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PO

Pedro Otacilio Queiroz Bastos

Psicólogo
CRP-CE 11/14713

Consultórios e clínicas

(1)
Jacareí centro

Endereço

Rua Professor José Silveira, Fortaleza (CE)

Experiência

Sobre Pedro

Psicólogo e Psicomotricista, Pedro O. Queiroz Bastos possui vasta experiência em contextos clínicos, hospitalares e sociais. Atuando como psicólogo em uma operadora de saúde, ele trabalhou com psicoterapia breve e no atendimento a demandas de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e outras síndromes do neurodesenvolvimento. Em uma fundação, suas atividades incluíam acompanhamento e atendimento psicológico, avaliações, intervenções em grupo e individuais, e intervenções em momentos de crise. Pedro também possui uma sólida formação, com graduação em Psicologia (2019) e em Gestão de Recursos Humanos (2013). Além disso, concluiu diversas pós-graduações e cursos de extensão, incluindo Neuropsicologia, Psicomotricidade e ABA (Análise do Comportamento Aplicada). Sua experiência se estende a diferentes clínicas parceiras, onde atua em psicoterapia, psicomotricidade e avaliação neuropsicológica, utilizando a abordagem do psicodrama para suas práticas clínicas.

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Opiniões de pacientes sobre Pedro

PO

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Dúvidas de saúde respondidas

