baseada em base em aceitação, atenção e compaixão.
Jacob, 2018 330 Tipo de intervenção Revisão sistemática que incluiu estudo de outras intervenções e não apresentava análise de sub-grupo.
Casagrande, 2010 331 Tipo de intervenção Perda de peso comportamental.
Jiskoot, 2018 332 Tipo de intervenção Mudança de estilo de vida.
Ma, 2015 333 Tipo de intervenção Programa de mudança no estilo de vida e aumento da atividade física.
Annesi, 2015 334 Tipo de intervenção Associação de tratamentos comportamentais + exercício vs. Educação nutricional.
Tyson, 2015 335 Tipo de intervenção Perda de peso comportamental.
Young, 2017 336 Tipo de intervenção Programa de gerenciamento de peso.
Booth, 2014 337 Tipo de intervenção Revisão sistemática que incluiu estudo de outras intervenções e não apresentava análise de sub-grupo.
Eldredge, 1997 338 Tipo de intervenção Todos receberam cognitivo antes da randomização e depois foram divididos em perda e peso comportamental ou placebo.
Ruffault, 2017 339 Tipo de intervenção Atenção plena.
Prost, 2016 340 Tipo de intervenção Revisão sistemática que incluiu estudo de outras intervenções e não apresentava análise de sub-grupo.
Turner-McGrievy, 2009 341 Tipo de intervenção Podcast de perda de peso baseado na teoria cognitiva social.
Wilson, 2011 342 Tipo de intervenção Auto-ajuda guiada baseada na terapia cognitivo- comportamental.
Grilo, 2005 343 Tipo de intervenção Auto-ajuda guiada baseada na terapia cognitivo- comportamental.
Grilo, 2013 344 Tipo de intervenção Auto-ajuda guiada baseada na terapia cognitivo- comportamental.
Stahre, 2005 345 Tipo de intervenção novo programa cognitivo de redução de peso a curto prazo.
Rieger, 2017 346 Congitivo + Suporte pessoal vs. Cognitivo, logo avalia o suporte pessoal.
Michelini, 2014 347 Adesão ao tratamento.
Grilo, 2012 348 Tipo de desfecho Preditores da resposta a TCC.
Grilo, 2012 349 Tipo de desfecho Analisa a rápida resposta na redução de episódios de compulsão alimentar.
Majanovic, 2014 350 Tipo de comparador Balão gástrico.
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C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se no Tabela E1 . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela F1 . Resultados encontram-se na Tabela G1. Nas Figuras W a G1 constam as meta-análises realizadas para os desfechos de perda de peso contínua, alteração de IMC e circunferência abdominal e perda de peso clinicamente significante ( ≥ 10%). O risco de viés dos estudos incluídos encontra-se na Figura H1 . O Quadro J1 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela E1. Características dos ensaios clínicos incluídos para avaliar o suporte psicológico (TCC e EM) em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle
2012 351,352 Munsch 2007 e com compulsão alimentar. Determinar a eficácia da TCC e TPPCem pacientes comsobrepeso e 80 TCC TPPC
West 2007 353 Determinar se a adição deEM ao TPPC melhora os resultados de perda de peso e controle glicêmico para mulheres com sobrepesoe diabetes tipo 2. 217 EMindividual + TPPC TPPC
Linde 2010 354 Examinar os efeitos da TCC e da TCC + TPPC na perda depeso e 203 TCC +TPPC TPPC
Castelnuovo sintomas depressivos em mulheres com obesidade e depressão. Comparar a eficácia da TEB e TCC na redução de pesoem mulheres 60 TCC TEB
2011 355 Grilo 2011 356 obesas com compulsão alimentar. Comparar a eficácia de TCC, TPPC em pacientes obesos com compulsão alimentar. 120 TCC TCC + TPPC TPPC
Tárraga 2014 357 efetiva em pacientes com sobrepeso e obesidade. Determinar se a adição de entrevista motivacional ao cuidado usual é 696 EMemgrupo + Cuidado usual Cuidado usual
Muggia 2014 358 compulsão alimentar. Avaliar a eficácia da TCC em adição a dieta em pacientes obesos sem 163 TCC + Cuidado usual Cuidado usual
e 2016 359,360 Mirkarimi 2015 sobrepeso e obesidade. Investigar o efeito da EMno programa educacional emmulheres com 150 EMemgrupo EMemgrupo + educação nutricional Educação nutricional
Zwaan 2015 361 Determinar se a adição de TCC ao cuidado usual emmulheres obesas 71 TCC + Cuidado usual Cuidado usual
Wagner 2016 362 com compulsão alimentar. Investigar a eficácia da TCC baseada em internet emadultos com 139 Programa de internet baseado TCC Lista de espera
Barnes 2017 363 sobrepeso e compulsão alimentar. Avaliar os efeitos da entrevista motivacional e da psicoeducação nutricional com suporte web em adultos com sobrepeso e comou sem compulsão alimentar. 59 EMWeb Psicoeducação nutricional Web
Rodriguez- Cristobal 2017 364 Investigar se EM, juntamente com o cuidado usual é eficienteno tratamento de sobrepeso e obesidade e se essa intervençãoreduz os fatores de risco cardiovascular associados. 886 Cuidado usual+EM em grupo Cuidado usual
Mirkarimi Investigar o efeito da EMemmulheres com sobrepesoe obesidade 60 EMindividual Educação em saúde
2017 365 Raman 2017 366 atendidas em centros de saúde urbanos. Testar a eficácia da adição de TRC na TPPC emadultos obesos. 80 TRC + TPPC TPPC
Berk 2018 367 Determinar a eficácia em 2 anos de acompanhamento deTCC após 158 Cuidado usual + TCC Cuidado usual
Jackson 2018 368 dieta em adultos obesos com diabetes tipo II Determinar a eficácia da TBE comparada a TCC após um ano de tratamento de duas fases de internação e ambulatorial-telemedicina 60 TCC TEB
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Página 247
Autor Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle
Solbrig 2018 369 Testar o impacto da TIF comparada a EMna perda de pesode adultos com sobrepeso. 114 EMindividual TIF
Mhurchu 1998 370 Comparar a eficácia de dois métodos de educação nutricionaleEMem pacientes com sobrepeso e hiperlipidêmicos. 97 Educação nutricional+EM em grupo Educação nutricional
Greaves2008 371 Avaliar a eficácia de intervenção de baixo custo para redução do risco de diabetes, perda de peso e atividade física em pacientes da atenção primária com obesidade. 141 Cuidado usual +EMindividual Cuidado usual
Dimarco2009 372 Avaliar a EM aplicada adicionada ao TPPC em adultoscom sobrepeso. 39 TPPC + EMindividual TPPC
Penn2009 373 Avaliar a eficácia da EM na redução de peso, aumento da atividade física, consumo de fibras, carboidratos, e gorduraem pacientes obesos com intolerância à glicose. 102 EMindividual + Cuidado usual Cuidado usual
Wilfley2002 374 Comparar os efeitos da TCC e PI no tratamento de adultoscom sobrepeso e compulsão alimentar. 162 TCC PI
Fitzgibbon 2010 375 Comparar os efeitos da EM e educação em saúde no tratamentode mulheres negras obesas. 213 EMindividual Educação em saúde
Stahre2007 376 Comparar a eficácia da TC com o TPPC emmulheres obesas. 42 TC TPPC

Legenda: TCC: Tratamento cognitivo-comportamental; TC: Terapia Cognitiva; TPPC: Tratamento de Perda de Peso Comportamental; EM: Entrevista Motivacional; TEB: Terapia de Estratégia Breve; TRC: Terapia de Remediação Cognitiva; TIF: Teoria de Imagem Funcional; PI: Psicoterapia Interpessoal

Tabela F1. Características basais para os estudos que avaliaram o suporte psicológico (TCC e EM) em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor (es) Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervençã o Tempo de Seguimento
West 2007 353 EMindividual + TPPC TPCC 109 108 54 (10) vs. 52 (10) 0% vs. 0% 36,5 (5,4) vs. 36,5 (5,4) 97 (17) vs. 97 (15) NR 18 meses 18 meses
Linde 2010 354 TCC +TPPC TPPC 101 102 52,3 (6,2) vs. 52,1 (6,5) 0% vs. 0% 38,6 (6,8) vs. 39,5 (7,7) 103,4 (17,7) vs. 106,5 (22,3) NR 12 meses 12 meses
Página 248
Castelnuovo 2011 355 TCC TEB 30 30 46,2 (10,5)vs. 45,9 (10,7) 0% vs. 0% NR 107,4 (6,8) vs. 106,6 (22,3) NR 6 meses 6 meses
Grilo 2011 356 TCC TPPC 45 45 45,2 (8,5) vs. 44,5 35,6% vs. 55,5% vs. 39,3 (6,1) vs. 39,0 113,4 (23,9) vs. 107,6 (19,4) vs. NR 12 meses 12 meses
TCC + TPPC 35 (9,2) vs. 44,6 (10,5) 37,8% (6,1) vs. 38,0 (5,3) 110,1 (20,8)
Munsch 2007 e 2012 351,352 TCC TPPC 44 36 44,4 (11,5) vs. 47,8 (11,8) 9,1% vs. 13,9% 34,1 (4,1) vs. 33,7 (3,6) NR NR 6 meses 6 anos (72 meses)
Página 249
Autor (es) Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervençã o Tempo de Seguimento
Tárraga 2014 357 EMemgrupo + Cuidado usual Cuidado usual 319 377 NR 17,8% vs. 27,4% 34,1 (4,8) vs. 34,1 (4,8) 85,5 (13,9) vs. 87,11 NR 8 meses 8 meses
Muggia 2014 358 TCC + Cuidado usual Cuidado usual 80 83 46,2 (11,7) vs. 43,5 (3,6) 23,8 vs. 28,9% 31,9 (3,6) vs. 32,5 (3,7) 84,4 (13,5) vs. 85,6 (12,4) 103,1 (10,1) vs. 103,9 (10,3) 12 meses 12 meses
Zwaan 2015 361 TCC + Cuidado usual EMemgrupo Cuidado usual 36 50 35 40,9 (7,7) vs. 37,7 (6,5) NR 36,6 (3,2) vs. 35,7 (4,2) 217,3 (24,8) vs. 214,9 (27,9) NR 12 meses 12 meses
Mirkarimi 2015 e 2016 359,360 EMemgrupo + educação nutricional Educação nutricional 50 50 37,9 (8,9) vs. 39,5 (10,3) vs. 37,9 (9,1) 0% vs. 0% vs. 0% 28,2 (2,2) vs. 29,0 (2,1) vs. 28,8 (1,6) 74,2 (6,95) vs. 77,3 (6,9) vs. 75,9 (6,1) 80,4 (6,9) vs. 84,5 (9,8) vs. 89,0 (10,8) 6 meses 6 meses
Wagner Programa de 34,9 (10,1) vs. 35,3 31,9 (6,7) vs. 32,8 91,9 (21,0) vs. 95,4
2016 362 internet baseado TCC Lista de espera 69 70 (9,7) 5,8% vs. 1,4% (8,1) (24,1) NR 4 meses 12 meses
Barnes 2017 363 EMWeb nutricional Web 30 29 NR NR (7,5) 219,4 (53,9) NR 15 meses 15 meses
Rodriguez- Cristobal 2017 364 Cuidado usual + EMemgrupo Cuidado usual 400 446 NR 17,8% vs. 27,4% 34,1 (4,8) vs. 34,1 (4,8) 85,5 (13,9) vs. 87,1 (14,8) 107,6 (10,8) vs. 107,7 (11,5) 24 meses 24 meses
Mirkarimi 2017 365 EMindividual Educaçãoem saúde 30 30 37,2 (8,1) vs. 39,0 (9,3) 0% vs. 0% 28,6 (1,8) vs. 28,5 (2,3) 76,1 (7,0) vs. 74,9 (7,2) 84,5 (9,2) vs. 80,0 (7,0) 6 meses 6 meses
Raman 2017 366 TRC + TPPC TPPC 42 38 40,6 (7,0) vs. 42,2 (8,8) NR 40,3 (7,8) vs. 39,2 (7,4) NR NR 3 meses 3 meses
Berk 2018 367 Cuidado usual + TCC Cuidado usual 83 75 52,3 (11,3) vs. 55,2 (9,3) 47% vs. 41,3% 36,7 (31,7-39,4) vs. 35,7 (32,9-40,9)* 105,5 (19,3) vs. 106,7 (22,5) 119,4 (14,2) vs. 120,4 (12,9) 2 meses 24 meses
Jackson 2018 368 TCC TEB 30 30 46,2 (10,5) vs. 45,9 (10,8) 0% vs. 0% NR 107,4 (6,8) vs. 106,5 (7,2) NR 12 meses 12 meses
Solbrig 2018 369 EMindividual TIF 55 59 42 (20-72) vs. 45 (20-72) 27,3% vs. 37,2% 32,5 (24,5-53,3) vs. 33,2

248

Página 250
(26,0-48,0)* 89,7 (59-131) vs. 91,5 (62,3-140,5)* 106,8(79-144) vs. 106,8 (79-144)* 12 meses meses
Mhurchu 1998 370 EMemgrupo Educação nutricional+ Educação nutricional 47 50 NR 48,9% vs. 52,0% 26,7 (25,6-27,9) vs. 27,3 (26,1-28,5)* NR NR 3 meses 3 meses
Greaves2008 37 1 Cuidado usual + EMindividual Cuidado usual 72 69 53,3 (12,3) vs. 54,5 (11,5) 36% vs. 36% NR 91,6 (13,3) vs. 94,4 (14,2) 104,2 (11,3) vs. 106,4 (10,5) 6 meses 6 meses
Dimarco2009 37 2 TPPC + EMindividual TPPC 20 19 NR 30% vs. 5,3% 33,1 (3,2) vs. 31,6 (2,8) NR NR 11 semanas 11 semanas
Penn2009 373 EMindividual + Cuidado usual Cuidado usual 51 51 56,8 (40-72) vs. 57,4 (38-74)* 41,2% vs. 39,2% 34,1 (5,5) vs. 33,5 (4,6) 93,4 (16,0) vs. 90,6 (12,5) 104,6 (11,3) vs. 104,3 (9,2) 5 anos 5 anos
Página 251
Autor (es) Intervenção Controle N intervenção Ncontrole Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (%), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervençã o Tempo de Seguimento
Wilfley2002 374 TCC PI 81 81 45,6 (9,6) vs. 44,9 (9,6) 17,3% vs. 17,3% 37,4 (5,3) vs. 37,4 (5,1) NR NR 12 meses 12 meses
Fitzgibbon 2010 375 EMindividual Educaçãoem saúde 107 106 46,4 (8,4) vs. 45,5 (8,4) 0% vs. 0% 38,7 (5,5) vs. 39,8 (5,8) 103,9 (15,7) vs. 105,9 (17,4) NR 6 meses 12 meses
Stahre2007 376 TC TPPC 16 26 50,1 (7,8) vs. 47,0 0% vs. 0% 35,5 vs. 34,1 95,1 vs. 91,5 NR 18 meses 18 meses

(8,2)

Legenda: TCC: Tratamento cognitivo-comportamental; TC: Terapia Cognitiva; TPPC: Tratamento de Perda de Peso Comportamental; EM: Entrevista Motivacional; TEB: Terapia de Estratégia Breve; TRC: Terapia de Remediação Cognitiva; TIF: Teoria de Imagem Funcional; PI: Psicoterapia Interpessoal; NR: Não Reportado; * IC.

Tabela G1. Desfechos de eficácia de estudos que avaliaram a perda de peso significativa (≥10%), alteração no peso corporal, no IMC e na circunferência abdominal.

Autor, ano Intervenção Controle Perda de peso ≥10% do peso corporal Intervenção vs. Controle (%) Valor de p Alteração no peso corporal (Kg) Intervenção vs. Controle Valor de p Alteração no IMC ((Kg/m 2 ) DP) Intervenção vs. Controle Controle Valor de p Alteração da circunferência da cintura Intervenção vs. Controle Controle (cm (DP)) Valor de p
West 2007 353 EMindividual + TPPC TPCC NR NA Após 6 meses:92,3 (17,0) vs. 93,9 (15,0) Após 12 meses: 92,2 (17,0) vs. 94,3 (15,0) Após 18 meses:93,5 (17,0) vs. 95,3 (15,0) NS NR NA NR NA
Linde 2010 354 TCC +TPPC TPPC NR NA vs. 103,8 (22,3) Após 12 meses: 101,1 (17,7) vs. 103,5 (22,3) 0,55 NR NA NR NA
Castelnuovo 2011 355 TCC TEB NR NA Após 6 meses:94,73 (18,14) vs. 88,40 (5,87) 0,128 NR NA NR NA
Grilo 2011 356 TCC TCC + TPPC TPPC NR
Página 252
Após 6 meses: Ap
111,6 (22,0) ós NS NR NA
vs. 105,1 6
(20,1) vs. m
105,1 es
(23,6) es:
Após 12 38
meses:110 ,7
,40 (23,0) (5,
vs. 104,3 7)
(17,7) vs. vs.
104,60 38 ,2
(22,3) (5, 3) vs. 36 ,6 (6,
ós 12 meses:38,3 Ap
(6,0) vs.
,7
6)
vs.
36
,6
(6,
5)
Página 253
Autor, ano Intervenção Controle Perda de peso ≥10% do peso corporal Intervenção vs. Controle (%) Valor de p Alteração no peso corporal (Kg) Intervenção vs. Controle Valor de p Alteração no IMC ((Kg/m 2 ) DP) Intervenção vs. Controle Controle Valor de p Alteração da circunferência da cintura Intervenção vs. Controle Controle (cm (DP)) Valor de p
Munsch 2007 e 2012 351,352 TCC TPPC Após 6 anos:17,1% vs. 18,8% 0,85 NR NA Após 12 meses: 32,4 (5,4) vs. 33,6 (4,0) Após 6 anos: 31,5 (5,2) vs. 33,5 (3,8) 0,70 >0,05 NR NA
Tárraga 2014 357 EMemgrupo + Cuidado usual Cuidado usual Após 2 anos:8% vs. 5%26 NS NR NA Após 2 anos: 31,7 (4,8) vs. 33,2 (4,8) 0,0237 NR NA
Muggia 2014 358 TCC + Cuidado usual Cuidado usual Após 12 meses: 14% vs. 16% 0,633 NR NA NR NA NR NA
Zwaan 2015 361 TCC + Cuidado usual Cuidado usual NR NA Após 6 meses:196,8 (35,5) vs. 196,9 (30,8) Após 1 ano: 204,9 (31,8) vs. 202,7 (30,3) NS Após 6 meses:32,8 (5,1) vs. 32,6 (5,0) Após 1 ano: 34,4 (4,3) vs. 33,8 (4,9) NS NR NA
EMemgrupo Após 2 meses: 71,7 (5,6) vs. Após 2 meses: 27,1 (2,2) vs.
Mirkarimi 2015 e 2016 359,360 EMemgrupo + educação nutricional Educação nutricional NR NA 74,9 (6,0) vs. 74,6 (6,1) Após 6 meses: 70,1 (5,6) vs. 73,0 (5,6) vs. 75,1 (6,3) < 0,03 28,2 (2,5) vs. 28,5 (2,6) Após 6 meses: 26,5 (2,2) vs. 27,5 (2,5) vs. 28,7 (2,5) < 0,003 NR NA
Wagner Programa de Após 4 meses: 90,6 (21,3) Após 4 meses: 31,4 (6,9) vs.
2016 362 internet baseado TCC Lista de espera NR NA vs. 95,6 (24,7) 0,033 32,8 (8,3) 0,094 NR NA
Barnes 2017 363 EMWeb Psicoeducação nutricional Web NR NA Após 12 meses: 219,35 (54,27) vs. 216,31 (53,88) 0,056 Após 12 meses: 35,12 (7,06) vs. 34,55 (7,52) NS NR NA
Rodriguez- Cristobal 2017 364 Cuidado usual + EMemgrupo Cuidado usual Após 1 ano: 6,7% vs. 4% Após 2 anos: 8% vs. 5% 0,27 Após 1 ano: 83,7 (EP: 0,9) vs. 85,9 (EP: 0,8) Após 2 anos: 83,2 (EP: 1,0) vs. 84,9 (EP: 0,9) 0,02 NR NA NR NA
Mirkarimi EMindividual Educaçãoem saúde NR NA 2017 365 Apó s 2 meses: 73,89 (6,54) vs. 72,98 (6,58) Após 6 meses: 72,96 (5, 92 ) vs. 72,75 (6,53)
Página 254
0,001 Após 2 meses:27,75 (1,72) vs. 27,74 (2,21) Após 6 meses: 27,52 (1,71) vs. 27,60 (2,11) 0,938 Após 2 meses: 82,00 (8,78) vs. 77,82 (6,35) Após 6 meses: 77,96 (17,10) vs. 77,39 (6,36) 0,001
Raman 2017 366 TRC + TPPC TPPC 68% vs. 15% <0,05 Após 3 meses:105,5 (20,7) vs. 109,3 (18,9) NS Após 3 meses: 38,3 (7,6) vs. 38,8 (8,4) NS NR NA
Após 1 ano: 97,7 (4,3) vs.
Berk 2018 367 Cuidado usual + TCC Cuidado usual NR NA 98,5 (4,5) Após 2 anos: 100,2 (4,5) vs. 101,4 (4,7) 0,951 NR NA Após 2 anos: 115,0 (3,1) vs. 116,0 (3,3) NS
Página 255
Autor, ano Intervenção Controle Perda de peso ≥10% do peso corporal Intervenção vs. Controle (%) Valor de p Alteração no peso corporal (Kg) Intervenção vs. Controle Valor de p Alteração no IMC ((Kg/m 2 ) DP) Intervenção vs. Controle Controle Valor de p Alteração da circunferência da cintura Intervenção vs. Controle Controle (cm (DP)) Valor de p
Jackson 2018 368 TCC TEB NR NA Após 12 meses: 101,83 Após 6 meses: 98,7 (7,75) vs. 87,83 (6,35) (8,27) vs. 87,93 (6,62) < 0,001 < 0,001 NR NA NR NA
Solbrig 2018 369 EMindividual TIF NR NA Após 6 meses: 88,39 (15,72) vs. 86,37 (15,07) Após 12 meses: 88,46 (15,34) vs. 84,04 (15,96) < 0,001 NR NA Após 6 meses: 102,78 (13,37) vs. 99,05 (12,61) Após 12 meses: 103,04 (12,45) vs. 96,97 (12,59) < 0,001
Mhurchu 1998 370 EMemgrupo Educação nutricional+ Educação nutricional NR NA NR NA Após 3 meses: 26,25 (1,2) vs. 26,86 (1,2) < 0,05 NR NA
Greaves2008 371 Cuidado usual + EMindividual Cuidado usual NR NA Após 6 meses: 91,3 (13,7) vs. 92,6 (15,0) P<0,05 NR NA Após 6 meses: 102,6 (11,2) vs. 104,1 (11,6) <0,05
Dimarco2009 372 EMindividual TPPC + TPPC NR NA NR NA (3,08) vs. 30,92 (3,05) Após 11 semanas: 31,58 0,11 NR NA
Penn2009 373 Cuidado usual EMindividual + Cuidado usual NR NA 90,6 (12,5) Após 1 ano:91,1 (16,0) vs. NS NR NA NR NA
Wilfley2002 374 TCC PI NR NA NR NA 36,6 (5,3) Após 4 meses: 37,4 (5,3) vs. 0,98 NR NA
2010 375 Fitzgibbon EMindividual Educaçãoem saúde NR NA Após 18 meses: 104,6 (15,8) Após 6 meses:104,3 (15,6) vs. 105,8 (17,8) vs. 105,6 (18,1) NS Após 18 meses: 38,9 (5,5) Após 6 meses: 38,8 (5,5) vs. 39,6 (5,8) vs. 39,7 (5,9) NS NR NA
Stahre2007 376 TC TPPC 23% vs. 0% NS Após 18 meses: 89,2 (12,7) NS Após 18 meses: 33,3 vs. NR NR NA

vs. 91,8 (14,0)

