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Paroxetina e pânico: devo suspender o uso?

Relacionado a Psiquiatria
Comecei a tomar paroxetina há 4 dias e, logo no primeiro dia, tive um ataque de pânico. Nos 3 dias seguintes, precisei ir à UPA devido a crises fortes. A médica informou que posso suspender o remédio, já que estou apenas no quarto dia de uso. Gostaria de entender melhor essa situação e quais os riscos de continuar ou interromper o uso da paroxetina.
Principais pontos para você
  • Ataques de pânico podem ocorrer no início do tratamento com paroxetina, mas geralmente diminuem com o tempo.
  • É crucial consultar um médico antes de suspender qualquer medicação, especialmente antidepressivos, para evitar sintomas de abstinência.
  • Buscar ajuda médica imediata é fundamental para avaliar os sintomas e descartar outras condições médicas.
  • O acompanhamento médico é essencial para ajustar a dose ou considerar alternativas de tratamento, se necessário.
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Respostas dos especialistas

Olá, boa noite. Todo início de uso de medicação trás efeitos indesejáveis. No caso da paroxetina o efeito que você descreveu é comum. É importante que você tenha uma avaliação médica adequada para decidir pela troca, ajuste de dose ou continuação da medicação. De qualquer forma, me coloco a disposição para futuros atendimentos. Trabalho com telemedicina para todo Brasil.

mais de 1 ano

Bom dia Henrique! No início é natural ter alguns efeitos colaterais indesejáveis, como um aumento da ansiedade conforme o senhor relatou. Mas eles tendem a cessar e os sintomas vão melhorando a cada dia. Minha orientação seria manter e utilizar algum medicamento SOS até a sua melhora. É o processo de ação do medicamento. Qualquer dúvida estou a disposição.

mais de 1 ano

Responder dúvida

Entenda a fundo

  • Medo intenso

    Sensação intensa de medo ou desconforto que atinge o pico em minutos.

  • Palpitações

    Aceleração dos batimentos cardíacos.

  • Falta de ar

    Sensação de falta de ar ou sufocamento.

  • Sudorese

    Sudorese excessiva, mesmo em repouso.

  • Tremores

    Tremores ou abalos.

  • Desrealização ou despersonalização

    Sensação de irrealidade ou de estar separado de si mesmo.

  • Medo de perder o controle

    Medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer.

  • Fatores biológicos e estresse

    A causa exata dos ataques de pânico não é totalmente compreendida, mas pode envolver uma combinação de fatores genéticos, estresse significativo, temperamento mais sensível ao estresse e alterações na função cerebral.

  • Desequilíbrio de neurotransmissores

    Desequilíbrios nos neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, podem desempenhar um papel no desenvolvimento de ataques de pânico.

  • Condições médicas preexistentes

    Certas condições médicas, como problemas da tireoide, doenças cardíacas, ou distúrbios respiratórios, podem desencadear sintomas semelhantes aos de um ataque de pânico.

  • Histórico familiar

    Pessoas com histórico familiar de transtornos de ansiedade ou pânico têm maior probabilidade de desenvolver a condição.

  • Eventos estressantes

    Eventos traumáticos ou estressantes podem aumentar o risco de desenvolver ataques de pânico.

  • Outros transtornos mentais

    Pessoas com outros transtornos de saúde mental, como depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), têm maior probabilidade de experimentar ataques de pânico.

  • Uso de substâncias

    O uso de substâncias como álcool, cafeína e drogas ilícitas pode aumentar o risco de ataques de pânico.

  • Crise de ansiedade

    Compartilha sintomas como palpitações, sudorese e falta de ar, mas geralmente está associada a um evento específico e não é tão repentina quanto um ataque de pânico.

  • Problemas cardíacos

    Pode causar sintomas físicos como dor no peito e falta de ar, mas geralmente está associada a um problema cardíaco subjacente.

  • Problemas respiratórios

    Pode causar falta de ar e aperto no peito, mas geralmente está associada a uma condição pulmonar subjacente.