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Paciente
Rio de Janeiro (RJ)
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U
Quando estamos depressivos e com dificuldade de realizar as tarefas do dia a dia, é melhor fazer o w tem que ser feito, mesmo com depressão? Ou dar uma pausa de um dia para olhar para dentro? E se isso acontecer com certa frequência?
Responder dúvida
Do ponto de vista neuropsicológico, a depressão não é "falta de força de vontade", mas sim uma alteração no funcionamento de circuitos cerebrais importantes, especialmente no Eixo HPA (Hipotálamo-Pituitária-Adrenal) e no sistema de recompensa (envolvendo a dopamina). • Disfunção Executiva: O lobo frontal, responsável pelo planejamento e execução de tarefas, fica "lentificado". Por isso, uma tarefa simples como lavar a louça parece exigir a energia de subir o Everest. • Anedonia e Fadiga: Há uma redução na conectividade entre áreas que processam o prazer. Se o cérebro não "prevê" recompensa ou satisfação ao terminar algo, ele simplesmente não envia o comando motor com eficiência. "Olhar para dentro" é importante, mas na depressão, o excesso de introspecção pode virar ruminação (ficar preso em pensamentos negativos), o que piora o quadro. Pausas são vitais, mas pausas passivas demais podem aprofundar o estado depressivo. • O Ciclo da Depressão: Quando deixamos de fazer as coisas porque estamos tristes, perdemos o contato com reforçadores (coisas boas da vida). Isso gera mais tristeza, que gera mais isolamento. • Fazer sem Vontade? Sim, mas com uma ressalva crucial: não tudo e não de qualquer jeito. A ideia não é "forçar a barra" até quebrar, mas escolher micro-tarefas que te devolvam a sensação de domínio ou de prazer. Se isso acontece com frequência, a resposta não é "ou um, ou outro", mas sim uma estratégia combinada: Quando escolher o "Fazer": Se a tarefa for pequena e o fato de não fazê-la estiver gerando ansiedade e culpa. Concluir algo mínimo (ex: arrumar apenas a cama) sinaliza ao cérebro que você ainda tem agência sobre sua vida. Isso gera uma pequena dose de dopamina. Se você está em um nível de exaustão física onde o erro é iminente ou se a pressão está gerando pensamentos de autocrítica severa. Mas atenção: essa pausa deve ser ativa. Em vez de apenas deitar no escuro pensando nos problemas, tente uma meditação guiada, um banho consciente ou ouvir uma música. Importante: Quando o desânimo é recorrente, o seu sistema nervoso está sinalizando que o estoque de neurotransmissores (como serotonina e noradrenalina) está baixo ou que o estresse crônico está inflamando o seu sistema. O que fazer na prática: 1. Regra dos 5 Minutos: Comprometa-se a fazer uma tarefa por apenas 5 minutos. Se depois disso estiver insuportável, pare. Geralmente, o mais difícil é o início (o "custo de resposta"). 2. Fracione tudo: Não tente "limpar a casa". Tente "tirar o lixo". O cérebro deprimido lida melhor com metas minúsculas. 3. Respeite o limite, mas não se abandone: Existe uma linha tênue entre o descanso necessário e a entrega à doença. Se isso é constante, procure ajuda profissional. A psicoterapia ajudará a organizar seu repertório comportamental, e a avaliação psiquiátrica/neuropsicológica pode verificar se há necessidade de suporte medicamentoso para "ajustar a química" e permitir que você consiga, enfim, fazer o que precisa ser feito. Você não precisa carregar o mundo nas costas enquanto suas pernas estão cansadas. Cuidar de si também é uma tarefa produtiva.
Elisabeth
Machadinho D'Oeste (RO)
E-mail informado
U
**Relato para Avaliação Psicológica** Bom dia, Gostaria de relatar uma situação que vem me preocupando bastante em relação à minha filha, de 15 anos. Tenho observado com frequência um comportamento que considero inadequado e que tem se repetido ao longo do tempo. Ela costuma pegar dinheiro sem pedir autorização e, quando questionada, nega o ocorrido, mesmo diante de evidências claras. Esse padrão de comportamento tem me deixado bastante apreensiva, pois envolve tanto a questão de desrespeito às regras quanto a repetição da mentira, o que tem afetado a confiança dentro de casa. Não sei se esse comportamento pode estar relacionado a uma fase da adolescência, a questões emocionais ou até mesmo a algum tipo de transtorno, e por isso estou buscando orientação profissional. Gostaria de compreender melhor o que pode estar acontecendo e como devo agir da melhor forma para ajudá-la. Desde já, agradeço pela atenção e orientação.
Responder dúvida
O comportamento relatado — subtrair dinheiro sem autorização e negar o ocorrido mesmo diante de evidências — pode ser compreendido como uma classe de respostas operantes mantidas por contingências de reforçamento. Segundo Skinner (1953/2003), o comportamento é função de suas consequências, e sua repetição indica que está sendo reforçado, ainda que de forma não intencional pelo ambiente familiar. No caso em questão, é possível que o comportamento de pegar dinheiro esteja sendo reforçado pelo acesso ao recurso financeiro (reforçamento positivo) e, adicionalmente, que o comportamento de negar (mentir) esteja sendo reforçado pela esquiva de consequências aversivas imediatas, como repreensões ou restrições (reforçamento negativo). Ainda que haja evidências contrárias, a manutenção da negação sugere que, no histórico de interações, essa resposta pode ter sido bem-sucedida em adiar ou evitar punições, conforme