34,2

Legenda: TCC: Tratamento cognitivo-comportamental; TC: Terapia Cognitiva; TPPC: Tratamento de Perda de Peso Comportamental; EM: Entrevista Motivacional; TEB: Terapia de Estratégia Breve; TRC: Terapia de Remediação Cognitiva; TIF: Teoria de Imagem Funcional; PI: Psicoterapia Interpessoal, NR: Não Reportado; NA: Não se aplica; NS: Não Significante; IC: Intervalo de Confiança. * DM entre os grupos intervenção e placebo

Página 256

Figura W. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso de estudos que avaliaram TCC e EM.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal_Weight IV, Random, 95* CI IV, Random, 95* CI
8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.1.1 Até 6 meses de acompanhamento
Castelnuovo 2011 94.73 18.14 30 88.4 5.87 30 3.19 6.33 [0.49,13.15]
Fitzgibbon 2010 104.3 15.6 100 105.8 17.8 97 4.29 -1.50 [6.18, 3.18]
Greaves 2008 91.3 13.7 72 92.6 15 69 4.29 -1.30 [6.05, 3.45]
Grilo 201 111,6 22 45 105.1 23.6 23 6.50 [5.09, 18.09]
Grilo 201 105.1 20.1 35 105.1 23.6 23 0.00 [11.72,11.72]
Jackson 2018 98.7 7.75 30 87.36 6.35 30 4.99 11.34 [7.75,14.93]
Linde 2010 101.6 17.7 87 103.8 22.3 73 3.49 -2.20 [8.52, 4.12]
Mirkariri 2015 e 2016 72.98 5.63 44 75.07 6.28 24 5.29
Mirkarirni 2015 e 2016 70.1 44 75.07 6.28 24 5.29
Mirkarimi 2017 72.96 5.92 30 72.75 6.53 30 5.19 0.21 [2.94, 3.36]
Raman 2017 105.5 20.7 37 109.3 18.9 26 2.09 -3.80[13.66,6.06]
Wagner 2016 90.6 21.3 69 95.6 24.7 70 2.89 -5.00 [12.66, 2.66]
West 2007 92.3 17 109 93.9 15 108 4.59
Zwaan 2005 196.8 35.5 28 196.9 30.3 32 0.99 -0.10 [16.93, 16.73]
Subtotal (95% CI) 760 659 48.79 0.05 [-2.93,3.03]
8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Barnes 2017 54.27 216.31 53.88 23 0.39 3.04 [28.95, 35.03]
Berk 2018 97,7 4,3 83 98.5 4.5 75 6,09
Grilo 2011 110.4 23 45 104.6 22.3 23 1.79 5.80 [-5.52, 17.12]
Grilo 201 104.3 17.7 35 104.6 22.3 23 1.89 -0.30 [11.14,10.54]
Jackson 2018 101.83 8.27 30 87.93 6.62 30 4.89 13.90 [10.11,17.69]
Penn 2009 91.1 16 90.6 12.5 51 3.79 0.50 [5.07,6.07]
Rodriguez-Cristobal 2017 83.7 17,8418 393 85.9 16.5505 428 5.59
West 2007 92.2 17 109 94.3 15 108 4.59
Zwaan 2005 204.9 31.8 31 202.7 30.3 31 1.09 2.20 [13.26, 17.66]
Subtotal (953 CI) 798 792 29.29 1.96 [-2.16,6.09]
Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35) Test for overall effect: Z= 0.93 (P = 0.35)
8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Berk 2018 100.2 4.5 101.4 75 5.99
Fitzgibbon 2010 104.6 15.8 93 105.6 18.1 97 4.29 -1.00 [5.83, 3.83]
Rodriguez-Cristobal 2017 83.2 15.5563 242 84.9 13.0422 210 5,49
Stahre 2005 89.2 12.7 13 91.8 14 16 2.19
West 2007 93.5 17 109 95.3 15 108 4.59 80 [6.06, 2.46]
Subtotal (953 CI) 540 506 22.09
Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02) Test for overall effect: Z= 2.27 (P = 0.02)
Total (95% CI)
2098 1957 100.09 0.22 [-1.50, 1.94]
Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) Heterogeneity: Tau?= 12.41; Chi? = 121.34, df = 27 (P Test for overall effect Z= 0.25 (P = 0.80) 20 20 Favorece Suporte psicológ Favorece Controle 20 20 Favorece Suporte psicológ Favorece Controle
Página 257

Figura X. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso nos estudos que avaliaram a TCC.

Figura Y. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso nos estudos que avaliaram a EM.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IVRandom 951 CI
7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.1.1 Até 6 meses de acompanhamento
Castelnuovo 2011 94.73 18.14 30 88.4 5.87 30 6.33 [0.49,13.15]
Grilo 2011 22 45 105.1 23.6 23 4.79 6.50 [5.09, 18.09]
Grilo 2011 105.1 20.1 35 105.1 23.6 23 4.69 0.00 [11.72, 11.72]
Jackson 2018 98.7 7.75 30 87.36 6.35 30 9.8% 11.34 [7.75,14.93]
Linde 2010 101.6 17.7 87 103.8 73 -2.20 [8.52, 4.12]
Raman 2017 105.5 20.7 37 109.3 18.9 26 5.6% -3.80 [13.66, 6.06]
Wagner 2016 90.6 21.3 69 95.6 24.7 70 6.9% ~5.00 [12.66, 2.66]
Zwaan 2005 196.8 28 196.9 30.3 32 6.73]
Subtotal (953 CI) 361 307 2.08 [-3.50, 7.66]
7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.1.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Berk 2018 97.7 4.3 83 98.5 4.5 75 10.9%
Grilo 2011 110,4 23 45 104.6 22.3 23 5.80 [5.52,17.12]
Grilo 2011 104.3 17.7 35 104.6 22.3 23 5.1% -0.30 [11.14,10.54]
Jackson 2018 101.83 8.27 30 87.93 6.62 30 9.79 13.90 [10.11,17.69]
Zwaan 2005 Subtotal (95% CI) 204.9 31.8 31 202.7 30.3 31 3.2% 33.63 2.20 [13.26, 17.66] 4,47 [4.28, 13.22]
224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182 224 182
Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32) Test for overall effect Z= 1.00 (P = 0.32)
7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Berk 2018 100.2 4.5 83 101.4 4.7 75 10.89 -1.20 [2.64,0.24]
Stahre 2005 Subtotal (953 CI) 89.2 12.7 13 96 91.8 14 16 91 5.7% 16.53 -2.60 [12.33, 7.13]
Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09) Test for overall effect Z=1.69 (P = 0.09)
Total (95% CI) 681 580 100.09
Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) Test for overall effect Z=1.46 (P = 0.14) 50 25 Favorece TCC 25 Favorece controle

Test for subqroup differences: Chi? = 0.14,df = 2 (P = 0.93),F = 0%

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV Fixed 951 CI IV Fixed 951 CI
6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.1.1 Até 6 meses de acompanhamento
Fitzgibbon 2010 104.3 15.6 100 105.8 17.8 97 5.39
Greaves 2008 91.3 13.7 72 92.6 15 69 5.1% 41.30 [6.05, 3.45]
Mirkarimi 2015 e 2016 5.6 44 75.1 63 24 0.2% 2.10 [27.36, 23.16]
Mirkarimi 2015 e 2016 5.6 75,1 6.3 24 12.79 -5.00 [8.02,-1.98]
Mirkarimi 2017 72.96 5.92 30 72.75 6.53 30 11.68 0.21 [-2.94, 3.36]
West 2007 Subtotal (95% CI) 92.3 17 109 399 93.9 15 108 352 6.39 41.29 -1.60 [5.86, 2.66] -2.09 [-3.76,-0.42]
Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01) Test for overall effect; Z= 2.45 (P = 0.01)
6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento 6.1.2 De 7a 12 meses de acompanhamento
Barnes 2017 219.35 54.27 21 216.31 53.88 23 0.19 3.04 [28.95, 35,03]
Penn 2009 91.1 16 51 90.6 12.5 0.50 [-5.07, 6.07]
Rodriguez-Cristobal 2017 83.7 17.8418 393 85.9 16.5505 428 20.79 -2.20 [-4.56, 0.16]
West 2007 Subtotal (95% CI) 92.2 17 109 574 94,3 15 108 610 6.39 30.996 -2.10 [6.36, 2.16]
Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06) Heterogeneity: Chi? = 0.87, df = 3 (P = 0.83);F = 0% Test for overall effect: Z= 1.86 (P = 0.06)
6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.1.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Fitzgibbon 2010 104.6 15.8 15.5563 93 105.6 18.1 97 210 5.0% 00 [ 5.83, 3.83] -1.70 [4.34,0.94]
Rodriguez-Cristobal 2017 West 2007 83.2 242 84.9 13.0422
Subtotal (95% CI) 17 109 444 95,3 15 108 415 6.39 27.99 -1.80 [6.06, 2.46] 1.60 [-3.63, 0.44]
Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0% Heterogeneity: Chi? = 0.07, df = 2 (P = 0.96);F = 0%
Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12) Test for overall effect: Z=1.54 (P = 0.12)
Total (953 CI) 1417 1377
Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) Heterogeneity: Chi? = 6.92, df = 12 (P = 0.86);F = 0% Test for overall effect: Z= 3.42 (P = 0.0006) 10 Favorece Entrevista Motiv Favorece Controle
Página 258

Figura Z. Forest plot da meta-análise do desfecho de alteração do IMC de estudos que avaliaram TCC e EM.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Random, 959 CI
8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.2.1 Até 6 meses de acompanhamento
Dimarco 2009 31.58 3.08 20 30.92 3.05 19 0.66 [ 1.26, 2.58]
Fitzgibbon 2010 38,8 5.5 100 39.6 5.8 97 6.6%
Grilo 2011 38.7 5.7 45 36.6 6.8 23 2.29 2.10 [1.14, 5.34]
Grilo 201 - 38.2 5.3 35 36.6 6.8 23 1.60 [1.69, 4.89]
Mhurchu 998 26.25 1.2 47 26.86 1.2 50 15.49 -0.61 [1.09,-0.13]
Mirkarimi 2015e 2016 26.53 2.17 44 28.68 2.53 24 -2.15 [3.35,-0.95]
Mirkarimi 2015 e 2016 28.68 2.53 24 Not estimable
Mirkarimi 201 27.52 1.71 30 27.6 2.11 30 10.88 -0.08 [1.05, 0.89]
Raman 2017 38.3 7.6 37 38.8 8.4 26 1.49 -0.50 [4.55, 3.55]
Wagner 2016 31.4 6.9 69 32.8 8.3 70 41.40 [3.94, 1.14]
2002 Wilfley 37.4 5.3 75 36.6 5.3 76 6.0% 0.80 [0.89, 2.49]
Zwaan 2005 32.8 5.1 28 32.6 32 0.20 [2.36, 2.76]
Subtotal (95% CI) 530 494 65.09 0.37 [-0.99,0.26]
Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25) Test for overall effect Z= 1.15 (P = 0.25)
8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Barnes 2017 35.12 7.06 21 34.55 7.52 23 0.57 [3.74, 4.88]
Grilo 2011 38.7 5.6 35 36.6 6.5 23
Grilo 2011 38.3 45 36.6 23 2.29 1.70 [1.48, 4.88]
Munsch 2007 e 2012 32.4 5.4 23 33.6 21 -1.20 [3.99, 1.59]
Zwaan 2005 34,4 4.3 31 33.8 4.9 31 0.60 [1.69, 2.89]
Subtotal (95% CI) 155 121 0.63 [-0.70, 1.96]
Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35) Test for overall effect Z= 0.93 {P = 0.35)
8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Fitzgibbon 2010 38.9 5.5 97 39.7 5.9 97 6.4% -0.80 [2.41,0.81]
Munsch 2007 e 2012 31.5 5.2 24 33.5 3.8 21 3.1% +2.00 [4.64, 0.64]
Stahre 2005 33.3 13 34.2 16 Not estimable
Tarraga 2014 Subtotal (95% CI) 31.7 319 453 33.2 4.8 377 511 13.29 22.79 -1.50 [2.22,-0.78]
Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001) Test for overall effect Z= 4.38 (P < 0.0001)
Total (95% CI) 1138 1126 0.46 [-0.97,0.05]
Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) Test for overall effect Z=1.79 (P = 0.07) 10 Favorece suporte psicolog Favorece controle
Página 259

Figura A1. Forest plot da meta-análise do desfecho de alteração do IMC de estudos que avaliaram TCC.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV, Fixed, 95% CI
7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 7.2.1 Até 6 meses de acompanhamento
Grilo 2011 38.2 5.3 35 36.6 6.8 23 5.9% 1.60 [1.69, 4.89]
Grilo 2011 38.7 5.7 45 36.6 6.8 23
Raran 2017 38.3 7.6 37 38.8 8.4 26 3.99 -0.50 [4.55, 3.55]
Wagner 2016 31.4 6.9 69 32.8 8.3 70 10.09 -1.40 [3.94, 1.14]
Wilfley 2002 37.4 5.3 75 36.6 5.3 76 22.49 0.80 [0.89, 2.49]
Zwaan 2005 32.8 5.1 28 32.6 32 0.20 [2.36, 2.76]
Subtotal (95% CI) 289 250 58.090 0.45 [-0.60, 1.50]
Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.84 (P = 0.40)
7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Grilo 2011 38.3 45 36.6 6.5 23 6.39 1.70 [1.48, 4.88]
Grilo 2011 38.7 5.6 35 36.6 6.5 23 6.1% 2.10 [1.14, 5.34]
Munsch 2007 e 2012 32.4 5.4 23 33.6 21 8.29 -1.20 [3.99, 1.59]
Zwaan 2005 Subtotal (95% CI) 34.4 4.3 31 134 33.8 31 98 12.28 32.89 0.60 [1.69, 2.89] 0.64 [-0.76,2.04]
Test for overall effect: Z= 0.90 (P = 0.37) Test for overall effect: Z= 0.90 (P = 0.37) Test for overall effect: Z= 0.90 (P = 0.37) Test for overall effect: Z= 0.90 (P = 0.37) Test for overall effect: Z= 0.90 (P = 0.37)
7.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento 7.2.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Munsch 2007 e 2012 31.5 5.2 24 33.5 3.8 21 9.29 -2.00 [4.64,0.64]
Stahre 2005 Subtotal (959 CI) 33.3 13 37 34.2 16 37 9.29 Not estimable ~2.00 [4.64, 0.64]
Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable
Test for overall effect: Z=1.48 (P = 0.14) Test for overall effect: Z=1.48 (P = 0.14) Test for overall effect: Z=1.48 (P = 0.14) Test for overall effect: Z=1.48 (P = 0.14) Test for overall effect: Z=1.48 (P = 0.14)
Total (95% CI) 460 385 100.090 0.29 [-0.51, 1.09]
Test for overall effect: Z= 0.71 (P = 0.48) Test for overall effect: Z= 0.71 (P = 0.48) Test for overall effect: Z= 0.71 (P = 0.48) Test for overall effect: Z= 0.71 (P = 0.48) Test for overall effect: Z= 0.71 (P = 0.48) 20 10 20 Favorece TCC Favorece Controle

Figura B1. Forest plot da meta-análise do desfecho de alteração do IMC de estudos que avaliaram EM.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total Weight IV,Random 959 CI IVRandom 959 CI
6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.2.1 Até 6 meses de acompanhamento
Dimarco 2009 31.58 3.08 20 30.92 3.05 19 9.2% 0.66 [1.26, 2.58]
Fitzgibbon 2010 38.8 5.5 100 39.6 5.8 97 10.6% -0.80 [2.38, 0.78]
Mhurchu 1998 26.25 1.2 47 28.86 1.2 50 14.8%
Mirkarimni 2015 e 2016 24.46 2.54 44 28.68 2.53 24 12.0% -4.22 [5.48,-2.96]
Mirkarimi 2015 e 2016 26.53 2.17 44 28.68 2.53 24 12.2% -2.15[3.35,-0.95]
Mirkarirni 2017 27.52 1.71 30 27.6 2.11 30 13.1% -0.08 [1.05 0.89]
Subtotal (95% CI) 285 244 71.99 41.62 [-2.90,-0.34]
Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01) Test for overall effect Z= 2.49 (P = 0.01)
6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.2.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Barnes 2017 35.12 7.06 21 34.55 7.52 23 0.57 [3.74, 4.88]
Subtotal (95% CI) 21 23 3.5% 0.57 [-3.74,4.88]
Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable
Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80) Test for overall effect Z= 0.26 (P = 0.80)
Fitzgibbon 2010 38.9 5.5 97 39.7 5.9 97 10.5% -0.80 [2.41,0.81]
Tarraga 2014 31.7 4.8 319 33.2 4.8 377 14.1% -1.50 [2.22,-0.78]
Subtotal (95% CI) 416 474 24.69 -1.38 [-2.04,-0.73]
Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.15 (P < 0.0001)
Total (95% CI) 722 741 100.09
10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002) 10 10 Test for overall effect: Z= 3.11 (P = 0.002)
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Figura C1. Forest plot da meta-análise do desfecho de alteração na medida do perímetro da cintura de estudos que avaliaram TCC e EM.

Test for subqroup differences: Chi? = 10.16, df = 2 (P = 0.006). | = 80.39

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal_ Weight IV, Random, 959 CI
8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 8.4.1 Até 6 meses de acompanhamento
Greaves 2008 102.6 11.2 72 104.1 11.6 69 21.1%
Mirkarimi 2017 77.96 17.1 30 77.39 6.36 30 0.57 [5.96, 7.10]
Solbrig 2018 102.78 13.37 55 99.05 12.61 59 3.73[1.05,8.51]
Subtotal (959 CI) 157 158 51.09 0.69 [-2.63,4.01]
Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68) Test for overall effect Z= 0.41 {P = 0.68)
Solbrig 2018 103.4 12.45 55 96.97 12.59 59 18.0%
Subtotal (959 CI) 55 59 18.09 6.43 [1.83, 11.03]
Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable
Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento Test for overall effect Z= 2.74 (P = 0.006) 8.4.3 Mais de 12 meses de acompanhamento
Berk 2018 115 3.1 83 116 3.3 75 30.9% 1.00 [2.00, 0.00]
Subtotal (959 CI) 83 75 30.99 -1.00 [-2.00,0.00]
Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable Heterogeneity: Not applicable
Total (95% CI) 295 292 100.09 1.26 [-1.70,4.21]
20 10 10 20
Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Test for overall effect Z= 0.83 {P = 0.40) Favorece suporte psicológ Favorece controle

Figura D1. Forest plot da meta-análise do desfecho de alteração do perímetro da cintura nos estudos que avaliaram a EM.

Experimental Experimental Experimental Control Control Control Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean SD Total IV Random 951 CI
6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento 6.4.1 Até 6 meses de acompanhamento
Greaves 2008 102.6 11.2 72 104.1 11.6 69 30.29 -1.50 [5.27,2.27]
Mirkarimi 2017 77.96 30 77.39 6.36 30 0.57 [5.96, 7.10]
Solbrig 2018 102.78 13.37 55 99.05 12.61 59 25.39 3.73[1.05,8.51]
Subtotal (95% CI) 157 158 73.99 0.69 [-2.63,4.01]
Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68) Test for overall effect: Z= 0.41 (P = 0.68)
6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.4.2 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Solbrig 2018 103.04 12.45 55 96.97 12.59 59 6,07 [1,47,10.67]
Subtotal (95% CI) 55 59 26.19 6.07 [1.47, 10.67]
Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010) Heterogeneity: Not applicable Test for overall effect Z= 2.59 (P = 0.010)
Total (95% CI) 212 217 100.0% 2.18 [-1.48, 5.84]
Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) Test for overall effect Z=1.17 (P= 0.24) 50 Favorece Entrevista Motiv Favorece Controle
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Figura E1. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso significativa (≥10%) de estudos que avaliaram TCC e EM.

Experimental Experimental Control Control Risk Difference Risk Difference
Study or Subgroup Events Total Events Total Weight
8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 8.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Muggia 2014 11 80 13 83 8.4%
Rodriguez-Cristobal 2017 Subtotal (953 CI) 19 283 363 12 302 385 30.0% 0.06] 0.02 [-0.02, 0.05]
Total events 30 25
8.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 8.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento
Munsch 2007 e 2012 35 32 3.4%
Rodriguez-Cristobal 2017 19 283 10 199 0.02 [0.03, 0.06]
Stahre 2005 13 16 1.5% 0.23 [0.01, 0.47]
Tarraga 2014 26 319 19 317 32.7% 0.02 [0.02 0.06]
Subtotal (953 CI) 650 564 61.6% 0.02 [-0.01,0.05]
Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13) Test for overall effect: Z=1.52 (P = 0.13)
Total (95% CI) 1013 1013 1013 949 100.0% 0.02 [-0.00, 0.04]
Total events 84 60 0.5
Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) Test for overall effect: Z=1.75 (P = 0.08) -0.5 0.25 0.25 Favorece controle Favorece suporte psicolog

Figura F1. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso significativa (≥10%) nos estudos que avaliaram a TCC.

Study or Subgroup Experimental Experimental Control Control Risk Ratio Risk Ratio
Events Total Events Total Weight M-H, Random, 95% CI M-H, Random, 959 CI
7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 7.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Muggia 2014 Subtotal (95% CI) 11 80 80 13 83 83 58.6% 58.69 0.88 [0.42, 1 0.88 [0.42, 1.84] ,84]
Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento Total events 11 13 Heterogeneity: Not applicable 7.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento
Munsch 2007 e 2012 Stahre 2005 Subtotal (95% CI) 35 13 48 32 16 48 5.59 41.49 0.91 [0.33, 2.55] 8.50 [0.48, 151.05]
Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56) Total events Test for overall effect: Z= 0.58 (P = 0.56)
Total (959 CI) 128 131 100.09 1.01 [0.51,2.00]
Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) Total events 20 19 0.001 Test for overall effect: Z= 0.02 (P = 0.98) 10 1000 Favorece Controle Favorece TCC
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Figura G1. Forest plot da meta-análise do desfecho de perda de peso significativa (≥10%) nos estudos que avaliaram a EM.