  • Hipotensão

    Compartilha sintomas como tontura e desmaio, mas geralmente está associada a uma queda na pressão arterial.

  • Exame físico

    Um exame físico completo pode ajudar a descartar outras condições médicas que podem estar contribuindo para os sintomas de ansiedade e pânico.

  • Exames de sangue

    Exames de sangue podem ser realizados para verificar a função da tireoide e outros indicadores de saúde que podem estar relacionados aos ataques de pânico.

  • Avaliação psicológica

    Um profissional de saúde mental pode realizar uma avaliação psicológica para diagnosticar transtorno de pânico ou outras condições de saúde mental que podem estar presentes.

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ajudar a identificar e modificar padrões de pensamento negativos que contribuem para os ataques de pânico.

  • Medicação

    Em alguns casos, medicamentos como antidepressivos ou ansiolíticos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade e prevenir ataques de pânico. É crucial procurar um médico para avaliar a necessidade de medicação.

  • Grupos de apoio

    Participar de grupos de apoio pode fornecer um espaço seguro para compartilhar experiências e aprender estratégias de enfrentamento com outras pessoas que estão passando por situações semelhantes.

  • Técnicas de relaxamento

    Aprender técnicas de relaxamento, como respiração profunda e meditação, pode ajudar a reduzir a ansiedade e prevenir ataques de pânico.

  • Mudanças no estilo de vida

    Modificações no estilo de vida, como evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool, praticar exercícios físicos regularmente e dormir o suficiente, podem ajudar a reduzir a ansiedade e prevenir ataques de pânico. Consulte um médico para obter orientação personalizada.

  • Transtorno de pânico

    O medo constante de ter outro ataque de pânico pode levar ao desenvolvimento de transtorno de pânico, onde a pessoa vive em um estado de ansiedade persistente sobre a possibilidade de novos ataques.

  • Agorafobia

    Algumas pessoas começam a evitar lugares ou situações onde tiveram ataques de pânico no passado, o que pode levar ao desenvolvimento de agorafobia, uma condição que limita a capacidade de sair de casa ou de se sentir seguro em locais públicos.

  • Problemas de saúde mental

    Ataques de pânico frequentes e intensos podem levar ao isolamento social, depressão e outros transtornos de humor, afetando significativamente a qualidade de vida.

  • Abuso de substâncias

    O uso de álcool ou drogas pode parecer uma solução para lidar com a ansiedade, mas, a longo prazo, pode agravar os sintomas e levar à dependência.

  • Técnicas de relaxamento

    Aprender técnicas de respiração profunda e relaxamento muscular pode ajudar a reduzir a ansiedade e prevenir ataques de pânico.

  • Exercício físico regular

    A prática regular de exercícios físicos pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar o humor, o que pode diminuir a frequência dos ataques de pânico.

  • Evitar estimulantes

    Evitar o consumo excessivo de cafeína e álcool pode ajudar a reduzir a ansiedade e prevenir ataques de pânico.

  • Terapia e grupos de apoio

    Participar de grupos de apoio ou terapia pode fornecer um espaço seguro para compartilhar experiências e aprender estratégias de enfrentamento.

Perguntas frequentes sobre o tema

A paroxetina pode causar efeitos colaterais no início do tratamento, incluindo ansiedade e ataques de pânico em algumas pessoas. No entanto, esses efeitos geralmente diminuem com o tempo. É importante discutir seus sintomas com seu médico para determinar o melhor curso de ação.

A decisão de suspender a paroxetina deve ser tomada em conjunto com seu médico. A suspensão abrupta de antidepressivos pode causar sintomas de abstinência. Seu médico pode orientá-lo sobre a melhor forma de reduzir a dose gradualmente, se necessário.

Se você está experimentando ataques de pânico intensos, é importante procurar ajuda médica imediatamente. Um médico pode avaliar seus sintomas, descartar outras condições médicas e recomendar o tratamento adequado.

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