descrito por Azrin e Holz (1966) sobre os efeitos das contingências de punição e esquiva. Sobre a fase da adolescência, é importante considerar que esse período envolve transformações neurobiológicas e sociais que podem alterar o repertório comportamental. Contudo, a análise comportamental não atribui o comportamento a “fases” como causas, mas sim a contingências atuais e passadas. A adolescência pode, entretanto, ser um contexto no qual o comportamento de explorar limites e buscar autonomia se expressa, e a maneira como o ambiente responde a essas tentativas determinará se padrões como o descrito se tornam recorrentes (Bijou & Baer, 1978). Além disso, é necessário investigar possíveis variáveis de controle não observáveis diretamente no relato, como: a existência de reforçadores concorrentes (p. ex., necessidade de dinheiro para inserção social, pressão de pares), a inconsistência de regras no ambiente familiar, e a possibilidade de déficits em habilidades de comunicação e negociação. De acordo com a terapia analítico-comportamental, comportamentos tidos como “mentira” ou “desonestidade” frequentemente coexistem com repertórios pouco desenvolvidos de solicitação de recursos e tolerância à frustração (Haynes & O’Brien, 2000). Não há elementos suficientes no relato para sugerir, a princípio, um transtorno mental. O comportamento descrito configura-se como um padrão disruptivo no ambiente familiar, mas sua classificação como sintoma de um transtorno dependeria de uma avaliação funcional mais ampla, que considerasse a duração, intensidade, generalidade e prejuízos associados em múltiplos contextos (escola, relações sociais, funcionamento emocional). Conforme orientam os manuais diagnósticos baseados em critérios empíricos, como o DSM-5-TR (APA, 2022), a presença de comportamento antissocial isolado não é suficiente para um diagnóstico, sendo necessário avaliar padrões persistentes de violação de direitos alheios ou normas sociais. Diante do exposto, recomenda-se: 1. Avaliação funcional detalhada por profissional da análise do comportamento, a fim de identificar as variáveis ambientais que mantêm o comportamento e as possíveis deficiências de repertório da adolescente; 2. Intervenção parental orientada, focada em estabelecer contingências claras, consistentes e combinadas com o ensino de habilidades alternativas (como pedir dinheiro, negociar limites, lidar com a negativa); 3. Observação de outros contextos (escolar, social) para verificar se o padrão se restringe ao ambiente familiar ou se há generalização. Diante do que foi relatado, compreendo sua preocupação como um reflexo do cuidado e da atenção que você dedica ao desenvolvimento de sua filha. O comportamento de pegar dinheiro sem autorização e, posteriormente, negar o ocorrido é algo que, de fato, merece atenção, e buscarei explicar como a psicologia comportanalítica nos ajuda a entender o que pode estar sustentando esse padrão. Pela perspectiva da análise do comportamento, não tratamos essas ações como algo solto ou fruto apenas de uma “fase”, mas sim como respostas que vêm sendo mantidas pelas consequências que elas geram no ambiente. Em outras palavras, se um comportamento se repete, é porque, de alguma forma, ele está funcionando para a pessoa. No caso, é possível que, ao pegar o dinheiro, sua filha esteja obtendo algo que deseja (acesso ao recurso) e, ao negar, esteja evitando uma consequência imediata que ela avalia como desagradável, como uma bronca ou uma restrição. Mesmo que as evidências sejam claras, se a negativa já foi eficaz em algum momento para adiar ou reduzir o desconforto, ela tende a se repetir. É importante destacar que esse padrão não necessariamente indica um transtorno. Muitas vezes, ele está ligado a formas ainda pouco desenvolvidas de lidar com desejos e limites. A adolescência traz consigo um aumento da busca por autonomia e pertencimento social, e o dinheiro pode estar associado a essas necessidades. O ponto central não é apenas coibir o comportamento, mas entender o que ele está tentando comunicar e ensinar formas mais adequadas de alcançar os mesmos objetivos. Outro aspecto relevante é a forma como as regras e combinados estão sendo estabelecidos em casa. Quando as consequências para um mesmo comportamento variam muito — ora sendo mais rígidas, ora sendo mais flexíveis — ou quando não há uma oportunidade clara de a adolescente pedir o que quer e negociar, o comportamento de pegar escondido pode acabar sendo o caminho que ela encontra para resolver algo que não sabe como lidar de outro modo. Diante disso, uma intervenção mais eficaz envolve menos uma postura de confronto direto (“você pegou ou não pegou?”) e mais uma mudança nas condições que antecedem e sucedem o comportamento. Sugiro que possamos trabalhar juntos para: · Estabelecer combinados claros sobre o dinheiro e os pertences, de forma que sua filha saiba exatamente o que é permitido e quais as consequências previsíveis; · Ensinar, de maneira prática, que ela pode pedir, negociar ou ganhar o dinheiro por meio de responsabilidades combinadas; · Criar momentos para que ela possa falar sobre o que tem desejado ou sentido necessidade, sem que o medo de punição imediata feche esse canal de comunicação; · Aplicar as consequências de forma consistente, mas sem perder o foco no ensino do comportamento desejado, em vez de apenas punir o indesejado. Referências AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2022. AZRIN, N. H.; HOLZ, W. C. Punishment. In: HONIG, W. K. (ed.). Operant behavior: areas of research and application. New York: Appleton-Century-Crofts, 1966. p. 380-447. BIJOU, S. W.; BAER, D. M. Psicologia do desenvolvimento infantil. São Paulo: Abril Cultural, 1978. v. 1. HAYNES, S. N.; O’BRIEN, W. H. Principles and practice of behavioral assessment. New York: Kluwer Academic/Plenum Publishers, 2000. KAZDIN, A. E. Parent management training: evidence-based interventions for children and adolescents. New York: Oxford University Press, 2017. SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano. 11. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. Original publicado em 1953.