Study or Subgroup Experimental Experimental Control Events Iotal_Weight Control Events Iotal_Weight Risk Ratio
6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento 6.3.1 De 7 a 12 meses de acompanhamento
Rodriguez-Cristobal 2017 Subtotal (959 CI) 19 283 283 12 302 302 27.99 27.99 1.69 [0.84,3.42]
Total events Heterogeneity: Not applicable 19 Test for overall effect Z= 1.46 (P = 0.14) 12
6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento 6.3.2 Mais de 12 meses de acompanhamento
Rodriguez-Cristobal 2017 19 238 10 199 26.29 1.59 [0.76, 3.34]
Tarraga 2014 Subtotal (95% CI) 26 319 557 19 317 516 45.99 72.19 1.36 [0.77,2.41] 1.44 [0.92, 2.27]
Total events 45 29
Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11) Test for overall effect Z= 1.59 (P = 0.11)
Total (959 CI) 840 818 100.09 1.51 [1.03,2.21]
Total events 64 41
0.01 0.1 Favorece Controle Favorece Entrevista Motiv
Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03) Test for overall effect Z= 2.13 (P = 0.03)

Figura H1. Avaliação da qualidade metodológica dos ECR.

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Quadro J1: Principais domínios avaliados (tabela Evidence to Decision do GRADE PRO).

PERGUNTA PERGUNTA
POPULAÇÃO: perda de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade
INTERVENÇÃO: suporte psicológico
COMPARAÇÃO: tratamento convencional
DESFECHOS PRINCIPAIS: Perda de peso significativa (>10%); Alteração no peso corpóreo ; Alteração no IMC (Índice de Massa Corporal) ; Alteração na medida do perímetro da cintura;

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019
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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados. O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados. O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ● Incerto Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados. O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados. O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal
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Certeza da Evidência

Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

● Muito Baixa

Baixa

Moderada

Alta

○ Sem estudos incluídos

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

A qualidade geral da evidência é muito baixa para todos ps desfechos.

Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Perda de peso significativa (>10%) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b,c
Alteração no peso corpóreo ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA c,d,e
Alteração no IMC (Índice de Massa Corporal) ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA c,d,e
Alteração na medida do perímetro da cintura ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA c,e,f
  • a. Dos 5 ECR incluídos, três apresentam baixa qualidade metodológica e os outros dois qualidade moderada.
  • b. Mesmo com o i2=0, os estudos apresentam intervenções distintas (3 ECR sobre TCC e 2 de EM), comparadores distintos e tempos de seguimentos diferentes.
  • c. Os resultados estão em direções distintas e os intervalos de confiança não são sobreponíveis.
  • d. Apenas Jackson et al., (2018) apresentou alta qualidade metodológica. No restante dos estudos, a qualidade metodológica variou de baixa a moderada.
  • e. alta heterogeneidade pelo teste i2, os estudos apresentam intervenções, comparadores e tempos de seguimento distintos
  • f. Dos 4 ECR, três apresentaram qualidade metodológica moderada e um baixa.
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Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

  • ○ Importante incerteza ou variabilidade

  • Possível Importante incerteza ou variabilidade ○ Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade

  • ○ Sem importante incerteza ou variabilidade

. Não se sabe ao certo qual seria a preferência dos indivíduos;

. A depender das limitações físicas e nutricionais, alguns indivíduos poderiam opinar pelo tratamento com dieta e/ou exercício físico em detrimento à terapia;

. Apesar do agrupamento de efeito quantitativo realizado, as comparações foram diferentes e poderia, também, haver um efeito add-on positivo da terapia associada ao tratamento conservador;

. Trabalhar com emoções e sentimentos pode não ser confortável para alguns indivíduos.

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Balanço dos efeitos

O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto  Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados.  O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal  Devido à característica dos estudos, alta heterogeneidade e baixa qualidade metodológica, é difícil recomendar um tipo de terapia em detrimento da outra. Uma modalidade deve ser indicada considerando a possibilidade de associação com tratamento conservador e depende da vontade doindivíduo.  texto deve conter as técnicas de suporte psicológicos que devem ser utilizados.  Os resultados das meta-análises sugerem que a entrevista motivacional auxilie na redução do peso corporal, IMC e perda significativa de peso (≥10%), enquanto a terapia cognitivo comportamental, não mostrou vantagens estatisticamente significantes em relação ao controle. Na análise de subgrupo, as meta-análises que avaliaram o suporte psicológico, tanto a TCC quanto a EM, com estudos com mais de 12 messes de acompanhamento, apresentaram diminuição de peso corpóreo e IMC mais expressivo. Dessa forma, acredita-se que essas técnicas de suportes psicológicos possam ser adjuvantes promissores na redução de peso corporal em pacientes portadores de sobrepeso e obesidade. Porém, vale destacar que a maioria dos estudos incluídos nestas meta-análises apresentavam qualidade metodológica baixa a moderada e que as especificidades de cada estudo ocasionam limitações à sumarização dos resultados.  O Sistema Único de Saúde já apresenta incorporadas à sua Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais, terapias em grupo e individuais. Assim as técnicas de suporte psicológico poderiam ser utilizadas nessas terapias para pacientes portadores de obesidade e sobrepeso com foco na redução de peso corporal  Devido à característica dos estudos, alta heterogeneidade e baixa qualidade metodológica, é difícil recomendar um tipo de terapia em detrimento da outra. Uma modalidade deve ser indicada considerando a possibilidade de associação com tratamento conservador e depende da vontade doindivíduo.  texto deve conter as técnicas de suporte psicológicos que devem ser utilizados.

Aceitabilidade

A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ● Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ○ Incerto  Alguns indivíduos podem preferir a terapia com educação alimentar e exercício físico ou medicamentos em detrimento à terapia;  Em relação aos demais atores o suporte psicológico já está incorporado no SUS, assim, não ocasionaria nenhuma mudança, além de capacitação dos profissionais.  Alguns indivíduos podem preferir a terapia com educação alimentar e exercício físico ou medicamentos em detrimento à terapia;  Em relação aos demais atores o suporte psicológico já está incorporado no SUS, assim, não ocasionaria nenhuma mudança, além de capacitação dos profissionais.
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RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO

PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
Incerteza ou variabilidade importente Possivelmete variabilidade ou incerteza importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a comparação nem a intervenção Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
ACEITABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção
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CONCLUSÕES

Recomendação

Recomenda-se o suporte psicológico baseado em EM e TCC, desde que adequadas às necessidades do paciente com sobrepeso e obesidade e condicionadas ao treinamento e capacitação das equipes em saúde para a realização adequada desses procedimentos. Ademais, é ideal que ao paciente seja fornecida informação e a possibilidade de associação de outras modalidades de tratamento, como readequação alimentar e prática de exercícios físicos. A terapia e o suporte psicológico devem ser avaliados por profissional capacitado e indicados quando aplicável, respeitando a individualidade dos usuários.

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APÊNDICE 11 - PERGUNTA PICO 10

Questão da pesquisa: 'Qual a eficácia e segurança da sibutramina na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era a sibutramina (C) Placebo ou orlistate; e desfechos (O) perda de peso (contínua e clinicamente significante (> 10% do peso corpóreo)), redução do perímetro da cintura, redução do IMC.

A. Estratégia de busca

Quadro K1. Estratégias de busca nas bases de dado PubMed e Embase.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via Pubmed: ((("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight)) AND ("sibutramine" [Supplementary Concept] OR sibutramine)) AND ((randomized controlled trial[pt] OR controlled clinical trial[pt] OR randomized[tiab] OR placebo[tiab] OR drug therapy[sh] OR randomly[tiab] OR trial[tiab] OR groups[tiab] NOT (animals [mh] NOT humans [mh]))) Data de busca: 29/10/2018 728
EMBASE ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND ('sibutramine' OR 'sibutramine'/exp) AND[embase]/lim AND 'crossover procedure':de OR 'double-blind procedure':de OR 'randomized controlled trial':de OR 'single-blind procedure':de OR (random* OR factorial* OR crossover* OR cross NEXT/1 over* OR placebo* OR doubl* NEAR/1 blind* OR singl* NEAR/1 blind* OR assign* OR allocat* OR volunteer*):de,ab,ti Data de acesso: 02/10/2018 1.211

B. Seleção das evidências

A busca pelas evidências resultou em 1.939 referências (728 no MEDLINE e 1.211 no EMBASE). Destas, 341 foram excluídas por estarem duplicadas. Mil quinhentos e noventa e oito referências foram triadas por meio da leitura de títulos e resumos, das quais, 60 referências tiveram seus textos avaliados para confirmação da elegibilidade, por meio de uma análise mais minuciosa. Dessas 60 referências, 40 foram lidas na íntegra. As justificativas de exclusão dos estudos encontram-se no Quadro L1 .

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Quadro L1 . Estudos excluídos na fase 3.

Estudo Referência Motivo de exclusão
Hauner et al., 2004 377
McMahon, 2000 379 Estavam contemplados 2007
Padwal et al., 2003 380
Gonzalez et al., 2010 381 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Cuellar et al., 2000 383 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Fanghanel et al., 2000 384 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Faria et al., 2002 385 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Finer et al., 2000 386 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Fujioka et al., 2000 387 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Hazenberg et al., 2000 388 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Hanotin et al., 1998 389 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
James et al., 2000 390 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Norris et al., 2004 391 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Serrano-Rios et al., 2004 392 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Smith et al, 2001 393 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Sramek et al., 2002 394 Estavam contemplados na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Apfelbaum et al., 1999 395 Estava na RS de Rucker et al., 2007 378 e na RS de Arterburn et al., 2004 382 .
Bray et al., 1996 396 Não descreveu o número de participantes avaliados
Milano et al., 2005 397 Avaliou somente 20 pacientes
Wilfley et al., 2008 398 Não preencheu o critério de inclusão de IMC igual ou superior a 25kg/m2
James, et al., 2010 399 Não descreveu os resultados de redução de peso (contato com autor sem sucesso)
Kim et al., 2003 400 Uma meta-análise que estava incluída na RS de Arterburn et al., 2004 382
Dedov et al., 2018 401
Gaciong et al., 2005 402 Não apresentavam o braço comparador
Stimac et al., 2004 403 Não apresentavam o braço comparador
Gray et al., 2012 404 Não apresentou meta-análise individual para a sibutramina
Neovius et al., 2008 405 Não descreveu a população avaliada no estudo

Ao final, foram incluídas três RS (Arterburn et al., 2004 382 , Rucker et al., 2007 378 e Gray et al., 2012 404 ), dez ECR (Appolinario et al., 2003 406 , Erondu et al., 2012 407 , Fanghanel et al., 2003 408 , Di Francesco et al., 2007 409 , Derosa et al., 2004 410 , Halpern et al., 2002 411 , Kaya et al., 2004 412 , Porter et al., 2004 413 , Tankova et al., 2004 414 , Caterson et al., 2012 415 e uma coorte (Douglas et al., 2015 416 ), importante para avaliar a segurança. As descrições e os dados dos referidos estudos encontram-se descritos no item 3.2.O processo de seleção dos estudos está descrito na Figura I1.

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Figura I1. Fluxograma de seleção dos estudos.

C. Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se no Tabela H1 . A caracterização dos participantes de cada estudo pode ser vista na Tabela I1. Resultados de eficácia encontram-se na Tabela J1 e nas Figura J1 . Desfechos de segurança, na Tabela K1 . A avaliação do risco de viés dos está ilustrada na Figura K1 . A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro M1 , que corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro N1 ilustra os principais domínios avaliados para tomada de decisão acerca da recomendação, criada a partir da tabela Evidence to Decision , da metodologia GRADE.

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Tabela H1. Características dos estudos incluídos.

Autor. Ano Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção Controle Risco de Viés
Appolinario et al., 2003 ECR duplo-cego, paralelo, randomizado, comparando dose fixa de sibutramina com placebo Avaliar eficácia e tolerabilidade da sibutramina em pacientes obesos com transtorno de compulsão alimentar Homens e mulheres, com idade entre 18 e 60 anos, com IMC entre 30 e 45 kg/m 2 e que apresentavam transtorno de compulsão alimentar Sibutramina 15 mg/dia Placebo Baixo
Caterson et al., 2012 ECR Duplo-cego, placebo controlado, multicêntrico Explorar a relação entre a mudança de peso durante o primeiro ano de tratamento do estudo SCOUT e seuefeito sobre os desfechos na população geral Homens e mulheres com idade ≥ 55 anos, com IMC ≥ 27 kg/m2 e ≤ 45 kg/m2 ou com IMC < 27 kg/m2 e com uma circunferência decintura grande (≥ 102 cm para homens e ≥ 88 cmpara mulheres). Sibutramina 10 mg/dia Placebo Baixo
Douglas et al., 2014 Coorte Avaliar longitudinalmente os efeitos sobre o peso e o IMC de orlistate e sibutramina na rotina de cuidados primários por meio da análise dos dados do Datalink da Pesquisa de Prática Clínica do Reino Unido durante um período de três anos A população do estudo foi formada por todos os pacientes registrados no CDPR antes de 31 de janeiro de 2013, com pelo menos 12 meses de registro e com um IMC de 30 kg/m 2 . Sibutramina (não especifica dose) Orlistate (não especifica dose) ou sem intervenção Baixo
ECR multicêntrico, duplo- Avaliar os efeitos na perda de peso da substância MK-0557, antagonista seletivo do receptor NPY5R, quando co- Pacientes obesos, com IMC entre 30 e 43 Sibutramina Grupo placebo e Incerto Não há informações suficientes para julgar os domínios randomização, sigilo de
Erondu et al., 2007 cego, randomizado, controlado por placebo administrado com orlistate e sibutramina, além de comparar diretamente a eficácia de orlistate e sibutramina. kg/m 2 , com idade entre 18 e 65 anos 10 mg/dia grupo orlistate 120 mg alocação, cegamento e avaliação cega dos desfechos. Ademais, autores nãodeixaram claro a participação da patrocinadora do estudo.
Fanghänel et al., 2003 ECR randomizado, duplo- cego, controlado por placebo Avaliar eficácia e segurança da sibutramina 10 mg/dia em pacientes hipertensos com sobrepeso (IMC > 27 kg/m 2 ) Pacientes com IMC > 27 kg/m 2 , hipertensos, atendidos no Serviço de Endocrinologia do Hospital Geral do México na Cidade doMéxico Sibutramina 10 mg/dia Placebo Incerto Não há informações suficientes para julgar o domínio avaliação cega dos desfechos. A Química Knoll do México patrocinou este estudo clínico.
Di Francesco et al., ECR randomizado, multicêntrico, duplo- Avaliar o efeito da sibutramina 10 mg combinada com dieta na perda e Pacientes com IMC ≥30 e ≤ 40kg/m 2 , idade Sibutramina Incerto Não há informações suficientes para julgar
2007 Halpern et al., 2002 cego, paralelo, controlado porplacebo duplo-cego, manutenção de peso, além da qualidade de em pacientes italianos

ECR

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Avaliar eficácia, segurança e entre 18 e 65 anos 10 mg/dia Placebo os domínios sigilo de alocação, cegamento dos participantes e avaliação cega dos desfechos.
tolerabilidade da sibutramina no manejo de pacientes obesos por um período de 6 meses Pacientes com idade entre 18 e 65 anos,com IMC > 30kg/m 2 , com glicose de jejum < 130mg/dL, Sibutramina Placebo 10 mg/dia Alto Não há informações suficientes para julgar os domínios randomização, sigilo de
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Autor. Ano Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção Controle Risco de Viés
controlado por placebo triglicerídeos < 500 mg/dL, ácido úrico < 8,0 mg/dL, transaminases < 40 mg/dL, bilirrubina < 2,0 mg/dL, ureia < 40 mg/dL e creatinina < 1,5 mg/dL. alocação e avalição cega dos desfechos. Não há menção sobre cuidados específicos para lidar com as perdas de seguimento.
Kaya et al., 2004 ECR prospectivo, randomizado, aberto, de curto prazo Comparar as mudanças nas medidas antropométricas (IMC e peso corporal) em pacientes obesos tratados com dieta e exercício ou adicionando sibutramina e/ou orlistate, além de descrever os eventos adversos encontrados Pacientes com idade entre 18 e 60 anos, IMC ≥ 30kg/m 2 , com história de pelo menos uma tentativa frustrada de perder peso por meio de medidas dietéticas no passado Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg ou terapia combinada (sibutramina 10 mg + orlistate 120 mg) ou dieta Alto Não há informações suficientes para julgar os domínios randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto, sem cegamento para avaliação dos desfechos.
Porter et al., 2004 ECR prospectivo, randomizado e controlado Avaliar o benefício da sibutramina 5 a 20 mg/dia dentro de um programa de controle de peso Pacientes maiores de 18 anos, com IMC > 30 kg/m 2 . Pacientes com IMC entre 27 a 29,9 foram elegíveis se tivessem uma ou mais das seguintes comorbidades: diabetes mellitus com ou sem terapia medicamentosa, hipertensão tratada com terapia medicamentosa ou hiperlipidemia tratada com terapia medicamentosa Sibutramina 5 a 20 mg/dia Nenhum medicamento Alto Não está claro a garantia do sigilo de alocação. Estudo aberto e não houve cegamento para avaliação dos desfechos.
Tankova et al., 2004 ECR aberto, controlado e randomizado Avaliar o efeito da sibutramina no peso corporal, massa gorda corporal, controle glicêmico, lipídios, secreção e resistência à insulina em pacientes diabéticos obesos tipo 2, bem como em indivíduos obesos não diabéticos, durante três meses Pacientes com diferentes graus de obesidade, incluindo não diabéticos e diabéticos tipo 2 Sibutramina 10 a 15 mg/dia Nenhum medicamento Alto Não há informações suficientes para julgar os domínios randomização e sigilo de alocação. Estudo aberto, sem cegamento para avaliação dos desfechos. Sem informações sobre tratamento específico para lidar com perdas de seguimento.
Derosa et al., 2004 ECR multicêntrico, duplo- cego, randomizado e Avaliar comparativamente a eficácia e a segurança do orlistate 360 mg/dia e da sibutramina 10 mg/dia no tratamento de pacientes obesos com diabetes tipo 2, Pacientes obesos, de ambos os sexos,maiores de 18 anos, com IMC > 30kg/m 2 e diabetes Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 360 mg/dia Baixo
efeitos cardiovasculares Avaliar a eficácia do cloridrato de 29 ECR incluídos. Pacientes com mais de18 Sibutramina Qualidade criticamente baixa, uma vez que apresenta falha em 3 itens críticos. Apresentou falhas nos seguintes domínios:
Arterburn et al., 2004 RS com meta-análise sibutramina 10 a 20 mg/dia na perda anos, IMC ≥ 25 kg/m 2 , ECR com duração de 10 a 20 Placebo ausência de protocolo (item 2), ausência de
de peso oito semanas ou mais. mg/dia justificativa para exclusão de estudos individuais (item 7) e não-consideração do risco de viés ao interpretar os resultados da revisão (item 13).
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Autor. Ano Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção Controle Risco de Viés
Gray et al., 2012 RS commeta-análise Comparar as intervenções anti-obesidade (orlistate, sibutramina e rimonabanto) na perda de peso, alteração de IMC e redução de peso em 5 e 10% 44 ECR com sibutramina incluídos. Pacientes adultos com excesso de peso, obesos ou em risco de doença cardiovascular Sibutramina 10 e 15 mg/dia Placebo Orlistate Rimonabanto Metformina Cuidado padrão Qualidade criticamente baixa, uma vez que apresenta falha em 1 item crítico e 2 não críticos. Apresentou falhas nos seguintes domínios: não realização da extração de dados em duplicata (item 6), não-consideração do risco de viés ao interpretar os resultados da revisão (item 13), e não discussão da heterogeneidade observada nos estudos (item 14).
RS com meta-análise Resumo de uma Quantificar a eficácia dos efeitos 10 ECR com sibutramina incluídos, com 2.623 Sibutramina Qualidade criticamente baixa, uma vez que apresenta falha em 4 itens críticos. Apresentou falhas nos seguintes domínios: ausência de protocolo (item 2),
Rucker et al., 2007 atualização de uma revisão sistemática Cochrane associados ao uso prolongado de medicamentos anti-obesidade participantes. Pacientes adultos, maiores de 18 anos, com sobrepeso ou obesidade. 10 a 20 mg/dia Placebo inadequação das buscas nas bases de dados (item 4), ausência de justificativa para exclusão de estudos individuais(item 7) e não-consideração do risco de viés ao interpretar os resultados da revisão(item 13).

ECR: ensaio clínico randomizado; RS: revisão sistemática; IMC: índice de massa corpórea

Tabela I1. Características dos participantes dos estudos incluídos.

Autor Intervenção Controle N intervenção N controle média (DP) Idade intervenção Idade controle (DP) média (intervenção/ controle) N (%) sexo feminino seguimento Tempo de
Appolinario et al., 2003 mg/dia Sibutramina 15 Placebo 30 30 35,2(9,0) 36,6(10,2) 26(87)/27(90) 12 semanas
Caterson et al., 2012 mg/dia Sibutramina 10 Placebo 4.906 4.898 63,2(6,1) 63,3(6,2) 2.100(42,8)/2.057(42) 1 ano
Douglas et al., 2014 Sibutramina (não especifica dose) Orlistate (não especifica dose) ou sem intervenção 15.355 Orlistate: 100.701 43,5(13,1) Orlistate: 46,2(14,0) sem intervenção: 46,4(14,1) Sibutramina: 12.560(81,8) Orlistate: 76.946(76,4) Estimativa de 3 anos
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Autor Intervenção Controle Nintervenção N controle Idade intervenção média (DP) Idade controle média (DP) N (%) sexo feminino (intervenção/ controle) Tempo de seguimento
sem intervenção: 508.140 Sem intervenção: 380.389(74,9)
Erondu et al., 2007 Sibutramina 10 mg/dia Grupo placebo e grupo orlistate 120 mg 100 Grupo placebo - 101 Grupo orlistate - 99 40,9(11,1) Grupo placebo: 42.6(10,8) Grupo orlistate: 41,9(9,4) Grupo sibutramina: 85(85,0) Grupo placebo: 83(82,2) Grupo orlistate: 83(83,8) 24 semanas
Fanghänel et al., 2003 Sibutramina 10 Placebo 29 28 49,0(5,5) 45,5(6,5) 24(82,8)/21(75,0) 6 meses
Di Francesco et al., mg/dia Sibutramina 10 Placebo 130 128 41,5(10,8) 42,3(11) 130(84,4)/ 128(82,6) 6 meses
2007 Halpern et al., 2002 mg/dia Sibutramina 10 Placebo 30 31 38,3 38,3 NR 6 meses
mg/dia
Kaya et al., 2004 Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg/3x/dia ou terapia combinada (sibutramina 10 mg/dia + orlistate 120 mg/3x/dia) ou dieta 22 Orlistate - 25 Terapia combinada - 20 Dieta - 19 40,3(9,0) Orlistate:44,0(8,9) Terapia combinada: 41,8(8,8) Dieta: 37,5(7,3) Sibutramina: 17(77,3) Orlistate: 21(84) Terapia combinada: 15(75) Dieta: 17(89,5) 12 semanas
Porter et al., 2004 Sibutramina 5 a 20 Nenhum medicamento 281 220 47,2(10,7) 49,6(10,4) 222(79,0)/ 187(85,0) 6 meses
Tankova et al., 2004 mg/dia Sibutramina 10 a 15 mg/dia Nenhum medicamento Diabéticos: 44 Não diabéticos: 49 Diabéticos: 39 Não diabéticos: 41 Diabéticos: 45,2(5,2) Não diabéticos: 41,9(5,7) Diabéticos: 44,8(6,1) Não diabéticos: 44,6(6,0) Diabéticos: 27(61)/ 24(62) Não diabéticos: 32(65)/27(66) 3 meses
Derosa et al., 2004 Sibutramina 10 Orlistate 360 mg/dia 70 71 51 (4,0) 53 (5,0) 36 (50,7%)/ 36 (51,4) 12 meses
Arterburn et al., 2004 mg/dia Sibutramina 10a 20 Placebo Variável Variável Variação de 34 - 54 anos Variação de 34 - 54 anos NR 8-54 semanas
Gray et al., 2012 mg/dia Sibutramina 10 e 15 mg/dia Placebo Orlistate Rimonabanto Variável Variável NR NR NR 3-48 meses
Rucker et al., 2007 Sibutramina 10 a 20 Placebo Variável Variável Variação de 38 - 53 anos Variação de 38 - 53 anos NR 4-54 semanas

mg/dia

Página 278

Tabela J1. Desfechos primários de eficácia dos estudos incluídos.

Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Douglas et al., 2014 (coorte) Sibutramina Controle 1: orlistate Controle 2: sem medicamento Variação estimada do IMC por mês, (IC95%): Acompanhamento de 4 meses Grupo Intervenção: -0,47 (- 0,48 a -0,46) Grupo Controle 1: -0,34 (- 0,34 a -0,34) Acompanhamento de 12 meses Grupo Controle 2: 0,01 NR Mudança de peso estimada por mês (IC95%): Acompanhamento de 4 meses Grupo Intervenção: -1,28 (- 1,30 a -1,26) Grupo Controle 1: -0,94 (-0,95 a -0,93) Acompanhamento de 12 NR NR NR
Halpern, 2002 ECR Sibutramina 10 mg/dia Placebo Acompanhamento de 6 meses Grupo Intervenção: média do IMC Inicial foi de 36,6 e Final de 33,9 Diferença foi de -2,7 Grupo controle: Médiado IMC inicial foi de 36,9 e Final de 36,1 Diferença foi de -0,8 p < 0,002 (valor final versus valor inicial no grupo intervenção) Valor de p não reportado para o grupo controle, mas citado como não-significativo Acompanhamento de 6 meses Grupo Intervenção: médiado peso inicial e finalreportados em Kg foram, respectivamente, 91,1 e 83,8 Diferença foi de -7,3 Grupo Controle: média do peso inicial e finalreportados em Kg foram, respectivamente, 91,5 e 88,9 Diferença foi de -2,6 Redução de < 5% do peso: Intervenção: 12 (40%) Controle: 13 (41,9%) Valores de p não reportados, mas citados como não- significativos Grupo Intervenção: as médias do perímetro da cintura inicial e final em foram, respectivamente, 103,5 e 96,2 Diferença foi - 7,3 Grupo Controle: média perímetro da cintura inicial final em cm foram, respectivamente, 104,8 101,5 Diferença foi de -3,3 Acompanhamento de 6 meses
Página 279

valores de p não reportados para diferenças intra ou entre grupos, mas citados como nãosignificativos

Página 280
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Appolinario et al., 2003 ECR Sibutramina 15 mg/dia Placebo NR NR Redução > 10% Intervenção: 8 (26,7%) Controle: 1 (3,2%) Acompanhamento de 12 semanas Grupo Intervenção: média (DP) do peso Inicial em Kg foi de 102,8 (13,2) e Final de 95,4 (12,3) Diferença foi de -7,4 Grupo Controle: média (DP) do peso Inicial em Kg foi 98,7 (12,9) e Final de 100,1 (13,6) Diferença foi de +1,4 p < 0,001 (grupointervenção versus grupo controle) NR NR
Fanghänel, 2003 ECR Sibutramina 10 mg/dia Placebo Acompanhamento de 6 meses. Resultados conforme Análise por Intençãode tratar: Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do IMC inicial e final foi de -2,4 (-3,2 a -1,6). Grupo Controle: A diferença entre a média (IC 95%) do IMC inicial e final foi de -1,5 (-2,2 a -0,8). Resultados conforme última observação realizada (LOCF) Grupo intervenção: valores de p não reportados, mas citados como estatisticamente significantes para as diferenças entre o valor final versus o valor inicial em ambas análises. Grupo Controle: valores de p não reportados, mas citados como Acompanhamento de 6 meses Resultados conforme Análise por Intenção de tratar Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do peso inicial e final, reportada em Kg, foi de -6,0 (-8,0 a -4,0). Grupo Controle: a média (IC 95%) do peso inicial e final, reportada em Kg, -3,8 (-5,6 a -2,1). Resultados conforme última observação realizada (LOCF) Grupo intervenção: valores p não reportados, mas citados como estatisticamente significantes para asdiferenças entre o valor final versus o valor inicial em ambas análises. Grupo Controle: valores de p não reportados, mas citados como estatisticamente significantes para asdiferenças entre o

diferença entre a

Página 281

Resultados conforme Análise por Intenção de tratar:

Acompanhamento de 6 meses

Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do perímetro da cintura

inicial e final, reportada em cm, foi de

  • 6,0 (-8,5 a -3,5).

Grupo Controle: a diferença entre a média (IC 95%) do perímetro da cintura inicial e final, reportada em cm, foi de -2,7 (-4,5 a -1,0).

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enças entre o valor final

versus o valor

inicial em ambas análises.

Grupo Controle:

valores de p não reportados, mas

citados como estatisticamente

significantes para as diferenças entre o

valor final versus

o

valor

Página 282
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do IMC inicial e final foi de -2,2 (-2,8 a -1,5). Grupo Controle: a diferença entre a média (IC 95%) do IMC inicial e final foi de -1,3 (-2,0 a -0,7). estatisticamente significantes para as diferenças entre o valor versus o valor inicial em ambas análises. Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do peso inicial e final, reportada em Kg, foi de -5,5 (-7,1 a -3,8). Grupo Controle: a valor final versus o valor inicial em ambas análises. Resultados conforme LOCF: Acompanhamento de 6 meses inicial em ambas análises.
Eficácia mensurada por análise de sensibilidade: Acompanhamento de 12 semanas. Grupo Intervenção: a diferença entre a média do IMC inicial e final foi de - 4,41 (DP 1,13; IC -3,963 a - 4,857). Grupo Controle 1: a diferença entre a média do final 5,12 (DP 1,40; IC -5,757 a - diferença entre a média (IC 95%) do peso inicial e final,reportada em Kg, -3,4 (-5,0 a -1,9). Grupo Intervenção: a diferença entre a média (IC 95%) do perímetro da cintura inicial e final, reportada em cm, foi de -5,3 (-7,3 a -3,2). média dopeso iniciale (DP 4,25; IC -15,605 a - Grupo Controle 3: a
Kaya, 2004 ECR Sibutramina 10 mg/dia Controle 1: monoterapia com orlistate 120 mg; Controle 2: terapia combinada: sibutramina 10 mg + orlistate 120 mg;Controle 3: dieta IMC inicial e final foi de - 3,64 (DP 0,90; IC -3,982 a - 3,298). A comparação dasalterações do IMC mostrou que a terapia combinada estava produzindo diferenças estatisticamente significativas em comparação com a dieta ou com monoterapia com orlistate (p < 0,001 para ambos). Além disso, a monoterapia com sibutramina mostrou-se mais eficaz do que a monoterapia com Acompanhamento de 12 semanas. Grupo Intervenção: a diferença entre a média do peso inicial e final, expresso em Kg, foi de -11,72 (DP 3,31; IC -13,178 a - 10,242). Grupo Controle 1: a diferença entre a média do peso inicial e final, expresso em Kg, foi de - 9,35 kg (DP 2,62; IC -10,421 a final, expresso emKg, foi de 11,735). diferença
Página 283
G m 2
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As médias dos grupos em termos de perda o a ,
de peso foram significativamente diferentes n c 9
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entre o grupo terapia combinada e os grupos r n -
dieta e monoterapia com orlistate, o t 0
respectivamente (p < 0,001 para ambos). l u ,
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No entanto, apesar de produzir uma : a )
diferença numérica, não houve significância estatística em termos de perda de peso a i .
entre o grupo de monoterapia com d n
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Página 284
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
4,483). Grupo Controle 3: a diferença entre a média do IMC inicial e final foi de - 2,52 (DP 1,13; IC -2,967 a - 2,073). orlistate (p = 0,013). A monoterapia com orlistate e o grupo dieta inferiram significativamente em termos de diminuição do IMC (p < 0,001). Por fim, o entre a média do peso iniciale final, expresso em Kg, foi de - 6,24 kg (DP 3,44; IC -7,896 a - 4,582). sibutramina e o grupo de terapia combinada (p = 0,067). A monoterapia com sibutramina produziu significativamente mais redução de peso do que o orlistate (p = 0,020).
grupo dieta mostrou-se o menos eficaz em produzir redução do IMC com diferenças significativas nas médias em comparação a todos os grupos com intervenção farmacológica (p 0.01 para todas < respectivamente,
Tankova, 2004 ECR Sibutramina dose média diária de 12,8 mg (DP = 2,2 mg). Sem medicamento ou placebo NR Os autores só descrevem o IMC na linha de base. Não é descrito o IMC final e nem a variação. NR Acompanhamento de 3meses. Grupo Sibutramina Diabéticos: média (DP) de peso inicial e final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, 95,8 (10,1) e 89,0 (8,9). Redução de 7,1% Grupo Sibutramina de pacientes não-diabéticos: média (DP) de peso inicial e final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, tratadocom sibutramina foi de 98,6 (9,9) e 89,6 (10,4). Redução de 9,1% Grupo Sibutramina Diabéticos: p < 0,001 (intra-grupo; 3 meses) Grupo Sibutramina de pacientes não- diabéticos: p < 0,0001 (intra-grupo; 3 meses) Acompanhamento de 3 meses. Grupo Sibutramina Diabéticos: a média (DP) do perímetro da cintura e final, em cm, foram, respectivamente, de 104,4 (9,6) e 95,0 (10,5). Grupo Sibutramina NÃO-Diabéticos: a média (DP) do perímetro da cintura e final, em cm, foram,
Página 285

Grupo Sibutramina Diabéticos: p < 0,001 (intragrupo; 3 meses)

Grupo Sibutramina de pacientes nãodiabéticos: p < 0,001 (intragrupo; 3 meses)

Página 286

Sibutramina

Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Grupo controle de pacientes diabéticos: média (DP) de peso inicial e final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, 90,4 (8,8) e 87,8 (7,9). Redução de 2,9% Grupo Controle de pacientes não-diabéticos: média (DP)de peso inicial e final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, 95,2 (9,0) 92,5 (9,1). Redução de 2,9% Grupo controle de pacientes diabéticos: p = 0,3 (intra-grupo; 3 meses) Grupo Controle de pacientes não- diabéticos: p = 0,3 (intra-grupo; 3 meses) p < 0,001 (entre grupos Sibutramina Diabéticos e Controle Diabéticos) p < 0,0001 (entre grupos 104,2 (11,5) e 92,5 (12,8). Grupo Controle Diabéticos: a média (DP) do perímetro da cintura e final, em cm, foram, respectivamente, de 104,5 (11,2) e 102,2 (12,4). Grupo Controle NÃO- Diabéticos: a média (DP) do perímetro da cintura e final, em cm, foram, respectivamente, de 103,8 (12,2) e 100,9 (14,7). Grupo Controle Diabéticos: Valor de p não-reportado, porém descrito como NÃO significativo. Grupo Controle NÃO- Diabéticos: Valor de p não-reportado, porém descrito como NÃO significativo
inicial e final foi de -1,1 (5,2) Grupo Controle: perda média de peso, expressa em Kg, foi - 3,1 kg (IC 95% -3,8 a - P < 0,01 (entre grupos Diabéticos versus não- diabéticos)
Porter, 2004 ECR Sibutramina 5 a 20 mg/dia Sem medicamento ou placebo Acompanhamento de 6 meses Grupo Intervenção: a diferença entre a média (DP) do IMC inicial e final foi de -2,4 (2,0) Grupo Controle: a diferença entre a média (DP) do IMC A redução do IMCno grupo intervenção foi significantemente maior do que no grupo controle (p < 0,001). Acompanhamento de 6 meses. Grupo Intervenção: perda média de peso, expressa em Kg, foi de -6,8 (IC 95% -7,4 a - 6,1). Redução média (DP) de 6,4 2,4). A perda do grupo foi significantemente que a perda no grupo (p < 0,001).
Página 287

Acompanhament o de 6 meses

Grupo

Intervenção: A

diferença entre a média (DP) do

perímetro da cintura inicial e

final, reportada em cm, foi de

  • 4,3 (7,9).

Grupo Controle:

A

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grupo controle

(p <

0,001).

Página 288
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Derosa, 2004 ECR Sibutramina 10 mg/dia Orlistat 360 mg/dia (1,7) Grupo Intervenção: média (DP) do IMC Inicial foi de 33,1 (1,4); 3º mês* de 31,4 (1,1). 6º mês* de 30,4 (0,9). 9º mês** de 30,0 (0,8) no 9º mês. 12º mês*** de 29,5 (0,5). Grupo Controle: média (DP) *p < 0,05 versus linha de base; **p < 0,02 versus linha de base; ***p < 0,01 versus Redução média (DP) de 2,9 (4,7) NR NR diferença entre a média (DP) do perímetro da cintura inicial e final, reportada em cm, foi de -1,6 (7,4). Grupo Intervenção: a média (DP) do perímetro da cintura (cm) Inicial foi de 101 (4); de 100 (3) no 3º mês; de 99 (3) no 6º mês; de 97 (4) no 9º mês; e de 95 (3)* no 12º mês. Grupo Controle: a média *p < 0,05 versus linha de base
Di Francesco, 2007 ECR Sibutramina 10 mg/dia Placebo Eficácia mensurada por análise de sensibilidade: Acompanhamento de 6 meses. Grupo intervenção: média do IMC Inicial foi de 35,1 (DP 3) e Final de 32,6. Grupo controle: média do IMC Inicial foi de 35,0 (DP 3) e final de 33,6. p < 0,001 (Sibutramina versus Placebo) Acompanhamento de 6 meses. Grupo intervenção: médiado peso em KG Inicial foi de93,7 (DP 11,6) e final de 85,5. Grupo controle: média do peso em KG Inicial foi de93,1 (DP 12,5) e final de 89,2. p < 0,01 (Sibutramina versus Placebo) Para esse desfecho só são reportados os valores da linha de base. NR
Grupo Controle Acompanhamento de 6 meses. Acompanhamento de 6
Erondu, 2007 ECR Sibutramina 10 mg/dia 1: Placebo Grupo Controle Orlistate 360 2: mg/dia NR NR Grupo Intervenção: média (DP) de peso final, expressa em Kg,

287

Página 289
Sibutramina vs. Placebo (p <0,001) meses. Grupo Sibutramina
Intervenção versus
: a Média Placebo
(DP) do (<0,001)
Página 290
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
respectivamente, 98,0 (15,4) e 92,2 (15,8). Orlistate vs. Placebo (p <0,001) perímetro da cintura inicial e final, expressa em cm, foi de, Orlistate versus Placebo (p = 0,003)
Grupo Controle 1 (Placebo): média (DP) de peso inicial e final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, 97,3 (15,2) e 95,2 (16,1). Grupo Controle 2 (Orlistate): média (DP) de peso inicial e Sibutramina vs. Orlistate (p = 0,097) respectivamente, 107,4 (12,4) e 101,0 (13,6). Grupo Controle 1 (Placebo): a Média (DP) do perímetro da inicial e final, expressa Sibutramina versus Orlistate (p = 0,338)
cintura em cm, foi de, respectivamente, 106,7
final, expressa em Kg, foi de, respectivamente, 96,3 (12,3) e (11,4) e 104,1 (13,0).
Grupo Controle 2 (Orlistate): a Média do perímetro da cintura
91,2 (12,7). inicial e final, expressa em cm, foi de,
(DP) respectivamente, 105,9
(10,7) e 100,0 (11,1).
Acompanhamento de 6 meses Resultados conforme última observação realizada (LOCF): Grupo Intervenção: média
(DP) -4,12 (4,19) kg
Grupo Controle:
ECR
Caterson et al., 2012
10 mg/dia Placebo NR
Intervenção: (DP)
-4,18 (4,78)
Grupo Controle:
289
-2,08 (3,84)
Sibutramina
NR
de
NR
Acompanhamento meses NR
Grupo
NR NR NR
12
média
Página 291
Página 292
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
-1,87 (4,43)
Arterburn et al., 2004 RS com meta- análise Sibutramina 10 a 20 mg/dia Placebo NR NR -2,26), a favor da sibutramina. Não houve heterogeneidade significativa entre os sete estudos incluídos na análise(p = 0,55). Estudos com 16 a 24 semanas de duração: a diferença média ponderada na perda de peso foi de -5,06 Kg (IC 95%: -6,16 a -3,96), a favor da sibutramina. Houve heterogeneidade significativa entre os 12 estudos incluídos na análise (p < 0,001). Estudos com 44 a 54 semanas de duração: a diferença média ponderada na perda de peso foi de -4,45Kg (IC 95%: -5,29 -3,62), a favor NR NR NR
a dasibutramina. relação a placebo: -2,43 (- Não houve heterogeneidade significativa entre os estudos incluídos na análise (p Não houve heterogeneidade significativa entre os estudos incluídos na análise (p
Variação estimada do IMC Mudança de peso kg (ICr 95%) Mudança de peso kg (ICr 95%)
Gray et al., 2012 RS com meta- análise Sibutramina 10 e 15 mg/dia Placebo Orlistate (ICr 95%): Acompanhamento de 3 meses NR Acompanhamento de 3 meses Sibutramina 10 mg/ relação a placebo: -4,88 (-6,40 a -3,43) Sibutramina 15 mg/ em Acompanhamento de 3 meses Sibutramina 10 mg/ relação a placebo: -4,88 (-6,40 a -3,43) Sibutramina 15 mg/ em
Sibutramina 10 mg/ em
Página 293

NR

NR

NR

Página 294
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
3,33 a -1,54) relação a placebo: -5,37** (- 6,59 a -4,10)
Página 295
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Sibutramina 15 mg/ em relação a placebo: -2,91** (-5,45 a -0,62) Sibutramina 10 mg/ em relação a orlistate: -1,30 (-3,30 a 0,74)
Sibutramina 10 mg/ em relação a orlistate: -0,84 (- 3,42 a 1,74) Sibutramina 15 mg/ em relação a orlistate: -2,23* (- 4,03 a -2,23)
Sibutramina 15 mg/ em relação a orlistate: -1,49* (- 4,33 a 1,11) Redução de 5% do peso
Acompanhamento de 3meses
Sibutramina 10 mg/ em relação a placebo: 5,87 (1,46 a 17,65)
Sibutramina 15 mg/ em relação a placebo: 9,95 (3,10 a 32,71) Sibutramina 10 mg/ em relação a orlistate:32,31* (0,29 a 102,70)
Sibutramina 15 mg/ em relação a orlistate:35,04* (0,87 a 140,90)
Acompanhamento de 6meses
Sibutramina 10 mg/ em relação a placebo: 4,25 (2,39 a 6,84) Sibutramina 15 mg/ em relação a placebo: 6,90 (3,88 a 12,99)
Sibutramina 10 mg/ em relação a orlistate: 1,55* (0,67
Página 296
Desenho Desenho Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho Valor de p
Autor, ano do Intervenção Controle doperímetro da cintura
Estudo

a 3,01)

Sibutramina 15 mg/ em relação a orlistate: 2,50 (1,06 a 5,35)

Acompanhamento de 12 meses

Sibutramina 10 mg/ em relação a placebo: 3,25 (1,56 a 6,22) Sibutramina 15 mg/ em relação a placebo: 4,06 (2,51 a 6,29)

Sibutramina 10 mg/ em relação a orlistate: 1,14* (0,52 a 2,24)

Sibutramina 15 mg/ em relação a orlistate: 1,42 (0,83 a 2,92)

Redução de 10% do peso

Acompanhamento de 3 meses

Sibutramina 10 mg/ em relação a placebo: 16,41 (0,34 a 93,23)

Sibutramina 15 mg/ em relação a placebo: 14,48 (0,28 a 77,41)

Em relação a orlistate: não relatado

Página 297
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Rucker et al., 2007 RS com meta- análise Sibutramina 10 a 20 mg/dia Placebo NR NR A diferença média ponderada de peso foi de -4,20Kg (IC 95% -4,77 a -3,64), a favor da Sibutramina. I 2 = 0%; 7 ECR; p <0,001 NR NR

1536 pacientes.

Página 298
Autor, ano Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) Valor de p Desfecho do Peso Valor de p Desfecho doperímetro da cintura Valor de p
Redução de 5% do peso Nº estudos (tamanho da amostra) - Diferença derisco (ativo menos placebo) IC95% 7 (1464) 0,32 (0,27 a 0,37) Redução de 10% do peso

Legenda: ECR: ensaio clínico randomizado; NR: não reportado; RS: revisão sistemática; IMC: índice de massa corpórea; * Não há estudos head to head ; **Estimativa MTC não se enquadra no intervalo de confiança na meta-análise por pares. LOCF: Last Observation Carried Forward .

Tabela K1. Resultados de segurança dos estudos incluídos.