Paciente
Porto Real (RJ)
E-mail informado
U
Tenho 19 anos e tenho problemas no serviço como jovem aprendiz, no curso não sinto vontade de ir e nem de participar pois tem que ficar fazendo apresentação na frente para todos e eu tenho essa grande dificuldade e medo e não gosto e aí eu acabo faltando pra evitar essas coisas, junto muitos problemas na cabeça e se algum dia me estressa já não tenho vontade de fazer mais nada e meu dia acaba, faço doces feito e durmo para evitar quando não fico com a cabeça girando de dor de cabeça.
Responder dúvida
Sinto muito que você esteja passando por esse turbilhão. Aos 19 anos, a pressão para "performar" na vida adulta — equilibrando o primeiro emprego e o curso — é imensa, e quando o nosso sistema emocional interpreta o ambiente como uma ameaça constante, o corpo e a mente buscam o "botão de emergência". Percebo que você está preso no que chamamos de Manutenção do Transtorno de Ansiedade Social. O medo de apresentações em público não é apenas "timidez"; é uma interpretação de que o julgamento alheio é catastrófico. • Pensamentos Automáticos: Provavelmente algo como "Vou passar vergonha", "Vão rir de mim" ou "Não sou capaz". • Comportamento de Esquiva: Quando você falta ao curso para evitar a apresentação, você sente um alívio imediato (reforço negativo). O problema é que esse alívio ensina ao seu cérebro que a única forma de sobreviver é fugindo, o que aumenta o medo para a próxima vez. • Coping Maladaptativo: O sono excessivo e o consumo de doces são estratégias de enfrentamento para anestesiar a dor emocional. O doce traz um pico rápido de dopamina, e o sono desliga o processamento de problemas que parecem insolúveis. Neuropsicologicamente, seu cérebro está operando em modo de sobrevivência. • Eixo HPA e Estresse: Quando você pensa na apresentação, sua amígdala (o centro do medo) dispara, inundando seu sistema com cortisol. Como o estresse é crônico, seu Córtex Pré-Frontal (responsável pela lógica e tomada de decisão) acaba ficando "offline". Por isso, qualquer estresse pequeno faz você sentir que "não quer fazer mais nada" — é uma exaustão neuroquímica. • Somatização: A cefaleia (dor de cabeça) e a sensação de "cabeça girando" são respostas físicas reais à tensão muscular e à ansiedade generalizada. O seu corpo está pedindo uma pausa que a sua mente não está conseguindo dar de forma organizada. Redução de Danos: Estratégias Práticas A redução de danos aqui significa não exigir de si mesmo uma "cura" imediata, mas sim diminuir o impacto negativo dessas crises no seu futuro profissional e na sua saúde. Estratégias de Enfrentamento Gradual • A "Exposição Hierárquica": Em vez de focar na apresentação final, tente metas menores. Vá ao curso, mas combine com o professor de ficar apenas ouvindo no início. Estar presente, mesmo sem falar, já quebra o ciclo da esquiva total. • Técnica do "Cartão de Enfrentamento": Escreva frases lógicas para ler quando a ansiedade bater: "O desconforto da apresentação dura 10 minutos; o arrependimento de faltar dura a semana toda." Regulação Biológica (Reduzindo o Impacto Físico) • Troca de Recompensa: Se o doce é sua fuga, tente a Regra do Meio: coma metade do doce que faria e beba um copo grande de água. O açúcar em excesso causa um "crash" de energia que piora seu humor horas depois. • Higiene do Sono Estratégica: O sono de escape ("dormir para esquecer") desregula seu ciclo circadiano. Tente cochilos de no máximo 30 minutos em vez de dormir a tarde toda, para evitar que você acorde ainda mais desorientado e com dor de cabeça. No Trabalho (Jovem Aprendiz) • Comunicação não-violenta consigo mesmo: Entenda que você está em fase de aprendizado. Se o serviço está pesado, fragmente as tarefas em pedaços minúsculos. O cérebro ansioso se desespera com o "todo", mas consegue lidar com o "agora". Uma reflexão final: Você está usando as ferramentas que tem para sobreviver a um desconforto que parece insuportável. O sono e o doce são seus "curativos", mas a ferida precisa de ventilação. Buscar um psicólogo que atue com TCC ajudaria você a treinar suas habilidades sociais e a reestruturar esses pensamentos que fazem a sala de aula parecer um tribunal. Como você acha que seu corpo reagiria se, em vez de evitar o curso totalmente, você fosse apenas para assistir à aula, sem o compromisso de apresentar nada naquele dia?

Perguntas frequentes

Confira as perguntas mais frequentes sobre Pedro Otacilio Queiroz Bastos

Pedro é Psicólogo, proporcionando cuidados especializados na área.

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Pedro atende nos seguintes locais de atendimento:
  • Rua Professor José Silveira · Fortaleza (CE)