Halpern, 2002 Halpern, 2002 Porter, 2004 Porter, 2004 Fanghänel, 2003 Fanghänel, 2003 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Kaya, 2004 Kaya, 2004
Eventos adversos Sibutramina 10 mg/dia (n= 30) Controle (n = 31) Sibutramina 5 a 20 mg/dia (n= 291) Controle (n = 280) Sibutramina 10 mg/dia (n= 23) Controle (n = 24) Placebo (n = 101) Sibutramina 10 mg/dia (n= 100) Orlistate (n = 99) Sibutramina 10 mg/dia (n= 9/68) Orlistate (n = 22/65) Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg ou terapia combinada
cabeça Dor de NR NR 33 (11,3) 1 (0,4) 5 (21,7) 2 (8,3) NR NR NR 4 NR 2 (9,1) 2 (10,0)
Dor NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
seca Boca 2 (6,6) 4 (12,9) 85 (29,2) 3 (1,1) 4 (17,4) 2 (8,3) 1 (1,0) 6 (6,0) 1 (1,0) 2 NR 5 (22,7) 4 (20,0)
Infecção NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Faringite NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
ção Constipa 2 (6,6) 5 (16,1) 55 (18,9) 1 (0,4) 4 (17,4) 2 (8,3) 4 (4,0) 11 (11,0) 2 (2,0) 1 NR 4 (18,2) 1 (5,0)
Gripe NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
costas Dor nas NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Rash NR NR 15 (5,2) 1 (0,4) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Sinusite NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Página 299
Halpern, 2002 Halpern, 2002 Porter, 2004 Porter, 2004 Fanghänel, 2003 Fanghänel, 2003 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Kaya, 2004 Kaya, 2004
Eventos adversos Sibutramina 10 mg/dia (n= 30) Controle (n = 31) Sibutramina 5 a 20 mg/dia (n= 291) Controle (n = 280) Sibutramina 10 mg/dia (n= 23) Controle (n = 24) Placebo (n = 101) Sibutramina 10 mg/dia (n= 100) Orlistate (n = 99) Sibutramina 10 mg/dia (n= 9/68) Orlistate (n = 22/65) Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg ou terapia combinada
acidental Lesão NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
lgia Epigastra 0 1 (3,2) NR NR NR NR NR NR NR NR 5 NR NR
ia Sonolênc 1 (3,3) 0 NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
dia Taquicar NR NR 61 (20,9) 15 (5,4) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
são Hiperten NR NR 51 (17,5) 24 (8,6) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Insônia NR NR 50(17.2) 0 1 (4,3) 1 (4,2) NR NR NR 3 NR NR NR
Aumento de apetite NR NR 21 (7,2) 2 (0,7) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Tontura NR NR 20 (6,9) 1 (0,4) 1 (4,3) 1 (4,2) NR NR NR NR NR NR NR
Náusea NR NR 9 (3,1) 0 NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Astenia NR NR 8 (2,7) 1 (0,4) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
e Ansiedad NR NR 6 (2,1) 0 NR NR NR NR NR NR NR NR NR
mo Nervosis NR NR 6 (2,1) 0 NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Suor NR NR 6 (2,1) 0 NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Dor no peito, não cardíaco NR NR 6 (2,1) 2 (0,7) NR NR NR NR NR NR NR NR NR
seca Tosse NR NR NR NR 2 (8,7) 2 (8,3) NR NR NR NR NR NR NR
terite Gastroen NR NR NR NR 0 1 (4,2) NR NR NR NR NR NR NR
Página 300
Eventos Halpern, 2002 Halpern, 2002 Porter, 2004 Porter, 2004 Fanghänel, 2003 Fanghänel, 2003 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Kaya, 2004 Kaya, 2004
adversos Sibutramina 10 mg/dia (n= 30) Controle (n = 31) Sibutramina 5 a 20 mg/dia (n= 291) Controle (n = 280) Sibutramina 10 mg/dia (n= 23) Controle (n = 24) Placebo (n = 101) Sibutramina 10 mg/dia (n= 100) Orlistate (n = 99) Sibutramina 10 mg/dia (n= 9/68) Orlistate (n = 22/65) Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg ou terapia combinada
ão Inquietaç NR NR NR NR 1 (4,3) 0 NR NR NR NR NR NR NR
respirató Infecção do trato rio NR NR NR NR 3 (13,0) 8 (33,3) NR NR NR NR NR NR NR
Dor no ombro direito NR NR NR NR 0 1 (4,2) NR NR NR NR NR NR NR
o Palpitaçã NR NR NR NR NR NR 0 (0,0) 2 (2,0) 0 (0,0) NR NR NR NR
Bradicar dia sinusial NR NR NR NR NR NR 0(0.0) 0 (0,0) 1 (1,0) NR NR NR NR
ventricul Extra- sístoles ares NR NR NR NR NR NR 0(0,0) 1 (1,0) 0 (0,0) NR NR NR NR
ouvido e Distúrbio s do labirinto NR NR NR NR NR NR 2 (2,0) 2 (2,0) 0 (0,0) NR NR NR NR
endócrin Desorde ns as NR NR NR NR NR NR 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (1,0) NR NR NR NR
Desorde ns oculares NR NR NR NR NR NR 1 (1,0) 2 (2,0) 1 (1,0) NR NR NR NR
abdomin Distensã o al NR NR NR NR NR NR 1 (1,0) 1 (1,0) 6 (6,1) NR NR NR NR
Diarreia NR NR NR NR NR NR 3 (3,0) 5 (5,0) 17 (17,2) NR NR NR 5 (25,0)
ia Flatulênc NR NR NR NR NR NR 1 (1,0) 2 (2,0) 4 (4,0) NR 7 NR 5 (25,0)
Página 301
Halpern, 2002 Halpern, 2002 Porter, 2004 Porter, 2004 Fanghänel, 2003 Fanghänel, 2003 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Erondu, 2007 Derosa, 2004 Derosa, 2004 Kaya, 2004 Kaya, 2004
Eventos adversos Sibutramina 10 mg/dia (n= 30) Controle (n = 31) Sibutramina 5 a 20 mg/dia (n= 291) Controle (n = 280) Sibutramina 10 mg/dia (n= 23) Controle (n = 24) Placebo (n = 101) Sibutramina 10 mg/dia (n= 100) Orlistate (n = 99) Sibutramina 10 mg/dia (n= 9/68) Orlistate (n = 22/65) Sibutramina 10 mg/dia Orlistate 120 mg ou terapia combinada
Aumento da pressão sanguíne a NR NR NR NR NR NR NR NR NR 1 NR NR NR
Fezes gorduros as NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR 10 NR 5 (25,0)
defecaçã Aumento de NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR 3 NR NR
Urgência fecal NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR NR
Página 302

Figura J1 . Meta-análise comparativa entre sibutramina e placebo na redução do peso corporal.

Sibutramina Sibutramina Sibutramina Placebo Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study_or Subgroup Mean SD Total Mean SD Iotal_Weight Year
1.1.1 Dose 10 mgldia
Apfelbaum 25.2 7.5 81 0.5 5.7 78 7.99 -5.70 [7.77,-3.63] 1999
Smith 6.63 153 4.47 157 10.69 4.80 [ 6.06,-3.54] 2001
Sanchez-Reyes 44 10.78 42 3.29 -2.70 [7.19, 1.79] 2004
Caterson 4.78 4905 4,43 4897 13.29 -2.31 [2.49,-2.13] 2012
Subtotal (95% CI) 5183 5174 3.93[-5.94,-1.92]
1.1.2 Dose 15 mgldia
McNulty 5.4 4.95 68 64 9.79 2003
Kaukua 10.26 111 10.26 121 6.39 -4.50 [7.14,-1.86] 2004
Hauner 7.7 174 25.1 6.7 174 9.79 2004
Subtotal (95% CI) 353 359 25.7% 44.18 [-5.68,-2.69]
Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 5.48 (P < 0.00001)
1.1.3 Dose 20 mgidia
McMahon(a) 5.1 142 3.8 69 -3.90 [5.13,-2.67] 2000
McMahon(b) 44.5 4.5 145 3.6 72 10.79 11.19 '[5.21,-2.99] 2002
Subtotal (95% CI) 287 141 21.8% 4.01 [-4.83,-3.19]
Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001)
James 8.1 350 44.9 5.9 114 10.29 -4.00 [5.38, 2000
Mathus-Vliegen Subtotal (95% CI) 7.5 94 -8.5 8.1 95 7.49 -3.32[-5.03,-1.61] 2005
444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209 444 209
Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001) Test for overall effect: Z= 3.81 (P = 0.0001)
Total (95% CI) 6267 5883 100.0% 3.87 [-4.78,-2.96]
Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 8.31 (P < 0.00001) Afavor da Sibutramina A favor do placebo Afavor da Sibutramina A favor do placebo

Test for subqroup differences: Chi? = 0.63. df = 3 (P = 0.89)./ = 0%

Figura K1. Sumário do risco de viés: julgamento dos revisores sobre cada item do risco de viés para cada ensaio clínico randomizado incluído individualmente ou a partir da Revisão Sistemática de Rucker

Página 303

Quadro M1. Sumarização dos resultados dos estudos incluídos ( Summary of Findings [SoF] do webapp GRADEPRO).

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №depacientes №depacientes Efeito Efeito
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Sibutramina placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importância
Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg Perda de peso em Kg
11 ensaios clínicos randomizados grave a grave b não grave não grave viés de publicação altamente suspeito forte associação c 6267 5883 - DM3.87 menor (4.78 menor para 2.96 menor) ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 10 mg/dia
4 ensaios clínicos randomizados grave d grave b não grave grave e viés de publicação altamente suspeito forte associação c 5183 5174 - MD3.93 menor (5.94 menor para 1.92 menor) ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 15 mg/dia
3 ensaios clínicos randomizados grave d não grave f não grave não grave viés de publicação altamente suspeito forte associação c 353 359 - MD4.18 menor (5.68 menor para 2.69 menor) ⨁⨁⨁ ◯ MODERADA CRÍTICO
Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia Perda de peso em Kg - Dose 20 mg/dia
Página 304
Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №depacientes №depacientes Efeito Efeito
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Sibutramina placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) Certeza Importância
2 ensaios clínicos randomizados grave d não grave g não grave não grave viés de publicação altamente suspeito forte associação 287 141 - MD4.01 menor (4.83 menor para 3.19 menor) ⨁⨁⨁ ◯ MODERADA CRÍTICO

Perda de peso em Kg - Doses variadas (10-15-20)

IC: INTERVALO DE CONFIANÇA; DM: DIFERENÇA DE MÉDIA; A. ALTO RISCO OU RISCO INCERTO DE VIÉS PELA FERRAMENTA DE VIÉS DA COCHRANE; B. ALTA HETEROGENEIDADE PELO TESTE DE I QUADRADO; C. TODOS OS ESTUDOS MOSTRARAM EFEITO POSITIVO NO TRATAMENTO; D. RISCO INCERTO COM LIM ITAÇÕES GRAVES; E. OS RESULTADOS ESTÃO NA MESMA DIREÇÃO, PORÉM OS INTERVALOS DE CONFIANÇA NÃO SÃO SOBREPONÍVEIS; F. HETEROGENEIDADE MODERADA; G. BAIXA HETEROGENEIDADE Quadro N1. Resumo dos principais domínios avaliados no GRADE (Tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA

Deve-se usar sibutramina vs. placebo para perda de peso em indivíduos adultos com obesidade?

POPULAÇÃO:

perda de peso em indivíduos adultos com obesidade

INTERVENÇÃO:

sibutramina

COMPARAÇÃO:

placebo

DESFECHOS PRINCIPAIS:

Perda de peso em Kg;

Página 305

AVALIAÇÃO

Problema

O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo do peso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesas em 2016.  A obesidade éevitável.  Existe mortalidade associada à obesidadecom fator de riscom para doenças cardiovasculares, diabetes e outras condições metabólicas e cancer. Está associada com redução da expectativa devida.

Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

Trivial

Pequeno

Moderado

Grande

Varia

Incerto

·

Maior redução de peso nos participantes em uso da sibutramina em relação ao placebo;

. Estudo de Kaya et al, 2004 mostrou superioridade da sibutramina para a perda de peso e IMC em relação ao orlistate. A RS de Gray et al. 2012 o sibutramina em 15 mg foi superior ao orlistate para a perda de peso.

·

Em relação aos desfechos redução de IMC, a sibutramina também foi mais eficaz quando comparada ao controle na maioria dos estudos;

·

Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, dois estudos relataram superioridade da sibutramina em relação placebo.

·

A sibutramina apresenta maior número de eventos adversos quando comparada ao placebo;

. Eventos mais frequentes: boca seca, aumento de pressão arterial,

CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS

Página 306

Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, um dos estudos não encontrou diferença estatisticamente significante entre a sibutramina e o controle.

. Estudos com longo seguimento, tem-se um efeito desejável por um prazo e depois mostraram ganho de peso após 2 anos de terapia.

Sibutramina Sibutramina Sibutramina Placebo Placebo Mean Difference Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Mean Total NRandomn, 959 CI Weight Year
SD SD SD SD SD SD SD SD SD SD SD SD
Apfelbaum -5.2 75 81 0.5 5.7 78 -5.70 [7.77,-3.63] 7.99 1999
Smith 6.63 153 4.47 157 10.69 -4.80 [6.06, -3.54] 2001
Sanchez-Reyes Caterson 10.45 44 10.78 3.29 13.29 2004
Subtotal (958 CI) 4.18 4.78 4905 5183 41.87 42 4897 -2.31 [2.49, -2.13] 4,43 2012
5174 34.996 -3.93 [-5.94,-1.92]
Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001) Test for overall effect Z= 3.83 (P = 0.0001)
1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia 1.1.2 Dose 15 mgldia
4.95 68 9.79 -5.20 [6.73,-3.67] 2003
111 121 6.39 2004
Kaukua 471 10.26 -26 10.26 -4.50 [7.14,-1.86]
Hauner 77 174 174 25.7% -3.00 [4.52,-1.48] 4.18 [-5.68,-2.69] 2004
Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359 Subtotal (95% CI) 353 359
Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001) Test for overall effect Z= 5,48 (P < 0.00001)
1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia 1.1.3 Dose 20 mgldia
McMahon(a) 44,4 5.1 142 "0.5 3,8 69 10.7%
McMahon(b) 4.5 145 3,6 72 11.1% 2002
Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19] Subtotal (95% CI) 287 141 21.89 4.01[-4.83,-3.19]
1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20) 1.1.4 Doses variadas (10-15-20)
James 8.1 350 5.9 114 00 [ 5.38,-2.62] 2000
Mathus-Vliegen Subtotal (959 CI) -10.7 75 94 444 -8.5 8.1 209 95 -2.20 [4.43,0.03] 2005
Total (95% CI) 6267 5883 -3.87 [-4.78,-2.96] 100.086
Test for overall effect Z= 8.31 (P < 0.00001) A favor da Sibutramina A favor do placebo
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Efeitos Indesejáveis

Quão substanciais são osefeitos indesejáveis esperados?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Grande ● Moderado ○ Pequeno ○ Trivial ○ Varia ○ Incerto · Maior redução de peso nos participantes em uso da sibutramina em relação aoplacebo; . Estudo de Kaya et al, 2004 mostrou superioridade da sibutramina para a perda de peso e IMC em relação ao orlistate. A RS de Gray et al. 2012 o sibutramina em 15 mg foi superior ao orlistate para a perda de peso. · Em relação aos desfechos redução de IMC, a sibutramina também foi mais eficaz quando comparada ao controle na maioria dos estudos; · Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, dois estudos relataram superioridade da sibutramina em relação placebo. · A sibutramina apresenta maior número de eventos adversos quando comparada aoplacebo; . Eventos mais frequentes: boca seca, aumento de pressão arterial, Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, um dos estudos não encontrou diferença estatisticamente significante entre a sibutramina e o controle. . Estudos com longo seguimento, tem-seum efeito desejável por um prazo e depois mostraram ganho de peso após 2 anos de terapia.
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Sibutramnina Placebo SD Mean Difference
Study or Subgroup Mean SD Total Total Weight Year Mean Difference
1.1.1 Dose 10 mgldia Mean
75 153 0.5 5,7 78 1999
6,63 44 4,47 41,410.78 157 -2,31
Sanchez-Reyes 10,45 4.18 Subtotal (959 CI) 4905 4897 13.29 [2.49,-2.13] 201 2
5174 34.98 -3.93[-5.94,-1.92]
5183
4,43
Test for overall effect Z= 3.83 {P = 0,0001) 7.7 174 353 6.7 174 359 9.7% 25.78 -3.00 [4.52,-1.48] 2004
Subtotal (959 CI) Heterogeneity: Tau?= 0.88; Chi? = 4.08, df = 2 (P = 0.13);F7 = 51% 4.18 [-5.68,-2.69]
1.1.3 Dose 20 mgldia 5.1 142 4.5 145 287 -0.5 3.8 69 3.6 72 10.7% 11.1% 4.01[-4.83,-3.19]
141 21.88
Test for overall effect Z= 9.55 (P < 0.00001)
-10.7 94 24.9 -8.5 5.9 114 8.1 95 00 [ 5.38,-2.62] 2000 +2.20 [4.43,0.03] 2005 3.32[-5.03,-1.61]
Subtotal (959 CI) 444 209
Test íor overall effect Z= 3.81 (P = 0.0001)
-3.87 [-4.78,-2.96]
6267 5883
100.086
A favor da Sibutramina A favor do placebo
1.1.4 Doses variadas (10-15-20) -8.9 8.1 350
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Certeza da Evidência

Qual é a Certeza global na evidência?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Muito baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos A qualidade geral da evidência foi muito baixa. A qualidade geral da evidência foi muito baixa. A qualidade geral da evidência foi muito baixa.
Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Perda de peso em Kg CRÍTICO ⨁◯◯◯ MUITO BAIXA a,b
a. ALTO RISCO OU RISCO INCERTO DE VIÉS PELA FERRAMENTA DE VIÉSDA COCHRANE b. ALTA HETEROGENEIDADE PELO TESTE DE I QUADRADO a. ALTO RISCO OU RISCO INCERTO DE VIÉS PELA FERRAMENTA DE VIÉSDA COCHRANE b. ALTA HETEROGENEIDADE PELO TESTE DE I QUADRADO a. ALTO RISCO OU RISCO INCERTO DE VIÉS PELA FERRAMENTA DE VIÉSDA COCHRANE b. ALTA HETEROGENEIDADE PELO TESTE DE I QUADRADO

Valores

Existe incerteza importante ou variabilidade dobre o quanto as pessoas valoram os desfechos principais?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Incerteza ou variabilidade importante ○ Possivelmente incertezaou variabilidade importante ● Provavelmente sem incertezaou variabilidade importante ○ Sem incerteza ouvariabilidade importante · A sibutramina é um medicamento oral de fácil administração; . Medicamentos são valorizados como opção em associação a outras que exigem certa adesão intensa e readequação de hábitos (dieta, exercício físico, terapia etc) . Nenhum medicamento disponível no SUS para a perda de peso em pacientes obesos. . Como base na baixa evidência e perfil de eventos adversos é incerto o quanto de valor é atribuído à tecnologia pelos usuários
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Balanço dos efeitos

O balaço entre os efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou a comparação?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece a comparação ○ Provavelmente favorece a comparação ○ Não favorece nem a interveção nem a comparação ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Varia ○ Incerto Conforme observado em efeitos desejáveis e indesejáveis: · Maior redução de peso nos participantes em uso da sibutramina em relação aoplacebo; · Em relação aos desfechos redução de IMC, a sibutramina também foi mais eficaz quando comparada ao placebo. · Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, dois estudos relataram superioridade da sibutramina em relação ao seu comparador (placebo, orlistate, nenhummedicamento). . UmECR e uma RS mostraram superioridade da sibutramina em relação ao orlistate para a perda de peso e redução de IMC. · A sibutramina apresenta maior número de eventos adversos quando comparada aocontrole; . Apesar de a perda de peso contínua ter sido significante do ponto de vista estatístico, ela, provavelmente, não é significante do ponto de vista clínico. . Considerando mesmo os 10% de perda do peso inicial, existe bastante dúvida quanto a relevância dessa medida pois, em alguns casos, o indivíduo permance obeso e predisposto à comorbidades cardiovasculares, metabólicas e danos ósseos. .Para o desfecho de redução do perímetro da cintura, avaliado por seis ECR, um dos estudos não encontrou diferença estatisticamente significante entre a sibutramina e o controle
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Recursos necessários

Quão grandes são os recursos necessários (custos)?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
● Custos altos ○ Custos moderados ○ Custos e economia negligenciáveis ○ Economia moderada ○ Economia grande ○ Varia ○ Incerto Avaliação impacto orçamentário - Valor base: média de preços pagos em compras federais no ano anterior - para posologia de 10 mg, valor anual de R$ 505,9440 e para a posologia de 15 mg, valor anual de R$ 738,00 Dois cenários, um no qual todos os pacientes usariam a posologia de 10 mg e o outro com todos os pacientes com posologia de 15 mg. Market share : 30% / 35% / 40% /45%/ 50% (ano 1 ao ano 5) · Ano 1 - De R$ 3,9 a 5,7 bilhões 5 anos: De R$ 26,7 a R$ 39bilhões

Custo-Efetividade

A custo-efetividade favorece a intervenção ou a comparação?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Favorece a comparação ● Provavelmente favorece a comparação ○ Não favorece nem a comparação e nem a intervenção ○ Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorecea intervenção ○ Varia ○ Sem estudos incluídos · Eficácia da sibutramina na proporção de pacientes que alcançam a perda de peso significante (> 10% do peso corpóreo) é de 0,24, enquanto a do tratamento convencional é de0,07. · Custo do tratamento mensal (considerando apenas a tecnologia) por pacientecom sibutramina (SIASG): R$ 621,97; · Custo do tratamento mensal por paciente com tratamento convencional (considerando apenas a ausência de intervenção) (SIGTAP): R$ 0,00; Análise de custo-efetividade: custo incremental de R$ 3.658,65/paciente-ano com a utilização da sibutramina.
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Equidade Qual seria o impacto na equidade emsaúde? Equidade Qual seria o impacto na equidade emsaúde? Equidade Qual seria o impacto na equidade emsaúde?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente sem impacto ○ Provavelmente melhorada ○ Melhorada ○ Varia ● Incerto · Sibutramina está aprovada em bula para tratamento da obesidade; · Provavelmente, população com melhores condições financeiras já têm acesso ao tratamento; . Medicamento que leva risco para populações com doença cardiovascular e diabetes, enquanto que nenhuma outra alternativa farmacológica atualmente é disponibilizada para esse subgrupo com comorbidades. . Nenhum medicamento disponível no SUS para a perda de peso em pacientes obesos. . Custo oportunidade: A inclusão da sibutraina pode gerar o desivenstimento em outras áreas essencias, devido ao grande impacto orçamentário
Aceitabilidade A intervenção é aceitavel paraos principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitavel paraos principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitavel paraos principais atores sociais ( stakeholders )?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ● Provavelmente não ○ Provavelmente sim ○ Sim ○ Varia ○ Incerto Atualmente o SUS não disponibiliza nenhum medicamento para a perda de peso, assim pressupõe-se que o medicamento seja bem aceito por prescritores e usuários. Diante de uma baixa qualidade de evidência, questionável significância clínica produzida pela tecnologia e alto custo agregado, essa é uma tecnologia pouco atrativa ao gestor em saúde.
Viabilidade A intervenção é viável de se implementar? Viabilidade A intervenção é viável de se implementar? Viabilidade A intervenção é viável de se implementar?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
○ Não ● Provavelmente não ○ Provavelmente sim ○ Sim ○ Varia ○ Incerto . O medicamento é facilmente disponível em farmácias, por ser de administração oral, assim pode ser entregue diretamente ao paciente para autoadministração, mediante prescrição médica. . Não existem questões mais complexas quanto ao armazenamento . Baixa qualidade da evidência, o que dificulta uma recomendação confiável;
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. O alto custo inviabiliza a incorporação e essa foi a questão primordial para esse julgamento.

. A prescrição é realizada por receituário B2, seguindo a Portaria 344da ANVISA o que agrega certa burocracia.

RESUMO DOS JULGAMENTOS

JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO JULGAMENTO
PROBLEMA Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
EFEITOS DESEJÁVEIS Trivial Pequeno Moderado Grande Varia Incerto
EFEITOS INDESEJÁVEIS Grande Moderado Pequeno Trivial Varia Incerto
CERTEZA DA EVIDÊNCIA Muito baixa Baixa Moderada Alta Sem estudos incluídos
VALORES Incerteza ou variabilidade importante Possivelmente incerteza ou variabilidade importante Provavelmente sem incerteza ou variabilidade importante Sem incerteza ou variabilidade importante
BALANÇO DOS EFEITOS Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece nem a intervenção e nem a comparação Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Incerto
RECURSOS NECESSÁRIOS Custos altos Custos moderados Custos e economia negligenciáveis Economia moderada Grande economia Varia Incerto
CUSTO-EFETIVIDADE Favorece a comparação Provavelmente favorece a comparação Não favorece um ou outro Provavelmente favorece a intervenção Favorece a intervenção Varia Sem estudos incluídos
EQUIDADE Reduzida Provavelmente reduzida Provavelmente sem impacto Provavelmente aumentada Aumentada Varia Incerto
ACEITABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
VIABILIDADE Não Provavelmente não Provavelmente sim Sim Varia Incerto
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TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contraa intervenção Recomendação condicional contra a intervenção Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da intervenção Recomendação forte a favor da intervenção

CONCLUSÕES

Recommendação

A evidência analisada mostrou baixa efetividade. Diante alta prevalência da condição na população, o impacto orçamentário não se mostra viável. Dessa forma, com base nos dados de efetividade, segurança e custo disponíveis, a recomendação é contra a utilização de sibutramina. As evidências sugerem que o tratamento com sibutramina promove a redução do peso. No entanto, fatores como a qualidade metodológica baixa dos estudos, tendência de reganho de peso ao longo do tempo e de publicação de resultados positivos, um número considerável de eventos adversos e uma persistência de uso que ainda gera dúvidas, agregam incertezas quanto ao benefício atribuído à sibutramina. Embora disponível no Brasil, a sibutramina não possui mais autorização para comercialização em muitos países

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APÊNDICE 12 - PERGUNTA PICO 11

Questão de pesquisa: 'Qual a eficácia e segurança do orlistate na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era o Orlistate (C) placebo, sibutramina ou intervenções não-farmacológicas; e desfechos (O) perda de peso, redução do perímetro da cintura, redução do IMC, eventos adversos.

o Estratégia de busca

Quadro O1. Estratégias de busca nas bases de dado PubMed e Embase.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
MEDLINE via pubmed (((self-weighing OR self weighing OR self-monitoring OR self monitoring OR weight monitoring)) AND ("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight) 1.292
EMBASE ('obesity'/exp OR 'obesity' OR 'obese' OR 'overweight'/exp OR 'overweight') AND [embase]/lim AND ('body weight loss'/exp OR 'body weight loss' OR 'weight loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/lim AND ('self weighing'/exp OR 'self weighing' OR 'self monitoring'/exp OR 'self monitoring' OR 'weight monitoring') AND [embase]/lim Data da busca: 08/10/2018 603

o Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 1895 referências (1.292 no MEDLINE e 603 no EMBASE). Destas, 237 foram excluídas por estarem duplicadas. Um total de 1.658 referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 45 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados estudos do tipo revisões sistemáticas (RS) de ensaios clínicos randomizados (ECR) com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados com quaisquer tamanhos de população e tempo de duração, comparando orlistate a placebo, sibutramina ou a medidas não-farmacológicas, em população obesa ou com sobrepeso. Em estudos nos quais os participantes foram selecionados com base em outros fatores de risco, como por exemplo, hipertensão, glicemia de jejum alterada, etc.,

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sem critérios de elegibilidade relacionados ao peso e o foco da intervenção foi claramente a perda de peso, foi verificado o IMC da linha de base para se avaliar a inclusão. Estudos que não apresentavam foco primário na redução de peso foram incluídos desde que apresentassem dados secundários para este desfecho. Foram incluídos estudos com intervenções combinadas ou acumuladas ao uso do orlistate, desde que as mesmas estivessem em ambos os braços da comparação, de modo que existisse a possibilidade de se extrair dados da intervenção com orlistate separadamente. O mesmo foi feito com períodos de lead-in 2 . Com relação a estudos observacionais apenas coortes estavam nos critérios de inclusão. Foram considerados como desfechos primários de eficácia e efetividade a redução do peso, redução do Índice de Massa Corporal (IMC) e redução da circunferência abdominal.

Nessa etapa, 87 estudos foram excluídos: Vinte e quatro por, inicialmente, apresentarem apenas resultados do orlistate em combinação com outra intervenção sistematizada, de maneira que os dados não se mostraram extraíveis de maneira separada 417-440 . Seis artigos foram excluídos por estarem em outros idiomas, sendo um em árabe 441 , um em húngaro 442 , um em italiano 443 , um em chinês 444 , um em sérvio 445 e um em russo 446 . Quatro artigos foram excluídos por avaliarem apenas manutenção de peso perdido anteriormente, sem a princípio apresentar dados de emagrecimento 442,447-449 . Cinco estudos foram excluídos por apresentarem análises apenas com comparadores não considerados nos critérios de inclusão 450-454 . Um estudo foi excluído pelo desenho do estudo (notificações pós-comercialização) 455 . Uma revisão sistemática foi excluída por já ter sua atualização incluída no estudo 456 e uma por ter incluído apenas um estudo de interesse 457 de forma que o estudo foi incluído de maneira isolada 458 . Foram excluídas sete revisões por não apresentarem meta-análise ou não serem revisões sistemáticas, mesmo que apresentassem meta-análise 459-465 . Foram excluídos dez estudos por não apresentarem inicialmente dados quantitativos dos desfechos de interesse 466-475 . Um estudo foi excluído por apresentar população em peso normal em sua análise 476 e cinco textos completos não estavam disponíveis 410,477-480 . Além disso foram excluídos dezenove estudos por se tratarem de tipos de publicação que não eram de interesse tais como pôsteres, resumos e apresentações de congressos científicos e carta ao editor 481-499 . O estudo de Gotfredsen e colaboradores (2001) 500 foi excluído por ser uma subanálise do estudo de Sjostrom e colaboradores (1998) 501 . O estudo de James e colaboradores (1997) 502 foi excluído por ser um relato prévio de um único centro de estudo multicêntrico publicado posteriormente 503 . Já o

2 Período de uso inicial da droga, antes do começo do ensaio clínico randomizado, para avaliar tolerabilidade, abandono e adesão. Pode ser chamado de run-in.

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estudo de Derosa e colaboradores 2010 504 foi excluído por ser um relato menos complexo, com publicação posterior dos mesmos dados em 2012 505 , apresentando relato com mais análises e os dados do primeiro estudo no estudo posterior.

Por fim, foram excluídos 33 estudos que já estavam contemplados em revisões sistemáticas incluídas 424,436,501,503,506-534 .

Ao final, foram incluídas 15 revisões sistemáticas conforme segue:

Aldekhail e colaboradores (2015) 535 , Gray e colaboradores (2012) 404 , Horvath e colaboradores (2008) 536 , duas de Khera e colaboradores (2016, 2018) 537,538 , LeBlanc e colaboradores (2018) 539 , Neovius e colaboradores (2008) 540 , duas de O'Meara e colaboradores (2001, 2004) 541,542 , Osei-Assibey e colaboradores (2011) 543 , Padwal e colaboradores (2003) 544 , Sahebkar e colaboradores (2017) 545 , Siebenhofer e colaboradores (2016) 546 , Wang e colaboradores (2018) 457 , Zhou e colaboradores (2012) 547 , e Hutton & Fergusson (2014) 548 .

Ademais, foram incluídos mais 6 estudos que apresentavam resultados de desfechos de interesse e não estavam contemplados nas revisões selecionadas 458,505,549-552 . O processo de seleção dos estudos encontra-se na Figura L1 .

o Descrição dos estudos e resultados

A descrição sumária dos estudos incluídos encontra-se na Tabela L1. A caracterização dos participantes de cada estudo primário incluído pode ser vista na Tabela M1. Resultados de eficácia encontram-se na Tabela N1 e na Figura M1; e de segurança, na Tabela O1. O risco de viés dos estudos está representado na Figura N1 . A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista no Quadro P1 , que corresponde à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. O Quadro Q1 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Figura L1. Fluxograma representativo do processo de seleção da evidência.

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Tabela L1 . Características dos estudos incluídos.

Autor (Ano) Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção (de interesse) Controle (de interesse) Aconselhamento
Ensaios Clínicos Randomizados
Arzola-Paniagua et al. (2016) Duplo-cego, paralelo, randomizado monocêntrico Avaliar a eficácia de uma combinação de orlistate e resveratrol em cápsulas no emagrecimento de pacientes obesos. Apenas dados de intervenção única com o orlistate foram avaliados. O estudo recrutou paciente homense mulheres mexicanas, entre 20 e 60 anos com IMC maior que 30 e menor ou igual a 39,9, sem comorbidades Orlistate 120 mg TID Placebo TID Dieta défice de 500 kcal dia e 25-35% gordura.
Derosa et al. (2012) Duplo-cego, paralelo, randomizado multicêntrico Avaliar a eficácia de orlistate no emagrecimento e controle da doença de base em pacientes diabéticos descontrolados não complicados. Homens e mulheres caucasianos com diabetes mellitus tipo 2 descontrolado (HB1Ac > 8,0%), idade igual ou superior a 18 anos, IMC igual Orlistate 120 mg TID Placebo TID Dieta défice de 600 kcal dia e 30% gordura. Incentivo a exercícios físicos.
Golay et al. (2005) Duplo-cego, paralelo, randomizado multicêntrico Avaliar a eficácia de orlistate no emagrecimento e controle da doençade base em pacientes com transtorno de compulsão alimentar. Homens e mulheres com idade de 18 a 65 anos, IMC maior ou igual a 30kg/m 2 Orlistate 120 mg TID Placebo TID Dieta défice de 600 kcal dia e 30%gordura.
Jain et al. (2011) Simples-cego, paralelo, randomizado monocêntrico Avaliar a eficácia de orlistate no emagrecimento de pacientes obesos. Homens e mulheres com IMC maior ou igual a 30 Kg/m 2 , com idade entre 18 e 60 anos Orlistate 120 mg TID Placebo TID Aconselhamento acerca de valor nutricional dos alimentos.
Moini et al., (2014) Duplo-cego, paralelo, Avaliar a eficácia de orlistate no emagrecimento e controle da doença de Estar em idade reprodutiva (considerada de 19 a 38 anos neste Orlistate 120 As pacientes tiveram prescrição de dieta hipocalórica individualizada, com 30% das calorias advindas de gordura e ingestão diária de
randomizado monocêntrico Duplo-cego, base em pacientes portadoras síndrome do ovário policístico. Avaliar a eficácia e a segurança de estudo) e apresentarem IMC maior ou igual a 25Kg/m 2 Incluídos pacientes com IMC maior ou mg TID Placebo TID 1200 a 1800 Kcal, além de estímulo para a prática de exercícios físicos. As pacientes tiveram prescrição de dieta
Trujillo et al. (2010) paralelo, randomizado monocêntrico orlistate no emagrecimento de pacientes obesos. igual a 25 e menor ou igual a 34,9 kg/m 2 , com idade de 18 a 60 anos Orlistate 60 mg TID Placebo TID hipocalórica individualizada, com 30% das calorias advindas de gordura e estímulo à prática de atividade física.
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Revisões Sistemáticas

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Autor (Ano) Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção (de interesse) Controle (de interesse) Aconselhamento
Le Blanc et al. (2018) Conduzir revisão sistemática sobre benefícios e danos de intervenções farmacológica e comportamental para perda ou manutenção de perda depeso em adultos e fornecer informação à força-tarefa de serviços de prevenção dos EUA. Indivíduos adultos (≥ 18 anos) candidatos a intervenções para perda ou manutenção de perda peso, selecionados conforme IMC (≥ 25 kg/m²) ou outra medida antropométrica, como circunferência abdominal. Orlistate 120 mg TID Placebo TID Para estudos de intervenções comportamentais, os controles não deveriam receber intervenções comportamentais, ter intervenção mínima (cuidados usuais ou panfletos informativos) ou serem controles de atenção (formato e intensidade semelhantes, mas com conteúdo diferente)
Khera et al. (2016) Avaliar a eficácia e segurança deorlistate, lorcaserina, naltrexona-bupropiona, fentermina-topiramato e liraglutida no emagrecimento de pacientes obesos ou com sobrepeso. Apenas a intervenção única com orlistate foi avaliada. População obesa ou com sobrepeso (IMC maior ou igual a 27 kg/m 2 ). Orlistate 120 mg TID Placebo TID Foram excluídos os estudos com qualquer tipo de aconselhamento nas análises de sensibilidade, mas a direção dos desfechos não foi alterada.
Gray et al. (2012) Avaliar a eficácia de orlistate,sibutramina ou rimonabanto no emagrecimento de pacientes obesos, com sobrepeso e/ou com alto risco cardíaco. Apenas dados acerca do orlistate foram avaliados. Pacientes com sobrepeso e obesos e/ou com risco cardíaco grave, que não tenham comorbidades relacionadas a doenças mentais Orlistate 120 mg TID Placebo Foram incluídos estudos com quaisquer tipos de aconselhamento, os quais foram divididos entre padrão e intensivo nas análises desensibilidade
Sahebkar et al. (2017) Avaliar o efeito do orlistate no peso corporal e nas concentrações de lipídios séricos. Pacientes com sobrepeso ou obesos ou com alto riso cardiovascular Orlistate 120 mg TID ou Orlistate 60 mg TID ou Orlistate 30 mg TID ou Orlistate 30 mg MID Placebo ou Ezetimiba ou Sibutramina ou Fenofibrato -
Siebenhofer et al. Avaliar efeitos de longo prazo (mínimo de 24 semanas de seguimento) em Pacientes hipertensos em programas Orlistate 120 Foram incluídos estudos com quaisquer tipos de
(2016) morbidade, mortalidade e segurança no processo de redução de peso auxiliada por intervenções farmacológicas, em de emagrecimento que utilizem intervenções farmacológicas mg TID Placebo aconselhamento
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Autor (Ano) Desenho do estudo Objetivo do estudo População Intervenção (de interesse) Controle (de interesse) Aconselhamento
pacientes arterial sistêmica. com hipertensão

Legenda: ECR: ensaio clínico randomizado; HB1Ac: Hemoglobina Glicada; IMC: índice de massa corpórea; RS: revisão sistemática; TID: três vezes ao dia.

Tabela M1 . Características dos participantes dos ECR incluídos.

Autor (ano) Intervenção Controle N intervenção N controle Idade intervenção média (DP) Idade controle média (DP) N (%) sexo feminino (intervenção/ controle) Tempo de seguimento
Arzola-Paniagua et al. (2016) Orlistate 120 mg TID, resveratrol 100 mg TID*, orlistate 120 mg+ resveratrol 100 mg TID* Placebo 21 (40 ITT) 15 (40 ITT) 24 (41 ITT) 24 (40 ITT) 39,8 (8,91) 33,8 (11,9) 41,0 (10,0) 38,9 (9,59) 76,2 (orlistate)/ 87,5 (placebo) 24 semanas
Derosa et al. (2012) Orlistate 120 mg TID Placebo 113 121 53 (6) 52 (5) 49,5/49,6 12 meses
Golay et al. (2005) Orlistate 120 mg TID Placebo 44 (ITT) 45 (ITT) 41,2 (6,2) 40,6 (6,1) 91/91 24 semanas
Jain et al. (2011) Orlistate 120 mg TID Placebo 40 40 - - - 24 semanas
Moini et al. (2014) Orlistate 120 mg TID Placebo 43 43 26,80 (5,16) 27,42 (3,31) 100/100 3 meses
Trujillo et al. (2010) Orlistate 60 mg TID Placebo 105 (119 ITT) 95 (121 ITT) 33 (12) Feminino 32 (10) Masculino 31 (12) Feminino 29 (10) Masculino 71,4/80,2 3 meses

*Essas comparações não foram consideradas no presente relatório

Legenda: ITT: intention-to treat analysis - análise por intenção de tratar ; TID: três vezes ao dia.

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Tabela N1 . Desfechos primários de eficácia.

Autor (ano) Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) ± Valor de p DP ou EP Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) ± Valor de p DP ou EP Desfecho do Peso ± DP ou EP dicotômica Valor de p Desfecho do perímetro da cintura ± DP ou EP Valor de p
Arzola-Paniagua et al. (2016) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID Análise ITT (24 semanas): Δ = -1,9±1,6 kg/m 2 (orlistate) Δ = -0,9±1,4 kg/m 2 (placebo) 0,001 Análise ITT (24 semanas): Δ = -4,9±4,0 kg (orlistate) Δ = -2,5±3,7 (placebo) Análise por-protocolo (24 semanas): Δ = -6,0±1,7 kg (orlistate) Δ = -3,5±1,5 kg (placebo) 0,001 Análise ITT (24 semanas): Δ = -3,1±3,6cm (orlistate) Δ = -2,1±3,1 cm (placebo) 0,001
Derosa et al. (2012) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID 29,8 ± 1,2 kg/m 2 (orlistate) 31,6 ± 1,8 kg/m 2 (placebo) < 0,05 85,1 ± 5,9kg (orlistate) 89,1 ± 7,8 kg(placebo) < 0,05 95,0 ± 3,0 cm(orlistate) 99,0 ± 4,0 cm(placebo) < 0,05
Golay et al. (2005) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID NR NR MMQ Δ = -7,4% orlistate Δ = -2,3% placebo 0,005 (para a diferença dasMMQ) MMQ 96,5±1,8cm (orlistate) 101,0±1,5 cm (placebo) 0,005 (para a diferença dasMMQ)
Jain et al. (2011) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID 32,1 ± 3,2 kg/m 2 (orlistate) 33,6 ± 4,1 kg/m 2 (placebo) < 0,05 89,0 ± 7,4 kg (orlistate) 92,0 ± 6,4 kg(placebo) < 0,05 91,2 ± 6,6 cm (orlistate) 94,3 ± 8,7 cm(placebo) < 0,05
Moini et al., (2014) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID 27,2 ± 1,9 kg/m 2 (orlistate) 28,6 ± 1,9 kg/m 2 (placebo) < 0,05 76,2 ± 4,3 kg (orlistate) 79,1 ± 4,5 kg(placebo) < 0,01 NR NR
Trujillo et al. (2010) ECR Orlistate 60mg TID Placebo TID
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média ±EP médi a ±EP
Δ = -2,5 ± 0,1kg/m 2 (orlistate) < 0,05 Δ = - 6,9 ±
Δ = -1,3 ± 0,1kg/m 2
0,3 kg
(orlist
ate) Δ
= -3,5
±0,3
(place
bo)
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Autor (ano) Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) ± Valor de DP ou EP Desfecho do Peso ± DP ou EP dicotômica Valor de p Desfecho do perímetro da cintura ± DP ou EP Valor de p
(placebo) Redução de 10% ou mais do peso inicial: Orlistate: 34,3% (36/105) Placebo: 8,4% (8/95)
< 0,05
Le Blanc et al. (2018) Revisão sistemática Orlistate 120 mg TID Placebo NR NR NR NR NR NR
< 0,05
Khera et al. 2016 Revisão sistemática Orlistate 120 mg TID Placebo NR NR -2,6 (IC 95%: -2,9 a -2,3) kg 5% peso: OR = 2,7 (IC 95%: 2,4 a 3,1) 10% peso: OR = 2,4 (IC 95%: 2,1 a 2,8) < 0,05 NR NR
< 0,05
Tempo de seguimento 12 meses
Tempo de seguimento: 12 meses Meta-análise direta: -2,5 (-2,98 a -2,12) Método MTC: -4,12 (-5,07 a -3,15) < 0,05
<0,05
Gray et al. (2012) Revisão sistemática Orlistate 120 mg TID Placebo Meta-análise direta: -0,98 (-1,35 a -0,61) - < 0,05 Perda de 5% de peso (RR) Meta-análise direta: 2,81 (2,42 a 3,27) - -
Método MTC: -1,43 (-2,67 a -0,18) < 0,05 Método MTC: 2,89 (2,22 a 3,72) < 0,05
Perda de 10% de peso (RR) Meta-análise direta: 2,30 (1,92 a 2,74) < 0,05
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Autor (ano) Desenho do Estudo Intervenção Controle Desfecho do Índice de Massa Corporal (Kg/m2) ± Valor de p DP ou EP Desfecho do Peso ± DP ou EP dicotômica Valor de p Desfecho do perímetro da cintura ± DP ou EP Valor de p
Método MTC: 2,43 (1,72 a 3,39) < 0,05
< 0,05
Sahebkar et al. Revisão Orlistate 120 mg TID ou Orlistate 60 mg TID Placebo ou Ezetimiba ou -2.12kg
(2017) sistemática ou Orlistate 30 mg TID ou Orlistate 30 mg MID Sibutramina ou Fenofibrato NR NR (IC 95% -2.51 a -1.74) vs placebo < 0.001 NR NR
Siebenhofer et al. (2016) Revisão sistemática Orlistate 120 mg TID Placebo NR NR -3,7kg (IC 95% < 0,0001 NR NR

Legenda: DP, desvio-padrão; ECR, ensaio clínico randomizado; EP, Erro-padrão; IMC, índice de massa corpórea; ITT, intention-to-treat analysis - análise por intenção de tratar MMQ, média dos mínimos quadrados; NR, não reportado; OR, odds ratio ; RS, revisão sistemática; TID, três vezes por dia; Δ, Variação.

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Tabela O1. Desfechos de segurança do orlistate.

Autor (ano) Desenho do Estudo Intervenção Controle Resultados de segurança
Arzola-Paniagua et al. (2016) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID Eventos adversos: 1 no grupo orlistate (esteatorreia), 3 no grupo placebo (2 diarreia,1 constipação intestinal).
Derosa et al. (2012) ECR Orlistate 120mg TID Placebo TID Perda de seguimento por evento adverso: 13 no grupo orlistate (3 flatulência, 2 constipação, 2 dor abdominal, 3 fezes oleosas, 1 evacuação frequente, 1 urgência fecal, 1 mal estar), 5 no grupo placebo (1 flatulência, 1 insônia, 1 fezes oleosas, 1 evacuação frequente, mal estar).
Golay et al. (2005) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID Perda de seguimento por evento adverso: 4 no grupocontrole.
Jain et al. (2011) ECR Orlistate 120 mg TID Placebo TID fezes moles (28,5%), fezes oleosas/manchas oleosas (25,65%), dor abdominal (31,35%) e urgência fecal (34,2%). Eventos adversos observados em ambos os grupos: náusea, vômito, dispepsia. Eventos adversos que acometeram de forma significativa (p < 0,05) ogrupo orlistate*:
Moini et al., (2014) ECR Orlistate 120mg TID Placebo TID manchas oleosas em roupas íntimas (30%), fezes oleosas ou gordurosas (22%) e dores de cabeça (3%). Eventos adversos no grupo placebo: total de 13 pacientes (2 cefaleia, 4 tontura, 7 com diarreia ou constipação).
Trujillo et al. (2010) ECR Orlistate 60mg TID Placebo TID diarreia, 11 corrimento gorduroso retal, 8 meteorismo, 3 constipação, 2 vômito, 2 aumento da necessidade de defecar, 2 incontinência fecal, 1 flatulência, 1 fatiga, 1 dor hipocólica, 1 cólica, 1 cefaleia, 1 borborigmo, 1 pujo, 1 flatulência com incontinência fecal, 1 irregularidade do ciclo menstrual, 1 náusea, 1 dismenorreia, 0 dispepsia, 0 tenesmo, 0 pirose, 0 hipertrigliceridemia, 0 dor epigástrica. Número de eventos adversos no grupo placebo (total de 28): 0 esteatorreia, 8 diarreia, 0 corrimento gorduroso retal, 3 meteorismo, 2 constipação, 1 vômito, 0 aumento da
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Autor (ano) Desenho do Estudo Intervenção Controle Resultados de segurança
irregularidade do ciclo menstrual, 0 náusea, 0 dismenorreia, 7 dispepsia, 1 tenesmo, 1 pirose, 1 hipertrigliceridemia, 1 dor epigástrica.
Khera et al. 2016 Revisão sistemática Orlistate 120mg TID Placebo Abandono por evento adverso: OR 1,84 (IC 95%: 1,55 a 2,18)
Le Blanc (2018) Revisão sistemática Orlistate Placebo Menção textual (sem informações de sumarizaçãoquantitativa).
Siebenhofer et al. (2016) Revisão sistemática Orlistate 120mg TID Placebo Menção textual (sem informações de sumarizaçãoquantitativa).

Legenda: ECR - ensaio clínico randomizado; IC - Intervalo de Confiança; OR odds ratio , TID - três vezes ao dia; *não especificado se tais proporções se referem ao grupo orlistate ou ao total de indivíduos do estudo.

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Figura M1. Meta-análise comparativa entre Orlistate e Placebo na redução do peso corporal (atualização da meta-análise de Khera et al., 2016).

Orlistate Orlistate Orlistate Controle Controle Controle Mean Difference Mean Difference Mean Difference
Study or Subgroup Mean [kg] SD [kg] Total Mean [kg] SD [kg] Total Weight IV Random 95% Cl [kg] IV Random 95% CI [kg]
1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses 1.1.1 Menos de 12 meses
Arzola-Paniagua 2016 86 40 -2.46 3.66 40
Jain 2011 89.01 7.39 40 92.04 6.39 40 1.29 -3.03 [6.06,-0.00]
Moini 2014 76.25 43 79.15 4.51 43 2.9% -2.90 [4.76,-1.04]
Subtotal (95% CI) 123 123 -2.68 [-3.84,-1.53]
Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001) Test for overall effect: Z= 4.56 (P < 0.00001)
1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses 1.1.2 Mais de 12 meses
Astrup 2012 3.6897 67 3.6897 67 5.9% 41.90 [3.15,-0.65]
Bakris 2002 6.4136 267 6.4136 265 -270[3.79,-1 61]
Broom 2002b 25.8 7.5245 265 7.5245 266 5.7%
Davidson 999 9.875 657 9.875 223 4.38 3.00 [4.50,-1.50]
Derosa 2012 85.1 5.9 113 89.1 7.8 121
Finer 2000 -3.29 8.5498 110 41.31 8.5498 108 2.0% 41.98 [4.25 0.29]
Hanefeld 2002 25.3 5.1929 189 -3.4 5.1929 180 7.79
Hauptman 2000 8.2276 210 8.2276 212 -3.80 [5.37,-2.23]
Hollander 998 -6.2 6.8099 162 6.8099 159 90 [3.39,-0.41]
Kelley 2002 -3.89 4.4844 266 41.27 269 12.68 -2.62 [3.38,-1.86]
Krempf 2003 -6.3 9.3548 346 -3.6 9.3548 350 -2.70 [4.09,-1.31]
Lindgarde 2000 5.6 4.8914 190 6.1971 186
Miles 2002 4.7534 250 4.7534 254 11.2% -2.90[3.73,-2.07]
Rossner 2000 6.5321 242 -6.4 6.5321 237 -3.00 [4.17,-1.83]
Swinburn 2005 7.9257 170 3504 -0.9 3.7693 169 3066 5.4% 92.48 -3.80 [5.12,-2.48] -2.68 [-3.06,-2.31]
Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309 Heterogeneity: Tau?= 0.16; Chi? = 19.92, df = 14 (P = 0.13);F = 309
Total (95% CI) 3627 3627 3627 3189 100.08 2.68 [-3.01,-2.35]

Figura N1. Sumário do risco de viés: julgamento dos revisores sobre cada item do risco de viés para cada ensaio clínico randomizado incluído individualmente.

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Tabela P1. Sumarização dos resultados dos estudos (Summary of Findings (SoF) do webapp Grade PRO).

Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza Avaliação da certeza №depacientes №depacientes Efeito Efeito Certeza da
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações Desfechos placebo Relativo (95% CI) Absoluto (95% CI) evidência Importância
Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada) Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) (seguimento: 12 meses; avaliado com: diferença média ponderada)
18 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum 3627 3189 - MD 2.68 menor (3.01 menor para 2.35 menor) ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO
Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo) Perda 5% do peso inicial (seguimento: 12 meses; avaliado com: Risco Relativo)
16 ensaios clínicos randomizados grave a grave b não grave não grave nenhum 3139/5315 (59.1%) 1694/4862 (34.8%) RR 1.69 (1.60 para 1.78) 240 mais por 1.000 (de 209 mais para 272 mais) ⨁⨁◯◯ BAIXA CRÍTICO
Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo) Perda de 10% do peso inicial (avaliado com: : Risco Relativo)
14 ensaios clínicos randomizados grave a não grave não grave não grave nenhum 1520/4859 (31.3%) 684/4417 (15.5%) RR 1.98 (1.78 para 2.18) 152 mais por 1.000 (de 121 mais para 183 mais) ⨁⨁⨁◯ MODERADA CRÍTICO

CI: intervalo de confiança; MD: diferença de média; RR: Risco relativoa. Grandes taxas de abandono. b. alta heterogeneidade estatística.

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Tabela Q1. Resumo dos principais domínios avaliados no GRADE (Tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA PERGUNTA
Qual o efeito da frequência de monitoramento do peso na perda de peso? Qual o efeito da frequência de monitoramento do peso na perda de peso?
POPULAÇÃO: Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade.
INTERVENÇÃO: Frequência de monitoramento de peso.
COMPARAÇÃO: Ausência de monitoramento ou outra frequência de monitoramento do peso.
PRINCIPAIS RESULTADOS: Alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto  A obesidade é uma condição epidêmica no mundo;  O número de obesos no mundo quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eram obesos;  De acordo com dados do VIGITEL Brasil 2017, a frequência de sobrepeso foi de 54,0% e a de obesidade de18,9%.  A Organização Panamericana da Saúde assumiu compromisso de frear o crescimento da obesidade até 2019 por meio de três medidas principais: deter o crescimento da obesidade na população adulta por meio de políticas de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta; e ampliar em no mínimo 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliçasregularmente
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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto  Redução de peso corporal de 2 a 3 kg com um ano de tratamento com orlistate comparado aoplacebo;  O uso do orlistate esteve associado a redução de peso clinicamente significativa quando associada a rotina de exercícios físicos edieta;  Observou-se maior redução medidas de IMC e circunferência abdominal em pacientes em uso de orlistate comparado aoplacebo;  Comumente ocorrem efeitos gastrointestinais desagradáveis;  Além de sintomas gastrointestinais, infecções de vias aéreas superiores, gripe, cefaleia e hipoglicemia são eventos adversos muito comuns, enquanto distúrbios dentais ou gengivais, infecções do trato respiratório inferior, irregularidades menstruais, ansiedade, fadiga, infecção urinária são eventoscomuns.  A ocorrência dos eventos adversos gastrointestinais resultou em abandono de tratamento em alguns estudos.
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto  Redução de peso corporal de 2 a 3 kg com um ano de tratamento com orlistate comparado aoplacebo;  O uso do orlistate esteve associado a redução de peso clinicamente significativa quando associada a rotina de exercícios físicos edieta;  Observou-se maior redução medidas de IMC e circunferência abdominal em pacientes em uso de orlistate comparado aoplacebo;  Comumente ocorrem efeitos gastrointestinais desagradáveis;  Além de sintomas gastrointestinais, infecções de vias aéreas superiores, gripe, cefaleia e hipoglicemia são eventos adversos muito comuns, enquanto distúrbios dentais ou gengivais, infecções do trato respiratório inferior, irregularidades menstruais, ansiedade, fadiga, infecção urinária são eventoscomuns.  A ocorrência dos eventos adversos gastrointestinais resultou em abandono de tratamento em alguns estudos.
Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Muito Baixa ○ Baixa ●Moderada ○ Alta A melhor evidência disponível mostra que não há benefício em se utilizar o auto monitoramento de peso como estratégia para a perda de peso significativa do ponto de vista estatístico e clínico.
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○ Sem estudos incluídos

  • a. Grandes taxas de abandono
  • b. alta heterogeneidade estatística
Desfechos Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeitos absolutos potenciais * (95% CI) Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE)
Risco com placebo Risco com orlistate Efeito relativo (95% CI) №de participantes (estudos) Certainty of the evidence (GRADE)
Variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) avaliado com: diferença média ponderada seguimento: 12 meses A média variação Peso (atualização de Khera et al. 2016) foi 0 kg MD 2.68 kg menor (3.01 menor para 2.35 menor) - 6816 (18 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Perda 5% do peso inicial avaliado com: Risco Relativo seguimento: 12 meses População do estudo População do estudo RR 1.69 (1.60 para 1.78) 10177 (16 ECRs) ⨁⨁◯◯ BAIXA a,b
Perda 5% do peso inicial avaliado com: Risco Relativo seguimento: 12 meses 348 por 1.000 589 por 1.000 (557 para 620) RR 1.69 (1.60 para 1.78) 10177 (16 ECRs) ⨁⨁◯◯ BAIXA a,b
Perda de 10% do peso inicial avaliado com: Risco Relativo População do estudo População do estudo RR 1.98 (1.78 para 2.18) 9276 (14 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a
Perda de 10% do peso inicial avaliado com: Risco Relativo 155 por 1.000 307 por 1.000 (276 para 338) RR 1.98 (1.78 para 2.18) 9276 (14 ECRs) ⨁⨁⨁◯ MODERADA a

Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Importante incertezaou variabilidade ○ Possível Importante incerteza ouvariabilidade ● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importanteincerteza ou variabilidade · Medicamento oral e 3x/dia, junto às refeições. Provável maior comodidade e facilidade deuso; · Frequentemente ocorrem eventos gastrointestinais desagradáveis, que podem resultar em constrangimento por parte do usuário. .Estudos citaram estes eventos como uma das razões para abandono do tratamento
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Balanço dos efeitos

O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto Conforme observado em efeitos desejáveis e indesejáveis: Houve diferença média de emagrecimento de 2-3kg num período de ao menos 6 meses com a utilização de orlistateem relação ao placebo ou a cuidados/aconselhamentos mínimos; Quando associado a dieta e exercícios físicos, verificou-se tendência de perda de peso clinicamente significante (5% -10%); As reações adversas do orlistate são, em sua absoluta maioria, de natureza gastrointestinal e relacionadas ao seu próprio efeito farmacológico ao evitar a absorção de parte da gordura ingerida; Além das reações gastrointestinais, também foram comumente relatados: cefaleia, infecções de vias aéreas superiores, anemia, infecção urinária e irregularidades menstruais.
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Recursos financeiros requeridos

O quão grande são os recursos financeiros necessários?

JULGAMENTO

EVIDÊNCIAS DE PESQUISA

● Grande custo ○ Moderado custo ○ Custos ou economia desprezíveis ○ Economia moderada ○ Grande economia ○ Variável ○ Incerto

9

702 26
134791232

r

82222251
702 37358737
83271299

21

Aro Pacientes
22,352
2260570
22,850234
2023
2024
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Custo-efetividade A custo-efetividade favorece a intervenção ou o comparador? Custo-efetividade A custo-efetividade favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
● Favorece o comparador ○ provavelmente favorece o comparador ○ não favorece nem um nem outro ○ provavelmente favorece a intervenção ○ favorece a intervenção ○ Variável ○ sem estudos incluídos · A diferença de efetividade entre o orlistate associado ao tratamento não farmacológico (acompanhamento nutricional, dieta e rotina de exercícios físicos) e o tratamento não farmacológico isolado é de 0,18 para perdas ponderais clinicamente significantes (≥ 10%); · A diferença no custo entre as abordagens é o custo do orlistate, de R$1.512,00; · A razão de custo-efetividade incremental foi de R$8.400,00 por paciente adicional com perda ponderal ≥10%;
Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde? Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto ○ Provavelmente aumentada ○ Aumentada ○ Variável · População com melhor condição financeira tem já acesso ao medicamento; · Medicamento não disponível no SUS; · Indisponibilidade de outros medicamentos na rede para perda de peso; . Custo de oportunidade: uma possível inclusão do orlistate pode levar ao desabastecimento ou exclusão de outras tecnologias essenciais.
Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ● Provavelmente não ○ Provavelmente sim  ·Provavelmente moderada por parte dos pacientes: redução discreta de perda de peso quando utilizado isoladamente, evidência fraca para manutenção do peso após o término do tratamento, eventos adversos desagradáveis, associado a altas taxas de abandono de tratamento.
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○ Sim

○ Variável ○ Incerto

Viabilidade

É viável a implementação da tecnologia?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ● Provavelmente não ○ Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ○ Incerto  O medicamento é facilmente disponível em farmácias: nenhuma condição especial de armazenamento elogística;  Será necessária negociação de preços com a empresa fabricante no intuito de reduzir o impacto do uso domedicamento;

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a tecnologia Recomendação condicional contra a tecnologia Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da tecnologia Recomendação forte a favor da tecnologia

CONCLUSÃO

Recomendação

A evidência analisada mostrou baixa efetividade. Diante alta prevalência da condição na população, o impacto orçamentário não se mostra viável. Sendo assim, diante das atuais evidências de efetividade, segurança e custo a recomendação é contra o orlistate. A evidência recuperada revela uma diferença média de emagrecimento de 2-3kg num período de ao menos seis meses com a utilização de orlistate em relação ao placebo ou a cuidados/aconselhamentos mínimos. Essa magnitude de efeito foi estatisticamente significativa em quase todos os estudos, mas a significância clínica da mesma é altamente passível a questionamentos. Indaga-se sobre a relevância de perda de peso de dois ou três quilos para um indivíduo cujo peso é superior a 100 kg. Somado a isso, percebemos um aumento estatisticamente significativo de eventos adversos gastrointestinais e altas taxas de abandono nos estudos avaliados, principalmente devido a estes eventos.

  •  ·Provavelmente pouco aceitável para o sistema de saúde, dada a eficácia discreta, a alta possibilidade de abandono de tratamento e ao alto impacto financeiro.
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APÊNDICE 13 - PERGUNTA PICO 12

Questão de pesquisa: 'Qual o efeito da frequência do monitoramento do peso na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade?'

Nesta pergunta, pacientes (P) Indivíduos ≥ 18 anos portadores de sobrepeso ou obesidade; intervenção (I) era a frequência de monitoramento de peso (C) eram ausência de monitoramento ou outra frequência de monitoramento do peso; e desfechos (O) alteração no peso corpóreo, no IMC e na medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

A. Estratégia de busca

Quadro R1. Estratégias de busca de evidências em base de dados.

Bases Estratégia de Busca Número de Artigos Recuperados
(((self-weighing OR self weighing OR self-monitoring OR self monitoring OR weight monitoring)) AND ("Weight Loss"[Mesh] OR weight loss OR weight reduction)) AND ("Obesity"[Mesh] OR "Overweight"[Mesh] OR obesity OR overweight) 1.292 MEDLINE via pubmed:
'body weight loss' OR 'weight loss'/exp OR 'weight loss' OR 'weight reduction'/exp OR 'weight reduction') AND [embase]/lim AND ('self weighing'/exp OR 'self weighing' OR 'self monitoring'/exp OR 'self monitoring' OR 'weight monitoring') AND [embase]/lim 603 EMBASE

B. Seleção das evidências

A busca das evidências resultou em 612 referências (79 no Pubmed e 533 no EMBASE). Destas, 77 foram excluídas por estarem duplicadas. Quinhentas e trinta e cinco referências foram triadas por meio da leitura de título e resumos, das quais 60 tiveram seus textos completos avaliados para confirmação da elegibilidade.

Como critério de inclusão, foram priorizados os estudos do tipo revisões sistemáticas de ensaios clínicos randomizados, com meta-análises de comparações diretas ou indiretas e ensaios clínicos randomizados que especificassem que o estudo avaliava participantes portadores de sobrepeso ou obesidade e que usassem como comparador a frequência do monitoramento de peso. Quando havia disponível vários artigos de um mesmo estudo, optou-se pela publicação mais nova e com maior tempo de seguimento disponível, desde que essa incluísse os desfechos de

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avaliações anteriores. Foram considerados como desfechos primários de eficácia a alteração no peso corpóreo, IMC e medida da circunferência da cintura desde a linha de base.

Nessa etapa 37 estudos foram excluídos: 1) cinco pelo delineamento de estudo, 1.1) sendo um do tipo transversal 553 ;1.2) quatro por serem revisões sistemáticas sem meta-análise 554-557 ;2) quatro pelo tipo de publicação não envolver trabalho completo (resumos, pôsteres e apresentação de congresso) 558-561 ; 3) 23 por não disporem de desfechos elegíveis, sendo 3.1) seis por não apresentarem resultados quantitativos extraíveis 326,562-566 ; 3.2) onze por apresentarem apenas resultados combinados do monitoramento 225,539,567-575 ; 3.3) três por avaliarem apenas manutenção de peso já perdido 576-578 , e 3.4) um por apresentar apenas desfechos psicológicos 579 , 3.5) um por apresentar apenas resultados de efeitos adversos do monitoramento 580 , 3.6) um por apresentar como desfecho a manutenção e não a perda de peso 581 ; e 4) cinco que incluíram participantes sem sobrepeso ou obesidade 582-586 .

No final, foram incluídos oito estudos, sendo: duas revisões sistemáticas com meta-análise 587,588 ; quatro ensaios clínicos randomizados 589-592 ; um estudo quasi-experimental 560 ; e um estudo do tipo coorte 593 . As etapas até a definição dos estudos incluídos estão descritas no fluxograma a seguir ( Figura O1 ).

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Figura O1. Fluxograma representativo do processo de seleção da evidência.

C. Descrição dos estudos e resultados

A caracterização das revisões sistemáticas incluídas pode ser vista na Tabela P1 . Já a caracterização os participantes destes estudos podeser vista na Tabela Q1. As características dos estudos primários incluídos encontram-se na Tabela R1 e as características dos participantes, na Tabela S1 . Resultados de eficácia encontram-se nas Tabela T1 e Tabela U1 . Na Figura P1 , está representada a atualização da meta-análise de Madigan et al., 2015. O risco de viés dos estudos encontra-se na Figura Q1 . A avaliação da qualidade da evidência, gerada a partir do corpo de evidências, pode ser vista na Tabela S1 , que à Tabela Summary of Findings (SoF), criado por meio do webapp GRADE Pro GDT. A Tabela T1 contém a sumarização das evidências, organizadas de acordo com o layout da tabela Evidence to Decision (EtD), também da metodologia GRADE.

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Tabela P1. Características dos estudos incluídos pela revisão de Madigan et al (2015) para avaliar o efeito da frequência do monitoramento de peso em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autor/ano Desenho do estudo População Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle
Madigan et al 2014 ECR IMC≥30kg/m 2 , idade ≥18 anos e não realizando o auto-monitoramento do peso uma ou mais vezes por semana. Examinar a eficácia da auto-monitoramento diário como uma intervenção para perda de peso 183 Na Atenção Primária, fornecidos escalas e instrução para pesar diariamente e realizar o registro emcartão fornecido. Envio de lembretes semanais (mensagens de texto), 2 consultas individuais de gerenciamento de peso e estratégias gerais para ajudar na perda de peso (meta de perda de 0,5kg/semana). Mesmo manejo do peso de estratégias gerais que o grupo intervenção.
Allen et al Idade entre 21-65 anos, Avaliar a viabilidade, aceitabilidade e eficácia preliminar de intervenções comportamentais Sessões de aconselhamento (com nutricionista, sendo 2 vezes no primeiro mês e mensalmente até o Mesma intervenção com exceção ao auto-
2013 ECR IMC 28 a 42, possuir um Iphone ou celular Android. de base teórica fornecidas pela tecnologia de smartphones. 68 sexto mês), meta de 150 minutos de atividadefísica de moderada ou alta intensidade e auto- monitoramento pelo aplicativo de celular. monitoramento pelo aplicativo de celular.
Avaliar se a ilustração gráfica das flutuações Intervenções terapêuticas semanais individuais, Intervenções terapêuticas
Fujimoto et al 1992 ECR Sem intervenção de dieta anterior. diárias de peso foi efetiva na redução de peso e sua manutenção. 72 acompanhamento no hospital a cada 6 meses e orientado a realizar auto-pesagem quatro vezesao dia durante o programa e depois diariamente. semanais individuais e acompanhamento no hospital a cada 6 meses.
Gokee Participantes entre 21 e 35 anos, com IMC 27-40kg/m 2 , Determinar a viabilidade de recrutar e manter adultos jovens em uma intervenção de perda de peso comportamental breve adaptada para Dieta e metas de exercício, modificação de comportamento, encontros semanais em grupo e orientações para realizar diariamente o auto- Dieta e metas de exercício, modificação de comportamento,
LaRose et al 2009 ECR sem histórico de desordem alimentar ou dependência química. essa faixa etária e avaliar a eficácia preliminar de uma intervenção que enfatiza a auto- pesagem diária dentro do contexto de um modelo de auto-monitoramento. 40 monitoramento do peso em casa (uso da escalade cores que orientava quanto a necessidade de mudança de comportamento, e estandoverde ganhariam pequeno presente). encontros semanais em grupo e orientação de não realizar auto- monitoramento do peso em casa.
Wing et al Capacidade de usarem website e completar o Avaliar se a adição de estratégias comportamentais de perda de peso poderia Programa de perda de peso online, com envio de dados aos participantes a cada 2 semanas;realização diária de auto-monitoramento do peso, dietae Mesmo programa de
2010 ECR diário alimentar. Maiores de 18 anos e com IMC maior que 25kg/m 2 . melhorar os resultados de uma campanha de perda de peso na comunidade. 128 atividade física, com feedback semanal automatizado; e uma sessão em grupo sobreo balanço energético e importância do auto- monitoramento. perda de peso online que o grupo intervenção.
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ECR: ensaio clínico randomizado.

Tabela Q1. Características basais para os estudos incluídos na revisão de Madigan et al (2015) que avaliaram o efeito da frequência do monitoramento de peso na redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

Autores Nintervenção N controle Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC ( kg/m 2 ), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm),média (DP) (Intervenção vs. Controle) Duração da intervenção Tempo de seguimento
Madigan et al 2014 92 91 53,9 (14,9) 53,3 (14,6) vs. 37,0 vs. 36,3 35,8 (4,3) 36,2 (4,8) vs. NR NR 3 meses 3 meses
Allen et al 2013 18 (IC) 16 (IC 17 (INI SP) SP) 42,5 (12,1) 45,6 46,4 22,2 31,2 23,5 34,1 (4,1) 34,3 33,5 96,0 (17,4) 100,3 (16,5) 96,8 (14,8) H 117,3 (15.5); M106,4 (14.5) H 119,4 (11,6); M109,7 (11,4) H 116,4 (4,6); M108,7 6 meses 6 meses
Fujimoto et al 1992 CS: 48 PS: 7 CS: 11 PS: 6 CS: 42,5 (2,1) vs. 44,4 (3,4) PS: 42,2 (2,8) vs. 42,0 (4,4) 27,3 vs. 0 CS: 33,7 (3,5) vs. 34,0 (1,4) PS: 33,3 (2,7) vs. 34,1 (1,7) CS: 80,4 (2,0) vs. 83,0 (3,6) PS: 78,7 (3,9) vs. 81,2 (5,6) NR NR 7,2 meses 2 anos
Gokee LaRose 21 19 29,1 ± 3,9 (total) 15% (total) 33.36 ± 3.4 (total) 82.3 ± 12.6 (total) NR 10 semanas 20 semanas
et al 2009 Wing et al 82 46 46,9 (9,7) (total) 10,2% (total) 33,9 (5,6) (total) 92,0 (17,8) (total) NR 12 semanas 12 semanas

2010

NR: não reportado, N: número da amostra, DP: desvio padrão, IC: intervenção completa sem SP, SP: auto-monitoramento com smartphone, INI: intervenção não intensiva, H: homens, M: mulheres; CS: completaram o seguimento; PS: perderam o seguimento.

Tabela R1. Características dos estudos incluídos para avaliar o efeito da frequência do monitoramento de peso em indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade.

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Autor/ano Dese- nho do estudo População Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle
Pacanowski et al 2015 ECR Idade ≥18 anos, não estar Testar o auto- monitoramento diário do planejando e nem estar grávida, peso com feedback não possuir diabetes, não estar com desordem alimentar e nem ter tal histórico, e apresentar IMC ≥27kg/m 2 . (o Método de Titulação Calórica (CTM)) como intervenção para a perda ou manutenção de peso longo de 2 anos. visual uma ao 149 Participar de uma sessão que abordou estratégias baseadas em evidências para a perda de peso, e receberam uma balança de banheiro assim como orientações para realizar a auto-pesagem diariamente e registrar a informação em um site que gera gráfico com as informações. Participar de uma sessão que abordou estratégias baseadas em evidências para a perda de peso no primeiro ano, e no segundo ano foram adicionadas orientações para realizar a auto-pesagem diariamente e registrar a informação em um site que gera gráfico com as informações
Jospe et al 2017 ECR > 18 anos, IMC ≥27kg/m 2 , acesso regular à internet, não possuir diabetes ou glicose sanguínea em jejum ≥7 mmol/L, nemhipertensão (seja ela severa, moderada ou medicada), não estar grávida ou amamentando, ou planejando engravidar, ausência de histórico de doença cardiovascular ou outras condições médicas graves, não usar medicamentos que afetam o peso ou a composição corporal; e nem ter outro membro da família já inscrito noestudo. Determinar a eficácia de várias estratégias de monitoramento sobre a perda de peso, composição corporal, marcadores sanguíneos, exercício e índices psicossociais em adultos com sobrepeso e obesidade após um programa de perda de peso de 12 meses. 250 Realizaram a escolha de um dos três possíveis planos de dieta e um dos dois programas de exercícios que desejavam seguir, receberam orientações relevantes de ambos, com recursos extensos e estratégias comportamentais; e foram convidados a pesar-se na mesma hora todos os dias (geralmente na primeira hora da manhã), enviando via on-line diariamente os dados para os pesquisadores, cuja interface exibia um gráfico com histórico do peso, além de receberem e- mails mensais personalizados. Realizaram a escolha de um dos três possíveis planos de dieta e um dos dois programas de exercícios que desejavam seguir, receberam orientações relevantes de ambos, com recursos extensos e estratégias comportamentais.
Crane et al 2018 ECR IMC entre 25 e 40kg/m 2 , idade entre 18 e 64 anos, possuir internet wireless em casa, e não possuir condições de saúde relevantes (como sintomas depressivos, transtorno da compulsão alimentar periódicaou história de transtorno alimentar). Comparar frequência de pesagem autorreferida com medidas objetivas de frequência de pesagem ao longo de 24 meses. 223 Receberam 32 sessões de programa de perda depeso comportamental, 6 meses de sessões semanais em grupo, seguido de 6 meses de sessões quinzenais e depois mensais ao longo de 1 ano, além de recomendações para mudar a dieta e o exercício; e orientado a realizar a auto-pesagem diariamente ou semanalmente. Receberam 32 sessões de programa de perda de peso comportamental, 6 meses de sessões semanais em grupo, seguido de 6 meses de sessões quinzenais e depois mensais ao longo de 1 ano, além de recomendações para mudar a dieta e o exercício.
Quasi- Pacientes egressos do ECR e do programa Ligthen up do sistema de Avaliar se a estimulação do auto monitoramento Foi viabilizado o acesso a balanças domiciliares aos pacientes, disponibilizado um cartão para anotação O grupo controle recebeu apenas a
Madigan et al 2013 experim ental saúde inglês. O mesmosdeveriam ter IMC elevado e não ter contra- indicações para participar de programas de perda de peso. semanal de peso é eficaz na manutenção e eventual perda de peso. 1378 das medidas de peso e material com dicas. Após3 meses foi efetuada uma ligação incentivando os participantes monitorarem o peso. ligação para comparecer à medição de peso após 12 meses.
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Tabela 1

| Larose et al 2016 | Coorte | Pacientes participantes do estudo SPARK RCV - Adultos jovens (18-25 | Avaliar se a frequência de pesagem influência no | 52 | Aplicação de questionário de frequência de monitoramento de peso. | NA |

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Autor/ano Dese- nho do estudo População Objetivo Número de participantes incluídos Intervenção Controle
anos) com IMC 25-45 kg/m2, sem intenção de engravidar ou apresentando condições que levassem ao emagrecimento involuntário. desempenho da perda de peso no âmbito do SPARK RCV.

ECR: ensaio clínico randomizado; NA: não aplicável.

Tabela S1. Características basais para os estudos incluídos que avaliaram o efeito da frequência do monitoramento de peso na redução de peso de indivíduos portadores de sobrepeso ou obesidade

Autores N intervenção N controle Idade (anos) média (DP) (intervenção vs. Controle) %sexo masc. (Intervenção vs. Controle) IMC (kg/m 2 )), média (DP) (Intervenção vs. Controle) Peso (Kg), Média (DP) (Intervenção vs. Controle) Circunferência da cintura (cm) (Intervenção vs. Controle) Tempo da intervenção Tempo de Seguimento
Pacanowski et al 2015 81 68 45,3 (9,6) vs.48,2 (9,9) 22,2 vs. 13,2 33,4 (5,1) vs.33,7 (5,1) 94,3 (17,0) vs. 93,1 (17,9) NR 2 anos 2 anos
Jospe et al 2017 51 48 46,1 (11,4) vs. 46,7 (11,4) 37,2 vs. 37,5 33,2 (4,8) vs.32,3 (4,3) 96,8 (16,6) vs. 91,0 (14,9) 102,7 (12,8) vs. 99,8 (11,0) 12 meses 12 meses
2018 Crane et al NA NA (total) 46,6 (10,2) 36,3 (total) 33,0 (3,6) (total) NR NR 12 meses 24 meses
Madigan et al 2013 ITT: 900 Completaram: 876 ITT: 478 Completaram: 297 53,16(14,66) vs 51,14(14,3) 14,3 vs 32,2 3,5(6,1) vs 32,2(3,7) NR NR 12 meses (3 meses de lead- in) 9 meses
2016 Larose et al 52 NA 22,3(20) 21% 34,2(5,4) NR NR 3 meses 3 meses

NR: não reportado, N: número da amostra, DP; desvio padrão; NA: não se aplica (controles do estudo original foram excluídos da análise).

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Tabela T1. Desfechos de eficácia de estudos incluídos na revisão de Madigan et al (2015) que avaliaram o efeito da frequência do monitoramento de peso na alteração de peso corporal, no IMC e circunferência da cintura.

2010

Autor, ano Desfechos de perda do peso corporal(Kg) Intervenção vs. controle Valor de pem relação à linha de base Desfechos de alteração no IMC (Kg/m 2 ) Intervenção vs. controle Valor de p em relação à linha de base Desfechos de alteração da medida de circ. cint. (cm) Intervenção vs. controle Valor de p
Madigan et al 2014 -1,7 (IC95% -2,3 a -1,1) vs. -1,2 (IC95% -1,7 a -0,7) < 0,01 NR NR NR NR
IC -2,5 (DP 4,1) IC -0,8 (DP 1,4) IC: H -3,0 (DP 2,4); M-3,19 (DP 7,4) 0,36
Allen et al IC+SP -5,4 (DP 4,0) 0,89 IC+SP -1,8 (DP 1,3) 0,79 IC+SP: H-7,01 (DP 2,6); M-5,68 (DP 3,7)
2013 INI+SP -3,3 (DP 5,9) INI+SP -1,1 (DP 2,0) INI+SP: H-6,5 (DP 0,35); M-3,64 (DP 7,9) 0,22
SP -1,8 (DP 3,7) SP -0,7 (DP 1,3) SP: H -3,38 (DP 8,3); M-0,88 (DP 2,9)
CS/FT: 15,2 (DP 1,5) vs. 16,8 (DP 1,9)
Fujimoto et al NR NR NR NR
1992 CS/FS: 14,9 (DP 1,9) vs. 7,8 (DP 1,8) PS/FT: 5,2 (DP 1,1) vs. 6,0 (DP 1,8) < 0,05 NR NR NR NR
Gokee LaRose PS/FS: ND FT -6,6 (DP 5,5) vs. -5,8 (DP 5,2) < 0,001 NR NR NR NR
et al 2009 FS -6,6 (DP 5,5) vs. -5,8 (DP 5,2) NR NR NR NR
Wing et al 3,1 (DP 3,7) vs. 1,2 (DP 2,5) < 0,01 NR NR NR NR

*3,6 (DP 4,4) vs. 1,4 (DP 3,0)

< 0,01

IC95%: intervalo de confiança; DM: diferença de médias; NR: não reportado; IMC: Índice de Massa Corporal; DP: desvio padrão; IC: intervenção completa sem SP; SP: auto-monitoramento com smartphone; INI: intervenção não intensiva; H: homens; M: mulheres; FT: final do tratamento; FS: final do seguimento; CS: completaram o seguimento; PS: perderam o seguimento; ND: não detectado; *perda de peso em porcentagem.

Tabela U1. Desfechos de eficácia de estudos incluídos que avaliaram o efeito da frequência do monitoramento de peso na alteração de peso corporal, no IMC e circunferência da cintura.

Autor, ano Desfechos de alteração do peso corporal (Kg) Intervenção vs. controle Valor de p Desfechos de alteração no IMC(Kg/m 2 Intervenção vs. controle Desfechos de alteração da medida de circ. Desfechos de alteração da medida de circ. Desfechos de alteração da medida de circ.
Autor, ano Desfechos de alteração do peso corporal (Kg) Intervenção vs. controle Valor de p Desfechos de alteração no IMC(Kg/m 2 Intervenção vs. controle Valor de p cint. (cm) Intervenção vs. controle Valor de p
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Tabela 1

| Pacanowski et al 2015 | 1º ano: 2,6 (DP 5,9) (n=70) vs. 0,5 (DP 4,4) (n=65); | 0,019 | NR | NR | NR | NR |

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Autor, ano Desfechos de alteração do peso corporal (Kg) Intervenção vs. controle Valor de p Desfechos de alteração no IMC(Kg/m 2 ) Intervenção vs. controle Valor de p Desfechos de alteração da medida de circ. cint. (cm) Intervenção vs. controle Valor de p
1º ano*: 2,1 (DP 5,6) (n=81) vs. 0,4 (DP 4,4) (n=67) 2º ano: Intervenção 0,1 (DP 4,8) 2º ano: Controle 1,9 (DP 5,7) (n=57) 0,037 0,929 0,524
Jospe et al 2017 6º mês**: 94,6 (DP 16,5) (n=48) vs. 87,3 (DP 14,5) (n=44) 12º mês**: 94,8 (DP 18,7) (n=39) vs. 87,3 (DP 15,2) (n=36) NR 6º mês: 32,4 (DP 4,9) (n=48) vs. 30,9 (DP 4,3) (n=44) 12º mês: 32,1 (DP 5,5) (n=39) vs. 30,9 (DP 4,6) (n=36) NR 6º mês: 99,2 (DP 11,5) (n=48) vs. 96,7 (DP 10,7) (n=44) 12º mês: 100,3 (DP 13,7) (n=39) vs. 96,8 (DP 9,9) (n=36) NR
12 meses - auto pesagem: MM(n=10) 0,9 (DP 5,0); SE (n=92): -8,3 (DP 8,5); DI (n=84) -9,4 (DP 8,0) 0,0002
12 meses - objetivo: MM(n=17) -1,3 (DP 8,3); SE (n=121): -6,8 (DP 7,5); DI (n=59) <0,0001
Crane et al 2018 -11,7 (DP 8,0) 24 meses - auto pesagem: MM(n=42) -1,4 (DP 6,0); SE (n=88): -4,4 (DP 7,9); DI (n=45) -7,9 (DP 7,8) <0,0001 NR NR NR NR
24 meses - objetivo: MM(n=92) -2,7 (DP 7,5); SE (n=73): -6,6 (DP 7,7); DI (n=12) -10,9 (DP 8,9) <0,0001
Madigan et al 2013 ITT Ajustado: -2,96 (IC95%-3,67 a -2,25) Não-ajustado: -3,21(IC95%-3,87 a -2,55) NR NR NR NR NR
Larose et al 2016 Aumentaram frequência de pesagem: -4,9 (DP 4,2) Mantiveram frequência de pesagem: -2,3 (DP 3,5) Diminuíram frequência de pesagem: -0,92 (DP 2,2) 0,06 NR NR NR NR
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IC95%: intervalo de confiança; DM: diferença de médias; NR: não reportado; IMC: Índice de Massa Corporal; DP: desvio padrão; IC: intervenção completa sem SP; SP: auto monitoramento com smartphone; INI: intervenção não intensiva; H: homens; M: mulheres; *aplicação do método última observação transportada (LOCF) para imputar dados faltantes; MM: mensal ou menos; SE: semanal; DI: diária; **média do peso corpóreo individual.

Figura P1. Meta-análise do auto-monitoramento de peso na perda do peso corporal.

Fonte: Adaptado de Madigan et al., 2015

Autopesagem Autopesagem Autopesagem Controle Controle Controle Mean Difference Mean Difference
Mean SD Total Mean SD Total Weight M Random 959 CI
1.1.1 Autopesagem isolada
Madigan et al, 2014 Subtotal (95% CI) 41.7 92 92 41.2 2.5 91 91 43.5% -0.50 [1.32, 0.32] -0.50 [-1.32,0.32]
1.1.2 Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso
Fujimoto et al, 1992 Gokee LaRose et al, 2009 11.1 55 21 213 9.3 4.5 17 1.5% -0.90 [6.21, 4.41] +0.20[2.85, 2.45]
Wing et al, 2010 -3.1 3.7 82 21.2 2.5 19 46 -1.90 [2.98,-0.82]
Alen et al, 2013 -3.7 4.2 16 18 5.98 -2.00 [4.62,0.62]
Pacanowski et al, 2015 3.5 67 14.68 1.70 [3.31,-0.09]
Subtotal (95% CI) 5.6 81 255 167 56.5% 1.68 [-2.48,-0.88]
Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001) Test for overall effect: Z= 4.13 (P < 0.0001)
Total (95% CI) 347 258 100.0% -1.15 [-1.81,-0.50]
Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005) Test for overall effect: Z= 3.48 (P = 0.0005)
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Figura Q1. Avaliação da qualidade metodológica dos ensaios clínicos incluídos na revisão sistemática Madigan et al., 2015.

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Tabela S1. Sumarização dos resultados dos estudos (Summary of Findings (SoF) do webapp Grade PRO.

Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade Avaliação da qualidade №depacientes №depacientes Efeito Efeito
№dos estudos Delineamento do estudo Risco de viés Inconsistência Evidência indireta Imprecisão Outras considerações monitoramento de peso monitoramento associado a programa comportamental Relativo (95% IC) Absoluto (95% IC) Qualidade Importância
Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Perda de Peso (Kg) (seguimento: variação 3 meses para 2 anos)
6 ensaios clínicos randomizados grave a muito grave b não grave muito grave c nenhum 347 258 - MD 1.15 Kg menor (1.81 menor para 0.5 menor) ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO
Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada (seguimento: mediana 3 meses)
1 ensaios clínicos randomizados não grave não grave não grave não grave nenhum 92 91 - MD 0.5 Kg menor (1.32 menor para 0.5 mais alto) ⨁⨁⨁⨁ ALTA CRÍTICO
Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos) Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso (seguimento: variação 3 meses para 2 anos)
5 ensaios clínicos randomizados grave a muito grave b não grave muito grave c nenhum 255 167 - MD 1.68 Kg menor (2.48 menor para 0.88 mais alto) ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA CRÍTICO

IC: Intervalo de confiança; DM: Diferênça de médias; a. Cegamento dos participantes, perdas de acompanhamento dos mesmos e relato seletivo; b. Tempos de seguimento com grande variação (3 meses a 2 anos). Alta heterogeneidade clínica e estatística (I2 para subgrupos > 75%); c. Estudos muito heterogêneos e estimativas muito imprecisas (largos intervalos de confiança

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Tabela T1. Resumo dos principais domínios avaliados (Tabela Evidence to Decision (EtD) do webapp GRADE PRO).

PERGUNTA PERGUNTA
Deve-se usar monitoramento de peso vs. monitoramento associado a programa comportamental para perda de peso em Kg? Deve-se usar monitoramento de peso vs. monitoramento associado a programa comportamental para perda de peso em Kg?
POPULAÇÃO: perda de peso em Kg
INTERVENÇÃO: monitoramento de peso
COMPARAÇÃO: monitoramento associado a programa comportamental
PRINCIPAIS RESULTADOS: Perda de Peso (Kg); Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem isolada ; Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Autopesagem associada a programa comportamental de manejo de peso

AVALIAÇÃO

Problema O problema é uma prioridade? Problema O problema é uma prioridade?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ○ Provavelmente Não ○ Provavelmente sim ● Sim ○ Varia ○ Incerto  A obesidade mundial quase triplicou desde 1975.  Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, 18 anos ou mais, apresentavam excesso de peso. Destes, mais de 650 milhões eramobesos.  39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2016 e 13% eramobesos.  A maioria da população mundial vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que abaixo dopeso.  41 milhões de crianças menores de 5 anos estavam acima do peso ou obesas em2016.  Mais de 340 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estavam acima do peso ou obesasem 2016.  A obesidade é evitável. Fonte: OMS. Obesity and overweight. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 09/08/2019
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Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis? Efeitos Desejáveis Quão substanciais são os efeitos desejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Trivial ●Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto  O único estudo, com baixo risco de viés, e que avaliou a auto pesagem vs. nenhuma intervenção mostrou que houve uma redução não significativa de peso com o uso da tecnologia.  Os estudos que compararam a auto pesagem versus outras intervenções evidenciaram efeito substancial da autopesagem. Noentanto, devido à alta heterogeneidade, períodos de seguimento variados e imprecisão das estimativas, não podemos agregar alto nível de certeza nessaestimativa.
Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis? Efeitos Indesejáveis Quão substanciais são os efeitos indesejáveis?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
●Trivial ○ Pequeno ○ Moderado ○ Grande ○ Variável ○ Incerto  O único estudo, com baixo risco de viés, e que avaliou a auto pesagem vs. nenhuma intervenção mostrou que houve uma redução não significativa de peso com o uso da tecnologia.  Os estudos que compararam a auto pesagem versus outras intervenções evidenciaram efeito substancial da auto pesagem. No entanto, devido à alta heterogeneidade, períodos de seguimento variados e imprecisão das estimativas, não podemos agregar alto nível de certeza nessaestimativa.
Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos? Certeza da Evidência Qual é a certeza global da evidência dos efeitos?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
● Muito Baixa ○ Baixa ○ Moderada ○ Alta ○ Sem estudos incluídos A melhor evidência disponível mostra que não há benefício em se utilizar o auto monitoramento de peso como estratégia para a perda de peso significativa do ponto de vista estatístico e clínico.
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Desfechos Importância Certainty of the evidence (GRADE)
Perda de Peso (Kg) seguimento: variação 3 meses para 2 ano CRÍTICO ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA c
Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Auto pesagem isolada seguimento: mediana 3 meses CRÍTICO ⨁⨁⨁⨁ ALTA c
Desfechos de perda do peso corporal (Kg) - Auto pesagem associada a programa comportamental de manejo de peso seguimento: variação 3 meses para 2 anos CRÍTICO ⨁ ◯◯◯ MUITO BAIXA c
  • c. Cegamento dos participantes, perdas de acompanhamento dos mesmos e relato seletivo
  • d. Tempos de seguimento com grande variação (3 meses a 2 anos). Alta heterogeneidade clínica e estatística (I2 para subgrupos > 75%)
  • e. Estudos muito heterogêneos e estimativas muito imprecisas (largos intervalos de confiança)

Valores

Existe importante incerteza ou variabilidade acerca de quanto as pessoas valorizam os resultados primários?

JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Importante incertezaou variabilidade ○ Possível Importanteincerteza ou variabilidade ● Provavelmente nenhuma Importante incerteza ou variabilidade ○ Sem importante incertezaou variabilidade Auto-pesagem é o monitoramento do resultado (ou seja, peso) ao invés de comportamento e, portanto, mostrando ser util para a redução de peso.
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Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador? Balanço dos efeitos O balanço entre efeitos desejáveis e indesejáveis favorece a intervenção ou o comparador?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Favorece o comparador ○ Provavelmente favorece o comparador ○ Não favorece um e nem o outro ● Provavelmente favorece a intervenção ○ Favorece a intervenção ○ Variável ○ Incerto Como uma intervenção para perda de peso, a instrução para pesar-se diariamente é ineficaz. Ao contrário de outros estudos, não houve evidência de que maior frequência de auto-ponderação esteja associada a maior perda de peso (como base na melhor evidência). De qualquer maneira, mesmo com baixa evidência, associada à mudanças comportamentais, a auto-pesagem pode promover a redução de peso. Não gera eventos adversos e é facilmente implementável.
Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde? Equidade Qual seria o impacto em equidade em saúde?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Reduzida ○ Provavelmente reduzida ○ Provavelmente nenhum impacto ● Provavelmente aumentada ○ Aumentada ○ Variável ○ Incerto Como uma tecnologia que é parte de uma série de etapas que visa a redução e a prevenção de obesidade, ela pode agregar em equidade e integralidade à assistência em saúde pessoa obesa e com sobrepeso. É uma ação simples e que gera um senso de preocupação, para com a pessoa, vinda do sistema de saúde.
Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )? Aceitabilidade A intervenção é aceitável para os principais atores sociais ( stakeholders )?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ○ Provavelmente não  Não existem eventos adversos relatados, a implementação é simples;
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● Provavelmente sim ○ Sim ○ Variável ○ Incerto  Acessibilidade geográfica pode ser comprometida a depender da frequência de monitoramento em serviço desaúde;
Viabilidade É viável a implementação da tecnologia? Viabilidade É viável a implementação da tecnologia?
JULGAMENTO EVIDÊNCIAS DE PESQUISA
○ Não ○ Provavelmente não ○ Provavelmente sim ●Sim ○ Variável ○ Incerto  Toda UBS é equipada com balança;  O procedimento de pesagem é simples de ser realizado;  A autopesagem, em domícilio, pode ser dificultada, pois nem todas as pessoas podem ter condições econômicas suficentes para arcar com o custo de uma balança;

TIPO DE RECOMENDAÇÃO

Recomendação forte contra a tecnologia Recomendação condicional contra a tecnologia Não favorece uma ou outra Recomendação condicional a favor da tecnologia Recomendação forte a favor da tecnologia

CONCLUSÃO

Recomenda-se o auto monitoramento de peso corporal, pelo menos uma vez na semana, como estratégia adjuvante para a redução de peso.

Recomendação

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